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quarta-feira, 30 de março de 2016

CINEMA - FILME COMPLETO - TRÁFICO DE BEBÉS ~ KHANDAL ÍNDIA





VÍDEO

A História daquela Sexta-feira negra, a que os cristãos chamam Santa [Conto]



A História daquela Sexta-feira negra, a que os cristãos chamam Santa

Há pouco, vi um pequeno filme que parodiava a Última Ceia, um filme de uma comicidade modesta e, até, de duvidoso gosto. Tomei o seguinte apontamento, que me veio à cabeça, naquele momento: "Afinal, aquilo foi tudo combinado". E comecei a imaginar que a história poderia ter sido outra, mais a meu gosto.
Não eram doze, mas treze, o número de pessoas que se reuniram com Jesus, num cenáculo de Jerusalém, para aquela famosa patuscada. Aos doze discípulos, juntou-se Maria Madalena, que teve de esconder-se debaixo da mesa, para não ficar na fotografia oficial, uma vez que as mulheres estavam excluídas destas reuniões, destinadas apenas a homens de barbas. Em jeito de compensação, no dia seguinte, e antes de ter sido preso, Jesus foi com Maria Madalena fazer um piquenique, num pequeno bosque, nos arredores da cidade, onde ainda tiveram tempo de cheirar as flores campestres, que já estavam a desabrochar, naquela Primavera, que, naquele ano, chegou muito quente. E foi num pequeno lago, que havia ali, que Maria Madalena deu o Último Banho" a Jesus, facto que foi ocultado pelos apóstolos, quando escreveram os Evangelhos, e isto porque lhes convinha apresentar Jesus aos crentes, como um ser totalmente assexuado. Como Maria Madalena estava muito fragilizada, porque, devido ao calor, teve três desmaios, Jesus foi a uma aldeia próxima e alugou, numa loja, uma bicicleta, a um fariseu, aluguer esse que nunca chegou a ser pago, e que,  por iniciativa dos respectivos e sucessivos herdeiros, ainda hoje anda em disputa nos tribunais eclesiásticos. E foi de bicicleta que ambos regressaram a Jerusalém, ele a pedalar e ela sentada no assento sobre a roda traseira. Foi já perto do Templo que uma patrulha de soldados romanos os mandou parar, tendo Jesus sido preso, por não ter licença de condução, passada pela autoridade administrativa romana. Os sacerdotes, que da escadaria do Templo presenciaram o incidente, e como não perdoavam a Jesus o facto de Ele se considerar o Messias, enviado por Jeová, souberam aproveitar a oportuna ocasião para o tramar, sublevando os judeus mais radicais e acusando o “impostor” de promiscuidade. E é com esta acusação que Jesus é levado à presença do cônsul Pilatos, que lavou as mãos e assobiou para o lado, sendo, então, a populaça enfurecida a condená-lo à crucificação.
Durante aquele tormentoso percurso até a gólgota, Jesus, carregando o pesado madeiro, sucumbiu três vezes, e, numa dessas quedas, foi Maria Madalena que lhe limpou a cara, suja de sangue e de terra, com um pano de linho, onde ficaram marcadas, como se fosse um negativo de uma fotografia a preto e branco, as linhas do rosto, onde sobressaiam os olhos a evidenciar grande sofrimento, e a coroa de espinhos, que a populaça, divertida, lhe enfiou na cabeça, como se, naqueles conturbados tempos, já existisse Carnaval.
Morreu trespassado por uma lança de um soldado romano, e nunca se chegou a saber se aquilo foi um gesto de misericórdia, para abreviar o sofrimento do condenado, ou se foi a manifestação de um automatismo, adquirido na guerra, em que, depois da batalha vencida, se assassinavam os feridos graves, a sangue frio.
Maria Madalena é que nunca mais retirou os olhos daquele rosto, um rosto que, ainda naquela manhã, ela vira iluminado por um clarão, que só a alegria do prazer dá, quando ambos cheiravam as flores campestres, no bosque. E ali ficou, sozinha, depois de os familiares e os seguidores de Jesus terem debandado, quando começou a anoitecer.
Julga-se que foi ela que retirou o corpo de Jesus da cruz, não se sabendo onde o sepultou. Também ninguém mais a viu. Ainda hoje, nas noites de lua cheia, se ouvem os seus gritos, a fazerem eco na cerca de muralhas da cidade. Mas ninguém quer ouvir estes gritos, porque Maria Madalena tornou-se incómoda para a História Universal das Verdades Eternas e Indiscutíveis, livro que se transformou no documento fundador do Internacionalismo Cristão, instituído por Paulo de Tarso, na sequência daquele clarão deslumbrante, que rasgou o Céu e iluminou a Terra, na Estrada de Damasco. 
Alexandre de Castro

alpendredalua.blogspot.pt

30 de Março de 1746: Nasce o pintor Francisco de Goya, em Fuendetodos, Norte de Espanha.


Pintor espanhol, Francisco Goya y Lucientes nasceu a 30 de março de 1746 perto de Saragoça, na província deAragão. Aos 14 anos foi aluno de José Luzan. Continuou os estudos de arte em Roma e ao voltar por Saragoçarecebeu a encomenda de três frescos para a Catedral. 


Estes trabalhos estabeleceram a sua reputação. Depois dese instalar em Madrid, em 1773, foi convidado para desenhar as tapeçarias da Oficina Real de Santa Bárbara.Este demorado trabalho de artífice seria a grande escola de Goya. Estudou os grandes mestres, abandonando progressivamente o estilo Rococó, e deixou-se influenciar pelo Neoclassicismo e por Velásquez, adquirindo uma técnica mais espontânea. Em 1789, com a subida de Carlos IV ao trono, foi nomeado pintor da corte. O artista pintou inúmeros retratos do monarca, de personalidades célebres e de amigos. Solicitado pelo rei, empreendeu aexecução de S. Bernardino de Siena Orando diante de Afonso V para o altar da Igreja de S. Fernando de Madrid.Na altura, foi considerada a melhor das suas obras. Em 1792 foi atingido por uma doença que o levou à surdez. Asua pintura sai completamente transformada dessa crise, mais incisiva e amarga. Adiciona novos tons - pretos,castanhos, vermelhos e ocres - e os temas envolvem a observação satírica do género humano e fantasias em que as personagens se deixam dominar pelas emoções. No ano de 1799 publicou Os Caprichos, um livro de 82 águas-fortes em que expõe a loucura e as fraquezas humanas. É ainda a época das cenas da vida madrilena,com A corrida de Touros e A Casa dos Loucos. Deste período data a sua relação com a duquesa de Alba, queviria a servir de modelo em vários quadros. Os horrores da guerra e a brutalidade humana durante a ocupação napoleónica (1808-1814) foram o tema de Os Desastres da Guerra, obra que só viria a ser publicada em 1863, jádepois da sua morte. Após a restauração da monarquia, foi obrigado a comparecer perante a Inquisição por causado retrato de Maja Despida (1800), um dos primeiros nus da arte espanhola da época. De 1819 a 1824 viveu em reclusão numa casa dos arredores de Madrid. Sentindo-se livre das obrigações da corte, deu livre expressão a pensamentos sombrios e selváticos nas derradeiras águas-fortes Loucuras e nas Pinturas Negras, murais de pesadelo pintados nas paredes da casa. Depois da tentativa falhada de instauração do liberalismo em Espanha,partiu para um exílio voluntário em França. Veio a falecer em Bordéus em 1828. Um ano antes, tinha pintado algo de inteiramente novo, A Leiteira de Bordéus, cujas explosões de luz e cintilações de cor são das primeiras manifestações do impressionismo.

Francisco Goya. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 

wikipedia (Imagens)


Ficheiro:Vicente López Y Portaña 001.jpg

Francisco Goya - Retrato feito por Vicente López Portaña  em 1826
Arquivo: Goya Alba1.jpg

A Duquesa de Alba  (1795)

Arquivo: Goya Maja ubrana2.jpg
Maja Vestida (1902-1805)

Arquivo: El Tres de Mayo, de Francisco de Goya, do Prado no Google Earth.jpg





30 de Março de 1853: Nasce o pintor Vincent van Gogh, mestre do pós-impressionismo.


Pintor holandês pós-impressionista, nasceu a 30 de Março de 1853. Como Gauguin, é um apóstolo retardatário da pintura. Abandonou a sua profissão em 1876 para se dedicar como pregador laico aos mineiros de Borinage, no sul da Bélgica. No Verão de 1880, decidiu consagrar-se à pintura com a mesma paixão incontrolada e a mesma sede de absoluto com que quisera servir as classes desfavorecidas. A Arte, a Literatura e a Religião, concebia-as como várias facetas de um mesmo mistério. Deixou a descrição das suas buscas, métodos e intenções em inúmeras cartas escritas sobretudo ao irmão, Theo. A sua carreira não iria durar mais do que uma década. Dois anos em Paris, de Fevereiro de 1886 a Fevereiro de 1888, transformaram por completo as suas concepções e a sua pintura. Nada o teria preparado para a visão dos quadros impressionistas, as novas técnicas libertadoras, a explosão das cores. A paixão pela cor, assim como um temperamento marginal, levou-o até Arles, na Provença. Os GirassóisA Ponte Levadiça (1888), o pomar de Pessegueiros em Flor (1889) são os temas deste período. Os Ciprestes e Corvos sobre a Seara pertencem à última fase, em que o equilíbrio emocional do pintor era precário. Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa actividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia), Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre"). Faleceu no dia 29 de Julho.
Van Gogh desenvolveu uma pintura caracterizada por uma intensidade emocional extrema. Mais do que pintar o que via, quis expressar o que sentia. E se o mundo do Impressionismo se pode revelar em pequenos pontos de luz, em Van Gogh esses pontos de luz tornam-se energia pura. Os objectos são distorcidos, as proporções falseadas, e a própria textura torna-se um elemento da expressão emocional do quadro. As cores são utilizadas no seu estado puro e aplicadas com a espátula ou o pincel, criando um relevo, um padrão, um ritmo insistente. A sua arte inicia o Expressionismo, valorizando o que é significativo em detrimento dos padrões de beleza clássicos, de maneira a que a pintura seja mais "verdadeira do que a própria verdade", nos dizeres do próprio artista.

Vincent Van Gogh. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
wikipedia (Imagens)




Ficheiro:Vincent van Gogh 1866.jpg
Vincent Van Gogh em 1866
Auto retrato com Chapéu de palha 1887
File:Van Gogh Self-Portrait with Straw Hat 1887-Metropolitan.jpg

File:Van Gogh - Starry Night - Google Art Project.jpg
File:VanGogh Bedroom Arles1.jpg

Arquivo: O Semeador - pintura de Van Gogh.jpg



O Semeador


VÍDEO


INCLÚI VIDEOS - 30 de Março de 1922: Gago Coutinho e Sacadura Cabral partem de Lisboa para a primeira travessia aérea do Atlântico Sul


A primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi concluída com sucesso pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, a 17 de Junho de 1922, no contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil. A épica viagem teve início em Lisboa, ao largo da Torre de Belém, às 16:30h de 30 de Março de 1922, empregando um hidroavião mono motor Fairey F III-D MkII, especialmente concebido para a viagem e equipado com motor Rolls-Royce. Sacadura Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último havia criado, e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante a fim de medir a altura dos astros, invenção que revolucionou a navegação aérea à época. Embora a viagem tenha consumido setenta e nove dias, o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilómetros.


Em 1991, um monumento da autoria dos arquitectos Martins Bairrada e Leopoldo Soares Branco e do escultor Domingos Soares Branco, é inaugurado próximo da Torre de Belém. Consiste numa réplica exacta em inox de um dos hidroaviões que fez a viagem, o Santa Cruz, tendo no seu interior os bustos, em tamanho natural, dos dois aviadores.
wikipedia (Imagens)
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Gago Coutinho (dir.) e Sacadura Cabral (esq.) a bordo do "Lusitânia", 1922
Ficheiro:Vuelo Gago Coutinho y Sacadura Cabral.svg
Rota da primeira travessia aérea do Atlântico Sul
Ficheiro:Tr aerea atl sul 2.jpg
Homenagem à travessia: réplica em aço do "Santa Cruz" (Belém, Lisboa)

VÍDEOS





30 de Março de 1867: Estados Unidos compram o Alasca à Rússia por 7,2 milhões de dólares


No dia 30 de Março de 1867, o então presidente dos Estados Unidos, Andrew Johnson, apresentou ao Senado uma proposta de compra de 1,5 milhão de quilómetros quadrados do Alasca, então pertencente à Rússia.

Não foram poupadas críticas à compra do que alguns chamavam o "jardim dos ursos do presidente". O negócio foi aprovado pelo Senado por apenas um voto.
Para entender o contexto histórico da transacção, é preciso retroceder no tempo até 1853. 

Naquela época, a Rússia e a Turquia estavam em guerra. O Reino Unido e a França apoiavam os turcos no pequeno conflito que ameaçava tornar-se uma grande guerra. O distante território da Rússia além do Estreito de Bering, então chamado América Russa, estava indefeso a um ataque da Marinha britânica.

O grande território gelado possuía apenas alguns centros de revenda de peles e alguns fortes militares. Uma companhia russo-americana que controlava o comércio na região foi encarregada oficialmente, em 1854, de fazer a proposta de venda aos Estados Unidos. Na realidade, a Rússia precisava de dinheiro.

Quando Washington acenou com a disposição de negociar, o Reino Unido  comprometeu-se a respeitar na guerra o território em questão e o esboço do contrato de venda desapareceu misteriosamente. Mas a miséria russa continuou e as poucas vantagens económicas do território fizeram a ideia da venda voltar à tona em 1857.

O grão-duque Constantino, irmão do czar Alexandre II, queria que a Rússia se concentrasse na sua política interna e achou que a América Russa era um luxo descabido na situação que o país vivia . 

Quando as negociações foram reiniciadas com Washington, começou a Guerra Civil Americana. Nos quatro anos seguintes, os planos foram novamente esquecidos.

Em 1866, as acções da companhia de comércio russo-americana caíram rapidamente e a empresa estava à beira da falência. A venda do território do hoje Alasca voltou a ser assunto, na Rússia e nos Estados Unidos. O enviado do czar à América, Eduard von Stoeckl, encaminhou a transacção e estava confiante. Afinal, escreveu, os Estados Unidos compraram a Louisiana à França, a Flórida à Espanha e o Texas e a Califórnia ao México.

A decisão da venda foi tomada em São Petersburgo em 16 de Dezembro de 1866. O então secretário de Estado William Seward era um expansionista convicto e viu na compra do Alasca a possibilidade de restabelecimento da ordem no continente. As negociações duraram quatro dias. O preço final ficou em 7,2 milhões de dólares, ou seja,  4,74 dólares por metro quadrado.

Desde 3 de Janeiro de 1959, o Alasca é oficialmente o 49º Estado norte-americano.

Fontes: DW
wikipedia(imagens)

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Cheque utilizado pelo governo dos Estados Unidos para a compra do Alasca
File:Czar's Ratification of the Alaska Purchase Treaty - NARA - 299810.tif
Ratificação do Tratado da compra do Alasca pelo czar Alexandre II

Médicos: 869 foram para fora e cerca de 15 mil no privado




Melhor vencimento e condições de trabalho são o que levam muitos profissionais a deixar o serviço público

Associação de estudantes, Ordem e diretores de escolas de medicina pediram a redução de vagas nos cursos, defendendo que em causa está a qualidade da formação durante a licenciatura como a dada durante os internatos da especialidade por causa do excesso de alunos nos hospitais e o número cada vez menor de médicos graduados para dar formação. Mas em entrevista ao Expresso no fim de semana, o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, disse que não estava disponível para isso e que considerava que havia um défice de profissionais.

"É uma pena que o ministro do Ensino Superior, que deve colocar a qualidade acima de tudo, não se preocupasse em saber o que se passa nos cursos de medicina. Estas afirmações mostram desconhecimento. O problema da falta de médicos não se resolve com formação em barda, mas criando condições de contratação", diz Miguel Guimarães, presidente da secção norte da Ordem dos Médicos, referindo que vários estudos apontam que bastaria forma cerca de 1300 médicos por ano para as necessidades em vez dos 1600 atuais e que está a deixar licenciados sem vagas para especialidade.

"Temos registados na Ordem cerca de 45 mil médicos. A OCDE indica que temos 4,3 médicos por mil habitantes. Quando falamos de SNS, aí sim temos um problema de falta de médicos. Segundo os dados da Administração Central do Sistema de Saúde trabalham no SNS cerca de 27 mil médicos, dos quais perto de 9000 são internos", afirma, lançando a pergunta: "Porque é que temos tantos médicos e falta no SNS?"

A resposta é múltipla. "Desde 2012 temos cada vez mais médicos a emigrar, as reformas antecipadas têm vindo sempre a subir - nos últimos dois anos reformaram-se perto de 3200 médicos, sendo que 90% foram reformas antecipadas - e grande parte dos médicos trabalha só no privado. Se 50% dos médicos que emigram, que se reforma ou que estão no privado fossem para o SNS não teríamos falta de profissionais."

Só a formação académica custa entre 60 mil e 100 mil euros. Mas o SNS não está a ser capaz de aproveitar este investimento. "Em 2014 emigraram 394 médicos e em 2015 foram 475. Foi o valor mais elevado de sempre. O principal motivo da saída foram as condições de trabalho: a acesso á medicina que querem fazer, a especialidade que gostariam de ter, porque há médicos a sair para fazer internato, e o salário. Há médico a trabalhar em Inglaterra ou em Espanha que ganham três vezes mais do que ganhariam cá." A diferença está entre 2400 euros mensais brutos em Portugal e 7500 euros em Londres no caso de um recém-especialista. 50% dos médicos que emigraram têm entre 25 e 34 anos.

Mas é o setor privado o principal adversário do SNS. "Temos entre 15 mil e 16 mil médicos só no setor privado. Muitos dos que pediram reforma antecipada foram trabalhar só para o privado, onde a diferença de salário pode ser duas vezes superior. A atração está mais relacionada com a remuneração e com a proximidade do local de trabalho com o local onde tem a sua pessoal". Quando um médico termina o internato está na casa dos 30 anos, muitos com família já criada e a opção de deixar a cidade onde fez a formação torna-se desinteressante, sobretudo quando nos hospitais públicos não encontra as condições de trabalho que gostaria. "Quando vai para uma zona carenciada muitas vezes não encontra uma equipa com quem partilhar opinião, faltam meios para determinadas técnicas e material. Isso é desmotivador", refere. "A política de incentivos tem de mudar e têm de ser incentivos a sério. No Canadá, por exemplo, quem muda para zonas carenciadas paga menos 50% de impostos", exemplifica.

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De repente a sinalização na auto-estrada fez-nos mudar o destino...


por Paulina Mata
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A viagem decorria calma, a próxima paragem estava bem definida. Mas de repente a sinalização na auto-estrada fez-nos mudar o destino. Temporariamente, é certo, mas inevitavelmente... Às 8 h e 45 m ao ver a indicação na auto-estrada da saída para Alfeizerão sentimos uma irresistível vontade de comer uma fatia de pão de ló.

Alguns minutos depois, a uma das mesas da Casa do Pão de Ló de Alfeizerão, satisfizemos aquele desejo repentino. Estes pequenos prazeres não planeados são tão bons!

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Surgiu então um outro desejo, o de saber mais sobre este bolo. Foi fácil! Uma pequena busca, e alguns minutos depois lia um texto de Virgílio Gomes sobre este pão de ló, e também sobre a Casa do Pão de Ló, que me satisfez toda a curiosidade, e acrescentou outra dimensão à experiência.

assinseassados.blogs.sapo.pt

Paul Craig Roberts: "¿Todavía existe Estados Unidos?"



La Constitución de Estados Unidos define a su pueblo como una nación. Sin la ley principal, sería un país diferente. Por lo tanto, perder la Constitución es equiparable a perder el país, escribe el analista estadounidense Paul Craig Roberts.

El exasesor económico del gobierno de Ronald Reagan se pregunta en su blog si todavía existe la Carta Magna estadounidense. 

"La Décima Enmienda se dedica a los derechos reservados por los Estados y no a los delegados del Gobierno federal. Es un papel mojado", señala Roberts.

Las secciones 1 y 8 del Artículo 8 de la Constitución describe los principales poderes del Congreso, "y ambas secciones han sido violadas", indica en su artículo. 

El otorgamiento por la Constitución de "todos los poderes legislativos" al Congreso ha sido derogado por decretos ejecutivos y declaraciones de firma presidenciales. El presidente puede usar decretos ejecutivos para legislar y declaraciones de firma para interpretar una u otra sección de la ley aprobada por el Congreso e impedir su implementación.

La autoridad legislativa además se ha erosionado por delegarse a funcionarios ejecutivos el poder de escribir las normas de implementación de las leyes. El derecho del Congreso para declarar una guerra ha sido usurpado por el poder ejecutivo. 

"Así que, los poderes principales otorgados al Congreso han sido cedidos al poder ejecutivo", resume Roberts.

La Primera Enmienda, que protege la libertad de expresión, de prensa y de manifestación, ha sido comprometida por las declaraciones del poder ejecutivo sobre la 'seguridad nacional', sostiene el analista.

Se juzga inexorablemente a activistas de derechos humanos pese a que las leyes federales deben protegerlos. La libertad de manifestación ha cedido a arrestos, gas lacrimógeno, porras, balas de goma, cañones acuáticos y la cárcel.

"La libertad de expresión es limitada por la corrección política y temas tabú. Hay indicios de que la disidencia está siendo criminalizada", subrayó Roberts. La Cuarta Enmienda, que protege a los individuos contra registros y confiscaciones arbitrarios, también "es papel mojado".

"En su lugar tenemos registros no autorizados, irrupciones en casas por las fuerzas especiales, registros al desnudo y de cavidades, incautaciones no autorizadas de computadoras y móviles, así como la pérdida de cualquier intimidad debido al espionaje ilegal omnipresente", recalcó el analista. 

Pasando también por la Quinta, Sexta y Octava Enmienda -que protegen a los ciudadanos contra el doble enjuiciamiento, autoincriminación, procesos judiciales injustos y condenas demasiado severas- Roberts concluye: "Es paradójico que cada libertad civil de la Declaración de Derechos ha sido perdida debido al estado policial, con excepción de la Segunda Enmienda, sobre el derecho de los ciudadanos a tener armas de fuego".

Históricamente, un gobierno que pueda, sin el debido proceso, lanzar a un ciudadano a un calabozo o ejecutarlo de manera extrajudicial esto debería ser considerado como una tiranía, y no como una democracia, continúa Roberts.

"Por cualquier definición histórica, Estados Unidos hoy en día es una tiranía", acentuó.

Actualidad RT
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O Asa

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O Asa ainda com a trela de soldado raso

Num dos seus momentos de frenesim presidencial que têm sido estas primeiras semanas de Presidente da República, lembrando um pouco um  puto irrequieto que recebeu o brinquedo mais desejado, Marcelo disse que; à semelhança de Obama e dos seus antecessores gostaria de ter um cachorro presidencial. Em poucas horas o diligente secretário de Estado da Defesa encontrou uma cadela parideira na Força Aérea. A prenda foi entregue de forma tão célere que o mancebo da Força Aérea se apresentou ao Presidente em pelota, não houve tempo para a direcção do fardamento encontrar farda adequada a tão ilustre recruta.
  
Mas o Asinha não vai ser como o Bo ou o seu antecessor Barney, uma elite de cachorros presidenciais, com direito a pagina especial no site da Casa Branca. Seguindo as boas tradições lusas o Asinha vai ser educado como deve ser, num colégio interno e com professores militares. Na falta de uma instituição do tipo de Pupilos do Exército de quatro patas, o cachorro será educado por militares da GNR. É certo e sabido que vai saber comportar-se como deve ser, comer com faca e garfo, estar em sentido quando deve estar e, entretanto, cresce longe dos tapetes de Arraiolos de Belém, o que os poupará a muita mijadela.

O problema é que há por aí quem não compreenda que um cão presidência tuga não poderia ter ar de parvo como o Barney, ou parecer-se a um pirilampo mágico como o Bo. Os cães devem ser parecidos aos donos, neste caso o presidencial bicho deve ser de uma raça reconhecidamente inteligente, dedicado, disciplinado e saber morder com a mesma eficácia com que Marcelo o está fazendo ao traste de Massamá.
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Ternura pesidencial
  
Mas como em Portugal ninguém fica contente já há quem se indigne porque em vez de uma raça tuga Marcelo ficou com uma raça que faz lembrara o ministro das Finanças da senhora Merkel. Podia ter escolhido um Rafeiro do Alentejo, um Podengo português, ou, se preferisse um cão sem linhagem, até poderia ter adoptado um qualquer rafeiro de Massamá. Mas não, Marcelo decidiu desiludir, e escolheu um Pastor Alemão e já o estamos vendo a analisar as contas do Estado com o Asa a seu lado, rosnando como se estivesse armado em Wolfgang Schäuble.
  
Depois dos criadores de raças manifestarem a sua indignação não se admirem que a seguir sejam os pedagogos a questionar se nos dias de hoje a educação militarista ainda deve ser considerada um exemplo de virtudes. Não me admiraria nada que aparecesse alguma funcionária da Segurança Social e “apreendesse” o Asa, adoptar um cão num dia e mandá-lo para um internato no dia seguinte não é coisa que se faça. Ainda por cima, aquilo por Belém começa a ficar confuso, alguns dirão mesmo que é uma família disfuncional, Marcelo vive fora de casa, tem mulher mas não conta para a Presidência e agora tem um cão que vai para um internato e que nos dias da visita à família será levado a Belém por um soldado da GNR, para se poder socializar com o dono.


jumento.blogspot.pt

Não querem pagar impostos? Paguem multas!





Toda a gente protesta contra os impostos. Com razão. A elevada carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho é, todos os meses, um motivo de desmotivação e causa de baixa de produtividade, provocadas pelo desânimo que invade os trabalhadores quando constatam que uma parte substancial do seu salário ficou retido na fonte e se esvaiu em impostos. 
Atrevo-me, por isso, a sugerir ao actual governo que seja inovador e, para diminuir a carga fiscal dos portugueses, faça uma coisa tão simples como obriga-los a cumprir as leis fundamentais do civismo que deviam nortear qualquer sociedade.
Eu sei que um governo que  tome medidas visando o cumprimento das leis, será imediatamente acusado de andar na caça à multa, mas eu prefiro um governo que seja acusado de cumprir a lei, do que outro que  carrega nos impostos e não  motiva os cidadãos a respeitarem-se mutuamente.
Não vou aqui fazer um rol das inúmeras medidas que poderiam ser alvo de uma maior atenção por parte das autoridades policiais que, se cumprissem a sua obrigação de multar os prevaricadores, estariam a promover uma sociedade mais justa e mais civilizada. Permito-me, no entanto, sugerir que as autoridades passem a multar sem  contemplações os automobilistas que estacionam em segunda e terceira filas, em passadeiras, em cima de passeios ou locais em que restringem a visibilidade aos restantes automobilistas,  os que conduzem enquanto falam ao telemóvel, ou ainda os que desrespeitam as mais elementares regras do Código da Estada, seja não fazer pisca quando mudam de direcção, ou fazer uma ultrapassagem em cima de um risco contínuo.  
Eu sei que é mais fácil instalar radares e aplicar multas por excesso de velocidade, a um automobilista que às 5 da manhã circule no Campo Grande a 70kms/hora, mas seria muito mais eficaz, cívico e dissuasor de infracções, aplicar multas por estacionamento irregular e PERIGOSO, ou coimar quem faz descarregamentos, obstruindo faixas de rodagem, a horas não autorizadas.
Para que não digam que estou a perseguir os automobilistas, sugiro também que multem os cidadãos que passeiam os cães sem trelas em jardins e outros espaços públicos onde essa prática é proibida.E, já agora, aqueles animais que deveriam andar com açaime, ou os donos de cães que levam os animais a fazer as suas necessidades à rua, ou nas praias, mas não limpam os dejectos.
Seria também um grande serviço em prol da comunidade punir quem cospe no chão, ou atravessa a rua fora das passadeiras, colocando em perigo a sua vida e a tranquilidade dos condutores.
São meros exemplos de falta de civismo que poderiam e deveriam ser punidos. E não me digam que era preciso um polícia para cada português, para acabar com os maus hábitos que temos. Não. Basta que as autoridades não façam vista grossa às infracções e punam quem não cumpre. Dir-me-ão que uma sociedade assim seria policial e persecutória. Discordo. Como é que países que normalmente muito admiramos pela educação cívica dos seus povos chegaram a esse estado? Precisamente porque fizeram cumprir a lei. E não foi apenas resultado de uma acção educativa na escola. Isso foi importante, mas não teria resultado se as pessoa não fossem dissuadidas  com a aplicação de elevadas coimas.
Por cá, as campanhas nas escolas multiplicam-se, mas depois as crianças olham para o comportamento dos adultos e percebem que o que lhes ensinam na escola não é para praticar quando forem mais velhos. Enquanto a escola os educa num sentido ( correcto), o que eles aprendem na vida real é a impunidade do incumprimento. 
E rapidamente aprendem que ser cumpridor, ter espírito cívico e respeitar o próximo são coisas de totós, porque quem vence na vida são os chico-espertos.

cronicasdorochedo.blogspot.pt

Pobre Portugal...


Os aldrabões ganharam eleições e impuseram a mesquinhez em que sempre viveram. 
Confusões que a Democracia tem de suportar. 
Doidos varridos à solta num país bonito, pacato, sereno, com um bom e fantástico Povo.
Pobres de nós.
Foi o que deu terem escolhido um indivíduo para primeiro-ministro que mal sabia ler e escrever e exibia arrogância de senador... 
Luís Menezes Leitão, no Delito de Opinião reconhece o óbvio: esta  tropa-fandanga alaranjada, ultimamente capitaneada por Passos Coelho, além de estúpida, como já era no tempo de Cavaco primeiro-ministro, continua como sempre disparatada e a não aprender nada, pois não se cansa de repetir os mesmos erros.
Costa merece o Chapeau de um Homem de Direita.

"Infelizmente muitas vezes tenho que dar razão aos que dizem que Portugal tem a direita mais estúpida do mundo. Na verdade, imensas vezes vemos à direita serem praticados actos gratuitos, que irritam profundamente as pessoas comuns, e que nem sequer trazem qualquer benefício para o país, resultando apenas da teimosia dos governantes. Infelizmente muitas vezes não há, porém, espírito crítico para evitar esses disparates, acabando por produzir o afastamento dos partidos da área do poder durante muitos anos.

O governo de Cavaco SIlva já no seu estertor foi um perfeito exemplo disso. Uma das medidas mais loucas que adoptou foi fazer Portugal seguir o fuso horário de Berlim em ordem a facilitar os contactos com os nossos parceiros europeus. Só que isto obrigava os portugueses a levantar-se de madrugada, sair dos empregos no pico do calor, e ter sol até depois das 23 horas. E mesmo depois de se ver isso, o governo foi incapaz de emendar o disparate, não querendo saber da irritação que estava a causar nas pessoas.

Outro exemplo dos disparates do governo de Cavaco Silva foi ter abolido a tolerância de ponto no Carnaval, gesto que ninguém entendeu. Nesse dia, o PSD perdeu vinte pontos nas sondagens, e ficaria arredado do governo por sete anos, sendo que o próprio Cavaco perderia as presidenciais, só regressando 10 anos depois. Há gestos que custam caro a quem os pratica.

Passos Coelho não resistiu a fazer um disparate semelhante com a abolição dos feriados, neste caso com a gravidade de mexer com símbolos nacionais importantíssimos para a comunidade, como a implantação da República a 5 de Outubro ou a Restauração da Independência a 1 de Dezembro. Mais uma vez, tratou-se de um gesto gratuito, sem qualquer benefício e que só poderia trazer custos eleitorais. Mas Passos Coelho comportava-se como um iluminado e tinha o fanatismo próprio dessa estirpe. Por isso foi incapaz sequer de reconhecer o erro e repor os feriados no final do seu mandato. Se o tivesse feito, talvez não existisse hoje um governo de esquerda. Mas, como Passos Coelho sempre disse que se estava a lixar para as eleições, acabou por se lixar a ele próprio e ao PSD no seu conjunto.

António Costa é que percebeu muito bem o valor dos símbolos nacionais e não hesitou em repor imediatamente os feriados, nem sequer querendo saber do período de transição que a lei estabelecia. Mas fez mais do que isso. Aproveitando as hesitações de Marcelo Rebelo de Sousa resolveu referendar o diploma, o que é uma simples formalidade, em cerimónia pública no Palácio da Independência. Com isso, não apenas capitalizou o erro de Passos Coelho a seu favor, mas deu-lhe um tiro mortal no seu autoproclamado estatuto de primeiro-ministro no exílio. Isto é a política pura e dura. Chapeau!"

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