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quinta-feira, 9 de junho de 2016

HISTÓRIA - O QUE ACONTECEU ÀS MULHERES DE GUNGUNHANA



Ainda em Lourenço Marques, no início de 1896, o Régulo de Gaza com as suas sete mulheres. 

Para Lisboa foram dez mulheres, sendo três de um seu colaborador. 

Nenhuma ficaria com o rei. 


A quem possa interessar, em baixo, premindo no título, poderá ler o magnífico texto de Maria Vilhena sobre o que realmente aconteceu com as mulheres – rainhas – que foram com os prisioneiros de Gaza para Portugal em 1896, após a sua detenção por Mouzinho de Albuquerque.
Muito grato à Sra. D. Olinda Cavadinha, que como eu partilha uma paixão pela história de Moçambique, bem como ao Sr. Paulo Pires Teixeira e ao grupo dos moçambicanos no Facebook. Isto é um resultado das nossas conversas….

O texto:

CLIQUE AQUI ABAIXO NO LINK AMARELO VERMELHO

delagoabayword.wordpress.com

HISTÓRIA MOCIDADE PORTUGUESA FEMININA




MOCIDADE PORTUGUESA

FEMININA

(BOLETIM MENSAL)



Mocidade Portuguesa Feminina : boletim mensal, foi o orgão da Mocidade Portuguesa Feminina, fundado pelo Estado Novo, 
 publicado mensalmente entre 1939 e 1947, com o objetivo de 
filiar na ideologia nacionalista e cristã a “mentalidade das 
raparigas portuguesas”, bem como criar uma “mulher nova”.

Como mulher nova entenda-se por submissa primeiro ao pai
 e depois ao senhor marido. As meninas da MPF mascaradas 
com uma farda plagiada dos camisas castanhas de Hitler 
eram, as aderentes,  desde os imberbes sete anos,  obrigadas 
a interpretar a doutrina salazarenta de Deus, Pátria e Família.

Os idílicos cenários das capas do boletim representavam a 
paranóia da aparência duma juventude feliz encobrindo a 
realidade duma feroz ditadura política machista.

Não é alheio o clero português sempre de braço com a ditadura, 
existem honrosas excepções,que através da sua práctica 
"evangélica" sublinhavam com fervor os benefícios da 
submissão feminina.

Virginais infantas, sorrindo para a foto, não desconfiando
 do futuro cinzento que as esperava.

Organização poderosa na deformação de mentalidades, 
a MPF fazia destas jovens o prototipo da obediência forçada 
de feliz aparência, muitas delas nasceram, cresceram e 
morreram sem saber o que era liberdade, confinadas a 
leituras standard apologistas do regime. A fivela do cinto 
com o famigerado "S" é elucidativa da vida salazarenta 
a que estavam sujeitas.

Uma farda intencionalmente concebida para disfarçar a 
silhueta feminina, expressão de pudor fedorento  que o Estado 
Novo e a igreja católica impunham a "Bem da Nação"

Imagem hipócrita das avós daquele tempo, nem 1% das 
mulheres portuguesas da época tinham dinheiro para estes
 vestidos sumptuosos

Bonecas de louça, privilégio de pouquíssimas meninas

Uma nação cheia de porte atlético

(WIKIPEDIA)


Dirigida pelo Comissariado Nacional da Mocidade Portuguesa, o 
boletim contou com colaboração de forte presença feminina, 
onde se encontram os nomes de Maria Guardiola, Adolfo Simões
 Müller, Anne Marie Cazalis, Agostinho de Campos, António Correia
 de Oliveira, Clementina Carneiro de Moura, Cottinelli Telmo, 
Diogo de Macedo, Fernando Pamplona, Francisca Assis, Maria 
Joana Mendes Leal, Fernanda de Castro, Gustavo Matos Sequeira, 
João Couto, João Miguel dos Santos Simões, João Ameal, João 
de Deus Ramos (sob o pseudónimo de Pedro Barto), José da Cunha Saraiva, Maria de Carvalho, Domitila Carvalho, Maria José Coutinho, Maria Antonieta de Lima Cruz, Bertha Leite, Maria Luisa Ressano, 
Julieta Ferrão, Maria Jose de Mendonça, Pe. Moureira das Neves, Margarida Ottolini, Maria Henriques Oswald, Manuel de Oliveira, 
Mário Novais, Horácio Novais, Serafim Leite e Teresa Leitão de Barros.





Humor alentejano

Um alentejano foi a um concurso na TV e o apresentador pergunta-lhe:
- De certeza que você sabe esta! Como se chamam os habitantes de Évora?
Após alguns minutos de reflexão, o alentejano responde:
- Assim de repente, todos todos nam sei...

HISTÓRIA - DIREITO DE VOTO PARA AS MULHERES, EM PORTUGAL


Foto de Ana de Castro Osório, Presidente da Liga das Sufragistas Portuguesas e de Carolina Beatriz Ângelo, primeira eleitora portuguesa. Esta foto foi feita justamente no dia 28 de Maio de 1911, dia da votação.
............
Foi durante a Revolução Francesa em 1798, que se fez ouvir pela primeira vez a reivindicação do voto feminino. Porém a mulher Portuguesa só teve direito a votar a partir de 1931, há 78 anos. E foi apenas há 33 anos – pela Constituição de 1976 – que viu consagrados os seus direitos em pé de igualdade com o homem.
Em Março de 1911, após a revolução republicana de 5 de Outubro, é promulgada a Lei Eleitoral, mas o sufrágio universal, uma das principais bandeiras do Partido republicano, não é instituído. O direito de voto era reconhecido apenas a “cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família”.

Em 28 de Maio realizam-se as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Valendo-se da omissão sobre o sexo do chefe de família, a médica e primeira cirurgiã portuguesa Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911) reivindicou o seu direito de votar, invocando a sua qualidade de chefe de família, pois era viúva e mãe de uma filha. A lei não previa que o chefe de família fosse entendido como uma mulher. O tribunal constitucional entendeu que a forma gramatical “cidadãos portugueses” abrangia também as mulheres e deferiu a sua pretensão. Para evitar que tal precedente se repetisse, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do “sexo masculino” poderiam votar. ( Caros leitores, com toda a minha indignação de mulher apetece-me rotular quem ditou esta alteração à lei, com "determinada expressão" que, muito embora atingindo também as suas mães e, ferindo talvez ouvidos mais sensíveis, é a que, no meu entendimento, melhor classificará aqueles que, usaram o poder que lhes estava conferido, deste modo tão pouco digno. Perdoem-me, mas tinha que deixar aqui este meu desabafo!... )

Historicamente, o movimento feminista iniciou-se com o Sec. XIX e visava o estabelecimento de direitos e deveres iguais para a mulher e para o homem nos domínios social, político, jurídico e económico. Não me irei alongar na descrição do que se passou ao longo dos anos. Destacarei apenas a criação, em 1909, da Liga Republicana das mulheres Portuguesas, dirigida por Maria Veleda (1871-1955), Adelaide Cabete (1867-1935 e Ana de Castro Osório (1872-1935). Esta, que foi personagem de relevo, altamente empenhada nas suas causas, publicou em 1905, “As Mulheres Portuguesas”, que se pode considerar um manifesto feminista. Depois de 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio estipulando que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos do desquitamento como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.

Alguns direitos foram, a pouco e pouco, sendo conquistados mas com algumas aberrações. Vejam por exemplo:_ Em 1931, há 78 anos o direito de voto foi facultado às mulheres, desde que tivessem um curso universitário ou estudos secundários completos. Aos homens continuou a exigir-se somente que soubessem ler e escrever!
Com esta legislação, o Estado Novo visava alcançar maior participação no plebiscito e uma expressiva concordância de eleitorado com a Constituição de 1933, que consagrava a igualdade dos cidadãos perante a lei, excepção feita às mulheres, tendo em conta “as diferenças inerentes à natureza e também aos interesses da família”.
Foi unicamente em 1974, na sequência da Revolução de Abril, que foram abolidas todas as restrições baseadas no sexo quanto à capacidade eleitoral dos cidadãos.

Aqui ficaram alguns dos passos da luta das mulheres pelo direito de voto. A minha humilde mas sincera homenagem e agradecimento a todas aquelas mulheres (e também alguns homens) que contribuíram, ao longo dos tempos, para que a desigualdade de direitos entre os sexos fosse deixando de existir. 


(Excerto de um texto e foto, publicados na revista do Club do Coleccionador).
M.A.

simecqcultura.blogspot.pt

PARQUE RIBEIRINHO DE FARO - 2,5 MILHÕES DE EUROS AO ABANDONO

Equipamentos danificados, falta de jardinagem e manutenção em quase todo o parque, muitos espaços por arborizar e outros secos pela falta de rega, casas de banho fechadas e vandalizadas, um cheiro nauseabundo em vários locais e vidros partidos pelo chão. É com este triste cenário que quem visita o Parque Ribeirinho em Faro se depara.
Numa cidade com falta de espaços verdes como Faro, é com desleixo que o Executivo Municipal de direita continua a descurar este espaço que se poderia afirmar como um dos cartões‐de‐visita do nosso concelho. Recordamos que o espaço foi inaugurado há menos de dois anos e que a Câmara de Faro permite esta situação lastimável. Faro merece melhor.







QUADRAS POPULARES

QUANDO O POVO SE NEGA A LUTAR
NÃO REAGE, DORME E TEM SONO
LÁ DIZ O DITADO POPULAR
ALBARDA-SE À VONTADE DO DONO
O DONO ESTÁ VISTO QUEM É
O PATRÃO, O RICO, O BURGUÊS
QUE PRA EXPLORAR NÃO ARREDA PÉ
E DO POVO BURRO, FAZ FREGUÊS


António Garrochinho

foto:Maria João Gomes
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HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA - PAULO SÁ DEPUTADO PELO ALGARVE DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS - O PCP apresentou seis Projectos de Lei que pretendem pôr fim à utilização dos paraísos fiscais para fugir ao pagamento de impostos.





VÍDEO

O deserto de Atacama mata a sua sede graças ao nevoeiro





Viradas para o vento, estas redes de polipropileno com alguns metros quadrados, suspensas entre dois postes, esperam pacientemente pelo nevoeiro, até as suas gotas ficarem aprisionadas nas malhas antes de deslizarem lentamente até recipientes.


É uma técnica simples e eficaz: um metro quadrado de rede pode recuperar num único dia até 14 litros de água, explica à agência AFP Camilo del Río, investigador do Instituto de Geografia da Universidade Católica de Santiago, na capital chilena. A média anda à volta dos sete litros de água por dia.







A estação de investigação na zona de Alto Patache, no deserto de Atacama, Norte do Chile 

Do Chile chega-nos o caso de uma estação de investigação que está a recolher gotículas do nevoeiro para obter água em zonas bastante áridas.


Apanhar as gotículas da camanchaca, um tipo de neblina que ocorre no litoral do Pacífico, ao longo da costa árida da América do Sul, é o objectivo de um conjunto de redes instaladas no lugar mais seco do mundo: o deserto de Atacama.


A Universidade Católica de Santiago instalou numa zona conhecida por Alto Patache, perto da localidade de Punta Patache, no Norte do Chile, um centro de investigação que desenvolve esta tecnologia. Patenteada no Chile, esta tecnologia já foi exportada para o Peru, a Guatemala, a República Dominicana, o Nepal, a Namíbia e ainda as ilhas Canárias. Noutros países utiliza-se o mesmo princípio, mas as árvores é que estão incumbidas de apanhar a água do nevoeiro.

A água recuperada tem o mesmo gosto da água da chuva, mas não é totalmente potável, contendo minerais marinhos e até bactérias. Mas a sua “transformação em água potável não é complicada nem é cara, se a quisermos utilizar para consumo humano”, explica Camilo del Río. “Não há nenhum problema se a utilizarmos para outras actividades”, como a rega e a higiene. 

Um horizonte límpido

Em Alto Patache, duas redes “apanha-nevoeiro” satisfazem perfeitamente as necessidades de água na estação de investigação científica, composta por seis cúpulas brancas que abrigam quartos, uma cozinha e uma casa de banho. A água recolhida sai normalmente da torneira. No local está também uma estação meteorológica, bem como diversos instrumentos de medição do nevoeiro.

Utilizar a humidade do nevoeiro para obter água é uma ideia antiga, já posta em prática pelos povos indígenas, que recuperavam a água que escorria pelas rochas. As redes “apanha-nevoeiro” são uma boa solução para fornecer água às pequenas comunidades costeiras do Norte do Chile, que sofrem de uma aridez extrema, numa região onde praticamente nunca chove.

Actualmente, estão a funcionar cerca de 40 destas redes gigantes no deserto de Atacama. As suas dimensões variam, mas em geral têm quatro metros de altura por oito a dez de comprimento.

A camanchaca – que significa “obscuridade” na língua indígena aimará – é uma neblina espessa, trazida pelo Pacífico e que chega ao deserto chileno todos os dias de madrugada, dissipando-se depois à medida que o sol se vai levantando. Quando ela se dispersa totalmente, o céu de Atacama oferece um dos horizontes mais límpidos do planeta: um cenário ideal para a observação dos astros, daí a presença neste deserto dos telescópios mais importantes do mundo.

O fenómeno desta neblina matinal explica-se pela radiação solar forte recebida pelo Pacífico nesta região e que é constantemente varrida pelo vento, o que provoca uma grande evaporação. Ao viajar em direcção ao continente, esta massa de ar arrefece em contacto com a corrente de Humboldt e os picos nevados da cordilheira dos Andes: e é isto que origina a camanchaca.

Armazenar o líquido precioso

“Esta bruma é uma bênção”, considera Camilo del Río. “Estamos num ambiente desértico, superárido, mas temos esta humidade proveniente do mar.”

Há um único inconveniente do sistema “apanha-nevoeiro”: a inconstância. No caso chileno, a recolha de água sofre variações conforme os anos e as estações, diminuindo por exemplo no Outono e no Verão. “Se quisermos fazer deste sistema um recurso hídrico viável para o consumo humano, então devemos assegurar-nos de que é duradouro ao longo do tempo”, sublinha o investigador chileno.

A chave está portanto em armazenar bem este líquido precioso, frisa Pablo Osses, o chefe do projecto no Instituto de Geografia da Universidade Católica de Santiago. Também é necessário tornar esta tecnologia mais previsível, para que os habitantes saibam com que quantidades de água podem contar. “O desafio, no estudo do nevoeiro, é o seu transporte e fornecimento até às comunidades”, refere por sua vez Nicolas Zanetta, coordenador da estação de investigação de Alto Patache. “Perto da estação há pequenas aldeias que não têm água potável e têm de ser constantemente abastecidas por camiões-cisterna, e há problemas na distribuição.”

Alguns exemplos no Chile já são uma esperança. Na região de Coquimbo, a cerca de 400 quilómetros a norte de Santiago, 2000 habitantes têm abastecimento de água graças ao aprisionamento das gotículas de nevoeiro. E estas gotas servem também para fabricar uma cerveja artesanal local.


www.publico.pt

Manifestação em Cáceres este sábado pelo fecho da Central Nuclear de Almaraz



A Manifestação terá lugar em Cáceres, no dia 11 de Junho. Estão a ser organizados autocarros de vários pontos do país, para engrossar uma mobilização que se exige ampla e forte e que conte com o máximo de pessoas possível. Quanto mais gente se inscrever em cada região, mais provável será haver um autocarro que parta da mesma.
preço da viagem é: 5€ (Normal); 10€ (Apoio)


www.cincotons.com

PRESOS POLÍTICOS E PRISÕES DO FASCISMO