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sábado, 25 de junho de 2016

Governo português & UE colaboram com torturadores



– O Ministério da Justiça de Portugal deve cessar a sua participação no projecto europeu law-train


O Ministério da Justiça de Portugal participa, desde 2015, no projecto europeu LAW-TRAIN, financiado pela União Europeia, que visa desenvolver tecnologia para unificar a metodologia para interrogatórios policiais. Um dos seus parceiros neste projecto é o Ministério da Segurança Pública de Israel, responsável pelas forças policiais, que são há muito denunciadas por organizações dos direitos humanos e pelas Nações Unidas por integrarem nos seus interrogatórios a tortura, os maus tratos, o racismo e outras formas de violação dos direitos humanos, e responsável também pelas prisões onde se encontram milhares de presos e detidos administrativos (sem culpa formada) palestinos.

O projecto LAW-TRAIN (Mixed reality environment for training teams in joint investigative interrogation-Intelligent interrogation training simulator) é coordenado pela universidade israelense de Bar-Ilan, e nele participam o Ministério da Segurança Pública de Israel, o Ministério da Justiça de Portugal (através da Polícia Judiciária), o Service Public Fédéral Justice (Ministério da Justiça) da Bélgica e o Ministério do Interior de Espanha/Guardia Civil, a empresa israelense Compedia, a Universidade Católica de Leuven (Bélgica), o INESC-ID (Lisboa), a IDENER (Sevilha), e a USECON (Viena). É financiado pela União Europeia através do programa Horizonte 2020 com o montante de EUR 5 095 687.

Com a sua cooperação, a UE e os países participantes no projecto LAW-TRAIN, incluindo Portugal, estão, objectivamente, a validar o sistema israelense de controlo e repressão militar, que inclui metodologias de «interrogatórios» ilegais, e ajudam à sua manutenção, dando-lhe cobertura política e moral. Com isso violam as suas obrigações perante o direito internacional e mancham o seu dever de defender a justiça e os direitos humanos.

A Constituição da República Portuguesa prescreve que Portugal se rege nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos humanos, dos direitos dos povos.

As organizações signatárias, comprometidas com a defesa da liberdade e o respeito pelos direitos humanos, protestam contra este envolvimento de Portugal com entidades que fazem da negação destes valores a sua missão e reclamam do Governo português que faça cessar de imediato a sua participação no projecto LAW-TRAIN, porque consideram que é de todo inaceitável que instituições do Portugal democrático estejam associadas no projecto a órgãos repressivos do Estado de Israel.

Lisboa, Junho de 2016
Organizações signatárias:
  • Associação Abril 
  • Associação Conquistas da Revolução 
  • Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina (Portugal) 
  • Colectivo Mumia Abu Jamal 
  • Comité de Solidariedade com a Palestina – BDS Portugal 
  • Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional 
  • Confederação Portuguesa dos Quadros Técnicos e Científicos 
  • Conselho Português para a Paz e Cooperação 
  • Grupo Acção Palestina 
  • Movimento Democrático de Mulheres 
  • Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente 
  • União de Mulheres Alternativa e Resposta 
  • União de Resistentes Antifascistas Portugueses

    Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .
  • Próximo adversário: Polónia


    SEM PAPAS NA LÍNGUA


    EM MUITOS CASOS E EU CONHEÇO BASTANTES É O POVO QUE AJUDA A QUE PERMANEÇAM AS MENTIRAS E AS INJUSTIÇAS SOBRE A NOSSA HISTÓRIA DEPOIS DO 25 DE ABRIL INCLUSIVE.
    EXISTEM OS ALARVES SECTÁRIOS QUE SEM PROVAS CONSEGUEM DENEGRIR CAPITÃES DE ABRIL DE ESQUERDA AO MESMO TEMPO QUE LAMBEM O CU E PROMOVEM OS QUE SEMPRE ESTIVERAM À DIREITA COMO OS DO GRUPO DOS NOVE, O RAMALHO EANES, O SPÍNOLA, O JAIME NEVES E TANTOS OUTROS QUE FORAM OS OBREIROS DOS GOLPES FASCISTAS E DO 25 DE NOVEMBRO.
    AINDA HOJE ME IRRITO AO DEPARAR-ME COM TANTA MÁ FÉ E TANTA IGNORÂNCIA, ÀS VEZES DE GENTE QUE DIZ SER DE ESQUERDA MAS NÃO VÊ PATAVINA À FRENTE DOS OLHOS E É PAU MANDADO NO ENTENDIMENTO DE JOGADAS SUJAS E GOLPES BAIXOS FEITOS A PESSOAS QUE AJUDARAM A CONSTRUIR A LIBERDADE EM PORTUGAL
    NÃO TOMAM ATENÇÃO NO QUE LÊEM NO QUE OUVEM E SÃO VÍTIMAS DAS MANOBRAS DA REACÇÃO DO JORNALIXO QUE DETURPA E DESCONTEXTUALIZA AS ENTREVISTAS QUE SÃO FEITAS AO PROTAGONISTAS DO 25 DE ABRIL.
    MUITOS CONTINUAM A PUBLICAR NO FACEBOOK AS MAIORES ALARVIDADES E MENTIRAS E SE LHES PEDIMOS EXPLICAÇÕES DIZEM ASNEIRAS SEM PROVAS, SEM NEXO OU BALBUCIAM DISPARATES SENDO FACILMENTE IDENTIFICADOS COMO GENTE QUE SÓ VÊ O QUE LHE INTERESSA NÃO SE PREOCUPANDO COM A VERDADE HISTÓRICA.
    MESMO VENDO VÍDEOS, AS GRAVAÇÕES ORIGINAIS. OUVINDO AS DECLARAÇÕES CONTINUAM NA SUA SENDA DE ÓDIO E RAIVA A QUEM OS LIBERTOU DO FASCISMO.
    A CEGUEIRA POLÍTICA É TAL QUE OS TORNA SEMPRE BONECOS MANIETADOS E POR ISSO INIMIGOS DA DEMOCRACIA E DA JUSTIÇA.
    JULGAM ESTAR A PRESTAR UM SERVIÇO À LIBERDADE MAS ESTÃO AJUDANDO OS CARRASCOS DE ABRIL E OS OPRESSORES DO POVO.
    ISTO ENOJA-ME !


    António Garrochinho

    AQUI NESTA FOTO ESTÃO OS SEIS À MESA DISCUTINDO A SAÍDA DA INGLETRA DA UE, AFINAL DOS 27 SÓ SEIS TUBARÕES É QUE SÃO CHAMADOS A DEBATER O BREXIT. A DESCULPA É QUE SÃO OS FUNDADORES !


    União Europeia não pode cair em depressão e paralisar"




    Chefes da diplomacia dos seis países fundadores da União Europeia estão reunidos em Berlim. Ministro alemão pede celeridade nas negociações do Brexit

    O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, declarou hoje que os seis fundadores da União Europeia (UE), que estão em Berlim para analisar o 'post-brexit', "não deixarão nunca que lhes tirem a sua Europa".

    "Estou seguro de que estes Estados vão enviar a mensagem de que não deixarão ninguém tirar-lhes a sua Europa, este projeto de paz e de estabilidade", afirmou o ministro alemão antes do encontro com os homólogos Jean-Marc Ayrault (França), Bert Koenders (Holanda), Paolo Gentiloni (Itália), Didier Reynders (Bélgica) e Jean Asselborn (Luxemburgo).

    Defendeu ainda que os responsáveis não se podem precipitar na tomada de decisões, "fingindo ter todas as respostas, mas perante a decisão britânica", a União Europeia "não pode cair em depressão e paralisar".

    Jean-Marc Ayrault, ministro francês, defendeu que a saída do Reino Unido da UE devia ser ativada o mais rapidamente possível.

    "É necessário ser rápido, que a negociação arranque (...) no interesse comum. A pressão vai ser forte sobre o primeiro-ministro britânico, David Cameron, na cimeira europeia de terça-feira e quarta-feira", adiantou Ayrault.

    Cameron anunciou na sexta-feira, depois da vitória do 'brexit' no referendo, que sairia de funções em outubro e que deixaria ao seu sucessor a tarefa de negociar a saída da UE, pondo em ira os responsáveis europeus.

    "Não é um divórcio amigável", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. À antena de televisão alemã ARD na sexta-feira à noite.

    "Não percebo porque é que o Governo britânico precisa de esperar até ao mês de outubro para decidir se envia ou não a carta de divórcio para Bruxelas. Eu gostaria de a receber imediatamente", insistiu.

    O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, defendeu que Cameron tinha assim "todo o continente (europeu) como refém".

    O encontro a seis em Berlim lança uma grande dança diplomática para tirar conclusões sobre a votação da saída do reino Unido da UE. Na segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, recebe o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, na véspera de dois dias da cimeira europeia.

    "Estou seguro de que os 27 países querem defender esta Europa, que há uma grande vontade de reforçar a Europa", disse Steinmeier, sublinhando respostas urgentes deviam ser dadas sobre temas específicos, como "os refugiados e as migrações, a crise do emprego (...) e a segurança".

    Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês indicou que os seis ministros vão debater a melhor maneira para relançar o projeto europeu com base numa proposta franco-alemã.

    "Trabalhámos sobre uma proposta com Steinmeier sobre o que poderia aproximar os pontos de vista de uns e de outros. Uns privilegiam a integração da zona euro, outros a política de segurança e de defesa", adiantou.

    "Toda a gente reconhece que o casal franco-alemão tem um papel. Não é exclusivo, mas se não houver um bom entendimento franco-alemão isso paralisa o resto", adiantou.

    Os chefes da diplomacia dos seis países fundadores da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Berlim para debater as consequências do referendo britânico, em que os eleitores decidiram pela saída do Reino Unido da UE.

    O Reino Unido, cujos eleitores escolheram na quinta-feira sair da UE, a Irlanda e a Dinamarca foram os países do primeiro alargamento da Comunidade Económica Europeia, a 01 de janeiro de 1973.

    Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido vai sair da União Europeia (UE), depois de o 'Brexit' ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira, cuja taxa de participação foi de 72,2%.



    www.dn.pt

    A PINTURA DE VINCENZO CAPRILE




    Vincenzo Caprile (1856-1936),  pintor italiano.






    a cigana

    pescador
     vendedora de agua

    Mercado de Nápoles
    banhos de mar









     VINCENZO CAPRILE










    Caso da mãe em greve de fome leva deputados a criar nova lei




    Partido Socialista promete legislação para evitar casos como o da mãe a quem foram retiradas as filhas e entregues a pai agressor. BE também ouviu Ana Maximiano

    Ana Vilma Maximiano, a mulher que está em greve de fome há 10 dias em luta pela guarda das filhas, ainda não conseguiu a sua vitória pessoal mas já pôs o Parlamento a tentar evitar casos como o seu. Uma delegação do Partido Socialista (PS), composta pelos deputados Edite Estrela, Elza Pais e Alexandre Quintanilha, garantiu ontem que "está a trabalhar para apresentar medidas legislativas novas" na área da violência doméstica, para uma "harmonização entre as decisões em processos crime e as do cível, relativas à responsabilidade parental sobre os menores".

    O caso de Ana Maximiano, de 34 anos, a quem retiraram as filhas menores para as entregar à guarda provisória do pai, condenado por violência doméstica, encaixa nesse padrão que o PS gostaria de mudar. É que o Tribunal de Família e Menores de Cascais decidiu a 7 de junho prorrogar por mais seis meses a guarda provisória das crianças ao ex-companheiro de Ana Maximiano, quando este tinha sido condenado em março a uma pena de prisão de 2 anos e 10 meses, suspensa na execução, por violência doméstica agravada contra Ana. A auxiliar educativa, que está de baixa psicológica, mostrava ontem, ao fim de 10 dias sem comer, um aspeto mais frágil. Sentada num banco de jardim com os seus cartazes habituais, frente à entrada lateral do Parlamento, não conteve as lágrimas quando recordou aos deputados que já não tem as filhas consigo "há sete meses" (desde dezembro de 2015).

    "O grupo parlamentar do PS estará onde houver dramas humanos. Neste caso, parece-nos haver aparente contradição entre a decisão penal e a decisão do tribunal de Família. O Partido Socialista, no seguimento das recomendações da Convenção de Istambul, que insta os Estados membros a tomar medidas para que as decisões penais sejam tidas em linha de conta nas cíveis, vai apresentar medidas legislativas nessa área". A deputada Edite Estrela acrescentou que são iniciativas legislativas no combate à violência doméstica "que tinham sido chumbadas pela maioria anterior de direita e que serão retomadas no início da próxima sessão, depois das férias parlamentares. Visam promover um maior diálogo entre os tribunais para que situações destas não aconteçam".

    Parlamento: um ponto

    Dos três órgãos de soberania que Ana Maximiano decidiu visitar , sempre no exterior, esta semana - Presidência da República, primeiro-ministro e Assembleia da República - só o Parlamento "desceu" à rua para falar com ela e apenas quatro deputados o fizeram: os três socialistas já referidos e Sandra Cunha, do Bloco de Esquerda, que foi até a primeira a chegar. Antes de Ana se "plantar" ontem em frente ao Parlamento, o seu advogado, Gameiro Fernandes, enviou uma exposição do caso a todos os grupos parlamentares e também ao Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

    A deputada bloquista prometeu a Ana e ao seu advogado que vai "estudar o processo" . E explicou ao DN: "Não deixa de ser estranha uma decisão de entregar crianças a alguém que foi condenado por um crime de violência doméstica". A deputada comprometeu-se ainda "a ver as lacunas que existem no sistema de proteção das crianças por forma a alterar alguma coisa e evitar este tipo de situações". Uma delegação da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), liderada pela diretora executiva, Elizabete Brasil, esteve também no local a ouvir Ana Vilma.

    Na próxima segunda-feira, Ana estará em frente ao ministério da Justiça, porque o gabinete do primeiro-ministro remeteu a exposição do caso para Francisca Van Dunem.

    O advogado Gameiro Fernandes adiantou ainda que vai avançar na terça-feira com duas participações crime: contra a juíza de menores do tribunal de Cascais, Helena Leitão, e a procuradora Margarida Pereira da Silva, que estão no processo da regulação das responsabilidades parentais. E também vai avançar com um incidente de suspeição da juíza.


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    Rússia: Governador de Kirov, crítico do Kremlin apanhado a aceitar suborno




    A polícia russa deteve Belykh na sexta-feira, no momento em que o governador recebia um suborno avaliado em meio milhão de euros num restaurante da capital Moscovo.

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    Coreia do Norte: Milhares celebram o início “do mês da luta contra os Estados Unidos”



    Milhares de pessoas comemoraram na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, o 66 aniversário do início da guerra da Coreia.

    O período entre 25 de junho e 27 de julho, data do fim da guerra, é conhecido na Coreia do Norte como “o mês da luta contra os Estados Unidos.”

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    Depois do Brexit, a UE terá de se reconsiderar


    O resultado das eleições na Inglaterra, para mim surpreendente atendendo à pressão feita sobre os eleitores, expressa um descontentamento de fundo de que não apenas a extrema direita pode apresentar-se (ou ser apresentada) como beneficiária. A questão não parece ainda estar fechada com a recuperação de iniciativa política por parte dos que perderam o referendo. Mas a decisão dos ingleses deve ser respeitada.
    Esse resultado obriga a reflectir, uma vez mais, sobre o modelo de União Europeia que se construiu nestas décadas.

    Construído numa lógica capitalista
    , ela levou ao sempre previsto resultado de os países com menos recursos serem tão só usados como expansões dos mercados dos países mais fortes cujas produções, devidamente amortizadas por esse facto, apresentariam preços de bens e serviços mais competitivos – dimensões da união que basta aos seus promotores – enquanto a liberdade de circulação de pessoas foi permitida q.b. e a elevação dos níveis de vida e de direitos alinhados tendencialmente por cima nunca se verificou.

    A moeda única
    , criando a ilusão de todos os países terem uma moeda forte, agravou a situação, transformando-se em factor de amarração a um centro decisor cada vez mais afastado dos cidadãos, que se apetrechou de tratados, incluindo o Tratado Orçamental,  não votados em cada país, que na prática reduziram a quase nada as soberanias nacionais.
    Moeda forte exigiria economia forte e isso foi crescentemente retirado aos mais fracos.
    Ela acentuou a redução do crescimento dos países do euro, com os países europeus que estão de fora da Zona Euro a resistirem melhor à crise. Desde 1999 só a Alemanha tem tido um crescimento contínuo do PIB entre todos os países europeus. As quedas foram particularmente graves na Grécia, na Finlândia, Espanha, Portugal e Itália. O euro contribuiu para o empobrecimento de grande parte da Europa e o mesmo efeito destrutivo teve sobre o investimento produtivo. Prosseguindo esta via, a Europa será destruída pelo euro.
    Salientando-se neste momento a importância da saída da Grã-Bretanha da UE, e atendendo à necessidade de o governo acautelar os interesses do país e dos seus imigrantes nela, importa não retirar da ordem do dia a questão da reconsideração da posição de Portugal em relação ao euro.

    Países como Portugal, viram, na voragem da lógica dos mercados capitalistas, desaparecer as suas pescas, o valor, que poderia ter sido acrescido numa lógica de modernidade, da agricultura em que trabalhou a maioria da população do interior e de boa parte do litoral, a indústria metalúrgica e metalomecânica, a indústria naval (de que os mais ricos obviamente não prescindiram) e indústrias de diversos sectores como as extractivas. Os próprios fundos estruturais não tiveram um efeito significativo no contrariar dessa lógica, tendo mesmo servido, no crescimento da rodovia de longo curso, para descer o valor dos preços dos produtos, face aos praticados pelos nossos produtores, para quem demandava os nossos mercados, que não resistiram à concorrência desleal.
    A amarração a um centro cada vez menos democrático fez da UE a NATO económica. Mesmo no sentido militar do termo. A UE foi amarrada pelos EUA a um dos mais loucos projectos da história contemporânea de manter uma situação de guerra permanente do Mar Adriático ao Mar Negro, no Médio Oriente e parte do Próximo Oriente, no Magrebe com as “primaveras árabes”, África Central e Corno de África.
    Alternativas de acordos, já em curso ou potenciais, mutuamente vantajosos de países europeus com um tão largo número de países foram destruídas.
    Portugal e os restantes países europeus enfrentaram duas grades vagas de imigrantes neste século: económicos dos países do leste europeu depois das privatizações selvagens depois da queda do socialismo, e de refugiados com imigrantes económicos dos países sujeitos a guerras no Médio e Próximo Oriente. Esta UE teve altas responsabilidades nas causas destes acontecimentos. O seu acolhimento em condições adequadas pelo governos da UE impõe-se. Mas a dimensão do fenómeno criou acantonamentos de refugiados, por vezes já existentes dentro de alguns países europeus, não permite ainda avaliar as consequências. A direita tirará proveito deles mas a esquerda irá lutar para que sejam democracias renovadas e não fascismos reciclados a influenciar os processos políticos à escala de cada país e do continente.
    Os EUA há muito que discutem com a Europa – uma vez mais no segredo dos deuses –  a criação do TTIP (Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento).
    Com o TTIP estaria a porta aberta à liberalização e privatização dos serviços públicos em áreas como a educação, a água, a energia, os resíduos sólidos. A liberalização dos serviços financeiros e da circulação de capitais, provocaria a diminuição de mecanismos de controlo, de supervisão e salvaguarda. E seria remetida para instâncias internacionais o julgamento dos conflitos com as multinacionais que poderiam interpor acções contra os estados. O TTIP prevê ainda recuos nos padrões de exigência e controlo na área da segurança e higiene alimentar, assim como no campo ambiental, abolindo regras em áreas como a obrigatoriedade de avaliações de impacto ambiental ou princípio da precaução. Enfim perderíamos a voz neste lamaçal.
    Em contrapartida, mais a oriente a paz consolida-se com a cooperação e o desenvolvimento.
    Os dirigentes russos apostam na  cooperação bilateral entre Moscovo e Pequim, que cobre já uma razoável variedade de áreas, incluindo o comércio, energia e infraestruturas.
    Embora no passado tenha havido relações menos conseguidas, hoje o campo de cooperação mùtuamente vantajosa e aberto a outros países está firme.
    Por isso Putin reconheceu que, por exemplo,  os membros da União Económica da Eurásia (EEU) concordam em reforçar a cooperação com a China dentro do quadro de cooperação “A rota da seda” proposto pelo presidente chinês, Xi Jinping. Para Putin, a Rota da Seda económica é uma iniciativa “muito bem cronometrada e atraente”, que tem “grande potencial”.  Afirmou-o recentemente numa reunião da EEU em Astana, capital do Cazaquistão, com a Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, que manifestou o seu apoio à realização da cooperação com a China no âmbito da Rota da Seda.
    Na primeira fase de cooperação, quer a EEU quer a China podem configurar uma zona de comércio livre, sendo que o caminho fundamental do desenvolvimento económico mundial e da cooperação EEU-China é promover a abertura a mais países da região interessados em entrar no projecto. Putin afirmou que desejariam ” tentar evitar o estabelecimento de um bloco económico e comercial fechado”.
    Via: antreus http://bit.ly/28YTgkj

    O MEC é um patusco



    O MEC faz-me rir, é necessário ter paciência para o ler, mas faz-me rir. 

    O MEC é uma espécie de sucursal do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) na Praia das Maçãs, não faz previsões, diz-nos de que lado vem o vento, a temperatura da água e quando mergulha no social e divaga na política perde o pé e embrulha-se com as alforrecas.
     
    «Como português, meio-inglês e europeu fico triste que uma pequena maioria (52%) de cidadãos do Reino Unido tenha decidido saír da União Europeia. Mas fico ainda mais triste ao pensar na enorme minoria (48%) que preferia que o Reino Unido ficasse na União Europeia e agora vai ter de vê-la sair.


    É preciso ser-se claro. Os 48% são os mais bem educados, mais cosmopolitas, mais jovens, mais liberais – e obviamente os mais privilegiados


    Com a mesma análise simplista podemos concluir que ao Reino Unido ainda lhe falta educar 52% dos seus cidadãos e conceder-lhes iguais privilégios de que usufruem os bem educadinhos.



    Via: as palavras são armas http://bit.ly/28UCyhv

    25JUN2016 - IMAGENS CURIOSAS E ENGRAÇADAS + GIFS ANIMADOS PARA ALEGRAR O SEU DIA