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segunda-feira, 20 de junho de 2016

A pintura de Christian Krohg







 Christian Krohg










 Christian Krohg - auto retrato




























Impressionante... Em 80.000 pessoas não conseguiram encontrar uma que fosse do Partido Comunista Português!?




VÍDEO



Contra negócio privado das inspecções Motociclistas foram a S. Bento onde só tinham o PCP à espera

Motociclistas manifestaram-se contra negócio dos centros de 
inspecção

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O Grupo de Acção Motociclista promoveu manifestações pelo País contra a «cobiça dos centros de inspecção». Em Lisboa foram até ao Parlamento onde tinham o deputado do PCP Miguel Tiago à sua espera.
http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/manif_moto.jpg?itok=KIQpJW9q

Cerca de seis mil motociclistas responderam ao apelo do Grupo de Acção Motociclista (GAM) em manifestações no Porto, Castelo Branco, Lisboa, Faro e Funchal. O protesto foi desencadeado após declarações do presidente da Associação Nacional dos Centros de Inspecção Automóvel (ANCIA), apontando para Outubro o início das inspecções obrigatórias para motociclos.
O responsável da ANCIA demonstra apenas preocupação com a rentabilização do equipamento já adquirido, acusam os motociclistas. Apesar de ainda não estar aprovada legislação que permita as inspecções, o representante do sector avançou com o seu início para o dia 1 de Outubro com um valor de 12,50 euros mais IVA.
Os motociclistas levantam dúvidas por não estarem definidos quais os critérios a avaliar, afirmam querer ser parte no processo e dizem não estar «contra as inspecções periódicas e obrigatórias». «A preocupação maior prende-se com necessidade de rentabilizar o equipamento já instalado por muitos centros de inspecção» denuncia o GAM.
Quando a manifestação de Lisboa chegou à Assembleia da República, os motociclistas tinham à sua espera o deputado do PCP Miguel Tiago. O parlamentar comunista saudou os manifestantes e lembrou que o PCP defende um sistema «público, fácil e barato» para as inspecções automóveis e que o Parlamento Europeu ainda não decidiu sobre a questão.
Miguel Tiago lembrou que há muito a fazer, nomeadamente «cobrir e proteger os rails, tapar buracos nas estradas» e investir na formação dos condutores. O deputado considera ser prioritário «resolver os problemas da segurança rodoviária e dos motociclistas» e não alargar o negócios das inspecções.
De acordo com um estudo da Comissão Europeia, apenas 3% dos acidentes rodoviários com motociclos são causados por falhas mecânicas, acrescentou.

www.abrilabril.pt

Lucros privados, financiamento público - – No período 2001/2016, o Orçamento do Estado financiou o ensino privado com 4.406 milhões de euros


– No período 2001/2016, o Orçamento do Estado financiou o ensino privado com 4.406 milhões de euros
– Garantiu assim a transformação do ensino num negócio lucrativo para os privados, à custa dos contribuintes

por Eugénio Rosa [*]


O quadro 1, construído com dados dos Relatórios do Orçamento de Estado de cada ano, dá uma ideia clara da dimensão do financiamento do ensino privado pelo Orçamento do Estado, ou seja, com os impostos pagos pelos portugueses, no período 2001-2016
Quadro 1- Financiamento do ensino básico e secundário privado pelo Orçamento do Estado 
Anos
Transferências do Orçamento do Estado para o Ensino básico e secundário privado e cooperativo
Milhões €
2001223,6
2002230,2
2003 (E)250,0
2004 (E)275,0
2005306,0
2006322,7
2007313,6
2008334,1
2009353,1
2010362,0
2011268,9
2012253,0
2013238,0
2014240,0
2015239,9
2016254,3
SOMA4.464,4
No período 2001- 2016, o Orçamento do Estado financiou o ensino básico e secundário privado lucrativo com 4.464,4 milhões €, o que serviu para corroer a escola pública por duas razões. Em primeiro lugar, porque centenas de milhões € foram retirados ao Orçamento do Estado destinados à Educação ficando menos para as escolas públicas, onde estão mais de 1,2 milhões de crianças portuguesas; em segundo lugar, porque, para que as escolas privadas tivessem alunos, ficaram escolas públicas sem alunos muitas delas a curta distância das privadas financiadas com dinheiros públicos, tendo o orçamento do Estado de continuar a suportar os seus custos fixos (por ex., salas não utilizadas). Para o Estado e para os contribuintes significa a duplicação de custos. 

Apesar de toda a campanha de manipulação em curso, em 2016, com o atual governo PS, o financiamento público das escolas privadas até aumentou (entre 2015 e 2016, passou de 239,9 milhões € para 254,3 milhões €), mas apesar disso as exigências dos grupos privados da educação não diminuíram. O que os preocupa é manter indefinidamente um negócio altamente lucrativo financiado com o dinheiro dos impostos dos portugueses. 

O CUSTO POR ALUNO NO ENSINO PRIVADO FINANCIADO PELO ESTADO É SUPERIOR AO CUSTO POR ALUNO NO ENSINO PÚBLICO 

Em 2012, o Tribunal de Contas realizou uma auditoria ao ensino básico e secundário com o objetivo de apurar o custo por aluno. Do relatório de auditoria (Relatório 31/2012), retiramos três quadros para reflexão do leitor Comecemos pelo custo por aluno pago pelo Estado no ensino privado (básico e secundário) que tem como base os chamados contratos de associação, agora tão referidos nos principais media que têm feito uma campanha de manipulação da opinião pública em defesa do ensino privado financiado pelo Estado com os impostos pagos pelos portugueses (basta ver a cobertura que dão às suas ações, a ausência de contraditório nas suas peças jornalísticas, e o "esquecimento" que a liberdade de escolha não deve ser feita/paga com dinheiro dos contribuintes). No quadro seguintes constam os pagamentos feitos a escolas do ensino básico e secundário privado em 2009/2010 
Embora seja de leitura difícil, o quadro que consta do relatório de auditoria do Tribunal de Contas (ver pág. 47) revela que, no ano letivo 2009/2010, o Estado despendeu com o financiamento do ensino básico e secundário privado 239.156.793 euros, e que significou um custo por aluno de 4.522€ . Portanto, 52.887 alunos tiveram acesso a escolas privadas pagas pelo Estado , ou seja, com os impostos pagos pelos portugueses.

Observemos agora o quadro seguinte também constante do Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas, mas referente ao ensino básico e secundário público 2009/2010 
Nas escolas públicas do ensino básico e secundário estavam , no ano letivo 2009/2010, 1.289.599 alunos , o que significava que os alunos em escolas privadas, mas financiados com dinheiros públicos, correspondiam apenas a 4,1% dos alunos das escolas públicas, e não a percentagem que o grupos privados pretendem fazer crer. E o custo por aluno era de 3.890€. Mesmo adicionado o " acréscimo dos custos do EAE, do pessoal não docente financiado através dos contratos execução do FSM e da exclusão do desporto escolar" que consta da 59 do Relatório, e que é de 524,76€ por aluno para o ensino básico e secundário, o custo final que se obtém – 4.415,45€ - era um valor inferior ao custo médio por aluno que o Estado estava a pagar no ensino básico e secundário privado como confirma também o quadro seguinte também constante do Relatório de Auditoria 31/2012 do Tribunal de Contas
Estes dados do Tribunal de Contas são suficientes para que o leitor possa ficar a saber por que razão os privados querem o financiamento público pago pelos portugueses pois é um negócio altamente lucrativo: ao certo pago pelo Estado podem ainda juntar o que os pais eventualmente pagarem 
17/Junho/2016



[*] edr2@netcabo.pt 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .