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sábado, 23 de janeiro de 2016

PEIXE REI FRITO

AQUI NÃO HÁ ESPINHAS....VAI TUDO !
ANTIGAMENTE AQUI NA MINHA ALDEIA FAZIA-SE UMA ENFIADA NUMA PALMA QUE SE ENFIAVA PELOS OLHOS DOS PEIXES E FRITAVA-SE EM ENFIOCAS DE UMA DÚZIA OU MAIS

Marcelo penteou uma cabeleireira e admite que seja a direita a pentear o Orçamento


GRANDE, GRANDE AZAR, Ó "PROFESSOR"!!! smile emoticon
Grande azar (ou falta de sentido de oportunidade) tanto de Marcelo, como dos jornais, das televisões e das suas sacrossantas "audiências"!!!
A cliente que ia entrar apenas 10 minutos depois… ia fazer uma "depilação brasileira" smile emoticon smile emoticon smile emoticon
Isso é que ficaria como imagem para a História! Qual mergulho no Tejo, qual gaita!!! 

Samuel Quedas
smile emoticon


Marcelo penteou uma cabeleireira e admite que seja a direita a pentear o Orçamento





JOSÉ CARLOS CARVALHO

Neste texto, encontrará um bocadinho de tudo: política a sério, trocadilhos sobre molhos de brócolos e cautelas de lotaria, um grande galo, uma cabeleireira solitária, insinuações marotas sobre grelos murchos, uma eleitora a chamar "mono" a Cavaco e até uma garantia solene de Marcelo: "Na minha idade já não dá para virar"

Que Marcelo "tudo fará" para evitar crises políticas e garantir que o primeiro Orçamento de António Costa será viabilizado, já o disse e repetiu. O que não se sabia, e ficou a saber-se esta sexta-feira, é que essa viabilização não está dependente, na opinião do candidato, apenas dos partidos que à esquerda apoiam o governo PS. O professor está convicto de que Costa saberá negociar o documento e que a esquerda não quer crises - mas abriu outros cenários.
"O apoio deve começar na base do apoio político do Governo, mas se isso não for suficiente, há de ser, naturalmente, tratado com a oposição", defendeu o candidato quando questionado, num direto para a SIC, sobre se poderá ser o PSD a ter de salvar as primeiras contas de Mário Centeno.
Uma forma de acautelar todos os cenários - e a Marcelo, cautelas não têm faltado ao longo de toda a campanha, sobretudo quando se fala do futuro político do Governo. Nem de propósito, mal acabou o direto com a SIC, o candidato entrou numa loja de lotarias para comprar uma cautela. Optou pela lotaria clássica, que faz mais o seu estilo. Nunca ganhou nada nestes jogos, mas quem não arrisca não petisca. Para mais, este sorteio anda à roda na próxima segunda-feira.
"Alegria no domingo e alegria na segunda", previu o candidato, que se tem mostrado confiante sobre o resultado da primeira volta. Esse foi um dos incentivos que mais ouviu ao longo da manhã: os votos de que tudo se resolva este fim de semana.
Foi uma manhã em cheio, entre Viana do Castelo, Esposende e Barcelos. Não há quem não receba Marcelo com um sorriso, perde-se a conta às pessoas que pedem para tirar fotos com ele, é tratado como uma estrela de telenovela, o que não será alheio à quantidade de vezes que o parabenizam pelos comentários políticos que fazia na televisão.
- O senhor, como analista na televisão, era bom, mas agora virei para o Marques [Mendes], disse-lhe uma mulher.
- O Marques é bom, o Marques é bom!, respondeu Marcelo, magnânimo.

UM MOLHO DE BRÓCOLOS E O GALO DE QUE BAIXOU A CRISTA


JOSÉ CARLOS CARVALHO

Na feira, o candidato comprou brócolos, mas negou a ideia de que a campanha tenha sido um molho dos ditos. Recusou a proposta da mulher que lhe queria vender malaguetas para distribuir na Assembleia da República ("nem pense, aquilo já está demasiado quente"). Aviou-se de pão, comprou flores para a filha Sofia, que está com ele, mas ignorou olimpicamente os nabos. Pôs-se atrás de uma banca a vender e a fazer trocos, sem carregar no IVA. Passou por um galo, com ar confiante - ar confiante tinha o candidato, não o bicho, que baixou a crista na presença do professor (quem sabe, pressentindo que em breve haverá galo novo no poleiro).
Marcelo, que já fez quase tudo nesta campanha - de passar a ferro e fazer camas até tirar fogaças do forno - mostrou hoje outro talento escondido: ao ver uma cabeleireira com o estabelecimento vazio e a pentear-se sozinha, entrou, tirou-lhe das mãos o secador e a escova e tomou conta do penteado. Não por razões estéticas, mas por razões de afeto. "Uma cabeleireira a pentear-se a si própria parece-me o cúmulo da solidão", explicou depois.

O "MONO", A "MONA" O GRELOS MURCHOS E O HOMEM QUE NÃO VAI VIRAR


JOSÉ CARLOS CARVALHO

Podia este texto continuar a recolha de momentos mais ou menos picarescos da jornada, mas nada bate o pequeno show de Conceição Vilaça, que a dada altura se agarrou a Marcelo como uma lapa, de língua destravada, obrigando o professor de direito a mostrar todo o seu jogo de cintura. Em direto, e quase sem cortes, transcreve-se esse pequeno diálogo do Portugal real:
- Sr. Rebelo, Sr. Rebelo, quero fazer-lhe uma proposta. Eu voto em si e o senhor dá-me uma nota de 500. Vou fazer como o governo: como são todos uns trafulhas... Mas se não tiver uma nota de 500 pode ser uma reforma vitalícia.
- Eu sou contra, contra...
- Alguns [têm] tudo e outros nada... Dê-me uma nota de 500 e eu voto no senhor.
- Não posso, porque isso seria comprar votos...
- Olhe, gosto muito de si e de o ver na televisão. Mas depois vai para lá e vai virar.
- Acha que eu viro?
- Por amor de Deus! Eles vão para o poleiro e viram todos! Por isso eu faço como eles: dê-me 500 euros e voto em si.
- Não posso.
- Então 10 euros, para comprar grelos.
- Vá, escolha os grelos.
- Já comprei, Sr Rebelo. Estava a brincar consigo.
- Olhe, mas eu não viro. Na minha idade já não dá para virar.
- Já não vira... está como os grelos, já está tudo para baixo.
(...)
- Gosto de si por uma razão: eu ouvia a sua palestra e o senhor era contra o Coelho, agora veja lá se vira para o Coelho outra vez. Porque você é do Coelho, sabemos muito bem. O senhor é laranja e eu sou Costa. Mas vou votar em si - em si ou na Marisa, estou indecisa. Porque é mulher e eu sou muito feminista...
- Mas eu tenho mais hipóteses de ser eleito do que a Marisa. Ela é boa pessoa, mas tem menos hipóteses.
- Eu não quero é que haja primeiro domingo e segundo domingo. Quero que o senhor ganhe logo à primeira.
- Nisso estamos de acordo. E eu não mudo, não viro!
- Não faça como aquele Cavaco, que aquilo é um mono. Aquele Cavaco é um mono!
- Mas acha que eu tenho cara de mono?
- A mulher dele é outra mona!
- Mas acha que eu tenho cara de mono?
- Não.
- Então, pronto!