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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O mundo mudou e.....

































o mundo mudou e....




aviagemdosargonautas.net






HANA SALAH MOHAMMED

A Heroína Hana Salah Mohammed da guarda republicana da Síria sucumbiu aos ferimentos sofridos em 21 de dezembro de 21, 2015, após a explosão de uma bomba no autocarro em que viajava em Mazze damasco.


Vale a pena mencionar que a mártir participou em várias 

operações de combate em Jobar e Darya  em Damasco


Glória para os mártires.





QUANDO A BOCA PENDE PARA A VERDADE


QUANDO A BOCA PENDE PARA A 

VERDADE


António Guterres - "Não vou voltar à vida 

política activa. Vou fazer algo de útil"

PCP expressa solidariedade com a luta dos estivadores do Porto de Lisboa

PCP expressa solidariedade com a luta dos estivadores do Porto de Lisboa

Em reunião realizada esta segunda-feira com a Direcção do Sindicato dos Estivadores, o Vereador da CDU na CM Lisboa, João Ferreira, expressou a solidariedade com a luta dos estivadores contra a precarização das relações laborais e em defesa da contratação colectiva - uma luta que assenta num pré-aviso de greve que só é efectivado caso o patronato chame trabalhadores externos para a operação, e que ainda não se traduziu num único dia de greve efectiva, ao contrário da imagem que o patronato transmite. 
O PCP condenou a acção do patronato do Porto de Lisboa, responsável pelo fim da vigência da contratação colectiva e por práticas ilegais que têm degradado a operação portuária. 

O PCP exigiu o imediato pagamento dos salários em atraso na ETPL e exigiu que o Governo investigasse os fortes indícios de gestão danosa da mesma por parte do patronato do Porto de Lisboa. 


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LIXEIRA A CÉU ABERTO - Quando um feto se transforma numa criança que respira ar, como todos os restantes humanos, há um momento - apenas um momento - em que todas as possibilidades estão em aberto. Aquele pequeno ser humano tanto pode vir a ser um génio, para o bem… como um vulgar canalha.





Samuel Quedas (facebook)

LIXEIRA A CÉU ABERTO
Quando um feto se transforma numa criança que respira ar, como todos os restantes humanos, há um momento - apenas um momento - em que todas as possibilidades estão em aberto. Aquele pequeno ser humano tanto pode vir a ser um génio, para o bem… como um vulgar canalha. Depois, salvo muito raras excepções, as circunstâncias encarregam-se de moldar-lhe a vida.
Com Miguel Sousa Tavares, esse minúsculo momento de incerteza nem chegou a existir. "Aquilo", assim que nasceu, começou a transformar-se em esterco, a uma velocidade que nem o conteúdo intestinal dos mamíferos consegue atingir.
Posta esta introdução que corresponde, apenas, à minha livre opinião sobre o traste, gostei de o ver a servir-se de uma velha técnica dos "serial killers", que consiste em abater um determinado número de pessoas, a esmo, apenas para, lá pelo meio, assassinar a ÚNICA pessoa que estava, realmente, interessado em matar.
A técnica não tem segredos. Faz-se por fingir que houve motivos para atingir este e aquele… deixando pistas aparentemente plausíveis para o acto, até conseguir matar o alvo… e depois ainda se mata mais uma ou dias pessoas para disfarçar.
E porque raio é que eu faço esta introdução tão macabra? Porque foi uma "delícia" - para quem goste deste tipo de tramas "policiais" - assistir à imaginação com que MST foi, ora com mais, ora com menos acerto, apontando defeitos a vários candidatos presidenciais… apenas para poder, sem qualquer argumento, sem qualquer exemplo, completamente do nada… tirar da cartola um ataque cobarde e venenoso a Edgar Silva.
Não soubéssemos já da dimensão da falta de carácter, do anti-comunismo cego, do violento ódio de classe que o move… e teria sido um momento digno de estudo. Porém, como já bem sabemos, em Miguel Sousa Tavares não há nada para estudar. NÃO PASSA DE LIXO.


clique no link

Expresso | Sousa Tavares. “Algumas não são candidaturas ...

expresso.sapo.pt/politica/2016-01-05-Sousa-Tavares.-Algumas-nao-sao-..

Trabalhadores da Soares de Costa exigem salários


jc02 770x433 acf croppedOs trabalhadores da Soares da Costa estão concentrados nos estaleiros da empresa na Rechousa, Gaia, em protesto pelo despedimento colectivo de 500 funcionários e reclamando o pagamento dos salários de Novembro, Dezembro e subsídio de Natal, anunciou fonte sindical.
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte) adianta ainda que os trabalhadores encerraram os portões da empresa "para impedir a saída e a entrada de qualquer material, nomeadamente uma grua para a obra do hotel Monumental".
Em causa está o processo de despedimento colectivo de cerca de 500 funcionários anunciado a 16 de Dezembro passado pela construtora e o atraso no pagamento dos salários dos meses de Novembro, Dezembro e do subsídio de Natal.

Feriados religiosos repostos este ano



Feriados religiosos repostos este ano 


Confirmação dada por Augusto Santos Silva 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciou esta terça-feira que os feriados religiosos serão repostos este ano, ao mesmo tempo que os feriados civis. "Logo que a decisão sobre a reposição dos feriados civis esteja feita em Portugal, o ministério dos Negócios Estrangeiros, que é o organismo responsável, trocará, em nome do Estado português, com a Santa Sé, notas verbais que reporão os feriados religiosos em 2016. 

Portanto, os feriados religiosos serão repostos ao mesmo tempo que os feriados civis", disse o ministro, à margem da sessão de abertura do Seminário Diplomático, que decorre esta terça-feira em Lisboa. 

Em declarações aos jornalistas, o governante recordou que a reposição dos feriados civis este ano consta do programa do Governo e, como tal, "não faria sentido que não se repusesse ao mesmo tempo os feriados religiosos". 

Negociação com a Santa Sé 

A reposição dos feriados religiosos não é feita pelo parlamento, mas em sede de negociação entre o Estado português e a Santa Sé, que é conduzida pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, indicou. O chefe da diplomacia portuguesa explicou que o regresso dos feriados religiosos retirados em 2013 - o de Corpo de Deus (feriado móvel) e o de Todos os Santos (1 de novembro) - envolve um procedimento que é "a coisa mais simples de se fazer". "A partir do momento em que o parlamento decida repor os feriados civis, nós trocaremos notas verbais com a Santa Sé para repor, ao mesmo tempo, os feriados religiosos. 

O mesmo procedimento que foi usado para suspender até 31 de dezembro deste ano dois dos feriados religiosos, que é a troca de notas verbais entre o Estado português e a Santa Sé, será usado agora para repor os feriados", explicou Santos Silva. 

Na prática, trata-se "apenas de antecipar a reposição em um ano, visto que nos termos acordados, a partir de 01 de janeiro de 2017, os feriados religiosos seriam retomados, ou reexaminados", acrescentou.


 http://www.cmjornal.xl.pt

Um fisco imensamente bondoso?


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Pobre ou rico sou um cidadão, não o sou mais nem o sou menos em função do património, da riqueza, da religião, do sexo ou da cor, como cidadão tenho deveres e tenho direitos. Tenho direito a ser tratado gratuitamente no SNS, posso inscrever os meus filhos numa escola pública sem a pagar, posso beneficiar das infraestruturas sociais suportadas por todos, posso decidir quem governa ou deve deixar de um fazer. 

Tenho um contrato de cidadania com o meu país e com os meus cidadãos e desse contrato faz parte uma Constituição que me obriga a ser solidário se tiver mais recursos e a não perder a dignidade se for pobre. Os mais ricos pagam mais impostos do que os que têm menos recursos e isso não os torna cidadãos de primeira, os mais pobres são chamados a comparticipar menos, beneficiam de políticas de redistribuição e não é por isso que são menos que os outros.

O facto de ser pobre não me dispensa de pagar as contas ao merceeiro ou de proceder ao pagamento do que comprei recorrendo ao crédito. Se não pagar ao merceeiro é provável que ele deixe de me dar fiado, se não cumprir com as minhas obrigações com o banco deixarei de poder usar o cartão de crédito. Se for irresponsável desde o merceeiro ao banco exigirão que lhes pague o que devo, se assim não for nem o merceeiro poderá continuar a dar fiado aos seus vizinhos e o banco será mais exigente a dar crédito.

É inaceitável que os ricos consigam recorrer às off shore para não pagarem impostos e devem ser perseguidos se o fizerem, mas na minha escala também é condenável que eu deixe de cumprir as minhas obrigações com o argumento de que sou pobre. Se perder o meu emprego e deixar de ter acesso ao subsídio de desemprego faz sentido que beneficie de tolerância com dívidas que não consegui pagar, mesmo tendo um comportamento exemplar. Mas se tal sucedeu por irresponsabilidade minha não é o estatuto de pobre que justifica um tratamento de privilégio.
  
Não é muito simpático obrigar alguém a pagar impostos, um empresário à beira da falência poderá ter de fazer despedimentos, um desempregado pode ter de deixar de dar um bife a um filho, um vendedor ambulante pode deixar de ter dinheiro para a gasolina. Mas no dia em que o chefe da repartição de finanças for tão bondoso como o padre podemos estar certos de que os tais ricos que ganham 2000 euros líquidos terão de pagar mais outra sobretaxa e perder um mês de vencimento.

Depois da pinochetada económica que nos foi infligida por Passos Coelho o país vive agora um ambiente de paz e amor, reverte-se aqui e ali, todos os dias surgem medidas simpáticas, mas convém não esquecer que tudo isso só será sustentável se forem cobrados os impostos e isso obriga a rigor, a competência e a não passar uma mensagem de que o país agora é tão feliz que só paga impostos quem quiser. Isso é meio-bilhete para a troika estar de volta.
  
É bom que tenhamos consciência de que muitos dos vencimentos e dos subsídios que nos roubaram e continuam a roubar, das horas de trabalho adicionais sem remuneração que temos de fazer, das sobretaxas que somos obrigados a pagar ou das pensões que nos cortaram serviram para compensar os impostos que muitos não pagaram e que continuam a não pagar, serviram para que os governos tivessem secretários de Estado dos Assuntos Fiscais e da Segurança Social incompetentes e para que os governos escolherem directores-gerais de forma irresponsável. É bom que não se esqueçam disso pois muitos portugueses continuam a ter cortes, a suportar sobretaxas e a sofrer dessa maldita austeridade e nada nos garante que os tais ricaços que ganham 2000 euros não voltem a ter de suportar a dose a dobrar em nome dos superiores interesses da nação, o mesmo é dizer em nome da incompetência de alguns.



jumento.blogspot.pt

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HISTÓRIA - 1990 É CONSTRUÍDA A REPRESA DE ASSUÃ, A MAIOR DO RIO NILO


A Construção levou 11 anos; o enorme lago acabou com o ciclo inundação-estiagem na região do Nilo e provocou controvertido impacto ambiental
Após 11 anos de construção, a grande represa de Assuã através do rio Nilo no Egito foi concluída em 21 de julho de 1970. Mais de 3 mil metros até sua crista, a enorme represa acabou com o ciclo inundação-estiagem na região do rio Nilo e permitiu a exploração de uma energia renovável. Contudo, provocou controvertido impacto ambiental.


 Em 1958, a URSS ajudou a construção da represa com um terço 
dos recursos financeiros necessários
Uma represa havia sido construída em 1902 em Assuã, distante 800 quilômetros ao sul do Cairo. A primeira represa de Assuã proporcionava uma razoável irrigação de terras durante a estiagem, porém não conseguia conter a impressionante cheia anual do caudaloso rio Nilo.
Nos anos 1950, o líder egípcio Gamal Abdel Nasser previu construir uma nova barragem através do rio Nilo, suficientemente grande para terminar com as inundações e ao mesmo tempo prover de energia elétrica todos os rincões do Egito. Conseguiu garantir o suporte financeiro dos Estados Unidos e da Grã Bretanha. Porém, em julho de 1956, tanto Washington quanto Londres cancelaram a oferta ao tomarem conhecimento de um acordo secreto de fornecimento de armas entre Egito e União Soviética.
Em resposta, Nasser nacionalizou o Canal de Suez, propriedade conjunta da França e Grã Bretanha, com a intenção de financiar o projeto da Grande Represa com os impostos cobrados na utilização do Canal. Esse ato precipitou a chamada Crise do Canal de Suez, na qual Israel, Grã Bretanha e França uniram-se para um a operação militar. O Canal de Suez foi ocupado pelas tropas desses países, todavia A União Soviética e os próprios Estados Unidos forçaram Israel, França e Grã Bretanha a recuar, deixando o canal inteiramente em mãos egípcias em 1957.



Os empréstimos soviéticos e os ingressos do uso do Canal de Suez permitiram a Nasser começar a construção da Grande Represa de Assuã em 1960. Cerca de 60 milhões de metros cúbicos de concreto foram empregados para erguer a comporta, massa 16 vezes maior que a Grande Pirâmide de Giza. Em 21 de julho de 1970, o ambicioso projeto foi concluído. O presidente Nasser morreu de ataque cardíaco em setembro de 1960, antes que a usina hidrelétrica entrasse efetivamente em operação em 1971.
Impacto ambiental
O gigantesco reservatório criado pela represa – 500 quilômetros de comprimento e 16 quilômetros de largura – foi chamado de Lago Nasser em sua homenagem. A formação do Lago Nasser exigiu o reassentamento de 90 mil camponeses egípcios e núbios sudaneses nômades assim como a dispendiosa realocação do complexo do antigo templo egípcio de Abu Simpel, construído no século 13 a. C.
A Grande Represa de Assuã acabou com as devastadoras cheias do Nilo, recuperou mais de 400 mil km2 de terras desérticas para o plantio e tornou possível o cultivo em outras vastas áreas.
As 12 gigantescas turbinas de fabricação soviética passaram a produzir cerca de 10 bilhões de quilowatts/hora anualmente, propiciando um tremendo incremento à economia egípcia e introduzindo os benefícios do século 20 a muitos vilarejos. A água acumulada no Lago Nasser, vários trilhões de metros cúbicos, foi dividido entre Egito e Sudão e foi crucial durante os anos de estiagem africana nos anos de 1984 a 1988.
A despeito das enormes vantagens, a Grande Represa de Assuã produziu diversos efeitos secundários negativos. O maior deles foi o gradual decréscimo da fertilidade de terras agrícolas no delta do Nilo, que se beneficiava de milhões de toneladas de limo depositadas anualmente pelas cheias do rio.
Outro efeito negativo, agora para os seres humanos, foi a difusão da esquistossomose pelos caracóis que viviam no sistema de irrigação criado pela barragem. A redução dos nutrientes carregados pela corrente fluvial até o Mediterrâneo foi responsável pelo declínio dos cardumes de anchovas no Mediterrâneo Oriental.
O fim das inundações reduziu drasticamente o número de peixes no Nilo, muitos dos quais eram migratórios.  O Lago Nasser, no entanto, recebeu quantidades de peixes de muitas espécies, possibilitando sua reprodução.





operamundi.uol.com.br

CARTA A UM DESEMPREGADO


Hoje pouco apetece levantar as passas ou brindar, bem sei. Há um muro à tua frente e um buraco dentro de ti – tens uma culpa estúpida lá dentro, como se fosse tua a responsabilidade de teres vindo parar a isto. Tens a vergonha imensa de te pensares inútil e temes o tempo. Não sabes explicar isto a quem nunca passou por coisa igual. Justificas-te e justificas tudo à tua volta, para que não te apontem o dedo e gritem, só com os olhos e o canto dos lábios, “és um inútil”.
As tardes são o pior. De manhã disfarças com o duche ou a ida ao café para “sair de casa”. Mas à tarde, à tarde tudo se abate sobre ti. O mundo não te perdoa serem 14:22 e não estares de volta ao trabalho. Dás por ti, por vezes, a fugir de ver o Goucha e a Fátima Lopes apenas porque isso é um sinal angustiante que falhaste.
Sabes que nada funciona, nem os empregos na net nem os do IEFP. Vais, cadastrado, apresentar-te quinzenalmente à humilhação de dizer ao Estado que ainda és vivo, ou já nem sequer isso, porque acabou tudo. À noite tens a cabeça em cima ou por baixo das almofadas. Ou não adormeces ou acordas duas ou três horas depois de te conquistar o sono, muitas vezes em pesadelo, outras tantas sem conseguir pregar olho.
E depois os comprimidos, as “esmolas” que sentes receber de familiares ou amigos para sobreviver. Perdeste a dignidade, pensas.
É mentira. Tudo o que sentes é uma mentira gigantesca, porque a culpa não é tua. A culpa é do pulha de gravata que te mandou a carta e da grande soberba das empresas; a culpa é de uma mentalidade que te ofende, quando vês que afinal a tua empresa tinha dinheiro aos milhões para comprar os direitos de futebol mas te despediu para poupar trocos. A culpa é dos que te enganaram quando te disseram que a colaboração tinha tanto valor como o contrato, a culpa é dos milhares de idiotas que lambem botas e pensam apenas nos BMW e na quota pessoal de dinheiro sem recibo que lhes vai parar à conta.
Tu tens dignidade. Deita a culpa fora, de vez. Não merecem a tua resignação. O desespero da falta de dinheiro e a perseguição que o Estado te faz, quer nos impostos quer na obrigação de fazeres prova de vida quinzenal, ou na esmola que ainda te dá, não te torna culpado de nada. Tu mereces essa dignidade porque estás cheio de força nos braços e de sonhos e de vontade de fazer. Quem te ama continua a amar-te.
Não há vergonha nenhuma no sofá que te acolhe o desespero. Somos mais de um milhão assim, a olhar para as coisas que nos entusiasmavam e que agora nos parecem sem valor, sem sentido ou sem graça.
Ouve, há uma chamada dentro de ti: és tu, o teu projecto, a tua luta. Tu és bonito porque estás a passar pelo pior pesadelo da tua vida. Eu respeito-te e só te vejo como brilhante e resistente. Não os ouças. Não tenhas pena nem deles nem de ti.
Junta-te a gente boa, ouve música, permite-te descansar, permite-te toda a tristeza do mundo para, depois, erguer a cabeça e encarar o planeta com o sorriso dos cansados: tu vai conseguir porque os idiotas terão de cair. Tu sabes mais do que eles, tu consegues, se mantiveres o teu “eu” estimado e livre. Não te faças o que eles te fizeram. Respeita-te e ergue-te. Não te abandones nunca.
Ouve, mesmo: o medo e a culpa têm de mudar de lado. Eles sim são os culpados e devem ter medo de ti, porque tu vai mostrar que sabes e consegues, apesar deles ou contra eles – a tua força e a tua sabedoria, as tuas memórias e os teus afectos nunca ninguém pode despedir ou menorizar.
E pensa assim, mesmo que com algum cinismo: este ano é que vai ser, porque não te derrotaram e tu não estás só.
Somos muitos. Sabemos sorrir.
Bom ano.

AS MINHAS RECORDAÇÕES «MARCELISTAS» - Ele não pode apagar o seu passado


Ele não pode 

apagar o seu passado



VÍDEO



«(…) E quando vemos Marcelo Rebelo de Sousa a gritar por toda a parte que ai Jesus que a regionalização acicataria conflitos entre portugueses, retalharia o país e poria em perigo a unidade da nossa velha nação, o que nos apetece dizer é que é pena, é muita pena, que ele não tenha usado um centésimo dessa energia e um milésimo dessas preocupações de todas as vezes que, em palcos de comícios na Madeira, assistiu, calado que nem um rato, às tiradas separatistas do Sr. Jaime Ramos e às catilinárias esparvoadas do Sr. Alberto João Jardim contra o Continente e contra os «continentais (…)».

Carlos Carvalhas no Comício-festa de encerramento da campanha do PCP no referendo sobre a regionalização em 



VÍDEO

em 10.9.2015

VÍDEO

Fevereiro de 2014

Grupo de Charolas União Bordeirense





Pelo elevado interesse que desperta, por uma história riquíssima e pela cultura que transmite, o Algarve Primeiro convidou o grupo de Charolas União Bordeirense a falar do seu percurso e tradição, da mensagem que encerra em cada som que produz e, acima de tudo, das razões que alicerçam a sua jovialidade e continuidade.
O primeiro contacto foi estabelecido com uma jovem bordeirense que integra o grupo e que gentilmente nos compilou toda a informação solicitada, pelo que não podemos deixar de prestar o nosso agradecimento a Liliana de Sousa e à sua enorme capacidade de mobilização, sem esquecer o seu empenho e a genuinidade com que nos brindou.
O mesmo reconhecimento estende-se a Rui Vargues e aos quase trinta elementos que constituem a Charola União Bordeirense que, anualmente nos brinda com o seu talento e motivação para manter a história de Bordeira e prolongar a tradição.
Cada elemento tem o seu papel no grupo. Em Novembro quando é dado o mote para os ensaios, é Rui Vargues quem tem a incumbência de organizar e planear tudo.
“Os ensaios desta charola começam normalmente em Novembro. Tudo é organizado e planeado por Rui Vargues que anualmente contacta e se encontra com os músicos, agenda os ensaios, disponibiliza a casa dos seus pais para servir de local de ensaio. Ainda dispõe de talento e criatividade para escrever letras para as músicas e para levar o grupo a dar o seu melhor em cada atuação.” É indiscutível que, “Rui Vargues, é um forte e indispensável pilar desta União Bordeirense.”
De salientar que, “as Charolas são a manifestação cultural mais tradicional e genuína da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.”
Nos primeiros dias de cada ano, grupos de homens e mulheres, acompanhados de instrumentos (acordeão, castanholas, pandeiros, ferrinhos e por vezes clarinete e/ou saxofone), atuam em Festivais na Freguesia e arredores, nos cafés da zona e em casas de amigos, entoando cantigas e lançando quadras improvisadas (“vivas”), num clima de amizade e alegria.
De acordo com o grupo União Bordeirense, “as Charolas saúdam a chegada do ano novo, evocam a tradição e os melhores tempos do passado e são um acontecimento de marcada alegria e partilha, que incluem por vezes uma componente crítica.”
A origem das Charolas no Algarve remonta a vários séculos, mas o movimento charoleiro organizado terá começado a despontar entre 1918 e 1920, no final da I Guerra Mundial, quando os bordeirenses se organizaram para receber e saudar com alegria os seus conterrâneos que regressavam da guerra. “É assim de compreender que em Bordeira, Freguesia de Stª Bárbara de Nexe, esta tradição assuma especial importância, sendo que este pequeno sítio, tem no ativo 5 grupos charoleiros: Democrata, Juvenil Bordeirense, Juventude União Bordeirense, Mocidade União Bordeirense e União Bordeirense.”
No que concerne a Charolas, não há concursos ou prémios. A existência de concurso foi uma realidade em Bordeira, no entanto há mais de duas décadas que não se realiza. “Não faria sentido escolher os melhores, quando todos os grupos são diferentes e têm particularidades próprias mas têm o mesmo propósito e surtem o mesmo efeito em quem as escuta… Todas as 5 charolas de Bordeira são as melhores a cumprir o seu papel na sua terra – lembrar o passado, viver o presente e preparar o futuro, honrando os antepassados e vangloriando Bordeira.”
A União Bordeirense é a segunda charola mais antiga de Bordeira, tendo sido formada em 1919.
“Com 96 anos de história, esta charola passou por interrupções e por ela passaram vários elementos/grupos, mas a bandeira da charola está desde 1989 na posse do atual grupo, com algumas alterações na composição do grupo mas sem interrupções.”
Hoje em dia, a União Bordeirense é formada por aproximadamente 30 elementos – 4 porta-bandeiras, 4 músicos (3 acordeonistas e 1 saxofonista), 8 tocadores de castanholas, 10 tocadores de pandeiros, 1 tocador de ferrinhos e 1 começador.
Esta charola atua, ano após ano, nos festivais de Bordeira e Santa Bárbara de Nexe, no Encontro de Charolas que tem lugar no Teatro das Figuras em Faro, em cafés da zona, em casas particulares, no Cinema de Estoi e em todos os locais que solicitem a sua presença.
“Enquanto que existem charolas no sítio que obedecem a determinado intervalo de idades (como a Juvenil Bordeirense, por exemplo), a União Bordeirense acolhe e agrada do mais novo ao mais velho. O membro mais novo, Rodrigo Vargues, tem 13 anos e o mais velho é o saxofonista Germinal que tem 75 anos.
O sr. Germinal não é filho de Bordeira mas é um elemento chave, que diferencia a União Bordeirense das restantes charolas, por ser a única com saxofone em Bordeira. Mesmo não sendo bordeirense, vive com fervor esta tradição e no primeiro dia de atuações do ano (dia de ano novo) celebra o seu aniversário no seio deste grupo.”
Da história da União Bordeirense, “são de destacar os membros, Carlos Neves, Rui Vargues, Teodoro e António Pinto que são quem já conta mais anos no grupo”. (logo mais sabedoria e entusiasmo!)
Em Bordeira e nas redondezas, a União Bordeirense é conhecida como a “charola do Tó Marroco” que “é a alcunha de António Pinto, tocador de castanholas e homem forte para as ‘vivas’, que dá uma especial genuinidade e singularidade ao grupo.”
Nos ensaios, “entre um cálice de medronho e uma fatia de bolo, entre conversas e risos, vão-se criando as pancadarias, ensaiando os cânticos e afinando todos os pormenores para sair à rua no ano novo.”
Chegado o ano novo, “os dias fixos de atuações são 1 e 6 de Janeiro, sendo que há mais 2 ou 3 dias variáveis. O Dia de Reis é praticamente feriado em Bordeira. É o dia grande das charolas.”
A União Bordeirense “é apresentada por Rui Vargues e cada atuação é iniciada pelo som do seu inconfundível apito.”
Seguidamente, “o grupo brinda os presentes com a “Marcha de Entrada”, tocada e cantada; a qual se segue do “Estilo”, composto por pancadaria, estilo cantado por Vítor Simplício e coro. Segue-se a “Valsa das Vivas”, em que membros da Charola e do público versam (dizem ‘vivas’) dedicadas aos presentes, à união, à tradição e ao passado glorioso, dando-se por vezes também lugar a alguma crítica política e social. A atuação termina, por norma, com a “Marcha de Saída”, tocada e cantada, mas a União Bordeirense por vezes brinda o público com uma Marcha ‘extra’, que considera o seu hino.
Para envolver ainda mais os nossos leitores neste percurso que merece ser evidenciado, de realçar o espírito do grupo:“A União, grupo lindo que se formou honestamente e sem ter vaidade”, é um grupo onde imperam “a simplicidade, a amizade, os laços, as afinidades e a união. Dia 1 de Janeiro de 2016, este grupo saiu mais uma vez, porque sim... pela tradição! Pela amizade! Pelo passado! Por Bordeira!”
E mais!
“Sou União Bordeirense
E o que é isso afinal?
Só percebe quem pertence
A este grupo sem igual!”
I
Sou de um grupo diferente
Ao qual o tempo não vence
Gritarei eternamente
Sou União Bordeirense
II
P´ra muitos, pouco dirá
Não importa , não faz mal
Mas perguntam, digam lá?
E o que é isso afinal?
III
É difícil explicar
Cada um pense o que pense
Não há cá voltas a dar
Só percebe quem pertence
IV
É amizade a valer
É sentir algo especial
É ter honra em pertencer
A este Grupo sem igual
(Rui Vargues)
Para comprovar, só basta assistir e aplaudir todo este trabalho que tanto orgulha as gentes de Bordeira!