AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Senhoras "vintage" - como se vestia nos anos 1880/1900



















A vingança das classes baixas e a ascensão do fascismo americano





Se Clinton vencer as eleições, Trump poderá desaparecer, mas os sentimentos fascistas espalhar-se-ão. Outro Trump, talvez ainda mais vil, será vomitado das entranhas do sistema político decadente. 

Artigo de Chris Hedges. 27 de Março


Elites educadas em universidades, e ao serviço das grandes empresas e das corporações, levaram a cabo um selvagem ataque neoliberal contra as classes pobres. Estão agora a pagar por esse assalto. A sua duplicidade – corporizada em políticos como Bill e Hillary Clinton e Barack Obama – estendeu-se por várias décadas. Estas elites, muitas delas oriundas de escolas da Ivy League, da Costa Leste, falavam a linguagem dos valores – civismo, inclusão, condenação do racismo e da intolerância, preocupação com a classe média – enquanto, ao mesmo tempo, em nome dos seus amos, espetavam uma faca nas classes mais desfavorecidas. O jogo acabou.


Há milhões de norte-americanos, especialmente brancos das classes baixas, legitimamente enfurecidos com o que lhes fizeram, e às suas famílias, e às suas comunidades. Ergueram-se agora para rejeitar as políticas neo-liberais e a correcção política que lhes foi imposta por estas elites educadas nas universidades e oriundas de ambos os partidos políticos: os brancos das classes baixas abraçam o fascismo americano. E querem um certo tipo de liberdade – a liberdade para odiarem.
Estes Americanos querem ter a liberdade para usar palavras como “preto”, “porco judeu”, “chinoca”, “árabe sujo”, “maricas”. Querem liberdade para idealizar a violência e a cultura das armas. Querem liberdade para ter inimigos, para atacar fisicamente os muçulmanos, os trabalhadores ilegais, os afro-americanos, os homossexuais, e todos aqueles e aquelas que se atrevam a criticar o criptofascismo. Querem liberdade para comemorar movimentos históricos e figuras que as elites educadas nas universidades condenam, incluindo o Ku Klux Klan e os Estados Confederados. Querem liberdade para ridicularizar e rejeitar os intelectuais, as ideias, a ciência e a cultura. Querem liberdade para silenciar todos aqueles que lhes têm vindo a dizer como se devem eles comportar. E querem liberdade para dar largas à hipermasculinidade, ao racismo, ao sexismo, ao patriarcado branco. Estes são os mais fundos sentimentos que subjazem ao fascismo. E estes sentimentos são gerados pelo colapso do estado liberal.
Os democratas estão a jogar um jogo altamente perigoso ao ungirem Hillary Clinton como a sua candidata presidencial. Hillary Clinton representa a duplicidade das elites educadas nas universidades, aquelas que falam do sofrimento dos homens e das mulheres comuns, como se sentissem esse sofrimento, que elevam bem alto a bíblia da correcção política, enquanto, ao mesmo tempo, vendem os pobres e as classes trabalhadoras ao poder das grandes corporações.
Os Republicanos, dinamizados por Donald Trump, a versão cinemática e de reality-show do Duce, têm congregado eleitores, principalmente novos eleitores, ao passo que os Democratas estão muito abaixo dos valores eleitorais de 2008. (...)
No seu último livro, Achieving our Country, de 2008, Richard Rorty previu o rumo para o qual se dirigia a nossa nação pós-industrial.
Muitos daqueles que escreveram sobre as políticas socioeconómicas têm vindo a alertar para o facto de as velhas democracias industrializadas se estarem a dirigir para um período semelhante ao de Weimar, um período em que é possível que os movimentos populistas derrotem os governos constitucionais. Edward Luttwak, por exemplo, sugeriu que o fascismo poderá ser o futuro americano. O argumento principal do seu livro The Endangered American Dream é que os membros dos sindicatos e os trabalhadores não qualificados e sem qualquer tipo de estrutura organizativa perceberão, mais cedo ou mais tarde, que o seu governo não está a fazer qualquer esforço para evitar que os salários se afundem ou que os postos de trabalho se deslocalizem. Por essa altura, estes trabalhadores compreenderão que os trabalhadores mais qualificados, os que habitam as zonas mais favorecidas – eles próprios presos ao pânico de verem reduzido o seu nível de vida – não irão permitir que lhes sejam aplicados impostos destinados a criar benefícios sociais para outros que não eles.
Será então que algo se quebrará. O eleitorado menos favorecido decidirá que o sistema falhou e começará a procurar uma figura forte na qual votar – alguém capaz de lhes assegurar que, uma vez eleito, as cartas deixarão de ser dadas pelos burocratas presunçosos, pelos advogados astutos e traiçoeiros, pelos que ganham fortunas na bolsa e pelos professores pós-modernos. Será então que iremos assistir a um cenário semelhante ao do romance It Can’t Happen Here, de Sinclair Lewis. Pois, uma vez que se instale no poder uma dessas figuras fortes, ninguém pode adivinhar o futuro. Em 1932, a maior parte das previsões sobre o que poderia acontecer se Hindenburg nomeasse Hitler como Chanceler eram excessiva e descontroladamente optimistas.
O que muito provavelmente acontecerá será assistirmos ao extermínio de tudo o que foi conquistado nos últimos quarenta anos pelos americanos brancos e negros e pelos homossexuais. Tornará a estar na moda o desprezo e a troça pelas mulheres. As palavras ‘preto’, ‘escarumba’, ‘sacana de judeu’ tornarão a ser ouvidas no mercado de trabalho. Retornará todo o sadismo que a esquerda académica tentou mostrar aos estudantes como sendo inaceitável. E todo o ressentimento que os americanos incultos ou não instruídos sentem relativamente a verem os seus comportamentos ditados pelos universitários encontrará um escape.
Os movimentos fascistas constroem a sua base não a partir dos politicamente activos, mas a partir dos politicamente inactivos, os “perdedores”, os que sentem, muitas vezes de forma correcta, que não têm voz nem papel algum a desempenhar na cena política. O sociólogo Émile Durkheim alertou para o seguinte: excluir, privar, uma classe das estruturas da sociedade produz um certo tipo de “anomia” – uma condição segundo a qual a sociedade fornece escassíssimos esteios morais aos indivíduos. Os que se sentem encurralados nessa ‘anomia’, escreveu Durkheim, são presa fácil para a propaganda e propensos a serem emocionalmente conduzidos pelos movimentos de massas. Na sequência de Durkheim, Hannah Arendt observaria que “a principal característica do ‘homem de massa’ não é a brutalidade ou o retrocesso, mas o seu isolamento e a sua ausência de relações sociais normais”.
No fascismo, os destituídos e os não comprometidos, os ignorados e constantemente corrigidos pelas instituições descobrem uma voz e um sentido de empoderamento e de autoridade.
O fascismo tem por base a apatia dos que estão cansados de serem enganados e ludibriados por um sistema liberal falido, cuja única razão de votar num determinado político ou de apoiar um partido político é eleger o menos mau. Isto, para muitos eleitores, é o melhor que Hillary Clinton consegue oferecer.
Como Arendt sublinhou, os movimentos fascistas e comunistas da Europa dos anos 30, “... recrutaram os seus membros de entre esta massa de indivíduos aparentemente indiferentes, de quem todos os outros partidos haviam desistido, por os considerarem demasiado apáticos ou demasiado estúpidos para merecerem atenção. O resultado foi que a maioria dos seus membros era formada por pessoas que nunca haviam aparecido até então na cena política. Isto permitiu a introdução de métodos totalmente novos na propaganda política, bem como a indiferença perante os argumentos dos adversários políticos; estes movimentos não só se colocaram fora e contra o sistema partidário como um todo, mas ainda formaram uma filiação nunca antes alcançada, e “intocada” pelo sistema partidário. Não precisavam, pois, de refutar argumentações contrárias, antes optando por métodos que desaguavam não na persuasão, mas no assassínio, que espalhavam não a convicção, mas o terror. Encaravam o dissenso como algo que tinha, invariavelmente, origem em raízes naturais, sociais ou psicológicas, para lá do controle do indivíduo e, portanto, para lá do controle da razão. Isto teria sido uma lacuna se eles se tivessem limitado a opor-se, em livre competição, com diferentes partidos; não o era, porque eles estavam seguros de lidar com pessoas que tinham razão para serem igualmente hostis a todos os partidos.
O fascismo tem por base a apatia dos que estão cansados de serem enganados e ludibriados por um sistema liberal falido, cuja única razão de votar num determinado político ou de apoiar um partido político é eleger o menos mau. Isto, para muitos eleitores, é o melhor que Hillary Clinton consegue oferecer.
O fascismo exprime-se através de símbolos familiares, nacionais e religiosos reconfortantes, por isso surge ele em variadas formas e diversas nuances. O fascismo italiano, que se revia na glória do Império Romano, por exemplo, nunca partilhou do amor nazi pelos mitos teutónicos e nórdicos. Similarmente, o fascismo americano tentará encontrar no seu passado símbolos patrióticos tradicionais, narrativas, crenças.
Robert Paxton escreveu, em The Anatomy of Fascism:
A linguagem e os símbolos de um verdadeiro fascista americano teriam, obviamente, muito pouco a ver com os modelos europeus originais. Teriam de ser tão familiares e tranquilizadores para os americanos leais como a linguagem e os símbolos dos fascismos originais eram familiares e tranquilizadores para muitos italianos e alemães, tal como  [George] Orwell sugeriu. Afinal de contas, nem Hitler nem Mussolini tentaram parecer exóticos perante os seus concidadãos. Não haveria suásticas no fascismo americano, só estrelas e riscas, ou listras (evocando a bandeira americana actual, ou a bandeira sulista, da Confederação). E cruzes cristãs. Não haveria saudação fascista, mas recitações de massa do juramento de fidelidade. Por si só, estes símbolos não parecem sugerir a mais ínfima sugestão de fascismo, mas um fascismo americano transformá-los-ia em provas de fogo obrigatórias para detectar o inimigo interno.
O fascismo baseia-se num líder aparentemente forte e inspirado que promete renovação moral, uma nova glória e vingança. Baseia-se na substituição do debate racional pela experiência sensual e sensorial. É por isso que as mentiras, as meias-verdades, as invenções de Trump não têm qualquer impacto nos seus seguidores. Tal como o filósofo Walter Benjamin fez notar, os fascistas transformam a política em estética. E, para o fascista, disse Benjamin, a estética final e definitiva é a guerra.
Paxton resume assim a ideologia amorfa que caracteriza todos os movimentos fascistas.
O fascismo apoia-se não na verdade da sua doutrina, mas na união mística do seu líder com o destino histórico do seu povo, uma noção ligada a ideias românticas de florescimento histórico nacional e de artista individual e génio espiritual, muito embora o fascismo pareça negar a exaltação romântica da livre criatividade individual. O líder fascista almejava conduzir o seu povo a um reino mais elevado da política que ele pudesse experienciar sensualmente: o fervor de pertencer a uma raça agora plenamente consciente da sua identidade, do seu destino histórico, e do seu poder; a excitação de participar numa onda de sentimentos partilhados e de sacrificar as mesquinhas preocupações pessoais em nome do bem do grupo; e a emoção da dominação.
Só há uma forma de erradicar o anseio pelo fascismo que gira em torno da figura de Trump. Essa forma é criar, o mais depressa possível, movimentos ou partidos que declarem guerra ao poder das corporações, que se empenhem em actos continuados de desobediência civil, que tentem reintegrar os destituídos – os “perdedores” –, reintegrando-os na economia e na vida política do país. Este movimento nunca poderá emergir do Partido Democrata. Se Clinton vencer as eleições, Trump poderá desaparecer, mas os sentimentos fascistas continuarão a expandir-se.
Outro Trump, talvez ainda mais vil, será vomitado das entranhas do sistema político decadente. Lutamos pela nossa vida política. O poder das corporações e as elites educadas nas universidades causaram tremendos danos à nossa democracia. Estas elites têm estado no poder: supervisionaram o estripamento do país a bem das corporações, e acreditam, como Leslie Moonves, o presidente do conselho de administração da CBS, que, por muito mau que Trump seja para a América, ele será pelo menos bom para o lucro das corporações. Quanto mais tempo estas elites estiverem no poder, pior as coisas serão no futuro. 


Chris Hedges é jornalista, foi correspondente internacional do New York Times durante 15 anos e hoje é colunista do Thruth Dig. Artigo publicado no portal Information Clearing House. Traduzido por Ana Luisa Amaral para o esquerda.net

in  http://www.esquerda.net//artigo/vinganca-das-classes-baixas-e-ascensao-do-fascismo-americano/41959?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

MESMO NO DIA 25 DE ABRIL OS PIDES ASSASSINARAM

Rui Mateus


Homens armados da Renamo assumem território de Chiramba, em Sofala (Última Hora)



A patrulha da região já está a ser feita pelos homens da Renamo.
A Renamo fez a primeira ocupação admnistrativa este domingo, 24, ao tomar o controlo do território de Chiramba, no distrito de Chemba, na província moçambicana de Sofala, uma das regiões que ameaça governar à força.
Um grupo de homens armados do partido dirigido por Afonso Dhlakama assaltou o edifício estatal, tomou o controlo as residências protocolares do Governo e arreou as bandeiras oficiais, para de seguida instalar-se no posto policial local.
O relato foi feito à VOA por moradores na região.
O grupo tem feito patrulhas com motorizada da corporação, que foi arrancada ao único agente que estava de serviço durante a invasão e que foi deixado escapar com vida.
Moçambique vive uma nova instabilidade politico-militar, que tem conhecido um recrudescimento da violência com ataques a viaturas civis em colunas escoltadas pelo exército em dois troços da principal estrada de Moçambique, pela recusa da Renamo em reconhecer os resultados eleitorais de 2014.
O partido liderado por Afonso Dhlakama continua a ameaçar governar à força as seis províncias do centro e norte onde reivindica vitoria nas eleições de 2014
VOA – 25.04.2016

O QUE POUCOS PODEM VER


Em busca das estrelas e montanhas, o suiço Cristian Mulhsuser, subiu, entre Agosto 
e Outubro de 2012, três vezes à montanha mais famosa da Suiça, a Matterhorn, para fazer 
este BELO filme de 4,15 minutos.
Ficou a dormir algumas noites a 2.700 metros de altura e com uma temperatura 
de menos de 12 graus centígrados.A essa altura, sem contaminação de luz, só céus 
deslumbrantes.
A Música é de Roberto Cacciapaglia.
Apreciem :

PARABÉNS, JORNAL "ECONÓMICO"!!!

PARABÉNS, JORNAL "ECONÓMICO"!!!
HÁ QUE APRECIAR UM "FRETE"… QUANDO É TÃO BEM FEITO smile emoticon
Fantástico texto para publicar no dia 25 de Abril de 2016!!!
(Não o teria visto sem o recado atento do "meu mais velho" smile emoticon
Que interessa como viviam as pessoas?
Que interessa a miséria generalizada fora da elite cliente do fascismo?
Que interessa a mortalidade infantil vergonhosa?
Que interessa a taxa de analfabetismo humilhante e devastadora?
Que interessa o atraso civilizacional?
Que interessa a violência colonial?
Que interessa a feroz repressão de quantos ousavam abrir os olhos?
Que interessam as prisões, as torturas, as mortes, o exílio?
A ÚNICA coisa que interessa, para estes "contabilistas" de merda, é que as "putas" das contas de "merceeiro" do canalha e assassino fascista Oliveira Salazar… davam certo!!!
Resumindo… não sei quem patrocinou esta bosta dentro do Ministério da Economia, não sei quem é este Ricardo Ferraz… mas uma coisa sei:
QUERO QUE VÃO BARDAMERDA!!!
ADENDA: Peço desculpas pelo facto de, no calor da escrita, ter acabado por ofender os contabilistas, as putas, os merceeiros… e a própria merda!
Samuel Quedas
“As finanças públicas foram sustentáveis no período do Estado Novo (1933-1974)”, conclui uma análise publicada no site do Gabinete de Estratégia e Estudos do…
ECONOMICO.SAPO.PT

MAS QUE GARGANEIROS



MAS QUE GARGANEIROS smile emoticon smile emoticon smile emoticon
DESCULPEM LÁ A IRONIA, O HUMOR, MAS COMO SOU UMA PESSOA SEM COMPLEXOS NO QUE DIGO E NO QUE PENSO, HOJE ALGUMAS COISAS QUE TENHO ESCUTADO NA RADIO, NA TELEVISÃO, TÊM-ME PROVOCADO O RISO.
EIS AS PÉROLAS: Vasco Lourenço afirmou na TSF que para o ano que vem espera ver o Presidente da República a desfilar na AV. da Liberdade no dia 25 de Abril-
Bem ! ele foi várias vezes à Festa do Avante e ainda poderá ir novamente ! se se portar bem ninguém o come. smile emoticon smile emoticon
A seguir ouço também na telefonia sem fios o "seja ceguinho se sou comunista" sabem quem é ? é esse mesmo... o Manuel Alegre !
e disse o trovador que daqui a cinco anos vai votar no Marcelo !
smile emoticon smile emoticon smile emoticon
Ora digam lá se isto não é uma "fartaxoxa" de rir ! não seria melhor que estes senhores pensassem só para eles !?
mais dizia o sempre Alegre que o Marcelo restituiu a fé, a esperança às pessoas. Os portugueses precisavam de afecto disse o xuxialista.
ISSO MESMO Ò POETA ! O QUE É PRECISO É ESPERANÇA ENQUANTO VOCÊS ENCHEM OS BOLSOS E CONTINUAM A GOZAR O ZÉ POVINHO !
António Garrochinho

PCP chumba mudança de nome do Cartão de Cidadão - Para o parlamentar comunista há um "conjunto vasto de problemas" com o Cartão de Cidadão, que são "mais importantes para resolver". Por exemplo, o seu custo para cada utilizador ou o facto de - ao contrário do que acontecia com o Bilhete de Identidade - não ser vitalício para os cidadãos com 70 anos ou mais.

Económico

O PCP anunciou hoje que é contra a mudança de nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania, como propôs o Bloco de Esquerda.
PCP chumba mudança de nome do Cartão de Cidadão
 
"É uma matéria claramente não prioritária", disse o deputado Jorge Machado, em declarações ao "Diário de Notícias", argumentando também que esta "não é uma questão de género mas de gramática".
Para o parlamentar comunista há um "conjunto vasto de problemas" com o Cartão de Cidadão, que são "mais importantes para resolver". Por exemplo, o seu custo para cada utilizador ou o facto de - ao contrário do que acontecia com o Bilhete de Identidade - não ser vitalício para os cidadãos com 70 anos ou mais.
Segundo contou ao DN, este problema já teve consequências nos últimos actos eleitorais, dado que muitos idosos não se tinham apercebido que o seu Cartão de Cidadão (que incorpora a valência de cartão de eleitor) estava caducado.
A mudança de nome foi proposta pelo BE. No preâmbulo do projecto de resolução, os bloquistas consideraram que a designação do cartão "não deve ficar restrita à formulação masculina, que não é neutra, e deve, pelo contrário, beneficiar de uma formulação que responda também ao seu papel de identificação afectiva e simbólica, no mais profundo respeito pela igualdade de direitos entre homens e mulheres".

DESABAFO

SIM! O PAÍS NESTE 25 DE ABRIL SAIU DO CINZENTO/NEGRO
FASCISTA E FASCIZANTE, RETRÓGRADO E VIL
QUE IMPEROU NO TEMPO DE CAVACO/PORTAS/PASSOS COELHO.
ABRIRAM-SE AS PORTAS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E "SEMEARAM-SE" CRAVOS NA RELVA, (MARCELO SABE-A TODA).

ANTÓNIO COSTA BRINCOU AOS GRAFFITIS COM AS CRIANÇAS, OS CAPITÃES VOLTARAM À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, FIZERAM-SE LINDOS DISCURSOS E HOUVE MUITO SORRISOS PARA A KODAK NA AVENIDA DA LIBERDADE
VAMOS VER SE TUDO ISTO RESULTA EM ALGO DE POSITIVO PARA AQUELES QUE SEMPRE LUTARAM E CONTINUAM ESQUECIDOS, ENGANADOS E MARGINALIZADOS POR QUEM TEM O RABO QUENTE NAS CADEIRINHAS DO PODER E NA AR.
PESSIMISTA ! EU !
NÃO ! NÃO ME FAÇAM RIR !
EU JÁ CONSPIREI ANTES DO 25 DE ABRIL, JÁ LUTEI MUITO ! E DE REPENTE DEPOIS DE ABRIL JÁ PASSARAM 42 ANOS E NÃO VEJO NADA A NÃO SER FUMAÇA !
BEM GOSTARIA EU E MILHÕES COMO EU QUE ALGO MUDASSE.
António Garrochinho

É UMA ATITUIDE DIGNA MAS AINDA FALTA HOMENAGEAR MAIS GENTE -Marcelo vai condecorar Salgueiro Maia com a Ordem do Infante D. Henrique


O presidente da República anunciou esta segunda-feira, em Santarém, que vai condecorar Fernando Salgueiro Maia com a Ordem do Infante D. Henrique no próximo dia 1 de julho, quando o "capitão de Abril" faria 72 anos.

Marcelo Rebelo de Sousa prestou esta segunda-feira homenagem a Salgueiro Maia na sua "terra adotiva" e de onde, na madrugada de 25 de abril de 1974, partiu da Escola Prática de Cavalaria à frente de uma coluna militar que teve papel fulcral no derrube do regime do Estado Novo.









Homenagem a Salgueiro Maia, em Santarém, com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa
foto 

"Quarenta e dois anos depois, aqui está, em Santarém, na sua terra adotiva, alguém que em 1974, com 25 anos, vibrou com o momento histórico da abertura para a democracia, a homenagear um homem que soube representar a serena coragem de um povo, mas, mais do que isso, está o Presidente da República de Portugal que neste primeiro 25 de abril após ter assumido as suas funções vem dizer que decidiu condecorar Fernando José Salgueiro Maia com a Ordem do Infante D. Henrique", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa, muito saudado pelas centenas de pessoas que assistiram à cerimónia realizada no Jardim dos Cravos, onde se encontra a estátua de Salgueiro Maia e a chaimite "Bula" (que transportou Marcelo Caetano), justificou a sua presença sobretudo por querer "agradecer a Salgueiro Maia o ter encabeçado o começo da alvorada democrática e o ter permanecido igual a si próprio até ao fim da vida".

















O Presidente realçou o facto de ter sido "grande na humildade, coerente no caráter, fiel ao povo que era e que soube encarnar ao serviço de Portugal".

Segundo a página da Presidência da República, a Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores.

A cerimónia foi marcada pelo depoimento da neta de Salgueiro Maia, Daniela, que declarou o "orgulho imenso nos valores que [o avô] deixou, a coragem, a humildade, a solidariedade e a honestidade com que sempre viveu" e agradeceu ao Presidente o ter aceitado participar na cerimónia simples que todos os anos se repete neste local.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou o homem "simples, sem ambições de mando ou de glória", que, terminada a missão militar, que foi "sobretudo uma missão cívica", soube "regressar ao quartel para voltar a ser o que era, com a naturalidade de quem não reclama louros nem aspira a celebridade".

Para o Presidente, à sua maneira, Salgueiro Maia "deu expressão a um povo e a uma maneira de ser e de viver ao longo dos séculos" marcada por "uma vontade discreta mas firme de servir Portugal sem alarido nem busca de fama".

"Salgueiro Maia foi há 42 anos o retrato desse povo que é o que Portugal tem de melhor, melhor do que os mais falados, os mais renomados, os mais influentes ou tidos como tal. Melhor dos que os mais poderosos na política ou na economia", declarou.


http://www.jn.pt

25 ABRIL - SANTA BÁRBARA DE NEXE - CARACOLADA E DESENHOS DAS CRIANÇAS




fotos:Sérgio Martins