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sábado, 16 de julho de 2016

PORTUGAL É CAMPEÃO DA EUROPA DE HÓQUEI EM PATINS

  PORTUGAL 6  ITÁLIA 2

Como é que as mães de antigamente se desenrascavam?!


Quem tem filhos, sabe a quantidade de coisas (berços, alcofas, cadeiras, cadeirinhas, bancos, banquinhos, colheres, copos e copinhos, coisas e mais coisinhas) que são precisas para que todas as necessidades do bebé sejam devidamente atendidas.
Na minha opinião, metade do que nos é impingido por inúmeras marcas de puericultura através de anúncios e marketing directo, são tretas dispensáveis, maneiras de gastar dinheiro. Se fosse comprar metade do que por aí apregoam, já tinha hipotecado a casa ou vendido algum orgão.
Cada vez mais se inventam formas de facilitar o trabalho dos pais (o que em certas situações merece uma vénia), mas sejamos realistas, há exageros. Muitos exageros. 
Comparemos o presente com o antigamente.

A CAMINHA DO BEBÉ 

PRESENTE
Há para todos os gostos, tamanhos, feitios, cores, preços. Com colchão de espuma de ganso albino, prateleiras amovíveis, luzes vindas de Júpiter colhidas ao amanhecer, cheiro a alfazema do Paquistão colhida em dias ímpares, berços há, que balouçam o bebé ao som do album infantil da Sónia Araújo.
BERÇO1.jpg

ANTIGAMENTE  
Não haviam para todos os gostos. Existia este modelo feito normalmente pelo pai do bebé que aproveitava muitas vezes a madeira de móveis e era ele próprio que o construía. Em madeira, rija c´mo um corno, sem protecções laterais, sem luzes e outras merdices. Obviamente que não respeitava nenhuma das normas de segurança, mas também não conheço ninguém que tenha perdido um filho por este ter ficado entalado na cama. 
CAMA BEBÉ2.jpg


A ESPREGUIÇADEIRA  DO BEBÉ 
PRESENTE
É na espreguiçadeira que o bebé passa grande parte do seu dia durante os primeiros meses. Elas balançam, têm música, tremem, têm bonequinhos pendurados, cantam, giram, dançam, pulam, existem em todas as cores, feitios, tamanhos e preços. O bebé ali fica, imóvel a olhar para o teto, contemplando o infinito. 
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ANTIGAMENTE  
Esta, era a espreguiçadeira. Constituída pela camada mais superficial da crosta, era composta por sais minerias dissolvidos na água intersticial, organismos e rochas em decomposição. Existia em tonalidades de verde ou castanho. Não tinha cintos protectores nem redes que protegessem o bebé. Era ele por si. 
ESPREGUIDACEIRA1.jpg



A BANHEIRA DO BEBÉ 
PRESENTE
Para todos os tamanhos e feitios. Umas com pés e portáteis, outras que se colocam dentro das banheiras dos adultos. De todas as cores e feitios, tamanhos e preços, são cómodas para os pais e para o bebé. Algumas são esponjosas, recheadas com penas de ganso africano e já têm incorporado, o conjunto de patinhos de borracha. 



 BANHEIRAS2.jpg


 ANTIGAMENTE
A mãe que dobrasse a espinha se quisesse dar banho ao bebé, que isto de estar direitinha enquanto se esfrega o rebento é para meninas. De cobre, a banheira era também ela rija c´mo um corno, mas cumpria o seu propósito. Não conheço ninguém que tenha sido banhado nestas condições e que tenha ficado com recalcamentos na hora do banho. 
BANHEIRA1.jpg

PRODUTOS DE HIGIENE DO BEBÉ
PRESENTE
Há um frasco para o cabelo, outro para o corpo, um de seguida  para os dedos dos pés, depois o creme para o cabelo, um para o rosto, três diferentes para o corpo, um gel para as dobras das pernas, um para o pescoço e finalmente, cinco para a pele atópica. 
shampoo1.png


ANTIGAMENTE 
Havia isto. Dava para o bebé, para os pais, para a tia Idalina e aos Sábados, para lavar a roupa no rio.
Não haviam peles atópicas. 
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A COMIDINHA DO BEBÉ
PRESENTE 
No presente, iniciam os sólidos chupando uma rede. 
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ANTIGAMENTE
 Imaginem vós que as doidas, davam comida aos filhos com uma colher! Há gente para tudo, realmente. 
COLHER2.jpg

A CADEIRA DA PAPA DO BEBÉ
PRESENTE
Ela não anda, ela desliza. Fala, reclina-se, voa, faz piruetas, mortais e também dá para o bebé se sentar e ficar bem preso e então, chupar a comidinha. 
cadeira bebé 2.jpg

ANTIGAMENTE
Ai o bebé quer papar? Então, sente-se lá aí na cadeira dura c´omo um corno e pape! Eram estas as antigas cadeiras da papa. O Francisco usa uma em casa da minha mãe que era da nossa família, mas claro que comprei um assento almofadado no IKEA para lhe proteger o rabo e as costas. 
cadeira bebé 1.jpg
 O PARQUE DO BEBÉ
PRESENTE
Enquanto a mãe faz as lides, trabalha no computador e afins, o bebé tem no parque o seu melhor amigo. Nele encontra cores, espaço para se ginasticar, brinquedos e outras demais distrações. Envoltos em rede para proteger os bebés de uma eventual fuga ou queda, os parques são muito seguros e confiavéis. É o paraíso de qualquer mãe e existe em todas as casas. 
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ANTIGAMENTE
O parque de antigamente tem dois braços, duas pernas e um colo quente. Está envolto em amor e ternura, era seguro e confiável e existia em todas as casas. 
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 ounicornio.blogs.sapo.pt

TEMPO DE PRAIA




VÍDEO


video

UM LIVRO PARA AS FÉRIAS - Não Se Pode Morar Nos Olhos de um Gato


Como evitar o naufrágio de um romance?




O novo romance de Ana Margarida de Carvalho dá fim à deriva na literatura nacional ao recuperar estruturas e vozes das nossas letras em vez de experimentalismos pouco certeiros

Aviso ao leitor de escritores nacionais sobre o romance Não Se Pode Morar Nos Olhos de um Gato: este livro não é para menores. Destina-se aos que não aceitam que a língua portuguesa possa continuar a ser maltratada com textos em que se usam poucos vocábulos e o esforço intelectual do escritor morre ainda muito longe da praia, às mãos de leituras sem objetivo.

Nas epígrafes iniciais do livro está uma em que se diz: "Nenhum animal foi maltratado durante a escrita deste romance." A ser verdade, diga-se então que a crueldade da escritora esteve apenas centrada no maltratar dos leitores ao seu segundo romance, Não Se Pode Morar Nos Olhos de um Gato. Isto porque ao longo das 341 páginas não há um momento de sossego para quem as vai virando uma atrás da outra de forma urgente, tal é a forma como Ana Margarida de Carvalho maneja o chicote da escrita. Como se fosse o capataz da sua história a esfolar o escravo amedrontado, ou as mulheres distantes e os homens com medo, a lutarem pela vida uns à custa dos outros e contra a maldição do mar.

Não se assuste o leitor com este início de opinião, é que quando pegar no romance vai espantar-se ainda mais com o efeito em si do frémito criativo que ocupa todas as páginas. A escritora desfaz o cânone literário em vigor e oferece uma nova leitura àquilo a que se chama romance nacional - já o tinha conseguido em muito à primeira experiência ficcional - , trazendo à memória do leitor momentos que soam a José Saramago, a Gil Vicente, a António Lobo Antunes e a Miguel Torga. Até à ladainha das mulheres das aldeias perdidas e dos homens que gemiam antigamente a lavrar a terra, ou de missas desesperadas. Não é que imite esses escritores, antes se lhe assemelha na capacidade de redigir um romance em que o leitor é obrigado a lembrar-se destes nomes por esta ou aquela razão, comprovando que a nossa literatura tem uma corda que de vez em quando uns a vão pegando e não negando.

O argumento do livro é simples: um navio negreiro afunda-se ao largo do Brasil. Desse naufrágio salvam-se o capataz, o escravo, um criado, um padre, um estudante, uma fidalga e a sua filha e um menino pretinho. Também não "perde" a vida uma imagem de uma santa, Nossa Senhora de Todas as Angústias, que assiste a tudo o que se vai passar, umas vezes como observadora, noutras como puro objeto de madeira. A salvação, no entanto, não lhes sai barata, pois o rochedo onde se refugiam da água tem a maldição de a cada maré cheia submergir a pouca areia da praia e restar-lhes um buraco para se abrigarem e confrontarem os seus tabus.

Está o cenário posto e as personagens apresentadas logo a poucas dezenas de páginas, momento em que o leitor questiona como vai a escritora entretê-lo até ao fim. Não seria coisa difícil tantos os livros sedutores sobre náufragos, tantas as peripécias que os sobreviventes podem viver numa ilha deserta. Até porque como se diz à página 221, "o mar não é de confiança", daí que a narrativa pudesse seguir os caminho da História Trágico-Matrítima e estava tudo transformado em romance como seria previsível.

Ora se nenhum dos quatro autores clássicos já referidos o faria, porque há de a autora de Que Importa a Fúria do Mar ceder à facilidade, mesmo que o primeiro capítulo tivesse como título "E se já vão mortos porque temem o naufrágio?" e permitisse resolver a questão em duas penadas. Não, prefere colocar as personagens a nadar na sua própria história pessoal e retirar episódios dessas vidas para o acerto de contas final que os espera. Num tom que os mantém de forma irresistível como se fossem membros de um coro de tragédia grega, num afiar constante de vozes de carpideiras, numa missa católica descontrolada ou, porque não, num rito pagão, tais são os modos como os põe a falar ou se lhes ouve o pensamento em revolta.

Não se devendo desvendar mais do que o que já foi dito da trama, acrescente-se que o registo da narrativa, que consegue manter-se até ao fim, tem um odor de ineditismo. Que resultará de muito trabalho, como confirmam certas passagens e imagens literárias, como "o fio de tricotar horizontes" e "se se descoseu, foi por baixo, para dar à luz"; e nas partes brasileiras de certas letras que estão no (in)consciente da escritora.

Se houvesse que reduzir este livro a um conceito ele seria a realização de um auto de fé. Daqueles em que personagens são matéria a arder e o leitor sai chamuscado, mesmo com tanto mar à volta. Um livro impressionante e, principalmente, redentor.

www.dn.pt

HOLLANDE JÁ RESOLVEU O PROBLEMA DO TERRORISMO


O GOLPE ASSENTA QUE NEM UMA LUVA NAS ASPIRAÇÕES DO FASCISTA ERDOGAN QUE JÁ FALA EM VOLTAR À PENA DE MORTE- CLARO QUE ELE SEMPRE MATOU OS SEUS ADVERSÁRIOS DE OUTRAS MANEIRAS ! - Depois do golpe falhado: mais de 2800 soldados detidos e juízes destituídos



Depois do golpe falhado: mais de 2800 soldados detidos e juízes destituídos



Clérigo acusado por Erdogan nega participação no golpe. Presidente turco promete limpeza no exército

A Turquia foi abalada sexta-feira à noite por uma tentativa de golpe de Estado levada a cabo por elementos do Exército que, após um momento inicial, acabou por ser abortada pelas tropas leais ao Presidente Recep Erdogan. As forças leais ao Presidente abateram alguns militares revoltosos, assegurando que outros 2839 foram detidos, indicou hoje o primeiro-ministro Binali Yildirim.

Yildirim disse em conferência de imprensa que a situação está "completamente controlada" e pediu às pessoas para esta noite encherem as ruas com bandeiras da Turquia, repetindo os apelos de Erdogan.

Erdogan já disse que a "traição" dos golpistas constituiu uma "dádiva de Deus" e que vai permitir limpar o Exército. "Este levantamento, este movimento, é um grande presente de Deus para nós, porque o exército será limpo", disse Erdogan em conferência de imprensa, pouco depois de aterrar em Istambul, assegurando que os golpistas vão pagar caro pela "traição".

A reação foi rápida e, além das detenções de revoltosos no exército, já foram presos 10 magistrados e destituídos outros 2745, segundo a agência de notícias estatal. Em conferência de imprensa, de manhã, o primeiro-ministro disse ainda que o governo vai considerar alterar a lei para poder punir os revoltosos com a pena de morte.

Mas Yildirim foi mais longe e disse também que qualquer país "que esteja ao lado de Fethullah Gulen", que aponta como o responsável pelo golpe, não é "amigo" - sem nomear os Estados Unidos, aliados da Turquia na NATO.


Turquia. Erdogan pede a Obama que prenda o clérigo Fethullah Gulen

De acordo com o primeiro-ministro, dos confrontos na noite de sexta-feira resultaram 161 mortos. Há ainda 1.40 feridos. Numa declaração anterior à televisão oficial turca, o general Umit Dundar, chefe do Estado-Maior interino das tropas leais a Erdogan, tinha confirmado a morte de dois soldados, 41 polícias e 47 civis. "Caíram como mártires", sublinhou Dundar, referindo-se a estas 90 vítimas mortais.

" Caíram como mártires"
O Presidente turco, que se encontrava de férias num hotel em Marmaris, estância turística na costa do Mar Egeu e que foi bombardeado esta madrugada pouco depois de ter saído do edifício, culpou pelo golpe de Estado os apoiantes do seu arqui-inimigo, Fethullah Gülen, um imã exilado há anos nos Estados Unidos.

Quem é o clérigo islâmico que Erdogan culpa pelo golpe?

O movimento que apoia Gülen (Hizmet) já condenou o golpe, num comunicado em que sublinha que "há mais de 40 anos que Fethullah Gulen e o Hizmet têm defendido e demonstraram o seu compromisso com a paz e a democracia".

Em 2013, o fundador do poderoso Movimento Gülen, com milhões de seguidores na Turquia, entrou em rutura com Erdogan e o seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder desde 2002), que apoiou na fase inicial da sua ascensão. Seguiu-se uma dramática luta pelo poder e o início da repressão ao Hizmet no país - acusado por Erdogan de pretender construir um "Estado paralelo" - através do encerramento de dezenas de escolas e processos judiciais contra figuras políticas e militares associadas a este movimento.

Num primeiro momento, poucas horas após o início da rebelião militar, o exército sublevado indicou ter o controlo do país e estabelecido a lei marcial, ao mesmo tempo que acusavam Erdogan de ser "traidor" e de ter estabelecido um "regime autoritário de medo".

Num comunicado lido na televisão turca TRT, o exército turco, ainda sem um rosto - o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse que à frente do golpe estão cerca de 40 comandantes militares, incluindo um general que entretanto morreu no decurso da tentativa de golpe - assegurou então que o país seria governado por uma denominado "Conselho de Paz" para dar "a todos os cidadãos, todos os direitos" e "estabelecer a ordem constitucional" e "restaurar a democracia".

Mas as forças leais ao presidente turco, apoiadas por um número significativo de civis que saiu à rua em resposta aos apelos dos governantes, acabaram por controlar o golpe.

www.dn.pt

NESTE CURTO GIF PODEM RETIRAR-SE MUITAS ILAÇÕES


16 de Junho de 1934 e o getulismo


By carlosloures 


Em 16 de Junho de 1934. faz hoje 82 anos, a Assembleia Constituinte empossava Getúlio Vargas (1883-1954) no cargo de Presidente da República do Brasil. A acção depuradora do tempo transfigura a verdade histórica. As figuras mais odiadas no seu tempo, depois de cobertas pela patine do tempo, acumuladas camadas sedimentares de acontecimentos, são por vezes reabilitadas pela História. Em contrapartida, figuras positivas s.ao pura e simplesmente esquecidas, ignoradas,

 Sabe-se que o Marquês de Pombal foi um déspota, odiado por muitos no seu tempo. Hoje não há quem não reconheça a sua estatura de grande estadista. Salazar não terá argumentos para atingir o mesmo grau de admiração, mas, pelo menos deixará de ser lembrado com o ódio com que hoje, vivas que são muitas das suas vítimas. Não passará de uma figura apagada  e que manteve o País o mais que pôde parado no tempo.

Getúlio Vargas, tentou a careira militar que abominou, formando-se em Direito e iniciando o uma carreira política que, após alguns desaires, foi coroada de êxito, ao ser empossado faz hoje 82 anos como Presidente. Porem a Constituição era um empecilho e em 1937, mais precisamente, em 10 de Setembro encabeçou um golpe de Estado que lhe consentiu nas mãos os poderes legislativo e executivo e abolindo os partidos, criando a censura e a policia política. Foi o chamado «Estado Novo» (inspirado pela experiencia salazarista?) que segui s onda nazi-fascista que esteve na origem da Guerra Civil de Espanha (1936.39) e pela II Guerra Mundial (1939.45).

Em 1945, um golpe militar, liderado por gente de extremíssima direita, depôs Getúlio em 29 de Outubro. Voltou ao poder em 1950, ao vencer as eleições para a Presidência da República. Um clima tumultuoso que o país viveu nos anos seguintes, conduziu o Congresso à demissão de Getúlio que optou por se suicidar com um tiro no coração.

aviagemdosargonautas.net

16JULHO2016 - FOTOS COM HISTÓRIA