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domingo, 17 de julho de 2016

em rota de despedida


NO CORAÇÃO DAS TREVAS, AS GRANDES INSTITUIÇÕES INTERNACIONAIS, E NÓS À PROCURA DA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL COMO SAÍDA PARA A CRISE? IMPOSSÍVEL – 6. O NEOLIBERALISMO, TERÁ ELE SIDO SOBREVALORIZADO? – por JONATHAN D. OSTRY, PRAKASH LOUNGANI e DAVIDE FURCERI – II


By joaompmachado / 17 de Julho de 2016 / Economia, Finanças, Política



Uma série sobre o caminho da agonia do capitalismo


CHILE




O neoliberalismo, terá ele sido sobrevalorizado?



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Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani, and Davide Furceri, Neoliberalism: Oversold?

International Monetary Fund, Finance & Development, June 2016, Vol. 53, No. 2

(CONCLUSÃO)



A dimensão do Estado

Reduzir o tamanho do Estado é outro objectivo da agenda neoliberal. A privatização de certas missões  governamentais é uma maneira de atingir este objectivo. O outro objectivo é o  de  limitar as despesas públicas do governo através da redução dos défices orçamentais e de limitar  a capacidade dos governos para se endividarem . E a  história económica nas últimas décadas oferece muitos exemplos de tais restrições, como o limite da  dívida em 60% do PIB, imposto aos países que querem aderir à zona euro (que é um dos critérios de Maastricht).

A teoria económica dá pouca indicação quanto ao  nível ideal da dívida pública. Algumas teorias justificam níveis mais elevados de dívida ( uma vez  que a tributação cria  distorções ) e outros preferem níveis inferiores  e mesmo negativos (pois que os choques adversos apelam à  existência de poupança de precaução). Nalgumas das recomendações de política orçamental, o FMI preocupa-se especialmente sobre a velocidade a que os governos reduzem os seus défices  e os seus níveis de endividamento na   sequência da  acumulação de dívida nas economias avançadas induzida pela crise financeira global.  Um desendividamento  muito lento perturba os  mercados. Um desendividamento rápido demais   pode inviabilizar a retoma da economia.  Mas o FMI também defendeu os reembolsos parciais a médio prazo em muitos países desenvolvidos e emergentes, principalmente para evitar novos choques…

Existem boas razões, para países como a Alemanha, o Reino Unido ou os EUA  quererem reduzir a  sua dívida pública? Dois argumentos jogam a favor do  reembolso da dívida em países com uma larga base fiscal  e onde o risco de crise financeira é baixo. O primeiro argumento é que, embora as recessões grandes tais como a Grande Depressão dos anos 1930 ou a crise financeira mundial da última década sejam  raras, é útil, para quando estas ocorrem, terem-se  aproveitado os períodos faustos para reembolsar a dívida. O segundo argumento baseia-se na ideia de que a dívida elevada é uma coisa má   para o crescimento e que, portanto, é essencial  reduzir a dívida para criar uma base sólida para promover o crescimento .

É verdade que muitos países (como os países do Sul da Europa) devem praticar a consolidação orçamental, especialmente porque os mercados não lhes permitirão continuarem  a endividarem-se se assim não fizerem. No entanto,  a necessidade de “austeridade” em alguns países, não significa que esta seja uma necessidade em todos eles. Assim, a circunspecção face à aplicação de uma política única para todos é plenamente justificada.  Os mercados geralmente imputam uma  muito baixa probabilidade de crise da dívida em países que têm uma forte reputação de responsabilidade financeira (Mendoza e Ostry, 2007). Uma tal  reputação dá-lhes  a latitude para decidir não aumentar os impostos ou para não reduzir as despesas produtivas, quando o nível de endividamento é alto (Ostry et al., 2010;) Gosh e outros, 2013). E para os países com fortes antecedentes, o benefício de uma redução da dívida para evitar uma crise financeira futura prova-se ser  excepcionalmente baixo, mesmo se os seus níveis de dívida são altos. Por exemplo, movendo-se de um rácio da dívida de 120 por cento do PIB para 100% do PIB durante alguns  anos permite apenas uma pequena redução do risco de crise para os países (Baldacci et al., 2011).

Mas mesmo que o benefício seja baixo, isso, no entanto, poderia  ser útil se o custo também for  baixo. Acontece  que o custo pode ser significativo – muito mais do que o benefício obtido.  A razão é que, para chegar a um nível de endividamento mais baixo, os impostos devem ser aumentados temporariamente ou as despesas públicas serem reduzidas e às vezes ambas as coisas ao mesmo tempo. Os custos  do aumento de  impostos ou dos cortes nas despesas necessárias para o desendividamento podem ser muito maiores do que a diminuição do risco  de crise  permitido pela redução da dívida (Ostry, Gosh e Espinoza, 2015). Isso não significa que se deva considerar que   uma dívida alta não tem nenhuma incidência sobre o crescimento e sobre o bem-estar. Claro, isso tem desvantagens. Mas a questão essencial reside na ideia de que o custo de uma dívida mais elevada (o chamado fardo da dívida) é o que já ocorreu e que já não pode ser recuperado. É um custo irrecuperável.

Confrontados  com a escolha de viver com uma dívida elevada  – deixando que a redução da dívida seja feita organicamente pelo   crescimento – ou então utilizar deliberadamente os  excedentes orçamentais para a redução da dívida, os  governos com  uma larga base de impostos fariam  melhor em  aceitar   viver com a sua dívida. Porque as políticas de austeridade tem custos sociais significativos, degradam o  emprego  e agravam o desemprego.

A ideia que a consolidação orçamental possa gerar  crescimento (ou seja aumentar a produção e o volume de emprego), aumentando a confiança do sector privado e o investimento, foi defendida nomeadamente pelo economista de Harvard Alberto Alesina no mundo universitário e pelo antigo presidente do Banco central europeu Jean-Claude Trichet na arena política. Contudo, na prática, os episódios de consolidação orçamental foram mais seguidos por períodos de fraco que de forte crescimento. Em média, uma redução da dívida de 1% do PIB aumenta a taxa de desemprego a longo prazo de 0,6% e as desigualdades de rendimentos medidas pelo coeficiente de Gini em  1,5% (Baile e outro, 2013).

Em suma, as vantagens das políticas neoliberais  parecem ter sido um pouco  exageradas. No caso da abertura financeira, certos fluxos de capitais, tal como o investimento directo estrangeiro, parecem gerar  as vantagens esperadas. Mas  com outros fluxos, em especial os fluxos de capitais de  curto prazo, os benefícios sobre o crescimento são difíceis de obter, enquanto que os riscos em termos de volatilidade e o  risco acrescido de crise  estão muito presentes. No caso do saneamento orçamental, os custos a curto prazo devidos à baixa da produção, à diminuição do bem-estar e ao aumento do desemprego foram minimizados. E subestimou-se a possibilidade de manter  rácios de dívida elevados se a base fiscal o permitir,  porque esta dívida reduzir-se-á de ele mesma com o crescimento.

Um efeito desfavorável

Por outro lado, como a abertura internacional e a austeridade estão associados a uma crescente desigualdade de rendimento, isto induz um efeito de arrasto  negativo. O aumento da desigualdade resultante da austeridade e da abertura financeira poderia travar este crescimento e quando este é o verdadeiro objectivo que o neoliberalismo pretende precisamente  estimular. No entanto há agora provas sólidas de que a desigualdade pode diminuir  e em simultâneo tanto o nível como a solidez do crescimento  (Ostry, Berg e Tsangarides,) 2014.

A prova dos danos económicos criados pela desigualdade sugere que aqueles que decidem das políticas económicas a serem praticadas  deveriam estar  mais abertos à  redistribuição do rendimento  do que têm estado até agora. Claro, além da redistribuição, as políticas poderiam ser projectadas para atenuarem  alguns dos efeitos negativos gerados a montante como,  por exemplo, através do aumento das despesas na educação e de  formação que, por sua vez, aumentam a igualdade de oportunidades antecipadamente pelos seus próprios   impactos (a isto chamam-se condições de pré-distribuição). Enquanto isso, a consolidação orçamental, quando é  necessária, poderia ser projectada para minimizar o impacto negativo sobre os rendimentos mais baixos. Por outro lado, em certos casos, os efeitos adversos da desigualdade devem ser corrigidos logo que apareçam  usando os impostos  e as despesas  públicas   para redistribuir a riqueza. Por sorte,  o medo de que tais políticas possam em si-mesmas  prejudicar o crescimento é sem fundamento (Ostry, 2014).

Encontrar o equilíbrio

Tudo isto sugere a necessidade de sermos mais cuidadosos na quantificação dos benefícios do neoliberalismo. O FMI, que supervisiona o sistema monetário internacional, tem estado na vanguarda desta revisão. Por exemplo, o antigo chefe economista Olivier Blanchard tem declarado desde  2010: “um saneamento e  uma credível consolidação orçamental de médio prazo são uma necessidade  em muitas economias avançadas, mas não o seu estrangulamento actual. Três anos mais tarde, o director geral do FMI Christine Lagarde, disse que o Congresso dos EUA tinha razão em  aumentar o tecto da dívida do país “porque não se deve contrair  a economia, reduzindo  acentuadamente  as despesas públicas  enquanto que a economia está a recuperar “. Em 2015, enfim,  o FMI indicou que os países da zona euro “que têm margem de manobra orçamental  devem utilizá-la  para apoiar o investimento”.

A opinião do FMI  também mudou quanto à sua concepção dos efeitos da liberalização do capital – passou-se de uma hostilidade inicial a uma melhor aceitação dos controles sobre os movimentos de capitais para lidar com a volatilidade dos fluxos de capital. O FMI reconhece que a liberalização total dos fluxos de capital não é sempre um objectivo  final adequado e que uma liberalização continuada  não é benéfica  e é mesmo um  pouco arriscada a menos que os  países tenham atingido certos limiares de desenvolvimento financeiro e institucional.

A  experiência pioneira do Chile com o neoliberalismo recebeu então os elogios do Prémio Nobel Milton Friedman, mas muitos economistas defendem hoje uma  perspectiva  mais matizada como a que apresenta o Professor Joseph Stiglitz (ele mesmo um prémio Nobel), a de que o Chile “é um exemplo de sucesso da articulação  dos mercados com uma regulamentação apropriada (2002). Stiglitz observou que, nos primeiros anos da  sua marcha para o neoliberalismo, o Chile impôs  “controlos sobre os fluxos de capital, a fim de não ser por eles inundado”, como aconteceu uma década e meia mais tarde no primeiro país da crise asiática, a Tailândia. A experiência chilena e outras mais sugerem que nenhuma agenda rígida proporciona  bons resultados em todos os momentos e em todos os lugares. Os decisores das políticas económicas que têm vindo a ser aplicadas e as Instituições que os aconselham como o FMI, devem ser  guiados  não pela  ideologia, mas pelas provas tangíveis  do que realmente funciona.

Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani, and Davide Furceri, Neoliberalism: Oversold?,  Finance & Development,  June 2016, Vol. 53, No. 2. Texto disponível em:

http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm

aviagemdosargonautas.net

Guerra Civil Espanhola, 80 anos (inclúi vídeos)



Na noite de 17 para 18 de Julho de 1936, teve início a terrível Guerra Civil Espanhola que iria durar quase três anos.

**** Um site precioso.

**** Um conjunto de textos em El País.

**** Dois vídeos: 

 



**** Duas canções emblemáticas: 



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entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

As nove vidas de Erdogan e o golpe de Gulen

por M K Bhadrakumar [*]


















Autoridades turcas estão à beira de alegar que o golpe militar abortado na noite passada tem significado geopolítico. As sugestões nesse sentido estão a vir a conta-gotas.

O presidente Recep Erdogan disse que o golpe foi planeado pelos seguidores de Fetullah Gulen, o pregador islamista que opera a partir dos EUA. A seguir, o ministro da Justiça repetiu esta alegação.

A agência de notícias estatal Anadolu depois disso classificou o coronel Moharrem Kose como líder do golpe. Kose era um oficial das forças armadas turcas que em Março de 2006 foi desonrosamente despedido por ligações com a sombria organização de Gulen.

Entretanto, Ibrahim Melih Gokcek, presidente da municipalidade de Ancara e colaborador próximo de Erdogan, saiu-se com uma revelação espantosa: que os participantes do golpe incluíam um oficial pertencente à organização de Gulen que também estava envolvido na morte do piloto russo na Síria, em Novembro último. Gokcek disse:
Foi um "estado paralelo" que deteriorou nossas relações com a Rússia. Foi um incidente, no qual um dos pilotos destas estruturas participou, garanto. Ele foi um dos participantes do golpe. Não divulgámos isto até agora. Mas eu, Melih Gokcek, digo que nossas relações foram deterioradas por estes vilões.
Naturalmente, é preciso ligar os pontos. Gulen fugiu para os EUA em 1998 quando a inteligência turca começou a investigar seus seguidores que se haviam infiltrado em agências de segurança do estado turco, nas forças armadas e no judiciário.

Em 2008, Gulen obteve a permissão de residência ("green card"), aparentemente por recomendação de altos responsáveis da CIA. Ele desde então tem vivido solitário na Pennsylvania e nunca saiu dos EUA em visita ao exterior.

Um antigo chefe da inteligência turca, Osman Nuri Gundes, em 2011 escreveu nas suas memórias que a rede de Gulen proporcionou uma cobertura para as operações clandestinas da CIA nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, como parte da estratégia estado-unidense para utilizar o Islão político como um instrumento de políticas regionais.

Na verdade, a partir da sua vasta e luxuosa propriedade em Saylosberg, numa parte remota do leste da Pennsylvania, fortemente guardada e afastada de visitantes, Gulen lançou uma rede de mesquitas e madraças nos países da Ásia Central. (Curiosamente, a Rússia e o Uzbequistão proibiram "escolas" de Gulen.)

Agora, a tentativa de golpe na Turquia ocorre na sequência da reaproximação turco-russa e de sinais nascentes de uma mudança nas políticas intervencionistas de Erdogan na Síria. Naturalmente, a Turquia é um "estado chave" nas estratégias regionais dos EUA e a reaproximação turco-russa chega no momento mais inoportuno para Washington, pois:
  • É um "multiplicador de força" para os esforços de Moscovo no sentido de fortalecer o regime sírio;
  • Promete ressuscitar o projecto encalhado do gasoduto Turkish Stream (o projecto de US$15 mil milhões para transportar gás russo através da Turquia para o sul da Europa), bem como a construção na Turquia das centrais nucleares de US$20 mil milhões com reactores russos;
  • Bloqueia os planos dos EUA para estabelecer presença permanente da NATO no Mar Negro (a qual exige a cooperação da Turquia nos termos da Convenção de Montreux de 1936 pela qual países não ribeirinhos do Mar Negro não podem manter permanentemente navios de guerra naquelas águas);
  • Pode por em perigo operações dos EUA no Iraque e na Síria, as quais dependem fortemente da base Incirlik na Turquia;
  • Actua contra a balcanização da Síria;
  • Muda como um todo a orientação da política externa da Turquia; e
  • Actua contra os interesses israelenses, sauditas e qataris na Síria.
Erdogan é também um político astuto e manterá os americanos na dúvida. Mas o sultão sabe que deus lhe deu um novo período de vida – e sem dúvida permanecerá desconfiado das intenções estado-unidenses.

Um golpe é sempre uma artimanha (gambit). Os que tramaram o golpe julgaram erradamente que o grosso dos militares turcos apoiaria o derrube do presidente autoritário que impôs supremacia civil sobre os pashas. Mas a ideia brilhante de Erdogan de fazer entrar o "poder do povo" nas ruas apanhou-os de surpresa – recordando o acto de Boris Yeltsin ao sufocar a tentativa de golpe de 1990.

Erdogan é um político carismático e tem sobrevivido graças à sua grande popularidade. Na eleição de 2014 ele assegurou um mandato inequívoco com 51% de apoio do eleitorado. Agora, os laicos, "kemalistas" e nacionalistas de extrema-direita também se alinham contra o golpe. Isto dá-lhe um apoio de base maciço.

Gulen tornou-se agora uma questão grave entre Washington e Ancara. Não há probabilidade de Washington concordar com a extradição de Gulen, o qual é um "activo estratégico". (Ler o artigo fascinante sobre Gulen no Open Democracy, intitulado What is Fetullah Gulen's real mission? ) 
16/Julho/2016

Ver também: 
  • Turkish Foreign Minister: Military From NATO Incirlik Airbase Involved in Coup Attempt
  • Kerry Blasts Turkey for Insinuating that Washington Plotted Coup of Erdogan

  • Erdogan pede a Obama extradição de suspeito em tentativa de golpe

    [*] Diplomata indiano. Foi embaixador no Uzbequistão (1995-1998) e na Turquia (1998-2001).

    O original encontra-se em blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/... 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • De 17 para 18 de Julho - Há 80 anos, o criminoso e sanguinário levantamento franquista contra a República espanhola




    Há 80 anos,
    o criminoso e sanguinário levantamento franquista contra
    a República espanhola

    A despedida das Brigadas Internacionais

    Quanto a mim, entre tantos outros, há um dado maior que basta 

    para ilustrar o levantamento militar franquista como uma cruzada 

    de extermínio e “purificação”: 


    o facto de, já depois da sua vitória militar em Abril de 1939, 

    franquismo ter executado cerca de 200.000 


    republicanos.


    Na sua obra «Autobiografia do General Franco», o escritor 

    Vasquez Montalban declarava recusar-me terminantemente a 

    baixar esse número.

    um poema de Miguel Hernandez

    LAS CÁRCELES
    I 
    Las cárceles se arrastran por la humedad del mundo,
    van por la tenebrosa vía de los juzgados:
    buscan a un hombre, buscan a un pueblo, lo persiguen,
    lo absorben, se lo tragan.
    No se ve, no se escucha la pena de metal, 
    el sollozo del hierro que atropellan y escupen:
    el llanto de la espada puesta sobre los jueces
    de cemento fangoso.
    Allí, bajo la cárcel, la fábrica del llanto,
    el telar de la lágrima que no ha de ser estéril,
    el casco de los odios y de las esperanzas,
    fabrican, tejen, hunden.
    Cuando están las perdices más roncas y acopladas,
    y el azul amoroso de las fuerzas expansivas,
    un hombre hace memoria de la luz, de la tierra,
    húmedamente negro.
    Se da contra las piedras la libertad, el día,
    el paso galopante de un hombre, la cabeza,
    la boca con espuma, con decisión de espuma,
    la libertad, un hombre.
    Un hombre que cosecha y arroja todo el viento
    desde su corazón donde crece un plumaje:
    un hombre que es el mismo dentro de cada frío,
    de cada calabozo.
    Un hombre que ha soñado con las aguas del mar,
    y destroza sus alas como un rayo amarrado,
    y estremece las rejas, y se clava los dientes
    en los dientes del trueno.
                          II Aquí no se pelea por un buey desmayado,
    sino por un caballo que ve pudrir sus crines,
    y siente sus galopes debajo de los cascos
    pudrirse airadamente.
    Limpiad el salivazo que lleva en la mejilla,
    y desencadenad el corazón del mundo, 
    y detened las fauces de las voraces cárceles
    donde el sol retrocede.
    La libertad se pudre desplumada en la lengua
    de quienes son sus siervos más que sus poseedores.
    Romped esas cadenas, y las otras que escucho
    detrás de esos esclavos.
    Esos que sólo buscan abandonar su cárcel,
    su rincón, su cadena, no la de los demás.
    Y en cuanto lo consiguen, descienden pluma a pluma,
    en mohecen, se arrastran.
    Son los encadenados por siempre desde siempre.
    Ser libre es una cosa que sólo un hombre sabe:
    sólo el hombre que advierto dentro de esa mazmorra
    como si yo estuviera.
    Cierra las puertas, echa la aldaba, carcelero.
    Ata duro a ese hombre: no le atarás el alma.
    Son muchas llaves, muchos cerrojos, injusticias:
    no le atarás el alma.
    Cadenas, sí: cadenas de sangre necesita.
    Hierros venenosos, cálidos, sanguíneos eslabones,
    nudos que no rechacen a los nudos siguientes
    humanamente atados.
    Un hombre aguarda dentro de un pozo sin remedio,
    Porque un pueblo ha gritado ¡libertad!, vuela el cielo.
    Y las cárceles vuelan.
    Via: o tempo das cerejas 2 http://bit.ly/29Nf1jF

    Turquia: Erdogan está usando o Golpe para eliminar seus adversários na Justiça, Exército e Parlamento!

     Marcos Doniseti


    Erdogan massacra os Curdos sem dó e nem piedade. Seu governo também sempre apoiou o Estado Islâmico, de quem compra petróleo, promovendo o fortalecimento do grupo extremista. 
    Erdogan já está tratando de 'limpar', expressão que ele mesmo usou, a Justiça e as Forças Armadas da Turquia daqueles que teriam se envolvido no Golpe de Estado contra o seu governo.

    Com isso, não restará oposição alguma a ele depois disso. Ele se tornará um Ditador. E por isso mesmo há quem diga que o Golpe foi armado por ele mesmo.

    Fethullah Gullen negou a sua participação no Golpe e condenou o mesmo. Aliás, os partidos de oposição a Erdogan, vários de Esquerda, também condenaram o Golpe. 

    Logo, o único beneficiado com o Golpe será... Erdogan.

    E como este é aliado dos EUA e de Israel, o seu fortalecimento interessaria a ambos. 

    É bom lembrar que os turcos estavam sofrendo sucessivas derrotas na guerra da Síria, onde apoiam o Estado Islâmico e a Frente Al-Nusra, de quem compram petróleo que permite ao Estado Islâmico financiar as suas atividades terroristas por todo o Grande Médio Oriente, região na qual o ISIS/Estado Islâmico quer criar um novo Califado.

    Então, um Golpe que o fortaleça viria em boa hora para Erdogan. Na própria Turquia, muitas pessoas já estão dizendo que o Golpe foi armação do próprio Erdogan.

    Os objetivos desse Golpe seriam eliminar os adversários de Erdogna na Justiça, Forças Armadas e no Parlamento, bem como impor maiores restrições às liberdades individuais no país. 

    Traduzindo: Impor uma Ditadura.

    Até o Alex, ex-jogador do Palmeiras e do Fenerbahce (que é um dos clubes mais populares da Turquia.... há uma estátua do Alex em frente ao estádio do clube), no qual ele jogou por muitos anos, disse em sua conta no Twitter que o Erdogan é doido o suficiente para fazer algo desse tipo, ou seja, forjar um Golpe de Estado para atingir os seus objetivos políticos.

    Afinal, porque, os militares golpistas atacariam o Parlamento? Isso não tem lógica.

    Se eles derrubassem o Erdogan, mesmo, precisariam do apoio das instituições para governar, pelo menos de uma parte delas (deputados, juízes, militares).

    Em todos os Golpes de Estado é necessário algum grau de apoio institucional para que um Golpe, mesmo que seja Militar, venha a ser vitorioso.

    Em 1964, no Brasil, a maioria do STF e do Congresso Nacional apoiou o Golpe Militar. 


    O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, derrubando Jango de forma institucional, e a maioria dos congressistas (da UDN e do PSD) apoiou a decisão. O objetivo era dar uma aparência de 'legalidade' ao Golpe que se promovia contra o Presidente João Goulart. 

    Agora, no Golpe contra Dilma, vimos o STF ficar inerte frente a todas as ilegalidades cometidas contra a presidenta reeleita durante o seu processo de Impeachment. Nos Golpes de Estado em Honduras e no Paraguai, também tivemos a participação da Justiça e do Parlamento no apoio aos mesmos.

    Sem este apoio institucional, Golpes de Estado muito dificilmente seriam vitoriosos. Então, o que os militares turcos golpistas teriam a ganhar atacando o Parlamento? Nada.

    Esse Golpe na Turquia lembra muito o incêndio do Reichstag que foi feito por ordens de Hitler, em Fevereiro de 1933. Hitler usou o caso para virar Ditador, eliminando todas as forças políticas de oposição ao seu governo, principalmente os Comunistas  (KPD) e Social-Democratas (SPD). 

    Logo, o incêndio no Reichstag permitiu que Hitler aprovasse no Parlamento alemão uma lei que lhe permitia governar por decreto, ignorando o Parlamento e jogando no lixo os direitos e liberdades garantidos pela Constituição do país. 

    Tudo indica que Erdogan faz o mesmo, agora.


    Portanto, está cada vez mais claro que esse Golpe foi armado pelo próprio Erdogan para eliminar os seus adversários na Justiça, Exército, Parlamento, a fim de se tornar um Ditador.

    E tudo indica que isso funcionou.


    guerrilheirodoentardecer.blogspot.pt

    O terceiro erro ou o que o simbolismo dissimula - A cada encruzilhada da estrada governativa, o governo PS vai tomando as suas opções. Com cada uma, define também o conjunto dos seus aliados e o conjunto dos seus opositores políticos.


    por Amato
    cada encruzilhada da estrada governativa, o governo PS vai tomando as suas opções. Com cada uma, define também o conjunto dos seus aliados e o conjunto dos seus opositores políticos.

    http://images.clipartpanda.com/crossroads-clipart-crossroad-sign-blank-md.png


    A decisão de não incluir o PCP na escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional é meramente simbólica, carece de substância política propriamente dita. O simbolismo, todavia, dissimula em si um conteúdo de natureza primordial. Chamemos-lhe confiança política. Chamemos-lhe sinceridade, respeito ou lisura. Mais do que qualquer coisa diversa, os acordos políticos com partidos coerentes, dirigidos por pessoas de palavra — como o é o PCP —, assentam neste tipo de valores.

    Produz-se, deste modo, prova acabada de como o acordo de suporte parlamentar ao governo PS é visto por este último como circunstancial, como uma contingência dos tempos, e não como algo de sério e potencialmente transformador para o país que deve ser nutrido tanto como alargado. O PCP é claramente visto não como um parceiro parlamentar mas como uma pedra no sapato na governação socialista. Não existisse o PCP e lá estaria o PS a fazer todas as vontades à Alemanha e a voltar com a palavra atrás nas promessas de campanha eleitoral. A sua governação não seria mais que um redesenhar do plano de austeridade.

    Neste contexto, com o governo sob constante pressão europeia e ansioso por produzir oferendas políticas para Wolfgang Schäuble, espera-se com curiosidade o que trará o orçamento de estado do próximo ano. Este tipo de indelicadezas apenas contribuirão, contudo, para que os visados se encontrem mais livres — se é que alguma vez se sentiram condicionados — para decidir o seu voto em conformidade e coerência com os compromissos assumidos com o seu eleitorado.

    portodeamato.blogs.sapo.pt

    Mais de 100 eventos marcam Verão quente de Portimão


    Espetáculos de música, mercados, feiras, provas desportivas, animação nas praias, iniciativas para os mais novos, entre muitas outras propostas ao ar livre, sempre com Portimão à beira rio, à beira ria ou à beira mar como palco privilegiado. Este é o resumo do programa deste Verão em Portimão, que concentra mais de 100 eventos para ver e viver o concelho em cheio, desde de Julho até ao final de Setembro.



    Esta é uma programação eclética para a estação, com iniciativas destinadas a todos os gostos e a qualquer faixa etária. Uma oferta renovada e adaptada a todos, com iniciativas que são já imagens de marca do Verão portimonense: Feira do Livro, Portimão Wine Tasting, Campeonato do Mundo de F1 em Motonáutica, Festival da Sardinha, a peça “Noivo por Acaso”, com Fernando Mendes, Neon Run, Feira de Stocks, Summer Experience Portimão, FIM CEV Repsol International Championship, entre outros.
    O mês de Julho vai ser caracterizado por alguns momentos únicos, o primeiro dos quais entre 22 e 24 de julho com o Portimão Wine Tasting, na Fortaleza de Santa Catarina, na Praia da Rocha. Três dias de experiências, de provas de colheitas locais e de degustação de produtos regionais.
    Nos dias 30 e 31 de Julho, a magia da alta velocidade regressa a Portimão com o Campeonato do Mundo de F1 em Motonáutica. O estuário do rio Arade foi palco de 13 grandes prémios de Fórmula 1 de motonáutica, entre 1999 e 2011, e em Julho está garantido o regresso das grandes figuras da modalidade às águas de Portimão.




    A Área Desportiva da Praia da Rocha aberta desde dia 1 de Julho tem no seu espaço a prática de inúmeras modalidades, para que toda a gente mantenha ao longo do Verão a boa forma física. Até dia 9 de Setembro, há atividades regulares com monitores para “manter-se em forma na praia”. De 22 a 24 de Julho, o Complexo de Ténis Municipal de Portimão será palco dia e noite de dois torneios de Verão com jovens e veteranos.
    A não perder em Portimão os passeios junto ao rio e ao mar e a possibilidade de caminhar, correr ou pedalar em comunhão com a Natureza. A prova de que a vida ao ar livre é uma das mais importantes vantagens que Portimão tem para oferecer é o novo passadiço da Praia de Alvor com cerca de 6 quilómetros, uma das novidades deste verão.
    No que toca à cultura, de 14 de Julho a 21 de Agosto, a Zona Ribeirinha de Portimão, espaço privilegiado da cidade, recebe a 59ª Feira do livro, que este ano conta com um programa com cerca de 28 escritores na sua totalidade.
    Também esta zona convida a passeios agradáveis para ouvir diferentes estilos de música, com destaque para a música popular portuguesa, música brasileira, blues e fado na iniciativa “Música no Coreto”, todas as sextas-feiras, às 21h30, dos meses de Julho e Agosto. Para quem gosta de dançar e ouvir música popular, os sábados de Julho são marcados pelos arraiais e bailes na Antiga Lota de Portimão.
    O verão em Portimão também tem “P” de património com os Passeios Culturais noturnos, e já no dia 23 de Julho, pelas 21h00, as riquezas culturais da baixa de Portimão serão mostradas num passeio em busca de paisagens urbanas que caracterizam e dão personalidade ao coração da cidade.
    À beira rio e com a melhor vista sob a cidade, a Roda Gigante e o Carrossel Mágico são duas boas atrações que merecem registo fotográfico para mais tarde recordar.
    Há Verão na Alameda da Praça da República e no centro da cidade ao ar-livre e de entrada gratuita são vários os espetáculos agendados no âmbito das comemorações do Centenário da Freguesia de Portimão. Depois do enorme sucesso do concerto com Rita Guerra, segue-se no dia 30 de Julho, pelas 21h30, o 8º Festival Acústico Alvor, onde se fará ouvir música nacional, com nomes como Reflect, Staccatolimão, Nuno Barrosos e Volume D2is.

    Já a 20 de Agosto, às 21h30, as sonoridades serão outras e volta à Alameda o “Troféu João César”. No dia 17 de Setembro, a partir das 21 horas, haverá ainda um Desfile de Moda, (adultos, crianças, noivas) que encerra as comemorações do centenário da freguesia.
    Ainda em Julho e até 31 de Agosto, destacam-se as Comemorações dos 500 Anos da Igreja Matriz de Alvor, com várias ações na vila, num programa que celebra a importância cultural, social e religiosa, de um templo que os “filhos de Alvor”, deixaram como herança.
    Esta vila piscatória tem um legado islâmico de se tirar o chapéu e no dia 13 Agosto, pelas 21h00, irá realizar-se o último Passeio Cultural Noturno. O convite é feito a residentes e a turistas para descobrirem o Património Islâmico de Alvor.
    Agosto começa com um dos mais incontornáveis eventos gastronómicos do país, o Festival da Sardinha, que, entre 3 e 7, celebra o seu principal ícone gastronómico. Por toda a cidade, o clima será de festa, aliado ao aroma da tradicional sardinhada que promete abrir o apetite a toda a gente.
    A animação será uma constante na baixa da cidade, com artesanato, doçaria, animação de rua e sonoridades várias que vão do folclore à música portuguesa, tendo sempre presente a boa sardinha assada. O acesso é livre e gratuito. Da deliciosa sardinha assada aos mais variados momentos de música e animação, a diversão é para toda a família.
    Deolinda, Carolina Deslandes, Carminho, Herman José e a Orquestra de Acordeões Quarteto Manuela Lopes são as propostas de cartaz musicais para as cinco noites do Festival da Sardinha de Portimão.
    O Verão em Portimão tem humor e, de 4 a 28 de Agosto, Fernando Mendes está de regresso ao TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, com o espetáculo “Noivo por Acaso”, num total de 16 espetáculos. Após as temporadas em Lisboa e Porto, chega a vez de Fernando Mendes, Carla Andrino, Jorge Mourato e Patrícia Tavares subirem ao palco desta sala na cidade de Portimão.

    No dia 13 de Agosto, a Neon Run, a corrida noturna mais louca de Portugal, chega a Portimão, desafiando todos a correr, a caminhar e iluminar a cidade.
    Nos dias 5, 6 e 7 de Agosto, o Portimão Arena volta a receber uma Feira de Stocks onde será possível a aquisição de diversas marcas nacionais e internacionais de vestuário, calçado, acessórios de moda a preços de ocasião.
    Em contagem decrescente está um dos grandes spots noturnos de Verão em Portimão, este ano denominado “Summer Experience Portimão”, que reunirá no areal da Praia da Rocha, entre os dias 29 de Julho e 27 de Agosto, festas diárias com glamour, requinte e diversão.
    O cartaz promete ser uma experiência a não perder, que vai desde a Battle Royal – Colour Battle com 1500 litros de tinta, Pete Thaz Ouk, Carlos Manaça, Osmani Garcia, Charly Black e muitos mais.
    Para os amantes de velocidade, o Autódromo Internacional do Algarve recebe, de 27 a 28 de Agosto, o FIM CEV Repsol International Championship e o Campeonato do Mundo Júnior.
    Em Setembro, o Verão em Portimão tem registo gastronómico e, de 9 de setembro a 9 de outubro, a 6ª edição da Rota do Petisco promete, mais uma vez, levar as pessoas para a rua para saborear os petiscos tradicionais algarvios.


    Ainda neste mês, a Figueira será o centro da 14ª edição do Festival do Berbigão, com propostas gastronómicas à base deste bivalve, acompanhado por um programa de animação local.
    No Aeródromo Municipal, irá decorrer mais uma edição do Festival de Paraquedismo “Autumn Boogie”, que atrai durante um mês cerca de 300 paraquedistas europeus a Portimão.
    Na notícia da Trivago, Portimão é apresentado como um dos destinos mais procurados para a época do bom tempo e a cidade que, segundo viajantes de todo o mundo, apresenta os melhores hotéis. Nesta terra bafejada pela natureza  e um clima de eleição, onde o sol brilha cerca de 300 dias por ano, o que torna este destino um lugar de sonho plantado à beira-mar, o concelho apresenta locais de interesse e outras atividades a não perder nos vários equipamentos municipais neste Verão.

    Ao longo deste período, não faltarão diversas propostas de várias índoles, como as exposições patentes no Museu de Portimão ou na Casa Manuel Teixeira Gomes, como a oportunidade de mergulhar no Parque Subaquático Ocean Revival ou visitar a Quinta Pedagógica e ver ao vivo os animais da Quinta e descobrir a realidade da vida rural. A Biblioteca Municipal MTG é outra das opções para ler livros, jornais e revistas da atualidade ou navegar na internet.
    Terra de lazer com paisagens únicas com cultura e história e com uma oferta para todos os gostos é fácil viver o verão em Portimão e circular no concelho. Dois Parques de Estacionamento grátis em Alvor e a menos de 200 metros da praia, com cerca de 1200 novos lugares ao dispor de residentes e turistas.


    Na Praia da Rocha, existe a opção de estacionar o carro à sombra no estacionamento coberto Rocha Prime. Para se deslocar dentro do concelho e sem preocupações de estacionamento, o Vai Vem apresenta várias linhas.
    Entretanto, o Município de Portimão lançou a Agenda de Julho online, que está disponível clicando aqui.  Na próxima semana, será lançada a edição do mês de agosto. Ambas as edições poderão ser consultadas online no site agenda e em versão papel nos Pontos de Informação Municipal.


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