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sexta-feira, 22 de julho de 2016

PATRICK COMMECY: EL PINTOR DE FACHADAS

PATRICK COMMECY: EL PINTOR DE FACHADAS

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Así pues su premisa parece bastante clara, conseguir que una ordinaria fachada monocolor se transforme en una escena llena de vida, vibrante, tomada por el color y las acciones, en ellas se incorporan personajes famosos e influyentes de la ciudad donde se encuentren.
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Los colores, las escenas, los personajes, todo esta escogido con esmero, teniendo en cuenta el punto personal del edificio y su entorno.
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Es un magnifico ejemplo del trampantojo, la ilusión óptica o trampa con la que se engaña a alguien haciéndole creer que esta viendo algo que en realidad es distinto a la realidad.
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El trampantojo clásico es el pictórico y, como su etimología evidencia, es un engaño, un trampa que se hace a los ojos para simular lo que no es. Una pintura que simula ser parte del ábside de una iglesia o en la pared de un jardín crea la ilusión mediante una imagen de prolongar el espacio verde con una falsa perspectiva.
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La pintura ilusionista se cree apareció en el antiguo Imperio Romano aunque posiblemente tenga sus orígenes en el mundo griego. Se tiene constancia histórica que dos pintores griegos, Paraísos y Zeuxis, compitieron con el objetivo de hacer imágenes tan realistas que difícilmente se pudieran distinguir de la realidad.


redespress.wordpress.com

PCP apresenta balanço do trabalho parlamentar na Assembleia da República


VÍDEO


O balanço do trabalho parlamentar na primeira sessão da XIII Legislatura confirma a apreciação feita pelo PCP quanto às possibilidades de resultam da nova correlação de forças existente na Assembleia da República, confirmando igualmente uma intensa actividade e intervenção do Grupo Parlamentar do PCP, com um trabalho ímpar que contribuiu de forma determinante para que pudessem ser aprovadas e concretizadas medidas positivas para os trabalhadores e o povo português.
Tal como o PCP afirmou na sequência das eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015, a derrota de PSD e CDS e a composição da Assembleia da República com uma nova correlação de forças que colocou PSD e CDS em minoria, abriu caminho à possibilidade de repor direitos e rendimentos e dar resposta a alguns dos problemas imediatos dos trabalhadores e do povo português.
No fim da primeira sessão legislativa confirma-se o acerto da apreciação feita pelo PCP, registando-se a aprovação de muitas medidas positivas de reposição de salários, pensões e outros rendimentos, de reposição de direitos dos trabalhadores e das populações, de resposta a problemas relacionados com os direitos à saúde, à educação, à Segurança Social ou à habitação, de redução de impostos sobre os rendimentos do trabalho.
Na sequência de décadas de política de direita e particularmente depois de quatro anos de Governo PSD/CDS com a sua política de agravamento da exploração e do empobrecimento e a aplicação do Pacto da Troica assinado entre PS/PSD/CDS e UE/BCE/FMI, a crise que o país enfrenta e as desigualdades e injustiças que atingem os trabalhadores e o povo exigem uma política alternativa, patriótica e de esquerda, que está muito para lá das medidas que foi possível aprovar e concretizar.
Não ignorando o carácter limitado ou insuficiente de algumas das medidas aprovadas, elas não podem deixar de ser valorizadas como resultado da intensa luta travada ao longo dos anos pelos trabalhadores e o povo em defesa dos seus direitos e interesses.
Não correspondendo por inteiro às necessidades e expectativas dos trabalhadores e do povo, nem à totalidade das propostas e soluções apresentadas pelo PCP, as medidas positivas aprovadas ao longo destes últimos meses confirmam que vale a pena lutar e que é necessário prosseguir essa luta por uma política que dê resposta aos problemas estruturais do país que persistem e às desigualdades e injustiças que continuam a atingir os trabalhadores e o povo, a luta pela concretização da política alternativa, patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao país.
Essa resposta de fundo aos graves problemas nacionais com a concretização da política alternativa, patriótica e de esquerda não está desligada da luta dos trabalhadores e do povo nem do reforço do PCP e da sua capacidade de intervenção, tal como não estiveram as medidas aprovadas durante a primeira sessão legislativa da XIII Legislatura.
Esta primeira sessão legislativa fica marcada por uma intensa actividade e intervenção do Grupo Parlamentar do PCP, com um trabalho ímpar que contribuiu de forma determinante para que pudessem ser aprovadas e concretizadas medidas positivas para os trabalhadores e o povo português.
Por iniciativa, proposta ou com o contributo do Grupo Parlamentar do PCP foi possível aprovar nesta sessão legislativa mais de 60 Propostas ou Projectos de Lei e mais de 150 Projectos de Resolução.
Com um total 89 Projectos de Lei, 104 Projectos de Resolução e as 11 Apreciações Parlamentares, o Grupo Parlamentar do PCP foi aquele que mais iniciativas apresentou e trouxe à discussão na Assembleia da República.
Acrescentando a isto as mais de 600 perguntas e requerimentos ao Governo, mais de 300 visitas e reuniões realizadas em todos os distritos do país, mais de 300 audiências concedidas e as 12 audições temáticas realizadas na Assembleia da República, confirma-se o trabalho ímpar desenvolvido pelo Grupo Parlamentar do PCP e a sua intervenção indispensável e insubstituível nas medidas positivas aprovadas.

Turquia: Comunicado Comité Central do Partido Comunista




O Comité Central do Partido Comunista reuniu-se a 17 de Julho e analisou em profundidade os últimos desenvolvimentos do país e discutiu também o estado do partido e as suas tarefas.


Comunicado:


1. A tentativa de golpe de 15 de Julho não foi um confronto entre centros de conflito ideológico, mas envolveu pelo menos duas ou mais facções com identidades e ideologias de classe idênticas. Não é possível que essas facções não soubessem dos planos e acções umas das outras assim como não é possível separar um do outro.


2. O processo que levou ao golpe tem duas dimensões. Primeiro poderia ser descrito como uma luta pelo «poder» no sentido geral entre apoiantes de Erdogan e o movimento de Gulen, que adquiriu uma nova dimensão com as recentes purgas alargadas de Gulenistas. Enquanto o peso económico e político desta luta aumenta, a luta adquire também uma dimensão internacional e centros imperialistas apoiam estas facções.


3. Que a maioria dos oficiais que participaram na tentativa de golpe é gulenista e que os movimentos Gulen têm ligações com os Estados Unidos, são factos. A ideia que não teria havido golpe na Turquia sem a aprovação dos Estados Unidos já que a Turquia é um parceiro militar próximo como membro da NATO é correcta. A principal razão por trás das altas patentes das forças armadas turcas que estão frustradas por o AKP não tentar um golpe é devida ao apoio que a administração norte-americana tem dado ao AKP.


4. Esse apoio foi recentemente reduzido por varias razões. Alguns elementos com influência nos Estados e alguns países europeus, começaram até a preparar-se para a purga de Erdogan. O levantamento do povo em 2013 com a participação de milhões, o dano nos interesses do sistema devido à tensão criada por Erdogan em largos sectores da sociedade e por fim o fiasco total da politica síria afectou profundamente as relações entre Erdogan e alguns países imperialistas. Não é possível considerar a tentativa de golpe de 15 de Julho sem levar em conta esta tensão.


5. Ainda que os golpistas tenham ligações fora, isso não faz de Erdogan um patriota ou um anti-imperialista. Como político, Erdogan serviu os interesses dos Estados Unidos e dos monopólios internacionais. Agora, como político que perdeu favores entre as forças que o apoiaram durante anos, manobra para criar novas alianças num esforço para se salvar. O facto de Erdogan estar agora a aproximar-se deste ou daquele eixo internacional não muda o seu carácter de classe e as suas preferências ideológicas. Recp Tayip Erdogan é um politico burguês, é um inimigo da classe trabalhadora, é um contra-revolucionário não é diferente dos golpistas que queriam vencê-lo.


6. A tentativa de golpe, os poderes atrás dela, os métodos utilizados e a sua base ideológica não têm a ver com os interesses do povo. A opinião de que o país teria visto melhores dias se o golpe tivesse tido êxito não tem sentido. É óbvio o que poderia significar um golpe pró-americano, anti povo.


7. É também absurdo apresentar a supressão do golpe como uma vitória para o povo e/ou celebrá-lo como o «festival da democracia» na cauda do AKP. É uma aproximação que não questiona a legitimidade do regime do AKP e que ignora os fundamentos de classe do que se está a passar no país.


8. A tese de que Erdogan conquista mais poder depois desta tentativa de golpe é certa até um certo ponto. Sem duvida Erdogan conseguiu uma oportunidade de infligir um golpe pesado à Comunidade Gulen, conseguiu a oportunidade de se fazer de vítima mais uma vez, consolidou a sua base e testou o poder de algumas organizações sob o seu controle. Mas, acabou por ter um aparelho de estado seriamente danificado e tem de enfrentar o facto que já não há burocracia segura por causa da transitoriedade das facções integrais.


9. Nessas circunstâncias, Erdogan pode tentar uma purga não só de elementos gulenistas como também de Kemalistas com quem tem mantido uma aliança nas duas instituições de estado mais críticas, as Forças Armadas Turcas (TSK) e o aparelho judicial, e manter-se apenas com os seus apoiantes. Embora seja relativamente fácil conseguir isso em vários sectores da burocracia, há grandes desafios em confiar nos seus recursos no sector militar e judicial. Sem entrar num confronto absoluto e final no plano social, Erdogan não pode fazer esta jogada, que significaria essencialmente uma tentativa de estabelecer um estado islâmico. Por outro lado, Erdogan não tem outra maneira de conseguir consolidar as suas massas sob tensão.


10. Também é possível que Erdogan faça um esforço para reparar as relações com os Estados Unidos e reduzir a tensão interna após um rápido período de terror e intimidação, e já há sinais de que ele se prepara para dar esses passos. Adicionalmente, as expectativas do CHP e HDP vão também nessa direcção. Essa opção é difícil porque não é possível a Erdogan sem políticas de tensão crescente, limpar o campo dos seus elementos radicais. Nem a oposição no Parlamento parece ser um problema para Erdogan e o seu AKP.


11. Em qualquer caso, há uma dissolução e uma crise multidimensional sobre a hegemonia do capital. Não é esta dissolução mas o estado desorganizado da classe trabalhadora, que neste momento é perigoso.


12. Outro perigo potencial é espalhar-se a ideia após o golpe que Erdogan é invencível. Esta crença é acompanhada de cenários «assustadores» que se espalham como vírus e notícias, que na sua maioria são mentiras e criam um estado de pânico. O governo AKP tem sido sempre perigoso e claro que agora é ainda mais perigoso. Mas o clima de pânico está a ajudar a legitimar a agressão do AKP. Na verdade, nem o AKP nem Erdogan são tão fortes como afirmam nem a Turquia é um país cujo futuro pode ser lançado à escuridão da noite. Por exemplo, nas chamadas «celebrações» após o golpe, apesar dos apelos, o número de apoiantes do AKP nas ruas foi limitado. A posição correcta é saber o perigo que está pendente mas não ceder ao pânico, pelo contrário, tentar utilizar a dissolução em benefício da classe trabalhadora.


13. O AKP e a ameaça fundamentalista não devem ser subestimados. É claro que o período que abriu com a asserção «O Secularismo não está ameaçado» levou o país à beira do abismo. Mas, há a tarefa de organizar um movimento popular mais poderoso e mais «pronto» a enfrentar esta ameaça considerável. Esta tarefa não será conseguida a espalhar o medo depois de longos anos de dormência. Que a oposição dentro do sistema esteja a coroar a inacção passada com a criação do pânico actual é inaceitável.


14. Nestas condições, a principal fonte de poder do AKP e Erdogan continua a ser os seus oponentes no sistema político. O estabelecimento político centrou os seus planos na normalização, transformação e organização do AKP. A atitude de alguns políticos que garantem ser representantes da «esquerda» no Parlamento é realmente espantosa e causadora de preocupação.


15. Experiências durante e após o 15 de Julho mostraram como são terríveis as facções dentro do estado. Todos vimos como os golpistas não tinham limites para a crueldade. Depois, vimos o barbarismo do governo. Tudo isso não se resolve pela ideia «deixem-nos matar-se uns aos outros». Um número desconhecido de civis foi morto e soldados de várias patentes que não sabiam o que se passava foram linchados. Talvez sejam julgados os perpetuadores desses actos horríveis, linchamentos e tortura sobre suspeitos e soldados que se renderam e os dirigentes daquelas duas facções que durante anos trabalharam juntos mas que agora se digladiam, eventualmente terão de enfrentar a justiça do povo.


16. Não é correcto explicar toda essa crueldade como um sinal de «poder». Pelo contrário é dissolução, medo e confusão do lado do governo. O medo generalizado pode apenas ser vencido por movimentos fortes, sólidos e consistentes, nunca por acções desorganizadas e loucas. E essa dissolução pode ser transformada numa oportunidade para o povo.


17. Como sempre afirmámos a Turquia só pode ser libertada pela luta unificada da classe trabalhadora contra a hegemonia de classe apresentada pelos poderes negros, não como resultado de lutas entre os poderes negros. Recusamos toda a espécie de análises e posições que ignorem esta realidade. É obvio que os Comunistas não darão crédito às atoardas de «vitória dos poderes democráticos» e ao apelo falacioso a unir todos contra Erdogan. Entre aqueles que gritam as palavras «a vitória do poder democrático» alguns estão, também, a criar o pânico com a retórica de «os seguidores da sharia vão cortar as vossas cabeças» é um testemunho do nível de confusão.
Repetimos: o nosso caminho nunca se cruzará com os representantes da classe capitalista, com golpes apoiados pelos Estados Unidos e NATO ou agentes de revoluções coloridas. Isso não nos enfraquece. Uma classe trabalhadora desorganizada deslumbrada com soluções falsas iria enfraquecer-nos.


18. A escala de vazio entre as fileiras de pessoas, criada como resultado da animosidade contra a organização vê-se claramente num país em que o movimento Gulen, gangues do governo, grupos de interesses, assassinos profissionais e mesmo a máfia têm a capacidade de agirem «organizados» Vamos ainda mais longe ao dizer que todos os que querem uma sociedade sem classes, livre de exploração tem de lutar e unir-se por um estado de organização persistente, continuo e de espírito colectivo. Negar essa tarefa, legitimando a inércia e a indiferença a este ponto equivale a ser um inimigo do povo. É importante reforçar a organização da classe, independentemente das seitas religiosas. Os movimentos Gulen, centros capitais e imperialistas, aqueles que idolatram as reacções populares apolíticas, acções de massas espontâneas não organizadas, aqueles que não têm objectivo nem interesse sob a retórica do «pluralismo Gezi» talvez tenham aprendido a lição.


19. O único objectivo do Partido Comunista é tornar-se uma organização revolucionária independemte que pode mudar o equilíbrio de forças no pais, mobilizando-se durante os golpes ou campanhas reaccionárias. A fim de conseguirmos juntos esse objectivo, o nosso único apelo à nossa classe trabalhadora é mobilizar, acreditando apenas no seu poder e tomando a iniciativa em vez de assistir a este pesadelo.


Comité Central do Partido Comunista, Turquia

www.odiario.info

Que fazer às placas do tempo em que Relvas era doutor?


Blogue Má Despesa Pública lança campanha para que título académico de ex-ministro seja apagado. Ex-ministro vai recorrer de sentença que lhe tirou licenciatura.
Que fazer às placas do tempo em que Relvas era doutor?
O blogue Má Despesa Pública lançou uma campanha destinada a corrigir as placas de inaugurações feitas um pouco por todo o país pelo ex-ministro Miguel Relvas que o apelidam de "doutor". O antigo governante do PSD perdeu a licenciatura que lhe tinha sido dada pela Universidade Lusófona no final do mês passado, por decisão de um tribunal, quatro anos depois de se ter descoberto que tinha feito uma das disciplinas do curso apenas com base na discussão oral de sete artigos da sua autoria, publicados em jornais, e sem mais nenhum exame.
"Algo que tape o "dr." basta, de forma a que seja reposta a verdade", dizem os autores do blogue, que não querem fomentar aquilo que eles próprios criticam com veemência: os gastos públicos injustificados. Entre pavilhões desportivos, câmaras municipais e lares de idosos, por exemplo, é extensa a lista de edifícios públicos agraciados com placas de todos os tipos a atestar a qualidade académica do inaugurador. Algumas delas antecipam até a licenciatura em vários anos, uma vez que foram descerradas anos antes de Relvas terminar os estudos na Lusófona, o que só sucedeu em 2007 . Em Lagoa há uma placa nos Paços do Concelho a recordar que "sua excelência o secretário de Estado da Administração Local, dr. Miguel Relvas" por ali passou em 2004. O mesmo sucede na sede da Junta de Freguesia de Antas, em Esposende, inaugurada em 2003.
"A nossa placa foi feita com letras chumbadas. Não tenho forma de a rectificar a não ser enviando-a novamente para a fábrica – e isso, sim, seria má despesa pública. Só o faríamos se um tribunal o ordenasse", reage a presidente da Câmara de Alvaiázere, Célia Marques, eleita pelo PSD. Aqui, o ministro teve a honra de descerrar a placa de um pavilhão desportivo em 2012.
Um dos autores do Má Despesa Pública, Rui Oliveira Marques, não acredita que a maioria das entidades que o blogue irá contactar venha a responder-lhe de forma positiva, por forma a "reporem a verdade" e a "higienizarem o espaço público". Mas isso não o demove. De resto, explica, a ideia partiu de um leitor do Má Despesa Pública, que lhes chamou a atenção para a quantidade de placas alusivas a Relvas existentes no distrito de Santarém, região à qual o antigo governante tem fortes ligações.
O centro escolar Luís Ribeiro Pereira, em Ferreira do Zêzere, também tem uma destas placas, descerrada em 2012. O acrílico que a reveste estalou e já teve de ser substituído, conta a sua coordenadora, Maria da Luz Martins, que não percebe por que motivo os títulos académicos constam quase sempre deste tipo de distinções solenes. Corrigir ou não o que se tornou há menos de um mês um erro depende da autarquia, salienta a educadora, que observa ainda que "haverá muitos casos idênticos" país fora. O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mação é dos que vai esperar para ver antes de decidir se faz alguma coisa à recordação da ida do "Dr." Relvas ao novo lar da terra: "Teremos de nos inteirar do assunto para ver se tomaremos ou não alguma decisão".
Em Antas, o presidente da junta, Viana da Cruz, não se mostra preocupado, embora admita que tem sentido rectificar o que deixou de ser verdade: "Tenho coisas mais importantes em que pensar". Miguel Relvas vai recorrer da decisão do tribunal que lhe tirou a licenciatura.


24.sapo.pt

O silêncio de Morais Sarmento





No Diário de Notícias de 13 de Junho passado desafiei Nuno Morais Sarmento (NMS) a "esclarecer onde, quando e como tive o comportamento que ele classifica como "cobarde"" e os "atentados que por escrito ou oralmente eu cometi contra a sua pessoa privada e respectiva família".

Recorde-se que numa entrevista a este jornal, publicada a 10 de Junho, o antigo ministro da Presidência do PSD e putativo candidato à liderança desse partido me ameaçara com murros por eu supostamente o ter ofendido pessoalmente e atingido a sua família. Note-se ainda que, nessa entrevista, nem entrevistado nem entrevistador esclareciam as razões concretas que justificavam tal assanhamento pessoal, com ameaças de agressão física. Daí o desafio que lancei mas não obteve qualquer resposta.

O silêncio de Morais Sarmento - personalidade com responsabilidades públicas notórias, advogado, ex-ministro e candidato a uma liderança partidária - não pode passar em branco, até porque as suas declarações irresponsáveis e ameaças de violência não só visaram a minha dignidade pessoal e profissional como mostraram a falta de carácter de quem as proferiu e a sua cobardia intrínseca, quando colocado perante uma exigência de verdade. Mais: ao não responder ao meu desafio, Morais Sarmento demonstrou uma falta de respeito elementar pelos leitores do Diário de Notícias e a opinião pública em geral. Aliás, soube entretanto que não era essa a primeira vez que NMS me fazia semelhantes ameaças, reiterando declarações que prestara ao jornal i e que eu desconhecia até hoje.

Para além do meu caso pessoal, é simplesmente intolerável e motivo de indignação pública que um político, comentador televisivo e advogado - suponho que inscrito na respectiva Ordem - se permita (e por mais de uma vez!) ameaçar a integridade moral e física de terceiros, sem se sentir obrigado a esclarecer os motivos por que o fez.

Apenas me lembro de um episódio em que me vi confrontado directamente com NMS. Foi durante uma audição parlamentar, era eu então deputado do PS e ele ministro da Presidência, sobre a nomeação para administrador da Lusa de um jornalista conhecido pelas suas manifestações de servilismo perante o Governo da altura. Citei alguns exemplos mais óbvios, questionando a isenção do jornalista em causa e as razões oblíquas que tinham levado o Governo a nomeá-lo. NMS não escondeu a sua irritação e agressividade, acusando-me a despropósito de ser um nostálgico do Maio de 68, ao que eu respondi com uma frase do género: "Tomara a si fazer parte dessa geração."

Se NMS confunde um episódio de natureza política como este - que ele, pelos vistos, nunca terá digerido - com qualquer outro de natureza pessoal, isso só mostra até que ponto pode chegar a cegueira e a perturbação mental de alguém possuído pela arrogância e o culto da violência. De qualquer modo, é um atestado de insanidade que não o recomenda de todo para o exercício de cargos de responsabilidade na vida pública.


Jorge Bacelar Gouveia
Jornalista

O cerco olímpico ao urso - O que está em causa com a tentativa de banir todos os atletas russos dos Jogos do Rio não é o combate ao doping que, diga-se, não é exclusivo da Rússia.






http://abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/bandeiras_russia_olimpica.jpg?itok=PIk5cL0h
O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) confirmou a decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) de proibir as equipas da Rússia, na modalidade de atletismo, de participarem em qualquer competição, inclusive nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A notícia foi recebida com entusiasmo do outro lado do Atlântico, com o The New York Times a prever que «outras organizações desportivas venham a punir as equipas russas».
Em causa estão as acusações de um esquema montado, com o patrocínio do governo russo, de utilização de doping nos Olímpicos de Inverno de Sochi (Rússia), em 2014. A decisão da IAAF foi anterior à recente apresentação de um relatório conduzido pelo jurista candiano Robert McLaren, que confirma as alegações.
Duas semanas antes do arranque dos Jogos do Rio, um conjunto de responsáveis de agências nacionais anti-dopagem enviaram uma carta ao presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) a pedir a suspensão do Comité Olímpico da Rússia e dos atletas russos das próximas Olimpíadas. Mas a carta promovida por Travis Tygert, o responsável pelo combate ao doping nos EUA, diz mais: os atletas russos que se submetam a testes por entidades independentes podem participar, mas nunca com a bandeira russa. O objectivo não é visar os atletas que estejam fora das regras anti-doping, mas sim todos os atletas russos e a Federação Russa como um todo.
Na verdade, o que estamos a assistir é ao aproveitamento político do caso, mais uma arma norte-americana na tentativa de desestabilização da Rússia. O combate ao doping e o espírito olímpico deviam merecer mais respeito.
Como o presidente dos Comités Olímpicos Europeus, o irlandês Pat Hickey, declarou, dois dias antes de ser conhecido o relatório McLaren, «depois de se saber que o relatório, que deveria ser confidencial, foi enviado às agência norte-americana e canadiana antes de ser apresentado, fica claro que tanto a sua independência como a sua confidencialidade estão comprometidas».
Norte-americanos e canadianos enviaram um pedido de assinaturas para a recente carta dirigida ao presidente do COI. Pat Hickey denunciava que «os contactos foram feitos apenas a organizações e atletas que se sabe que apoiam a expulsão dos atletas russos».
Fica claro que o que está em causa não é o combate a uma prática que, diga-se, não é exclusiva da Rússia. Em 2007, o COI retirou as três medalhas de ouro e duas de bronze que Marion Jones levou para os EUA, nos Jogos de Atenas, em 2000, por utilização de doping.
Como o antigo membro da administração Reagan, Paul Craig Roberts, escreveu no Off Guardian, «Washington não está motivado pelo respeito pela justiça no desporto. O "escândalo de doping" é parte do esforço de isolamento da Rússia que está em curso».


abrilabril.pt

OLHÓ AVANTE ! - OS INDIGNADOS -Anabela Fino


Anabela Fino 

Os indignados


O incómodo que a contratação de Durão Barroso pelo Goldman Sachs está a suscitar nas instâncias da União Europeia, traduzido em protestos veementes e apelos lancinantes a que desista do cargo, fazem lembrar aquelas situações em que os larápios, apanhados em falso, tentam salvar a pele armando-se em vítimas e gritando alto e bom som «agarra que é ladrão».

Desde o presidente francês François Hollande ao comissário europeu dos assuntos económicos e monetários Pierre Moscovici, anda tudo num desatino a tentar fazer crer que a UE nada tem a ver com o produto tóxico chamado Goldman Sachs, cuja reputação ficou nas ruas da amargura desde que se tornou público e notório, entre outras coisas, o papel que desempenhou durante a crise financeira de 2008.

Percebe-se: como o próprio Moscovici afirmou em recente entrevista, «neste período de crise, quando o populismo quer dinamitar o ideal europeu e a instituição que o encarna, o recrutamento de Barroso pelo Goldman Sachs é chocante e alimenta os ataques contra a Comissão».

Para salvar a pele, a Comissão vem a terreiro qual virgem ofendida, tentando ocultar sob o manto da retórica a crua realidade da promiscuidade que desde há muito grassa entre as instituições europeias e este banco de investimentos norte-americano. Basta no entanto uma breve revisitação aos arquivos para perceber que estamos mais uma vez perante um gato escondido com o rabo de fora. A transumância entre o banco e a UE e vice-versa não é nova: Romano Prodi, antigo presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro italiano, esteve no Goldman nos anos 90; Mario Draghi, presidente do BCE, foi director-geral do Goldman Sachs International entre 2002 e 2005; Carlos Moedas saiu do Goldman em 2004 para o governo PSD/CDS, onde foi responsável pelo acompanhamento do programa da troika, e daqui saltou direitinho para Comissão Europeia. Isto para já não falar do falecido António Borges ou de José António Arnaut, com currículo no Goldman, que muito «aconselharam» as políticas da troika.

Qual cereja em cima do bolo, o Goldman está presente na «nova regulação para os mercados financeiros» tão cara à UE. Com «indignados» destes, Durão Barroso pode dormir descansado.


VÍDEOS DO TIROTEIO EM MUNIQUE





VÍDEOS DO TIROTEIO


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Centro Comercial de Munique abalado por tiroteio


Uma testemunha ocular afirma ter visto 
um suspeito a disparar dentro de uma café, a fugir 
para o Metro onde continuou a disparar.

18h36 - Evitar locais públicosA polícia apela na rede Twitter aos habitantes de Munique que evitem locais públicos pois a situação "ainda não é clara".

18h30 - Tresloucado 
A porta-voz da polícia afirma à comunicação social de que este se pode ter tratado de um 'ato tresloucado", mas admite ao mesmo tempo e de forma contraditória que haverá vários suspeitos e que estarão em fuga.

18h29 - Ferido grave
Um empregado do centro comercial afirmou à Reuters que ainda há pessoas escondidas lá dentro, uma delas com ferimentos "muito graves e dificilmente sobreviverá".

18h27 - Mc'Donalds
O tiroteio ocorreu às 17h52 num restaurante da Mc Donalds do OEZ, segundo a rádio da Baviera.

18h26 - Outro atirador
A polícia de Munique acredita que há mais do que um atirador e pede aos habitantes da zona para se manterem em casa. Ainda ninguém foi detido e os suspeitos estarão em fuga.

18h21 - Transportes parados 
A polícia especial alemã está no local do tiroteio. Está suspensa a circulação de comboios, autocarros e elétricos em toda a cidade.
O dispositivo policial foi reforçado igualmente na baixa de Munique.

18h17 - Buscas pelo suspeito

Uma foto publicada no Twitter mostra a olícia no telhado de um parque de estacionamento próximo do centro comercial Olympia, presumivelmente em busca do autor dos disparos.


Unconfirmed second shooting in the same time at Karlsplatz/Stachus - high profile spot in .

18h14 - Maior CC de Munique

O centro comercial onde se deu o tiroteio, o OEZ,  tem 135 lojas e é o maior da cidade e um dos maiores da Baviera. Foiconstruído durante as Olimpíadas de 1972 e fica a duas estações de metro do estádio olímpico.
A polícia evacuou o local e isolou a área. Há rumores de que alguns empregados estarão escondidos dentro do centro comercial.


18h09 - Mortos 


Pelo menos 15 mortos avança a comunicação social alemã, além de 10 feridos. O suspeito está em fuga.

18h04 - Alerta

Uma porta voz da polícia afirma que "isto é provavelmente uma coisa maior do que parece".

A Agência France Presse fala em pelo menos 10 feridos.
18h00 - Polícia isola área

Faltava pouco para as seis da tarde quando soou o alarme . Vários tiros foram disparados num centro comercial em Munique. A polícia confirmou vários feridos e mortos e isolou a área de Olympia Einkaufszentrum, OFZ, com um grande dispositivo policial incluindo helicopteros, bombeiros e uma unidade especial da polícia estão na área.

Uma testemunha ocular afirma ter visto um suspeito a disparar dentro de uma café, a fugir para o Metro, onde continuou a disparar.

Algumas testemunhas oculares publicaram na rede social Twitter vídeos de pessoas a fugir e afirmaram que o tiroteio se deu num café perto do metro.


: reports of multiple deaths after a shooting spree inside the  in 
: a gunman shot people inside a coffee shop and a nearby metro station pic.twitter.com/EXMN7OAk2g

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À NBC, a polícia afirmou que o incidente estava "terminado" pouco mais de 15 minutos depois do incidente ser divulgado.