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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Jornada de luta contra a «Lei do Trabalho» O «não» à reforma laboral voltou em força às ruas de França




Em Paris, 60 mil disseram «não» à reforma laboral.

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No dia em que o Senado aprovou o polémico projecto da «Lei El Khomri», milhares voltaram às ruas para deixar claro o seu repúdio por essa legislação. Nova jornada de luta está agendada para dia 5.

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Com 185 votos a favor e 156 contra, o Senado francês aprovou uma versão do projecto da reforma laboral promovida pelo governo francês em que se suprime o limite legal das 35 horas semanais de trabalho, que passa para 39 no caso de existir acordo em cada uma das empresas. O primado dos acordos de empresa sobre os acordos sectoriais é uma das questões que o projecto contempla e que os sindicatos mais fortemente têm contestado.
Embora o governo afirme que, com esta nova legislação, pretende promover a criação de emprego, a maioria dos sindicatos afirma que o projecto está feito à medida dos interesses do patronato, permitindo aumentar a carga horária e a precariedade das condições de trabalho, bem como a facilitação dos despedimentos e a diminuição do valor das indemnizações.
No dia 5 de Julho, o documento aprovado regressa à Assembleia Nacional, que tem a última palavra em matéria legislativa. A possibilidade de os deputados aprovarem alterações favoráveis aos trabalhadores é real, mas não se põe de parte a hipótese de o primeiro-ministro, Manuel Valls, voltar a recorrer a um artigo da Constituição que lhe permite aprovar a reforma por decreto, saltando a parte do debate na Assembleia.
Milhares nas ruas
A votação ficou marcada por uma nova jornada de luta, com milhares de pessoas a manifestarem-se contra a reforma laboral em várias cidades do país. Em Paris, a mobilização voltou a realizar-se num trajecto condicionado e sob forte dispositivo de segurança, o que levou Philippe Martinez, líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT), a afirmar à comunicação social «estavam mais controlados do que para entrar num campo de futebol».
A Polícia efectuou cerca de cem detenções, na sua maioria de «carácter preventivo», alegando que os detidos levavam objectos que «poderiam ser utilizados como projécteis».
Oposição clara
Pese embora o zelo e os abusos policiais, cerca de 60 mil manifestantes deixaram clara a sua determinação na luta contra o novo pacote laboral na capital francesa. Outras mobilizações, de menor dimensão, ocorreram em cidades como Toulouse, Nantes e Lille.
Para além disto, as sete organizações que integram a frente sindical que se opõe à reforma divulgaram, esta terça-feira, os resultados parciais de um inquérito – a decorrer até 5 de Julho – no qual 92% dos 700 mil votantes se mostram favoráveis à retirada do projecto em causa.
Nova jornada de luta
Entre hoje e amanhã, o primeiro-ministro, Manuel Valls, deve reunir-se com dirigentes das forças sindicais, mas depois de ter deixado claro que não está disposto a alterar o texto da reforma, nem a iniciar um novo ciclo de negociações.
Philippe Martinez, da CGT, recordou que os sindicatos apresentaram propostas concretas ao governo e disse esperar que as reuniões não sejam «uma visita de cortesia para tomar café». A frente sindical agendou uma jornada de greves e mobilizações para 5 de Julho, dia do início dos debates sobre a «Lei do Trabalho» na Assembleia.

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CIMPOR - LOULÉ - O Grupo Parlamentar do PCP questionou hoje o Governo sobre as notícias vindas a público sobre um processo em curso de lay-off na fábrica da CIMPOR em Loulé



O Grupo Parlamentar do PCP questionou hoje o Governo sobre as notícias vindas a público sobre um processo em curso de lay-off na fábrica da CIMPOR em Loulé envolvendo a paragem da produção e a redução do salário dos trabalhadores.

A ameaça de lay-off representa, além de mais um rude golpe no aparelho produtivo regional, uma crescente ameaça de deslocalização da produção de cimento, agravando a dependência de Portugal no acesso direto a uma matéria-prima estratégica para o desenvolvimento nacional. 

Não é aceitável – face aos mais de 500 milhões de euros de lucros apresentados pelo grupo económico Intercement, onde se insere a CIMPOR, que possui 39 fábricas de cimento espalhadas pelo mundo, das quais 3 em Portugal – que seja interrompida a produção de cimento em Loulé, reduzidos os salários e ameaçados os postos de trabalho, colocando a Segurança Social a pagar as opções dos acionistas da empresa. 

O que se exige é a tomada de medidas para a diversificação de clientes e mercados (incluindo o mercado interno), a modernização e investimento na produção, e a valorização dos direitos laborais e condições de trabalho, incluindo a integração de muitos trabalhadores que trabalham na fábrica por via de contratos de prestação de serviços. 

A ameaça de lay-off na fábrica da Cimpor de Loulé reclama a intervenção do Governo para impedir a paragem de laboração nesta unidade, num quadro em que deve ser ponderada a recuperação do controlo público da produção desta matéria-prima que é estratégica para o país.

OS MÉDICOS DAS PRAGAS NO SÉCULO XIV DURANTE A PESTE BULBÓNICA





ERA ASSIM QUE OS CURANDEIROS , OS MÉDICOS DAS PRAGAS SE VESTIAM NO SÉCULO XIV . ELES USAVAM MÁSCARAS DE PÁSSARO CHEIAS COM ERVAS AROMÁTICAS PARA COMBATER O FEDOR CAUSADO PELOS MORTOS

DURANTE A PESTE BULBÓNICA
Esses curandeiros eram médicos geralmente não profissionais nem  treinados. Eles praticavam sangrias e raramente os doentes eram curados
 Os médicos das  pragas foram as únicas pessoas autorizadas a realizar autópsias, um tabu na Europa Medieval, tornando-os ainda mais assustadores. 

HABANERA - MARIA CALLAS




VÍDEO


Plano de saúde do zé povinho


BOLÍVIA - TRABALHADORES TEXTEIS EM CONFRONTOS COM A POLÍCIA





Cerca de 300 manifestantes da Centro Operária Boliviana (COB) entraram em confronto com a polícia em Cochabamba, quarta-feira, depois de terem realizado uma manifestação contra a demissão de cerca de 900 trabalhadores da empresa têxtil estatal Enatex em maio.


VÍDEO





twitter.com

BOLÍVIOA - TRABALHADORES TEXTEIS EM CONFRONTOS COM A POLÍCIA




Cerca de 300 manifestantes da Centro Operária Boliviana (COB) entraram em confronto com a polícia em Cochabamba, quarta-feira, depois de terem realizado uma manifestação contra a demissão de cerca de 900 trabalhadores da empresa têxtil estatal Enatex em maio.


VÍDEO





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AÇÃO E PROPAGANDA DA MAIORIA PSD DA CÂMARA MUNICIPAL DE FARO. JUNTAS DE FREGUESIA COM POUCO APOIO.



Foram descentralizadas competências para as Juntas de Freguesia em 2015 quando podiam ter sido um ano antes. A maioria PSD da Câmara Municipal deixou arrastar, no fim de 2013 e durante o ano de 2014, as negociações para a descentralização de competências nas Juntas de Freguesia, tendo estas assumido grande parte da iniciativa para que todo este processo se iniciasse e concluísse.

A primeira proposta da Câmara também descriminava fortemente as áreas rurais de Conceição, Estoi, e Santa Bárbara de Nexe, atribuindo-lhes 3.000 euros num total de cerca de 100.000 euros, tendo estas Juntas de Freguesia precisado de ter tido forte intervenção para que os 3.000 euros passassem a 75.000 euros. Mesmo assim os pagamentos iniciais destes acordos foram feitos em 2015 com 6 meses de atraso e em 2016 leva o mesmo caminho.

A maioria PSD da Câmara Municipal recusou atribuir mais competências às Juntas de Freguesia, até que, após intervenção da CDU e do resto da oposição na discussão do Orçamento Municipal 2016, aprovado em Dezembro, ficava inscrito mais 30.000 euros para cada Junta de Freguesia.

Agora, na Revisão Orçamental de 2016 vem a atribuição adicional de 30.000 euros para cada Junta de Freguesia, mas até agora, e decorrido meio ano, ainda foi não concretizada nenhuma transferência, nem se perspetiva que estas verbas cheguem às Juntas de Freguesia antes de Outubro de 2016, ou seja, vão chegar com quase um ano de atraso.
Entretanto, as Juntas de Freguesia não conseguem dar resposta às necessidades das populações, nomeadamente na reparação dos caminhos de domínio público municipal, devido aos atrasos incompreensíveis da maioria PSD na Câmara Municipal de Faro.




A Solução




O que anda para aí de inquietação ! A cada passo se tropeça em opiniões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, as eleições em Espanha, as crises e os estados de alma da União Europeia, os Estados Unidos da América entre  duas américas, a de Sanders e a de Trump e uma dama insuflável no horizonte, mais o que por aí anda a turbilhonar o mundo e patati  patata na comunicação social, nos blogues, nas redes sociais encharcadas pelos paleios de idiotas úteis alguns  inteligentes que correm atrás do rabo como tontos cães.

No entanto é fácil resolver tudo o que atormenta essa gente e os mercados de modo eficaz, radical e rápido. A solução está ao virar da esquina, já Brecht a tinha escrito com clareza genial

(…)

O povo perdeu a confiança do governo

E  só à custa de esforços redobrados

Poderá recuperá-la. Mas não seria

Mais simples para o governo

Dissolver o povo

E  eleger outro?


pracadobocage.wordpress.com

OS MENINOS À RODA DE UMA MESA


MÃE IMOLA-SE DENTRO DE CARRO COM O FILHO NOS AÇORES



Matou o filho e imolou-se pelo fogo para não o entregar ao pai


Os dois corpos carbonizados encontrados dentro de uma viatura, nos Açores, terão sido um homicídio seguido de suicídio

Os corpos carbonizados de mãe e filho, encontrados na última segunda-feira na zona do Pico do Alho, freguesia de Rabo de Peixe, na ilha açoriana de São Miguel, terão sido o trágico desfecho de um conflito quanto à guarda da criança - que terá sido morta pela mãe, que depois pegou fogo à viatura onde ambos se encontravam. Segundo avança hoje o Jornal de Notícias, este é o cenário tido como mais provável nas investigações da Polícia Judiciária, que aguarda ainda pelo resultado das autópsias médico-legais.

A mãe terá decidido tirar a vida ao menino, de três anos, e imolar-se pelo fogo, depois de o tribunal ter decidido pela guarda partilhada da criança entre os pais - uma decisão conhecida na semana passada. A mãe, em conflito com o outro progenitor há dois anos, desde que se separaram, não se terá conformado com a imposição judicial. De acordo com o JN, a mulher, de 37 anos, terá expressado a sua revolta a um padre.



Os dois corpos foram encontrados no banco de trás da viatura, já depois da extinção do incêndio. O carro estava em chamas quando os bombeiros chegaram ao local, e só depois estes se aperceberam dos cadáveres carbonizados. É praticamente certo que o fogo se terá iniciado de dentro para fora do veículo.


VÍDEO



www.dn.pt

‘Keep smiling’ Cameron



“Este é um divórcio muito complicado”


John Kerry no ‘Aspen Ideas Festival’


(Podes sorrir, nós vamos resolver a alhada em que nos meteste)


À margem de encontros e desencontros, reuniões e bate-papos, apressados fogosos e descontraídos morosos, cimeiras e outros tapa-olhos, o que é que estarão a cozinhar por detrás dos reposteiros?


A que velocidade está a funcionar o laboratório da astúcia, que fraseologia surgirá para alterar o impacto do choque provocado na opinião pública?


Há uma certeza: eles não desarmam facilmente, nem aceitam qualquer veredicto popular. A democracia tem que acertar o passo com os seus interesses.


Em Aspen, no ‘Festival das Ideias’ Kerry botou palavra e levou ideias feitas à medida. De quem?


Via: as palavras são armas http://bit.ly/290SXzu

DENUNCIA URGENTE.A líder dos comunistas de Jarkov foi presa pelos Servicios de Segurança de Ucranía

Alla Aleksandrovska
28th June, 2016


Alla Aleksandrovska
 
28 de junho de 2016

Na terça-feira, a equipe dos Kharkov e Kiev Departamentos do Serviço de Segurança, com um mandado de busca, invadiram a casa da líder  comunista 4ª Verkhovna Radas da Ucrânia Alla Aleksandrovskae  e prenderam-na. 

". Alla está atualmente  no Departamento do Serviço de Segurança da Ucrânia 

Em breve o tribunal decidirá sobre a definição das medidas de restrição a Kharkov 

Eles estão tentando apresentar queixa nos termos do artigo 110 do código penal -." Invasão de território a integridade e inviolabilidade da Ucrânia ", disse Aleksandr Aleksandrovsky, temendo pela vida e a saúde de sua mãe de 68 anos.

, De acordo com Aleksandr Aleksandrovsky outras ações semelhantes  foram feitas com funcionários SBU e a   outros ativistas civis que desapareceram. Aleksandr diz que o governo de Kiev espia e normalmente elimina seus rivais políticos  que merecem o apoio da população.

Segundo ele, Alla tem defendido consistentemente os interesses de uma parte significativa do povo de Kharkov, cuja posição é ignorada pelo atual governo.
 
odiodeclase.blogspot.pt

Uma modesta proposta euro-liberal

Agora que se confirma que um número significativo de intelectuais ditos de esquerda é euro-liberal, olhando de cima para a populaça ignara, acho que é altura de fazer uma proposta para os próximos referendos, incluindo o britânico, se o tal projecto medo vencer, garantindo resultados racionais e minimizando as emoções dúbias a que os de baixo são atreitos.

Antes, porém, devo notar que o liberalismo dominante só se conciliou com a democracia tardiamente, ao longo do século XX, sendo essa conciliação altamente forçada pelos de baixo e relutante, procurando muitos, desde cedo, pensar em entraves institucionais à perigosa expressão da soberania popular e dos direitos socioeconómicos que lhe estiveram associados. A UE é um desses eficientes entraves no continente.

No espírito da sua conservação, e em linha parcial com propostas e práticas liberais do passado, proponho a reinstituição do voto plural para os próximos referendos. Qualquer coisa deste género: todos têm direito a um voto, claro, estamos no século XXI, mas à medida que se sobe nos rendimentos, nos últimos três decis, tem-se direito a mais um voto por decil e o último percentil, lá bem cima, a mais um; os jovens, entre os 18 e os 40, a mais um; os que vivem em cidades a mais um; os que têm a licenciatura ou mais graus a mais um (um por grau adicional); os que recebem ou receberam dinheiros da UE a mais um (aqui há uma distorção ao espírito da tradição, mas é de euro-liberalismo que se trata).

Por exemplo, um jovem professor da London Business School, com consultorias na banca da City londrina, doutorado em finanças, teria direito a 11 votos. Um velho operário reformado de uma vila pós-industrial, perdida lá no norte de Inglaterra, teria direito a um e já seria bem bom. Isto poder ser adaptado e simplificado, claro. É fazer os estudos por país, parece que ainda há realidades nacionais distintas, garantindo que o resultado seja sempre o racional. Por exemplo, no sul da Europa, os jovens não são de confiar.

Em alternativa, é sempre possível promover golpes de estado, dos financeiros, como na Grécia do oxi, ou dos outros. Esta opção é tendencialmente só para o sul da Europa, claro.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

Mais capital para menos Caixa?



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Qualquer plano de capital ou de negócios para a CGD deve obedecer única e exclusivamente ao interesse dos accionistas da Caixa – os portugueses.


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Pormenor de ilustração de Abel Manta
Pormenor de ilustração de Abel Manta
Não será demais lembrar a importância que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) assume na economia e no sistema financeiro nacional, particularmente tendo em conta a sua natureza pública e as possibilidades que essa natureza abre, independentemente de nem sempre terem sido utilizadas ao serviço dos interesses dos portugueses, da produção e do desenvolvimento nacional.
Aliás, também não é demais relembrar que a Caixa, apesar de pública, foi sujeita anos a fio a uma gestão muito aproximada, nos critérios e nos objectivos, da gestão privada. Mais, a Caixa foi gerida de forma a manter intocados os lucros de bancos privados, não fazendo uso da sua posição pública e das suas capacidades, para não perturbar o sistema financeiro privado. Tudo isso, em momentos vários, foi denunciado por aqueles que, como eu, defendem o controlo público da banca.
O controlo do capital, contudo, é apenas uma condição. O controlo da gestão e a sua subordinação ao interesse do país é um passo fundamental que só pode ser dado no caso de a primeira condição estar satisfeita.
Eis que a Caixa, e apesar de o povo português ter sido sujeito a um programa de empobrecimento e de esbulho a pretexto da estabilização do sistema financeiro, sob um pacto de submissão assinado entre PS, PSD, CDS e FMI, BCE, UE, apresenta ainda sérias necessidades de capital. Essas necessidades de capital devem ser, como aliás deveriam ter sido nas instituições privadas, satisfeitas pelo accionista que, neste caso, são todos os portugueses e importa certamente apurar a sua origem.
Sabemos desde já que a CGD tem operações de crédito que se revelam desastrosas, apostas em negócios que resultaram em perdas por imparidades muito significativas – muitas delas para dar cobertura a opções políticas de governos de composições diversas – e também sabemos que há concessão de crédito cuja racionalidade é muito difícil de explicar: como o empréstimo a Berardo para adquirir acções do BCP.
«A lei determina que a propriedade privada da banca deve ser protegida a todo o custo e que os Estados devem intervir apenas para limpar os activos tóxicos da banca para depois devolverem os bancos limpos a preço de saldo a um megabanco europeu.»
Mas os problemas da CGD vão além das operações de crédito politizado e estão ligadas à crise económica e financeira que se vive com mais intensidade desde 2008 e principalmente ligados à crise da dívida e à crise do sector imobiliário, e das famílias.
A Comissão de Inquérito constituída potestativamente por opção do PSD não nos deve merecer mais do que preocupação em torno das suas intenções, e motivar-nos a fazer a defesa da CGD como o mais robusto e sólido banco português. Na verdade, como disse Jerónimo de Sousa, só a banca pública pode ser nacional e este é, portanto, o único banco nacional.
Mas não são apenas os embates da Comissão de Inquérito e de achincalhamento que PSD e CDS tentarão realizar através dessa comissão que a Caixa terá de suportar. A legislação europeia, servilmente transposta para a legislação nacional por opção política de PS, PSD e CDS, é muito estrita no que toca ao funcionamento do sistema financeiro. Ou seja, a União Europeia tem regras que obrigam todo o sistema financeiro a estar sujeito às regras do capitalismo, sem qualquer espécie de preocupação pelo bem-estar e pelo interesse de cada povo.
A lei determina que a propriedade privada da banca deve ser protegida a todo o custo e que os Estados devem intervir apenas para limpar os activos tóxicos da banca para depois devolverem os bancos limpos a preço de saldo a um megabanco europeu.
Mas a lei também determina que os depositantes devem ser chamados a pagar o custo de resolução ou liquidação de um banco. Ou seja, ao invés de promover o controlo público e democrático da banca, os estados europeus ao serviço dos grandes grupos económicos, preferem impor aos depositantes os custos da má gestão privada do sistema financeiro sobre a qual os depositantes não têm qualquer responsabilidade.
No caso da Caixa, o enquadramento europeu também impõe um conjunto de limitações que não podem condicionar a forma como, politicamente, resolveremos as necessidades da Caixa. Ou seja, não podemos aceitar que a Caixa seja penalizada por ter uma «ajuda de Estado» quando o Estado é o seu acionista, tal como não podemos aceitar que seja colocada em cima da mesa das negociações com as entidades da União Europeia a hipótese, ou melhor, a chantagem, em torno da resolução da CGD.
A capitalização da Caixa deve ocorrer nos termos em que seja benéfica para Portugal e não nos termos da dita «concorrência» que beneficia sempre os grandes grupos económicos, como tão bem se viu no caso do Banif quando foi parar às mãos de um dos maiores bancos da Europa.
Isto significa que qualquer plano de capital ou plano de negócios para a CGD deve obedecer única e exclusivamente ao interesse dos accionistas da Caixa – os portugueses – do progresso económico, social e cultural do país e não à ditadura do mercado que obrigará a Caixa a diminuir o seu papel no sistema financeiro nacional e internacional, a diminuir activos e negócios importantes e a retirar-se de importantes segmentos da actividade bancária nacional.
Não podemos aceitar que a capitalização da CGD seja o pretexto para uma retracção da Caixa, deixando negócios lucrativos para outros bancos porque isso, na verdade, seria uma injecção de capital indirecta no sistema financeiro privado. Se a Caixa receber dinheiro para fechar balcões e actividade, para diminuir o negócio bancário, estamos na verdade a entregar esse negócio a outro.

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