AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Alex é o quarto furacão que chega aos Açores no século XXI









Sete ilhas dos Açores estão sob alerta de mau tempo, devido a ventos e chuvas fortes. A formação de um furacão em Janeiro no Atlântico é muito raro, o que pode dever-se as temperaturas anormalmente altas da água.



Depois de ter começado como tempestade subtropical, Alex chegará esta quinta-feira à noite — pelas 23h dos Açores, meia-noite em Lisboa — ao arquipélago açoriano já como um furacão. A sua passagem afecta as ilhas do grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) e do grupo central (Terceira, São Jorge, Graciosa, Pico e Faial). No século XXI, este é o quarto furacão a passar pelos Açores, ainda que globalmente o fenómeno seja considerado raro nestas paragens pelos meteorologistas.Na sexta-feira à tarde, por volta das 14h, o furacão já estará a deixar para trás os Açores, caminhando para norte no Atlântico, informou o meteorologista Pedro Viterbo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Alex dirigiu-se para os Açores vindo de Sudoeste em relação ao arquipélago, onde nesta quinta-feira os meteorologistas previam que os ventos, no máximo do fenómeno, chegassem a velocidades de 100 a 130 quilómetros por hora. As ilhas dos grupos oriental e central vão estar amanhã, sexta-feira, sob “alerta vermelho” (o mais grave de quatro níveis e que significa uma situação meteorológica de risco extremo) para precipitação e vento, e o grupo central estará sob o mesmo alerta para a agitação marítima. Hoje, quinta-feiram, as ilhas do grupo oriental já estavam para a chuva sob “alerta laranja”, o segundo mais grave.
Devido às previsões de agravamento do estado do tempo, o Governo Regional dos Açores recomendou para sexta-feira o encerramento de todos os jardins-de-infância, creches e escolas dos diferentes ciclos das ilhas dos grupos central e oriental. “A decisão abrange os estabelecimentos públicos de ensino de sete das nove ilhas e estende-se por todo o dia de sexta-feira”, informou um comunicado da Secretaria Regional da Educação e Cultura.
Também o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores emitiu um alerta e recomendou a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento, bem como a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes ou placards e outras estruturas montadas ou suspensas.
A Protecção Civil açoriana aconselhou ainda a manter limpos os sistemas de drenagem e a consolidar telhados, portas e janelas, devendo a população ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas, não devendo praticar actividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar.
Alex começou como uma tempestade subtropical, mas devido às velocidades que o vento atingiu esta quinta-feira à tarde acabou por ser classificado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos como um furacão de classe 1 — a menos baixa de cinco classes, com velocidade de vento entre 119 a 153 quilómetros por hora.
Depois da sua passagem pelos Açores, o furacão vai esmorecer e transformar-se numa depressão extratropical, explicou Pedro Viterbo: “O furacão morre ao encontrar águas mais frias, porque perde a fonte de energia.” O seu desaparecimento dar-se-á no meio do Atlântico, à latitude das Ilhas Britânicas.
Pedro Viterbo nomeiou ainda os três furacões que anteriormente ao Alex passaram pelos Açores: o Gordon (em 2006), outroGordon (em 2012) e o Nadine (também em 2012). Quanto às tempestades tropicais e subtropicais que atingiram o arquipélago açoriano, houve até agora três desde o início do século XXI (em 2003, 2005 e 2009), ainda segundo Pedro Viterbo.
“Apesar de tudo, os furacões [nos Açores] são raros”, frisa o meteorologista. Para o século XX, Pedro Viterbo diz que, neste momento, sem uma análise mais pormenorizada, os dados existentes sobre os furacões que passaram pelo arquipélago açoriano lhe suscitam “fortíssimas dúvidas”.
Um Janeiro muito invulgar
Mas o Alex de 2016 trouxe ainda outra novidade, que o torna raro: há quase 80 anos que não ocorriam furacões no Atlântico em Janeiro, informa o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. “A ‘época dos furacões’ no Atlântico termina no final de Outubro. Temos geralmente furacões desde meados de Agosto até ao fim de Outubro, mas em Novembro passado tivemos vários”, explicou Pedro Viterbo.

MARCELO E SEUS ACÓLITOS – RIBEIRO CARDOSO - Serei tudo o que disserem, por temor ou negação: Demagogo mau profeta Falso médico ladrão



Marcelo e seus acólitos

8 de Janeiro de 2016

Muito se tem escrito, ultimamente, sobre Marcelo Rebelo de Sousa enquanto candidato a Belém. Mas tudo o que se diga é pouco, pois o homem, espertíssimo e descarado, há anos que se anda a preparar para esta corrida na convicção de que a verdade é irrelevante e o fundamental é a simpatia e a propaganda. Com a ideia feita de que água mole em pedra dura tanto dá até que fura. E a convicção de que somos um povo de brandos costumes, reverente perante o chico esperto e desconfiado perante o rigor e a seriedade. A que acresce a aura de catedrático. Mesmo que seja do embuste.
Porém, a generalidade dos analistas e comentadores de serviço, tem-se esquecido de abordar um ‘pequeno’ pormenor que é da maior importância e a mim muito incomoda: o papel que os media em geral e alguns jornalistas em particular, ao longo dos anos desempenharam como muletas de Marcelo. (RC)
Com sinceridade, admito que um ou outro desses jornalistas não tivesse plena consciência do seu lamentável papel concreto, do qual depois, discretamente, se afastaram.

Refiro-me, obviamente, àqueles profissionais da informação, alguns dos quais com créditos firmados na classe, que, durante anos a fio, participaram nas missas dominicais – expressão feliz de Mário Mesquita – ao lado do oficiante.
Não para fazerem perguntas ao palrador principescamente pago, não para o contraditarem – apenas para dar a aparência de um programa de informação (tais missas estiveram sempre integradas nos Telejornais). Coisa que não poderia ser mais falsa e enganadora.

Os acólitos, por norma, limitavam-se a meter uma bucha de quando em vez e assistiam, prazerosos e silenciosos, à opinião do padre. Coniventes com as escolhas dos temas a ‘debater’ e com as análises e comentários do sacerdote sobre a situação política do país, assistiam seraficamente às classificações do professor sobre tudo e todos, políticos incluídos.

Já no período final do espectáculo, o grande comentador, que na melhor das hipóteses tinha lido as badanas, apresentava 10 ou 15 livros (convenientemente seleccionados) que, às centenas, as editoras se apressavam a enviar na esperança de uma publicidadezinha; destacava e elogiava as mais diversas associações espalhadas pelo país e pela diáspora; aplaudia desportistas de todas as especialidades e regiões que tivessem obtido bons resultados; e por aí fora, sem esquecer, em muitos casos, as despudoradas cenas da entrega, aos seus compinchas televisivos travestidos de jornalistas, de pequenas e simbólicas  prendas.

Quando tais missas terminavam, padre Marcelo recolhia à sua residência paroquial e, organizado e noctívago, contabilizava, no seu livro de campanha presidencial, os ganhos obtidos, as populações tocadas/sensibilizadas, os autores referidos, os políticos que chibatara e aqueles a quem passara a mão pelo pêlo.

Punha-se também ao telefone madrugada dentro, trocando opiniões cúmplices. Consta até que, brincalhão, numa noite em que foi  à Festa do Avante, a alguns terá dito citando Ary dos Santos: “Isto vai, meus amigos, isto vai”. E logo de seguida, para, como tanto gosta, dar um ar de democrata e de esquerda qb, terá citado de cor, com uma pequenina gargalhada mefistofélica, uma parte de um belo e conhecido poema do grande Ary, embora introduzindo no último verso uma levíssima, mas significativa, alteração:

“Serei tudo o que disserem,
por temor ou negação:
Demagogo   mau profeta
Falso médico   ladrão
Prostituta    proxeneta
Espoleta   televisão.
Serei tudo o que disserem:
Político castrado  não!

Porém – e nesta história há muitos poréns – existe um pequeno senão: a careca começou a ser posta à mostra de forma sistemática. E apesar do simpático ar de cordeiro assumido despudoradamente, a campanha eleitoral muito tem trazido ao de cima – e muito vai continuar a expor, pois há registos televisivos, radiofónicos e escritos que outros candidatos têm trazido a lume, recorrendo a esse tesouro tantas vezes esquecido que se chama memória. Para que se não possa vender gato por lebre.

Voltando à televisão: simpático, entretendo e enganando o pagode na presença de profissionais da informação transformados em ‘entretainers’ complacentes, o espectáculo durou décadas – não porque de comentário isento e sério se tratasse, mas porque as audiências eram altas e a publicidade uma mina para as empresas televisivas onde o artista, bem pago, actuava. O programa foi interrompido, só e apenas, pela ambição irresistível de Marcelo em chegar a Belém.

Convencido por vozes amigas (entre as quais as de muitos inimigos…) e pelas sondagens, candidato concluiu que a sua corrida à Presidência eram favas contadas. Julgo bem que se enganou, mas a ver vamos.

Porém, se acontecer aquilo que penso e desejo, não será pelos efeitos de episódios tipo sopa Vichissoise que obrigou Portas a engolir. Ou por cuspir noutra sopa, a de Balsemão, seu patrão no semanário “Expresso”, jornal onde o apelidou alegremente de “Lelé da Cuca”…

Resumindo: se acontecer o que espero e desejo, é porque a campanha em curso serviu e está a servir para, nas suas sombras e nas suas luzes, mostrar o real carácter de Marcelo. E este ‘real’ que aqui aplico não tem nada a ver com o facto do candidato ao mais alto cargo da República Portuguesa, ser, há anos Presidente da Fundação Casa de Bragança – criada por vontade de D. Manuel II, o último rei de Portugal, com a assinatura de Salazar. Embora contribua para mostrar uma certa esquizofrenia marcelística, que quer sempre ser uma coisa e o seu contrário.

Na verdade, a sua história pessoal e política, aparentemente de grande êxito, é demasiado frágil e enganadora. Prestigiado catedrático de Direito, simpático, bem falante, popular graças à rádio (TSF) e televisão (RTP e TVI), este homem traz dentro de si, marcada a fogo, a instabilidade e a pouca seriedade política. Intelectualmente muito válido, como a muitos acontece por esse mundo fora não passa de um irrequieto e simpático enganador que, para seu mal, vive na espuma dos dias e, ao contrário do que diz, mentindo, o homem que quer substituir em Belém ( “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas“), Marcelo também não tem dúvidas mas quase sempre (se) engana…
Com uma agravante: desabituado que está a ser contraditado, ontem à noite, no debate televisivo com Sampaio da Nóvoa, perdeu a fleuma e o ar superior, enervou-se publicamente como nunca se vira, ficou encostado às cordas. Falta de treino, pois claro.
É a vida.

Ribeiro Cardoso


Via: GPS & MEDIA http://ift.tt/1Puu516

A DIRECÇÃO DA ESCOLA QUE EXPLIQUE


Duas perguntas sobre uma
«aula» na campanha de Marcelo

Na segunda-feira fiquei a saber que o Museu de Foz Coa tinha aberto especialmente para uma visita de Marcelo Rebelo de Sousa. Hoje, em todas as televisõess disse-se e mostrou-se que Marcelo deu uma aula na Escola Secundária de Alcabideche como consta por exemplo nesta notícia doSol :
Mas, como a mesma notícia, também diz algo que as televisões não disseram:

Tudo visto, importa que seja esclarecido o seguinte:

– a «aula» foi organizada pela escola e seus responsáveis ?

– se não foi, quer isso dizer que as escolas autorizam que alunos, agregados por afinidades políticas, convidem candidatos para «aulas» dentro da escola ?.


É só para saber.

BORDEIRA - SANTA BÁRBARA DE NEXE - Inauguração da Exposição das Tradições do Acordeão de Bordeira


Biografia de José Ferreiro (Pai) e várias imagens de relevo na sua vida

Acordeão de João Barra Bexiga

Exposição das tradições do acordeão de Bordeira e várias figuras bordeirenses de grande importância neste evento

Vários bordeirenses assistindo à exposição

Sr.Idelberto Dores de máquina na mão


Dia 10 de Janeiro de 2016,realizou-se a inauguração no Museu de Faro,das Tradições do Acordeão de Bordeira, relembrando esta pequena Localidade e as suas tradições que se mantêm até hoje, com a mesma intensidade,e saudade.
Conforme a marcha de Bordeira 2015, desfilou na Avenida . da Liberdade pela primeira vez, também seria bom que estas tradições chegassem à Capital, para serem apreciadas.Eu tenho fé que vai ser possível.
Biografia de João Barra Bexiga
A cadeira onde se sentava José Ferreiro (Pai) e o célebre acordeão que ele e o J.Contreiras construíram
Biografia de Nelson Conceição,uma das figuras centrais deste evento dedicado ao acordeão de Bordeira
Biografia de José Vargues Prazeres,conhecido por José Ferreiro (Filho) e vários eventos de que fez parte
Mais uma imagem dos vários intervenientes deste evento
Mais uma imagem que expressa a atenção que está a ser prestada à exposição
A Exposição foi muito apreciada

Biografias de José Ferreiro (Pai),António Madeirinha,Daniel Rato e José Ferreiro (Filho)


Diversas palhetas de  acordeões,numa vitrine
Uma boa imagem onde não faltou o Nelson Conceição

Muitas caras conhecidas


Muito atentas à exposição.Os meus parabéns pelo trabalho
 

UM IMENSO EGO DO TAMANHO DE UMA AVELÃ











Jorge Sequeira é agora candidato presidencial. 
Caracteriza-se por um verbalismo inconsequente, com 
múltiplas citações “culturais” e um cabotinismo egocêntrico. 

Mas na sua biografia algo não vai bem. 
O filme proporcional diz que o candidato nasceu 
“no Douro”. O retrato da RTP1 sobre o perfil dos 
candidatos diz que o psicólogo e comentador Sequeira 
nasceu em Braga. Ora como Braga não é Douro, ou o 
candidato se enganou na terra de nascimento  ou 
alguém situou o nascimento do rebento  em terra estranha.

Sequeira diz que não sabe o que é a Esquerda 
e a Direita.  
Só sabe que há um Pais dos “partidos” e um País 
dos “portugueses”. Presente em gala da SIC, o candidato 
bajulou a empresa de comunicação, como se fosse 
candidato a primeiro emprego. 

Nas suas palestras sobre criatividade e motivação, 
o “professor” encontrou o público-alvo “ideal”. 
Aquele que aplaude “com saída em ombros” a 
futilidade e a boçalidade. Jorge Sequeira não justifica 
votos, antes merece uma bússola. Ou um ansiolítico. 
Ou um reality-show.


CR
cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt

ALGARVE - Sagres é agora Património Europeu e vai dar a ouvir os sons do mar em terra


O ponto “D” (de descoberta) em Sagres chama-se agora “Voz do Mar”. O som, capaz de pôr os deuses a sonhar, vem do interior uma gruta com mais de 50 metros de profundidade. À superfície, uma obra do arquitecto Pancho Guedes, em forma de orelha, é o novo marco na paisagem.
DANIEL ROCHA

O promontório de Sagres, distinguido recentemente com a marca Património Europeu, tenta abrir novos caminhos para o turismo cultural e da natureza. “Antes de o ser, já o era”, diz a directora regional da Cultura, Alexandra Gonçalves, justificando o reconhecimento da União Europeia com o facto de se tratar de um sítio da pré-globalização. Os turistas que ali passam — mais de 300 mil por ano, o que faz do local o monumento mais visitado a sul do Tejo — ficam-se muitas das vezes pela contemplação da beleza do lugar. Falta dar a conhecer a história da Expansão Marítima do século XV, o que significa que fica muito por contar.
A partir da próxima semana, na recta final do promontório, vai-se ouvir e sentir a Voz do Mar debaixo dos pés. O som vem das entranhas da terra, passa em turbilhão por uma gruta com mais de meia centena de metros de profundidade, e impressiona. 
Um pavilhão auditivo, implantado em forma labiríntica, concebido por Pancho Guedes (arquitecto falecido há cerca de um mês, aos 90 anos), apela a um sexto sentido, a uma certa transcendência. “Um lugar romântico”, diz Pedro Ressano Garcia, o arquitecto co-autor da obra, iniciada em 2010 e agora em fase de conclusão. “Não sente a vibração do mar?”, pergunta. Deixa cair ligeiramente as pálpebras, como se estivesse a convocar os deuses para uma leitura d’Os Lusíadas. 
Alexandra Gonçalves, responsável pela candidatura à marca Património Europeu, completa a narrativa: “Este é um lugar sagrado desde há muitos séculos”. No mesmo sentido, o ex-director da Fortaleza de Sagres e actual director dos Serviços Culturais da Direcção Regional da Cultura do Algarve, Rui Parreira, navega pelo romantismo: “Este é um sítio para se namorar”.
Joaquim Silva, amante da pesca desportiva e dono de uma salsicharia em Portimão, leva no saco o isco para seduzir os sargos. A sardinha-isco é atirada à agua e o homem, de 51 anos, fica imóvel, agarrado à cana no alto da arriba. “A água hoje está muito lusa [transparente]”, diz. Por isso, o peixe graúdo afasta-se da costa e, em substituição, aproximam-se as bogas em cardume. No outro lado do promontório, os surfistas cavalgam as ondas. Ao final da manhã, o pescador recolhia três sargos: “Dá para o almoço, estou satisfeito”. Ao fim e ao cabo, confidencia, “do que mais gosto é de vir para aqui desopilar — sinto uma certa paz quando vejo este mar”.
A representante regional do Ministério da Cultura observa: “Ninguém fica indiferente ao chegar a Sagres, e há quem venha só para ver o pôr-do-sol”.
Uma “orelha” no promontório de Sagres
O projecto Voz do Mar fez parte do programa Allgarve. De início, a obra estava destinada a ser temporária. O que estava previsto é que durasse apenas a edição do evento em que se assinalava a importância de Sagres no contexto da cultura universal e depois seria destruída. Por se tratar de um sítio classificado como Parque Natural, a lei assim o ditava. Mas, com imaginação, o arquitecto Pedro Ressano Garcia ajustou a arte aos regulamentos administrativos e a obra ficou de pé. Na altura, Pancho Guedes, a viver em Itália, delegou em Pedro Garcia o desenvolvimento do projecto e o acompanhamento dos trabalhos.
Mas como nasceu a ideia de construir um “orelha” em cima do promontório? O “milagre” — recorda o arquitecto — surgiu durante uma viagem do Algarve para Lisboa, depois de uma visita a Sagres. Os dois arquitectos falaram da “voz” que brotava da gruta natural. “Andávamos por aqui a passear, tirámos um bocado de solo e saiu este som impressionante”, evoca. 
Na passada sexta-feira, reuniu com os fiscais da obra para dar as últimas indicações antes da inauguração. “Vai levar aqui uma grade de aço [em cima do boca da gruta] para que as pessoas sintam o vibrar do som debaixo dos pés”.
Rui Parreira avança com uma possível explicação para o fenómeno: “O efeito sonoro é provocado pelas ondas que comprimem o ar que está dentro da gruta”. O sopro, vindo das profundezas, chega cá acima, envolve e liberta pensamentos. “As pessoas sentem que ali existe qualquer coisa de diferente”, sublinha Alexandra Gonçalves, evocando a “visão do Infante [D. Henrique] na descoberta do novo mundo”.

“Nunca tivemos uma geração tão triste”


























“Nunca tivemos uma geração tão triste”























ALGARVE - Vilamoura volta a ser considerada a Marina Internacional do Ano 2016







Marina_Vilamoura











A Marina de Vilamoura, no Algarve, foi considerada a 

Marina Internacional do Ano 2016 pela The Yacht 

Harbour Association (TYHA). 

O anúncio foi feito hoje, no London Boat Show, em 

Londres.


Vilamoura recebe este galardão pelo segundo ano consecutivo, voltando a ser eleita, pelos utentes com embarcação, a melhor entre as melhores galardoadas com cinco âncoras.
Isolete Correia, diretora da Marina de Vilamoura, recebeu o galardão no London Boat Show, em representação de Vilamoura World, a entidade Master Developer do plano de intervenção, que prevê um investimento de mil milhões de euros no resort.
Para Isolete Correia, «ganhar o reconhecimento de Marina Internacional do Ano pela segunda vez, num período de dois anos, é uma honra enorme e estamos muito orgulhosos por receber um prémio como este. 

É uma prova do trabalho árduo e profissionalismo que é levado a cabo diariamente pela equipa que gere a marina. A partir de 2016, os visitantes vão poder usufruir de ainda melhores instalações, de vantagens exclusivas para membros da nova comunidade V Club, de wi-fi de alta velocidade e melhoramentos nas estradas em redor da marina».


Vilamoura_Master_plan













Já Paul Taylor, presidente de Vilamoura World, considera que este «já é um destino de eleição a nível internacional e a Marina é o ponto de atração por excelência. A Marina é o principal foco de investimento deste Masterplan de desenvolvimento do resort e 2016 vai assistir à chegada de novas lojas, bares e restaurantes e ainda a um grande avanço na criação do novo Yacht Club. É um orgulho ter tantas marcas fantásticas connosco, como, por exemplo, a Sunseeker, que anunciou hoje o primeiro escritório em Portugal, com localização em Vilamoura, em março deste ano. É um prazer ainda ver Luís Figo abrir o seu novo bar, em 2016, na marina, e Parilla abrir um restaurante também aqui».
O desenvolvimento da Marina de Vilamoura faz parte do Masterplanliderado por Vilamoura World, que prevê um investimento de mil milhões na construção de mais de 5 mil unidades residenciais ao longo dos próximos 10 anos.
Masterplan inclui uma área de construção bruta de baixa densidade de 680 mil metros quadrados, totalmente aprovada, numa área de implantação total de 4 milhões de metros quadrados.
Estão disponíveis 18 projetos, com áreas de desenvolvimento que variam entre os 1,5 e os 168 hectares, combinando usos residenciais, de lazer, de turismo e de retalho, sendo que todos os projetos estão prontos para venda.
Segundo a Vilamoura Wold, «os parceiros financeiros de Vilamoura, liderados pelo Santander, estão preparados para o financiamento da construção destes projetos e para apoiar os potenciais investidores».

A PINTURA DE AN HE

An He nasceu em 1957, em Guangzhou, China. 
Ele foi atraído para as artes  numa idade jovem, especializou-se em pintura figurativa, e se tornou um dos mais procurados artistas do país nas suas pinturas românticas de mulheres