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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

UCRÂNIA E A OTAN: a Arte da Guerra


UCRÂNIA E A OTAN: a Arte da Guerra
"Os fatos falam claramente. A Ucrânia de Poroshenko – o oligarca que enriqueceu com o saque das propriedades do Estado e a quem o primeiro-ministro italiano Renzi louva como « sábia liderança » – decretou por lei em dezembro o banimento do Partido Comunista da Ucrânia, acusado de « incitação ao ódio étnico e violação dos direitos humanos e das liberdades ». Estão proibidos por lei mesmo os símbolos comunistas : cantar A Internacional resulta numa pena de 5 a 10 anos de prisão.

É o ato final de uma campanha de perseguição semelhante à que marcou o advento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha. Sedes de partidos destruídas, dirigentes linchados, jornalistas torturados e assassinados, militantes queimados vivos na Bolsa do Trabalho de Odessa, civis sem armas massacrados em Marioupol, bombardeados com fósforo branco em Slaviansk, Lougansk e Donetsk.
Um verdadeiro golpe de Estado sob a direção da dupla EUA/Otan, com o objetivo estratégico de provocar na Europa uma nova guerra fria para golpear e isolar a Rússia e, ao mesmo tempo, fortalecer a influência e a presença militar dos Estados Unidos na Europa. Como força assalto, foram utilizados, no golpe da Praça Maidan e nas ações sucessivas, grupos neonazistas treinados e armados para esse efeito, como provam as fotos de militantes de Uno-Unso treinados em 2006 na Estônia. "
O roteiro para a cooperação militar Otan-Ucrânia, assinado em dezembro, praticamente integra doravante as forças armadas e a indústria bélica de Kiev nas da Aliança sob a condução dos Estados Unidos. Nada mais falta a não ser a entrada formal da Ucrânia na Otan.

O presidente Poroshenko anunciou para esse efeito um « referendo » cuja data está por definir, prenunciando uma clara vitória do « sim » sobre a base de uma pesquisa já realizada. Por seu lado, a Otan garantiu que a Ucrânia, « um dos mais sólidos parceiros da Aliança », está « firmemente comprometida a realizar a democracia e a legalidade ».

Os fatos falam claramente. A Ucrânia de Poroshenko – o oligarca que enriqueceu com o saque das propriedades do Estado e a quem o primeiro-ministro italiano Renzi louva como « sábia liderança » – decretou por lei em dezembro o banimento do Partido Comunista da Ucrânia, acusado de « incitação ao ódio étnico e violação dos direitos humanos e das liberdades ». Estão proibidos por lei mesmo os símbolos comunistas : cantar A Internacional resulta numa pena de 5 a 10 anos de prisão.

É o ato final de uma campanha de perseguição semelhante à que marcou o advento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha. Sedes de partidos destruídas, dirigentes linchados, jornalistas torturados e assassinados, militantes queimados vivos na Bolsa do Trabalho de Odessa, civis sem armas massacrados em Marioupol, bombardeados com fósforo branco em Slaviansk, Lougansk e Donetsk.


Um verdadeiro golpe de Estado sob a direção da dupla EUA/Otan, com o objetivo estratégico de provocar na Europa uma nova guerra fria para golpear e isolar a Rússia e, ao mesmo tempo, fortalecer a influência e a presença militar dos Estados Unidos na Europa. Como força assalto, foram utilizados, no golpe da Praça Maidan e nas ações sucessivas, grupos neonazistas treinados e armados para esse efeito, como provam as fotos de militantes de Uno-Unso treinados em 2006 na Estônia. 
As formações neonazistas foram em seguida incorporadas na Guarda Nacional, adestradas por centenas de instrutores estadunidenses da 173ª divisão aerotransportada, transferida de Vicenza para a Ucrânia, acompanhada por outras da Otan.
A Ucrânia de Kiev foi assim transformada no « viveiro » do nazismo renascente no coração da Europa. Chegam a Kiev neonazistas de toda a Europa (inclusive da Itália) e dos EUA, recrutados sobretudo pelo partido de extrema direita Pravy Sektor e pelo batalhão Azov, cuja identidade nazista é representada pelo emblema decalcado das SS do Reich. Depois de terem sido treinados e postos à prova nas ações militares contra os russos da Ucrânia e no Donbass, retornam a seus países com o « salvo-conduto » do passaporte ucraniano. 
Simultaneamente difunde-se na Ucrânia a ideologia nazista entre as jovens gerações. Disto, ocupa-se em particular o batalhão Azov, que organiza campos de treinamento militar e de formação ideológica para crianças e adolescentes, aos quais se ensina antes de tudo o ódio aos russos.
Isto advém da conveniência dos governos europeus: por iniciativa de um parlamentar da República Tcheca, o chefe do batalhão Azov, Andriy Biletsky, aspirante a « Führer » da Ucrânia, foi recebido pelo parlamento europeu como « orador convidado ». Tudo no quadro do « Apoio prático da Otan à Ucrânia », compreendendo o « Programa de potencialização da educação militar », no qual participaram em 2015, 360 professores ucranianos, instruídos por 60 experts da Otan. Num outro programa da Otan, « Diplomacia pública e comunicações estratégicas », ensina-se às autoridades como «contrapor-se à propaganda russa» e aos jornalistas como « gerar histórias factuais desde a Crimeia ocupada e a Ucrânia oriental ».
Manlio Dinucci








ESPEREM SENTADOS



ESPEREM SENTADOS


 



  
Que cases. Que te juntes numa cerimónia branca e imaculada, rodeada de família e amigos. Que tenhas filhos depois. Só depois. Esperam de ti, mulher, que saibas, no mínimo, estrelar ovos e que gostes de homens. Mas que sejas fiel. Ordeira e arrumada. Limpa e asseada. E que dês de mamar. Que sejas incansável na função de mãe, sem lágrimas ou dúvidas. Mãe que é mãe nunca se arrepende de nada. Nem de os ter. Nem do que faz. Nunca questiona os conselhos dos mais velhos.
Esperam de ti isso e mais. Que qualquer sensação de fraqueza é para erradicar do peito e da cabeça. Esperam que se te dizem que deves dar peito até aos dois anos, é para cumprir. Que se não sentes qualquer gozo nisso, és menos mãe. Menos capaz. Menos mulher. Esperam de ti um parto normal. Gaja que é gaja, tem parto vaginal. As outras são umas “meninas”. Esperam de ti a boçalidade da pré-história.
Esperam que tenhas os filhos sempre limpos e que lhes dês banho todos os dias após uma refeição sem fritos ou salsichas. Esperam que a roupa do homem com quem casas, porque é suposto gostares de homens, esteja passada a ferro. Que se não podes, contrata alguém.
Esperam que não haja vincos na tua camisola quando vais trabalhar todos os dias nem nódoas de ranho ou papa. Esperam que tires um curso. Que sejas “alguma coisa” mas que consigas ter a casa num brinco, sem pingo de pó ou brinquedos fora do sítio.
Esperam que sejas magra. Atlética. Que corras todos os dias. Ou dia sim, dia não, vá. De depilação feita e unhas coloridas. Que faças bolos ao sábado. E que não tenhas as raízes do cabelo por fazer. Esperam que te comportes bem e que nunca bebas um copo a mais para não caíres em figuras ridículas. Que nunca sejas daquelas que urina entre dois carros, no meio do Cais do Sodré.
Esperam isso. Esperam mais. Que nunca adormeças maquilhada porque sujas a fronha da almofada. E que não te separes. Aguenta. É suposto aguentares porque tudo dá trabalho na vida. Por isso, é suposto esforçares-te. Pelos filhos. Por ti, não. Não carece. Por ti, não. E pela imagem. A imagem. E o que gastaram naquele casamento sumptuoso! Não. Aguenta, se faz favor. Pelos teus pais e pelos teus filhos. Esmera-te. É capaz de ser culpa tua.
Esperam isso de ti. E não convém falhares. Esperam que tenhas sempre a louça na máquina e a roupa estendida. Que a cama esteja sempre feita. Todos os dias. Esperam de ti pouco rasgo. Se pensares demasiado, vais questionar demasiado. Ser curiosa ainda vá. Reflectir é evitável. Não esperam que sejas uma grande intelectual ou que fumes charutos ou que gostes de brandy. Vais beber licor de café ou vinho do porto e fumar qualquer coisa com sabor a mentol. Esperam de ti a dignidade. Que aceites o assédio como um galanteio. Esperam que uses saltos altos todos os dias e que uses um perfume que enche o elevador. Esperam que sejas isto. E mais. Só não esperam que sejas feliz.

Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Autoridade Nacional de Protecção Civil, no aeródromo de Ponte de Sor, em Portalegre, e na sede da empresa Everjets, no aeroporto do Porto.







Suspeitas de corrupção na contratação de meios aéreos pela Protecção Civil

Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Autoridade Nacional de Protecção Civil, no aeródromo de Ponte de Sor, em Portalegre, e na sede da empresa Everjets, no aeroporto do Porto.

A nota emitida pouco antes das 18h, indica que "os factos em investigação estão relacionados com a contratação internacional para a aquisição de meios aéreos de combate aos incêndios" e que a investigação é dirigida pela 9.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa que, com o apoio da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ,  realizou esta sexta-feira "buscas domiciliárias e não domiciliárias".
Num outro comunicado, divulgado pouco depois das 18h, a PJ precisa que foram realizadas "cerca de uma dezena de buscas" nas áreas de Lisboa, Porto e Portalegre, em "domicílios, empresas e entidades públicas". A PJ adianta que a operação, denominada Crossfire, teve como objectivo "a obtenção de elementos de prova relacionados com contratos públicos de aquisição e manutenção de aeronaves para combate a incêndios".
Segundo o PÚBLICO apurou, a operação está relacionada com vários contratos de aluguer, operação e manutenção de helicópteros de combate a incêndios florestais, incluindo os aparelhos de fabrico russo Kamov, cujo centro de operações está sedeado em Ponte de Sor. O inquérito terá concentrado várias queixas de empresas do sector aeronáutico que protestavam por alegadas irregularidades em concursos levados a cabo pela ANPC.
O Ministério da Administração Interna também confirmou a presença de elementos da Judiciária nas instalações da Protecção Civil, tendo sublinhado que prestará toda a colaboração às autoridades.     
Fonte oficial da Everjets confirmou ao PÚBLICO a realização de buscas na sede da empresa que, no ano passado, ganhou o concurso para operar e manter os helicópteros Kamov, que são do Estado, com a proposta mais baixa, no valor de 46 milhões de euros. A empresa confirmou em comunicado a realização das buscas e "reitera a sua disponibilidade para prestar todos os esclarecimentos às autoridades", o que diz ter feito "até agora".Dias antes da formalização deste contrato com o Estado, a 6 de Fevereiro do ano passado, a Everjets foi comprada pelo dono da Bragaparques, Domingos Névoa, condenado por corrupção no caso do Parque Mayer.
Não é a primeira vez que os helicópteros Kamov surgem no meio de uma investigação policial. Em Novembro passado, o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo foi acusado de um crime de prevaricação no processo dos vistos dourados precisamente por ter, alegadamente, enviado para um empresário seu amigo, Jaime Gomes, também acusado no mesmo processo, o caderno de encargos do concurso para operar e manter os seis helicópteros Kamov comprados em 2006 pelo Estado. Tê-lo-á feito três meses antes da data do anúncio da abertura do concurso, quando ainda estavam a decorrer trabalhos preparatórios. Ainda segundo a acusação do Ministério Público, Jaime Gomes mantinha relações com o grupo aeronáutico Faasa - que terá sido subcontratado pela Everjets.
Os Kamov tem estado envolvidos em várias polémicas, uma das quais levou à paragem de toda a frota em Maio do ano passado, devido a problemas mecânicos detectados durante o processo de transferência da operação e manutenção das aeronaves para a Everjets. A meio deste mês o secretário da Administração Interna, Jorge Gomes, informou que havia dois aparelhos inoperacionais, que iriam ser reparados "com a máxima urgência" para poderem integrar a fase mais crítica dos incêndios do próximo Verão. Dos seis helicópteros da frota do Estado, neste momento apenas três estão aptos a voar. Além dos dois aparelhos inoperacionais, um terceiro helicóptero despenhou-se no combate a um fogo em 2012, em Ourém, estando o que resta do aparelho guardado num armazém em Ponto de Sor.

James Petras acusa Podemos e Syriza de “colaboracionistas com os patrões”


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Resumen Latinoamericano /CX36 Radio 
Centenario/ 26 de janeiro de 
2016 – Na entrevista semanal que a Rádio CX36 
do Uruguai realiza com o 
intelectual estadunidense James Petras, o jornalista 
Efraín Chury Iribarne 
perguntou: Vou perguntar sobre a Espanha porque 
o líder do Podemos, 
Pablo Iglesias, concorreu como vice-presidente do 
Executivo junto com o 
PSOE e Izquierda Unida. Surpreende esta proposta 
para superar a crise 
espanhola que, naturalmente, não será superada com 
Rajov, porém tampouco 
com o PSOE da maneira que governou antes.
JP: Exatamente.
Porque a fonte da crise econômica são as medidas tomadas pelo PSOE, o mal denominado Partido Socialista da Espanha, e, depois, as medidas de austeridade do denominado Partido Popular (PP) foram produto das políticas do Fundo Monetário acordadas com o PSOE. Todo o mundo entendeu isso. Por isso, castigou e muitos milhões de pessoas saíram às ruas para protestar. Como resultado, a direita dura ganhou e continuou com as mesmas políticas. Por essa razão podia surgir o Podemos como uma alternativa ao PSOE e ao PP. E agora, o Podemos termina abraçando os mesmos políticos que são os grandes responsáveis pela crise e por todas as origens do Podemos.
Por que o Podemos trai suas raízes, suas origens e seus apoiadores?
Porque estes partidos de pequenos burgueses, acadêmicos, igual ao SYRIZA na Grécia, só sabem como colaborar na luta de classes. São colaboracionistas com os patrões, utilizando um discurso aparentemente rebelde para conseguir o voto do eleitorado e, depois, fazer uma aliança com o PSOE.
Todas estas chamadas alternativas não são realmente alternativa. São outra cara da reação. Agora o mostra Pablo Iglesias, que não é diferente de Alexis Tsipras da Grécia. Todos vão criticar até que conseguem a oportunidade de entrar no gabinete e desfrutar dos privilégios do poder.
Podemos dizer que eles, na próxima eleição, cairão porque perderam a imagem de ser uma alternativa.
Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/2016/01/27/james-petras-acusa-a-podemos-y-syriza-de-colaboracionistas-con-los-patrones/
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Pinto da Costa confirma - Carrillo já está no Benfica Peruano assinou por cinco épocas.




Carrillo já está no Benfica Peruano assinou por cinco épocas. 

André Carrillo já é jogador do Benfica. 

Segundo confirmou o CM, o jogador peruano, em litígio com o Sporting, assinou por cinco épocas. Já esta sexta-feira, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, disse que André Carrillo terá assinado ontem pelo Benfica. "A mim não me interessa nada o que fazem, interessa-me é o FC Porto. Ainda ontem, telefonaram-me a avisar que o Benfica estava a assinar com o Carrillo. 

Até me disseram onde e no apartamento de quem, e se o FC Porto estava interessado em entrar. A mim não me interessa nada disso. É um problema deles. 

Alguém aproveitou até para tentar criar uma guerra entre os clubes, mas não tenho nada a ver com isso. 

É o FC Porto que tenho de dirigir, o resto é zero", afirmou em declarações à SIC e ao Porto Canal. Contratação de Óliver Torres No seguimento do cenário das contratações, Jorge Nuno Pinto da Costa garantiu ainda que o FC Porto não vai contratar novamente o espanhol Óliver Torres, do Atlético de Madrid, apesar "das boas recordações que deixou no Porto" na época passada. "Não posso estar a comentar o que vem nos jornais, mas abro uma exceção para dizer que não é verdade o que se diz em relação ao Óliver e à possível vinda para o FC Porto. Foi um jogador que passou aqui, deixou aqui boas recordações, mas não há hipóteses de voltar", esclareceu ainda. 

O presidente do FC Porto acrescentou que, depois das chegadas de Suk (ex-Vitória de Setúbal) e de Marega e José Sá (ex-Marítimo), não deverá haver mais reforços no período de transferências que encerra na segunda-feira. "Há sempre a expectativa de poder aparecer alguém, mas neste momento estou convencido de que não haverá mais entradas nem saídas, embora tenhamos recebido várias propostas para saídas. Inclusive, ainda hoje recebemos uma de Inglaterra pelo Aboubakar, a que respondemos imediatamente que não. O plantel está formado e é com este que estamos a trabalhar e não pensamos em alterações", revelou Pinto da Costa. Declarações de Lopetegui 

Em relação a Julen Lopetegui, e às declarações que o treinador proferiu ao jornal As e nas quais afirma que Pinto da Costa "foi mal aconselhado" aquando o seu despedimento, o presidente não quis comentar, referindo apenas a "amizade" que nutre pelo técnico espanhol. "É um cidadão livre e pode ter as suas opiniões e não vou comentar. Sou amigo dele, acho que as relações pessoais nada têm a ver com as profissionais, criámos uma estima que penso ser recíproca. 

Não vou comentar nada que ele diga. Tem o direito de pensar o que quiser", disse ainda.
 http://www.cmjornal.xl.pt

ECOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL ALGARVIO




Raminhos Bispo (facebook)

ECOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL ALGARVIO(4)
MIGUEL CRUZ
DESPORTISTA FARENSE
Miguel Cruz foi no Algarve qualquer coisa de grande em matéria de desporto. O incremento que Faro e o Algarve, assistiu nos anos vinte do século passado, deve-se, em parte, à obra deste grande amigo da Educação Física, de quem se tornou escravo, quer praticando-a, quer aconselhando, por todos os meios ao seu alcance.
Miguel Cruz, nasceu em Faro em 1901. Com uma força de vontade extraordinária para ser um bom atleta, logo em criança se alistou entre os discípulos de Mário Ramos o valoroso Bombeiro e grande ginasta farense, de quem em pouco tempo, chegou a ser o melhor aluno, cultivando o Boxe.
Já homem, Miguel Cruz no último mês de 1921, fundou o jornal “O Sul Desportivo”, como o nome indica, servir os interesses das modalidades desportivas, não só da cidade, mas de toda a província, o qual sem a sua valiosa colaboração, teria baqueado logo à nascença. Organizou o “Sport Ginasta Club”, onde conseguiu reunir um bom grupo de apaixonados da Educação Física, que aproveitando as suas lições, cultivavam o Boxe, a ginástica sueca, saltos, corridas e outros especificados do Atletismo.
Usando vários pseudónimos, Miguel Cruz foi correspondente dos jornais desportivos de Lisboa e conseguiu reunir à sua volta, pessoas de diferentes opções, desportivas, apoiando a Comissão, da qual saiu a Associação de Futebol do Algarve.
Na Alameda, organizou as Festas Desportivas, das quais fazia parte o primeiro combate de Boxe que a cidade de Faro era dado assistir. Dele saiu vencedor Miguel Cruz por desistência do seu adversário Carlos P. Passarinho. O mesmo, aconteceu no Cine-Teatro Farense, vencendo por KO, Paulo Franklin. Afirmou-se um científico pugilista da “nobre arte”, combateu por duas vezes com Manuel Guita e participou no Campeonato de Boxe, organizado pelo jornal “O Século”.
Miguel Cruz, acompanhado de António Guerreiro da Silva Gago, capitão-geral, reorganizou em 1920 o Sporting Clube Farense, clube que ajudara a fundar com João Gralho, realizou um Cross-Crountry. Por fim, organizou um Campeonato de Bilhar no “Salão de Jogos” de Faro.
Numa Assembleia Geral do Sporting Farense realizada em Março de 1923, Miguel Cruz apresentou uma proposta da nomeação de Sócio de Mérito para os fundadores e aos vencedores do 1.º Campeonato de Futebol do Algarve da época 1922/23, proposta que foi aceite por aclamação, pelos serviços prestados ao S. C. F.: Luís Madeira, José Guerrilha, António Marcos, Manuel Tavares da Cruz, Eduardo Ventura, António da Silva Gago, Eduardo Santos Vieira, José Gralho, João Gralho, Francisco Pedro Lima, Joaquim Gralho, José Nugas, José Aleixo, Angel Villagran, José Tavares da Encarnação, Augusto José Teixeira, Francisco dos Santos, José Martins, José Brás Machado, Vitorino Rio, João Coelho, José Pires e José Florindo.
Miguel Cruz era dotado de um belo coração, tinha um génio impetuoso e uma perseverança grande que o fazia nunca desfalecer perante as maiores contrariedades. Para ele tudo era de fácil execução, desde que houvesse boa vontade.
Já com sinais da doença, que o viria a vitimar, Miguel Cruz organizou um Torneio de Futebol, disputando a “Taça Sagres”, em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Bem longe ele foi exalar o seu último suspiro. Longe da família e dos amigos, que o finado contava na capital do Algarve
Miguel Cruz, faleceu em 11 de Agosto de 1923 na cidade da Guarda, onde se encontrava em tratamento, encontrando-se o seu corpo depositado em jazigo Municipal no Cemitério da Esperança em Faro.
O “Sul Desportivo” homenageou o seu fundador em 1925, com a realização da “Taça Miguel Cruz”, torneio disputado pelos clubes do Barlavento algarvio, do qual saiu vencedor o Portimonense Sporting Clube sobre o Silves Futebol Clube, numa finalíssima, disputada em Faro.
O jogo final entre o Portimonense e o Silves teve muito que contar. O entusiasmo pelo futebol no Barlavento algarvio estava no seu auge e muitas vezes se convertia num facciosismo, que chegava algumas vezes a provocar sérias desordens, como aconteceu no “association” final, realizado na cidade de Silves.
O árbitro Justiniano Rodrigues deu início ao jogo, perante a natural ansiedade do público. A equipa da casa foi a primeira a fazer funcionar o marcador. O Portimonense consegue o golo do empate e termina a primeira parte.
Na segunda parte o Portimonense marca aos 70 minutos do final. O Silves protesta, alegando que o marcador estava em “of-side”. Os adeptos dos dois clubes manifestam-se e toda a equipa do Silves vai abandonar o campo do jogo. O Director do jornal “Sul Desportivo” dialogou com os responsáveis da equipa do Silves e as duas equipas recomeçam, mas, jogo muito duro por ambas as equipas. Um jogador do Portimonense atira propositadamente a bola à cara do adversário e este tenta agredir. O público, por sua vez, invade o campo, tendo sido necessária a intervenção da Guarda Republicana. Com o aproximar da noite, não foi possível recomeçar o jogo.
À noite na sede do Silves a direcção do “Sul Desportivo” e com o acordo dos dois clubes envolvidos, decidiu que a final se realizasse em Faro

Raminhos Bispo

Greve reafirma redução imediata para as 35 horas


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A adesão à greve registada por todo o País, nos serviços centrais e descentralizados da Administração Pública – entre os 70 e os 80% - demonstram a vontade dos trabalhadores em verem concretizada, no imediato, a promessa eleitoral do Partido Socialista, de reduzir a duração de trabalho no sector e de rejeitar soluções,
como a da regulamentação da nova lei, considerando a mesma como uma forma de adiar a redução da duração de trabalho.

FONTE: FNSTFPS

EN2, Atravessa a Serra do Caldeirão, (A LENDA da estrada)






VÍDEO



VÍDEO - O polvo que aprendeu a tirar fotografias em apenas três tentativas





O polvo que aprendeu a tirar fotografias em apenas três tentativas


Rambo tem oito tentáculos e tira fotografias aos que a visitam no aquário onde vive, na Nova Zelândia. Veja o vídeo.

Um polvo do aquário Kelly Tarlton's Sea Life em Auckland, na Nova Zelândia, aprendeu a tirar fotografias. E a uma velocidade que surpreendeu mesmo o seu treinador. O polvo Rambo aprendeu a carregar no botão de disparo de uma câmara subaquática após ouvir uma campainha, e só precisou de três tentativas para perceber o sistema.

"Se eu tivesse um cão que fizesse isto em dez tentativas, ficava muito feliz", disse o treinador Mark Vette à televisão neozelandesa One News. "Um gato precisaria de 20. Uma pessoa provavelmente 15". Mas Rambo, um polvo do sexo feminino, só precisou de repetir a tarefa três vezes para a aprender.




VÍDEO

Veja Rambo fotografar os visitantes do Sea Life Aquarium em Auckland.

O projeto de treinar um polvo para tirar fotografias faz parte de uma campanha promocional da Sony, para mostrar a sua nova câmara à prova de água. A câmara foi montada dentro do tanque onde Rambo vive, dentro de uma caixa de aço para que ela não a destruísse, e o polvo foi treinado por Mark Vette.

Após o som de uma campainha, Rambo coloca o seu tentáculo dentro de um tubo para carregar num botão vermelho, que tira uma fotografia aos visitantes que estiverem em frente do aquário. As fotografias são vendidas por dois dólares neozelandeses (cerca de um euro e quarenta). A câmara da Sony está a ser promovida através dos vídeos que mostram Rambo a fotografar dentro do aquário.

Hillary Clinton: Israel primeiro que tudo


Robert Fantina*
29.Jan.16 :: 
Em 2008, Hillary Clinton disputava a nomeação pelo Partido Democrático em clara vantagem sobre Barack Obama, de acordo com os media do império na época.
Hillary pode ser a mais perfeita imitação da Barbie, como disse James Petras numa das suas visitas a Lisboa, mas aprendeu, na altura, quanto vale o lobby judeu numa eleição para o mais alto cargo nos EUA, como prova este texto de Robert Fantina.
Então, Rahm Emanuel, filho de um sionista russo «membro das forças de Irgún de Begin» na limpeza étnica, e alegado «oficial do exército israelita» ou apenas «membro do Amal, o serviço secreto do exército israelita» trocou a meio campanha de Hillary, de que era o principal responsável, pela de tesoureiro da campanha de Obama. Como consequência desta transferência, Obama veio a consagrar-se candidato dos Democratas, depois de ter batido todos os recordes de recolha de fundos (a rainha das sondagens nos EUA…), alegadamente junto do lobby judeu norte-americano.
E Hillary teve de contentar-se com o lugar de secretária de Estado de Obama, que desempenhou, sem brilho e nem glória, durante 4 anos.


Ainda que faltem dez meses para o próximo exercício de futilidade eleitoral nos EUA, a maioria das sondagens não dizem o que mais gostariam que acontecesse à ex-secretária de Estado Hillary Clinton: uma vitória estrondosa da sua candidatura. É um bom sinal que, apesar de não ter no campo democrático nenhum opositor real que se destaque, a grande coroação esperada parece não vir a ter lugar.
Centrando-nos na adoração que a srª Clinton sente por Israel, e vendo os seus comentários sobre essa nação de apartheid pode ter-se uma visão clara de algumas das perspectivas mais amplas e preocupantes que a srª Clinton parece ter claramente assumidas.
Em 6 de Janeiro, apareceu no The Jewish Journal um artigo de opinião escrito pela srª Clinton. Trata-se de um ensaio servil, sentimentalista, típico da narrativa de alguém que tenta ocupar o grande lugar político nacional dos EUA e que sabe ter de prestar homenagem ao seu amo e senhor israelense. Há vários pontos neste ensaio que dizem muito sobre a srª Clinton:
«Estou especialmente preocupada pela nova onda de violência dentro do próprio Israel: apunhalamentos brutais, disparos e ataques com veículos que apenas procuram semear o medo entre os inocentes.»
O número de palestinos assassinados na Cisjordânia, só por colonos e pelas terroristas forças israelenses de ocupação, é a mais alta dos últimos dez anos. Por que razão a srª Clinton não está «especialmente preocupada» pela continuada onda de violência contra os palestinos numa zona que, inclusive os EUA, dizem que Israel ocupa de forma ilegal? Acaso não procuram esses brutais ataques «semear o medo» entre os inocentes?
«Só a solução dos dois Estados negociada entre as partes pode proporcionar aos palestinos a independência, soberania e dignidade, e levar aos israelenses as fronteiras seguras e reconhecidas de um Estado democrático judeu.»
Porquê, oh porquê, a srª Clinton continua a fazer esta ridícula declaração? As fronteiras do Estado judeu foram reconhecidas pela maioria do mundo, incluindo as Nações Unidas, que são as que foram determinadas antes de 1967. Não há nada para negociar. Despreza a srª Clinton o direito internacional? Parece sentir que Israel, tal como os EUA nos seus acordos internacionais, está na verdade acima da lei?
Uma vez mais, devo assinalar que as negociações que se têm vindo a realizar de forma intermitente ao longo de vinte anos, só podem ser eficazes se cada uma das partes quer qualquer coisa que a outra tem e que só poderá ser alcançada se entregar qualquer coisa que ela tem. Israel quer a Palestina inteira, e dela se vai apoderando, pedaço a pedaço, com total impunidade. Por que razão deverá a Palestina aceitar mais conversações inúteis?
A srª Clinton fala de fronteiras «seguras e reconhecidas» de um Estado judeu, mas parece não considerar reconhecer de forma alguma as fronteiras «seguras e reconhecidas» de um Estado palestino.
«Temos de continuar a luta contra os esforços globais para deslegitimar Israel. O Movimento a favor do Boicote, Desinvestimento e as Sanções, conhecido como BDS, é a última frente de batalha. O BDS demoniza os intelectuais e cientistas israelenses – inclusive os jovens estudantes – e compara Israel com o apartheid sul-africano. Isto é um erro e há que por termo a esta campanha.»
Os esforços mais significativos para deslegitimar Israel são os que faz o próprio Israel. A sua sociedade racista onde os judeus têm mais direitos que qualquer outra pessoa; o seu sistema de segregação, próprio de um apartheid; o seu total desprezo pelos direitos humanos dos palestinos; as suas declarações homicidas e racistas feitas pelas autoridades do seu governo, tudo isso deslegitima ainda mais o país, demonizando-o, e com razão. Israel é amiúde comparado com o apartheid sul-africano e a comparação é legítima.
E não o é apenas no contexto de Palestina e Israel em que a srª Clinton demonstra uma enorme ignorância ou uma grande desonestidade. O seu ensaio também continha estas pérolas de sabedoria:
«Temos que trabalhar com os nossos amigos e parceiros para privar o ISIS de território no Médio Oriente, desmantelar a infraestrutura global de terror e reforçar as nossas defesas em casa. Não podemos limitar-nos a conter o ISIS, temos que o derrotar.»
É realmente esse o objectivo dos EUA? Garikai Chengu, investigador da Universidade de Harvard, sugeriu em Setembro de 2014 que o ISIS «é um produto made in USA», um instrumento de terror desenhado para dividir e conquistar o Médio Oriente, rico em petróleo, e contrariar a crescente influência do Irão na região.
Em Junho de 2015, numa coluna do The Guardien, o editor associado Seumas Milne escreveu o seguinte: «Os EUA e os seus aliados não só estavam a apoiar e armar uma oposição que sabiam estar dominada por grupos sectários extremistas; estavam dispostos a consentir a criação de algum tipo de «Estado Islâmico» - apesar do «grave perigo» que tal pressupunha para a unidade do Iraque – como amortecedor sunita para debilitar a Síria.
Apesar de tudo isto, a srª Clinton não comentou onde e como o ISIS obteve grande parte do seu sofisticado armamento. Em 2014, o Departamento de Defesa emitiu um comunicado onde falava de alguns progressos para a destruição do ISIS. Dizia o comunicado à imprensa: «Os três ataques destruíram três veículos armados do ISIL, uma bateria anti-aérea montada num veículo do ISIL, um posto de controlo do ISIL e um «armazenamento de dispositivos explosivos improvisados (IED, na sua sigla em inglês)…»
Alex Kane, em comentário a esta informação em Alternet, disse o seguinte: «O que o Pentágono não referiu é que os veículos armados e a artilharia bombardeada tinham provavelmente sido pagos com dólares dos impostos estadunidenses. As armas que o ISIS possui são outra forma sombria de contragolpe pela invasão estadunidense do país (Iraque) em 2003. Qualquer coisa parecida como a intervenção que na Líbia derrotou o ditador Muamar Kadafi, mas que também destabilizou o país e facilitou um enorme fluxo de armas para os combatentes do Mali, onde a França e os EUA empreenderam uma guerra em 2013». Portanto, como não só está em dívida com os lóbis israelenses mas também com os denominados contratados da defesa nos EUA, a srª Clinton utilizará o poderio militar estadunidense para destruir o que o tal poderio militar estadunidense proporcionou ao ‘inimigo’.
«Temos que enviar uma mensagem ao Irão. Em Teerão não podem haver dúvidas de que os seus dirigentes violam os compromissos procurando, desenvolvendo ou adquirindo qualquer arma nuclear, nem que os EUA os irão dete. O Irão testar a nossa determinação com as suas esperiências com misseis balísticos, pelos quais deveríamos impor-lhes novas sanções. Têm que compreender que os EUA actuarão com decisão se o Irão violar o acordo nuclear, inclusive se for necessária a acção militar.»
Uma vez mais, qualquer pessoa tem que perguntar por que é que Israel pode ter armas nucleares e o Irão não pode. Parece que, no retorcido ponto de vista sobre o mundo da srª Clinton, alguns países podem ter capacidade para defender os seus cidadãos e outros não. E parece que os que podem são precisamente os que não respeitam o direito internacional.
«Necessitamos de assegurar que Israel continue a manter a sua vantagem militar qualitativa».
Os EUA enviaram para Israel quase 4.000 milhões de dólares em 2015, grande parte da qual de índole militar, que serviu para matar mais de 2.000 palestinos, incluindo mais de 500 crianças. Israel bombardeou hospitais, centros de refúgio das Nações Unidas, escolas mesquitas e edifícios residenciais, tudo em violação do direito internacional. É assim que consegue que se mantenha ‘a qualitativa vantagem militar de Israel’.
Continuar com este texto é uma tarefa só ao alcance de estômagos fortes; como fez anteriormente em muitas ocasiões, a srª Clinton suspira romanticamente quando fala de Israel.
«Para mim, isto é mais do que política, é qualquer coisa de pessoal. Nasci poucos meses antes de Israel declarar a sua independência. A minha geração chagou á maioridade a admirar o talento e a tenacidade do povo israelense, que converteu um sonho em realidade no duro solo desértico. Vimos como uma pequena nação lutou sem medo pelo seu direito de existir e construir uma florescente e enérgica democracia. E, depois de tudo isso, a procura da paz por Israel foi tão inspiradora como a sua habilidade para a guerra. É por isso que, como muitos outros estadunidenses, sinto uma profunda conexão espiritual com Israel. Somos nações entrelaçadas, dois territórios levantados por emigrantes e exilados que procuravam viver e rezar em liberdade, animados por espíritos democráticos e sustentados pelo labor e sacrifício de gerações de patriotas».
O povo israelense ‘converteu o sonho em realidade’ em cima a expulsão forçada de quase 700.000 palestinos deslocados e das tumbas de pelo menos 10.000 assassinados, para dar lugar a que aquele sonho se convertesse em realidade.
Israel é uma democracia apenas na visão da srª Clinton e de outros políticos que dependem das muito generosas doações dos lóbis israelenses para comprarem os seus poderosos lugares. Só com votações periódicas um país não se converte numa democracia.
A srª Clinton elogia a busca da paz por Israel, ignorando a contínua construção de assentamentos condenada por todo o mundo. Acaso não sabe a srª Clinton que é uma violação do direito internacional que uma potência ocupante traslade permanentemente os seus cidadãos para terras ocupadas? Não ouviu o Primeiro assassino israelense, Benjamin Netanyahu afirmar categoricamente que não vai retirar nenhum colono dos ilegais assentamentos na Cisjordânia? Esta é simplesmente uma prova mais de que o direito internacional não tem qualquer significado para a srª Clinton.
E aí temos a mulher que vai ser, que poderia muito bem vir a ser, presidente. Que significará tudo isso? Mais opressão para os palestinos; mais guerra; mais desestabilização no Médio Oriente; mais invasões estadunidenses onde os EUA decidam que os seus interesses e os do seu amado Israel estão ameaçados, espezinhando o direito internacional e a diplomacia. Mais do mesmo, de ‘não há razão como a do bastão’; menos atenção aos direitos humanos por todas as partes e mais ajuda para que os ricos sejam mais ricos.
Buscamos em vão um democrata ou um republicano que se diferencie da srª Clinton. Mas não há um ‘mal menor’ em quem votar; o mal é universal nos dois principais partidos políticos estadunidenses, que parecem clones um do outro. Já está na hora de aparecer um terceiro partido viável no passa por ser uma democracia dos Estados Unidos. Até que isso aconteça o negócio será tão sangrento como de costume.
* Robert Fantina é jornalista e escritor. O seu último livro é Empire, Racism and Genocide: a History of US Foreign Policy

Este Texto foi publicado em www.rebelion.org/noticia.php?id=207934
Tradução de José Paulo Gascão

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QUINTUPLICAM ATAQUES A ABRIGOS DE REFUGIADOS NA ALEMANHA

CAFÉ CENTRAL
QUINTUPLICAM ATAQUES A ABRIGOS DE 
REFUGIADOS NA ALEMANHA
Mais de mil crimes do tipo foram registados em 2015, a maioria com motivação de extrema-direita. A situação é particularmente preocupante no estado da Renânia do Norte-Vestfália.

Em 2015, o número de ataques a abrigos de refugiados na Alemanha foi mais de cinco vezes maior do que o registado no ano anterior, afirmou esta quinta-feira (28/01) o Departamento Federal de Investigações (BKA).
No ano passado, foram registados 1.005 ataques, sendo que 901 deles tiveram motivação de extrema-direita. 

Em 2014, foram 199 delitos contra essas moradias, sendo 177 de extrema-direita.
"O aumento dramático de delitos contra abrigos de refugiados preocupa-nos. 
Os actos precisam de ser investigados e punidos da mesma maneira que a propaganda de extrema-direita em redes sociais, pois são terreno fértil para a xenofobia", afirmou o presidente do BKA, Holger Münch, ao site de notícias alemão Spiegel Online.

O BKA registrou um grande aumento, principalmente, em acções violentas, que passaram de 28 em 2014 para 173 no ano passado. Destes, 92 foram ataques incendiários. Em 2014, apenas seis delitos do tipo haviam sido registados.
O aumento de ataques foi especialmente preocupante na Renânia do Norte-Vestfália. No estado mais populoso do país, o número de casos aumentou oito vezes em relação a 2014, chegando a 214. Até o momento, autoridades da região conseguiram esclarecer apenas 25% dos casos.
Fonte: Deutsche Welle

AS GOLPADAS, A DEMAGOGIA DA DIREITA - A direita no Parlamento, utilizando a mais descarada hipocrisia propõe aumentos que sempre negou quando esteve no poder

Esquerda chumba aumento das pensões mínimasNEGÓCIOS COM LUSA | 29 Janeiro 2016, 

Esquerda chumba aumento das pensões mínimas
Bloomberg


Propostas do PSD e do CDS foram chumbadas pelos partidos à esquerda na Assembleia da República. PCP diz que vai trabalhar para conseguir aumentos ainda este ano.
A maioria de esquerda na Assembleia da República chumbou os projetos de lei do PSD e do CDS-PP para a atualização do valor das pensões mínimas, sociais e rurais ao nível da inflação.

Os projetos de lei foram chumbados com os votos contra do PS, BE, PCP e PEV e os votos a favor do PSD, CDS-PP e PAN (Pessoas-Animais-Natureza).

Após a votação, o deputado centrista Filipe Lobo D´Ávila disse aos jornalistas que "caiu a máscara" à esquerda, particularmente a PCP e BE que antes das eleições prometiam "aumentos de 25 euros por mês para depois das eleições acabarem a aceitar aumentos inferiores a 1 euro por mês".

No debate destas iniciativas, na quinta-feira, o PCP, através da deputada Rita Rato, disse que os comunistas estavam a trabalhar para um aumento real das pensões em 2016, e Sónia Fertuzinhos rebateu os números de PSD e CDS, segundo os quais estes projetos de lei aumentariam pensões a mais de um milhão de pessoas.

"O Governo do PS aumenta 2,5 milhões de pensões, a proposta do PSD e do CDS só aumentaria 900 mil pensões. Mais, o Governo do PS aumenta este ano todas as pensões, independentemente das carreiras contributivas até ao valor de 628 euros, a proposta do PSD e do CDS só se propõe aumentar as pensões mínimas até 15 anos de descontos", declarou na altura Sónia Fertuzinhos.

O diploma aprovado no final do ano pelo Governo prevê um aumento de 0,4% em todas as pensões de até 628 euros por mês. A inflação deverá este ano superar 1%.