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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A SENHORA VAI VOTAR NO MARCELO !?


ALDRABICE OU ALZHEIMER





COMO É POSSÍVEL NÃO TER PINGO DE VERGONHA NA CARA QUANDO MARIA DE BELÉM ROSEIRA DEPOIS DE SER DUAS VEZES MINISTRA DO PS, E PRESIDENTE DO MESMO PARTIDO PARTICIPANDO NAS DISCUSSÕES E LEIS NÓS ÚLTIMOS ANOS DE GOVERNAÇÃO PS NÃO SE LEMBRAR AGORA A FINÓRIA DO "ACORDÃO" SOBRE AS SUBVENÇÕES DOS POLÍTICOS QUE TRATARAM DO "CARCANHOL" DE QUE ELA TANTO GOSTA E SEMPRE PROCUROU !?
ESQUECEU-E A ALDRABONA DE QUE TINHA PEDIDO A FISCALIZAÇÃO E QUER FAZER DOS PORTUGUESES PARVINHOS E PIOR AINDA ! AO FAZER TAIS AFIRMAÇÕES DERESPEITOSAS QUE RAIAM O DESPREZO QUE TEM PELA INTELIGÊNCIA DOS PORTUGUESES MOSTROU O VERDADEIRO CONTEÚDO DA SUA FALTA DE SERIEDADE..
QUE PENSARÁ A LE PEN COR DE ROSA ? QUE ESTÁ A LIDAR COM BICHOS ?
ESTARÁ A SENHORA COM ALZHEIMER ? SE SIM É MELHOR RETIRAR A CANDIDATURA.
António Garrochinho

VÍDEOS/ IMAGENS - A ARTE DO ILUSTRADOR ERÓTICO HAJIME SORAYAMA

Artista japonês Hajime Sorayama tem vindo a criar icónicas 

pin-up girls desde a década de 1970 e continua a pintar 

mulheres da fantasia super-realistas. Ele continua a pintar 

novos gêneros de beleza, incluindo robôs futuristas, contos 

de fadas clássicos, shunga moderno e centerfolds 

eróticos. 空 山 基












































VÍDEOS
VÍDEO

Marcelo na Madeira, «agora e sempre com Jardim»


 Ribeiro Cardoso


 
 
A memória é curta, sabe-se. Mas por isso mesmo é que é indispensável que todos contribuamos para a reavivar permanentemente.
 
 
Vem isto a propósito da recentíssima passagem do candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa pelo Funchal.
 
Recebido com pompa e circunstância por Miguel Albuquerque, actual Presidente do Governo Regional, e toda a nomenclatura laranja local (que durante anos esteve sempre de joelhos e rabo a abanar perante o grande líder Alberto João Jardim), Marcelo teve ainda o grato prazer de ter de novo junto de si aquele que durante quase 40 anos foi o desqualificado e apalhaçado soba do arquipélago, que governou impunemente com direito a bombas, uma “Frente de Libertação Armada”, perseguições permanentes a cidadãos e à liberdade de imprensa, insultos soezes aos ‘cubanos’ e seus representantes e, cereja em cima do bolo, delapidador infame de dinheiros públicos. 
Sempre com o ámen da Igreja e dos líderes nacionais do partido laranja. (RC)
 
Jardim, hoje remetido piedosamente para um canto, sempre que tem uma oportunidade aparece em público como um fidalgo arruinado mas com grandes ares – e, como se sabia de antemão, não desperdiçou a oportunidade de vir publicamente manifestar apoio ao seu velho correligionário, hoje candidato laranja a Belém mas disfarçado de independente e suprapartidário…
 
Foi um encontro de velhos compinchas que sempre se admiraram mutuamente, mesmo quando Marcelo era líder nacional do PPD-PSD e sempre aparou o jogo antidemocrático e apalermado do soba – independentemente de uma rábula ou outra a fingir de zanga, pois ontem, como hoje, o importante era ter uma mão cheia de votos à disposição para qualquer necessidade…
 
E para que não pensem que eu sou um exagerado, limito-me a recordar uma pequena parte de uma extensa reportagem que, em forma de livro com 525 páginas (“Jardim, a Grande Fraude”) publiquei em 2011.
 
Nesse trabalho, dediquei um capítulo inteiro ao que se passava na Festa anual do PSD Madeira, um espectáculo marado, tenebroso e caríssimo, onde Jardim, sempre meio ou completamente grosso depois de visitar todas as tendinhas, bolsava um discurso rasteiro e insultuoso para os seus adversários políticos locais e brindava os cubanos – isto é, os portugueses do continente – com os dislates mais desqualificados que depois de Abril se ouviram a agentes políticos.
 
Pois bem: Marcelo Rebelo de Sousa, quando dirigente máximo do PSD nacional, não se coibiu de ir ao Chão da Lagoa apoiar, de uma forma escabrosa, o seu camarada soba regional. Para se ter uma ideia da sem vergonha de Marcelo – ontem como hoje, de resto – transcrevo a seguinte prosa de Mário Ramires publicada no semanário Expresso em 1997 e que integrei no meu livro:
Marcelo, madeirense também (1997)
 Pelo segundo ano consecutivo, Jardim teve a companhia do líder nacional do partido, Marcelo Rebelo de Sousa, que levou consigo Manuela Ferreira Leite, Nuno Morais Sarmento, José Luís Arnaut e Carlos Horta e Costa. Todos se misturaram alegremente com os dirigentes regionais do PSD, como Jaime Ramos e Carlos Machadinho. Escreveu Mário Ramires:
“Na hora das intervenções políticas, ‘e o Marco Paulo é logo a seguir aos discursos’ – como não se cansava de repetir o animador de serviço –, ‘autonomia total foi a palavra de ordem do 1º orador, Jaime Ramos (claro!). O homem prometia voltar a reclamar  “um país, dois sistemas” para Portugal e a Madeira, qual China com Hong Kong e Macau.
(…) Jardim subiu ao palco. (…) Botou discurso: contra o “poder socialista de Lisboa”, contra o “regime corporativista tal como era no tempo de Salazar”, contra aqueles que “têm rótulos de socialistas e estão feitos com os grandes capitalistas”.
“(…) Precisamos agora de Marcelo Rebelo de Sousa para acabar com essa pouca vergonha”. (…) Marcelo retribuiu-lhe o mimo: “Alberto João Jardim conta com o meu apoio político e pessoal agora e sempre”.
Marcelo falou de autonomia e da “vitória” na revisão constitucional, com o fim de “todos os poderes políticos importantes” dos ministros da República, e quebrou os últimos ‘muros’ quando, qual Kennedy berlinense, disse: “Na vossa companhia, sinto-me um madeirense também”. Seguiu-se Marco Paulo. (15 – “Jardim nas nuvens”, Mário Ramires, Expresso , 02.08.97)
 
Mais palavras para quê?
 
Quem quiser um Presidente tipo Marcelo que o compre. 
 
Mas depois não se queixe.
Ribeiro Cardoso


Via: as palavras são armas http://ift.tt/20eV9Jz

MOURINHO APOIA A TRAMPA !


O treinador de futebol José Mourinho divulgou, esta quarta-feira, publicamente o apoio a Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais, afirmando que é o candidato que tem características de vencedor e que tem carisma.

Grupo de 400 trimilionários governa os EUA, afirma militar


Ex-funcionário norte-americano e coronel reformado do Exército dos EUA afirmou, neste sábado, que a política do seu país é determinada por 400 pessoas cujas fortunas são superiores a vários trilhões de dólares. 

Na entrevista à rádio lituana Baltkom, o coronel Lawrence Wilkerson, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado norte-americano Colin Powell, afirmou que a linha política é estabelecida por cerca de 0,001% da população norte-americana.
– São os oligarcas que chefiam todos os processos ‘nos bastidores – disse Lawrence Wilkerson.
O coronel reformado Lawrence Wilkerson critica o sistema político-econômico norte-americano
O coronel reformado Lawrence Wilkerson critica o sistema político-econômico norte-americano
O ex-funcionário do segundo escalão do governo norte-americano também mostrou a sua indignação com este cenário:

– Nos EUA há cerca de 400 pessoas, trilionários cujas fortunas ultrapassam a casa dos 15 zeros. Esta distribuição de riqueza no país é indecente, ofensiva. A desigualdade é enorme.
Assim, enquanto os EUA impõem a democracia ao resto do mundo, parece que, com tal sistema de administração, eles não sabem realmente o que significa o “governo do povo”, afirmou.


Miséria

Enquanto isso, notícia publicada em um site de notícias especializado em destacar as reportagens que não aparecem na grande mídia norte-americana, o Political Blindspot (PB) relata que na maior nação liberal do planeta, a terra das oportunidades, onde qualquer um pode construir sua riqueza, 80% de sua população viveram próximos a pobreza ou abaixo da linha da miséria (só nessa última condição, são 49,7 milhões de pessoas).

A reportagem fala ainda do aumento cada vez maior do abismo que separe ricos e pobres daquela nação e de como o governo estadunidense, em vez de aumentar a rede de proteção social dos 80% da população que sofre com os efeitos da pobreza, está discutindo os cortes dos poucos programas assistenciais que estão ajudando alguns estadunidenses a se manterem pouco acima da linha da pobreza.

“Se você vive nos Estados Unidos, há uma boa chance que você esteja agora vivendo na pobreza ou muito próximo a ela. Aproximadamente 50 milhões de estadunidenses, (49,7 milhões), estão vivendo abaixo da linha da pobreza com 80% de todos os habitantes dos Estados Unidos vivendo próximo a linha da pobreza ou abaixo dela”, 
afirma o Political Blindspot.

Essa estatística da “quase pobreza” é mais surpreendente do que os 50 milhões de estadunidenses vivendo abaixo da linha da pobreza, pois ela remete a um total de 80% da população lutando contra a falta de emprego, a quase pobreza ou a dependência de programas assistenciais do governo para ajudar a fazer face às despesas.

Número confiável
A miséria atinge a maioria do povo norte-americano, nas classes mais atingidas pela crise
A miséria atinge a maioria do povo norte-americano, nas classes mais atingidas pela crise
Em setembro de 2013, a Associated Press apontou para o levantamento de dados que falavam de uma lacuna cada vez mais crescente entre ricos e pobres, bem como a perda de empregos bem remunerados na área de manufatura que costumavam fornecer as oportunidades para a “classe trabalhadora” para explicar a crescente tendência em direção à pobreza nos EUA.
Mas os números daqueles que vivem abaixo da linha da pobreza não refletem apenas o número de estadunidenses desempregados. Ao contrário, de acordo com os números de um censo revisado lançado na última quarta-feira, o número – 3 milhões acima daquele imaginado pelas estatísticas oficiais do governo – também são devidos a despesas médicas imprevistas e gastos relacionados com o trabalho.


O novo número é geralmente “considerado mais confiável por cientistas sociais por que ele se baseia no custo de vida, bem como nos efeitos dos auxílios do governo, tais como selos de comida e créditos fiscais,” segundo o relatório da Hope Yen para a Associated Press.


Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos parece pensar que a resposta é cortar mais daqueles serviços que estão ajudando a manter 80% da população minimamente acima da linha da pobreza, cortaram os selos de comida desde o começo do mês. Democratas e Republicanos estão negociando apenas quanto mais desses programas devem ser cortados, mas nenhum dos partidos estão discutindo que eles sequer deveriam ser tocados.

A CHANTAGEM DE BRUXELAS VEM AÍ ! - Missão da troika traz lista com 18 exigências a Portugal


Falta semana e meia para a Comissão aterrar outra vez no país. Lista de críticas é longa. Continua a ser difícil despedir, insiste Bruxelas

A ideia que fica é que o programa de ajustamento da troika parece ter ficado a meio ou até regredido e que, em Bruxelas, há pessoas descontentes com isso.

Um documento de trabalho da equipa da Comissão Europeia que segue Portugal faz uma lista de 18 pontos de estrangulamento do investimento empresarial que precisam de ser resolvidos de forma urgente. É um dos cadernos de encargos que será entregue ao governo daqui a uma semana e meia. O outro dossiê estará centrado nas contas públicas, no défice excessivo e na dívida, que suscita dúvidas quanto à sua sustentabilidade.


No que concerne à economia empresarial, são vários os recados, muitos deles decalcados das avaliações anteriores. Continua a ser difícil despedir trabalhadores (individualmente), a formação de salários mantém-se centralizada devido à contratação coletiva, a burocracia dos licenciamentos comerciais é labiríntica, as qualificações das pessoas desadequadas, os impostos privilegiam o recurso à dívida em detrimento do capital em forma de ações, as regras vigentes no setor portuário e na grande distribuição e retalho barram a entrada de novos concorrentes.


A missão da troika (Comissão, BCE e FMI) chega a Portugal no próximo dia 27 para fazer a terceira avaliação pós-programa. Em princípio, a proposta de Orçamento do Estado, onde são revertidas (ainda que parcialmente) várias medidas de charneira do plano de austeridade da troika e do governo PSD/CDS aplicado a partir de 2011, já será conhecida nessa altura.


Bruxelas vai lembrar às autoridades que Portugal está bastante mal no investimento. Tem a terceira taxa mais baixa da Europa em proporção do produto interno bruto (PIB). 

O investimento total nacional vale apenas 15,2% do PIB. Mais fraco só na Grécia (10,4%) e Chipre (11,7%). Cá, o investimento real terá subido 5,6% em 2015, mas deve desacelerar em 2016 (3,9%). É manifestamente insuficiente para compensar a razia dos anos da troika (caiu 12,5% em 2011, 16,6% em 2012 e 5,1% em 2013).

A taxa de investimento público também está em mínimos (2,2% do PIB) e só representa 15% do investimento total na economia.

Mas a troika não estará especialmente preocupada com isso; quer é falar sobre a componente privada e nas formas de a impulsionar.

O que está mal? "A complexidade dos procedimentos administrativos, como, por exemplo, os regimes de licenciamento", diz o documento. "A margem das medidas de simplificação e de redução da carga administrativa levada a cabo pelo programa de ajustamento económico é limitada e está exclusivamente focada na administração pública central". O principal alvo das críticas são as autarquias, consideradas algo obsoletas na forma como tratam e canalizam os negócios.

Apesar de reconhecer melhorias nos prazos de pagamento, o problema persiste e, pior, "limita o acesso a financiamento", prejudicando sobretudo as pequenas e médias empresas (PME)".
No mercado laboral, apesar das medidas de forte liberalização dos últimos anos, "as regras restritivas dos despedimentos podem travar investimentos". E "apesar das reformas recentes, o sistema de formação dos salários continua muito centralizado, o que pode prejudicar o ajustamento eficiente dos salários".

O fisco também não foi esquecido. 

O ambiente dos impostos sobre as empresas muda muito. Falta "assegurar estabilidade e previsibilidade do sistema". Além disso, lamenta, "o número de horas gastas pelas empresas de média dimensão para preparar, entregar e pagar impostos é elevado".

Utentes referenciados vão deixar de pagar análises - Medida pretende reduzir as idas às urgências hospitalares.





O ministro da Saúde anunciou esta quarta-feira que os utentes que cheguem à urgência hospitalar referenciados pelos cuidados de saúde primários não pagam taxa moderadora e vão deixar de pagar as análises que façam nesse atendimento. 

Adalberto Campos Fernandes falava na comissão parlamentar da Saúde, onde está a ser ouvido a pedido do PCP, numa audição que dura há mais de cinco horas. 


A propósito do objetivo de reduzir as idas às urgências hospitalares - seis milhões por ano - o ministro disse que os utentes referenciados pelos centros de saúde e encaminhados pelo médico para o hospital não pagarão as análises que precisem de fazer.



http://www.cmjornal.xl.pt

BEIJOS E DANÇA NAS RUAS DE PARIS

Beijos e dança nas ruas de Paris: o vídeo que vai despertar sua paixão
Dança e muito, muito amor. Estes são os ingredientes do vídeo com o qual estreia o canal francês do YouTube Dot Move, completamente dedicado à dança. O clipe, intitulado "Paris is kissing" foi criado pela rede M6 junto com o coreógrafo Redha Medjellekh, rende uma bonita homenagem à Cidade Luz, desde a praça da República até as margens do rio Sena, por onde seus participantes se beijam ao mesmo tempo em que executam belos movimentos de uma hipnotizante apresentação de dança.


- "Após o ano terminado, tinha vontade de recordar, através da linguagem universal da dança, o fundamental da cidade. Paris é a cidade do Amor, uma urbe sempre em movimento", explicou Redha ao HuffPost.

O coreógrafo queria mostrar diversidade nos casais e diversidade na dança. Por isso no vídeo vemos tanto bailarinos clássicos do Grupo Laac, como hip hop, kizomba, break e dança aérea, tudo isso ao ritmo da canção "Dans tes yeux" ("Em teus olhos"), composta pelo Anis Kachohi e interpretada, neste caso, por Tiwayo.

- "Claro que a vida é perigosa, muito curta e caprichosa", diz a letra. Mas o otimismo fica evidente na mensagem final: - "Claro que a vida é preciosa, [...] claro que o amor é mais forte que a morte".

O coreógrafo decidiu concluir o vídeo com a frase "Paris será sempre a cidade do amor" escrita em inglês, pois o canal foi pensado para ser internacional.







VÍDEO



 http://www.mdig.com.br

Nuno Teotónio Pereira (1922-2015)

Nuno Teotónio Pereira (1922-2015)

Morreu Nuno Teotónio Pereira, revolucionário, destacado militante antifascista e figura fundamental da arquitetura portuguesa, do urbanismo e da habitação. Trabalhou ao longo de 60 anos e faria 94 no próximo dia 30.
Foto de António Cotrim/Lusa
O arquiteto Nuno Teotónio Pereira, nasceu em Lisboa, onde se formou em arquitetura pela Escola de Belas Artes de Lisboa, com dezoito valores. Foi um defensor inabalável dos direitos cívicos e políticos, opondo-se ferozmente à ditadura, razão pela qual foi preso diversas vezes e torturado pela PIDE. No dia 26 de abril de 1974, foi um dos presos políticos libertados de Caxias, onde estava preso desde o final de 1973.
Antes da revolução, pertenceu a movimentos de católicos de esquerda, criou movimentos contra a guerra colonial, tendo sido um dos organizadores da ocupação da Capela do Rato. Fez boletins de solidariedade com os presos políticos e fundou cooperativas, numa atividade tão vasta quanto coerente. Nos anos seguintes à revolução foi fundador e militante do MES (Movimento de Esquerda Socialista). Quando este se extinguiu, manteve-se ligado à esquerda e participou na fundação do Bloco, tendo-se envolvido nas suas primeiras campanhas eleitorais. Em 1999, partilhou o palco com Maria de Lurdes Pintassilgo, num comício do Bloco no Pavilhão dos Desportos.
Profissionalmente, entre as suas obras mais conceituadas, distinguem-se o edifício de Habitação Social para Olivais Norte, nº55 a 55A da Rua General Silva Freire, em coautoria com Nuno Portas e António Pinto de Freitas (que recebeu o Prémio Valmor – atribuído ao melhor projecto construído em Lisboa – em 1967); o edifício “Franjinhas”, prédio de escritórios na Rua Braancamp n.º 9, em Lisboa, com João Baula Reis (Prémio Valmor em 1971); a Igreja do Coração de Jesus, em Lisboa, com Nuno Portas (Prémio Valmor em 1975); o Bloco das Águas Livres, em Lisboa, com Bartolomeu Costa Cabral; ou a Igreja Nova da Almada (“Igreja de Nossa Senhora da Assunção”). A Igreja de Penamacor foi o seu primeiro projecto, construído quando Nuno Teotónio Pereira tinha 27 anos.
A partir do  1º Congresso Nacional de Arquitetura de 1948, com 26 anos, participa no movimento que contesta a arquitetura tradicionalista do regime salazarista, defendendo os princípios do movimento modernista. Foi também um grande impulsionador do Movimento da Renovação da Arte Religiosa, do qual é exemplo a Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Os artistas plásticos Cargaleiro, Madalena Cabral, Eduardo Nery, José Escada, Jorge Vieira, ou os arquitetos Nuno Portas, Formosinho Sanches, Diogo Lino Pimentel, Luís Cunha eram alguns dos outros integrantes desse movimento.
Em 1961, Nuno Teotónio Pereira recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1985, foi agraciado com o Prémio da Associação Internacional dos Críticos de Arte. Em 1995, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, e, em 2004, a Grã-Cruz da Ordem do Infante. Em 2003 foi-lhe atribuído pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto o grau de doutor honoris causa, reconhecimento também feito, em 2005, pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa. Em Abril de 2010, a Câmara Municipal de Lisboa entregou-lhe a Medalha de Mérito Municipal. No mesmo ano, Ordem dos Arquitetos celebrou a sua vida e os 60 anos de carreira. Foi distinguido com o Prémio Universidade de Lisboa 2015 em abril desse ano, pelo exercício “brilhante” na área da arquitetura e como “figura ética”.
Por ocasião dos seus 90 anos, o esquerda.net publicou um artigo de Joana Lopes (originalmente publicado no blogue Entre as brumas da memória), que pode ser lido na íntegra aqui e que citamos parcialmente:
“Nasceu em 30 de Janeiro de 1922, numa família burguesa, monárquica, católica e afeta ao salazarismo, facto que viria a marcá-lo profundamente na primeira parte da vida.
Arquiteto de mérito reconhecidíssimo, mestre de gerações que com ele colaboraram num quase mítico atelier de Lisboa, publicamente louvado e premiado em sessenta anos de atividade profissional dedicada à “arquitetura e cidadania”; a partir do fim dos anos 50, também militante incansável na oposição à ditadura, preso mais do que uma vez pela PIDE, torturado e libertado de Caxias no dia seguinte à revolução de Abril – é esta a pessoa de Nuno Teotónio Pereira, que importa hoje referir, embora muito resumidamente, sobretudo para os mais novos e para os que não se cruzaram com ele na sua longa vida. 
O seu percurso foi muito especial e pouco comum. Com 14 anos, viveu entusiasticamente a criação da Mocidade Portuguesa, nela fez uma carreira fulgurante, envergou orgulhosamente a farda em desfiles na Avenida da Liberdade e não evitou a saudação fascista – faz questão de não o esconder. Nesse mesmo ano de 1936, seguiu apaixonadamente o avanço das tropas franquistas no início da Guerra Civil de Espanha e envolveu-se na organização de uma grande coluna de camiões que levou até Sevilha mantimentos para as mesmas.
A grande viragem sem retorno começou durante a II Guerra Mundial, por influência do pai, profundamente anglófilo, mas viria a concretizar-se, decisivamente, durante a campanha de Humberto Delgado, em 1958. Não só por todo o ambiente criado em torno desta, mas também por uma grande influência de sua mulher Natália e de Francisco Lino Neto, a quem Nuno Teotónio Pereira afirma ter ficado a dever a sua “conversão”. E é já com entusiasmo que segue a vitória de Fidel de Castro, em Cuba, em 1959… 
A partir de então, e até ao fim da ditadura, foram anos de uma militância intensíssima, sobretudo nos diversos campos de atividade dos que vieram a ser designados como “católicos progressistas”. Desde os primeiros anos da década de 60 e até ao 25 de Abril, a oposição dos católicos ao regime político e à guerra colonial, e a revolta crescente que manifestaram em relação às posições oficiais da Igreja portuguesa, deram origem a plataformas de luta que adotaram estruturas diversas, mais ou menos maleáveis conforme os casos, mas que envolveram, direta ou indiretamente, milhares de pessoas. Nessa teia de iniciativas e instituições, houve quem tivesse um papel especial na dinamização e agilização de contactos e na concretização de ações conjuntas. Vários nomes podiam ser citados, mas, se fosse necessário escolher apenas um, seria sem dúvida o de Nuno Teotónio Pereira. Com a sua simplicidade desconcertante, tenacidade férrea e pragmatismo à prova de fogo, deitava as sementes, estabelecia todas as pontes possíveis e acompanhava detalhadamente as realizações.
Qualquer lista de iniciativas peca por (grande) defeito, mas citem-se, a título de meros exemplos, a criação do primeiro jornal clandestino que difundiu notícias sobre a guerra colonial (Direito à Informação, 1963), a fundação da cooperativa Pragma (1964), o papel preponderante nas vigílias pela paz (igreja de S. Domingos, 1969, e capela do Rato, 1972), os cadernos GEDOC (1969), a participação na Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (1970), o Boletim Anti-Colonial (1972). E muitas, muitas outras realizações que, sem ele, nunca teriam existido ou ficariam aquém da amplitude que tiveram. 
Em finais de 1973, foi preso pela última vez, durissimamente torturado pela PIDE e só o 25 de Abril o restituiu à liberdade. Foi depois um dos fundadores do MES, nele se manteve até à sua extinção e nunca deixou de ter, desde então, uma participação cívica muito ativa, nomeadamente a nível da cidade de Lisboa.”

www.esquerda.net

Secretário-geral da Renamo baleado em Moçambique


O secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, foi baleado esta quarta-feira por desconhecidos na cidade da Beira, centro de Moçambique, e corre risco de vida.


O secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e deputado foi atingido a tiro quando acabava de realizar uma conferência de imprensa na Beira, tendo o seu guarda-costas morrido no local, informaram o porta-voz do partido, António Muchanga, e a líder parlamentar da força de oposição, Ivone Soares.


Contactado pela Lusa, o porta-voz do comando geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) disse desconhecer o caso e o comando da força policial na província de Sofala apenas confirmou a ocorrência de um tiroteio no bairro da Munhava, na cidade da Beira, sem mencionar o envolvimento do dirigente da Renamo.


Ivone Soares descreveu à Lusa que o secretário-geral da Renamo tinha acabado de denunciar em conferência de imprensa alegados raptos e assassínios de membros do seu partido e preparava-se para se deslocar para uma reunião da força de oposição na Beira, quando a sua viatura foi bloqueada por outros dois carros, de onde saíram os tiros.

"Neste momento, [Manuel Bissopo] está entre a vida e a morte", afirmou, em declarações à Lusa por telefone, a líder parlamentar da Renamo, que se encontra a realizar trabalho político na província da Zambézia.

Além de Bissopo e do seu guarda-costas, encontravam-se outras pessoas na viatura atingida, mas escaparam ilesas ou com ferimentos ligeiros, segundo Ivone Soares, lembrando que o dirigente do seu partido é também deputado e membro da comissão permanente da Assembleia da República.

Moçambique vive uma situação de incerteza política há vários meses e o líder da Renamo ameaça tomar o poder em seis províncias do norte e centro do país, onde o movimento reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

O paradeiro de Afonso Dhlakama é alvo de debate uma vez que não é visto em público desde 09 de outubro, quando a sua residência na Beira foi invadida pela polícia, que desarmou e deteve, por algumas horas, a sua guarda.

Nos pronunciamentos públicos que tem feito nos últimos dias, Dhlakama afirma ter voltado para Sadjundjira, distrito de Gorongosa, mas alguns círculos questionam a fiabilidade dessa informação, tendo em conta uma alegada forte presença das forças de defesa e segurança moçambicanas nessa zona.

Para a líder da bancada da Renamo, o caso desta quarta-feira envolvendo Manuel Bissopo vem no seguimento de incidentes anteriores com a comitiva do líder do seu partido, Afonso Dhlakama, no que descreve como um quadro de "terrorismo de estado".

Ivone Soares atribui à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) a autoria de todos os incidentes, acusando o partido no poder de tentativas repetidas de assassínio dos dirigentes da maior força de oposição.

A chefe da bancada da Renamo acusou ainda as Nações Unidas de "assobiarem para o lado" face à situação política em Moçambique, bem como as principais missões diplomáticas em Maputo, referindo os casos concretos de Portugal, Estados Unidos, Reino Unido e Itália como símbolos de "um estranho silêncio".

Para Ivone Soares, esta crise é motivada pela falta de justiça eleitoral, insistindo na acusação de fraude na votação de outubro de 2014.
"Fomos roubados em votos e agora estamos a morrer um por um", afirmou a deputada, reafirmando a necessidade de uma intervenção urgente da comunidade internacional.
A Renamo pediu recentemente a mediação do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e da Igreja Católica para o diálogo com o Governo e que se encontra bloqueado há vários meses.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tem reiterado a sua disponibilidade para se avistar com o líder da Renamo, mas Afonso Dhlakama considera que não há mais nada a conversar depois de a Frelimo ter chumbado a revisão pontual da Constituição para acomodar as novas regiões administrativas reivindicadas pela oposição
.

www.jn.pt