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quarta-feira, 22 de junho de 2016

RECEBI POR EMAIL, NÃO SEI SE FUNCIONA !



FIZ A IMAGEM E AQUI VAI A RECEITA PARA QUEM GOSTA DE COZIDO OU FEIJOADA E TEM PROBLEMAS COM O COLESTEROL

Se tiver de fazer uma feijoada ou cozido à portuguesa...
Siga este conselho: coloque uma laranja inteira e não descascada (lavada
sim!) na dita feijoada, cozido à portuguesa junto com as carnes...
Realmente funciona, até parece milagre, a gordura fica toda dentro da laranja, basta cortá-la para ter a confirmação.
A laranja não modifica em nada o gosto da feijoada nem do cozido que fica
super light!
Experimente com um pedaço de linguiça, ferva a água, fure a linguiça com um garfo, coloque a laranja na panela e depois a linguiça e....
Comprove, em 5 minutos a gordura está toda dentro da laranja!
Depois frite a linguiça e veja como está deliciosa... e a panela sem
gordura...

O atirar do microfone ao lago gera gozo na net com Ronaldo

“Drop the mic”. Ronaldo lança microfones gerou várias brincadeiras na net

Ronaldo atirou um microfone da CM TV para um lago, em França. O facto, grave e insólito, tornou-se viral na internet, onde o humor se destaca. A expressão "drop the mic" ganhou outra dimensão.


Cristiano Ronaldo já inscreveu o seu nome na história do futebol. Mas neste Europeu, Ronaldo ainda não conseguiu fazer magia (hoje, esperamos todos, a sorte mudará).

Mas Ronaldo soma tantos golos e jogadas memoráveis, quanto polémicas. Esta quarta-feira somou mais uma. Quando um jornalista da CM TV o tentava entrevistar no passeio diário da seleção, não só não o permitiu como agarrou no microfone e atirou-o a um lago.



Apesar da gravidade do gesto, a internet encheu-se de brincadeiras alusivas ao tema. Há quem diga já que o atacante português já provou que não é apenas bom em futebol: é um atleta completo e também tem bastantes qualidades do lançamento de… microfones. Os memes invadiram o Twitter, bem ao estilo português.

O Observador recolheu do Twitter nove dessas brincadeiras na fotogaleria. O artigo continuará em atualização.





























observador.pt

Praça de Espanha vai ter dois cruzamentos e grande parque urbano


É uma zona onde nenhum peão pensa em passear, mas a realidade está prestes a mudar. A câmara quer eliminar várias faixas de rodagem da Praça de Espanha para dar esse espaço aos cidadãos.

É uma “zona inóspita e inacessível para os peões” atualmente, mas no futuro deverá ter “uma nova polaridade urbana, atrativa para a fixação de funções de maior centralidade”. A Praça de Espanha, em Lisboa, vai mudar. Além de um parque urbano, a principal novidade proposta pela autarquia prende-se com a criação de dois grandes cruzamentos naquele local.
Neste momento, a Praça de Espanha é um espaço malfadado da capital. Dominada pelo trânsito automóvel, a circulação e usufruto de peões por ali é inexistente. A câmara quer mudar isso, propondo a “libertação e descongestionamento do espaço público a favor do peão”, nomeadamente “através da criação de um amplo parque urbano”.
Por isso mesmo, as duas faixas que hoje cortam a praça ao meio vão desaparecer. Em alternativa, a Av. Calouste Gulbenkian será prolongada até à Av. de Berna e a Av. Columbano Bordalo Pinheiro será esticada até à Av. Santos Dumont. Aparecem assim dois grandes cruzamentos, de acordo com o proposto pela consultora Transportes, Inovação e Sistemas (TIS).
praça de espanha 1
A Praça de Espanha tal como é hoje (Google Maps)
praça de espanha
A proposta dos dois novos cruzamentos
No estudo a que o Observador teve acesso, a TIS explica que a requalificação da Praça de Espanha “pretende transformá-la numa área aprazível, mais facilmente acessível aos peões, onde a presença de eixos rodoviários seja reduzida”. Passam ali sensivelmente 9.500 veículos na hora de ponta da manhã e 8.600 na hora de ponta da tarde.
A requalificação da Praça de Espanha está a ser pensada pelo menos desde 2012 e já se sabia que seriam eliminadas faixas de rodagem para que as zonas verdes pudessem aumentar. Por outro lado, e ao abrigo de uma permuta feita entre a autarquia e o Montepio e a companhia de seguros Lusitânia, estas instituições deverão construir as novas sedes naquele espaço, no lote que separa as avenidas Santos Dumont e de Berna.

observador.pt

Tertúlia no Mercado de Loulé promove artistas do Festival MED


O Mercado Municipal de Loulé abre portas na próxima 

sexta-feira, 24 de Junho, a partir das 18h30, para uma 

tertúlia onde será apresentada uma Playlist Especial 

D 2016.
Segundo a Câmara de Loulé, a iniciativa tem «o objetivo de promover os artistas que vão passar pelos palcos principais deste evento, entre os dias 30 de Junho e 2 de Julho».
Neste evento, «os responsáveis da organização irão destacar algumas das bandas do evento em formato Playlist, isto é, serão apresentados e visualizados alguns temas dos artistas que integram o cartaz», acrescenta a autarquia.
Cada música será acompanhada por uma descrição da banda e a razão pela qual foi escolhida pela organização para integrar esta 13ª edição e fazer parte dos concertos que decorrerão nos palcos instalados na Zona Histórica de Loulé.
O evento é organizado pela Câmara Municipal de Loulé, o 11 Gourmet e o Mercado de Loulé.


www.sulinformacao.pt

Mercado de Faro “vende” pessoas para alertar para tráfico de seres humanos (com vídeo)




VÍDEO

No Mercado de Faro, vendem-se hortaliças, pão, flores, peixe fresco… mas, e se fossem vendidas pessoas? Este é o ponto de partida para um vídeo made in ETIC_Algarve, que alerta para a problemática do tráfico de seres humanos. Começou por ser um trabalho escolar, mas o produto final promete despertar consciências para uma realidade que está mais próxima do que se pensa.


Filipe Pires, Hugo Figueiredo, João Carvalho, João Fonseca, Marcos Clímaco e Sabrina Ildefonso foram os formandos do curso de Realização que puseram em prática os conhecimentos adquiridos na ETIC_Algarve por uma boa causa.
Filipe Pires explicou ao Sul Informação como surgiu esta ideia que  já levou à criação de uma campanha de sensibilização .
«Lembrámo-nos de um dos temas que está mais em voga por estes dias, que é o tema dos refugiados, e, a partir daí, chegámos ao tráfico humano, que está relacionado, porque muitas dessas pessoas acabam exploradas a nível laboral», conta.
Mas, para Filipe Pires e para os restantes alunos do grupo, o tráfico humano é mais do que isso e está presente bem mais perto do que se julga. «Hoje em dia, o tráfico humano não é só “roubar” pessoas. Cruzamo-nos na rua com gente que sofre isto, sendo explorado laboralmente, trabalhando doze horas, sendo mal pago…».
Na elaboração do vídeo, que tem três versões, «tentámos esconder ao máximo o Mercado de Faro. Pensámos numa pessoa a entrar, com ar suspeito e, a certa altura, percebe-se que ela está num mercado de pessoas. É esse choque que pretendemos passar».
Apesar de este ser um trabalho escolar, o objetivo é ir mais além e mostrá-lo ao maior número de pessoas. «Este é um trabalho escolar e é esse o primeiro propósito, o de fazer um bom trabalho. Mas queremos ir mais longe e gostávamos que este vídeo aparecesse na televisão. Que fosse visto por outras pessoas, porque acabámos por abraçar esta causa. Gostámos do produto final e admito que ao vê-lo me arrepiei. Esperamos que alguém pegue no vídeo e o coloque na TV. Já contactámos a RTP, que disse não ter tempo para inserir, mas vamos insistir um bocado», revelou.
O filme foi rodado durante o mês de Abril e o Mercado de Faro transformou-se no “Mercado Humano” durante uma noite. «Começámos a gravar às 20h00, e prolongou-se até às três da manhã», conta Filipe Pires.
Segundo a ETIC_Algarve, este vídeo não constitui «somente um mero exercício curricular, os vídeos agora apresentados têm como objetivos alertar para um flagelo que ganha contornos globais, por se verificar não só em países menos desenvolvidos, mas também em países ditos civilizados, e demonstrar que, cada um de nós, tem um papel a desempenhar na definição e construção da sociedade em que vivemos, bastando para tal uma simples escolha: indiferença ou ação».
O filme tem três versões: uma de 1 minuto e 30 segundos (acima), uma versão de 1 minuto e outra, mais curta de 30 segundos.

Veja aqui as outras duas versões:

Versão de 1m00s:

Versão de 30s:

www.sulinformacao.pt

CONTOS & CRÓNICAS – HÉLDER COSTA – INDIFERENÇAS, DISTRACÇÕES (OU PROTECÇÕES ENCAPOTADAS)?


contos2 (2)



A normal tentativa de purificação do “espaço público” e da contestação ao antigo regime criou uma palavra de ordem muito “radical de esquerda”: “Morte ao fascismo e a quem o apoiar”. Este apoiar abrangia, evidentemente, as indiferenças, as distracções ( ou protecções encapotadas), que permitiam o desenvolvimento do ovo da serpente.

Estes últimos dias têm confirmado a falta de atenção (para ser benévolo) das ditas forças de segurança em relação aos grupos nazis internacionais. Porque os crimes dos últimos dias nos Estados Unidos e na Inglaterra foram praticados por gente já referenciada e bem conhecida.

Que se passa? Cumplicidades entre a Ordem e a Desordem?

A impunidade da propaganda racista e nazi, as acções de rua, as agressões sistemáticas aparecem como uma coisa normal e impossível de conter.

Só falta que se comece com a teoria da “banalidade do Mal”, algo que já se assemelha ao Destino fatal… O Mal não é um acidente Divino ou Diabólico. O Mal é Real, tem origens, causas e motivações. Por isso é preciso estudá-lo e combatê-lo. Não deixar crescer as ervas daninhas.

A propósito, não percam o ultimo filme do Michael Moore: E agora quem vamos invadir? Uma extraordinária lição de Humanismo e de Luta assente em factos práticos e actuais. Para se criarem barreiras contra a Peste Negra.


aviagemdosargonautas.net

Economia Social é tema de Conferência de Eduardo Graça em Loulé | 23 de junho


Esta quinta-feira, 23 de junho, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, Eduardo Graça vai proferir uma conferência integrada no Ciclo “Horizontes do Futuro”, subordinada ao tema “Economia Social  – Uma Galáxia de Esperanças e Oportunidades”.
O futuro modelo da organização económico-social das nossas sociedades, se não nos deixarmos capturar pelos acontecimentos do curto prazo, e suas consequências por vezes dolorosas na vida das famílias e das organizações, incorporará, em prol do desenvolvimento sustentável, de forma nova, expressiva e pujante, os valores que são a marca distintiva da Economia Social: cooperação e solidariedade.
Eduardo Graça, natural de Faro, é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Economia da Universidade de Lisboa.
Exerce, desde 19 de fevereiro de 2010, as funções de Presidente da Direção da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada.
Desempenhou, a partir de 30 de dezembro de 2008, as funções de Presidente do Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo (INSCOOP).
Entre 2003 e 2008, desempenhou funções de Coordenador do “Espaço Noesis”, na Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) e de Diretor do Departamento Financeiro e de Organização na Agência Nacional para a Qualificação (ANQ, IP).
Entre 1996 e 2003 foi Presidente da Direção do INATEL – Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores.
Foi coordenador da “Comissão Interministerial para o Acolhimento e Inserção Social da Comunidade Timorense” e Presidente da “Comissão Permanente para o Acolhimento e Inserção Social da Comunidade Timorense”, entre 1996 e 2003, a título gracioso.
Adjunto do Ministro da Solidariedade e Segurança Social, entre novembro de 1995 e fevereiro de 1996, foi membro do gabinete de apoio pessoal do Presidente da Câmara Municipal Lisboa, desde 1992 e adjunto daquele gabinete desde fevereiro de 1994 até novembro de 1995.
Foi Coordenador da Equipa de Projeto das Escolas Profissionais no âmbito do GETAP – Gabinete de Educação Tecnológica, Artística e Profissional, do Ministério da Educação, entre 1989 e 1992.
Eduardo Graça
Eduardo Graça

O PREPOTENTE PIGMEU HOLLANDE JÁ NÃO RESPEITA NINGUÉM ! Governo francês proíbe manifestação sindical. Não acontecia há 58 anos



A manifestação contra a reforma da legislação laboral estava marcada para quinta-feira em Paris. O Governo justifica a proibição dizendo que quer evitar a repetição de atos de violência.


Trata-se da primeira vez que uma manifestação organizada por sindicatos é proibida desde 1958 e acontece depois de sete estruturas sindicais terem recusado a proposta das autoridades, que pretendiam uma concentração sem a realização de um desfile de protesto pelas ruas da capital.
"Considero que não há outra escolha a não ser a interdição da manifestação", disse o representante da Prefeitura de Paris, através de um comunicado.
Entretanto, dirigentes das centrais sindicais da CGT e FO criticaram o facto de o Ministério do Interior ter aceitado de forma imediata a decisão da Prefeitura da capital francesa.
A interdição imposta aos sindicatos sobre a manifestação de quinta-feira foi considerada "um erro histórico" pelo deputado socialista Christian Paul, que se tem mostrado frontalmente contra a legislação laboral que o próprio Governo do Partido Socialista quer aprovar.
"Eu considero, e estou a ser muito cuidadoso com as minhas palavras, que é um erro histórico. É a primeira vez, desde 1958, que um Governo - um primeiro-ministro - proíbe uma manifestação organizada por centrais sindicais", disse Christian Paul à agência noticiosa France Presse.
Logo após o anúncio da interdição, Jean-Claude Mailly, dirigente da CGT, acusou o chefe do executivo Manuel Valls de não respeitar o diálogo com os trabalhadores.
"É um primeiro-ministro fechado no seu próprio autoritarismo", acusou Mailly, acrescentando que a interdição faz com que a França se venha a juntar ao grupo de países que não respeitam a democracia.
"Manuel Valls é intransigente, ele não quer discutir" nem o texto sobre o protesto nem sequer o percurso da manifestação, disse o líder da central sindical FO, referindo-se ao que considerou o "aumento de um autoritarismo inacreditável" por parte do Governo.
Os sindicatos contestam, desde março, o projeto de reforma da lei laboral, que, segundo afirmam, vai transformar o desemprego num "problema endémico", em França.
Os detratores da proposta governamental encaram a nova lei como um instrumento "demasiado liberal" e que vai promover ainda mais a precariedade salarial no país.
Dezenas de manifestações têm sido organizadas desde março em várias cidades francesas, algumas das quais marcadas por confrontos com a polícia.
A interdição imposta contra a manifestação que foi agendada para quinta-feira pelos sindicatos está a agitar a atualidade política francesa.
Mais de 130 mil pessoas assinaram nas últimas horas uma petição que foi difundida através da Internet e que tem como título: "Eu não vou respeitar a proibição de me manifestar".
Apesar do que possa acontecer na quinta-feira em Paris, os sindicatos já convocaram outro protesto para a próxima terça-feira, dia 28 de junho, na capital.

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O QUE DEVE TER EM CONTA SÃO OS TRABALHADORES ! - Aplicação das 35 horas terá em conta "preocupações" do PR, diz ministro da Saúde


Adalberto Campos Fernandes assume compromisso de impacto orçamental "neutro", mas admite que será "difícil" cumprir na área da saúde. Aplicação do regime poderá ter dificuldades "pontuais".



"Estou convencido de que no conjunto do esforço público e da administração pública, aquilo que foi o compromisso do senhor primeiro-ministro e do ministro das Finanças é exatamente o meu compromisso: esse impacto será neutro e terá em conta as preocupações do senhor presidente da República", disse Adalberto Campos Fernandes na Comissão de Saúde.
Marcelo Rebelo de Sousa deu promulgou o diploma que repõe as 35 horas de trabalho na função púbica, mas com a condição de que, se aumentar a despesa pública, o presidente da República envia o decreto para fiscalização sucessiva do Tribunal Constitucional.
Durante a audição, o ministro da Saúde deu conta de vai procurar conseguir fazer poupanças, mas Adalberto Campos Fernandes admite que terá dificuldades em fazê-lo apenas dentro do ministério: "Nós tudo faremos na saúde para que através de poupanças noutras áreas possamos ajudar, embora seja difícil que, só na saúde, possamos amortecer totalmente esse impacto".
No que diz respeito à aplicação do regime das 35 horas para os funcionários públicos, o ministro da Saúde acrescenta pode trazer algumas dificuldades "pontuais", mas nunca de "grande dimensão".
"Nós não antevemos nenhuma dificuldade de grande dimensão.Admitimos que, pontualmente, um ou outro hospital tenha de ser acompanhado" afirmou o ministro.
O ministro diz ainda que o regime vai entrar em vigor no dia 1 de julho, ressalvando, no entanto que, quanto aos funcionários com contrato individual de trabalho, não há ainda novidades.
"No dia 1 de julho, 35 horas para os contratos de trabalho em funções públicas e, em data a definir, aquilo que resultar de uma negociação que não se esgota apenas no plano de trabalho, mas também tem outras implicações", disse Adalberto Campos Fernandes depois de uma questão colocada pela deputada Fátima Ramos, do PSD.
Diretores de Serviço sujeitos a concurso público
Na Comissão de Saúde, Adalberto Campos Fernandes anunciou ainda uma intenção do Governo: a de que os diretores de serviço deixem de ser nomeados e passem a ser sujeitos a concurso público.
Segundo o ministro, a entrada por concurso pode dar maior abertura aos serviços e aumentar o número de pessoas com competências que podem concorrer aos cargos.
"Uma ideia que estamos a ponderar é a de que, futuramente, para além dos conselhos de administração, os diretores de serviço sejam objeto de um concurso público. A mera nomeação feita por convite fecha, muitas vezes, o círculo das competências naquilo que é o círculo das relações institucionais e do conhecimento pessoal entre as pessoas", sublinhou.
Nesse sentido, o ministro da Saúde defende que os hospitais onde existam vagas para as direções de serviço devem dar "nota pública" dessa disponibilidade, permitindo que "outras pessoas de fora" possam concorrer à posição.
Hospitais vão ter de "fazer prova" para passar cheques-cirurgia
O Governo quer que, a partir do início do próximo ano, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde sejam impedidos de passar cheques-cirurgia para o setor convencionado - os hospitais privados com contratos com o Estado -, caso não consigam provar a incapacidade prestar esse serviço ao utente no Serviço Nacional de Saúde.
Atualmente, os hospitais públicos recorrem ao Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), criado em 2004, para combater as listas de espera, sendo emitido um cheque para que as cirurgias possam ser feitas no setor privado.
Adalberto Fernandes diz que o número de cheques tem vindo a cair e que pode ser reduzido drasticamente já em 2017.
"Entre janeiro e junho de 2015 tinham sido emitidos 46.810 vales e este ano foram emitidos 8.956. Estamos, por isso, em condições de anunciar a nossa intenção de que, a partir do dia 1 de janeiro, os hospitais públicos fiquem inibidos de emitir cheques para o setor convencionado, a não ser que se faça prova do interesse do doente, crítico, em termos de não haver resposta pública adequada", esclareceu.

www.tsf.pt

BREXIT


SÓ FALTA ESPREITAR PELO BURAQUINHO DO CU PARA V ER SE OS PORTUGUESES TÊM CHAPÉU NA CABEÇA ! ISTO CONTROLA QUEM !? OS MAGNATAS, OS QUE FOGEM AO FISCO, A BURGUESIA !? - Fisco vai saber tudo o que portugueses têm no banco daqui a um ano


Novo diploma prevê que os bancos enviem até julho de 2017 os dados sobre as contas bancárias de residentes e não residentes em Portugal. Dinheiro que os contribuintes têm no estrangeiro também não escapará ao controlo.
Fisco vai saber tudo o que portugueses têm no banco daqui a um ano

O Fisco vai ter acesso a todas as contas bancárias dos contribuintes no prazo de um ano: quanto dinheiro, que tipo de poupanças e onde estão guardadas. Os bancos têm de enviar até julho de 2017 todos os dados de residentes e não residentes que têm aplicações em Portugal. Depois, em setembro desse ano, será a vez da informação sobre o dinheiro que os portugueses têm no estrangeiro. Esse também será alvo de controlo, pelo que dissimular património financeiro será mais arriscado.
Segundo o Jornal de Negócios, o Governo aprovou o decreto-lei em causa, de cerca de 200 páginas, no final de abril. Serão obrigados a comunicar aquela informação à Autoridade Tributária todas as instituições financeiras, desde bancos, a sociedades gestoras de fundos e, também, seguradoras.
Que tipo de dados serão então enviados ao Fisco? Informações sobre depósitos, fundos de investimento, contas de custódia, entre outras. Mesmo pessoas singulares ou sociedades passivas, isto é, aquelas que não têm actividade e servem apenas para parquear património, verão os seus dados serem igualmente enviados.
Se os clientes forem empresas ativas, e desde que as contas estejam em funcionamento à data de 31 de dezembro de 2015, têm igualmente de ser reportadas aquelas que tenham saldo superior a 250.000 dólares (ao câmbio da altura). O mesmo jornal adianta que esse teto suscitou algumas críticas por poder abrir a porta a que os contribuintes mais atentos pudessem manipular a sua situação financeira para escaparem à troca de informações.
Os dados serão enviados só em 2017 ao fisco mas com referência a 2016, ou seja, entrarão para a contabilização todas as informações a partir de 1 de janeiro do ano corrente.
O objetivo do fisco é, naturalmente, farejar se há crime de evasão fiscal. Para encaixar todas estas novidades, o diploma prevê uma série de alterações de procedimentos e adaptação de sistemas informáticos por parte da banca, bem como as trocas de informações com os EUA e, automaticamente, com os países europeus e com a OCDE, já que existe uma diretiva europeia nesse sentido que é para cumprir.

economico.sapo.pt

Centeno quer mudar o BdP. Boa sorte, senhor ministro



O medo de indispôr banqueiros vigorava no Banco de Portugal, até porque as portas giratórias entre regulador e regulados não são um exclusivo da política. A supervisão com base nos quilométricos relatórios enviados pelos supervisores era a prática comum, ficando o BdP refém da auto-denúncia. E esperando sentado, claro.
O ministro das Finanças deu esta segunda-feira posse aos dois novos administradores do Banco de Portugal, Elisa Ferreira e Luís Máximo dos Santos. Há muito tempo - 24 anos, mais precisamente, quando Braga de Macedo desancou no BdP e levou à demissão do então vice-governador, António Borges - que não assistia a críticas públicas tão fortes de um titular da pasta das Finanças em funções à entidade de supervisão bancária.
Foram várias as feridas em que Mário Centeno colocou o dedo durante o discurso que leu na cerimónia - que está aqui na íntegra. O ministro tem boas razões para o fazer.
Primeira: "A reputação, que leva décadas laboriosamente a construir, pode ser rapidamente posta em causa".
Têm sido demasidas, e demasiado grandes, as falências bancárias em Portugal. Entre casos de polícia e má gestão de risco, somamos quatro quedas em sete anos: BPN, BPP, BES e Banif. A Caixa não cai porque os seus accionistas, os contribuintes, têm os bolsos fundos. É impossível não responsabilizar também a supervisão pela proporção que alguns destes casos assumiram. E é difícil não questionar se podemos confiar nas garantias que nos dão sobre os bancos a quem confiamos o dinheiro.
Segunda: "O Banco de Portugal (…) goza de um estatuto de independência que as economias
desenvolvidas decidiram atribuir aos Bancos Centrais. Esta independência constitui um direito. Mas esse direito tem que ser exercido como um dever. Os Bancos Centrais não se podem tornar entidades isoladas do resto da comunidade."
Não é de hoje nem sequer da era Sistema de Bancos Centrais na Europa. Os tiques de "casta" são demasiado antigos no Banco de Portugal, com reflexos vários: nas regalias, nos pornográficos sistemas de pensões vitalicias que terminaram há 10 anos, no desprezo que durante décadas a entidade colocou na supervisão comportamental dos bancos, na forma como eram tratados ou ignorados os clientes que de queixavam dos atropelos das entidades financeiras. Eram demasiado aristocratas e com uma missão demasiado nobre para sujarem as mãos com coisas menores. Uma delas era incomodar os banqueiros que, como se sabe, são só pessoas de bem.
Terceira: "O Banco Central tem responsabilidades acrescidas de transparência e de informação para com a sociedade".
Tardou até que o Banco de Portugal reconhecesse falhas e passividade na supervisão. Aconteceu após o caso BES mas, ainda assim, ficou na gaveta a auditoria efectuada à sua actuação. E recordam-se da atitude de Vítor Constâncio na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, a fazer lembrar o ministro da Informação de Saddam Hussein? Que estava tudo bem e o BdP tinha atuado com zelo… Continua a aguardar-se uma avaliação séria à estrutura, funções, procedimentos e eficácia da regulação e supervisão do BdP.
Quarta: "A supervisão financeira deve atuar de forma preventiva, utilizando a análise de risco disponível, mas sendo também uma fonte de informação à sociedade. Esta função deve ser desempenhada de forma proactiva e, portanto, as autoridades de supervisão financeira devem ser atuantes, não passivas na sua análise de riscos. Devem ser parceiros ativos na gestão dos riscos financeiros e não apenas meros instrumentos de reporte dos riscos passados".
O BdP tem sido uma espécie de Instituto de Medicina Legal do sistema bancário: incapaz de prevenir a sinistralidade, faz depois a autópsia. A cultura de "banqueiro é sempre pessoa de bem", que cegou Constâncio no BPN, estava muito presente. O medo de indispôr banqueiros vigorava, até porque as portas giratórias entre regulador e regulados não são um exclusivo da política. A supervisão com base nos quilométricos relatórios enviados pelos supervisores era a prática comum, ficando o BdP refém da auto-denúncia. E esperando sentado, claro.
Quinta: "A condição primordial de execução de cargos públicos é a sua contínua disponibilidade. Nunca podemos colocar a ambição pessoal em cargos públicos acima dos interesses da nação. Não há instituições que se possam interpretar a si próprias como jangadas de pedra". De volta ao isolamento e, aqui, arrisco a ver a "alfinetada" mais pessoal do ministro ao governador, conhecidas que são as suas divergências pessoais.
Mário Centeno conhece muito bem o BdP - foi de lá que saiu quando decidiu ajudar António Costa na elaboração do programa eleitoral. Faz um diagnóstico que bate certo com as falhas do BdP, que se metem pelos nossos olhos dentro. Mas mais do que mudanças de governador e administradores, é a cultura do BdP que importa mudar. Só pode acabar mal, quando o polícia tem medo e respeita demasiado o delinquente. E foi a isso que assistimos nas últimas décadas.
Boa sorte, senhor ministro.

24.sapo.pt

Centeno quer mudar o BdP. Boa sorte, senhor ministro

O medo de indispôr banqueiros vigorava no Banco de Portugal, até porque as portas giratórias entre regulador e regulados não são um exclusivo da política. A supervisão com base nos quilométricos relatórios enviados pelos supervisores era a prática comum, ficando o BdP refém da auto-denúncia. E esperando sentado, claro.
O ministro das Finanças deu esta segunda-feira posse aos dois novos administradores do Banco de Portugal, Elisa Ferreira e Luís Máximo dos Santos. Há muito tempo - 24 anos, mais precisamente, quando Braga de Macedo desancou no BdP e levou à demissão do então vice-governador, António Borges - que não assistia a críticas públicas tão fortes de um titular da pasta das Finanças em funções à entidade de supervisão bancária.
Foram várias as feridas em que Mário Centeno colocou o dedo durante o discurso que leu na cerimónia - que está aqui na íntegra. O ministro tem boas razões para o fazer.
Primeira: "A reputação, que leva décadas laboriosamente a construir, pode ser rapidamente posta em causa".
Têm sido demasidas, e demasiado grandes, as falências bancárias em Portugal. Entre casos de polícia e má gestão de risco, somamos quatro quedas em sete anos: BPN, BPP, BES e Banif. A Caixa não cai porque os seus accionistas, os contribuintes, têm os bolsos fundos. É impossível não responsabilizar também a supervisão pela proporção que alguns destes casos assumiram. E é difícil não questionar se podemos confiar nas garantias que nos dão sobre os bancos a quem confiamos o dinheiro.
Segunda: "O Banco de Portugal (…) goza de um estatuto de independência que as economias
desenvolvidas decidiram atribuir aos Bancos Centrais. Esta independência constitui um direito. Mas esse direito tem que ser exercido como um dever. Os Bancos Centrais não se podem tornar entidades isoladas do resto da comunidade."
Não é de hoje nem sequer da era Sistema de Bancos Centrais na Europa. Os tiques de "casta" são demasiado antigos no Banco de Portugal, com reflexos vários: nas regalias, nos pornográficos sistemas de pensões vitalicias que terminaram há 10 anos, no desprezo que durante décadas a entidade colocou na supervisão comportamental dos bancos, na forma como eram tratados ou ignorados os clientes que de queixavam dos atropelos das entidades financeiras. Eram demasiado aristocratas e com uma missão demasiado nobre para sujarem as mãos com coisas menores. Uma delas era incomodar os banqueiros que, como se sabe, são só pessoas de bem.
Terceira: "O Banco Central tem responsabilidades acrescidas de transparência e de informação para com a sociedade".
Tardou até que o Banco de Portugal reconhecesse falhas e passividade na supervisão. Aconteceu após o caso BES mas, ainda assim, ficou na gaveta a auditoria efectuada à sua actuação. E recordam-se da atitude de Vítor Constâncio na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN, a fazer lembrar o ministro da Informação de Saddam Hussein? Que estava tudo bem e o BdP tinha atuado com zelo… Continua a aguardar-se uma avaliação séria à estrutura, funções, procedimentos e eficácia da regulação e supervisão do BdP.
Quarta: "A supervisão financeira deve atuar de forma preventiva, utilizando a análise de risco disponível, mas sendo também uma fonte de informação à sociedade. Esta função deve ser desempenhada de forma proactiva e, portanto, as autoridades de supervisão financeira devem ser atuantes, não passivas na sua análise de riscos. Devem ser parceiros ativos na gestão dos riscos financeiros e não apenas meros instrumentos de reporte dos riscos passados".
O BdP tem sido uma espécie de Instituto de Medicina Legal do sistema bancário: incapaz de prevenir a sinistralidade, faz depois a autópsia. A cultura de "banqueiro é sempre pessoa de bem", que cegou Constâncio no BPN, estava muito presente. O medo de indispôr banqueiros vigorava, até porque as portas giratórias entre regulador e regulados não são um exclusivo da política. A supervisão com base nos quilométricos relatórios enviados pelos supervisores era a prática comum, ficando o BdP refém da auto-denúncia. E esperando sentado, claro.
Quinta: "A condição primordial de execução de cargos públicos é a sua contínua disponibilidade. Nunca podemos colocar a ambição pessoal em cargos públicos acima dos interesses da nação. Não há instituições que se possam interpretar a si próprias como jangadas de pedra". De volta ao isolamento e, aqui, arrisco a ver a "alfinetada" mais pessoal do ministro ao governador, conhecidas que são as suas divergências pessoais.
Mário Centeno conhece muito bem o BdP - foi de lá que saiu quando decidiu ajudar António Costa na elaboração do programa eleitoral. Faz um diagnóstico que bate certo com as falhas do BdP, que se metem pelos nossos olhos dentro. Mas mais do que mudanças de governador e administradores, é a cultura do BdP que importa mudar. Só pode acabar mal, quando o polícia tem medo e respeita demasiado o delinquente. E foi a isso que assistimos nas últimas décadas.
Boa sorte, senhor ministro.

24.sapo.pt