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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Despedimento coletivo no Porto de Lisboa



Sindicato dos Estivadores recusou nova proposta.

Os operadores do Porto de Lisboa vão avançar com um despedimento coletivo por redução da atividade, depois do Sindicato dos Estivadores ter recusado, na sexta-feira, uma nova proposta para um novo contrato coletivo de trabalho. 

"Chegamos ao limite. Há mais de um mês que o Porto de Lisboa está completamente parado. Vamos avançar para um despedimento coletivo, porque temos que redimensionar por não termos trabalho", afirmou Morais Rocha, presidente da Associação de Operadores do Porto de Lisboa (AOPL). 

Em declarações à Lusa, Morais Rocha explicou que os operadores do Porto de Lisboa avançaram hoje com os trâmites para um despedimento coletivo, que é fácil de fundamentar, tendo em conta que "o Porto de Lisboa está completamente parado".

 http://www.cmjornal.xl.pt

Não há outro remédio senão voltar à vaca fria

Uma coisa nunca vista















De um excelente artigo de João Maria de Freitas-Branco no Público de hoje, resolvo, pelas razões que a seguir se perceberão, destacar esta parte:
De facto, esta passagem fez-me lembrar melhor que todos temos visto nas televisões, soprando a mentirosa campanha em curso, quase sempre o mesmo dirigente da Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo.













Assim sendo, e combinando com o extracto do João Maria de Freitas-Branco,  o que temos é uma Associação que defende os interesses de 3% dos seus associados e se está marimbando para 97% dos seus associados que bem se poderiam dizer vítimas de concorrência desleal. É mes!mo coisa nunca vista 





Via: o tempo das cerejas 2 http://ift.tt/1qFgajl


RELIGIÃO – AS 8 MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO


nao-ter-religiao

8. Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)

Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina, que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.
7. Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)

Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.
6. Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)

Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo. A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.
5. Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)

A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).
4. Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)

“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China. Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.
3. Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)

Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo. Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista –, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.
2. Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)

A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.
1. Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)

Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos. Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

megaarquivo.com

Bonnie & Clyde - VÍDEOS






Bonnie Parker e Clyde Barrow morreram em 23 de Maio de 1934. Ela tinha apenas 23 anos, ele 25, mas, apesar de curtas, as suas vidas foram atribuladíssimas, recheadas de assaltos e assassinatos, até que eles próprios foram abatidos numa emboscada, numa estrada deserta, algures no estado da Louisiana – cravados de balas, cerca de cinquenta para cada um, segundo consta. 

VÍDEO



Ficaram imortalizados no imaginário da história do crime norte-americano como Bonnie & Clyde e foram trazidos para o nosso por um magnífico filme de Arthur Penn (1967), com «som» de Serge Gainsbourg, e, também, por uma inesquecível balada cantada por Giorgie Fame. 

VÍDEOS




 .
entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

O salário dos presidentes. E o dos trabalhadores






http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/

DA GLOBALIZAÇÃO À AUSTERIDADE



by joaompmachado


A globalização foi apresentada durante algumas décadas como um fenómeno irreversível, e para muitos como desejável. Frequentemente era referida como a explicação para os problemas que afectam o quotidiano das populações, e tida como sendo inevitável. O termo passou mesmo a fazer parte do mainstream, sendo usado correntemente pelas pessoas no seu dia a dia. Milton Santos (1926 – 2001) observa que ele foi divulgado sobretudo a partir da imprensa financeira, desde a década de 1980. Ele define-a, na sua obra Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal, como sendo: “ .., de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista.” E diz também que: “Para entendê-la [a globalização], como, de resto, a qualquer fase da história, há dois elementos fundamentais a levar em conta: o estado das técnicas e o estado da política”. Depois chama a atenção para o erro que é separar estas duas coisas, erro esse constantemente cometido.
Hoje em dia, após a fortíssima crise financeira ocorrida sobretudo a partir de 2008, a ideia da globalização parece estar muito menos presente, pelo menos o uso do termo anda bastante mais reduzido. O regresso dos nacionalismos ao primeiro plano da vida dos povos é evidentemente contrário à continuação da globalização, mas será de ter em conta que as tendências políticas dominantes não sofreram alterações decisivas desde há trinta anos a esta parte. A irrupção das políticas de austeridade, que são uma versão adaptada da doutrina do choque definida por Naomi Klein, contribuíram em muito para esse regresso dos nacionalismos, assim como para o fanatismo religioso, a chamada guerra infinita e as vagas de refugiados.
O progresso das tecnologias da informação parece manter-se, concomitantemente com uma grande concentração das principais empresas do sector. Há quem defenda que a globalização não deve ser confundida com a austeridade. Terá razão de um ponto de vista ideal. Falha quando esquece quem historicamente promoveu a globalização, e sucessivamente a austeridade e outras fórmulas de assalto ao poder por vias indirectas.


https://pt.scribd.com/doc/23574491/SANTOS-Milton-Por-uma-outra-globalizacao
aviagemdosargonautas.net

Ministro gravado a dizer que subida de Temer ao governo poderia travar Lava Jato







As conversas ocorreram em março, meses antes do afastamento de Dilma que abriu caminho para Temer se tornar presidente interino

O ministro do Planejamento do Brasil, Romero Jucá, terá dito, numa gravação oculta, ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que a mudança no Governo possibilitaria um pacto para travar a Operação Lava Jato, divulgou hoje a imprensa brasileira.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (Partido do Movimento Democrático Brasileiro/PMDB), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que uma "mudança" no Governo Federal resultaria num pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, em que ambos são investigados.

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), investiga a corrupção em empresas públicas, nomeadamente a Petrobras, que envolve políticos e empresários, entre outros.

Segundo a Folha, os diálogos entre Machado e Jucá, gravados de forma oculta, ocorreram semanas antes da votação na Câmara, que desencadeou o processo de destituição da Presidente Dilma Rousseff. As conversas totalizam uma hora e um quarto e estão em poder da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, afirmou que o seu cliente "jamais pensaria em fazer qualquer interferência" na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.



Machado passou a procurar líderes do PMDB (partido do Presidente interino, Michel Temer) porque temia que as investigações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), para a vara do juiz Sérgio Moro, em Curitiba, no Paraná, segundo o jornal.

Na visão de Machado, de acordo com o jornal brasileiro, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que passasse informações à polícia em troca de redução da pena (delação) e incriminasse líderes do PMDB. Machado, na gravação, fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para o proteger.

Ministro não tenciona demitir-se

Romero Jucá disse hoje que está tranquilo e que não se demitirá. "Não, não. Por que vou pedir demissão se estou dizendo isso [sobre delimitar a Lava Jato] desde o começo?", disse à Folha de S. Paulo.

Para justificar as declarações, Romero Jucá afirmou que se referia a "estancar a sangria da economia, do que está ocorrendo com o país, qual é a vantagem de mudança do governo. A Lava Jato era o âmago do governo, isso tem uma sangria económica, social, política. A Lava Jato é importante, tem que investigar, mas tem de delimitar".



Na gravação, o atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro, segundo o jornal brasileiro. Jucá acrescentou que um eventual Governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo (STF), com tudo".

Sérgio Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros, presidente do Senado.

Dois delatores durante as investigações da Lava Jato relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan Calheiros "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores da Lava Jato, Paulo Roberto Costa, disse que recebeu 500 mil reais (127 mil euros) das mãos de Machado.

Romero Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por alegado recebimento de subornos. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o atual ministro procurou-o para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou 1,5 milhões de reais (380,7 milhões de euros).

www.dn.pt


SEGREDOS (2)

SERÁ QUE NO PACOTE DE INFORMAÇÕES DE ESTADO QUE UM EX ESPIÃO DO SIS ESTAVA PASSANDO A UM SUPOSTO ESPIÃO RUSSO NÃO ESTARÁ LÁ O CONTEÚDO SECRETO DE ONDE PÁRA O DINHEIRO DO BPN, O DINHEIRO DEPOSITADO NA CONTA DO CDS, AS LUVAS DOS SUBMARINOS ? SIM PORQUE DO SÓCAS JÁ SE SABE QUE A FORTUNA É DO AMIGO TAL QUAL A DO SOBRINHO DO ISALTINO.
AG

SEGREDOS


ENTERTAINERS, PALHAÇOS E BOBOS



OS ENTERTAINERS, VULGO ENTRETENHAS, OS PALHAÇOS VERDADEIROS, ESTÃO A DESAPARECER DOS CIRCOS MAS PARA COMPENSAÇÃO OS BOBOS PROLIFERAM E PARA GANHAR O PÃO SUJEITAM-SE A TODO O TIPO DE "JOGADAS" E HUMILHAÇÕES E CONTRIBUEM PARA SEMEAR A CONFUSÃO E A DIVISÃO NO SEIO DO POVO.
EMBORA O NEGUEM POR VEZES A SUA POSTURA DE TRAFULHAS É EVIDENTE.
POSTO ISTO NO FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL ALGUNS JORNALISTAS DECIDIRAM ABORDAR O FAMIGERADO TINO DE RANS QUE COM CARA SORRIDENTE DE PARVA ALEGRE OSTENTAVA NA MÃO UM CARTAZ COM A FOTOGRAFIA DE MARCELO REBELO DE SOUSA.
UM DOS JORNALISTAS PERGUNTOU SE ESTAVA SATISFEITO COM O RESULTADO E O TINO EMBORA ADEPTO DO F.C.PORTO ESTAVA FELIZ POR O S.C. BRAGA TER GANHO A TAÇA.
O JORNALISTA NÃO LHE PERGUNTOU PORQUE TINHA NA MÃO A IMAGEM DO MARCELO E TAMBÉM NÃO FOI PRECISO.
PELA CARA DO FAMOSO CALCETEIRO VIA-SE QUE ESTAVA FELIZ PELA VITÓRIA DE MARCELO NAS PRESIDENCIAIS.
POR FIM O JORNALISTA PERGUNTOU-LHE ENTÃO QUANDO CHEGARÁ O TINO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA ? E TINO RESPONDEU: UM DIA TENHO A CERTEZA QUE CHEGAREI LÁ ! OS JORNALISTAS NÃO CONSEGUIRAM ABAFAR UMA PEQUENA RISOTA. É DESTES QUE ELES GOSTAM DE ENTREVISTAR.
ORA AQUI ESTÁ UM HOMEM DE FÉ E CONFIANTE, QUE APESAR DAS DERROTAS PESSOAIS E DAS SUAS PREFERÊNCIAS CLUBISTAS AINDA UM DIA VAI SER PRESIDENTE DE QUALQUER COISA.
AOS APOIANTES DO TINO, NÃO SE ZANGUEM COMIGO ! SE ELE FAZ HUMOR , A MIM TAMBÉM ME ASSISTE ESSE DIREITO, NÃO É !?
António Garrochinho

ONBASHIRA O FESTIVAL MAIS PERIGOSO DO JAPÃO (inclúi vídeo)


Realizada a cada seis anos, na área de Nagano do Japão, acredita-se que o Festival Onbashira vem sendo celebrado ininterruptamente durante os últimos 1200 anos. Onbashira, traduzido literalmente como "pilares sagrados", é uma tradição japonesa que simboliza a renovação do grande Santuário de Suwa. É composto por duas fases: Yamadashi e Satobiki, a primeira realizada em abril, e a segunda em maio.

Onbashira, o mais arriscado festival do Japão
Enormes árvores são cortadas e cada um desses pinheiros japoneses pode ter até 1 metro de diâmetro, 16 metros de altura e pesar até 12 toneladas.
Onbashira, o mais arriscado festival do Japão
No Yamadashi equipes de homens devem arrastar as toras montanha abaixo, até o Santuário. Em uma cerimônia chamada Ki-otoshi, jovens corajosos arriscam suas vidas subindo nos troncos e montando caminho abaixo nas pistas lamacentas. Eles leva 3 dias para mover os troncos de árvores sagradas, ao longo de 10 quilômetros, até o santuário.
Onbashira, o mais arriscado festival do Japão
Durante o Satobiki eles devem colocar as toras nos quatro cantos dos quatro edifícios que compõem o Suwa. Usando grossas cordas, as equipas devem puxar os troncos de gigantes em posição vertical, com homens jovens sentados sobre eles.
Onbashira, o mais arriscado festival do Japão
No festival de Onbashira 2010, duas pessoas morreram. Um homem foi esmagado até a morte por um tronco de árvore, durante o Satobiki. Uma das cordas se soltou e atingiu o homem de 38 anos de idade na cabeça. Várias pessoas ficaram feridas no acidente.

VÍDEO



 http://www.mdig.com.br

Robert Oppenheimer (1904 - 1967) - O inventor da bomba atómica


Julius Robert Oppenheimer, foi um físico Norte-americano. Nasceu em Nova Iorque, no dia 22 de abril de 1904, tendo acabado por falecer em Princeton, no dia 18 de fevereiro de 1967, vítima de um câncro na garganta, aos 62 anos de idade.



Oppenheimer nasceu no seio de uma família judia. Estudou na Ethical Culture Society, onde chegou a realizar uma formação diversificada, tanto em matemáticas e ciências como em literatura grega e francesa.Dirigiu o Projecto Manhattan para o desenvolvimento da bomba atómica, durante a Segunda Guerra Mundial, no laboratório nacional de Los Alamos, no Novo México. 


O seu trabalho foi fundamental para que os Estados Unidos vencessem a corrida com os nazis na construção da arma de destruição mais impressionante e assustadora já criada.
Filho de um imigrante alemão que enriqueceu com a importação de produtos têxteis, frequentou a reputada Universidade de Harvard, concluíndo o seu curso em 1925. No princípio centrou sua atenção nos processos energéticos das partículas subatómicas, como os eletrões, positrões e raios cósmicos. 

Não foi um assunto que o entusiasmou e acabou por se virar posteriormente para a mecânica quântica, por grande influência de Paul Dirac. 

Cedo se envolveu em assuntos políticos, preocupado pelo auge do nazismo na Alemanha.



Mudou-se para o Reino Unido para pesquisar no Cavendish Laboratory, dirigido por Ernest Rutherford. Foi convidado por Max Born para ingressar na Universidade de Göttingen, onde se doutorou em 1927. Ali trabalhou com físicos eminentes, como Niels Bohr e Paul Dirac. Depois de uma curta visita às universidades de Leiden e de Zurich, regressou aos Estados Unidos para dar aulas de física na Universidade de Berkeley e no Instituto de Tecnologia da Califórnia.


Oppenheimer começou então a pesquisar tenazmente sobre o processo de obtenção de urânio-235, a partir de mineral de urânio natural, ao mesmo tempo que determinava a massa crítica de urânio requerida para a bomba.
Em 1942 integrou-se ao Projeto Manhattan, destinado a gerir a investigação e o desenvolvimento, por parte de cientistas britânicos e norte-americanos, da energia nuclear com fins militares. 

A sede central, o laboratório secreto de Los Alamos, no Novo México, foi eleita pelo próprio Oppenheimer. Depois do sucesso da prova efetuada em Alamogordo, em 1945, acabou por se demitir como diretor do projeto.




Os últimos anos de sua vida foram dedicados à reflexão sobre os problemas surgidos da relação 
entre a ciência e a sociedade.

DEPOIS DE TENTAREM DERRUBAR BASHAR AL ASSAD ,DE ASSASSINARAM KHADAFI, DEPOIS DE DESTRUÍREM O IRAQUE E ASSASSINAREM SADDAM HUSSEIN, AGORA QUEREM DESTRUIR O ESTADO ISLÂMICO - O mundo tenta salvar a Líbia com mais armas



Os Estados que ajudaram a derrubar Khadafi e abandonaram os líbios à sua sorte querem agora construir um novo exército capaz de derrotar o Estado Islâmico. Mas há riscos em enviar armas para um país instável com três governos.


Intervenção de forças especiais americanas e europeias só contribuiu para aumentar as fracturas entre milícias.

Os combatentes da milícia mais poderosa na Líbia recriminavam-se na noite de quarta-feira por não terem sido capazes de impedir o ataque daquela tarde. Um camião conseguira de alguma forma galgar 140 quilómetros de estrada em terreno aberto sem ser travado e o resultado fora catastrófico. Partira de Sirte cheio de explosivos, como seria de esperar de qualquer coisa vinda a alta velocidade da fortaleza do Estado Islâmico. Invadiu as linhas de defesa dos milicianos e fez-se explodir junto de um grupo de homens com uma violência de tal ordem que uma bola de fogo se ergueu dezenas de metros no ar. Os jihadistas usaram a mesma táctica no passado para aterrorizar soldados iraquianos e capturar um terço do país, mesmo quando muitas vezes dispunham de dez vezes menos combatentes e armas mais rudimentares. No final da última semana ainda morriam pessoas atingidas pela explosão suicida em Abugrein, uma das últimas linhas do território de cerca de 300 quilómetros que os jihadistas controlam na costa da Líbia. Contavam-se por essa altura 45 mortos.Este é um dos enclaves mais preciosos do Estado Islâmico em todo o mundo. O comando jihadista aproveitou o vazio de poder e conflito interno que se seguiram à queda de Muammar Khadafi e intervenção militar da NATO — uma “tempestade perfeita”, como diz em privado o Presidente norte-americano, segundo a revistaThe Atlantic — e fez da cidade natal do ex-ditador o seu bastião líbio. Os Estados Unidos calculam que o grupo tem perto de seis mil combatentes em Sirte, separados da Europa apenas por algumas centenas de quilómetros de mar. Alguns são combatentes dos países vizinhos — sobretudo da Tunísia —, mas muitos são produto do ambiente propício para o recrutamento jihadista local. À pobreza e facciosismo que se apoderam do país, Sirte soma uma onda de violentas represálias no pós-guerra. Alguns jihadistas foram até recrutados entre os emigrantes africanos chegados para tentar uma travessia pelo Mediterrâneo. A cidade vive agora governada pela mesma interpretação extrema da lei islâmica imposta em Raqqa, na Síria, ou Mossul, no Iraque.
A Líbia não tem meios para enfrentar a ameaça crescente do Estado Islâmico. Nenhum dos seus três governos tem influência sobre mais do que um punhado de cidades, onde, quando muito, o seu comando é tolerado por políticos e milícias locais, os verdadeiros detentores do poder. Não existe um Exército digno desse nome e a montanha de armas que circula pelo país está espalhada por dezenas de milícias e traficantes. Mas os mesmos países que bombardearam a Líbia em 2011 querem agora ajudá-la a resolver o impasse político e a ameaça do Estado Islâmico. Querem fazê-lo enviando mais armas para o país e treinar forças leais ao novo Governo de Unidade Nacional, mesmo admitindo — como fez recentemente um general norte-americano — não haver ainda uma ideia clara sobre quem deve receber o novo armamento. “É um equilíbrio delicado”, explicou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciando a intenção do seu país e de outros aliados da NATO de suspender parte do embargo sobre o envio de armas para a Líbia para restringir Khadafi.

Iraque 2.0?

Os riscos são evidentes: as armas podem cair nas mãos erradas e fomentar uma nova guerra entre facções rivais. O Governo de Unidade Nacional (GUN) ainda não reúne consenso e não controla um corpo militar. Tenta por enquanto convencer os governos rivais em Tripoli e Tobruk a concederem-lhe autoridade: o primeiro já quase não controla instituições relevantes, mas o Parlamento de Tobruk e grande parte do Leste do país recusam-se a capitular por ordens do general Khalifa Haftar, apoiado e armado pelo Egipto e Emirados Árabes Unidos. É Haftar quem controla os resquícios das forças armadas de Khadafi, quando o GUN ainda não conseguiu sequer sair da base naval de Tripoli onde desembarcou e depende de uma aliança instável de milícias, como a de Misrata, que o Estado Islâmico atacou na última semana. Os Estados Unidos, França e Reino Unido têm homens das forças especiais no terreno há vários meses e mesmo assim não conseguem compreender inteiramente as alianças em jogo. “Estamos mesmo dependentes do GUN para que ele decida quem é que o apoia e quem o pode vir a fazer”, admitiu o general americano David Rodriguez ao Washington Post.  
A intenção é evitar uma nova Síria. O argumento a favor de suspender parte do embargo de armas para a Líbia defende que só assim o novo Governo de Unidade Nacional se poderá afirmar como a força política consensual e fazer frente ao Estado Islâmico, que muitos receiam estar a investir na sua presença africana para compensar as derrotas no Médio Oriente — possivelmente convocando combatentes do Boko Haram, que lhe jurou fidelidade no último ano. “Depende muito do sucesso ou não do GUN: com armas insuficientes continua a ser um tigre de papel”, escreve William Wallis no Financial Times. Investir no armamento do novo Governo pode fazer com que as forças ainda hesitantes em conceder-lhe autoridade se decidam a fazê-lo e ao mesmo tempo dissuadir o general Haftar e os políticos de Tobruk a desistir da sua oposição. “Queremos vê-los [ao GUN] a formar uma estrutura de comando unificado que possa chegar a todas as partes da Líbia”, argumenta um diplomata ocidental ao mesmo jornal. “Isto é importante e, julgando pelo progresso até agora, não será fácil.”
Mas muitos querem evitar um novo Iraque. O Estado Islâmico ficou substancialmente mais poderoso quando roubou milhares de milhões de dólares em armas norte-americanas enviadas ao Exército iraquiano. Muita da sua força actual ainda depende delas e de outras que quase todos os meses consegue capturar aos rebeldes sírios e aliados do Presidente Bashar al-Assad. A miríade de milícias na Líbia está menos preparada do que estas forças, o que aumenta o risco de o novo arsenal cair nas mãos erradas, mesmo que a intenção por agora seja enviar apenas armas ligeiras. Nas palavras de Iain Overton, director do Instituto Acção contra a Violência Armada: “Sabemos que o Pentágono perdeu cerca de 190 mil pistolas e espingardas automáticas do tipo Kalashnikov no Iraque. Sabemos que perdeu o rasto a mais de 40% do armamento enviado para as forças de segurança no Afeganistão. E sabemos que o Pentágono não consegue dar conta de mais de 500 milhões de dólares em ajuda militar ao Iémen. Quais é que são as probabilidades, então, de um título de jornal daqui a cinco anos dizer que o Pentágono perdeu milhões de dólares em armas na Líbia?”

Intervenção pendente

Quase todos admitem que alguma coisa tem de ser feita na Líbia. A NATO prepara-se para um missão de longa-data no país depois de o ter abandonado à sua sorte com a queda de Khadafi. Será uma das caras da sua nova estratégia para o Mediterrâneo: a aliança quer ajudar a “construir instituições”, destruir redes de imigração ilegal e contribuir para a estabilização de zonas reconquistadas ao Estado Islâmico. Espera apenas por um pedido formal da parte do novo Governo, que, pelo menos por enquanto, quer evitar mostrar-se incapaz e demasiado dependente de forças externas. A estrutura da missão ainda está por definir, mas os diplomatas da aliança asseguram que não vai passar por operações de combate. Mattia Toaldo, especialista na Líbia no European Council on Foreign Relations, argumenta que esta intervenção pendente deve tirar já lições do envio de forças especiais para o terreno, que, em vez de ajudar à reconciliação líbia, só piorou as fracturas, deixando a impressão em milícias opositoras de se poderem transformar “num equivalente dos peshmergas [combatentes curdos] iraquianos” e receber favores políticos e armas em troca.
Caso nada disto funcione, a Europa e os Estados Unidos podem não resistir à tentação de intervir militarmente na Líbia, como fizeram no Iraque e Afeganistão — algo para o qual nenhum país parece disposto a dispensar capital político e militar. O risco de ter um bastião poderoso do Estado Islâmico tão próximo das costas europeias e a possibilidade de a Líbia se tornar na nova grande plataforma para emigrantes e refugiados a caminho de Itália podem ser o gatilho para que isso aconteça. Mas enviar armas para o novo Governo parece ainda não ser a chave para sarar as feridas líbias, como argumenta Claudia Gazzini, investigadora no International Crisis Group. “A política de oferecer armas como uma cenoura para aliciar aliados importantes no Leste do país não funcionou no passado”, afirma. “[O GUN] deve antes alargar o consenso em redor do seu projecto político e conquistar a população hostil do Leste. Se não o fizer, pode estar no caminho de uma colisão com as forças do [general] Haftar, o que só abre as portas a benefícios para o Estado Islâmico.”

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