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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Tirar nacionalidade por crimes de . terrorismo deixa França em guerra



O Presidente da República, François Hollande, e o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, nem querem ouvir falar em críticas e contestação, mas é cada vez maior a polémica em torno do seu projecto de retirada da nacionalidade francesa a todos os cidadãos com dois passaportes que estejam envolvidos em casos de terrorismo – e que está a dividir os membros do Governo e a abrir um fosso nas fileiras socialistas.
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A LUTA CONTRA OS INFIÉIS
A proposta integra o pacote de medidas de segurança, com implicações constitucionais, que foram anunciadas no rescaldo dos atentados terroristas em Paris a 13 de Novembro, que mataram 130 pessoas.

Num emocionado discurso ao Congresso no palácio de Versalhes, o Presidente François Hollande lembrou aos deputados e senadores que França vivia sob um novo regime de excepção, que justificava a ampliação de poderes extrajudiciais.

Uma das reformas previstas, nesse quadro excepcional que prevê a condução de buscas sem mandado judicial, é a de retirar a nacionalidade a todos os cidadãos que tenham outro passaporte além do francês e que sejam condenados por crimes ligados à segurança do Estado. Em França, há cerca de 3,3 milhões de pessoas com dupla nacionalidade – esse era o caso de vários dos terroristas que participaram nos ataques de Paris.Segundo explicou Hollande, trata-se de uma punição reservada aos que, não sendo exclusivamente franceses, agem contra a segurança e os interesses do país, “atraiçoando os valores da República”. 

Mas para muitas figuras proeminentes do Partido Socialista, aquilo que o projecto do Governo atraiçoa é a ideologia e os valores da esquerda. “De tanto querer roubar o protagonismo à extrema-direita, o Governo arrisca-se a pôr em prática todo o seu programa”, censurou o deputado Pascal Cherki, um dos “rebeldes” da bancada socialista na Assembleia Nacional.

Ministra da Justiça contra
O ex-primeiro-ministro Jean-Marc Ayralt também lamentou a ideia de revogação da nacionalidade de cidadãos nascidos em França – uma proposta que a ministra da Justiça, Christiane Taubira, criticou publicamente e descreveu como divisiva e discriminatória. “Coloca problemas em termos de direitos fundamentais assegurados com o nascimento”, disse, em referência às garantias de igualdade perante a lei, independentemente de raça, género, origem ou religião.

Porém, a barragem de crítica e oposição não emocionou nem demoveu o primeiro-ministro Manuel Valls, que pretende fazer aprovar a legislação em Fevereiro (para tal, precisa de três quintos dos votos nas duas câmaras do Parlamento). “O Governo não desistiu da proposta de autorização da revogação da nacionalidade a todas as pessoas com dupla nacionalidade”, informou. “Mas o âmbito desta provisão é limitado, uma vez que apenas se aplica a pessoas que tenham sido condenadas por um juiz por crimes contra a nação, que incluem crimes de terrorismo”, precisou.

Como outros países, a legislação francesa já contempla a possibilidade de revogação da nacionalidade, mas apenas no caso de cidadãos nascidos no estrangeiro e que requereram a naturalização. E mesmo nesses casos, a revogação só é automática se forem condenados por um crime, se ainda não tiveram passado dez anos da naturalização e se continuarem a deter a nacionalidade original.

Opinião pública a favor
O Governo acredita ter a opinião pública do seu lado, e as sondagens dão-lhe razão. Quase nove em cada dez franceses apoiam a proposta do Governo: 86% dos inquiridos pela empresa Elabe para o canal BFM-TV disseram concordar com o plano de Hollande, que para 67% não entra em contradição com os “valores da esquerda”.

No lado oposto do espectro político, o projecto é bem-vindo. A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, até reivindicou o crédito pelas reformas constitucionais anunciadas por Hollande, escrevendo no Twitter que a “retirada da nacionalidade é o primeiro resultado concreto dos 6,8 milhões de votos depositados [no partido de extrema-direita] nas eleições regionais”.

Para quem discorda dela, a medida representa uma facada nos princípios fundamentais consagrados na Revolução Francesa, nomeadamente o droit du sol, que concede a todos aqueles que nascem no país o direito à nacionalidade. Em 2011, o então Presidente Nicolas Sarkozy propôs revogar esse direito a todos os criminosos violentos – perante a feroz oposição dos socialistas.

Patrick Weil, um reputado historiador e cientista político que é conselheiro do Presidente, pediu a François Hollande para desistir da ideia, que a ser aplicada tornaria França “na primeira democracia do mundo a inscrever na sua Constituição o princípio da desigualdade de tratamento”, escreveu. A proposta, considera, ameaça a coesão social e “introduz a ideia de punição diferente para o mesmo crime, com base na circunstância do nascimento. Que haja pessoas (que muitas vezes nem sabem que detêm uma segunda nacionalidade) que possam simplesmente ser banidas da sociedade é um retrocesso”, considerou Weil, que ensina na universidade norte-americana de Yale.

A presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, classificou o efeito prático da medida, em termos de combate ao terrorismo como “irrelevante”. Já o efeito simbólico e político da sua aprovação será tremendo, observou: fazendo eco da opinião de historiadores e comentadores, a autarca disse que a proposta de Hollande e Valls evoca períodos menos “felizes” da História francesa, como quando o regime colaboracionista de Vichy retirou a nacionalidade a milhares de judeus e outros cidadãos estrangeiros, em plena Segunda Guerra Mundial.

* Uma proposta absurda e xenófoba. Os cidadãos que cometem crime são julgados em tribunal, uma garantia do "Estado de Direito".

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

"HUMILDE SERVO"


PREVISÕES 2016


Pés-de-lótus: Para se casarem, mulheres chinesas eram obrigadas a ter os pés com no máximo 10 centímetros


Este costume teve origem na China Imperial dos séculos X-XI e era uma prática entre as mulheres mais ricas e desejadas da época. Embora os pés-de-lótus fossem um símbolo de status e alta posição social, o costume se espalhou por toda cultura. Com a chegada do século XII, até as mulheres de famílias mais pobres passaram a praticar. A prática se tornou indispensável para que uma mulher encontrassem um marido, então, a maioria das famílias exigia as mulheres escolhidas para se casarem com seus filhos tivessem pés ligados. Quem não conseguisse ter um pé ligado conforme a tradição ficaria solteira para o resto da vida.
O procedimento parecia mais um tortura. Por volta dos três anos de idade, os dedos do pés das meninas eram fraturados e os pés firmemente amarrados com tiras de linho para impedir seu crescimento e cicatrizar as fraturas naquela posição. Um pé-de-lótus ideal media não mais que 8 centímetros e para alcançar o objetivo, os dedos quebrados era dobrados em direção a sola do pé que tomava um formato côncavo.
Não é preciso dizer que as consequências físicas eram inúmeras. As mulheres tinham muita dificuldade de caminhar e não podiam ficar de cócoras. As quedas eram muito comuns e as mulheres permaneciam sentadas a maior parte do tempo. Para se levantar da posição sentada, precisavam da ajuda dos seus maridos (e acredite: isso é considerado “chiquérrimo”!). Viverem assim por toda vida deformava os ossos do quadril e da coluna, aumentando também os riscos de fraturas do fêmur.
No século XX os pés-de-lótus foram proibidos pelo governo chinês, mas a prática continuou em segredo ainda por muitos anos. Hoje, a prática foi completamente abolida da cultura, no entanto, ainda é possível encontrar senhoras idosas que exibem orgulhosas seus pés ligados!
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Sapato usado mulheres adultas nos séculos X-XII.
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Depois de terem os dedos quebrados, as meninas já cresciam com os pés amarrados dessa forma.

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Raio-X de um pé-de-lótus.
Fonte: Okerry

diariodebiologia.com

A CORJA - BAPTISTA BASTOS


O empreendimento de destruição do Estado Social, levado a cabo por Pedro Passos Coelho e os seus, atrasou o País, civilizacional e económica e culturalmente, pelo menos dez a quinze anos. É um projecto monstruoso, tido como salvação do capitalismo e realizado por um homem desprovido de dimensão intelectual e política, e com muito poucos escrúpulos sociais.
Com o decorrer das semanas vamos tomando conhecimento da dimensão do desastre. Se o caso Banif adquiriu características de uma ocultação tenebrosa, e levou Passos, como medida de precaução pessoal, ao apoio a Costa, a pouca-vergonha chega a ser degradante. Tal como a declaração de fim-de-ano quando, falsamente humilde, disse à puridade que os portugueses e Portugal estavam na primeira linha das suas prioridades.
O escândalo do Hospital de São José veio a seguir e custou a vida, por ausência médica, de um jovem de 29 anos. Depois, foi noticiado que pelo mesmo motivo, falta de operadores neurocirurgiões, já tinham morrido, antes, mais quatro doentes.
O bastonário acusou o Governo da fatalidade, devido "aos cortes cegos e injustificados" aplicados à Saúde. O roldão neoliberal leva tudo em frente: Educação, Segurança, pensionistas e reformados, velhos e novos, estes convidados a abandonar a pátria, numa avançada cruel que deixa os portugueses em atroz miséria.
Torna-se-nos cada vez mais insuportável comportar, resignados e sem cólera, esta corja, apoiada pela Alemanha, sem pudor nem clemência. A alta finança e banqueiros dissolutos têm encontrado, neste sistema decadente, o pábulo para as suas indignidades. Resguardados numa impunidade que lhes proporciona o "sistema", e lhes vai mantendo uma vida de fausto, eles passeiam-se no infortúnio de quem não sabe defender-se.
Escrevo com mágoa e desalento, mas penso que o mundo está a modificar-se, movido pela repulsa e pela revolta. Nessa esperança e nesse sentido que, afinal têm encaminhado a minha vida, aqui vai, meus Dilectos, a convicção de que, em breve, as coisas serão melhores e mais belas.
Bom ano! A corja não vencerá pela natureza imperiosa das razões humanas.

PERSONALIDADES DO ANO:



Ei-las!
São os nossos irmãos de classe!
Os motores da história, os que nunca se renderão.
Não as conheço pessoalmente, sei que fabricam e cultivam com esforço e mestria o que consumimos e a trabalhar empobrecem, as que aprendem e ensinam nas escolas, as que adoecem e as que nos tratam nos hospitais e, não desistem de lutar.
As que não se resignam e dizem basta!
As que com serenidade e firmeza não se rendem.
As que exigem trabalho com salário e direitos
As que de punho firme continuam a defender Abril
 
E esta enorme personalidade, este sopro de futuro, que me enternece.



Via: as palavras são armas http://ift.tt/1IE4Oot

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