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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

CONTOS DE NATAL - EDUARDO LUCIANO




Nos contos de Natal está frio lá fora e quente dentro das casas e OS POBREZINHOS SÃO MUITO FELIZES em torno da ausência de bens materiais.
Nos contos de Natal não há diferenças de classe porque cada um é feliz à sua maneira e QUEM CONTA OS CONTOS de Natal valora sempre a bondade e o desejo de partilha de forma diferente, para que OS POBRES SEJAM MUITO MAIS FELIZES QUE OS RICOS, nesse singelo dia.
Não há conto de Natal ONDE RICOS SEJAM HERÓIS, excepto naqueles em que o rico, num rasgo de profunda bondade, acende a lareira da casa do pobre de estimação ou dá o presente sonhado pela criança andrajosa com que se cruzou nesse dia de paz e harmonia.
Os contos de Natal são o único lugar ONDE OS POBRES CONTINUAM A SER POBRES e não passam a “carenciados”. Fazia lá sentido um conto em que se valorizasse a virtude da “carência” em vez da virtude da pobreza.
Sim, porque nos contos de Natal A POBREZA É A VIRTUDE SUPREMA que permite aspirar a um estado de felicidade que só os despojados podem perceber e que só por absoluta falta de jeito NÃO PERCEBEM NOS RESTANTES DIAS DO ANO.
A minha prima Zulmira acha que os contos de Natal SÃO ENCOMENDADOS PELOS RICOS para que haja um dia do ano em que os pobres tenham pena dos seus corações empedernidos.
Deve ser por isso que os tempos vão mudando, as formas de viver se alteram, os brinquedos sofisticam-se e os hábitos alimentares se alteram, mas O GUIÃO DO CONTO DE NATAL É SEMPRE O MESMO e o infeliz Ebenezer Scrooge (a personagem principal da história Um Conto de Natal,1843, de Charles Dickens) tem sempre o mesmo pesadelo nessa noite, para compensar os sonhos das outras noites.
Neste Natal o conto MANTVE A MESMA ESTRUTURA NARRATIVA, mas talvez tenha ido um pouco mais longe. Acho que É A PRIMEIRA VEZ que a malta que costuma ser feliz na noite de Natal se junta para fazer com que o infeliz Ebenezer possa sentir o calor da solidariedade, da fraternidade, da compaixão, do desapego aos bens materiais, contribuindo modestamente com MAIS DE TRÊS MIL MILHÕES DE EUROS euros para o seu santo Natal. (Dívida do Estado aumenta três mil milhões de euros para entregar Banif).
Ficaremos todos mais pobres afirmam UNS MAL DIZENTES FURIOSOS com a SOLIDARIEDADE FORÇADA, sem perceberem que se trata de UM CONTRIBUTO PARA SERMOS MAIS FELIZES nos próximos natais, que passaremos cheios de compreensão para com a tristeza e infelicidade daqueles que têm de viver COM OS BOLSOS CHEIOS DOS RECURSOS QUE FORAM DESVIADOS DA SAÚDE, DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA, DA PROTECÇÃO SOCIAL E DE OUTRAS COISAS que só servem para que não percebamos AS VIRTUDES do Natal dos pobres.
“O gajo está azedo”, dirão alguns que ainda estão a ouvir ou a ler estes disparates. Nada disso, acreditem. ESTOU SÓ UM BOCADINHO FARTO DO CONTO DE NATAL.. Ou melhor, DAS CONSEQUÊNCIAS do Conto de Natal.
Tenham uma óptima noite, mas não se esqueçam que o Scrooge NÃO MUDOU DE ESSÊNCIA e no dia 26 já lhe passou o efeito do ESPÍRITO de Natal.
EDUARDO LUCIANO, Contos de Natal
Vereador da Câmara Municipal de Évora

REFLEXÕES EM TORNO DO MASSACRE DE PARIS, EM TORNO DO CINISMO DA POLÍTICA OCIDENTAL – PORQUE É QUE A ASCENSÃO DO FASCISMO CONTINUA A SER O PROBLEMA – por JOHN PILGER – II by joaompmachado pfilger - I Selecção, tradução e montagem por Júlio Marques Mota john pilger Porque é que a ascensão do fascismo continua a ser o problema

A «RESOLUÇÃO» DE PASSOS NO PSD QUARTA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2015



Banif. Pois claro. Tinha de haver uma muito boa razão para o gangue direitista não querer largar o poder tão cedo. Tinha de haver ali qualquer coisinha a «salvaguardar» a todo o custo, mesmo estando os dois partidos em minoria na Assembleia da República. Tinha de haver lixo – e que lixo! - debaixo do tapete. Havia que continuar a esconder o crime e a abafar o odor a cadáver com mais quatro anos de PAF. Tudo debaixo da total complacência e “cooperação institucional” de alguém que, sem dúvida informado em detalhe desta tramoia – Cavaco Silva – tem sido arredado das culpas e do leque de responsáveis pelo desastre que os contribuintes, mais uma vez, vão ser chamados a pagar. Será uma pena se ninguém o chamar, ou se ninguém o interrogar formalmente, na anunciada e mais que justificada comissão de inquérito ao caso Banif.

E de repente, com o desnudar do crime Banif, é de esperar que da parte da trupe laranja se oiçam menos «desejos» de novas eleições para o «ano novo».
Mas hoje ficámos ainda a saber que, ao que todos os sinais indicam, não é só o BANIF que está a ser alvo de «resolução». Ao que parece, há agora duas pedras no sapato do agitadiço vespeiro do PSD, do qual de resto, o acagaçado CDS já fugiu a toda a brida. A questão é que essas “pedras” incómodas não se tratam de meros e descartáveis deputados madeirenses, mas sim de duas das principais figuras do último governo PSD/CDS: Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho. Viu quem quis, a ex-ministra esteve no debate desta manhã em isolamento total. E em silêncio, também. E não se lhe conhece doença contagiosa alguma, a não ser a maleita da vergonha, de que de forma evidente o vespeiro parece querer agora afastar-se. Já Pedro Passos Coelho, que anteontem afirmou que se estivesse no governo não teria feito diferente de o que fez o PS, foi olimpicamente desautorizado pela sua bancada parlamentar, que ao invés da aprovação, resolveu abster-se.
MLA em estado de «isolamento total»
Ora, numa época propícia a «resoluções de ano novo», parece certo que, no interior do PSD, Passos Coelho (MLA acaba por ser uma irrelevância em matéria partidária) está em vias de ser posto à venda a qualquer Santander. E de repente, com o desnudar do crime Banif, é de esperar que por parte da trupe laranja se oiçam menos «desejos» de novas eleições para o «ano novo». Se calhar, agora que fica mais uma vez provado, com estrondo, que o anterior governo fez igual ou pior que os executivos que o precederam, é melhor que se lixem mesmo as eleições, não vá o último dos últimos argumentos – o de ter mais votos… - ir rapidamente pelo cano abaixo.

PS: Na medida do possível, umas boas festas a todos.

manifesto74.blogspot.pt


Despesa. Troika cortou na saúde o que injetou no Banif



Gastos do Serviço Nacional de Saúde diminuíram 15% durante o programa de assistência, com um corte de 1,5 mil milhões de euros. Não há consenso sobre os efeitos das restrições na prestação serviços. Observatório da Saúde alerta para incapacidade de resposta nos picos de procura
 .
Os anos do programa de assistência financeira trouxeram restrições pesadas aos orçamentos dos hospitais, que ainda não foram revertidas. A despesa anual do Serviço Nacional de Saúde foi reduzida em 15%, com cortes totais de 1,5 mil milhões de euros – mais do que foi injetado no Banif em 2013, quando o banco recebeu ajudas de 1,1 mil milhões de euros financiadas pela linha da troika para a recapitalização da banca.

No último relatório que fez sobre o programa português, o Fundo Monetário Internacional avaliou as mudanças no sistema de saúde desde 2011.

No relatório, os técnicos de Washington salientam as “poupanças significativas” alcançadas. Através da melhoria da “eficiência” e da redução dos “desperdícios”, a despesa do SNS encolheu 15% entre 2010 e 2013.  O FMI indica que a “maioria”  das categorias da despesa da saúde diminuíram.

Os dados posteriores consultados pelo i mostram que a despesa está hoje ao mesmo nível dos cálculos do FMI. A Conta Geral do Estado de 2014 mostra os encargos do SNS foram reduzidos em 2%. No orçamento para 2015, houve uma subida de gastos de 2%, mantendo-se assim o anterior nível de despesa. O SNS custa hoje 7.874 milhões de euros, segundo o OE2015.

Contenção. 
O período do programa da troika foi farto em medidas no setor da saúde. As alterações começam logo no Orçamento para 2012, quando o ex-ministro Paulo Macedo diz ao que vem: “internalização de cuidados de saúde e de meios de diagnóstico realizados no exterior”, “racionalização de recursos e controlo da despesa”, “redução de custos operacionais” – medidas de contenção a que somaram duras negociações com as farmacêuticas, para redução do preços de medicamentos. Mais tarde, viriam cortes nas horas extraordinárias dos médicos, aumentos das taxas moderadoras e outras medidas que deixaram o ministro sob forte contestação.

Ainda hoje não há consenso sobre o impacto operacional das medidas de austeridade. O FMI gantia que “a qualidade do cuidados de saúde foi preservado”, mas é comum haver vozes contrárias.
Na conferência de imprensa onde pediu a demissão depois da morte no São José, o presidente da Administração Regional de Saúde invocou as restrições orçamentais. “Nos últimos anos, por cortes que tivemos na área da saúde, estes hospitais não tiveram possibilidade de ter recursos humanos para dar respostas a situações de doentes como este”, afirmou.

Observatório alerta 
Antes, o Observatório Português dos Sistemas de Saúde tinha feito alertas sobre o funcionamento dos hospitais públicos e as insuficiências da rede pública. No relatório de Primavera de 2015, a análise aos cuidados de saúde constatou que “em termos de recursos humanos em saúde persiste um rácio de médicos por habitante adequado, mas inadequadamente distribuído pelo território com clara vantagem para as regiões urbanas.” Por outro lado, “o número de enfermeiros está claramente abaixo da média da OCDE”.

Especificamente sobre o acesso aos serviços de urgência, o Observatório alertou para os riscos dos “fenómenos sazonais, associados às previsíveis vagas de calor e picos de gripe”, em que há um “aparente excesso de procura e/ou incapacidade de resposta dos serviços”.

E, com a emigração da população, o organismo apontava ainda para a alteração do paradigma epidemiológico e demográfico do país, que fazia com que o perfil dos serviços de tivessem “características inadequadas”.

O Observatório recomendava assim a revisão do modelo de contratação e de gestão dos recursos humanos nos serviços de urgências, além da previsão antecipada dos recursos materiais e humanos nos períodos de maior afluência aos serviços de urgência.  

* Na saúde e na educação não se pode poupar, não poupar não é esbanjar.

apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.p

Câmara de Faro compra prédio para as atividades culturais na Bordeira


Bordeira_FaroA Câmara de Faro acaba de aprovar, na sua reunião semanal, a aquisição de um prédio misto em Bordeira, pelo valor total de 130.000 euros, situado na Rua José Ferreiro Pai, em Bordeira, freguesia de Santa Bárbara de Nexe.
Segundo a autarquia, o imóvel destina-se a acolher as atividades culturais e recreativas levadas a cabo naquela localidade da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, «em particular as que dizem respeito à Sociedade Recreativa Bordeirense, agremiação de enorme dinâmica no concelho e grande embaixadora das artes e tradições culturais farenses um pouco por todo o país».
A sociedade foi fundada em 1936 e as suas marchas populares criadas em 1962. Autora de celebradas participações em vários eventos de nomeada, conta, em média, com cerca de 20 atuações anuais.
A mais marcante de todas foi a realizada no dia 12 de Junho de 2015, nas Festas de Lisboa, na qualidade de formação convidada, tendo colhido o aplauso unânime.
O grupo é atualmente composto pela marcha infantil e pela marcha sénior, mas congrega diversas classes em diferentes disciplinas.
Esta aquisição junta-se aos apoios financeiros ao movimento associativo aprovados esta semana, no valor de mais de 250 mil euros e que se destinam a fomentar as atividades realizadas em 2015.
Com isto, a Câmara entende que «dá um sinal categórico de que, vencidas as maiores dificuldades de âmbito financeiro e legal, é possível prosseguir uma política de fomento do associativismo do concelho, fonte reconhecida de valiosos préstimos em prol da população farense».

Retificativo passou. No Orçamento de 2016 terá de ser esquerda a dar a mão


Depois do não de bloquistas e comunistas, António Costa viu PSD de Passos Coelho dar-lhe folga com a aprovação do Orçamento Retificativo

Direita apontou "falta de estabilidade" à esquerda. Que terá no horizonte OE que pode pôr em causa acordos de PS e parceiros
Diz que a geringonça é coisa mal feita e obra armada no ar. E ontem o governo socialista, o tal em que Paulo Portas viu a caranguejola, voltou a voar soprado por um partido improvável: o PSD de Passos Coelho - que tinha dito que não daria a mão a António Costa e fê-lo por duas vezes numa semana - absteve-se ontem, deixando passar o Orçamento retificativo.


O XXI Governo passou mais um teste (já tinha conseguido viabilizar a contribuição extraordinária de solidariedade com os votos do PSD e do CDS), mas a esquerda à esquerda do PS continua pouco disponível para assumir as despesas de ter chumbado o executivo de Passos e ter apoiado o governo socialista.

No horizonte imediato (mesmo que Costa já tenho superado as provas da sobretaxa, da reposição dos cortes e da CES) avista-se já o Orçamento do Estado para 2016 em que o primeiro-ministro terá de fazer voar a caranguejola sem percalços.

Depois há o plano de estabilidade a entregar em Bruxelas até abril, mas há também dossiês em aberto que podem fazer perigar as "posições conjuntas" assinadas pelo PS com os três partidos de esquerda (BE, PCP e PEV). Há o Novo Banco por resolver e o caso Banif já mostrou que bloquistas e comunistas estão pouco disponíveis para soluções que custem dinheiro aos contribuintes. Há a TAP e as concessões de transportes. Há o défice e há a reestruturação da dívida. E há...
Dúvidas no Orçamento

Para o Orçamento, o BE prometeu encontrar uma "solução estável, duradoura e credível", apesar de Catarina Martins ter repetido que não passava "cheques em branco" para esse Orçamento. E o PCP disponibilizou-se para "avaliar sem reservas mentais os conteúdos do próximo Orçamento", mas Jerónimo de Sousa avisou que este terá de contemplar "medidas urgentes que deixam tantos portugueses - trabalhadores, reformados, pensionistas - na expectativa".
Se tudo não mudou, também tudo não permanece igual. Ontem, no Parlamento, no debate do Orçamento retificativo, o PCP (e também o BE) retificou os seus argumentos: onde antes se lia acusações à "política de direita do PS, PSD e CDS", o deputado Miguel Tiago recordou que foram sociais-democratas e centristas que, "com as suas opções, limitaram duramente as de quem viesse a seguir", quase ilibando os socialistas. Afinal, justificou, "o voto contra do PCP é um voto contra a política que salva bancos enquanto sacrifica pessoas". Na sua declaração de voto, os comunistas insistem que esse voto contra "é a manifestação de profundo desacordo com as opções que o Governo PSD/CDS e o Banco de Portugal assumiram".
"Desapareceu a maioria"

À direita, João Almeida (CDS) preferiu sublinhar a falta apoio do BE, do PCP e do PEV à proposta do Governo. "Ao primeiro problema, desapareceu a maioria. Era suposto ser estável, coerente, não se coloca neste caso a questão de dever ser durável porque não há tempo suficiente para poder avaliar essa premissa", começou por atirar.

"O senhor primeiro-ministro fica a saber que os seus sócios estarão em todas as fotografias das boas notícias, ainda que exijam que sejam fotografias diferentes, mas nunca estarão disponíveis para resolver os problemas graves do país. Isto é exatamente o contrário do que todos vós disseram ao país há menos de um mês", atacou.

Também o líder do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, questionaria a bancada socialista e António Costa. "Ao PS e ao primeiro-ministro tem de ser perguntar: onde está a estabilidade governativa prometida?"
Do Governo não se ouviu Costa e, entre os socialistas, João Galamba lembrou que, ontem, nestas matérias sociais-democratas e centristas votaram separados. "O que ficou aqui claro hoje não é que o PS não tem apoio da esquerda, é que se os senhores estivessem no Governo e quisessem resolver este problema não teriam o apoio do CDS." A frase foi recebida com risos mas também transpareceu incómodo.

À esquerda, permanecem muitas pontas soltas, mas é uma quadratura do círculo a que António Costa parece habituado. O líder socialista foi ministro dos Assuntos Parlamentares no único governo sem maioria que terminou a legislatura, o primeiro de António Guterres (1995-1999); Costa chegou à Câmara de Lisboa, em 2007, com apenas 29,9%, número que fez subir para 44,01%, já com o apoio dos movimentos de Helena Roseta e de José Sá Fernandes, que tinham sido seus adversários, e que culminaram nos 50,91% de 2013.

O hábil negociador que é Costa, como reconhecem também adversários, pode soçobrar perante as exigências de Bruxelas, com metas orçamentais de que BE e PCP desconfiam muito, e que podem esvaziar o ar do XXI Governo. A não ser que Costa dê novo significado à geringonça: de que é coisa que funciona.

AGORA NÃO VALE A PENA APURAR RESPONSABILIDADES !


Hoje na “Antena Um a jornalista Helena Garrido ” dizia lampeira que agora não vale a pena apurar responsabilidades sobre o Banif , que é como quem diz a ementa para este Natal é comer e calar , melhor dizendo pagar e não bufar….
As técnicas da diluição das responsabilidades são conhecidas : ” São todos iguais “, “É um caso de polícia ” ou” Faça -se o inquérito… parlamentar ” sacudindo a pressão do momento e confiando na morosidade  dos inquéritos , da justiça , de modo a que o assunto deixe de ser notícia central .
 Depois quando se volta ao assunto vêm com a lenga lenga de que só se fala no caso BANIF….como se não tivesse havido um terramoto financeiro que vamos pagar com língua de palmo.
O Passos aldrabão Coelho também disse que o Banif não pode ser arma de arremesso…
Mentem , protegem-se uns aos outros e ainda votam contra a solução do governo, não por que defendessem outra, mas com o argumento de que o caso foi mal explicado como o fez o partido do ex- ministro dos submarinos…
Concluindo : sabem qual é a diferença entre  Relvas e  Coelho / Portas / Cavaco ?  
 Relvas mente pior !
Via: FOICEBOOK http://ift.tt/1QYyoWH

QUE DEMOCRATAS !


Continuam a insistir e a acreditar na mentira , essa sim é que se tornou tradição.
Na Antena um hoje Helena Garrido afirmava que este ano fica marcado por uma alteração de “regime”:o Partido vencedor não era governo !
Qual é a mentira ?
Que as eleições legislativas se destinam a escolher o primeiro ministro !
Não é verdade 
As eleições legislativas destinam-se a apurar a vontade maioritária de um povo . Ponto final .
Constitucionalmente o Presidente da Republica nem sequer é obrigado a chamar a formar governo o partido mais votado . O que conta são as maiorias que se formam na Assembleia da Republica . Como aconteceu agora no nosso país porque a correlação de forças entre o PS e o PCP e o Bloco se alterou e como tem acontecido em vários países da união Europeia sempre chamada como exemplo quando lhes interessa.
Qual é o sofisma ? 
O sofisma é transformar as eleições num jogo de futebol ou numa corrida !
Quem venceu as eleições ?
O partido mais votado pode ser ultra minoritário se houver uma forte dispersão de votos . 
Então o partido mais votado dito vencedor deveria governar contra a vontade da maioria ?
Claro que não dirá qualquer cidadão .
Mas ao introduzir se a ideia do vencedor ,o cidadão comum não entende que o vencedor não fique com a “taça “
Um pouco mais de cultura democrática e constitucional não faria mal a muitos fazedores de opinião …!

Via: FOICEBOOK http://ift.tt/1NNGPjg

desastre


O homícidio do senhor Jesus



Acossado pelo espírito da homília dominical, arraigado do mais puro espírito cristão, imbuído do verdadeiro espírito natalício, o senhor Jesus saiu da igreja determinado a seguir à risca a palavra do Senhor. Coisas bíblicas como o “se tem duas túnicas…”, “um camelo passar pelo buraco duma agulha…”, “não se pode servir a Deus e ao dinheiro…” e, sobretudo, aquela do Menino ter nascido numa manjedoura, há muito tempo que atormentavam o homem e aquele domingo de dezembro apresentou-se-lhe como o dia da Revelação do Céu.

O senhor Jesus herdara e mantera toda a vida a criação de gado do seu pai lavrador, abastado suficientemente para não deixar o filho solteiro.

Quando chegou a casa, por volta do meio dia, e disse à mulher que ia soltar as vacas, ela pensou que fosse do estábulo para a cerca. Nem lhe passou pela cabeça que fosse da cerca para fora!

Depois do almoço começaram a aparecer vozes à porta:
- Ó senhor Jesus, as suas vacas andam soltas por aí!...
- As minhas vacas são também vossas vacas, cuidem também vocês delas!

Toda a gente deu o senhor Jesus como louco ou possesso de espírito dos demónios, incluindo a mulher que pediu às pessoas que a ajudassem na recolha da manada. O senhor Jesus não foi com eles e dirigiu-se à exploração. Aí chegado e com a ajuda de Deus - no seu ponto de vista- com a ajuda do Diabo – no ponto de vista do próximo - destruiu todas as portas e cancelas que cativavam as suas cabeças.

Quando o povo e a esposa irada chegaram com as primeiras vacas, benzeram-se em nome de Deus, e a mulher rica viu-se obrigada a pedir à pobre gente para as distribuírem pelos seus pequenos currais já que ali não já não existiam condições para guardá-las.

Contente por ter levado a sua avante o senhor Jesus correu para abraçar a mulher que, como resposta, o ameaçou de morte correndo atrás dele com uma forquilha em direção à vacaria.
Assustado, o homem escondeu-se no meio da palha duma manjedoura e, enquanto ela gritava de raiva em busca dele, pensava:
- Já que carreguei toda a vida indignamente o nome Dele, que nasci em berço de ouro, que vivi que nem um padre, que morra ao menos nas condições em que Ele nasceu!

E assim foi, trespassado pelos dentes da forquilha, ali morreu na manjedoura, confortado pelos remorsos da companheira de toda a vida que, caida em si, se fez de imediato arrependida.

A verdade histórica deveria revelar que a vaca faz parte dos presépios por esta história e não pelos acontecimentos narrados pelo evangelista, se iam de burro e foi numa estrebaria o que raio é que estava lá a fazer uma vaca!?...

- Não! Não é mau gosto! Quem assassina merece todos os nomes! Já é, é tempo da Igreja tomar uma posição e mandar retirar a vaca dos presépios.