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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mais coisas que não existem - Um grande banco alemão usa a expressão “criança problemática” para se referir a Portugal.


Um grande banco alemão usa a expressão “criança problemática” para se referir a Portugal. Numa nota, que o principal blogue de direita reputa naturalmente de “demolidora”, os sinais de superação da anterior estratégia de compressão dos salários são assim denunciados por quem está explicitamente preocupado com a ideia de ainda existirem veleidades de contratação colectiva na periferia.

Entretanto, a troika, perfeitamente alinhada com tal banco - não é defeito, é feitio de classe das instituições da integração realmente existente -, já fez saber que tem uma lista: no que depender de si, os direitos do patronato medíocre são para continuar a aumentar nesta periferia, entre outras, por via da facilitação ainda maior dos despedimentos, apresentando um dos meios para a tal compressão como uma medida de estímulo ao investimento. Isto quando sabemos, pelas respostas dos próprios empresários ao inquérito do INE sobre esta matéria, que o grande obstáculo ao investimento é a evolução da procura, elemento que é sempre para comprimir. 

E ainda quem diga que o imperialismo, a política internacional do capital financeiro do centro, não existe. Já temos obrigação de saber: o que não existe, pode mesmo mesmo ser o mais importante.


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

Tribunal Constitucional: uma decisão envenenada, mesquinha, inconsistente e vergonhosa



«Envenenada, mesquinha, inconsistente, vergonhosa - a decisão do Tribunal Constitucional as pensões dos titulares políticos.

É um assunto envenenado, antes de mais. Resulta de uma iniciativa de deputados até agora anónimos, mas certamente do PS ou do PS e do PSD. Se forem só do PS, problema para Nóvoa e Belém, que nos últimos dias disputam acirradamente o concurso de eu-é-que-sou-mais-PS-do-que-tu e vão ter que responder aos seus correlegionários. Se os deputados anónimos forem do PS e do PSD, pior ainda, é a casta a mover-se pelas sombras e a lembrar a sua unidade por cima de qualquer diferença. Podem aliás ter sido os mesmos que tentaram aprovar a restituição das pensões há um ano, que falharam no parlamento e na opinião pública e que agora se arriscaram a envenenar a campanha eleitoral com este assunto, sempre mantendo um prudente silêncio sobre os nomes dos autores da diligência junto do Tribunal.

É um assunto mesquinho, depois. Tudo se resume a isto: a norma agora em vigor determinava que um ex-titular de cargo público não receberia a pensão se já tivesse outros 2 mil euros mensais de rendimento (ou que receberia a diferença até esse valor) em vez de acumular com a pensão ou com o salário (porque, pela regra inicial e só abolida em 2005, até poderia ter havido um jovem de 26 ou de 30 anos com uma pensão vitalícia). Agora passam a poder acumular a pensão com qualquer outro rendimento, nos termos da decisão do Tribunal.

É uma posição inconsistente, ainda. Alguns e algumas destas deputadas defendem a alteração do regime eleitoral para os círculos uninominais, em nome da “aproximação aos eleitores”. No entanto, não hesitam, num assunto melindroso, em esconder-se dos seus eleitores, e menos hesitam em reclamar um direito especial para si próprios, bem longe da vida dos seus queridos eleitores.

É um assunto vergonhoso, finalmente. A ideia de que os ex-titulares de cargos públicos devem ter um regime especial de privilégio, ou que devem escapar às restrições da segurança social que abrange todos os cidadãos, é sinistra. É estúpida, alimenta o ódio populista contra os políticos e estes beneficiários merecem estar na berra. É errada, porque os autores das leis que se declaram universais criam uma lei só para si. Por isso, a lei acabou em 2005, mas ficou a lista dos que até então beneficiavam, alguns dos quais se batem ardorosamente pela salvação do seu pecúlio.

Tenho orgulho de ter feito parte do único grupo parlamentar que nunca aceitou privilégios deste tipo, como os subsídios de reintegração.

(Excluo desta lista, como sempre o fiz, os ex-presidentes da República, que acho como sempre achei que deviam ter um salário permanente depois de exercerem o cargo referencial do sistema democrático, para evitar que fiquem na condição de trabalhar para uma empresa ou de emprestar a sua imagem a uma marca ou a interesses particulares.)

Francisco Louçã no Facebook

P.S. – Entretanto, foram conhecidos os nomes dos deputados que apresentaram a questão ao Tribunal Constitucional.

 entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt

SONDAGEM EUROPEIA | ITÁLIA E GRÉCIA PREFEREM SAÍDA DO EURO, HOLANDA DIVIDIDA


Os cidadãos de sete de 15 países inquiridos num estudo de opinião internacional preferem regressar às antigas moedas dos respectivos países a permanecer no Euro. Se a opinião dos britânicos e dos suecos seria previsível, dado não estarem na chamada zona Euro, já os resultados de Itália, Grécia e Holanda podem ser considerados surpreendentes. Portugal não consta da lista de países analisados neste estudo.
A pesquisa, realizada pela consultora Gallup International, em Novembro e Dezembro passado, a quase 15 mil europeus, revela que 47 por cento dos italianos defendem o regresso à lira, face a 45 por cento que preferem permanecer no Euro. Os gregos são outro dos povos que quer voltar à moeda nacional, com 44 por cento a defender o regresso ao dracma e 43 por cento a preferir ficar no Euro.
Estes números disparam para valores muito mais significativos quando abordamos países fora da zona Euro, como o Reino Unido, com 83 por cento a defender a libra e apenas 6 por cento a preferir o Euro, ou a Suécia, com 80 por cento do lado da coroa e apenas 12 por cento a aventurar-se na moeda única europeia.
Alemanha e Holanda muito divididas
Reino Unido, Suécia, Bulgária, Itália, Grécia, Dinamarca e Roménia são os países que preferem claramente as suas moedas nacionais ao Euro, mas, mesmo entre os adeptos fervorosos da moeda única, os números lançam dúvidas sobre a divisa europeia.
Na Alemanha, pilar da zona Euro, 38 por cento dos inquiridos revelou querer voltar ao marco, enquanto na Holanda, 41 por cento disse preferir o regresso ao florim.
Contabilizando os totais dos 15 países analisados pela sondagem da Gallup, 47 por cento prefere as moedas nacionais, contra 41 por cento que é defensor do Euro. Cerca de 12 por cento são indecisos.
As dúvidas acerca do Euro parecem acentuar-se em países que atravessam dificuldades financeiras, mas, à medida que o debate sobre a moeda única se vai generalizando, as vozes contra a divisa europeia parecem levantar-se até nos bastiões da Eurozona.

CIA: MINANDO E NAZIFICANDO A UCRÂNIA DESDE 1953


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A recente desclassificação de mais de 3800 documentos pela Agência Central de Inteligência fornece provas detalhadas de que desde 1953 a CIA operou dois programas principais com a intenção não somente de desestabilizar a Ucrânia, mas nazificá-la com os seguidores do líder nazista ucraniano da Segunda Guerra Mundial Stepan Bandera.


CIA: Minando e Nazificando a Ucrânia desde 1953

A recente desclassificação de mais de 3800 documentos pela Agência Central de Inteligência fornece provas detalhadas de que desde 1953 a CIA operou dois programas principais com a intenção não somente de desestabilizar a Ucrânia, mas nazificá-la com os seguidores do líder nazista ucraniano da Segunda Guerra Mundial Stepan Bandera.
  
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Os programas da CIA duraram cerca de quatro décadas. Começou como uma operação paramilitar que forneceu o financiamento e equipamentos para tais grupos de resistência ucraniana anti-soviética como o Conselho Supremo de Libertação Ucraniano (CSLU); seus afiliados foram a Organização dos Nacionalistas Ucranianos (ONU) e o Exército Insurgente Ucraniano (EIU), unindo todos os Banderistas nazistas. A CIA também prestou apoio a uma facção relativamente anti-Bandera da CSLU, a ZP- CSLU, uma filial virtual baseada no estrangeiro dos serviços de inteligência da CIA e do MI-6 britânico. A mais antiga operação da CIA para desestabilizar a Ucrânia, usando agentes ucranianos exilado no oeste que estavam infiltrados na Ucrânia Soviética, era conhecida pelo codinome Projeto AERODYNAMIC.


Um documento anterior altamente secreto da CIA, datado de 13 de julho de 1953, fornece uma descrição do AERODYNAMIC: «O objetivo do projeto AERODYNAMIC é apoiar o emprego e a expansão da resistência ucraniana antissoviética para fins de Guerra Fria e ‘Guerra Quente’. Grupos como o Conselho Supremo de Libertação Ucraniano (CSLU) e seu Exército Insurgente Ucraniano (EIU), a representação externa do Conselho Supremo de Libertação Ucraniano (ZP CSLU) na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, e outras organizações como a OUN/B irão ser utilizados». A CIA admitiu em um documento anteriormente secreto de 1970 que estava em contato com o ZP-CSLU desde 1950.


A ONU/B era a facção de Bandera da ONU (Organização dos Nacionalistas Ucranianos) e seus simpatizantes neonazistas são encontrados hoje incorporados ao governo nacionalista ucraniano em Kiev e em governos regionais e municipais em todo o país.

O projeto AERODYNAMIC colocou agentes de campo dentro da Ucrânia Soviética os quais, por sua vez, estabeleceram contato com o Movimento de Resistência Ucraniana, particularmente agentes do SB (serviço de inteligência) da ONU que já estavam operando dentro de Ucrânia. A CIA organizou lançamentos aéreos de equipamentos de comunicação e outros suprimentos, presumivelmente incluindo armas e munições, para o exército «secreto» da CIA na Ucrânia. 

A maioria dos agentes ucranianos da CIA recebeu treinamento na Alemanha Ocidental feito pela Divisão de Inteligência Estrangeira - Política e Psicológica (IE-PP) do Exército dos EUA. A comunicação entre os agentes da CIA na Ucrânia e seus manipuladores ocidentais foram conduzidas por walkie-talkie (WT) em duas vias: ondas curtas através de canais postais internacionais, e condutores clandestinos no ar e por terra.

Os agentes lançados de paraquedas na Ucrânia levavam um kit que continha, entre outros itens, uma pistola de caneta com gás lacrimogêneo, um saco de dormir para clima ártico, um machado de acampamento, uma ferramenta de escavação (para abrir trincheira), um canivete, uma bolacha de chocolate, uma câmera Minox e uma câmera Leica de 35 mm, filme, um kit de higiene soviético, um boné soviético e casaco, uma pistola calibre 22 e balas, e «contraceptivos» de borracha para impermeabilização do filme ’. Para outros agentes foram enviados rádios, geradores de mão, baterias de níquel-cádmio, e sinalizadores.

Um projeto afiliado sob o AERODYNAMIC era denominado CAPACHO.
Documentos da CIA mostram que o AERODYNAMIC continuou em operação através da administração de Richard Nixon em 1970.
O programa parecia mais uma operação de guerra psicológica do que um fac-símile da vida real de um romance de espionagem de John Le Carré «por trás da cortina de ferro». A CIA montou uma empresa de propaganda em Manhattan que serviu para impressão e publicação de literatura antissoviética do ZP-CSLU que seria contrabandeada para a Ucrânia. O novo campo de batalha não seria em recantos pantanosos perto de Odessa e em frios armazéns abandonados em Kiev, mas no centro do mundo da publicação e a difusão da mídia.

A empresa de fachada da CIA foi a Prolog Research and Publishing Associates, Inc., que mais tarde se tornou conhecida simplesmente como Prolog. O codinome da CIA para a Prolog era AETENURE. O grupo publicou a revista «Prolog» na língua ucraniana. A CIA se referia à Prolog como uma « empresa sem fins lucrativos, isenta de pagamento de imposto para acobertar atividades do ZP- CSLU». A «pessoa jurídica» utilizada pela CIA para financiar a Prolog permanece informação classificada [confidencial]. No entanto, o documento secreto da CIA afirma que os fundos para a Prolog foram transferidos para o escritório de Nova York «através de Denver e Los Angeles, e recibos foram emitidos mostrando a origem do fundo para a Prolog para por fim ao questionamento pelas autoridades fiscais de Nova Iorque».

Quanto para o escritório de Munique da Prolog, o documento da CIA afirma que seu financiamento veio de uma conta separada daquela da Prolog em Nova York a partir de um banco que colaborou, informação que também continua classificada. Em 1967, a CIA fundiu aa atividades de Munique da Prolog e o escritório de Munique do jornal nacionalista ucraniano exilado «Suchasnist». O escritório de Munique também apoiou o «Ukrainische Gesellschaft fur Auslandstudien». 

Os documentos da CIA também indicam que os agentes da Agência Federal de Investigação [Federal Bureau of Investigation - FBI] podem ter interferido com agentes do AERODYNAMIC em Nova York. Um diretor da CIA em 1967 aconselhou todos os agentes do ZP-CSLU nos Estados Unidos a: relatar seus contatos com os diplomatas de missão das Nações Unidas e empregados das Nações Unidas provindos da URSS e a RSS da Ucrânia ao FBI, ou ao seu agente do projeto da CIA. Os agentes da CIA responsáveis pelo AERODYNAMIC em Nova York e Munique foram denominados agentes AECASSOWARY. Aparentemente, não tão atraídos pela notoriedade do famoso agente do MI-6 «007», um agente da CIA em Munique foi denominado AECASSOWARY/6, e um agente sênior em Nova York AECASSOWARY/2.


Os agentes AECASSOWARY participaram e coordenaram outras equipes do AERODYNAMIC que infiltraram a Conferência Mundial da Juventude de Viena em 1959. A operação de infiltração de Viena, onde foi feito contato com jovens ucranianos, era conhecida pelo codinome LCOUTBONUD pela CIA.
Em 1968, a CIA declarou Prolog Research and Publishing Associates, Inc. encerrada e substituída por Prolog Research Corporation, «uma empresa de lucro comercial, ostensivamente servindo contratos para usuários não especificados como indivíduos e instituições particulares».

A CIA informou que a reorganização da Prolog surgira da operação MHDOWEL. Pouco se sabe sobre MHDOWEL além do fato de que envolveu o lançamento, pela CIA, de uma fundação sem fins lucrativos. O seguinte é parte de um memorando arquivado, datado de 31 de janeiro de 1969, do Assistente Geral ,onselheiro da CIA John Greany, «Diz respeito a uma reunião de Greaney, conselheiro Lawrence Houston e Rocca sobre um ’confronto’ com o escritório do FBI de NY em 17 de janeiro de 1969. Eles discutiram dois indivíduos cujos nomes foram alterados. Um foi dito ser um agente de pessoal da CIA desde 28/08/61, o qual havia sido atribuída em 1964 a tarefa de escrever uma monografia, que havia sido financiada por um donativo da fundação cujo disfarce foi descoberto em MHDOWEL (eu suspeito que é o código para a imprensa dos EUA). Um dos indivíduos [nome redigido] tinha sido solicitado para trabalhar no projeto DTPILLAR de novembro de 1953 a fevereiro de 1955 e, mais tarde, em março de 1964 para WUBRINY. 

Quando a Divisão de Operações Domésticas avisou a segurança de que essa pessoa não seria usada em WUBRINY, Rocca comentou que ’ há algumas alegações bastante sinistras contra membros da empresa [redigido],’ indicando que um membro da firma foi ’membro com carteirinha do Partido Comunista’. O memorando afirma aindar que Rocca estava investigando o uso do indivíduo no projeto DTPILLAR para saber se essa pessoa teria mencionado atividades em Genebra, em março de 1966, em conexão com Herbert Itkin». Raymond Rocca foi Vice-Chefe da Divisão de Contra-Inteligência da CIA. Itkin foi um agente disfarçado do FBI e da CIA que supostamente se infiltrou a Mafia e recebeu uma nova identidade na Califórnia como «Herbert Atkin» em 1972.

Em 1969, o projeto AERODYNAMIC começou a avançar a causa dos tártaros da Criméia. Em 1959, devido à grande população ucraniana no Canadá, o serviço de inteligência do Canadá iniciou um programa semelhante ao do AERODYNAMIC com o codinome «REDSKIN».

Como as viagens aéreas internacionais aumentaram, aumentou também o número de visitantes para o oeste da Ucrânia Soviética. Esses viajantes foram de interesse primário para o projeto AERODYNAMIC. Os viajantes foram convidados por agentes da CIA a transportar clandestinamente materiais da Prolog à Ucrânia, tudo censurado pelo governo soviético, para distribuição. Mais tarde, agentes da AERODYNAMIC começaram a se aproximar ucranianos em visita à Europa Oriental, particularmente visitantes ucranianos soviéticos à Tchecoslováquia durante a «Primavera de Praga», de 1968. Os agentes ucraniano da CIA tinham o mesmo pedido a fazer: levar literatura subversiva à Ucrânia.

AERODYNAMIC continuou até a década de 1980 como operação QRDYNAMIC, a qual foi atribuída ao Programa Aberto de Ação da Europa Soviética do Leste, da Equipe Política e Psicológica da CIA. A Prolog viu suas operações de Nova York e Munique expandirem-se para Londres, Paris e Tóquio. O projeto QRDYNAMIC começou a ligar-se a operações financiadas pelos fundos de investimento hedge do magnata George Soros, particularmente dos agentes em Kiev e Moscou do Watch Group de Helsinki. A distribuição de material subterrâneo expandiu de revistas e panfletos a fitas cassete de áudio, decalques de pele com mensagens anti-soviéticas, adesivos e camisetas.

O QRDYNAMIC expandiu suas operações para China, obviamente a partir do escritório de Tóquio, e Checoslováquia, Polónia, Estónia, Lituânia, Letónia, Jugoslávia, Afeganistão, Ásia Central Soviéticas, região marítima do Pacífico Soviético, e entre ucranianos-canadenses. O QRDYNAMIC pagou também agentes jornalistas de influência para seus artigos. Estes jornalistas foram localizados na Suécia, Suíça, Austrália, Israel e Áustria.
Mas desde o início da glasnost e perestroika em meados da década de 1980, as coisas começaram a parecer sombrias para o QRDYNAMIC. O alto custo do aluguel em Manhattan o levou à procura de alojamento mais barato em New Jersey.

A Secretária Adjunta de Estado para Assuntos Europeus/Eurasianos Victoria Nuland, a «donzela de Maidan» que distribuiu bolinhos assados, disse ao Congresso dos EUA que os Estados Unidos gastara US $ 5 bilhões, desde o colapso da União Soviética, para tirar o controle da Ucrânia da esfera russa. Com as recentes divulgações da CIA, parece que, para os contribuintes americanos, o preço de tal artimanha estrangeira foi muito maior.
Tradução
Marisa Choguill

CORRUPÇÃO NO TÉNIS - BBC denuncia resultados combinados . entre tenistas de topo



A BBC revela esta segunda-feira uma investigação que implica 16 tenistas que integraram o ´top 50´ mundial na última década em jogos com resultados combinados, mas que nunca foram acusados. 
 .
A cadeia britânica alega acesso a ficheiros mantidos em segredo, nos quais se inclui uma investigação iniciada pela própria Associação de Tenistas (ATP), em 2007, e que implica vencedores de Grand Slam.

«Na última década, 16 jogadores classificados nos 50 primeiros foram repetidamente assinalados pela Unidade de Integridade do Ténis (TIU) devido a suspeitas de que estariam a combinar resultados. Todos, incluindo vencedores de ´Grand Slams´, foram autorizados a continuar a competir», refere a investigação realizada em conjunto com o BuzzFeed News.

ATP recusa

Chris Kermode, presidente da ATP, sublinha que a investigação se refere a casos com 10 anos, mas que o organismo «vai investigar se surgirem novas informações», ao mesmo tempo que recusa que alguns casos não tenham sido devidamente investigados ou escondidos.

«Num relatório confidencial interno, em 2008, a equipa de investigação da TIU defendeu que 28 atletas deveriam ser investigados, mas as indicações não foram seguidas», continua a BBC. A ATP introduziu um novo código anticorrupção em 2009, sendo que violações anteriores já não poderiam originar novos processos.

Os documentos revelam uma investigação de 2007, depois de um jogo entre Nikolay Davydenko e Martin Vassallo Arguello que suscitou muita atividade em casas de apostas. Foram encontrados depois, à medida que a investigação avançou, polos de apostas na Rússia, norte de Itália e Sicília, onde houve ganhos de milhares de euros em alguns jogos, três deles em Wimbledon.

Um dos investigadores do TIU revela à BBC que foram encontrados uma dezena de tenistas que claramente faziam movimentar as apostas, ou seja, seria fácil cortar o problema pela raiz.

A reportagem - que sublinha que escolheu não revelar os nomes - alega ainda que, não só os tenistas não foram acusados como muitos ainda estão no ativo, sendo que oito dos atletas sinalizados vão disputar o Open da Austrália, o primeiro ´Grand Slam´ da temporada, que começa esta segunda-feira.

Mais informação será revelada esta terça-feira, num programa na Radio 4 da BBC.
 
 
* Nada nos espanta!


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que o acordo que possibilitou o Governo liderado por António Costa poderá estar em causa se o Executivo ceder às exigências da 'troika' na liquidação dos direitos dos trabalhadores.

 Lusa

Secretário-geral dos comunistas ameaça Executivo de António Costa na semana de entrega do 'draft' do Orçamento em Bruxelas. Braço-de-ferro à vista.
Jerónimo ameaça romper acordo se Costa ceder a Bruxelas
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que o acordo que possibilitou o Governo liderado por António Costa poderá estar em causa se o Executivo ceder às exigências da 'troika' na liquidação dos direitos dos trabalhadores.
"Ninguém entenderá que o Governo ceda em questões fundamentais", protegidas pela Constituição Portuguesa, referiu Jerónimo de Sousa, admitindo: "Se existir uma destruição desses conteúdos de posição conjunta [firmado entre PCP e PS] naturalmente teremos um problema."
O Executivo socialista tem agendada para a próxima sexta-feira a entrega do 'draft' sobre o Orçamento e o primeiro-ministro, António Costa, já reconheceu que Bruxelas está a exigir "redução de défice superior ao previsto", considerando "difíceis" as negociações com as instâncias europeias a propósito do assunto. 
A 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) estará de volta a Lisboa a 27 deste mês, numa terceira avaliação pós-programa de assistência económico-financeira.
O líder do PCP falava à margem da arruada que realizou esta tarde na cidade Loulé, distrito de Faro, na qual promoveu o candidato presidencial Edgar Silva como aquele que garante o respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa.
Vincando a importância vital da Constituição da República enquanto documento que reflecte um projecto de democracia política, económica, social, cultural e de afirmação da independência nacional, Jerónimo de Sousa sublinhou a importância de eleger um Presidente da República que não seja “pró-forma” ou “corta-fitas”.

A LE PEN ROSA


“São os transgressores que fazem a história avançar”, diz Manu Chao


Atraído pela ameaça de instalação de uma fábrica da Monsanto na província argentina de Córdoba, Manu Chao se reuniu com moradores das Malvinas Argentinas e fez um show intimista para os cerca de 20 militantes que se concentraram na praça central da cidade e que há mais de um ano resistem contra a multinacional.

Por Lucas Martin e Ezequiel Lopardo na Revista Trincheira


A seguinte entrevista foi concedida pelo cantor francês em Buenos Aires, após sua passagem pelas Malvinas Argentinas. O Diferente, Pero no Mucho reproduz os principais trechos da conversa de Manu Chao com os jornalistas Lucas Martin e Ezequiel Lopardo, realizada em novembro do ano passado. 

Leia a entrevista na íntegra: 

Em geral, para todo artista é difícil definir para quem ele cria, mas o certo é que todos na hora de eleger um estilo, uma estética, uma temática, acaba definindo. Como é isso para Manu Chao?

Para minha maneira de encarar as coisas, minha arte sinceramente é para todo mundo. Egoisticamente lhes diria que é para mim. É minha pequena terapia pessoal para aguentar esse mundo. Assim me curo, assim o aguento. A partir daí, a quem sirva. Mas é para todo o mundo. É um processo interno, pessoal e serve para mim, e se esse processo serve para mais pessoas, que é o que tem ocorrido, pois que sejam bem-vindos.

Uma emoção, uma palavra, uma melodia. Minha arte é música mais que tudo; há mais coisas, mas se falamos do que propôs, é assim. Eu nunca pensei se era dirigido a alguém. Minha arte está dirigida a quem lhe sirva. No bom sentido da palavra, a quem ela possa ajudar.

Aqui Mano Negra [antigo grupo de Chao] repercutiu, mas quando saiu o disco solo Clandestino contribuiu para que nos encontrássemos com nós mesmos, com nossa Pátria Grande. Nos ajudou a nos vermos sem vergonha como indígenas, negros, mestiços, pobres. A sentirmos novamente como parte de Nossa América e menos ianques. Como sentiu esse primeiro disco solo?

Quando respondi a primeira pergunta, de que minha música é para quem sirva, eu penso que Clandestino serviu. Serviu a isso em um momento, em uma época histórica — final dos anos 1990, 2000 —. Este disco foi como um pequeno tubo de oxigênio para respirar um pouco e sair para a luta de novo. Eu o vi assim e me serviu assim.

Em suas músicas há um apoio — às vezes mais explícito, às vezes menos — a diferentes lutas que há no mundo. Como se dá essa relação entre a música e suas posturas?

Essas posturas tenho defendido enquanto cidadão. Eu não sei bem analisar minha música, mas nenhuma delas é realmente panfletária. O lado assim mais combativo, não estou seguro que esteja na minha música, mas as pessoas entendem assim. Eu não sei analisar, mas há frases, há uma certa liberdade. Mas o lado realmente de ativista cidadão eu me coloco mais como algo paralelo, mais como pessoa. São os trabalhos de ajuda cidadã. É preciso ajudar-se mutuamente. Eu acredito nisso

Todos conhecemos Manu Chao ambulante, que canta aqui e acolá, onde tem vontade. Mas quando volta para a sua casa, como lida com sua vizinhança?

Eu sou apaixonado pela vizinhança, minha cidadania como vizinho é algo muito importante na minha vida. Você vive em um rincão do planeta e está rodeado por vizinhos e tem que se entender com eles. Se não se entende com seus vizinhos, como vai se entender com todo o mundo? Começa pela sua casa.

Até que o vizinho… alguns na sequência te roubam, outros são reacionários pelas ideias, pela cultura, porque “o Manu é um vermelho e eu sou de direita”. Me chamem de vermelho se quiserem, mas primeiro é meu vizinho, no que precisar de mim, aqui me terás. E rapidamente eles vêm.

E eu sou músico. Como posso ajudar no meu bairro? Pois com música. Dou aulas de violão para as crianças do bairro, os levo para casa ou na calçada e “tatatata”. O truque acontece naturalmente. As mães ficam gratas, porque primeiro a criança volta iluminada e segundo, porque lhe tiro o filho por uma, duas horinhas. A mãe não está preocupada se a criança está bem. E à noite chega uma tortilla, uma comidinha.

Vendo a vida desde este lugar de simplicidade, de bairro, de surpresas simples e cotidianas, como crê que deve ser a arte?

A arte tem que ser livre. Não tem porque ter receitas e deve ser algo totalmente sem padrões de construção. É mais, creio que no mundo da arte em geral há muitos patrões… em todos os sentidos.
Eu acho que o artista tem que ser livre para fazer uma arte que a mim me pareça interessante, porque se é livre, não aplica o manual, e se não aplica o manual será surpreendente, vai se surpreender. Eu penso que na história da humanidade, da cultura, os que sempre fizeram avançar foram os transgressores.

Para o continente latino-americano esses modelos fracassados, na música, foram chave para que surgisse algo novo no campo popular. Que elementos importantes encontra em Nossa América?
Que encontro? Amplitude e diversidade, essa é a minha resposta. Não posso dizer exatamente o que encontro, mas sim o que me deu. Foi uma aprendizagem de vida fenomenal. A conhecia de pequeno, pelos discos, pela cultura, pelo ativismo da época, com todos os exilados.

Minha família exilada da Espanha, do Chile, da Argentina, do Uruguai. Então havia toda uma comunidade latina no meu país e eu mamei desde pequeno, sem me inteirar dos problemas políticos.

Estava nos vinis: Bola de Nieve — cantor, compositor e pianista cubano dos anos 1950-60 — meu grande herói da infância. Creio que no meu desenvolvimento da música latina, meu primeiro professor foi Bola de Nieve, o amava desde pequeno.

Há um personagem argentino que você tem cantado muito. Por que Maradona?

Eu o cantei duas vezes. A primeira com o Mano Negra por tietagem total. Gostava dele porque era o único que abria a boca, que não dizia “sim, como queira o senhor”, o único transgressor para o bem e para o mal, mas que pelo menos rompia com as barreiras.

Com os anos tive a sorte de conhecê-lo em Nápoles, quando voltou para lá. Eu conheci Diego, e me pareceu bem com o bom e o mau que tem; porque é um ser humano e tem suas cagadas. Gostei porque há algo que pratico também e que ele também pratica. Ser Maradona não é fácil, e é disso que se trata… ”a vida tombola [a vida é uma loteria]”. É fácil criticá-lo ou dizer que é um deus, mas se coloque na pele de Maradona e veja como resolvê-lo.

O que gostei nele é que realmente é um cara do momento presente, assim o analiso. Diego não está nem no passado, nem no futuro, mas está aqui e te olha e… o que ocorre: Bem ou mal, damos risada de uma piada ou não, mas está. Não está pensando em outra coisa ou em quando irá embora. Não, mas está 100% no momento que está vivendo contigo ou comigo, ou com quem seja. Com o gari do estádio do Nápoles o vi dar seu tempo: ficar, falar, perguntar pela menina, perguntar pelo filho. Diego quando está, está.


VÍDEO






www.marchaverde.com.br

Pede ajuda para tirar cinto de castidade Mulher queria evitar relações sexuais.

HOJE NO  
"CORREIO DA MANHÃ"

Pede ajuda para tirar cinto de castidade Mulher queria evitar relações sexuais. 

Os bombeiros de Pádua, Itália, foram chamados para ajudar uma mulher de meia-idade a retirar... o cinto de castidade. 
 .

A mulher pediu ajuda após perder as chaves do cinto, que colocava para evitar ceder à tentação de ter relações sexuais. 

Após ajudarem a mulher, os bombeiros ainda lhe perguntaram se alguém a tinha obrigado a usar o cinto de castidade, mas rapidamente a mulher esclareceu que utilizava o objeto por vontade própria.

Gente de pouco peso, pequenos homens grandes e ratazanas

BISCATES – Gente de pouco peso, pequenos homens grandes e ratazanas – por Carlos de Matos Gomes

biscates

Quando me dizem que alguém é um nome de peso no partido, que é um político de peso, que é um barão do partido lembro-me sempre dos simulacros eleitorais dos tempos do início do liberalismo, do sistema de rotativismo do século XIX.

Os políticos de peso eram os chefes de sindicato de votos, figurões locais ou regionais que arregimentavam eleitores como se fossem gado de uma manada de um chefe qualquer. Nesses tempos chegavam a ter ao seu serviço bandos armados, para que o peso dos grandes homens, dos barões partidários se fizesse sentir. O Zé do Telhado e o João Brandão – mais tarde apresentados como bandidos famosos – surgiram dessa necessidade dos políticos de peso organizarem os eleitores à força, primeiro à força de favores e depois à força de balázios.

Nas sociedades ditas primitivas de África e da Ásia, em termos antropológicos, homem grande refere um indivíduo muito influente dentro de uma tribo. Que toma a designação de mamã grande no caso das mulheres. Os políticos de peso deviam corresponder a esta definição. Serem influentes na sua tribo. Não é o que acontece. Pelo menos com aqueles a quem oiço chamar pesos- pesados dos partidos.

Falam os jornais e os comentadores dos “pesos-pesados” de um dado partido que apoiam o candidato A ou B. Eu levo esse termo à letra: olho-lhes para o diâmetro das barrigas e concluo que foram ganhas em negócios de trocas de favores. Só o Marques Mendes é um peso pluma a fazer de peso pesado.

Os verdadeiros pesos pesados dos partidos, ou da política em geral, serão (seriam) aqueles que marcaram um rumo, conseguiram a adesão de um número significativo de seguidores, que tiveram uma ideia de futuro e foram capazes de a impor. São aqueles que criaram uma esperança. São muito poucos e ninguém dirá deles que são pesos pesados. Dirá simplesmente que são figuras. Figuras de que podemos gostar mais ou menos, amar ou odiar, mas que não podem ser pesados. São figuras. Têm luz própria. Não são mordomos que organizam procissões, são eles o motivo do culto. Não são comentadores, são criadores, são decisores, são autores, não são críticos, são atores.

Os pesos pesados que por aí vejam anunciados são pequenos e grandes traficantes de influências. São, nos escalões mais baixos do PSD e do PS os Relvas e os Varas, nos escalões intermédios, os Marco António e os Jorge Coelho e, no topo, os padrinhos como Ângelo Correia e Vera Jardim. A lista pode ser elaborada à vontade de cada um. Maiores ou menores, todos têm as unhas compridas e a pele luzidia. Como as ratazanas andam de nariz no ar em busca do odor da dispensa onde está guardado o queijo. Mais as comissões do que o queijo, diga-se. Os pesos pesados recebem e distribuem comissões. Vivem de comissões. De percentagens.

Os pesos pesados dos partidos são videirinhos bem sucedidos. Uns são, outros gostariam de ser como os padrinhos da mafia, a quem os necessitados, aqueles que lhes dão peso, vão pedir um favor e receber uma bênção.

Nas eleições do dia 24, como noutras, há quem queira ser abençoado por pesos pesados e há quem tenha a seu lado grandes figuras. Ser ajudado por Miguel Relvas e Marco António Costa, como Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado por pesos pesados como José Lello ou Vitalino Canas, como Maria de Belém, ou ter a seu lado figuras como Mário Soares, Eanes, ou Jorge Sampaio marca a diferença entre a velha política de ratos de mercearia, de comissionistas e de facilitadores e quem apresenta um projecto de decência para o futuro de Portugal.

Os pesos pesados da política afundaram Portugal…. Para voltar à superfície, para o tempo novo, para o novo ciclo de que que fala Sampaio da Nóvoa, Portugal precisa de os atirar borda fora…  espero que o faça.

 

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OS POLÍTICOS SÃO TODOS IGUAIS NÃO SÃO !? - Maria de Belém pediu inconstitucionalidade de suspensão de subvenções vitalícias




Trinta deputados subscreveram pedido de fiscalização junto do Tribunal: 21 são do PS, nove do PSD


Maria de Belém esteve entre os deputados que, na anterior legislatura, pediram esclarecimentos sobre subvenções vitalícias ao Tribunal Constitucional.

Segundo a lista de 30 deputados a que o DN teve acesso - alguns dos quais já deixaram a Assembleia da República - há 21 parlamentares socialistas e nove sociais-democratas.

Entre os nomes socialistas estão a candidata presidencial Maria de Belém Roseira, os antigos ministros Alberto Costa e Alberto Martins, a atual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o da Cultura, João Soares, os deputados Idália Serrão, Jorge Lacão, José Magalhães, Sérgio Sousa Pinto e Vitalino Canas.
Do lado do PSD, o antigo presidente do Parlamento, Mota Amaral, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Costa Neves, e os ex-deputados Guilherme Silva, Hugo Velosa e Couto dos Santos também assinaram o pedido.

O Tribunal Constitucional tinha escrito no acórdão que "um grupo de deputados à Assembleia da República" tinha requerido a fiscalização do diploma que obriga o Estado a devolver subvenções aos antigos políticos, não identificando os signatários, que agora o DN revela.

Eis a lista completa dos deputados signatários do requerimento:


Alberto Costa (PS), Alberto Martins (PS), Ana Paula Vitorino (PS), André Figueiredo (PS), António Braga (PS), Arménio Santos (PSD), Carlos Costa Neves (PSD), Celeste Correia (PS), Correia de Jesus (PSD), Couto dos Santos (PSD), Fernando Serrasqueiro (PS), Francisco Gomes (PSD), Guilherme Silva (PSD), Hugo Velosa (PSD), Idália Serrão (PS), João Barroso Soares (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Joaquim Ponte (PSD), Jorge Lacão (PS), José Junqueiro (PS), José Lello (PS), José Magalhães (PS), Laurentino Dias (PS), Maria de Belém Roseira (PS), Miguel Coelho (PS), Paulo Campos (PS), Renato Sampaio (PS), Rosa Maria Albernaz (PS), Sérgio Sousa Pinto (PS) e Vitalino Canas (PS).
Na segunda-feira, a candidata Maria de Belém foi confrontada pelos jornalistas com esta decisão do TC, tendo afirmado desconhecer o acórdão.
"Não conheço o acórdão, como viram andei todo o dia aqui, não vou fazer nenhum cometário sobre um acórdão que desconheço. De qualquer das maneiras, confio na decisão do Tribunal Constitucional, como sempre confiei, e respeitarei as decisões do Tribunal Constitucional como é meu dever", afirmou, à margem de uma ação de campanha no Instituto Politécnico da Guarda.
As normas declaradas inconstitucionais alteravam os "requisitos e formas de cálculo da atribuição e do montante das subvenções mensais vitalícias atribuídas a ex-titulares de cargos políticos e ainda em pagamento, tornando-as dependentes de condição de recursos, `em função do valor do rendimento mensal médio do beneficiário e do seu agregado familiar"", refere um comunicado do Tribunal Constitucional (TC).

Os deputados invocaram, entre outros preceitos, "os princípios constitucionais da proporcionalidade e da proteção da confiança e o princípio da igualdade".

No acórdão, disponível no "site" do Tribunal Constitucional, refere-se que, com a introdução da condição de recursos, "a subvenção mensal vitalícia perde a sua natureza de benefício" em razão "dos serviços prestados ao país" e passa a revestir a "natureza de prestação não contributiva comum, visando, como as outras, tão-somente evitar que os seus beneficiários sofram uma situação de carência económica".

Ex-políticos vão receber subvenções vitalícias com retroativos

A norma agora declarada inconstitucional surgiu no Orçamento do Estado para 2014, levando à suspensão do pagamento das subvenções vitalícias a ex-titulares de cargos políticos cujo rendimento do agregado familiar fosse superior a 2 mil euros. O orçamento para 2015 tornou esse pagamento "dependente de condição de recursos", suspendendo-o caso o beneficiário tivesse um rendimento mensal médio (excluindo a subvenção) superior aos 2000 euros.


Segundo a Caixa Geral de Aposentações, em 2014 havia 341 beneficiários a receber subvenções vitalícias e que correspondiam a cerca de 10 milhões de euros.


As subvenções vitalícias foram criadas em 1985 e delas beneficiavam figuras como Ângelo Correia, Bagão Félix ou Zita Seabra, com quem o DN tentou falar sem sucesso. Jorge Coelho, que prescindiu dela, escusou-se a fazer quaisquer comentários.

19 DE JANEIRO DE 1923: NASCE O POETA PORTUGUÊS EUGÉNIO DE ANDRADE

Eugénio de Andrade. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 



Poema à Mãe

No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos. 

Tudo porque tu ignoras 
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais. 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo 
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz. 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura. 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos. 

Mas tu esqueceste muita coisa; 
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe! 

Olha — queres ouvir-me? — 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos; 

ainda aperto contra o coração 
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura; 

ainda oiço a tua voz: 
          Era uma vez uma princesa 
          no meio de um laranjal...
 

Mas — tu sabes — a noite é enorme, 
e todo o meu corpo cresceu. 
Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber, 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas. 

Boa noite. Eu vou com as aves. 








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Davos discute um mundo dividido e cada vez mais desigual



A elite mundial reúne-se em Davos esta semana para discutir a economia mundial e os desafios futuros. O encontro tem lugar numa altura em que aumenta o fosso entre ricos e pobres.

No Fórum Económico Mundial de Davos, onde só se pode ir por convite, mais de 2500 líderes de várias áreas vão-se encontrar para debater o presente e o futuro de um mundo onde a desigualdade aumenta a uma velocidade inesperada, e onde as clivagens políticas nos EUA, na Europa e no Médio Oriente são profundas, escreve a Reuters esta terça-feira, 19 de Janeiro.
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Apenas "62 pessoas possuem tanto capital como a metade mais pobre da população mundial", revelou a organização não-governamental Oxfam, a dois dias do Fórum Económico Mundial de Davos. Há cinco anos, a riqueza de 388 pessoas estava equiparada a essa metade. Segundo a mesma entidade, a riqueza acumulada por 1% da população mundial, entre os mais ricos, superou a dos 99% restantes, em 2015, um ano mais cedo do que se previa.

Ou seja, o fosso entre ricos e pobres aumenta a um ritmo que não se antecipava.

A desigualdade na distribuição de riqueza e a desconfiança crescente da população face aos seus líderes políticos são os grandes desafios para a elite global que estará reunida em Davos de 20 a 23 de Janeiro no 46º Fórum Económico Mundial, diz a Reuters.

Escreve a agência que as divisões vão para além disso e lembra as clivagens no Médio Oriente entre xiitas e sunitas, com a Arábia Saudita e o Irão a disputarem a influência numa região penalizada pela guerra e pelas acções de grupos extremistas.

Os conflitos nesta zona do mundo não são actos isolados, e a prova disso é o impacto que estão a ter na Europa, cada vez mais dividida ideologicamente, onde não há consenso sobre como lidar com a maior crise de refugiados deste a II Guerra Mundial. A par disso, lembra ainda a Reuters, está em cima da mesa a possibilidade de o Reino Unido sair do bloco europeu, sendo que David Cameron já deu a entender que o referendo sobre o "Brexit" pode ter lugar ainda este ano.

A turbulência global teve reflexo também nos EUA, onde, escreve a agência, a ascensão de Donald Trump como líder na corrida republicana à Casa Branca espelhou profundas clivagens políticas nos EUA e criou ansiedade entre os aliados do país hoje liderado pelo democrata Barack Obama.

A acrescentar complexidade ao contexto social e político actual está a quarta revolução industrial, tema do encontro anual de Davos este ano. A nova onda de inovação tecnológica, protagonizada pela inteligência artificial e pela robótica, ameaça muitos dos empregos tradicionais.

No mais recente discurso do Estado da Nação, o presidente norte-americano, Barack Obama, abordou esta realidade: "É uma mudança que pode alargar o leque de oportunidades, ou aumentar a desigualdade. E quer gostemos, quer não, o ritmo desta mudança vai acelerar", cita a Reuters.

"As empresas na economia globalizada podem estar em qualquer lugar, e enfrentam maior competição. Como resultado, os trabalhadores têm menos margem de manobra para um aumento. As empresas, por sua vez, são menos leais às suas comunidades. E cada vez mais a riqueza e receita estão concentradas no topo", acrescentou.

* Davos é a reunião onde se confirma que o dinheiro é xenófobo.





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