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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

É tempo de travar o aumento da idade da reforma e a redução do valor das pensões



É tempo de travar o aumento da idade da reforma e a redução do valor das pensões
21 Janeiro 2016
O Ministro do Trabalho e da Segurança Social manifestou a intenção de criar novas 
regras que permitam minimizar os efeitos resultantes da antecipação das reformas aos trabalhadores com carreiras contributivas longas.

Recordamos que, em 2007, o Governo do PS em funções na altura criou o chamado factor

 de sustentabilidade com o objectivo de introduzir no cálculo das pensões a ponderação da evolução da esperança de vida, o qual estabelecia uma relação entre a esperança medida 
de vida aos 65 anos de idade no ano de 2006 e a esperança média de vida aos 65 anos de idade no ano anterior ao do início da pensão.

A CGTP-IN criticou e rejeitou desde o início a criação do factor de sustentabilidade, na 

medida em que veio determinar uma redução muito significativa no valor de todas as 
pensões e uma quebra progressiva na respectiva taxa de substituição, que se iria acentuando 
cada vez mais à medida que a esperança média de vida aumenta, implicando uma contínua degradação da qualidade de vida e o empobrecimento gradual de sucessivas gerações de trabalhadores reformados.

Em 2013, o Governo PSD/CDS-PP agravou ainda mais este regime, com a alteração do 

ano de referência para o respectivo cálculo de 2006 para 2000 e o aumento da idade legal de acesso à pensão de velhice, que deixou de ser uma idade fixa, para passar a variar anualmente em função da evolução da esperança média de vida.

Assim, este novo regime, para além de ter aumentado a idade de reforma, penalizou 

ainda mais as pensões antecipadas, ou seja, todas as pensões atribuídas antes da idade de acesso à pensão fixada no respectivo ano.

Ora quanto a estas questões, que são determinantes no regime das pensões, na medida 

em que delas decorre a progressiva diminuição da taxa de substituição das pensões e 
desde logo o facto de os pensionistas irem receber uma pensão de valor cada vez mais reduzido, o Ministro não se pronunciou de modo claro nem definiu quais as reais intenções do Governo.

Para a CGTP-IN, nem o factor de sustentabilidade, nem o aumento da idade da reforma são a solução para os problemas de sustentabilidade dos regimes de pensões, pelo que devem ser revogados. Um avanço civilizacional como a esperança de vida, não pode nem deve ser 

usado para penalizar todos, em geral, e os mais jovens, em particular.

A resolução para os problemas financeiros do sistema de segurança social implica a 

ruptura com a política de desemprego, baixos salários, trabalho precário e de 
empobrecimento dos trabalhadores e das suas famílias. O país e a segurança social, em 
particular, necessitam de uma outra política que promova o desenvolvimento económico; 
assegure a criação de emprego estável, seguro e com direitos; a melhoria dos salários; e a reformulação do respectivo sistema de financiamento da segurança social, com a diversificação 
das respectivas fontes. Estas são, entre outras, soluções justas e equitativas, que respondem
 aos desejos e anseios dos trabalhadores e dos reformados, e que envolvem, como é devido, o contributo activo da sociedade no respeito pelos princípios da solidariedade e do progresso 
social.


A macaquinha e o tarzan estão a escorregar das lianas

A ALA DIREITA DO PS (SE POR LÁ EXISTE ESQUERDA) ESPUMA DE RAIVA ATRAVÉS DA VOZ DO SEU "MAIS DIGNO" REPRESENTANTE NEO LIBERAL FRANCISCO ASSIS QUE DIZ QUE O PARTIDO ESTÁ CHEIO DE CINISMO POLÍTICO.
MARIA DE BELÉM ROSEIRA POR SUA VEZ DIZ QUE FOI VÍTIMA DE ASSASSINATO POLÍTICO.
QUEM OS MANDA SEREM MAIS À DIREITA QUE A DIREITA DO PSD/CDS ?
VÃO PREPARAR OS SEUS GOLPES PARA ONDE É O SEU LUGAR E MAIS NADA !
AG

Alguém meteu mais uns "robalos" no meio do faqueiro alemão !




Indústria de cutelaria sente-se desconsiderada por Estado, via Partido Socialista, comprar faqueiro alemão!

22 Jan 2016

Son Gokou


O representante das fábricas de talheres, que exportam para mais de 50 países, critica o polémico negócio e até sugere quatro fornecedores nacionais ao Ministério de Augusto Santos Silva.
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O porta-voz das empresas nacionais do sector metalúrgico e metalomecânico considera que “a indústria portuguesa foi desconsiderada e o dinheiro público desbaratado” nocontrato de compra de um faqueiro fabricado na Alemanha. O negócio feito por ajuste directo, assinado a 11 de Dezembro de 2015, foi publicado no sítio Base de Contratos Públicos Online.
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Rafael Campos Pereira sustenta que “não faz sentido que o Estado português compre produto estrangeiro quando a oferta portuguesa tem qualidade comprovada”. “Mas faz ainda menos sentido que a opção pelo produto estrangeiro implique pagar um preço entre cinco e vinte vezes superior ao que se pagaria se a compra fosse feita a um fabricante português”, acrescenta Rafael Campos Pereira.
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Numa publicação feita na sua página na rede social Facebook, o vice-presidente da associação dos industriais do sector (AIMMAP) lembra ainda que a indústria portuguesa de cutelaria exporta os seus produtos para mais de meia centena de mercados externos, dando o exemplo de várias marcas nacionais que estão a triunfar no estrangeiro.
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A aquisição parcial deste faqueiro estilo D. João V para o protocolo de Estado por parte da Secretaria-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) custou 74.775 euros semIVA. Somando o valor do imposto, ascende a quase cem mil euros o montante despendido pelo Estado nesta encomenda.
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O contrato foi adjudicado à Cutelaria Polycarpo, uma casa histórica fundada em1822 e localizada na Baixa lisboeta, que já não tem oficina própria e fabrica os seus produtos de em Solingen, na Alemanha. Segundo a SIC, a encomenda inclui três conjuntos de carne, dois de peixe, dois de sobremesa e um de salada, num total de mais de mil peças.
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Foi para responder precisamente a casos como este que a AIMMAP traçou um plano para substituir importações, como o Negócios noticiou em Março de 2015. No ano anterior, neste sector, Portugal tinha comprado no estrangeiro quase tanto como o valor recorde que tinha vendido no exterior.
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A estratégia da associação industrial visa sobretudo a produção de máquinas e equipamentos industriais, mas prevê também “aumentar a sensibilização das autoridades” para que o Estado português consulte a oferta nacional antes de decidir comprar no estrangeiro algumas peças de menor valor de mercado. Sejam faqueiros, candeeiros ou tampas de saneamento.
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As alternativas portuguesas
Apesar do desabafo do responsável do sector sobre esta última decisão da tutela de Augusto Santos Silva, a verdade é que noutros contratos recentes a escolha até tinha recaído sobre peças feitas em solo nacional. 
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Em Julho, ainda na vigência do anterior Executivo, a mesma Secretaria-geral adquiriu 15 faqueiros à Topázio pelo valor de 67.034 euros, acrescidos de IVA, para “a satisfação de necessidades de várias entidades”.
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Esta empresa, com sede e fábrica em Gondomar, onde trabalham “cerca de 60 artesãos”, foi precisamente uma das sugestões deixadas por Rafael Campos Pereira para o fornecimento de faqueiros – e até tem um “com o mesmo nome e bastante semelhante” ao que foi agora comprado, disse ao Negócios a assessora de imprensa da Topázio. 
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No seu sítio na internet, a marca detida pela centenária Ferreira Marques & Irmão orgulha-se de ser “a marca de eleição do MNE, estando presente em todas as embaixadas de Portugal” e de integrar também “o protocolo de Estado em todas as recepções oficiais”.
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Ambas localizadas em Caldas das Taipas, a Belo Inox e a Cutipol foram também referenciadas pelo porta-voz da AIMMAP, sendo que esta última, por exemplo, já colocou os faqueiros portugueses nas mesas de luxo do Palácio Real da Jordânia ou dos hotéis Ritz, em Seul (Coreia do Sul), e Atlantis de Palm, no Dubai. 
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Um segmento que tem sido premiado internacionalmente também na área do design, como aconteceu com as facas da Ivo Cutelarias, uma empresa exportadora de raíz familiar.
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Outra empresa elencada por Campos Pereira foi a Herdmar, instalada na mesma freguesia de Guimarães, que emprega mais de uma centena de trabalhadores, tem uma capacidade produtiva de 140 mil ou 150 mil talheres por dia e factura cinco milhões de euros por ano. 
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Esta empresa centenária, que o Negócios visitou em Agosto de 2014, começou a vender fora do país nos anos 1960, exporta actualmente 90% da produção para cerca de 65 países e tem os seus talheres à venda na cadeia Anthropologie, que só em Nova Iorque tem cinco lojas de decoração.
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A indústria metalúrgica e metalomecânica é composta por cerca de 15 mil empresas em Portugal, que empregam perto de 200 mil pessoas e exportam mais de 14 mil milhões de euros por ano, ou seja, metade do que produzem. 
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Para responder à heterogeneidade de uma indústria que inclui desde agulhas a gruas, passando por máquinas e cutelaria, em 2015 a AIMMAP criou uma assinatura e uma imagem única – “Metal Portugal” – que já está a ser usada pelas empresas do sector em feiras internacionais.



aquitailandia.blogspot.pt


ISTO É QUE É A EUROPA !? - eurodeputada renuncia ao mandato para ser mãe


Regras do Parlamento Europeu não preveem a figura da licença de maternidade. Faltas para prestar assistência aos filhos são consideradas justificadas.

DR
POLÍTICA PCP


O Partido Comunista promoveu um abaixo-assinado para mudar as regras do Parlamento Europeu, que não preveem a atribuição de licenças de maternidade.


As regras de Bruxelas não determinam a atribuição de licença no caso de uma eurodeputada ser mãe, bem como a sua substituição no cargo. Terá sido isso que levou a que Inês Zuber, eleita pelo PCP, renunciasse ao mandato.
A renúncia foi comunicada pelo partido através de uma nota de imprensa. “Inês Zuber será substituída, a partir de 1 de fevereiro de 2016, por João Pimenta Lopes”, diz o PCP, que informa que a eleita “continuará a ter intervenção e a desempenhar tarefas e responsabilidades no plano nacional”.
A renúncia, que o Expresso diz ser motivada pelo facto de Inês Zuber se preparar para ser mãe, levou à criação de um abaixo-assinado pelos comunistas, que contam com o apoio de todos os partidos portugueses representados em Bruxelas. Meia centena de deputados de oito grupos políticos de 14 países assentiram.
As regras que vigoram atualmente no PE determinam que quem tenha de prestar assistência aos filhos continua a receber vencimento, sendo a sua ausência tida como falta justificada. Não está, por isso, prevista a sua substituição.

Ricardo Salgado vai votar Marcelo. E tu? Vais misturar o teu voto com o dele?


POLÉMICO !? OS FERIADOS RELIGIOSOS

Devemos acabar com os feriados religiosos ?

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A laicidade implica, entre outras coisas, a separação entre o Estado e a igreja (as religiões), fará então sentido manter nestas sociedades feriados religiosos?



Esta neutralidade significa que o Estado tem de ter neutro, ainda mais quando se trata de opiniões espirituais, ora os feriados religiosos contradizem essa laicidade.


A religião é um assunto privado. Portugal não é um micro-estado dependente do Vaticano. Apesar das suas raízes serem predominantemente cristãs, existiram outros cultos e actualmente existem outros cultos.


Por que é que igreja católica tem direito a privilégios quando outras confissões não as têm? Porque é que em nome da religião, um católico pode usufruir de um dia feriado para praticar o seu culto, quando um outro cidadão português se quer comemorar o seu dia de culto, não sendo feriado, tem de tirar um dia de férias?


Alguns falam em tradição, mas este é um falso argumento. Este argumento da tradição não constitui um argumento só por si. As sociedades estão construidas para poder alterar as tradições, poder suprimir algumas e acrescentar outras. Caso contrário a manterem-se, justificariam sacrifícios humanos praticados por várias religiões em nome da tradição.


Temos portanto feriados em nome de muitas coisas que não dizem nada a muitas pessoas, como a celebração do feriado da Pascoa, em nome da ressurreição de um hipotético Messias chamado Jesus ao mesmo tempo Deus e filho desse Deus único.


Temos um feriado da sua ascensão ao céu. Temos o natal teoricamente dia do seu nascimento, quando sabemos que e era inicialmente uma festa pagã romana, as saturninas.


E mais curioso ainda o 15 de agosto, feriado que celebra a ascensão da Nossa Senhora, a virgem Maria, que ascende ao céu escapando a uma morte natural, preservada do "pecado original", tendo "sacrificado o seu filho", e deixa assim a vida terrestre sem ter conhecido a "corrupção carnal".

octopedia.blogspot.pt

UNESCO reconhece obra de Che Guevara património da Humanidade


































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Cuba - OCP - O argentino nascido em Rosário, Província de Santa Fé em 14 de Junho de 1928, Ernesto Che Guevara fez de sua vida uma das maiores contribuições para a libertação dos povos da América latina e do mundo.

 Agora a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, reconhece os escritos do revolucionário como Patrimônio da Humanidade. Os documentos foram incluídos no Programa de Memória do Mundo. Este programa que possui em seu registro 299 documentos e coleções dos cinco continentes agora conta com 431 manuscritos do Che, 567 documentos sobre sua vida e obra, assim como uma seleção de materiais iconográficos, cinematográficos, cartográficos e objetos para museu. Para Juan Antonio Fernández, presidente da Comissão Nacional Cubana da Unesco, esta decisão reconhece a “contribuição do Che ao pensamento revolucionário latino-americano e mundial, que o converteram em símbolo de rebeldia, de liberação e internacionalismo”.


O exemplo do guerrilheiro heroico ultrapassa as barreiras do tempo e até hoje inspira os revolucionários do mundo. Che, como era carinhosamente chamado entre os guerrilheiros do movimento 26 de Julho, ficou conhecido por utilizar de suas próprias atitudes para demonstrar como deve se comportar um revolucionário frente a diversas situações, seja da vida cotidiana, seja no front de batalha. 

Ernesto nunca se recusava a uma tarefa e defendia que um revolucionário deve estar onde a revolução necessita. Enquanto Ministro da Indústria foi um grande entusiasta do trabalho voluntário como emulação comunista, ele próprio se dedicou durante anos ao trabalho voluntário na produção, uma vez por semana.

Sobretudo, Che era um internacionalista e ao cumprir com suas tarefas em Cuba, foi construir a revolução no mundo. Passando pela África e por fim voltando à América Latina o guerrilheiro foi assassinado na Bolívia sob orientação e apoio da CIA em 9 de outubro de 1967. 

Ainda assim, Che vive, nas lutas dos povos do mundo para libertarem-se da opressão. Suas ideias estão mais vivas do que nunca. Seu exemplo arrasta milhões todos os anos para as lutas. Sobre Che, não há melhores palavras do que as de seu amigo e camarada Fidel quando diz, “Se queremos um modelo de homem, um modelo de homem que não pertence a este tempo, um modelo de homem que pertence ao futuro, de coração digo que esse modelo, sem uma mancha em sua conduta, sem uma só mancha em suas atitudes, sem uma só mancha em sua atuação, esse modelo é Che! 

Se queremos expressar como desejamos que sejam nossos filhos, devemos dizer com todo o coração de veementes revolucionários: queremos que sejam como Che!”


(Esta matéria foi publicada na versão impressa do Jornal A Verdade n°153)

LA COMMEDIA È FINITA!



O estremar de classes. Imagem significativa. Excelente mensagem. Dá graxa ao povo e o povo retribui. Parolos e lambe-botas assistem a lição tão brilhante que nenhum discurso do Professor consegue superar.

Só não fica esclarecido quem usar vendas.
La commedia è finita! 
Via: as palavras são armas http://ift.tt/1OD51ro

PCP DEFENDE A CONSTRUÇÃO DO NOVO HOSPITAL CENTRAL PÚBLICO DE ÉVORA


CORRA A BARRA LATERAL CINZENTA À 

DIREITA

VAMOS DERROTAR O CANDIDATO DA DIREITA


22.01.1961 – O assalto ao Santa Maria



Em 22 de Janeiro de 1961, algures no mar das Caraíbas, 12 portugueses e 11 espanhóis, comandados por Henrique Galvão, assaltaram um navio em que viajavam cerca de 1.000 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e protagonizaram aquela que foi, muito provavelmente, a mais espectacular das acções contra a ditadura de Salazar.

Mesmo sem atingirem os objectivos definidos – chegar a Luanda, dominar Angola e aí instalar um governo provisório que acabasse por derrubar as ditaduras na península ibérica – conseguiram chamar a atenção do mundo inteiro que noticiou, com estrondo, a primeira captura de um navio por razões políticas, no século XX. (Em Portugal, julgo que as primeiras notícias só foram publicadas no dia 24!)

Os aliados da NATO não reagiram como Salazar pretendia ao acto de «pirataria» e só cinco dias mais tarde é que a esquadra naval americana localizou o navio. Depois de várias peripécias e negociações, o Santa Maria chegou ao Recife em 2 de Fevereiro e os revolucionários receberam asilo político.

Volto à questão da repercussão internacional, que foi muito grande, porque a vivi pessoalmente. Estudava então em Lovaina, na Bélgica, e acordaram-me às primeiras horas da manhã para me dizerem que um navio português tinha sido assaltado por piratas, em pleno alto mar. Entre a perplexidade generalizada e o gozo («ces portugais!…»), os poucos portugueses que então lá estudávamos passámos horas colados a roufenhos aparelhos de rádio, sem conseguirmos perceber, durante parte do dia, o que estava concretamente em jogo, já que não eram identificados os piratas nem explicados os motivos da aparatosa aventura. Quando, já bem tarde, foi referido o nome de Henrique Galvão, e descrito o carácter político dos factos, respirámos fundo e pudemos finalmente dar explicações aos nossos colegas das mais variadas nacionalidades. Houve festa e brindou-se à queda da ditadura em Portugal – para nós iminente a partir daquele momento, sem qualquer espaço para dúvidas...

A ditadura não caiu mas levou um abanão. O assalto ao Santa Maria foi o pontapé de saída de um annus horribili para Salazar, ano que iria terminar com a anexação de Goa, Damão e Diu. (Pelo meio, em Fevereiro, começou a guerra colonial...)

Vivemos hoje numa outra galáxia, tudo isto parece quixotesco e irreal? Mas não foi.: Henrique Galvão, Camilo Mortágua e companheiros foram «os nossos heróis» daquele início da década de 60.

VÍDEO



  VEJA MAIS  AQUI  ABAIXO CLIQUE NO LINK VERMELHO

O desvio do Santa Maria e o princípio da Guerra do Ultramar.
entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

VAMOS VOTAR À ESQUERDA E DAR "PORRADA" NO CANDIDATO DA DIREITA


CARTOONS POLÉMICOS







NÓS/NATUREZA
















DOMINGO, EU VOTO EDGAR SILVA


O estranho caso da mandatária nacional que nunca o foi



Marcelo Rebelo de Sousa apresentou uma mandatária nacional que não desempenha essas funções nem ocupa esse cargo a título oficial. Mandatário é ex-dirigente do Benfica

É jovem? É. É cientista? É. É mandatária nacional de Marcelo? Não. Afinal, Maria Pereira - que tem sido apresentada como mandatária nacional de Marcelo Rebelo de Sousa - não é oficialmente a mandatária nacional. O cargo é ocupado por um antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica, Fernando Fonseca Santos.
Na candidatura dos afetos, Maria Pereira, a cientista de 29 anos, é assim apenas uma espécie de mandatária no domínio espiritual, pois quem assume as funções - na prática - é um amigo de Marcelo, Fernando Fonseca Santos. O caso foi ontem divulgado nas redes sociais e aproveitado por críticos de Marcelo, para denunciarem as incoerências do candidato. O comentador político Daniel Oliveira, no Facebook, aproveitou também para criticar a postura da imprensa: "É tão relaxado o escrutínio da comunicação social sobre a campanha de Marcelo que ninguém deu por nada".
Gerardo Santos / Global Imagens
Marcelo disse, quando apresentou Maria Pereira como mandatária nacional que a cientista "representa tudo o que eu quero para a minha candidatura."

Fernando Fonseca Santos é advogado e tem uma extensa atividade de gestão, tendo sido administrador da Reditus e de empresas como a Global Vida, a Estoril-Sol, o Banco Crédito Predial Português, entre vários outros cargos de gestão, incluindo de sociedades macaenses.

No próximo Domingo, dia 24 de Janeiro, vote Edgar Silva!


EXPRESSO OU JORNAL DE CAMPANHA

Os truques da imprensa portuguesa
O Expresso está, hoje, a dar o tudo por tudo, na recta final da campanha. Assumindo-se como um panfleto ao serviço de Marcelo Rebelo de Sousa, não abdica de nenhum truque - rigorosamente nenhum - na tentativa de manipular a opinião pública a favor do seu candidato ou, melhor dizendo, o candidato oficial da imprensa portuguesa.
Hoje, faz mais uma capa com ele. Mais uma, depois de muitas. Ignora todos os outros. Rigorosamente todos. E ignora os números de uma sondagem que não lhe é favorável.
É a vergonha em que se transformou a "democracia" em Portugal.

VÍDEO - Sócrates satisfaz cunha de amigo homicida



Sócrates satisfaz cunha de amigo homicida 

Arranja emprego numa empresa de Santos Silva. 

Luís Catarino, que começou nesta quinta-feira a ser julgado em Viana do Castelo por matar a namorada e é descrito por médicos como psicopata explosivo, terá pedido emprego a José Sócrates quando saiu da cadeia, depois de ter cumprido dez anos de prisão por outro crime violento.


VÍDEO


video

http://www.cmjornal.xl.pt

Os erros da candidata Maria de Belém


maria-de-belem-fotoLusa1313f03dMaria de Belém deu hoje a imagem de uma candidata antecipadamente derrotada, assumindo que a divulgação de que assinara o pedido de verificação da constitucionalidade das subvenções vitalícias, sem nunca o ter afirmado antes, prejudicou a sua candidatura. De facto assim acontece, sobretudo depois de a candidata ter dado uma explicação esfarrapada quando foi questionada por  não ter integrado o grupo de deputados socialistas que reclamaram, junto do TC , a inconstitucionalidade do orçamento de Estado de 2012.
Mas Maria de Belém queixa-se também de ter tido uma campanha de ataques pessoais, o que não é verdade, na medida em as críticas que lhe foram feitas e que ela interpreta como pessoais, não o são, no sentido de devassa da sua vida íntima ou privada. Aliás, Maria de Belém não deixou, ela própria, de adoptar uma atitude de alguma agressividade contra Sampaio da Nóvoa e contra Marcelo Rebelo de Sousa, qualquer delas porém naturais num contexto eleitoral.
Os erros de Maria de Belém não têm a ver apenas com a questão das subvenções, embora esse tenha sido o “momento fatal” que fechou o circuito dos erros da sua campanha. Vejamos alguns desses erros:
Não fizeram, por exemplo, nenhum sentido as críticas e os ciúmes  de Maria de Belém e de alguns dos socialistas seus apoiantes a outros socialistas, por apoiarem a candidatura de Sampaio da Nóvoa. Certamente mal aconselhada, Maria de Belém começou por aceitar  a decisão de António Costa de não apoiar nenhum dos dois candidatos mas depois rompeu a cordialidade e a serenidade e apesar do apelo do secretário-geral ao voto nela ou em Sampaio da Nóvoa, veio pôr-se em bicos de pés, introduzindo na campanha uma crispação artificial e perfeitamente dispensável. Ora, Maria de Belém quando decidiu apresentar a sua candidatura sabia que Sampaio da Nóvoa recolhia já o apoio de muitos ex e actuais dirigentes socialistas, que certamente não iriam mudar de posição, pelo facto de ela ter decidido candidatar-se.
As infelizes declarações de Maria de Belém, de crítica ao PS, e as réplicas que provocaram noutros  socialistas, foram imediatamente aproveitadas por jornalistas e comentadores em títulos de jornais e textos que pretendiam dar uma imagem de guerra interna e de divisões insanáveis no seio do PS, susceptíveis de desmobilizarem o voto num dos dois candidatos, beneficiando Marcelo Rebelo de Sousa.
Ora, Maria de Belém não podia desconhecer que em duas eleições anteriores – 1980 e 1986 – o PS se dividiu. Em 1980, o apoio do PS ao general Eanes não foi pacífico. Mário Soares não concordou e auto suspendeu-se do cargo de secretário-geral. O PS apoiou Eanes, depois dele ter assinado uma “base de entendimento” sobre o cumprimento de um  conjunto de princípios. E em 1986, Mário Soares e Salgado Zenha, os dois dirigentes mais emblemáticos do PS, apresentaram-se à eleição presidencial como adversários. Soares com o apoio do PS; Salgado Zenha apoiado pelo PRD, partido fundado pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes. As notícias da época dão conta de uma campanha marcada pela emoção provocada pela luta entre os dois candidatos oriundos do Partido Socialista. Mário Soares acabaria por vencer Zenha na 1.ª volta e depois venceu Freitas do Amaral na 2.ª volta.
O que agora se passou no PS não possui, nem de perto nem de longe, o dramatismo de qualquer das duas eleições citadas. O PS não escolheu Sampaio da Nóvoa como seu candidato oficial mas também não escolheu Maria de Belém como a “candidata socialista”, condição que ela num momento de desespero veio reclamar. Ora, contrário do que aconteceu em 1980 e em 1986, o PS não tem, nesta eleição,  um candidato “seu” nem se envolveu na campanha.
Maria de Belém cometeu o erro de pôr em causa a liberdade de outros socialistas, sejam ou não dirigentes, de a título individual apoiarem Sampaio da Nóvoa. Com isso mostrou insegurança para além de uma visão errada do que é uma eleição presidencial.
Os dados das sondagens que apontam para uma queda abrupta das intenções de voto na sua pessoa, agravaram a vitimização e a crispação que nos últimos dias Maria de Belém deixa transparecer no rosto  e na voz.  Surge agora como uma candidata com mau perder e até a simpatia que de que gozava em muitos portugueses poderá, ainda que injustamente, ter sido afectada.

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