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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Da parte dos fascistas e neofascistas, a ilegalização e repressão violenta do PCP era, não apenas um desejo mas um objectivo que pretendiam fosse alcançado no imediato

“Da parte dos fascistas e neofascistas, a ilegalização e repressão violenta do PCP era, não apenas um desejo mas um objectivo que pretendiam fosse alcançado no imediato. Soares e o PS tinham representado um papel importante na acção política preparatória do 25 de Novembro. Mas o golpe do 25 de Novembro não foi o que projectaram. Nenhum dos seus três objectivos centrais imediatos se concretizou. Nem a liquidação da dinâmica revolucionária e das suas conquistas. Nem o esmagamento militar do PCP, do movimento operário e da esquerda militar, nem, como resultado do golpe, ser Soares o vencedor, aquele que teria salvado a democracia de um golpe e de uma ditadura comunista e que por isso assumiria naturalmente de imediato, no poder do Estado, as responsabilidades daí decorrentes. Tal operação foi tentada mas falhou."
(Álvaro Cunhal in A verdade e a mentira na Revolução de Abril)

canhotices.blogspot.pt

ELES FELIZES COM O SOCIALISMO NA GAVETA - Foto de 1989 o fotógrafo Acácio Franco captou o congresso que elegeu Jorge Sampaio como secretário geral do PS


ESPERANÇA - TUNA DE VETERANOS DE VIANA DO CASTELO

VÍDEO

CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DA REPÚBLICA PORTUGUESA ASSINADA PELO CONJUNTO DOS DEPUTADOS DO PCP




ephemerajpp.com

DESTAQUE


A REMOÇÃO DO TÍTULO DE DOUTOR

ATENÇÃO ESCULTORES, ARTISTAS, EMPRESÁRIOS DA MEDALHÍSTICA, DO MÁRMORE, DA OURIVESARIA ETC ETC, VEM AÍ DINHEIRO EXTRA !
COM O REMOVER DO TÍTULO DE DOUTOR A MIGUEL RELVAS DE TODAS AS OBRAS QUE INAUGUROU, VAI HAVER MUITO TRABALHO DE REMOÇÃO PARA COLOCAR A VERDADE NAS PLACAS QUE ERRADAMENTE NÃO POR CULPA DE QUEM AS EXECUTOU MAS SIM DO EX MINISTRO QUE AGORA TERÁ QUE IR NOVAMENTE ESTUDAR PARA QUE TENHA DE NOVO O HONROSO NOME.
PARA TODOS OS PROFISSIONAIS E ARTISTAS A REMOÇÃO E A DEVIDA REPOSIÇÃO DA VERDADE DEVE TRAZER UM DINHEIRITO EXTRA EMBORA SEJA SEMPRE O POVO A PAGAR.


A caminho de quê?




BAPTISTA BASTOS | b.bastos@netcabo.ptO referendo é um instrumento dos mais democráticos a que se pode recorrer. E, a verdade, é que a maioria dos povos nunca foi consultada sobre se queria ou não pertencer à "União".
Uma endemia de rejeição à "União" Europeia parece assolar aquela organização político-económica. Depois da saída do Reino Unido, sabe-se que na Holanda, Áustria, Itália e, até, em Portugal (por declarações do Bloco de Esquerda), a ideia do referendo toma proporções. E importantes movimentos, como o Podemos, em Espanha, manifestam claramente a intenção de referendar as próprias estruturas de "União" que, segundo eles, não são democráticas e dirigidas por burocratas que nunca foram eleitos, e agem como donos e senhores dos países que constituem a organização. O mal é quando as ideias nascem, disse-o Maquiavel, em "O Príncipe", porque se transformam sempre em convicções.

O estranho de isto tudo é a aparente unanimidade entre sectores da direita e da esquerda contra a hipótese referendária. Porém, o referendo é um instrumento dos mais democráticos a que se pode recorrer. E, a verdade, é que a maioria dos povos nunca foi consultada sobre se queria ou não pertencer à "União". A política do facto consumado fez lei, assim como o surgimento do "directório" franco-alemão, com o pobre François Hollande a fazer o triste papel de serventuário de Angela Merkel, que, por seu turno, mais não é do que o factótum dos grandes interesses e da alta finança germânicos.

Muita gente relevante já percebeu, já tinha entendido, que a generosa ideia de uma Europa fraterna, solidária e unida não passava de uma simpática utopia. Como sempre, o mais forte tornou-se hegemónico, a Alemanha, claro!, que tem os cofres cheios pela própria natureza do seu poder. E a saída do Reino Unido pouco ou nada afectará os negócios extraterritoriais entre os dois países.

Quando em Portugal, da esquerda à direita, se ouve dizer que o referendo sugerido e até proposto pelo Bloco de Esquerda não é oportuno, qual o significado deste "retardar"? E quem cria as oportunidades? Esta Europa é o que é porque assim o quis o grande capital. Ninguém é consultado sobre o que quer que seja, e a admissão das decisões é tida como "normal". A aplicação de sanções a Portugal suscitou alguma indignação, mas as coisas passam-se sem que o núcleo do problema seja clarificado.

A "refundação" da Europa, como alguns pretendem, para salvar os escombros, não tem razão de ser. Como já disse e repito, nenhuma organização deste tipo, ou partido, se consegue "reformular" por dentro. As raízes do propósito, embora ingénuas, já não existem. O poder do dinheiro sobrepôs-se à natureza da ideia. E os países mais pobres são implacavelmente esmagados pelos mais fortes. Até o confuso, mas espertalhão, Durão Barroso já declarou que a "União" corre perigo se as coisas não se modificarem. Não disse como, claro!

A saída do Reino Unido começou por uma proposta de estratégia eleitoral de Cameron, cuja cabecinha não está propriamente hipotecada à inteligência. Mudou de carril, quando se apercebeu de que abrira a caixa de Pandora. Era tarde. A Grã-Bretanha fora da "União" emerge de um disparate. Claro que os negócios e os interesses continuam, mas terão de seguir outros caminhos. No entanto, as ideias de desintegração prosseguem e crescem. Cuidado! W

NOTA A TEMPO: O autor agradece as manifestações de simpatia de muitos leitores quando foi sujeito a uma pequena intervenção cirúrgica, que o fez ausentar, durante uma semana, desta coluna.

RATOS NO MUSEU DA PRESIDÊNCIA

NO MUSEU DA PRESIDÊNCIA
ARREBANHAVA TUDO PARA ELE E ARRANJAVA BONS NEGÓCIOS PARA FAMÍLIA
MÓVEIS
PINTURAS
DINHEIRO
CAVACO CONDECOROU-O !


Presidente checo quer referendo à permanência na UE e na NATO


O presidente checo quer a realização de um referendo à permanência da República Checa na União Europeia e na NATO. Milos Zeman não tem poderes para convocar um referendo, mas considera que a população checa deve dar a sua opinião sobre o assunto, como fizeram os britânicos.
DN

Do cessar-fogo na Colômbia à paz, desejada, mas muito distante - Miguel Urbano Rodrigues































Do cessar-fogo na Colômbia à paz, desejada, mas 
muito distante

por Miguel Urbano Rodrigues

"Miguel Urbano, um dos revolucionários que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o comentário possível aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organização revolucionária e o governo da Colômbia. 
Termina, confessando a sua dificuldade em «imaginar que tipo de «reconciliação» (…) será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos»."
A assinatura em Havana, no dia 23 de Junho, pelas FARC-EP e pelo governo de Juan Manuel Santos, dos Acordos de Cessar Fogo e de Hostilidades Bilateral e Definitivo, de Renúncia às Armas, e o de Garantias de Segurança e Combate ao Paramiliarismo foi recebida com entusiasmo pelo povo colombiano e com alívio e satisfação pela maioria da humanidade.

Mas seria uma ingenuidade concluir que o fim do conflito armado trouxe à pátria de Marulanda a paz social e politica.

Os discursos pronunciados na capital cubana, a presença dos chefes de Estado e altas personalidades ali reunidos e a atmosfera da grande jornada tendem a gerar esperanças românticas.

Além do comandante Timoleón Jimenez, chefe do Estado-Maior Central das FARC, e de Juan Manuel Santos, compareceram na solenidade o secretário-geral e o presidente do Conselho de Segurança da ONU e o da Assembleia Geral da organização, os presidentes de Cuba, do México, do Chile, da Venezuela, de El Salvador, da Republica Dominicana, representantes especiais dos governos dos EUA, da União Europeia, da Noruega, etc.

Compartilho a alegria nascida do fim de uma guerra iniciada há mais de 60 anos em que pereceram centenas de milhares de colombianos, a esmagadora maioria civis, guerra que devastou o país e aprofundou abissais desigualdades sociais.

Mas esse sentimento de júbilo não pode apagar uma preocupação profunda, inseparável da certeza de que os grandes problemas que levaram as FARC – EP a optar pela luta armada não constarão do Acordo Final a ser firmado na Colômbia.

A EPOPEIA FARIANA

AS FARC-EP são uma das organizações revolucionárias que mais marcaram emocionalmente a minha vida como comunista.

Cimentei com alguns dos seus dirigentes amizades que perduram.

Já admirava a guerrilha–partido de Marulanda, e sobre o seu combate tinha escrito muito quando conheci em Havana o comandante Rodrigo Granda então chamado Ricardo González.

Entre nós surgiu imediata empatia que evoluiu para sólida amizade. Aprendi muito com ele. Passei a movimentar-me melhor na história da Colômbia; compreendi o significado terrível do paramilitarismo.

Devo a Rodrigo Granda o convite das FARC-EP para passar algumas semanas no acampamento do comandante Raul Reyes no Caquetá e a oportunidade de acompanhar na Região as negociações de paz com o governo de Pastrana. Assisti então em La Macarena, no dia 24 de junho de 2001, a um acontecimento inesquecível: o encontro para libertação unilateral de 242 soldados e polícias capturados em combate pelas FARC. Conheci nesse dia o comandante-chefe Marulanda (que me concedeu uma entrevista) e, entre outros os comandantes Jorge Briceño, Joaquin Gomez, Simon Trinidad, todos alvo de manifestações de apreço e admiração da parte dos embaixadores ocidentais ali presentes.

Não se previa nesses dias que o presidente Pastrana, cedendo a pressões dos EUA, do exército e da oligarquia colombiana, em breve conduziria as negociações de Los Pozos a um impasse, prólogo da ocupação da Zona Desmilitarizada e do recomeço da guerra e de sucessivas ofensivas (derrotadas) no âmbito dos Planos Colômbia e Patriota.

Escrevi e publiquei em diferentes países textos sobre a minha a experiência pessoal no acampamento das FARC-EP. Não é sem emoção que recordo o convívio com os homens e mulheres da guerrilha. Mantive aliás contacto permanente, via Internet, com o comandante Raul Reyes, até à trágica jornada em que foi assassinado, com dezenas de camaradas, durante o bombardeamento de Sucumbio, no Equador, concebido por Juan Manuel Santos, ao tempo ministro da Defesa de Álvaro Uribe Velez. Não esqueci que semanas antes Reyes me convidara a revisitá-lo, algures na amazónia colombiana.

Reencontrei muitas vezes Rodrigo Granda. A última em Caracas, em 2004, nas vésperas da sua prisão por esbirros de Uribe, com a cumplicidade de polícias venezuelanos. A minha admiração por ele aumentara de ano para ano.

Via nele um revolucionário exemplar pela vastidão da sua cultura marxista, pelo caráter, pela coerência, pela disponibilidade total para a luta. A convite do advogado fui aliás testemunha de defesa, através de um depoimento, no processo que contra ele instaurado quando preso, antes da sua libertação por influência do presidente Sarkozy da França.

Foi com alegria que recebi a notícia do seu imediato regresso à luta e a sua inclusão na Delegação de Paz das FARC-EP em Havana. Quando responsável pelas Relações exteriores da guerrilha no exterior, era conhecido pelo seu talento diplomático como El Canciller de las FARC.

Por que evoco hoje o amigo fraterno e o revolucionário exemplar.

Precisamente porque nestas semanas em que se festeja a assinatura dos Acordos que puseram fim às hostilidades na Colômbia me pergunto, apreensivo, o que pensarão da chamada «reconciliação» Rodrigo e outros amigos como os comandantes Alberto e Juan António e qual seria a posição do comandante Demétrio, já falecido, um intelectual brilhante, a que chamavam «o ministro da educação sombra» das FARC?

PREOCUPAÇÕES E TEMORES

Quero registrar com clareza que aprovei desde o início os Diálogos de Paz de Havana. Ao sentar-se à mesa para negociar, as FARC deram expressão concreta ao profundo desejo de paz da esmagadora maioria do povo colombiano. Foi essa aspiração, cada vez mais generalizada e intensa, que levou presidentes como Belisário Bettencourt e Pastrana Borrero a abrir negociações com as FARC com vista ao fim do conflito armado.

O Estado Maior Central das FARC-EP teria negado o passado e a ideologia revolucionária da sua organização se não houvesse respondido favoravelmente a Juan Manuel Santos quando este, numa viragem inesperada, estabeleceu os contatos que conduziram em Oslo, na Noruega, a entendimentos preliminares que desembocaram nos Diálogos de Paz de Havana e na elaboração de uma Agenda ambiciosa.

Acompanhei de longe o difícil processo de paz, e os esforços para o torpedear desde o começo pelo alto comando das Forças Armadas, pelos latifundiários que controlam a agricultura, pelos barões de narcotráfico, por uma parcela da grande indústria e pelo imperialismo estado-unidense apesar da ambiguidade da sua posição perante o conflito.

As tremendas dificuldades a superar na negociação de interlocutores tão antagónicos como as FARC e o Governo de Santos ficaram transparentes na continuação da guerra, no financiamento do Plano Colômbia, na entrega de armas sofisticadas ao exército e à Força Aérea, na cumplicidade de influente generais com destacados dirigentes paramilitares, no massacre frequente de camponeses pelo exército.

Apesar das campanhas contra a paz, da repressão permanente ao abrigo da famigerada «Lei de Segurança Democrática», a Agenda aprovada avançou embora lentamente. As FARC conseguiram impor em Havana posições por elas defendidas na discussão de temas fulcrais como a questão da terra, a participação política, o debate sobe as minorias, as discriminadas, os milhões de deslocados, a degradação do ambiente, a reforma de uma justiça corrupta, as reparações às vítimas da guerra, a erradicação do tráfico de drogas, etc. No debate desses outros temas as FARC obtiveram do governo concessões que em muitos casos foram além do que se poderia esperar.

Porquê então a profunda preocupação que me invadiu ao tomar conhecimento dos documentos assinados em Havana?

Dediquei horas à sua leitura.

A natureza do regime não é posta em causa. AS FARC-EP não podiam obviamente exigir o fim do capitalismo, objetivo do seu programa revolucionário. A relação de forças existente não permitia debater o tema.

Mas não é essa inevitável omissão que me inquieta.

O Acordo sobre o Cessar-fogo e o abandono das armas (dejación em espanhol) estabelece que no prazo de 180 dias o armamento das FARC-EP será entregue a comissões fiscalizadoras indicadas pela ONU e pela CELAC.

O dominicano Narciso Isa Conde, num artigo publicado no dia 24 de Junho na Republica Dominicana, afirma que essa decisão «equivale ao desarmamento total e unilateral do exército popular mais poderoso da Colômbia da nossa América em troca de garantias de segurança atribuídas por um sistema sumamente hostil» (…)

Distancio-me muitas vezes de opiniões do autor, mas neste caso compartilho plenamente a apreensão que manifesta quanto ao desarmamento das FARC e à insuficiência de garantias sobre o compromisso oficial de eliminar o paramilitarismo.

Marx advertiu que a Historia nunca se repete da mesma maneira. As circunstâncias na Colômbia são hoje muito diferentes das existentes em 1985. Mas é impossível esquecer o genocídio da União Patriótica.

É alarmante que o comandante de uma região do Vale do Cauca, no próprio dia em que eram assinados os Acordos de Havana tenha, em entrevista a uma rádio local, afirmando que a sua ideologia é a de Carlos Castanho.
Cabe recordar que o fundador e primeiro chefe dos bandos paramilitares foi um assassino, responsável por monstruosos crimes contra a humanidade.

Que eu tenha conhecimento, o governo de Santos não reagiu às inadmissíveis declarações desse oficial superior do Exército.

Os Acordos preliminares de Havana são também omissos sobre a permanência de oito bases militares dos EUA no território colombiano e as relações especiais que o governo de Bogotá mantém com o estado neofascista de Israel, cuja polícia secreta, a MOSSAD, atua na Colômbia como em casa própria.

As Farc tiveram de renunciar á reivindicação de uma Constituinte e de aceitar o referendo de que discordavam.

Essas cedências foram não apenas compreensíveis como inevitáveis. Nos Diálogos de Havana as FARC-EP negociaram numa época de refluxo histórico. O imperialismo havia retomado a ofensiva na América Latina e atuava agressivamente no Medio Oriente, na Europa e na Asia Oriental.

A delegação fariana enfrentou os representantes do Governo de Santos consciente de que a relação de forças lhe era muito desfavorável. Num curto espaço de tempo perdera dirigentes fundamentais. Raul Reyes fora assassinado no Equador, Jorge Briceño e Alfonso Cano tinham perecido em combate. Manuel Marulanda, o herói de perfil homérico, falecera no seu acampamento.

As mais recentes técnicas electrónicas para localização das unidades guerrilheiras, mesmo nas densas florestas da região amazónica, criaram também problemas dificilmente superáveis aos estrategos das FARC-EP.

A minha solidariedade permanente e irrestrita com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo não me impede, porém, antes me impõe o dever de encarar com muita apreensão o futuro imediato.

A linguagem de alguns parágrafos do Acordo de Cessar Fogo por elas assinado e a troca de mensagens com o alto comando do Exército não me parecem também compatíveis com a ideologia da organização revolucionária.

Tenho dificuldade em imaginar que tipo de «reconciliação» - palavra agora muito utilizada - será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos.

Daí este desabafo de um comunista português que fez sua a luta heróica das FARC-EP.






CLÃ CR7 ENTROU EM LOUCURA COM A PASSAGEM ÀS MEIAS FINAIS


Loucura do clã CR7 com a passagem às meias-finais

Kátia Aveira festeja passagem às meias finais

Mesmo sem uma grande exibição de Cristiano Ronaldo, a família do capitão da seleção festejou efusivamente a passagem às meias finais do Euro 2016.

Logo após o penálti de Ricardo Quaresma, que garantiu a passagem de Portugal às meias finais da competição, Kátia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo, partilhou um vídeo no Instagram.


Nas imagens pode ver-se a família do capitão de Portugal a festejar animadamente a vitória contra a Polónia. Depois dos vídeos partilhados por Dolores Aveiro, quando Portugal derrotou a Croácia, Kátia Aveiro foi a líder dos festejos.








VÍDEO
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Pais de Kayleigh Haywood reconstituem morte da filha em vídeo





Os pais de uma jovem de 15 anos, que foi violada e assassinada em novembro, decidiram reconstituir as últimas semanas de vida da filha para alertar para o perigo das relações online.

A ideia dos pais da jovem é salvar a vida de outros jovens com um vídeo que demonstra o perigo dos encontros entre pessoas que se conhecem através das redes sociais.


O vídeo recria os últimos dias de vida da jovem Kayleigh Haywood, que desapareceu a 13 de novembro. A adolescente conheceu um homem que nunca tinha visto através das redes sociais. Ao longo de 13 dias, trocaram mais de 2600 mensagens.

A jovem concordou em encontrar-se com o homem, Luke Harlow, e passou a noite em casa dele. No dia seguinte foi levada contra a sua vontade pelo suspeito e por um vizinho. Foi violada e morta pelo segundo homem, um jardineiro de 29 anos, e deixada num campo não muito longe do local onde tinha desaparecido.

Depois das buscas da polícia, o corpo foi encontrado e os dois homens detidos. O homicida foi condenado a prisão perpétua. Já Luke Hralow foi condenado por abuso sexual de menores. A jovem Kayleigh não teria sido a primeira vítima que tinha conseguido capturar através de conversas online.

Agora, com a ajuda da polícia, a família da jovem assassinada decidiu produzir um vídeo de alerta que retrata o que aconteceu nos últimos dias de vida da filha, para mostrar que é fácil os jovens conversarem com pessoas desconhecidas online sem que os familiares se apercebam.




VÍDEO


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Porto PSP vai preso por tirar droga a traficantes para a consumir



Nélson Lopes, de 39 anos, também foi condenado por informar traficantes. 

Juiz castigou outro agente por não informar superiores

Um agente da PSP do Porto foi condenado a seis anos e três meses de prisão por crimes de tráfico e mediação de armas, peculato e corrupção passiva.

Outro colega foi condenado a nove meses de prisão, com pena suspensa, por ter presenciado alguns dos ilícitos e não os ter denunciado.

Nélson Lopes, de 39 anos, agente da PSP na esquadra de Cedofeita, confesso toxicodependente, foi ontem condenado, no Tribunal S. João Novo, a seis anos e três meses de prisão efetiva, por se apropriar, em diversas datas de 2013, de cocaína e heroína que apreendia a consumidores de droga; a este crime - peculato - juntaram-se mais dois, o de corrupção passiva - por vender informações a traficantes sobre horários e locais de operações policiais - e ainda um crime de tráfico e mediação de armas já que vendeu, ou trocou por droga, equipamento da PSP, nomeadamente um bastão e uma embalagem de gás, ambos de uso exclusivo das forças policiais.

Outro agente, Renato Barqueira, de 34 anos, que na altura dos factos era o motorista do carro-patrulha em que Nélson se deslocava, foi condenado a nove meses de cadeia (suspensa por um ano) porque o tribunal considerou que, pelo menos em duas ocasiões, assistiu à apropriação, pelo colega, da droga apreendida e não denunciou, "nem sequer avisou", os seus superiores. E porque "tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta", Renato foi condenado por peculato.

Principal arguido ausente

António Carneiro da Silva, presidente do coletivo que julgou os dois agentes policiais, não leu o extenso acórdão, optando por uma explicação sumária da matéria que os magistrados deram como provada e que determinaram a condenação.

Quanto ao principal arguido, Nélson Lopes (suspenso da PSP), ausente na leitura do acórdão, Carneiro da Silva disse que mentiu ao tribunal. "Confessou apenas ter consumido droga apreendida", mas negou o resto. Porém, as vigilâncias "e as interceções telefónicas" provaram que vendia (ou trocava por droga) informações sobre operações policiais, bem como o negócio com um traficante (entretanto preso) de algemas, divisas, porta-carregadores, gás paralisante, bastões ou blusões da PSP, em troca de doses de cocaína e heroína.

Quanto a Renato Barqueira - presente no tribunal - o magistrado explicou porque o condenava a nove meses de cadeia: "Pelo menos em duas vezes o senhor viu o que o seu colega fez e não denunciou, nem sequer avisou os seus superiores".

E a culminar a censura, o juiz Carneiro da Silva (alvo de inquérito na PSP) foi contundente para com Renato Barqueira: "O senhor não agiu como polícia". v

Barqueira vai recorrer

Ao lado do cliente, a advogada Carla Delgado, defensora de Renato Barqueira, que em tribunal negou alguma vez se ter apercebido que o colega ficava com a droga apreendida, disse, ao JN, que ia "estudar atentamente" o acórdão e depois ponderar o recurso. "Mas em princípio vamos recorrer".

Traiu os deveres de Polícia

Para o Ministério Público, o comportamento de Nélson Lopes "decorreu de uma resolução criminosa perdurável no tempo (e não esporádica), em manifesto desrespeito pelas funções em que se encontra investido, violando os mais elementares deveres da profissão e as expectativas e confiança que o Estado e comunidade lhe depositaram na prevenção, fiscalização e repressão do crime".

Desobedecia à patrulha

Nélson, com Renato Barqueiro como motorista, não cumpria as missões de patrulha que lhe eram atribuídas e que eram, essencialmente, "de visibilidade", na zona dos hotéis Fénix, "com especial atenção aos arrumadores", e na Praça Mouzinho de Albuquerque.

Em lugar disso rumava à zona de Campo Alegre, colocando-se em contramão em frente ao Bairro do Aleixo para "monitorizar a saída de veículos" e intercetar quem acabava de comprar droga, que apreendia, "para consumo próprio".



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AO QUE O MUNDO CHEGOU ! NA ALBÂNIA JÁ SE INAUGURAM ESTÁTUAS A HILLARY CLINTON


Na vila albanesa de Saranda foi inaugurada uma estátua de Hillary Clinton. A autarquia decidiu erguer a a obra para agradecer o contributo da ex-secretária de Estado norte-americana e candidata democrata à presidência dos EUA, em vários momentos da história da Albânia.

VÍDEO


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pt.euronews.com

QUEM NÃO DESABAFA....

QUEM NÃO DESABAFA, ABAFA
SEMPRE A BUFINHA D´ALGUÉM
E DEPOIS LOGO SE MARAFA
POR NÃO SABER O CU, DE QUEM


António Garrochinho

Brexitmania

Um dos aspectos mais curiosos do debate em torno do Brexit é a quantidade de gente que conhece melhor a City do que o parque Eduardo VII, que fala de Londres como se fossem vizinhos da Ti Isabel e que dominam todas as matérias, desde os problemas de segurança ao mercado comum.
  
Já não me refiro aos conhecidos comentadores de relações internacionais que a TVI ou a SIC poem a falar sempre que ocorre o mais pequeno incidente em qualquer parte do mundo, conhecem os nomes ou a geografia, conhecem de cor todos os dados estatísticos e os dados históricos estão na ponta da língua. É uma pena que não tenhamos todos esses dons pois nem as enciclopédias, nem o Google seriam de grande utilidade.
  
Se há um maremoto no Japão somos todos especialistas em maremotos, sabemos à brava sobre o DAESH e agora somos todos especialistas em Reino Unido e mercado comum, enfim, até parece que mio país televisivo foi colega de Miguel Relvas no curso de relações internacionais na Lusófona.

Não me vou armar em especialista, nem mesmo em especialista de estupidez alheia, mas pensando nas matérias sobre as quais tenho a obrigação de saber alguma coisa pressinto que anda por aí muita gente a falar do que não sabe. Mas não faz mal, a selecção não nos serve o seu ópio todos os dias e para os crentes as missas são ao sábado, por isso o melhor mesmo é continuarmos a ser especialistas em Brexit e a alimentar a brexitmania que, afinal, está na moda.


jumento.blogspot.pt

Arriba cai na praia de Vale Olival mas não provoca feridos

Um bloco de arriba com cerca de dois metros cúbicos caiu ontem à tarde, na parte oeste da praia de Vale Olival, já no concelho de Lagoa, junto a Armação de Pêra, mas não causou feridos, por não se encontrar ninguém junto à zona afetada.
As arribas desta praia estão assinaladas com placas indicando o perigo de queda, mas, como se vê pela foto tirada esta manhã, os banhistas continuam a não se preocupar muito com os riscos.


www.sulinformacao.pt

Há 35 anos, Marlon Brando recusava o Oscar a favor da inclusão dos índios nos filmes de Hollywood



Vencedor por O Poderoso Chefão, actor rejeitou o prémio em protesto a favor da inclusão dos índios americanos nos filmes de Hollywood

Março de 1973 o ator Marlon Brando entrou para a história. Não por ganhar o segundo Oscar de sua carreira pelo papel de Vito Corleone em O Poderoso Chefão, e sim porque decidiu rejeitá-lo em prol da inclusão de índios americanos em papéis de destaque na TV e cinema estadunidenses.
Na ocasião, o ator enviou a ativista Sacheen Littlefeather, que leria um discurso seu, à cerimônia. Sabendo do que ia acontecer, a organização do Oscar proibiu que a índia falasse mais do que 45 segundos. Foi o que ela fez, se dirigindo ao backstage logo em seguida para apresentar o texto de Brando na íntegra à imprensa.
Marlon Brando foi o segundo ator a rejeitar a estatueta dourada, antes dele apenas George C. Scott (que venceu o Academy Awards por Patton) havia recusado o prêmio. Até hoje, não se sabe o que foi feito com a estatueta do Don Corleone.
Três dias depois do incidente, em 20 de março de 73, o The New York Times publicou o discurso de Brando na íntegra. Leia aqui. Abaixo um vídeo com os melhores momentos do Oscar em todos os tempos. Aos 7 min, Sacheen Littlefeather faz o discurso do ator, confira.

VÍDEOS



rollingstone.uol.com.br

A PINTURA DA AMERICANA HELEN COTTLE