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sábado, 28 de maio de 2016

EM ROTA DE DESPEDIDA


FOTO DO DIA


o gato amigo faz a diferença na solidão quando se olha para o amanhã já que o ontem ficou longe

As segadas - Castanheira - Chaves - Trás-os-Montes e As malhadas do trigo e do centeio

As segadas - Castanheira - Chaves - Trás-os-Montes

Os segadores no fim da ceifa.


O grupo de segadores ao entrar na povoação.

Atenção clique nos links assinalados a amarelo e vermelho


Sugerimos a leitura de um texto sobre "As segadas", 

de António da Eira, onde também se fala sobre as 

actividades depois das segadas e sobre as acarrejas. 

Poderão, ainda, conhecer algumas "Cantigas da segada".


Malhada do trigo ou centeio, antigamente


Foto retirada de: "O Douro", Manuel Monteiro

Sugerimos leitura de texto: "As malhadas", de 

António da Eira, in "Velhas Canções Transmontanas"


etnografiaemimagens.blogspot.pt

O 28 de Maio de 1926


Nos 90 anos de golpe do 28 de Maio, trago aqui as memórias de Humberto Delgado sobre o assunto:

«Já referi o estado de desorganização e o colapso moral que afectava o Exército. Não admira, portanto, que os oficiais subalternos – alma e coração do movimento – tivessem tido grande dificuldade em encontrar um general disposto a chefiá-lo na tentativa de derrube do governo [de António Maria da Silva]. Acabaram por encontrar esse chefe no general Gomes da Costa.





































Da muito católica cidade de Braga, o general Gomes da Costa fez a sua proclamação ao País. Redigida em termos sóbrios, dizia o seguinte:

“A Nação quer um governo nacional militar rodeado das melhores competências, para restituir à administração do Estado a disciplina e a honradez que há muito perdeu. Empenho a minha honra de soldado na realização de tão nobre e justo propósito.

Não quer a Nação uma ditadura de políticos irresponsáveis como a que tem havido até agora; que um governo forte que, tendo por missão salvar a Pátria. Concentre em si todos os poderes para, na hora própria, os restituir a uma verdadeira representação nacional, ciosa de todas as liberdades, representação que não será de quadrilhas políticas mas dos interesses reais, vivos e permanentes de Portugal.

Entre todos os corpos da Nação em ruínas é o Exército o único com autoridade moral e força material para consubstanciar em si a unidade de uma pátria que não quer morrer.

À frente do Exército português, pois, unido na mesma aspiração de redenção patriótica, proclamo o interesse nacional contra a acção nefasta dos políticos e dos partidos, e ofereço à Pátria enferma um governo forte, capaz de opor aos inimigos internos o mesmo heróico combate que o Exército deve aos inimigos externos.

Viva a Pátria!

Viva a República!

                                                                                General Gomes da Costa”


Entretanto, o governo do Partido Democrático demitiu-se. (…) A 30 de Maio, Bernardino Machado, presidente da República, convidou o comandante Mendes Cabeçadas a formar governo. (…) A guerra fria entre Gomes da Costa e Mendes Cabeçadas começava. (…) No dia 31 de Maio o presidente da República demitia-se. (…) A 12 de Junho de 1926, Gomes da Costa anunciava novo movimento militar, desta vez para afastar Mendes Cabeçadas, que tentou resistir, mas como lhe faltassem apoios, foi corrido a 17 de Junho. Este foi o primeiro golpe de Estado. O segundo foi a 9 de Julho. Gomes da Costa não possuía a cultura e o equilíbrio necessários para tais funções, tendo sido escolhido apenas pela sua capacidade militar. Assim, acabou por ser exilado para os Açores a 11 de Julho e dez dias mais tarde foi promovido a marechal. (…)

A 30 de Setembro de 1927 foi criada a União Nacional, começando assim o domínio do partido único. (…) Quanto ao Dr. Salazar (…) voltará de novo à cena ao assumir o verdadeiro poder, a 28 de Abril de 1928, quando aceita a pasta das Finanças com a condição de serem previamente submetidas à sua autorização todas as despesas do Estado.»

(Memórias de Humberto Delgado, D. Quixote, 1991, pp 60-69)


O resto sabemos bem como foi …

picosderoseirabrava.blogspot.pt

A PINTURA DE MARIUS MARKOWSKY

































MARIUS MARKOWSKY

As duas ‘Uniões Europeias’ a do capital e a do trabalho

As duas ‘Uniões Europeias’ – a do capital e a do 
trabalho – continuam, e vão continuar a não 
se entender… mas não há de ser nada, tudo 
isto vai acalmar, os trabalhadores desempregados ou 
não vão dar muitos abraços e beijinhos aos governantes 
pagos pelos grandes banqueiros, e enquanto não chega 
esse momento de felicidade universal, a porrada vai continuar.


Na Bélgica a polícia reprime fortemente os protestos 
contra as medidas de austeridade, (os media obrigados a 
falar das greves e manifestações em França escondem 
este conflito) os trabalhadores manifestam-se e o 
chefe da polícia repressiva levou uma paulada na mona. 
E porque de guerra se trata, o oficial ferido em 
combate irá ser agraciado com cruzes gamadas ao povo.

Em França os trabalhadores passam 
à ofensiva.
“Não nos queremos adaptar a um mundo que funciona 
mal”
Philippe Martinez secretário-geral da CGT


Via: as palavras são armas http://ift.tt/1U3zuP1

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