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quinta-feira, 2 de junho de 2016

CHORO DA DESPEDIDA DO "IRREVOGÁVEL"


OLHÓ AVANTE - O golo fora


O golo fora
Foi o Presidente do Sindicato quem o disse, referindo-se ao acordo entre o Sindicato dos Estivadores e o patronato do Porto de Lisboa: um empate, com sabor a vitória pelo golo marcado fora.

Depois de meses de luta, o acordo assinado trava os principais objectivos de patronato: implica a assinatura de um novo contrato colectivo (que os patrões fizeram caducar em Novembro de 2015); implica a integração nos quadros da empresa dos trabalhadores precários que o patronato deixou de contratar em Novembro de 2015; aponta para o fim da PORLIS, da empresa de trabalho portuário criada pelos patrões para colocar na insolvência a actual empresa de trabalho portuário (ETP-L), com a integração dos seus trabalhadores na ETP-L; mantém o essencial dos direitos dos trabalhadores.

Percebo a cautela e o alerta. Primeiro, porque é preciso que os patrões cumpram o acordo, e estes já deram bastas amostras da sua pouca seriedade. Depois, porque é verdade que o essencial da ofensiva patronal é derrotada, mas os patrões não deixam de conseguir alguns dos seus objectivos, e cada um deles é um injusto agravamento da exploração. E por fim, porque o acordo apenas incide no Porto de Lisboa, o que implica que os restantes estivadores continuam sujeitos a níveis crescentes de exploração e a lei do Trabalho Portuário de 2013 continua a ameaçar toda a classe.

Mas foi um acordo necessário e positivo, para a luta que continua. Repito: percebo a ideia do dirigente, até concordo com o que ele quer dizer, mas não foi por acaso que os trabalhadores sentiram este empate como uma vitória. E das grandes. E também foi. Porque escolher o caminho da luta em vez do da conciliação e da cumplicidade com a exploração é já vencer. Porque neste processo, os trabalhadores derrotaram ofensivas planeadas durante anos, como quando impuseram a extinção do sindicato criado para os dividir ou da empresa criada para os despedir. Porque resistiram a todas as campanhas difamatórias, sem se desorganizar e sem se intimidarem.
E afinal, na sociedade capitalista, não são os golos marcados pelos trabalhadores sempre golos marcados fora? E não está sempre a vitória na luta que continua?

Manuel Gouveia

SÓ COM MERDA NO FOCINHO ! AINDA GOZA COM OS PORTUGUESES ! Mexia: "O meu salário equivale ao de um defesa direito de um clube do meio da tabela"


Mexia: "O meu salário equivale ao de um defesa direito de um clube do meio da tabela"


Em entrevista à Sábado, o executivo recorreu ao mundo do futebol para situar o seu ordenado em comparação com os líderes de energéticas europeias e norte-americanas da mesma dimensão.
O presidente da EDP é um dos gestores mais bem pagos de Portugal. No ano passado levou 1,9 milhões de euros para casa. E este ano pode vir a ganhar 2,6 milhões, mais 36% face a 2015.

Mas comparando o seu salário com o auferido noutras energéticas europeias e norte-americanas, o executivo sublinha que o seu salário é "incomparavelmente mais baixo".

Em entrevista à revista Sábado desta quinta-feira, 2 de Junho, recorreu ao mundo do futebol para exemplificar onde é que a sua remuneração se situa em comparação com outros gestores

"No futebol, o meu salário equivale ao de um defesa direito de um clube do meio da tabela (risos). Não me considerando eu, um jogador desses", disse António Mexia.

"E se olhar para o sector, na Europa e nos Estados Unidos, o meu salário é incomparavelmente mais baixo do que o de outras empresas da mesma dimensão", afirmou, destacando também os lucros gerados pela empresa.

O gestor sublinhou na entrevista que a questão do seu ordenado só diz respeito a si próprio e aos accionistas da companhia. "Sejamos pragmáticos, só lhes diz respeito a eles e a mim - e a mais ninguém. Sendo que é transparente, porque em Portugal as únicas pessoas que são obrigadas a revelar a remuneração são os gestores das cotadas e os titulares de cargos públicos".

www.jornaldenegocios.pt

Inglaterra - Portugal

Um quase veterano irresponsável - lance de Bruno Alves 
no Inglaterra-Portugal
ele que não se esqueça de repetir quando não for a feijões

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Sobre a desonestidade intelectual que, como um espesso nevoeiro, envolve a sociedade



por Amato
Palavra de honra que não entendo esta sociedade! E que a não aceito e que a não reconheço e que a não suporto!

Um partido que teve responsabilidades governamentais repartidas nos últimos quatro anos, que inclusivamente teve a seu cargo a pasta da segurança social e do trabalho, entre outras, vem agora com pacotes de medidas para proteger os idosos e para promover o envelhecimento ativo, isto depois de, há menos de dois meses, ter apresentado também um conjunto de medidas para promover a natalidade. Refiro-me ao CDS, como é óbvio.

Não há vergonha na cara — simplesmente não há!

Em simultâneo, volvidos seis meses de governação deste governo, o CDS apresentou-se contra toda e qualquer medida de reposição salarial ou de alívio da austeridade. Para o CDS a natalidade é uma questão de humor, de incentivo motivacional, não de dinheiro. Por ventura, é como a sua visão económica: não interessa se o governo anterior quintuplicou a dívida, o que interessa é a confiança dos mercados! Do mesmo modo, não interessa o poder económico das famílias, o que interessa é a sua confiança para procriar e para parir.

Quanto aos idosos — é interessante verificar, neste ponto, que o partido dos idosos está de volta depois de lhes ter cortado as reformas — a questão é muito parecida. Neste particular, o CDS persiste em empurrar o problema social para um problema conflitual geracional, colocando o ónus da questão nos “filhos que não tratam bem os pais”. Estes, no entender do CDS, deviam ser privados de receber as heranças a que têm direito, caso o idoso fosse mal tratado em algum sentido. Esta visão da problemática é tão decadente, tão desumana, tão intelectualmente reles, que me vou abster de prosseguir na sua desconstrução, quedando-me no sublinhar do seu caráter absolutamente bizarro.

Mas o CDS é exatamente isto. É um partido que, enquanto oposição, alimenta-se dos medos e das revoltas mais primárias que afligem as populações. Não é por acaso que o CDS se diz da democracia cristã. Os seus porta-vozes fazem uso daquelas mesmas cartilhas retrógradas que os padres mais antigos usavam para assustar as populações. É a “extrema esquerda”, são “os comunistas” que “vos vão ao bolso”, quando — a realidade demonstra-o tão bem! — são eles próprios que vão ao bolso do povo para o entregar de mão beijada à banca e à burguesia em geral.

Mas a discussão particular é de todo em todo inútil. O CDS não apresentou pacotes de medidas: apresentou pacotes de fogo-de-artifício e foguetes. Se não é assim, então porque razão o seu ministro Mota Soares — o ministro que inicialmente ia de lambreta para o trabalho mas que depois passou a ir de Audi A7 — não tomou em tempo oportuno estas mesmas medidas?

Por que não?!

Para assinar protocolos e acordos à pressa no último ano de mandato com entidades privadas — incluindo os famigerados contratos de associação com os colégios, mas também todas as privatizações que se fizeram em cima do joelho — houve todo o tempo do mundo, mas pelos vistos, para a natalidade e para a velhice não sobrou tempo nenhum para se legislar.

Relativamente a esta situação de contrassenso, que é muito clara para a compreensão de todos, existe toda a cobertura dos jornais e da televisão. Nem há contraditório, nem ética profissional, nem formação especial na BBC ou noutro lado qualquer. Nem uma pergunta! Pelo contrário: Assunção Cristas passeia-se pelos meios de comunicação, concede entrevistas, faz a sua propaganda, com altivez, boa disposição e sentido de propriedade! Ela, afinal, parece que até tem quatro filhos e que cuida muito bem dos seus velhos e tudo! Fazer perguntas para quê?

Está na altura de alterarmos o dito popular: “à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta” está perfeitamente ultrapassado. Devemos passar a dizer: “à mulher de César não é necessário que seja honesta, basta parecer honesta” — do ponto de vista intelectual, bem entendido.

É a comunicação social que temos e, inerentemente, é a democracia que temos!

portodeamato.blogs.sapo.pt

Ir ao mar ou ficar em terra? Com o aproximar do referendo sobre a adesão à União Europeia, é o dilema dos pescadores britânicos.


No porto de North Shields, no Mar do Norte, o ambiente é pesado.
“Não sei o que vai acontecer agora, mas sei que as políticas de pesca da União Europeia não nos estão a fazer muito bem. Basta ser um pescador de costa para saber. Pode ser que mude se sairmos da União Europeia, nunca se sabe,” afirma Alan Jenkins.
Naquele dia não havia peixe para leiloar. Os pescadores queixam-se que não podem cumprir as quotas de pesca impostas pela União Europeia.
“A UE não está a fazer nada pelos pescadores daqui. Cortaram as quotas. Tudo é baseado num sistema de quotas. Eles simplesmente não têm permissão para sair e pescar. No entanto, pescadores franceses e espanhóis podem entrar. Todos podem pescar nas águas britânicas. Então, o que é que se passa aqui?”, revela o gestor do mercado de peixe “Lindsay brothers”, Paul Fletcher.
Reino Unido olha para a Noruega, que em 1972 disse não à Europa do Mercado Comum. Mas que faz parte do Espaço Económico Europeu. Um bom negócio, de acordo com a Associação dos Armadores de Pesca da Noruega.
“Queremos guardar o stock Norueguês para os pescadores noruegueses. O nosso sucesso é que, até agora, mantivemos o nosso stock sob nosso controle. Especialmente o stock de bacalhau.” afirma o CEO da Norges Rafisklag (Organização dos Pescadores das Noruega), Tyrgve Myrvang.
“Se compararmos com o que está a acontecer no Mar do Norte e na área da UE, especialmente em torno do Reino Unido, podemos ver que o stock de peixe não foi bem gerido,” adianta o presidente da administração da Norges Rafisklag, Johnny Caspersen.
A Noruega é o segundo maior exportador de produtos do mar. 60% para o mercado europeu. No entanto, 70% das receitas destas exportações não vem da pesca, mas de unidades de aquacultura de salmão como esta.
Não sendo membro da UE, a Noruega tem de pagar impostos de acesso ao mercado comum.
“Hoje, a maior parte do salmão é exportado da Noruega para a UE como peixe inteiro. Por estar num sistema onde não teríamos impostos, quanto mais fosse processado mais valor acrescentado teria aqui, na Noruega, e nós podíamos criar mais empregos para a comunidade local, nesta área, por exemplo,” revela o gestor de uma unidade de aquacultura de salmão, Jan Borre Johanbson.
Mas a União Europeia taxa o peixe inteiro a 2%, enquanto o peixe embalado tem uma carga de impostos entre os 13-20%. Resultado, o processo de fumar o salmão norueguês é feito na Alemanha ou Polónia.
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Passou a estar na lei: deficientes e grávidas têm sempre prioridade nas filas


Secretária de Estado da Inclusão explica o novo diploma e admite que é nos “estabelecimentos que implicam maior espera para atendimento" que podem vir a existir algumas situações de conflito, até as novas regras estarem interiorizadas.
Os restaurantes são um dos locais onde se aplicará a nova 
legislação 

  • Cenário 1: hora de jantar, restaurante cheio, fila à porta, pessoas à espera de mesa. A situação é banal. Com o decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros, nesta quinta-feira, há um factor que deve passar a ter em conta: pessoas com deficiência, grávidas e idosos com “evidente” limitação das suas funções físicas ou mentais passam a ter direito a atendimento prioritário. Neste caso, têm direito a uma mesa antes de quem está na fila, à espera.
O decreto-lei diz que todas as entidades “públicas e privadas, singulares e colectivas que prestem atendimento presencial ao público” passam a ter de garantir atendimento prioritário a grupos da população mais vulneráveis.
“Esta legislação é o exemplo de legislação que seria desnecessária se conseguíssemos aplicar no nosso dia-a-dia uma coisa simples que se chama bom senso”, reconhece a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.
Há multas previstas para os estabelecimentos que não garantam a prioridade, tal como o PÚBLICO já havia avançado no fim de Abril, quando o diploma começou a circular para auscultação dos parceiros sociais. Estas podem variar, nos seus limites máximos, entre os 1000 e os 2000 euros (conforme a entidade infractora seja uma pessoa singular ou colectiva).
“Acontece que o bom senso não é algo transversal e isso exigiu esta definição em decreto-lei”, prossegue Ana Sofia Antunes. “Em termos práticos, o que muda é que uma obrigação que já existia para serviços públicos — muito embora para muitas pessoas não fosse claro se era ou não uma obrigação ou se era uma regra de comportamento social — passa a ser aplicada, também, noutros contextos, nomeadamente nos estabelecimentos particulares, em empresas privadas”, diz a governante, em declarações ao PÚBLICO.
Regresso ao exemplo do restaurante: "Face a uma fila de espera para obter uma mesa, pessoas que tenham especial vulnerabilidade, seja ela física, ou sensorial, ou intelectual, têm prioridade. Pensemos num caso que nos é muito relatado: pais de uma criança com défice cognitivo, ou com problemas do foro do desenvolvimento, em que é difícil controlar o estar social da criança face a uma espera numa fila. O que se pretende é que as pessoas mais facilmente consigam a sua mesa, para estarem num ambiente mais tranquilo e sereno e serem atendidas”, diz a secretária de Estado.
Contactado pelo PÚBLICO, a ARESP - Associação da Restauração e Similares de Portugal faz saber que está ainda a analisar as anunciadas mudanças.
O diploma entra em vigor daqui a quatro meses — prazo a contar a partir do dia em que for publicado em Diário da República.

Problemas de aplicação?

Cenário 2: loja de bairro, apenas um funcionário. Uma pessoa idosa a ser atendida, outra também idosa, com visíveis dificuldades físicas a chegar. E agora?
O decreto aprovado estabelece as prioridades em filas de espera. Não diz, sublinha a secretária de Estado, que quem já está a ser atendido deixa de o ser para dar lugar a uma pessoa que se enquadra num dos grupos definidos pelo Governo como tendo direito a prioridade.
Para além disso, “houve o cuidado de delimitar bem as pessoas que seriam abrangidas pela prioridade”, continua Ana Sofia Antunes. Assim, o diploma define que “pessoas com deficiência ou incapacidade” com direito a prioridade são: aquelas que, “por motivo de perda ou anomalia, congénita ou adquirida, de funções ou de estruturas do corpo, incluindo as funções psicológicas, apresente dificuldades específicas susceptíveis de, em conjugação com os factores do meio, lhe limitar ou dificultar a actividade e a participação em condições de igualdade com as demais pessoas e que possua um grau de incapacidade igual ou superior a 60%”.
Estabelece-se ainda que a “pessoa idosa” a ser abrangida pelo decreto-lei é aquela “que tenha idade igual ou superior a 65 anos e apresente evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais”.
E define-se que “pessoa acompanhada de criança de colo” é aquela que se faça acompanhar de criança até aos dois anos.
“Em pequenos estabelecimentos privados, uma papelaria, um pronto-a-vestir, uma mercearia, não antecipo grandes problemas”, diz Ana Sofia Antunes, “porque, em regra, também não são o tipo de estabelecimentos onde se geram grandes filas de espera”.

Façam queixa

Cenário 3: uma fila, mais ou menos longa, num serviço de atendimento de uma empresa pública.
A legislação já previa, para os serviços da administração central, regional e local e institutos públicos, que idosos, grávidas e pessoas com deficiência ou com crianças ao colo tivessem que ser atendidas primeiro. Mas não existia qualquer quadro sancionatório em caso de incumprimento. E esta obrigatoriedade não se aplicava sequer a todos os serviços públicos — o sector público empresarial e as parcerias público-privadas estavam de fora. Muito menos ao privado.
Agora todos têm de aplicar as regras da prioridade. É nos “estabelecimentos que implicam maior espera para atendimento que se podem levantar situações de conflito”, admite Ana Sofia Antunes.
“Os supermercados, por exemplo: muitos já estabelecem caixas prioritárias e em alguns sítios já há esta preocupação social — vê-se a própria funcionária a dizer à pessoa ‘x’ que avance... E é muito comum vermos metade da fila a reagir positivamente, e a acenar afirmativamente, e a outra metade da fila a ficar com uma cara muito zangada. Acho que é mais neste tipo de contextos que as situações de conflito se poderão levantar.” A governante acredita que acabará por haver uma “normalização social” destas novas regras.
Não foi estabelecido qualquer tipo de sinalética para assinalar a obrigação de atender com prioridade certos grupos. Os serviços e empresas farão como entenderem — “Os que acharem que isto é mais difícil de aplicar certamente irão colocar avisos nesse sentido, mas não será o Governo a mandar pendurar avisos a dizer que a lei é para cumprir”, diz Ana Sofia Antunes. Que faz ainda questão de esclarecer mais algumas dúvidas que podem surgir com esta legislação. Por exemplo, de acordo com o decreto-lei, se estiverem para serem atendidas várias pessoas com direito de atendimento prioritário, o atendimento faz-se por ordem de chegada.
Há serviços excluídos da obrigação agora definida: as entidades prestadoras de cuidados de saúde, quando o acesso à prestação de cuidados de saúde deva ser fixada em função da avaliação clínica a realizar, e as conservatórias, “apenas e só quando a alteração da ordem de atendimento coloque em causa a prioridade do registo”.
O decreto-lei também não se aplica às situações de atendimento presencial ao público realizado através de serviços de marcação prévia.
Como deve proceder se fizer parte de um dos grupos definidos pelo Governo e lhe for recusado o atendimento prioritário devido? Deve “apresentar uma queixa por escrito junto do Instituto Nacional para a Reabilitação ou da inspecção-geral, entidade reguladora, ou outra entidade a cujas competências inspectivas ou sancionatórias se encontre sujeita a entidade que praticou a infracção; por exemplo, tratando-se de um estabelecimentos de restauração e bebidas, poderá apresentar queixa junto da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)”.
A governante lamenta que os portugueses, em geral, e as pessoas com deficiência, em particular, se queixem pouco quando vêem os seus direitos desrespeitados.
Uma campanha de divulgação da nova legislação está ainda a ser ponderada — a secretária de Estado diz que será avaliada a sua necessidade.
Em Abril, o projecto noticiado pelo PÚBLICO mereceu apreciações positivas de associações de deficientes. E a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal faz saber que “acolhe as preocupações subjacentes a um diploma desta natureza, não deixando de se levantarem problemas de aplicação prática e logística em certo tipo de estabelecimentos”.

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O Assis que há

BAPTISTA BASTOS


Assis sente-se atacado de eczema com a actual solução governativa. Aproxima-se o congresso do PS e Francisco Assis, socialista envergonhado ou, à escolha, desavergonhado, volta ao realejo das suas lamúrias. Há certa comunicação social sempre aberta a recolher, pressurosa e solícita, afirmações abjuratórias.
Bernard Shaw já descreveu o tipo e as circunstâncias que o procriam, num texto hilariante de crítica e abominação. Nada de novo, assim como de novo nada naquilo que o Assis diz e deseja. Os filisteus não são de agora e os aparentemente mais poderosos estão sempre dispostos a ceder o prato de lentilhas.
Assis acalenta o desejo de o PS se fundir com o PSD, subalternizando-se aos maneios da Direita, e constituir um partido imbatível, que domine Portugal por mil anos. Os outros partidos seriam facilmente hegemonizados, os sindicatos liquidados, a Imprensa alimentada a uma só voz (em Portugal está quase), os salários tabelados consoante os interesses patronais; enfim um corporativismo autoritário, como em tempos não longínquos.
O Assis sente-se atacado de eczema com a actual solução governativa. Coça-se até sangrar. Anticomunista protozoário, é um senhorito de outro tempo, irascível e de péssimo trato quando as coisas não estão a seu bel-prazer. As declarações prestadas não constituem sinais de um combate político, referências de um debate ideológico, princípios doutrinários de uma alternativa política, social e cultural. Nada disso.
A cegueira deste indivíduo indu-lo a admitir como justas as políticas que levaram o País à miséria e ao sofrimento. Nada propõe, indica ou sugere na sua execração a António Costa. Apenas o odeia.
Ele é outro dos «inimigos do Interior», que não esconde os desígnios de poder e cobiça de peralvilho, indiferente às consequências nefastas para a democracia e o nosso modo de viver, notoriamente a melhorar. Ele não é ignorante nem desinformado. É, pura e simplesmente, Francisco Assis.


VÍDEOS - HOMENS SÃO ARRASTADOS POR ENCHENTE TENTANDO SALVAR MULHER EGOÍSTA




Não há uma regra sobre o bom senso de abandonar suas posses quando sua vida está em perigo? Aparentemente, isso não serve para todo mundo, como esta mulher ridiculamente estúpida, que simplesmente não conseguia entender a idéia de deixar seu carro para trás durante uma inundação, em Barranquilla, Colômbia. Ela foi tão irresponsável que algumas pessoas se uniram em volta de seu carro em uma tentativa de trazê-la para um local seguro.

Mas a cabeça de vento se recusou a sair do veículo e insistia pedindo que a ajudassem, em vez de deixar que a merda do carro fosse levado. Por causa dessa teimosia insana três homens que tentaram ajudá-la acabaram sendo arrastados pela correnteza, enquanto o carro acabou sendo levado para um lugar seguro. Não só isso, apenas dois dos três homens conseguiram se salvar e até o momento ninguém está realmente certo sobre o que aconteceu com o terceiro.

VÍDEOS

Atualização: Ao tentar descobrir informações sobre o homem que foi arrastado, descobri que, apesar de que todas as fontes digam que o incidente aconteceu recentemente, as imagens na verdade datam do final de 2010 (vídeo original logo abaixo.

O episódio ocorreu realmente em Barranquilla, e se você fizer uma busca por "arroyo de la 84 barranquilla" nas imagens do Google, vai ver várias cenas de carros sendo arrastados por enchentes causadas por fortes chuvas em um riacho local chamado Felicidad (que recentemente foi canalizado), mas infelizmente não consegui descobrir informação nenhuma do terceiro homem. Abaixo, outra enchente na mesma rua:


 http://www.mdig.com.br

VÍDEOS - CHEIAS JÁ FIZERAM 10 MORTOS - França: Cheias ameaçam reservas do museu do Louvre em Paris


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As chuvas torrenciais que atingem o centro da Europa já provocaram pelo menos 10 mortos, em França eAlemanha, desde o início da semana.
Na zona da Baixa Baviera, nos arredores de Munique, as equipas de resgate recuperaram esta manhã uma quinta vítima das cheias do rio Inn, uma mulher de 75 anos, na localidade de Simbach.
A zona tinha sido atingida ontem por uma tromba de água, depois de 35 litros de chuva terem caído em menos de seis horas, provocando a morte de quatro pessoas e isolando centenas.

Berlim declarou ontem o estado de calamidade pública na zona, quando as intempéries ameaçam igualmente derrubar um dique nos arredores de Dusseldorf.
Segundo o meteorologista Corentin Fourneau, do Instituto Real de Meteorologia da Bélgica:
“O que é atípico é o volume de precipitação que é excecional nesta estação. E esta situação deverá prosseguir durante o fim de semana para registar uma melhoria no início da próxima semana, da Alemanha, para o oeste da Europa”.
Em França, o governo prepara-se para declarar o estado de catástrofe natural em várias povoações nos arredores de Paris, a partir de quarta-feira, na sequência da subida das águas do Sena e dos seus afluentes.
As chuvas torrenciais provocaram até agora a morte de uma mulher de 86 anos, a sul de Paris, quando mais de 21 mil pessoas se encontram sem eletricidade no centro de França.
A capital encontra-se em alerta para a subida das águas do Sena que se encontram quatro metros acima do nível normal.
A situação levou a municipalidade a encerrar o acesso às margens, assim como várias linhas do comboio suburbano.
O museu do Louvre anunciou entretanto que vai encerrar as suas portas, na sexta-feira, para poder pôr a salvo as reservas subterrâneas do museu junto às margens do rio

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AO REDOR DO LAROUCO (9) – A ALDEIA DESAVINHADA, por Rui Vieira

by carlosloures



Parrazelas era aldeia desprovida de qualquer espécie de frutos. Uvas, maçãs, peras, ameixas, pêssegos, nozes, castanhas, abundantes em muitos povoados da região barrosã, não medravam ali, no solo hostil do seu termo, para tristeza do reduzido número dos seus habitantes.


Todo o trabalho destinado ao cultivo de árvores frutíferas estava, naquele chão árido, destinado ao fracasso. Como tal, só aqueles que tinham algumas posses para os adquirir em outros lugares, experimentavam o luxo de saborear tão apetitosos frutos.


Porém o que mais provocava a inveja dos moradores da aldeia era o cultivo de vinhas no território dos outros povoados existentes à volta da Serra do Larouco.


Já todas as diferentes castas de videiras tinham sido plantadas, estrumadas e regadas naquele território frio e seco, e todas acabavam por definhar. Algumas houve em que chegaram a rebentar ramos, folhas e até flores, mas de uvas nem sinal.


Bruxos e bruxas proferiram os seus esconjuros. E até missas tinham sido mandadas rezar para que aquela espécie de maldição fosse expulsa do solo do lugar. Tudo em vão. 

Demónios e deuses não se condoíam com tais preces. Segundo especialistas na matéria, as plantas eram atacadas por aquilo que os técnicos chamavam de desavinha. 

Acidente que impedia a fecundação das flores da videira e a consequente frutificação


A cultura de vinhas e a produção vinícola estavam, por isso, definitivamente varridas do termo da aldeia.

Por tal motivo, o consumo de vinho pelas gentes de Parrazelas - a bebida mais consumida pela generalidade de homens e mulheres das aldeias do Barroso - só tinha lugar quando comprado na sede do concelho, ou em algum povoado mais afortunado das redondezas.

O tempo correu e os habitantes do lugar passaram a ter maior poder de compra.


A par disso, certo dia, alguém trouxe a notícia de que um agricultor de uma povoação próxima começara a produzir vinho, ainda que de pouca qualidade, mas a preço ao alcance das bolsas da maioria das famílias da aldeia.


Tio Julião, emigrante em França durante mais de duas décadas, regressado recentemente à terra natal, tornara-se lavrador e vinhateiro, com adega e seus anexos instalados junto à sua casa de habitação.


O recém agricultor tinha hábitos alimentares singulares. Enquanto emigrante além Pireneus, comia ao longo da semana de trabalho, invariavelmente, ao pequeno-almoço, doce de letria. Ao almoço e ao jantar, costeletas de porco, que diariamente cozinhava em casa, de manhã cedo, antes de se deslocar para o emprego.


Após o seu regresso ao Barroso, alterara a dieta praticada durante mais de vinte anos na estranja. Agora, a par dos denominados “bijous”, das batatas e da carne de porco, cozidas, a sua iguaria preferida, eram as uvas da vinha que ele próprio trabalhava.


Contudo, entre as curiosidades alimentares de Tio Julião, destacava-se o total repúdio pela ingestão de vinho, líquido que, por razões que só ele conhecia, nunca na sua vida ingerira.


Nem a necessidade de avaliar a qualidade do produto que fabricava na sua adega, o levava a quebrar a rejeição por tal bebida. Para superar tal dificuldade dava-o a provar a familiares e amigos, para assim poder tomar conhecimento das características da pinga que posteriormente iria comercializar.


O mês de Outubro chegava e com ele a importante nova de que Tio Julião, fabricante de vinho em povoação próxima iria, em breve, vender o vinho por si produzido, a preço considerado em conta. Notícia que levou os habitantes de Parrazelas a procurar quanto antes chegar à fala com o vinhateiro, com o objetivo de adquirir o cobiçado líquido.


Logo do decurso da primeira semana de Novembro, prevendo que o vinho já se encontraria em fase de poder ser vendido, as gentes de Parrazelas não davam descanso ao telefone que Tio Julião instalara em sua casa, inquirindo, ansiosas, por conhecer o momento em que o conteúdo das pipas se encontraria à venda.


Cabe aqui dizer que o procurado vinhateiro não era desconhecido dos moradores da desavinhada aldeia. Muitos dos seus habitantes se recordavam de o ver, ainda adolescente, chegar todas as segundas-feiras, bem cedo, de bornal às costas com o avio de que se alimentaria durante a semana. Para ir até à aldeia onde aprendia o ofício de alfaiate, tinha de se levantar ainda de noite, em casa dos pais, percorrer caminhos difíceis, subindo e descendo as acidentadas encostas do Larouco.


Os anos passaram. 

Agora era tempo de na sede de concelho ter lugar a Feira dos Santos, a mais importante do ano e de, em quase todas as aldeias da região, o sino da igreja chamar o povo para a festa do dia de Todos- os-Santos e da missa de “fiéis defuntos”, habitualmente seguida de procissão desde a igreja até ao cemitério.


Acontecia porém, ainda que raramente, que por falta de sacerdotes para acudir a todos os lugares no mesmo dia, aquelas cerimónias religiosas se realizavam em data não coincidente com o indicado no calendário litúrgico.


Num desses dias, logo às primeiras horas da manhã, lá do alto da torre da igreja, o sino da aldeia fez-se ouvir. O seu som repenicado, logo se propagou pelas pequenas e íngremes ruas, de casas graníticas cobertas de colmo, dispostas desordenadamente por uma das vertentes da serra.


Tratava-se, certamente, de chamar os habitantes da aldeia para as tradicionais cerimónias religiosas daqueles dias que, em breve, teriam lugar no interior do pequeno templo.


Contudo, alguns moradores notaram, com espanto, que o som das badaladas do campanário era alegre, não se assemelhando, no ritmo nem no tom, ao usado para convocar os crentes para a missa em memória de fiéis defuntos.


Não obstante a estranheza, a população do povoado não podia ignorar o toque do sino da igreja. Por isso, obedecendo ao secular chamamento, todos se encaminharam para o largo fronteiro ao pequeno templo.


Mal a generalidade dos habitantes da aldeia se reunia à volta da velha ermida, e enquanto o alegre som do sino se continuava a ouvir, foguetes rebentavam no ar.


Para alegria de todos, bem no centro da reduzida praceta pejada de gente, alguém retirava, à vez, do interior duma carrinha de caixa aberta, vasilhas com dez litros de vinho, que rapidamente desapareciam, levadas às costas pelos seus compradores.


Tio Julião tinha finalmente chegado e com ele o cobiçado líquido que, naquele dia e em parte do seguinte, tornaria a pequena povoação numa espécie de taberna gigante. Durante horas e horas, cantorias e gaitas de foles ecoaram pela aldeia em festa, sendo certo que, se contavam pelos dedos da mão, os moradores que não se encontravam embriagados.


Todos os anos, em princípios de Novembro, a população do lugar passou a viver momentos de singular contentamento – o da chegada à desavinhada aldeia, do vinho tinto produzido na adega de Tio Julião.


Aquele ato festivo, continha, na sua essência, elementos que lembravam costumes das antigas civilizações gregas e romanas. Contudo, a espessura do tempo, as características geográficas, e as especificidades das gentes do lugar, haviam conduzido ao surgimento de outras práticas de socialização etílica.


Agora, naquele povoado isolado do mundo, não se viam mulheres desnudas dançando e gritando pelas ruas, como acontecera em Atenas ou Roma na antiguidade clássica, mas antes homens embriagados que, assim, procuravam esquecer, por algum tempo, a pobreza de suas vidas.


O alvo das homenagens das gentes de Parrazelas não eram os deuses mitológicos do olimpo ou do panteão romano. 

Não eram Dionísio nem Baco – exímios fabricantes de vinho e amantes exagerados do seu consumo. 

O centro das atenções era um homem comum - Tio Julião - que sabia fazer vinho, mas nunca no decurso de sua vida bebera tal líquido.



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