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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Desenhos de Ezekiel Moura

 Ezekiel Moura . Seu trabalho é criativo e super detalhado, o que faz 

cada desenho ser único. O legal é que ele posta sempre novos 

desenhos em sua conta no Instagram e vale a pena ser seguida!



















www.seeloko.com

MADONA, SEMPRE MADONA !


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www.ocioso.com.br

VÍDEO - VIDA AUTÓNOMA, INDEPENDENTE E DIGNA - DIANA FERREIRA PCP




Na declaração política que o PCP levou hoje à tribuna da Assembleia da República, Diana Ferreira afirmou que "a nossa Constituição determina que o Estado tem a obrigação de “realizar uma política nacional de prevenção, tratamento, reabilitação e integração” das pessoas com deficiência, bem como de apoio às suas famílias, devendo “assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos.” Inclusão e integração são palavras cujo peso do seu significado deve ter a respectiva tradução em políticas que traduzam na vida concreta o que está consagrado e previsto na Lei e em instrumentos jurídicos internacionais, subscritos e ratificados pelo estado português, assim o vinculando aos seus propósitos.

VÍDEO


Bernie Sanders vence em Wyoming com vantagem clara




Bernie Sanders venceu ontem a primárias democratas no Estado norte americano do Wyoming, com 56,2% dos votos.

Sanders venceu oito das últimas nove votações contra Hillary Clinton. 
Aquele Estado americano elege 14 delegados. 

Ainda assim, Clinton está com vantagem a corrida à candidatura democrata à Casa Branca, com mais delegados e superdelegados.
O próximo duelo pode ser decisivo. 

Está marcado para dia 19, em Nova Iorque, onde vão ser eleitos 247 delegados.

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA VER VÍDEO

Bernie Sanders vence em Wyoming com vantagem clara

Cristas acusa António Costa de leveza


Pelos vistos a Cristas não gosta
do ministro António Costa
e pôs as cartas na mesa
sobre os assuntos do dinheiro
diz que o "socialista" é brejeiro
e acusou-o de "leveza"
Sabe mais que à Justiça
esta Cristas nada submissa
à democracia e transparência
de não estar no governo tem mágua
gosta de negócios debaixo de água
onde o Portas é excelência
António Garrochinho

Os Mind Games de Marcelo ( Dos jogos florais aos jogos de estratégia)

No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa completou o primeiro mês do seu mandato de PR. 


Agora, terminadas as festividades da entronização, chegou o momento de regressar à realidade. E - é preciso dizê-lo sem rodeios- a realidade não deixa espaço para o optimismo num futuro próximo.


É verdade que em apenas um mês, Marcelo recuperou o prestígio e a dignidade do cargo, fazendo esquecer o monumental fiasco do seu antecessor, mas desenganem-se aqueles que continuam a acreditar que a coabitação de Marcelo com este governo vai ser pacífica. Longe disso! Neste momento, Costa e os parceiros de coligação já devem estar a fazer contas para determinar quantos dias faltam até Marcelo apunhalar este governo pelas costas.


Diga-se, em abono da verdade, que Marcelo já enviou ao governo a mensagem de abertura de hostilidades, quando convidou Mário Draghi a assistir ao Conselho de Estado. Foi uma daquelas partidinhas à Marcelo, que tem como destinatários o governo e a liderança do PSD. Com a matreirice que lhe conheço desde sempre, Marcelo encenou uma trama que pode ser interpretada como ameaça, ou prova de confiança, pelos dois lados. Instigar um ambiente de desconfiança mútua entre os parceiros de uma contenda, é um dos ardis preferidos do actual PR, desde que esteja em condições de ser ele a decidir quem vai sair vencedor. Como é o caso.


Francisco Louçã terá estragado um pouco o cenário engendrado pelo PR, ao desvendar as palavras/ ameaças/avisos/ puxões de orelhas ( risque o que não interessar) de Draghi.
Ficou mais clara a estratégia de Marcelo - que poderá ser posta em prática já em 2017, se o OE for chumbado, ou as contas deste ano derraparem perigosamente.


A estratégia de Marcelo é muito semelhante à de Cavaco. Quer um Centrão, com preponderância do PSD.  Neste momento, porém, Passos Coelho é uma pedra na engrenagem da sua estratégia. Não se gostam nem têm confiança um no outro e Marcelo não arriscará usar a bomba atómica e marcar eleições antecipadas, sem ter a certeza de ter um amigo à frente do PSD.


Ao recusar- uma vez mais- candidatar-se à liderança do PSD, Rui Rio estragou os planos do PR. Se tivesse avançado e conquistado a liderança, o destino deste governo já estaria traçado. O próprio António Costa não desdenharia ir a eleições em 2017, tendo como perspectiva uma aliança com o PSD de Rui Rio.  Inviabilizada essa hipótese, as coisas parecem mais complicadas. Mas só aparentemente.  Se houver desentendimento entre as esquerdas, Marcelo é suficientemente hábil para desencadear uma crise interna no PSD e forçar um congresso extraordinário que escolha um novo líder, a tempo de disputar as eleições logo após as autárquicas. 


Diria, mesmo, que esse cenário já está a ser equacionado. Rui Rio pode ser uma carta fora do baralho , como garantem alguns comentadores, mas outros nomes do agrado de Marcelo se estão já a posicionar. Pedro Duarte e José Eduardo Martins são os que surgem com mais força, mas o nome de Nuno Morais Sarmento também não é de descartar.


Uma coisa me parece certa. Terminou a época teatral dos afectos e vai começar a época dos jogos de estratégia. 
Nos círculos de Marcelo e do PSD é assumido que este governo não dá garantias de estabilidade e todos pensam que, uma vez revertidos os cortes e as medidas mais impopulares do governo Pafioso, as esquerdas se desentenderão e o governo cairá.
Nem o PS, nem os partidos que apoiam o governo, duvidam que se derem uma oportunidade a Marcelo, ele dissolverá a AR. Deveriam todos concentrar os seus esforços para garantirem um governo de quatro anos, sob pena de devolverem à direita a oportunidade de voltar ao poder e reimplementar a austeridade.






cronicasdorochedo.blogspot.pt


Divida Pública não fazer como a Avestruz

Dívida Pública: Causas, consequências e soluções


A análise da evolução da nossa dívida pública e do nosso endividamento externo líquido ao longo das últimas duas décadas é indissociável da nossa adesão à União Económica e Monetária e ao Euro.
Desde que o euro entrou em circulação, a taxa de crescimento médio anual do PIB português foi nula, o nosso país produz hoje a mesma riqueza do que em 2002, o investimento caiu a pique, a dívida pública apesar das dezenas e dezenas de privatizações efectuadas aumentou continuamente, o nosso endividamento externo líquido quase duplicou, a taxa de desemprego em sentido lato mais do que triplicou, a destruição de emprego atingiu os 11,5%, meio milhão de portugueses viram-se forçados a emigrar e mais de ¼ dos portugueses são pobres.
Estes treze anos perdidos não são apenas consequência do euro, mas também das privatizações e consequente liquidação e dominação do aparelho produtivo pelo estrangeiro e da distorção da estrutura produtiva entre sectores de bens transacionáveis e não-transacionáveis.
É certo, também, que ao longo deste período se verificou o alargamento da União Europeia (EU) a países com estruturas produtivas concorrentes das nossas e sem que o Orçamento Comunitário fosse reforçado, diminuindo ainda mais o seu já limitado efeito compensador ou redistributivo.
Todos estes acontecimentos, uma política neoliberal e uma moeda muito valorizada, colocaram-nos em permanente perda de competitividade.
Nos primeiros tempos após a adesão ao euro foi também difundida a crendice de que a partir da integração no euro a questão do endividamento e do financiamento da economia deixavam de ser problema.
Sempre contestámos esta simplificação e desde sempre afirmámos que, com o agravamento da dívida, os credores externos se iriam assenhorear dos principais activos da nossa economia. Foi aquilo a que assistimos nos últimos anos com quase todos os grandes grupos económicos do sector financeiro, energético, cimenteiro, de telecomunicações, de transportes e infraestruturas rodoviárias e aeroportuárias, a passarem para as mãos de capitais estrangeiros. A agora tão falada e temida espanholização do nosso sector financeiro encontra a suas raízes nas políticas prosseguidas desde a adesão à UEM e ao euro.
Com a crise do subprime que rebentou no sistema bancário dos Estados Unidos em Agosto de 2007 e rapidamente atravessou o Atlântico, o sistema bancário europeu seria fortemente afectado e os Estados, sempre argumentando com o chamado risco sistémico, viriam a assumir grande parte destas dívidas, transformando-as de privadas em dívidas públicas.
Os desastres do BPN, BES e agora do BANIF e um conjunto de outras intervenções públicas de apoios públicos ao sector financeiro representaram um esforço financeiro bruto de ajudas do Estado Português à Banca, entre 2008 e 2015, de pelo menos 11,2% do PIB (mais de 20 mil milhões de euros). 
O nosso país viu neste período disparar os seus défices públicos, a sua dívida pública e a sua dívida externa e entrou num período de forte recessão, com o PIB a cair em quatro dos últimos 7 anos e a situar-se hoje cerca de 5,5% abaixo do valor atingido em 2008.
Sem moeda própria, sem possibilidade de emitir moeda para financiar os seus défices cada vez maiores, como resultado da estagnação económica e das intervenções em salvação da banca, Portugal passou a estar tal como no século XIX, dependente exclusivamente dos mercados para se financiar.
Apesar da nossa iniciativa de 5 de Abril de 2011, em que pela 1ª vez foi apresentada uma proposta de imediata renegociação da dívida, nos seus prazos, juros e montantes, o Governo de então no dia 6 de abril capitularia e com o apoio de todos os grandes banqueiros e dos partidos da direita (PSD/CDS), solicitaria o apoio da Troica para o seu financiamento nos três anos seguintes.
As contrapartidas exigidas pela Troica são de todos conhecidas, ataques aos direitos laborais, ataques à autonomia do poder local, redução das despesas de saúde, educação e prestações sociais, redução do prazo e montante do subsídio de desemprego, congelamentos e cortes salariais na Administração Pública, cortes nas reformas e pensões e aumento da idade de reforma, enormes cortes no investimento público, enorme aumento de impostos sobre os trabalhadores e suas famílias, privatização das poucas grandes empresas públicas que ainda restavam (EDP, REN, FIDELIDADE, CIMPOR, ANA, TAP, CTT).   
Cinco anos volvidos, não só a situação do país é pior, mas também a dívida pública – em nome da qual se chamou a troica – é substancialmente maior, tendo crescido mais de 55 mil milhões de euros, representando no final de 2015, 128,8% do PIB e o endividamento externo líquido continuou a agravar-se atingindo os 109,4% do PIB.
O país teria sido poupado a muitos sacrifícios e sofrimento, se a proposta do PCP de renegociação da dívida tivesse sido adoptada.
Mas o país pode perder ainda mais, se se mantiver amarrado a uma dívida e um serviço da dívida, que impede o seu desenvolvimento e crescimento económicos, a criação de emprego e investimento público, que limita a afirmação de um Portugal livre e soberano.
Muito tem sido dito e escrito sobre as razões deste tão grande endividamento do país. A tese que mais amplamente tem sido difundida por parte do grande capital e das grandes potenciais, procura responsabilizar o povo português, os seus direitos e condições de vida, os serviços e empresas públicas, os salários, as reformas e pensões da população e a própria Constituição da República por esta dramática realidade. A ideia ofensiva para o povo português de que andou a “viver acima das suas possibilidades” gastando mais do que aquilo que podia. A ideia de um país com fracos recursos que não tem meios para garantir direitos como o da saúde, da educação ou da habitação. A ideia de uma nação que em vez de trabalhar, prefere andar de mão estendida perante a Alemanha e outras potências, entregando-se à preguiça típica dos povos do sul da Europa. A ideia de que quem defende a renegociação da dívida, não honra os seus compromissos e quer a política do calote (como aliás dizia um anterior Primeiro Ministro).
Todo este arsenal ideológico visou, branquear a política de direita, responsabilizar o povo pelo excessivo endividamento, justificar toda uma política dita de austeridade, mas que não foi mais do que uma política de empobrecimento do povo e dos trabalhadores e de concentração de riqueza em alguns grandes capitalistas e, barrar o caminho à legítima, necessária e inevitável renegociação da dívida.
É importante voltar esclarecer, que as causas e razões do endividamento público, são inseparáveis e têm a sua raiz primeira na política de destruição do aparelho produtivo levando a que quanto menos se produza mais se deva ao exterior.
Uma dívida que cresceu também por conta dos gigantescos apoios públicos dados à banca em situações tão diversas como as do BPN, do BES ou agora do BANIF, transformando dívida privada de então, naquilo que é agora dívida pública.
Com estas dívidas, pública e externa de grande dimensão, ganham os setores exportadores dos principais países europeus, ganham os banqueiros, ganham os especuladores, ganham os grandes grupos económicos e financeiros, ganha o grande capital nacional e transnacional; perdem no entanto os trabalhadores, os reformados e o povo português, perdem a economia nacional e o País.
No decurso deste ano, só para o pagamento de juros da dívida serão mobilizados cerca de 8,5 mil milhões de euros. Um valor que é superior àquele que está orçamentado para o Ministério da Educação ou para o Serviço Nacional de Saúde, um valor que é mais do dobro do investimento público previsto para o ano.
Sem renegociação da nossa dívida pública as perspectivas para os próximos anos não são melhores. Até ao ano de 2020 os encargos com a dívida ascenderão a 60 mil milhões de euros, quase três vezes mais do que os fundos disponibilizados pelo actual quadro comunitário de apoio, confirmando assim, que Portugal é hoje um contribuinte líquido das grandes potências no plano da União Europeia.
Vale pena lembrar aqui que apesar de após a intervenção do BCE iniciada no verão de 2012, a taxa de juro implícita dos empréstimos da dívida pública ter baixado ligeiramente, a verdade é que Portugal é entre os países da União Europeia aquele cujo peso dos juros da dívida pública em percentagem do PIB é mais elevado. Os últimos dados divulgados pela Comissão Europeia dizem-nos que o nosso país gastou em 2015 em pagamentos com juros da nossa dívida pública 4,7% do PIB, bem mais do que a Grécia (4,1%) e a Itália (4,2%) e o dobro da média comunitária.    
Sem renegociação da dívida aquilo que espera ao povo português é a austeridade perpétua. É o definhamento e o declínio nacional.
Qualquer política que se apresente como alternativa ao rumo de desastre nacional que está a ser imposto ao povo português não pode passar ao lado deste constrangimento, que tem aliás outras duas faces e que são a necessidade de preparar o país para a libertação da submissão ao Euro, bem como a recuperação do controlo público sobre a banca.
Trata-se de um objectivo exigente e difícil, mas não impossível. O PCP não só não está sozinho nesta luta, como se alargou neste período, a consciência por parte de muitos sectores, organizações e personalidades democráticas quanto à insustentabilidade da situação actual e a urgência da renegociação da dívida.
Um percurso que assume de forma clara, o direito soberano do povo português ao desenvolvimento, um direito que é inseparável da ruptura com a política de direita e os instrumentos e mecanismos impostos pela União Europeia. Um percurso que procura também promover, no plano internacional, a articulação e convergência com outros povos que também estão confrontados com medidas de agressão às suas condições de vida e que levou o PCP a apresentar recentemente a proposta da realização de uma conferência inter-governamental sobre esta matéria.
A necessária renegociação da dívida pública deve ser assumida como uma iniciativa do Estado português com o objectivo de assegurar o direito a um desenvolvimento soberano e sustentável e garantir um serviço da dívida que se coadune com o crescimento económico e a promoção do investimento e do emprego.
Uma renegociação que é um eixo central da política patriótica e de esquerda que propomos ao país e que deve garantir para a dívida directa do Estado, em particular a correspondente ao empréstimo da troica, uma redução dos montantes não inferior a 50%, que, em conjunto com a diminuição das taxas de juro e o alargamento dos prazos de pagamento, assegure uma redução de, pelo menos, 75% dos seus encargos anuais. Recusar a renegociação da dívida ou fazê-la mais tarde, em benefício dos credores, significa amarrar o País a uma dívida impagável.
Este não é nem será um caminho fácil, isento de pressões, ameaças e chantagens. Mas é seguramente um caminho que, pela força do povo, será concretizado mais cedo do que tarde.



06 de Abril de 2016
José Alberto Lourenço (CAE/PCP)
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