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sábado, 16 de janeiro de 2016

BATOTA É O FORTE DELES ! Vera Jardim receia "batota" no PS


Em causa, neutralidade do aparelho entre Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém.

O socialista Vera Jardim afirmou este sábado, em Fafe, estar confortável com a decisão do secretário-geral do PS de não apoiar nenhum candidato à Presidência da República, mas frisou não “estar confortável” com o cumprimento desse decisão, confessando receio de “alguma batota”.
“Estou confortável com a decisão tomada pelo secretário-geral, mas as decisões que se tomam são leis, são para se cumprir e eu não estou muito confortável com algumas coisas que se têm passado que não reflectem exactamente o sentido da decisão do secretário-geral”, frisou José Vera Jardim.
O socialista, que é o porta-voz da candidatura de Maria de Belém, fez questão de falar como apoiante da ex-presidente do PS, afirmou que tem "receio de que haja alguma batota". "Todos sabem do que eu estou a falar”, sustentou.
José Vera Jardim repetiu, no almoço da campanha de Maria de Belém no pavilhão da Escola Secundária de Fafe, a expressão “batota” que foi proferida na sexta-feira pelo histórico socialista Manuel Alegre.

VÍDEO - “NÃO ESTAMOS A INVENTAR DIREITOS NOVOS, ESTAMOS A REPOR O QUE PERTENCE AOS TRABALHADORES E AO POVO”



No debate quinzenal realizado hoje na Assembleia da República, Jerónimo de Sousa afirmou que a derrota do PSD e CDS permitiu abrir um caminho de recuperação de direitos, que não resolvendo de uma só vez todos os problemas e preocupações do nosso povo, permitiu já concretizar um conjunto de medidas importantes, na recuperação dos salários, na redução dos impostos sobre o rendimento do trabalho, na reposição de feriados, na abertura do caminho para a reposição das 35 horas, foram tomadas já medidas positivas para os trabalhadores e povo que é preciso consolidar".
PCP

DIVIRTA-SE - GIFS ANIMADOS
















































PRESIDENCIAIS 2016 - EDGAR SILVA QUER UM PRESIDENTE COM "CORAÇÃO DE CARNE" e "AMANTE INCANSÁVEL DA LIBERDADE"




Edgar Silva quer um presidente com "coração de carne" e "amante incansável da liberdade"

Edgar Silva em Faro 
O candidato comunista teve esta noite um caloroso comício em Faro, com mais de meio milhar de apoiantes a transbordar da sala

Edgar Silva definiu as "marcas distintivas" para o perfil do Presidente da República. "Que tenha uma voz portuguesa, que represente e defenda realmente os portugueses e Portugal e não seja subordinado a interesses estrangeiros"; que "tenha um coração de carne, que não seja indiferente à pobreza, à injustiça e às desigualdades que atingem os portugueses"; que seja "um amante incansável da liberdade, da democracia e dos valores de abril".

A noite do candidato comunista foi em cheio, num auditório onde os 400 lugares sentados se esgotaram rapidamente, obrigando, mais de uma centena de pessoas a ficar de pé. Os apoiantes, que vieram de todos os concelhos do distrito, já estavam bem "aquecidos" quando Edgar começou a sua intervenção. Antes, um grupo de música tradicional tinha levado a sala ao rubro, com os "vivas" das cantigas à desgarrada. Marcelo rimou com "marmelo" (o senhor professor Marcelo/diz ser independente/ele é um bom marmelo/que quer iludis a gente) e Edgar com "desejar" (muita saúde para o Edgar/que é natural da Madeira/e ainda quero desejar/sucesso na sua carreira).

Bem animada pelo ritmo do grupo Flor de Lis, que fez vibrar a audiência, ao som de acordeão, pandeiretas, castanholas e ferrinhos, Edgar Silva não teve grande dificuldade em agarrar a sala. Teve ali uma boa oportunidade para mostrar que "a dinâmica de apoio" à sua candidatura "está em crescendo", uma "linha de entusiasmo e mobilização que as sondagens não conseguem captar". O candidato acredita que "há sementes de esperança impossíveis de não dar fruto, sementes de abril, que nenhuma sondagem consegue captar". E questiona? "Mas quem consegue ver sementes? Ninguém. Esse germinar é intenso mas nem sempre explosivo". Conta que aprendeu uma palavra "nova e bonita" neste seu dia de campanha algarvia. "atibar" e explica: "é de origem árabe e significa que está a fermentar, em crescendo. É este atibar da história que não se pode parar. As sementes de abril (de 4 de outubro) vão dar frutos a 24 de janeiro".

A regionalização foi o tema político do dia e também esteve presente nesta intervenção. Edgar Silva defende a "urgência" da descentralização para responder às necessidades locais e valorizar os recursos, competências e produção de riqueza. O candidato quer um Presidente "mais próximo" destas realidades, "atento e interventivo" em relação aos problemas das pessoas. Serviços de saúde; desenvolvimento económico não exclusivamente dependente do turismo; e o direito à mobilidade, colocando-se um fim à "canga", das portagens da via do Infante, é o que defende para o Algarve, como prioritário. Nesta fase levantou grande aplauso.

No final, mais um veemente apelo contra a abstenção, pela sobrevivência das tais "sementes de abril". Apesar das sondagens continuarem a dar vitória à primeira volta a Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato mostra-se convicto de que nada está decidido, "não são favas contadas e se calhar há excesso de confiança nas sondagens". De braços levantados, exulta a multidão. "Não nos podemos resignar a escolher do mal o menor. É tempo de opções, de decidir. É tempo de ir procurar todos aqueles que têm fome e sede de justiça, que têm chispas de abril e fogo de liberdade dentro deles, e trazê-los para votar dia 24. Para que o novo seja possível em Portugal", declara.

Antes de terminar, a sala já estava de pé a agitar bandeiras. Cantou-se o hino nacional e no fim, ninguém arredou pé. As bandeiras continuaram a brandir no ar, os aplausos a ecoar e a ouvir-se ruidosamente "Edgar avança! Com toda a confiança".

OPINIÃO CERTA NO MOMENTO EXATO - O herdeiro


O herdeiro

16/01/2016 – 01:11
Desde 1973 que conta as histórias que quer, como quer, explicando Portugal como se fosse como ele diz, mas que não passa de um país que ele inventa semanalmente a seu gosto.
Ele é, por definição, um herdeiro

Filho de dirigente salazarista que, com 53 anos em 1974, havia feito todo ocursus honorum da ditadura (Mocidade Portuguesa, deputado, subsecretário de Estado, governador colonial, ministro), Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) foi “educado para ser político”, como escreve o seu “biógrafo consentido”, Vítor Matos (VM), que assim se autodefine no livro de 2012 onde reúne informação preciosa obtida do próprio biografado, e que aqui citarei. Marcelo é um herdeiro – não apenas no sentido estrito de primogénito de uma das figuras mais típicas dessa elite de funcionários fiéis que Salazar e Caetano recrutavam, cuja legitimidade repousava exclusivamente na lealdade para com o Chefe, mas também como produto (e produtor) de uma universidade classista que, na definição de Pierre Bourdieu (1964), é “a própria instância de reprodução dos privilégios e da preservação dos interesses dos herdeiros”. 
A tal ponto MRS se terá sentido a vida toda umherdeiro que logo aos 27 anos (1976) quis escrever as suas memórias. A maioria delas não eram suas mas sim daqueles de quem ele era herdeiro. “Tinha conhecido o salazarismo por dentro e vivera o marcelismo, lançara oExpresso, estivera na fundação do PPD e vivera a Constituinte. 

Tinha histórias para contar.” (VM, 319)
“Se havia gente que o achava afilhado de Caetano” – e não o era, por falta de vontade deste – “ele deixava achar”, assegura o padre João Seabra (VM, 86). Desde os “10 ou 12 anos” que o pai Baltazar o leva a assistir aos lanches de sábado no restaurante A Choupana, em S. João do Estoril, onde Caetano, afastado do governo em 1958, reunia os marcelistas indefetíveis enquanto fazia a sua travessia do deserto que só terminará com o AVC de Salazar. “Ouvir horas de discussão entre seniores do regime podia ter injetado em Marcelo o talento para para a intriga por detrás do pano. (…) O pai empenha-se em instruí-lo nos meandros do regime” (VM, 87-88). MRS descreve a experiência como “uma escola”, e é revelador que ache que “os comportamentos políticos não são muito diferentes em ditadura ou em democracia[,] as amizades, as inimizades, as traições, a atração do poder” (cit. VM, 91). Aos 20 anos, senta-se à mesa de todos os jantares oficiais do Governo Geral de Moçambique assumido pelo pai desde 1968. 

Quando Caetano sobe ao poder, janta uma vez por semana com ele. O adolescente a quem nunca faltou inteligência e intuição para o poder empenhou-se a fundo nessa “educação para ser político”, isto é, um futuro hierarca do regime; há quem se lembre no Liceu ouvi-lo dizer que um dia queria ser Presidente do Conselho (VM, 91). 

Muito jovem, assumirá os discursos e os temas de “exaltação nacionalista” do salazarismo dos anos 60: critica “a falta de amor pátrio daqueles que, direta ou indiretamente, (…) se divertiram neste Carnaval de 1962”, semanas depois da perda de Goa e em plena guerra em Angola. “Mais do que uma vilania foi uma afronta, uma verdadeira declaração de traição”. Em 1963, conclui uma redação escrevendo: “Pobres das nações que não têm filhos que lutem por elas e para elas!…” (cit. VM, 88-90) 

É surpreendente que, anos depois, não tenha feito a guerra em África. E teria tido tempo: acabou a licenciatura em 1971 e o Curso Complementar de Político-Económicas em 1972.

No liceu foi “nacionalista” (e o termo não lhe repugnava ainda há poucos anos atrás), mas muitos outros envolveram-se no movimento estudantil do secundário, transitando diretamente para a oposição aberta à ditadura nas universidades. 
Fazer opções destas aos 15 anos pode ser pouco representativo; na universidade, fazem-se com consciência, e Marcelo voltou a escolher a direita salazarista que queria fazer o “combate ideológico ao marxismo” (Freitas do Amaral, cit. VM, 120); na crise académica de 1969, “participa nas manifestações públicas de apoio à ditadura” (VM, 143). Nas eleições desse ano, momento de consciencialização política de tanta gente da sua geração, tem 21 anos e apoia, de novo, o partido único. (Até Cavaco, na sua autobiografia, dirá que terá votado na CEUD de Mário Soares – mas, claro, o voto é secreto…) “Ninguém se lembra de afirmações de Marcelo contra a guerra ultramarina”, garante VM. 
Com o pai ministro do Ultramar, não é de estranhar, admitamos. O que é completamente exótico é Leonor Beleza, sua colega e também filha de subsecretário de Estado da ditadura, achar hoje que “na época era cómodo estar de um lado ou do outro. 
Não pertencer a um grupo nem a outro e estar no meio era mais incómodo.” (cit. VM, 154) Da “comodidade” dos estudantes presos, torturados e mandados para a guerra por a ela se oporem, Beleza parece lembrar-se pouco… Em 1970, com Beleza e Braga de Macedo, Marcelo fura a greve académica na faculdade. 
E reúne-se com o novo ministro Veiga Simão para lhe dar “informações” sobre as “movimentações académicas” (VM, 164). É este, aliás, que lhe dá o seu primeiro emprego, no Ministério da Educação, em gabinete dirigido por Adelino da Palma Carlos, outro filho de subsecretário, que o tentara atrair repetidamente para o Opus Dei
É verdade que manifesta publicamente o seu ceticismo relativamente à viabilidade da Reforma Educativa que Simão quer levar a cabo: “a verdadeira democratização do ensino (…) parece-me impossível no quadro de um regime autoritário e antidemocrático”, escreve ele em 1971 (cit. VM, 186), o que leva Caetano a exigir a Veiga Simão que o despeça. 
Mas não é despedido. Campeão da ambiguidade, o já jovem assistente de Direito não desiste de procurar o perdão de Caetano. Em 1973, já noExpresso, e já abortada pelo próprio ditador a Primavera marcelista, pede desculpa a Caetano pela “vivacidade” dos seus 24 anos e garante que “sempre estive na convicção” de que os “meus princípios não se opunham à pessoa de V.Exa”, cuja “presença na Chefia do Governo” volta a elogiar, prometendo-lhe “[inequivocamente] afastar-me do que possa ser entendido como atividade política ostensiva” (cit. VM, 226). 
A mãe, que do filho espera o cumprimento do destino de um herdeiro, intercede repetidamente por ele junto de Caetano (VM, 227-29). Em janeiro de 1974, dele escreve Artur Portela Filho: “Era o filho pródigo do Regime. (…) Estava talhado, calibrado, destinado” (cit. VM, 232).
Herdeiro de um hierarca politicamente influente, cuja família, só por isso, era automaticamente cooptada para o convívio da mais alta burguesia, “Marcelo começa a perceber como é a vida dos que têm posses.” 
E gosta. Ainda hoje gosta. 
Por mais que encene uma cristã preocupação com os mais pobres, “dirá ao longo da vida: ‘melhor que ser rico, é ser amigo de ricos’” (VM, 79). É curioso que tenha escrito em 1999, na fotobiografia do seu pai, que “os governantes, na década de 50, enquanto o são, devem abster-se de fazer vida de ricos. Podem e devem dar-se entre si, eles e as famílias, mas evitar demasiados contactos com esse mundo perverso que os desviará do interesse geral.” 
É curioso porque não era verdade.
Depois do 25 de Abril, já sabemos das muitas razões para que os seus próprios correligionários o descrevam como um cata-vento, ou falem da sua “habilidade natural de iludir a realidade das coisas” (José M. Ricciardi,Expresso, 26.12.2014), de ter apoiado, depois traído, por vezes reconciliado com dezenas de personagens, da invenção de factos políticos. “Velho Rasputine”, chamou-lhe Paulo Portas (Independente, 1.10.1993), que dele podia ser um alter ego. “É filho de Deus e do Diabo: Deus deu-lhe a inteligência, o Diabo deu-lhe a maldade” (Portas, RTP, 4.12.1994). Em MRS intui-se, acima de tudo, a desmedida ambição que se estampa contra os erros de avaliação dos momentos e das conjunturas: os Inadiáveiscontra Sá Carneiro (1978), Salgueiro contra Cavaco (1985), o fracasso da aliança com Paulo Portas (1999), três anos na liderança do PSD de que pouco mais fica a demonstração da sua infinita criatividade na criação de obstáculos mesmo nas mais plácidas conjunturas políticas. “Para se defender da frustração não assumida de não ter chegado a primeiro-ministro, conformou-se com a sua projeção de poder através da influência e da exposição comunicacional” (VM, 643). Desde 1973, primeiro no Expresso, depois no Semanário, na TSF (1993-96) e na TVI ou na RTP (consecutivamente desde 2000), que conta as histórias que quer, como quer, explicando Portugal como se fosse como ele diz, mas que não passa de um país que ele inventa semanalmente a seu gosto. Para o ajudar a chegar onde ele quer.
Porque o herdeiro, agora, quer ser Presidente.


Via: as palavras são armas http://ift.tt/1NcTj2p

VAMOS ELEGER UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE DEFENDA, CUMPRA E FAÇA CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO DE ABRIL


As próximas eleições para Presidente da República têm lugar num momento importante para reafirmar a exigência de mudança de política, pôr termo ao empobrecimento generalizado dos trabalhadores, do povo e do país e romper com a linha de confronto permanente dos executivos da política de direita, com a Constituição da República Portuguesa (CRP).
Voltar a credibilizar o órgão Presidente da República constitui um imperativo nacional, depois da desastrosa experiência dos mandatos de Cavaco Silva e da responsabilidade directa que teve na promulgação de Orçamentos de Estado e de legislação anti-laboral e anti-social que devastaram os direitos e rendimentos dos trabalhadores e das suas famílias, desestruturaram os serviços públicos, fragilizaram as funções sociais do Estado, deixaram o país mais pobre, mais endividado e mais dependente, com um elevado desemprego e sucessivas violações de direitos humanos.
encontro nacional cgtp 03Portugal necessita de um Presidente da República que assegure o cumprimento da CRP, que não esteja comprometido com a política que tem massacrado económica e socialmente os trabalhadores e o povo.
Neste quadro, Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato do PSD e do CDS, para além de ter apoiado o memorando da troika, foi cúmplice activo de um Governo que, em confronto com o texto constitucional, promoveu o corte nos salários e nas pensões; a redução das retribuições e a generalização da precariedade; o brutal aumento dos impostos sobre os rendimentos dos trabalhadores e dos reformados; a facilitação dos despedimentos e a diminuição das indemnizações; o ataque à contratação colectiva, o roubo de feriados e de dias de férias; a intensificação do processo de privatizações e o encerramento de serviços públicos; a redução das verbas do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, o condicionamento do acesso dos cidadãos com menores recursos à Justiça; com as consequências dramáticas que daqui resultaram para as condições de vida da maioria da população.
Por mais que o candidato do PSD-CDS se esforce para tentar enganar e iludir os portugueses, é uma evidencia que o seu percurso, os seus posicionamentos e o seu programa são indissociáveis da estratégia do capital e dos múltiplos interesses políticos, económicos e financeiros que lhe estão associados. Por isso, o grande capital já escolheu o seu candidato e o PSD e o CDS, depois de terem perdido a maioria e o Governo, tentam por todos os meios manter a Presidência da República, confiando em Marcelo Rebelo de Sousa para, na continuidade de Cavaco Silva, condicionar e bloquear a mudança de política necessária e que foi exigida pelo povo português nas últimas eleições para a Assembleia da República.
O país precisa de um Presidente que afirme os valores de Abril, defenda, cumpra e faça cumprir a Constituição da República, valorize o trabalho e os trabalhadores. Um Presidente que garanta a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas; assegure o respeito pelos direitos, liberdades e garantias; garanta os princípios constitucionais do direito ao trabalho com direitos, a segurança no emprego, a igualdade entre homens e mulheres, o bem-estar e qualidade de vida dos portugueses; assuma a defesa dos serviços públicos e o reforço do papel do Sector Empresarial do Estado para o desenvolvimento do país, assim como a salvaguarda do acesso de todos, sem qualquer tipo de condicionamento, à Segurança Social pública, universal e solidária, ao Serviço Nacional de Saúde, à Escola Pública inclusiva e democrática, à Habitação, à Cultura e Tempos Livres.
O país precisa e o povo exige um Presidente que incentive a participação democrática dos trabalhadores e da população na resolução dos problemas nacionais, na implementação de uma política que aumente a produção, promova uma mais justa distribuição da riqueza e efective a coesão económica e social de todo o território nacional.
A luta dos trabalhadores foi determinante para alterar a relação de forças na Assembleia da República e derrotar o Governo do PSD-CDS. A força dos trabalhadores e do povo, assim como a sua forte mobilização e responsável sentido de voto, serão decisivas para, no próximo dia 24 de Janeiro, assegurar uma segunda volta das eleições, que impeça que o continuador de Cavaco Silva ocupe a presidência, e eleger um Presidente comprometido com a Constituição da República Portuguesa e os valores de Abril, no quadro de uma política de esquerda e soberana, que projecte Portugal num rumo de progresso e justiça social.
Lisboa, 14 de Janeiro de 2016 O Plenário de Sindicatos
Via: CGTP-IN