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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

APOIO


NO MÊS EM QUE PUBLIQUEI MENOS E ANTES DE TERMINAR O DIA ASSIM VÃO AS VISUALIZAÇÕES NO DESENVOLTURAS E DESACATOS PRESTES A ATINGIR O (MILHÃO E MEIO DE VISITAS)


SUSPENSE














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O MERGULHADOR E A ENGUIA LOBO




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Governo prepara modelo pioneiro de gestão de zonas ribeirinhas no Algarve



O Governo está a preparar um modelo «inédito» de gestão de zonas ribeirinhas para a região do Algarve, com o objetivo de descentralizar competências da Administração Central para os municípios.

A ministra do Mar Ana Paula Vitorino revelou esta intenção ontem, em Olhão, onde esteve na inauguração do Festival do Marisco.

«Estamos a trabalhar com os municípios, para fazer algo inédito no Algarve. Vamos ensaiar o que nos parece uma solução mais adequada de descentralização e gestão de proximidade deste tipo de infraestruturas, avaliando as necessidades das acessibilidades terrestres e marítimas».

Segundo Ana Paula Vitorino, o objetivo é «fazer uma parceria entre a Administração Central, a Docapesca, o Porto de Sines, Administração Local, municípios e AMAL, para estabelecer as prioridades de intervenção para o Algarve».

A revelação da ministra do Mar surgiu no seguimento de uma pergunta do Sul Informação sobre a necessidade de uma intervenção na Barra de Tavira, devido ao assoreamento que, aliado ao Levante, tem impedido, nos últimos dias, os pescadores de saírem ao mar.

Jorge Botelho, presidente da AMAL, assumiu ao nosso jornal que tem existido «um conjunto de conversas exploratórias no sentido de delegar competências de gestão de zonas ribeirinhas para os municípios».

Segundo o autarca de Tavira, que vê com bons olhos esta medida, uma vez que poderá dar às autarquias a possibilidade de intervir diretamente nas frentes ribeirinhas, «este é um modelo pioneiro a aplicar no Algarve, devido às características próprias da região e da própria AMAL».


www.sulinformacao.pt

A Culpa dos Incêndios é do Capitalismo


Acostumado que estou a acusações de radicalismo e exageração – que me honram! -, às quais geralmente tenho de redarguir denunciando a superficialidade intelectual e sobretudo política dos meus adversários, colho da fama o proveito: a situação, que anualmente se repete, dos fogos que lavram de norte a sul do país tem como causa única e exclusiva não a má índole e súbita aparição de malfeitores incendiários (deixemos essa explicação justicialista para o Paulo Portas), não o surto psicótico  mais ou menos colectivo que desencadeia crises de piromania nas aldeias do país (reservemos essa explicação para os psicologistas de pacotilha), mas, prosaica embora radicalmente, o modo de produção dominante. Não encarar isto é, simplesmente, não querer resolver o problema.
É por vivermos sob capitalismo e por haver uma divisão internacional do trabalho que liquidou o tecido agrícola português que a população se amontoa hoje em cidades atulhadas, deixando ao abandono extensas áreas das regiões do interior. É por haver essa divisão internacional do trabalho que temos intermináveis eucaliptais da Portucel, que secam os solos à volta e criam barris de pólvora nos meses de Verão (perante o silêncio de toda a gente). É por existir modo de produção capitalista que as terras deixadas ao abandono nessas zonas rurais, cujos proprietários nem sabem que são deles muitas das vezes ou, quando sabem, não podem ou não querem trabalhá-las, que vigora um modelo de propriedade privada absolutamente caquético e incompaginável com o bem-estar elementar, impeditivo de que se deite mão às terras maninhas para as limpar, as pôr a produzir, as dividir convenientemente em talhões e parcelas cujo aproveitamento e cuidado não seja um suplício, sem passar por trâmites exasperantes que só lembram à mentalidade doente de um jurista burguês. É por vivermos sob capitalismo e termos este mesmo modelo de propriedade que prédios devolutos, em risco de derrocada, de curto-circuito, residência de colónias de ratos, depósitos de lixo e doença, permeiam as cidades portuguesas, enquanto quem quer residência tem de ir para confins, viver em casas construídas a eito, sem planeamento, sem conforto, sem segurança em caso de catástrofe (como se vê na Madeira). A lista podia prosseguir indefinidamente.
Portanto, é tempo de deixarmos os paninhos quentes, sim. Mas não para cairmos em cima incendiários e criminosos de delito comum, que constituem o último e mais irrelevante dos elos desta cadeia. Chega de paninhos quentes com os proprietários displicentes, com os madeireiros e industriais da celulose, com o direito burguês, com tudo o que, transformando a terra e a habitação numa mercadoria, nos expõe a estes riscos e a estas calamidades. É espantoso como o dogma ideológico da propriedade capitalista (sim, espantem-se todos!, também há dogmas ideológicos foram da extrema-esquerda…) se sobrepõe ao bom senso e à evidência, mas de facto sobrepõe. Enquanto deixarmos. E vai sendo tempo de deixarmos de deixar.


Via: Cravo de Abril http://bit.ly/2aKT2sa

VÁRIOS VÍDEOS AMADORES DÃO CONTA DOS PROTESTOS NOS JOGOS OLÍMPICOS - Relatos de vários incidentes nos Jogos Olímpicos Juiz proíbe expulsão de espectadores que se manifestem contra Temer


Vários espectadores foram expulsos ou proibidos de exibir cartazes de protesto contra o presidente interino Michel Temer. «Fora Temer» vai continuar nas arenas dos Jogos Olímpicos.


A decisão foi tomada após a divulgação de imagens de espectadores dos jogos a serem retirados à força dos seus lugares
A decisão foi tomada após a divulgação de imagens de espectadores dos jogos a serem retirados à força dos seus lugares
Na terça-feira à noite, um juiz federal do Rio de Janeiro proferiu um liminar impedindo que a polícia remova espectadores de estádios olímpicos que estejam simplesmente a protestar contra o impopular presidente Michel Temer. Estas manifestações têm sido feitas através de t-shirts, empunhando cartazes ou cantando palavras de ordem contra o presidente interino.

Segundo a Folha de S. Paulo, o juiz João Augusto Carneiro Araújo determinou que os brasileiros não perdem os seus direitos constitucionais de liberdade de expressão simplesmente por comparecerem aos Jogos Olímpicos.

A decisão foi tomada após a divulgação de imagens de espectadores dos jogos a serem retirados à força dos seus lugares (pela polícia, soldados ou voluntários).

Segundo o juiz, reprimir as manifestações «afronta o núcleo inviolável do direito fundamental da liberdade de expressão, a qual deve ser afastada imediatamente».






O Padre João, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, escreveu para o Procurador-geral da República defendendo que a lei especial que rege o comportamento do público em estádios olímpicos (assinada pela Presidente Dilma Rousseff antes do seu afastamento) apenas proíbe cartazes e outras formas de manifestação de carácter racista, xenófobo ou que estimule a discriminação. A exibição ou canto em coro do slogan «Fora Temer» deve ser permitido, escreveu o presidente da comissão.

No sábado à tarde, um homem foi retirado das bancadas do Sambódromo, durante as finais das competições de arco e flecha, por exibir um cartaz com os dizeres «Fora Temer». A sua expulsão foi gravada e colocada no Facebook por Pedro Freire, membro do colectivo Mídia Ninja. A mulher do espectador expulso contou ao Washington Post que este foi intimado a guardar o cartaz, instrução que seguiu, mas foi forçado a deixar a bancada após outra pessoa gritar o slogan. O depoimento foi feito ao jornal norte-americano sob anonimato: «temos medo pelas repercursões que o vídeo teve no Brasil».

No sábado à noite, durante uma partida de futebol feminino entre os Estados Unidos e a França no estádio do Mineirão em Belo Horizonte, nove apoiantes que envergavam camisolas com o slogan foram informados que deveriam tirar as camisolas ou deixar o estádio. O incidente também foi gravado em vídeo pela Mídia Ninja e amplamente divulgado nas redes sociais.

Gabriela de Paula, de 23 anos, membro do colectivo Mídia Ninja, disse ao Washington Post que «a polícia informou que tinha filmado a cara de cada um que participou no protesto. Fomos censurados».


A repressão oficial à dissidência, inicialmente justificada pelas autoridades dos Jogos Olímpicos como uma tentativa de manter os jogos «livres» de política, pareceu sair pela culatra e inspirou manifestantes a entrar nos estádios levando cartazes contra Temer de forma clandestina e compartilhar imagens dos mesmos nas redes sociais.


Antes da decisão esclarecer que cartazes defendendo a saída do presidente interino explicitamente não poderiam ser proibidos, diversos espectadores encontraram maneiras criativas de mostrar a sua posição, incluindo uma mulher que simplesmente exibiu a frase: «Fora você sabe quem».

Mario Andrada, director de comunicação dos Jogos Olímpicos, defendeu a expulsão: «Não é muito fácil para uma jovem democracia mudar de presidentes. Contudo, as arenas precisam ser política, religiosa e comercialmente limpos pois isso afecta os telespectadores. Afecta a TV", disse aos jornalistas este domingo.

Após as monumentais vaias na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, Temer (que segundo sondagens de Julho conta apenas com 14% de aprovação), vê o protesto à sua presença na preseidência subir de tom no decorrer dos Jogos.

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Boléro (Ravel)



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Façam o vosso jogo [Mercados Financeiros não criam riqueza]


Façam o vosso jogo


Imagine que você tem dois amigos, ambos viciados em jogo e que se encontram proibidos de entrar em casinos…
Para poderem continuar a satisfazer a sua adicção, reúnem-se à mesa de um café e efectuam uma aposta sobre o preço que a onça de ouro atingirá no dia seguinte.
Os dois possuem expectativas opostas quanto ao comportamento do valor de fecho desse activo no dia seguinte: um aposta que vai subir e o outro aposta que vai descer – tem de ser assim, caso contrário, contra quem iriam os dois apostar?

Como toda e qualquer incerteza tem de implicar uma perda/ganho patrimonial para que se considere que existe risco para os intervenientes, vamos assumir que estes dois amigos vão colocar dinheiro em cima da mesa do café: cada um aposta cem euros.

Qual o resultado deste jogo? No dia seguinte, um deles perderá cem euros e o outro ganhará cem euros. Este jogo designa-se por um jogo de “soma-zero”: os cem euros que um dos amigos ganhar anulará os cem euros que o outro perderá. Em termos agregados, o ganho (ou perda) é zero, ou seja, não foi criado qualquer valor, porque, no início do jogo, cada um tinha cem euros; agora, no final, os duzentos euros estão apenas na mão de um deles.

Compreendeu este jogo? Se sim, e se você se sente confortável com o pressuposto de que nenhum dos dois jogadores possui qualquer informação privilegiada sobre a evolução do preço do ouro, então você acabou de compreender um dos princípios mais elementares da economia financeira.

Parabéns! Mais ainda, você implicitamente considerou que a probabilidade da onça de ouro subir é a mesma probabilidade de descer. Confesse que sim. E você está, grosso modo, certo.

Espero também que você tenha compreendido que, o facto de existir um mercado em que estes dois apostadores (ou milhões deles) arriscam dinheiro não cria, de per se, qualquer riqueza (cria apenas a que deriva de algumas pessoas terem emprego para que esteja assegurado que este “casino” opera convenientemente; este, a troco de uma comissão, providencia o necessário para que tudo corra bem).


Louis Bachelier, em 1900, foi o primeiro investigador a debruçar-se sobre o comportamento do preço dos activos financeiros (mais informação sobre o trabalho pioneiro de Bachelier). Este matemático, na altura visto como muito pouco ortodoxo, concluiu que, para se prever a evolução do preço de um activo financeiro, o comportamento passado do seu preço é irrelevante: apenas interessa o preço que esse activo possui hoje, para estimar qual o preço, que amanhã à mesma hora, esse activo evidenciará.
A forma como o preço oscilou em períodos anteriores não tem qualquer influência para efeitos de estimação do preço futuro. Confuso?

Espero que não mas, ao mesmo tempo, espero que se questione sobre qual o objectivo que este texto pretende atingir; devo confessar não é nada de excepcional: apenas sensibiliza-lo para o facto de uma parte da economia financeira ou, o que é o mesmo, uma parte dos activos financeiros nada dependerem da criação de valor ou a perda de valor de outros activos, os designados “activos reais”, esses sim com capacidade intrínseca para criar valor.
Deter um destes outros activos é tão legítimo como possuir o direito de se sentar com os seus amigos na mesa do café. Mas não se pode, em consciência afirmar muito mais do que isso. A parte da economia financeira que se consubstancia neste tipo de jogos movimentou, em 2015, 1,2 quadriliões de dólares, dez vezes mais do que produto interno bruto do mundo inteiro.

Há inúmeros exemplos destes tipos de activos – conhecidos como derivativos porque o seu valor “deriva” ou depende do comportamento futuro de uma variável. Há de tudo como na farmácia, desde contratos em que investidores apostam sobre o preço futuro de acções de empresas, evolução de taxas de câmbio, do petróleo, do café, óleo de palma, do trigo, do algodão, da prata e, até, do sumo de laranja.
Se você for um empresário que necessita de um destes activos para desenvolver a sua actividade (imagine que, quando se senta à mesa do café, você é na verdade um fabricante de jóias de ouro) então você vai querer saber mais alguma coisa sobre este assunto.

Caso contrário, não há justificação para tal: o “racional” por detrás do comportamento dos preços destes activos é, grosso modo, o mesmo “racional” que o faz apostar que o mês de Agosto de 2019 será mais quente do que o de 2018. Não tendo em consideração o impacto que o aquecimento global poderá ter, lamento dizer-lhe que apenas poderá concluir que as coisas podem igualmente correr bem ou mal.
Tire uma moeda não viciada do bolso, lance-a ao ar e você estará, grosso modo, a jogar o mesmo jogo.
Espero que, depois de ler estas linhas, você consiga reagir em conformidade quando algum “radical de esquerda” se referir a uma parte (sublinho, uma parte) da economia financeira que nos destruiu em 2008, como “economia de casino” e como sendo “uma jogatana”.

A não ser, claro, que você seja daqueles que acreditam que o comportamento desta parte da economia financeira está positivamente correlacionada com o comportamento da economia real. Nesse caso, faça como eu: descanse, retempere energias e goze muito as suas férias.


João Ribeiro
Professor universitário, Doutorado em Finanças.
Investigador na área de avaliação de activos.


Sugestão de Lara Ferraz
***«»***
E, além deste esquema da economia de casino, de pura especulação, ainda há um outro, ao nível dos bancos, em que o banqueiro empresta o que tem (o dinheiro dos depositantes) e o que não tem, criando moeda escritural, já que não é moeda física o que o devedor recebe. Este esquema, que é inerente ao funcionamento dos bancos, tem uma capacidade infinita de se multiplicar, até ao momento em que começam a aparecer as imparidades e os produtos tóxicos (dívidas incobráveis), o que conduz à bancarrota, sendo depois reposta a normalidade do sistema (que continuará a manter-se inalterável) com o dinheiro dos contribuintes.

Alexandre de Castro
10-08-2016
Via: Alpendre da Lua http://bit.ly/2aM5xH9

Trabalhadores da Prosegur e Securitas convocam greve

SITAVA acusa empresa de regimes inadequados 
de organização de tempos de trabalho


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A greve ao trabalho suplementar será de 24 de Agosto a 31 de Dezembro, e a greve de 24 horas a 27 de Agosto. Trabalhadores combatem os baixos salários, a precariedade e a flexibilização de horários.


http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/plenario_apa2-1.jpg?itok=PsmdDhGg
Plenário de Assistentes de Portos e Aeroportos
 

Cumprindo a decisão dos plenários de Assistentes de Portos e Aeroportos (APA), o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) enviou à Prosegur e Securitas avisos prévios de greve ao trabalho suplementar, entre 24 de Agosto e 31 de Dezembro e de uma greve de 24 horas, no dia 27 de Agosto.
Para os trabalhadores, em causa está a negociação de um Contrato Colectivo de Trabalho (CTT) para os APA, sem qualquer regime de flexibilização da organização dos tempos de trabalho; a criação de uma carreira profissional, que traga estabilidade e perspectivas de futuro aos APA; a tomada de medidas urgentes no âmbito de saúde e segurança no trabalho (salas de descanso, balneários, exames médicos, riscos de exposição a radiações ionizantes, etc.) e o combate à precariedade e aos baixos salários.
Os APA, das empresas Prosegur e Securitas, foram responsáveis pela segurança dos cerca de 40 milhões de passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais em 2015, prevendo-se que em 2016 haja números semelhantes.
Segundo o comunicado do sindicato, após mais de nove meses de negociação de um CCT entre o SITAVA e a Associação das Empresas de Segurança, «não foi possível sensibilizar as empresas (Prosegur e Securitas) para a realidade pela qual passam estes trabalhadores».
No pré-aviso de greve da Prosegur, o SITAVA acusa as empresas de segurança de «insistir em regimes inadequados de organização de tempos de trabalho, pondo em causa a segurança aeroportuária, a própria saúde dos trabalhadores e a consequente diminuição exponencial dos níveis de concentração para o exercício de tão importantes funções».
Denunciam ainda que a empresa só aceitaria a proposta de revisão salarial apresentada pelo SITAVA para o ano de 2016, se o SITAVA aderisse a um CCT onde consta o regime de banco de horas, o regime de adaptabilidade, o regime de trabalho concentrado e o regime de trabalho fraccionado, ou seja, «regimes de flexibilização de trabalho totalmente desadequados para o ambiente aeroportuário». Afirmam também a falta de vontade da Prosegur em proceder em 2017 a qualquer revisão salarial.
Os trabalhadores alertam para o facto de subsistir um regime de banco de horas «encapotado», com o nome de «jornada», à margem do CCT e sem o acordo dos trabalhadores, obrigando-os «a pagar no mês seguinte as horas não trabalhadas no mês anterior, contabilizando para a mesma jornada os próprios feriados que os trabalhadores usufruíram no mês anterior como dias em falta».

www.abrilabril.pt

DECLARAÇÃO DE JOÃO FRAZÃO, MEMBRO DA COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL, CONFERÊNCIA DE IMPRENSA - Sobre fogos florestais




I- O PCP manifesta a sua solidariedade para com as populações atingidas pelos incêndios dos últimos dias, e o apreço pelo incansável trabalho que milhares de bombeiros e outros intervenientes realizam para minimizar os seus efeitos.
Milhares de hectares de floresta ardida, dezenas de anos de trabalho e investimento perdidos em poucos minutos, habitações, edifícios públicos, culturas agrícolas, gados, armazéns, e outras instalações agrícolas e industriais destruídas. Vidas humanas perdidas. Recorde-se que, no balanço da última década, os incêndios florestais deixaram no País um rasto de destruição expresso em mais de um milhão de hectares de área ardida.
II - O PCP há muito que vem alertando para as causas deste flagelo: desinvestimento, desordenamento, falta de limpeza das matas, escassez dos meios permanentes e dos meios especiais de combate aos fogos, mas aponta como causas mais determinantes a ausência de políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura, aos pequenos e médios agricultores e produtores florestais, o sistemático afrontamento das comunidades dos baldios, a destruição da agricultura familiar, a desertificação do interior incentivadas por falta de actividade produtiva com garantia de rendimento para os produtores, a eliminação de serviços públicos (em particular, escolas e serviços de saúde) e que se acentuaram no mandato do anterior Governo PSD/CDS, com a aprovação da chamada Lei da Eucaliptização, que levou ao aumento significativo das áreas de eucalipto plantadas, com a aprovação de uma nova lei dos baldios visando a sua expropriação aos povos, ou com o desvio de mais de 200 milhões de euros do PRODER para outras áreas.
O PCP reitera hoje o que vem afirmando há décadas.
O problema dos incêndios florestais só pode ser resolvido com uma efectiva política de ordenamento florestal, contrariando as extensas monoculturas, de limpeza da floresta, de plantação de novas áreas de floresta tradicional, combatendo a hegemonia do eucalipto – que passou a ser a espécie que ocupa mais área no País, à frente do pinheiro bravo e do sobreiro –, de abertura de caminhos rurais e aceiros, de valorização da agricultura e da pastorícia, de ocupação do espaço rural.
Ordenamento assente num rigoroso cadastro da floresta portuguesa, indispensável para caracterizar com rigor a nossa floresta, os seus principais constrangimentos e os seus proprietários que, apesar de sucessivamente anunciado, não tem saído do papel ou das experiências piloto.
É também indispensável uma acção de combate decidido às espécies infestantes que proliferam pela nossa floresta e que hoje se tornaram dominantes em algumas áreas do País.
Ordenamento que só resultará se se garantir aos produtores um preço justo pela madeira que, por acção do autêntico monopólio do eucalipto e da pasta de papel, se mantém a níveis semelhantes aos de há dez anos atrás, apesar dos custos de manutenção encarecerem a cada dia que passa.
Ordenamento que terá que contar, por um lado, com um dispositivo permanente de equipas de sapadores florestais, que, segundo o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios deveria contar com 500 equipas em 2012, e que hoje apenas dispõe de 283, tendo mesmo havido uma redução nos últimos anos. Equipas que, pela sua agilidade e ligação aos pequenos proprietários florestais, pudessem prestar o importante serviço de limpeza de matas e prevenção no Inverno e de protecção e primeira intervenção no Verão. Por outro lado, como o PCP propôs na anterior legislatura, é ainda necessário retomar o Corpo de Guardas Florestais, integrado numa política de reforço das estruturas desconcentradas do Ministério da Agricultura, capazes de assegurar o acompanhamento, aconselhamento e apoio aos pequenos proprietários que detêm a esmagadora maioria da área florestal e que é necessário respeitar na sua especificidade.
III- Entretanto, os últimos dias foram particularmente trágicos. Contrariando a precipitada avaliação dos fogos florestais, feita em meados do mês de Julho, pouco mais de 15 dias bastaram para mostrar, uma vez mais, o triste cenário de um país a arder com o cortejo de prejuízos ambientais, materiais e dramas humanos que lhes são inerentes. Assistimos a centenas de ocorrências diárias e com uma incidência de extrema gravidade em várias regiões do País e, particularmente na cidade do Funchal, na Região Autónoma da Madeira, onde há mesmo a lamentar a perda de vidas humanas, para além da destruição de habitações, escolas, evacuação de hospitais, entre outros avultados prejuízos. A situação de autêntica catástrofe que ali existe, exige medidas excepcionais a que é necessário dar prioridade inequívoca.
IV- O PCP considera necessária uma enérgica e imediata intervenção do Governo com vista a assegurar o reforço dos meios de emergência e de combate, tendo em conta que estamos ainda no início do mês de Agosto; o levantamento imediato de todos os prejuízos; o accionamento de medidas de excepção tendo em conta a gravidade da situação criada, para acudir em primeiro lugar às famílias atingidas, mas também aos equipamentos, às actividades económicas e, designadamente, à agricultura.
O PCP chama particularmente a atenção para a necessidade de reforço da cooperação técnica e financeira entre o Governo da República e o Governo Regional da Madeira para dar resposta àquela situação excepcional.
Importará ainda que o Governo desbloqueie os meios do PDR 2020 e do Orçamento do Estado, designadamente do Fundo Florestal Permanente, que o anterior Governo manteve sempre sob uma gestão opaca, para que sejam realizados os investimentos necessários.
Deve também prosseguir a renovação de frotas, a valorização do pagamento às Equipas de Combate a Incêndios Florestais, mais investimento em equipamento tecnologicamente mais avançado, em equipamentos terrestres e aéreos e em maior disponibilidade de meios humanos, tendo presente as dificuldades de muitas corporações de bombeiros, uma vez que, por força da situação social e do desemprego, muitos dos seus efectivos tiveram de migrar.
Estes são elementos que se confirmam como necessários, para aliar à coragem, dedicação e abnegação de milhares de homens e mulheres que, com risco das próprias vidas enfrentam este flagelo nacional.
V - O PCP que interveio junto do Governo sobre esta matéria, e que, nos próximos dias procurará conhecer com maior rigor as diversas situações no país, estando já agendada para a próxima sexta feira uma deslocação de um Deputado do Parlamento Europeu à Madeira, dirigiu já hoje duas perguntas ao PE com o objectivo de mobilizar todos os apoios possíveis para as consequências dos incêndios e designadamente para a Madeira, e intervirá esta tarde, na Conferência de Líderes da Assembleia da República com o objectivo de que esta matéria seja tratada com prioridade para que seja criado um grupo de trabalho de acompanhamento para, com a maior brevidade possível, fazer com o Ministério da Administração Interna o ponto da situação e avaliar as medidas tomadas e a tomar.
Outra política agrícola, outra política florestal, definição da defesa da floresta portuguesa como prioridade da acção política, a par da ajuda imediata às populações atingidas, são medidas pelas quais o PCP não cansará de levantar a sua voz. Uma opção que é inseparável da exigência de uma outra política, patriótica e de esquerda, que em vez de se subordinar aos interesses dos grupos económicos e financeiros, responda aos problemas e aspirações do povo e do País.

www.pcp.pt

NOVO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO PARA QUÊ ? ... TEMOS ESTE QUE É PRIORITÁRIO !


RIO 2016 - O BEIJO OLÍMPICO - É uma história de amor entre duas mulheres: Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira feminina de râguebi a 7 e Marjorie Enya, gestora do estádio onde decorreram as provas



A imagem está a desafiar preconceitos, a dar que falar e é já uma das mais icónicas destes Jogos Olímpicos.

É uma história de amor entre duas mulheres: Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira feminina de râguebi a 7 e Marjorie Enya, gestora do estádio onde decorreram as provas. Enya pediu Cerullo em casamento e a jogadora aceitou. Tudo aconteceu frente às câmaras de televisão e às objetivas dos fotógrafos, durante a cerimónia das medalhas.


“Para o Comité Olímpico Internacional, é uma história positiva. A não-discriminação com base na raça ou na religião e, agora, também com base na orientação sexual, faz parte da nossa carta de princípios. O que aconteceu leva esse espírito ainda mais longe, porque é uma celebração. Foi boa a sensação, esta manhã, quando vi a notícia”, reagiu Mark Adams, porta-voz do COI.

Nas ruas do Rio de Janeiro, os preconceitos parecem também, em grande medida, ter passado à história.

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Este foi o primeiro ano em que o râguebi feminino entrou nos Jogos Olímpicos. Para a história ficou também a Haka (GRITO) das neozelandesas, derrotadas pela Austrália na final.

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Janis Lyn Joplin para sempre


Janis Lyn Joplin, nasceu na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Ela cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton e cantando no coro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.

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Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat, mudou-se do Texas para San Francisco em 1963, morou em North Beach, e trabalhou como cantora folk. Por volta desta época seu uso de drogas começou a aumentar, incluindo a heroína. (Vídeo no final da postagem)


Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira, e sua preferida era a bebida Southern Comfort. O uso de drogas chegou a ser mais importante para ela do que cantar, e chegou a arruinar sua saúde. 

Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar, ela voltou para San Francisco em 1966, onde suas influências do blues a aproximaram do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. 

A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.

O destaque da banda foi no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. Cheap Thrills de 1968 fez o nome de Janis, foi seu álbum de maior sucesso, continha a música Piece of my heart que atingiu o 1º lugar nas paradas da Billboard e se manteve na posição durante oito semanas não consecutivas. 

Ao sair da banda Big Brother (final de 1968), Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou no festival de Woodstock e gravou o álbum I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969), premiado como disco de ouro mas sem o mesmo sucesso de Cheap Thrills. 

O grupo se separou, e Joplin formou então o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve como destaque as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson), e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure. As últimas gravações que Janis fez foram Mercedes Benz e Happy Trails, sendo a última feita como um presente de aniversário para John Lennon que faria aniversário em 9 de outubro, em entrevista, Lennon contou que a fita chegou em sua casa após a morte de Janis. 

Janis Joplin no Brasil 

Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa, pelas suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal".


Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso negado por um segurança que desconfiou de sua vestimenta hippie. Janis teve uma breve, porém tórrida, relação amorosa com o rockeiro brasileiro Serguei.

Morte No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders em Los Angeles, Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, Buried Alive in the Blues, a gravação dos vocais estava agendada para o dia seguinte, pela noite ela foi para o hotel, no dia das gravações (4 de outubro) não apareceu no estúdio, então John Cooke (empresário da banda) foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína possívelmente combinada com efeitos do alcool. Sua morte ocorreu quando tinha apenas 27 anos. 

Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, Califórnia. Durante a cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico. O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler, baseou-se em sua vida. 

Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns da época, e temas de dor e perda que escolhia para suas músicas. 


oblogdojf.blogspot.pt