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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Hoje é o dia mais curto do ano, amanhã o solstício de inverno

Hoje é o dia mais curto do ano, amanhã o solstício de inverno
Por esta altura do ano as noites são maiores do que os dias e hoje é mesmo o dia mais pequeno do ano, este ano. Aconchegue-se esta noite, porque amanhã começa o inverno.


Quanto PERDEMOS com o BANIF?

Carlos Paz


Hoje, quase todos os Jornais tentam adivinhar quanto nos vai CUSTAR, a TODOS nós, a solução do problema BANIF.
Confesso que já não me interessa conhecer o número em euros. É-me indiferente. Perdemos MUITO mais do que isso.
Acima de tudo, perdemos a DIGNIDADE de um Povo que deixa IMPUNES os responsáveis!
Tudo o que, esta manhã se sabe, sobre o tema:

1) O problema ocorreu por, mais uma, INCOMPETÊNCIA do Banco de Portugal;

2) O problema estava perfeitamente IDENTIFICADO em Março de 2014 e a solução desenhada há UM ano atrás;

3) A anterior Ministra das Finanças, Maria Luis Albuquerque, em conivência com o anterior Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, decidiu ESCONDER o problema para DEPOIS das Eleições;

4) O Governador do Banco de Portugal foi RECONDUZIDO no cargo, não para continuar o processo de venda do BES (como foi anunciado), que não aconteceu, mas sim para ser CONIVENTE no ENCOBRIMENTO de mais este CRIME;

5) A Administração do Banco (TODOS os seus elementos) foi mantida em funções, NOVE meses de Ordenados e Benefícios ABSURDOS, em troca da ajuda ao ENCOBRIMENTO do CRIME.

Agora, foi preciso, em DOIS dias, inventar uma solução apressada, quando se houvesse um mínimo de coragem, honra e dignidade em algum, qualquer um, dos membros do anterior Governo, da Administração do Banco de Portugal ou da Administração do BANIF, teria havido 12 (DOZE) meses para resolver o problema.

O tema de debate de toda a semana vai ser: “quanto custa o BANIF aos contribuintes?" (nós TODOS). Repito: É-me indiferente! Perdemos MUITO mais do que isso.

Acima de tudo, perdemos a DIGNIDADE de um Povo que deixa IMPUNES os responsáveis!

E, pelo menos a dois deles (Carlos Costa e Maria Luis Albuquerque) vamos continuar a PAGAR os Ordenados e Benefícios para o resto da vida.

Quando ACABARÁ este pesadelo?

TIREM-ME DAQUI !!!!!


Verdes Anos_Cantar Paredes_Mariana Abrunheiro, Pedro Carneiro e Ruben Al...





VÍDEO

Teaser_Em memória de uma camponesa assassinada





VÍDEO

A pintura de Soledad Fernández.































VÍDEO

UM BREVE CONTO DE NATAL - António era um bife. Mal passado, passava mal.

CONTOS & CRÓNICAS – UM BREVE CONTO DE NATAL -por Marcos Cruz

by carlosloures

Com  os meus votos de festas felizes para todos.
António era um bife. Mal passado, passava mal. Mas tinha a resistência suficiente para lutar contra os que o queriam passar bem, pois sabia que “uma vez bem passado, bem passado para sempre”. Passava mal no presente, mais precisamente, já que o seu passado fora até bem passado, ou, como todos os passados, bem e mal passado. 
Em parte, era com isso que ele se passava: se, por um lado, “uma vez bem passado, bem passado para sempre” e, por outro, o seu passado havia sido bem e mal passado, ou seja, em parte, bem passado, porque não estaria ele bem passado no presente? Talvez, sem o ter presente, estivesse. Mas então por que razão passava mal? 
Era uma problema pesado, difícil de ultrapassar, e por isso António pediu ajuda. Foi ter com um bife que, por haver passado muito e (aparentemente) passar bem sem estar bem passado, talvez o pudesse fazer passar melhor no futuro, passando-lhe uma receita, ou algo assim, que o dispensasse de ser bem passado para deixar de passar mal. Era o melhor presente possível e, à beirinha do Natal, António passava o tempo todo, incluindo todo o tempo passado com o outro bife, a pedi-lo. 
Porém, passado pouco tempo, e vendo que António o havia passado mal a ansiar pelo momento de o passar a passar bem sem estar bem passado, o outro bife explicou-lhe que esse não era pedido que ele pudesse fazer a não ser a si próprio, pois nem ele, o outro bife, e muito menos o Pai Natal o poderiam satisfazer. 
Completamente passado, aqui já não interessa se bem se mal, António deixou o outro bife com um cortante “passar bem” e foi para casa pensar que passaria a mais desconsolada consoada da sua mal passada existência. 
Só, e descompassado com a ideia de que mais vale só que mal acompanhado, jantou um bife bem passado e passou o resto da noite a dormir, passando a linha do Natal sem se aperceber. Ao acordar, olhou para a árvore luzente que, apesar de tudo, havia comprado e percebeu que alguma coisa se tinha passado, pois no lugar do passado estava lá um presente. Entusiasmado, correu a abri-lo. 
Era uma bifana. Dormia como um anjo por nascer, mas já se constatava que era uma bela bifana, daquelas que fazem qualquer bife, mesmo o mais indefinidamente passado, como António, ultrapassar-se. A incredulidade guiou-o, qual sonâmbulo, até à casa de banho, onde passou água pelos olhos. Foi então que, confrontado com o espelho, viu que não se via. O seu tempo, dizia-lhe a superfície das imagens avessas - e que ali estampava também a do Natal - tinha passado. António deixara de ser um bife para passar a ser nada, como acontece com todos os bifes. 
E não lhe restava sequer o consolo de, enquanto nada, pensar que quando fora um bife o havia sido mal passado, já que passara à história com essa incerteza. Resignado, decidiu aprender com o passado e viver plenamente a espécie de segundo nascimento que lhe fora concedida. Outrora recém-nado, hoje recém-nada. 
Nesse preciso momento, a bifana acordou.


http://aviagemdosargonautas.net/



Espanha, e agora?







Alfonso Fernández Ortega, 24 anos, jovem trabalhador do bairro madrileno de Vallecas, foi preso a 14 de Novembro de 2012. No mesmo dia em que teve lugar uma greve geral em Portugal, Espanha, Grécia e Itália (parcial), numa acção conjunta dos trabalhadores contra as medidas de agressão e austeridade.

No mesmo dia em que em Portugal polícias agrediam violentamente manifestantes e alguns ficaram desaparecidos várias horas depois de detidos (enquanto regressavam a suas casas), Alfonso, também conhecido como Alfon, era detido, juntamente com a sua namorada, ao saírem de casa para se juntarem a um piquete. A acusação? Explosivos na mochila. Problema: nunca foi provado que algum deles tivesse em posse quaisquer explosivos ou sequer resíduos nas suas roupas, corpos ou casas. Convém saber o que se passou de seguida. Porque, afinal, o estado espanhol não é assim tão longe e não está tão distante em termos ideológicos ou legislativos do estado português (como, aliás, foram exemplo as detenções em Lisboa nesse mesmo dia).

Alfon e a sua namorada estiveram a ser interrogados de duas em duas horas por pessoas encapuzadas, sob constantes ameaças e tentando forçar confissões, não lhes tendo sido permitido (em total violação da lei) o contacto com família ou advogados durante, pelo menos, dois dias.

Alfon permaneceu encarcerado, a título de prisão preventiva, sob o pretexto de «alarme social» - figura inexistente no direito espanhol. Detido sob o regime FIES (Ficheros de Internos de Especial Seguimiento) – normas que determinam o tratamento de dados relativamente a pessoas detidas ou presas, designadamente o controlo total sob as comunicações e mesmo o impedimento destas com terceiros – Alfon ficou impedido de receber e enviar cartas e todos os seus contactos foram vigiados e monitorizados, incluindo as comunicações com o advogado e a família que, nos termos do direito nacional e internacional, são sigilosos.

Perante isto, as mobilizações populares de solidariedade multiplicaram-se: associações de bairro, movimento sindical, amigos e família, organizações sociais, partidos políticos, personalidades e milhares de pessoas exigiram a libertação de Alfon, o cumprimento da lei e a denúncia da corrupção policial e tentativa de incriminação através da falsificação de provas, prática corrente da polícia espanhola.

Durante os dois meses de detenção, até 9 de Janeiro, todos os amigos de Alfon passaram a ser também vigiados e em todas acções de solidariedade, quando a polícia aparecia, o confronto passou a ser latente dadas as contínuas provocações e instigação de tensões pelas forças policiais.
Em Junho de 2015 foi conhecida a sentença final: 4 anos de prisão, numa sucessão de audiências com várias contradições nos meios de prova (e sua obtenção), com a violação grosseira de direitos fundamentais (direito a comunicar sigilosamente com advogado e família, ameaças pessoais, acosso, vigilância de todas as comunicações, entre tantas outras), enfim, uma sentença injusta e, muito provavelmente, tão ilegal quanto infundamentada.

E agora, Espanha?
Talvez não seja despiciendo perguntar: e agora, Portugal?
A ley mordaza, que determina a proibição de manifestações junto dos órgãos de soberania, bem como a utilização de lenços ou máscaras para tapar as caras (curiosamente as forças policiais permanecem sempre sem identificação), determina ainda a fichagem de pessoas com actividades políticas e/ou sociais e a monitorização do seu activismo, numa perigosa afronta aos mais básicos direitos humanos, não está longe de algumas práticas em Portugal, que, a não serem devidamente combatidas, poderão tornar-se lei.

Aqui também existem detenções e identificações policiais aleatórias (como foi o exemplo de pessoas identificadas por entregarem um abaixo assinado com mais de 300 mil assinaturas na residência do então primeiro ministro Sócrates, as identificações de pessoas de nacionalidade diferente nos transportes públicos, a constante intervenção ilegal e de coacção sobre os piquetes de greve, a identificação de manifestantes, prática de vigilância constante, acosso, intimidação sobre os habitantes dos bairros periféricos, …), violência policial (como foi o caso da tortura na esquadra de Alfragide a 5 jovens do Bairro da Cova da Moura), fichagem de activistas (como são exemplo as normas técnicas do direito de reunião e manifestação que obrigam os polícias a registar todas as palavras de ordem, as faixas utilizadas, os «habitués» presentes e a identificação dos «responsáveis» pelas manifestações), julgamentos que roçam a ilegalidade e a perseguição política (como são os julgamentos por manifestações nas galerias do parlamento que em nenhum caso, até hoje, interromperam quaisquer trabalhos e que são, tão só, a manifestação do direito fundamental à liberdade de expressão), entre tantos outros exemplos que não terminam nem terminarão aqui.

A verdade é que na origem destes procedimentos intimidatórios e persecutórios está uma causa antiga e simples: a luta de classes.
Os perseguidos e vigiados não são os banqueiros, não são os grandes corruptores, não são os poderosos: são os trabalhadores e o povo, particularmente quando organizados nos seus sindicatos, nas suas associações, no seu partido de classe.
E muitos dos que lêem estas palavras provavelmente já passaram por um qualquer processo judicial, identificação policial, intimidação, ou qualquer outro exemplo da prática de dissuasão coerciva da luta e da transformação social.

O problema das liberdades democráticas que estão a ser progressivamente cerceadas sempre a pretexto de uma suposta segurança não é um problema óbvio ou simples de entender. Muito menos de debater. Mas as consequências práticas são visíveis e aterradoras: em nome da segurança, em Paris proibiram-se manifestações e foram presos activistas ambientais que se pronunciaram contra a cimeira que ali decorria. Na Dinamarca discute-se uma lei que permite o confisco de bens a refugiados para que paguem a sua «estadia». Na Hungria levantam-se muros de arame farpado e autoriza-se o assassinato de pessoas que procurem asilo. E as pessoas vão, «voluntariamente», cedendo as suas liberdades em nome de uma suposta segurança.

Voltando a Alfon, a imprensa portuguesa não escreveu uma linha. Nada se diz sobre os constantes abusos policiais no estado espanhol. Nada se lê sobre as torturas dos independentistas, nada se vê sobre as cargas policiais protegidas pela ley mordaza, nada se escreve sobre a mobilização popular no bairroGamonal em Burgos, nada se vê sobre a luta dos trabalhadores da Coca-Cola em Fuenlabrada (que quer despedir centenas de trabalhadores), sobre a luta dos bombeiros florestais, sobre a perseguição aos imigrantes africanos nas grandes cidades espanholas, etc. Lá, como cá, as lutas prosseguem e adensam-se e nada se vê na comunicação social.

O caso de Alfon é paradigmático na demonstração da deriva europeia de tentativa de criminalização (veja-se a ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia) de todas as organizações políticas ou populares progressistas e da criação de ficheiros individuais sobre as pessoas envolvidas no combate sindical, operário, popular ou social.

A Europa aproxima-se novamente de um perigoso estado-polícia que deu origem aos maiores horrores já vividos pela humanidade, enquanto os exemplos concretos, como o de Alfon, são escondidos.

Ontem, como hoje, continua a ser o poder financeiro a determinar as liberdades individuais e colectivas dos povos, quer através da manipulação política com a reciclagem sistémica de governos burgueses que perpetuam as políticas austeritárias e autoritárias.

Passam agora 6 meses sobre a prisão de Alfon, a 17 de Junho. Exigir a liberdade de Alfon é defender a liberdade de cada um de nós. A liberdade dos trabalhadores e das camadas populares, a liberdade de transformar a sociedade.

Que ninguém fique indiferente.

http://manifesto74.blogspot.pt/

FALECEU JOÃO SILVA - É com grande pesar e tristeza que comunicamos o falecimento, aos 99 anos de idade, de João Silva fotógrafo da CGTP-IN, durante 29 anos.


joao silva








É com grande pesar e tristeza que comunicamos o falecimento, aos 99 anos de idade, de João Silva fotógrafo da CGTP-IN, durante 29 anos.
João Silva foi um trabalhador e um lutador extraordinário.
Começou a trabalhar aos 12 anos como escriturário. Aos 17 entrou para os estúdios de cinema Tóbis onde, como operador de câmara, trabalhou com os principais realizadores portugueses das décadas de 30 e 40. Participou na Greve Geral de 18 de Janeiro de 1934, tendo sido preso e desterrado, durante 2 anos, para Angra do Heroísmo.
Tem no seu currículo a função de operador de câmara de dezenas de filmes, entre os quais, Canção de Lisboa, Aldeia da Roupa Branca, Pai Tirano e África, do Italiano Ettore Scola.
Em 1950, vai para Angola onde se dedica ao documentário. Quando regressa a Portugal, em 1979, vem para a CGTP-IN, onde trabalhou como fotografo até 2007.
A vida e a acção do João Silva fazem parte do valioso património histórico e de militância da CGTP-IN.
Informamos que o corpo do João Silva irá, amanhã, 22 de Dezembro, a partir das 17h30, para a Igreja de S. João de Deus, na Praça de Londres, em Lisboa.
Dia 23 de Dezembro, às 13h00, o corpo sairá para o cemitério dos Olivais, onde será cremado.
O Secretariado do Conselho Nacional da CGTP-IN
Via: CGTP-IN

CASA DE GILBERTO MADAIL ASSALTADA . Gilberto Madaíl fica sem barras de ouro


Gilberto Madaíl fica sem barras de ouro 

Assaltantes levaram barras de ouro, relógios, jóias e dinheiro e fugiram sem deixar rasto.



 http://www.cmjornal.xl.pt

TRES ANOS DE SOBRETAXA ROUBADOS E NINGUÉM VAI PARA A CADEIA !


 O prejuízo da resolução do caso BANIF vai custar aos contribuintes segundo as fontes oficiais :2,4 mil milhões de euros . Vai custar mais… 
Este valor corresponde a tres anos de sobretaxa que os portugueses andaram a pagar… 
O esconder a situação e o arrastamento da solução por parte do governo Coelho /Portas com o conluio do Banco de Portugal para fins eleitorais  foi um acto criminoso que devia ter consequências..
Quem ganhou com isto ?
O Santander que comprou a preço de saldo e que fica com os mercados das regiões autonomas e a clientela da diaspora e os accionitas e administradores do BANIF . 

Moral da história :

1) O BNIF é mais um caso a mostrar que os Portas , Coelhos , Cavacos , Maria Luis Albuquerques , Césares da Neves têm toda a razão : a gestão privada é muito mais efeciente do que a pública . Como se vê !

2) Fica mais uma vez claro que aqueles senhores também têm toda a razão quando afirmam que o Estado não tem vocação para ser gestor . Só tem vocação para ser gestor do Lixo Tóxico. Como se vê !

3) O Santander comprou o BANIF porque é um bom negócio e sabe que com os lucros que irá ter a recuperação do que investiu não tardará. Mas se é um bom negócio por que é que o Estado ou a Caixa não ficaram com ele defendendo a soberania nacional e o desenvolvimento futuro mesmo com custos a curto prazo ? Respondem-nos que o défice, que a zona euro não o permite … 
Então para que nos serve a zona euro ? Para fazermos de sobrinho pobre em casa de tia rica ?
Conclusões finais : O que é que ganharam os portugueses com a privatização da Banca ?
É com mais regulação que se resolve o problema da Banca ou com o controlo publico e com gestores que sirvam os interesses nacionais.?


Via: FOICEBOOK http://ift.tt/1TdiLtX

Partidos de esquerda recusam permitir tomada de posse de Rajoy


Líder do PP vai tentar formar “governo estável”, mas todos os outros grandes garantem que estarão na oposição. Podemos até gostava de voltar a ir a votos.
Rajoy diz que vai formar governo mas não tem apoios para o fazer 

O futuro imediato da política espanhola continua envolto em todas as dúvidas. Mas a acreditar no que dizem agora os líderes, nem o Partido Socialista nem o Podemos estão dispostos a abster-se para permitir a tomada de posse de Mariano Rajoy. Assim, o líder mais votado no domingo nunca conseguiria ser eleito à primeira, com a maioria absoluta no Congresso.
O problema é que também não seria fácil a Rajoy obter os votos para ser eleito com uma maioria simples – durante dois meses, pode haver votações sucessivas. Se o período se esgotar sem a eleição de um presidente do Governo o Parlamento terá de se dissolver e serão marcadas novas eleições.
Apesar das contas e declarações – os centristas do Cidadãos estão dispostos a abster-se em nome da governabilidade mas garantem que “serão oposição” , Rajoy diz-se tranquilo, já que “a maioria dos eleitores apoiou formações que partilham a defesa da ordem constitucional, a unidade, a soberania, o papel de Espanha no estrangeiro e a luta antiterrorista”. Espanha “não pode permitir-se um período de indefinição política” e cabe ao PP liderar a formação de um governo que seja “estável”.
Rajoy falou ao início da noite, depois da reunião da comissão executiva do PP onde enfrentou críticas pelos votos perdidos. O ex-primeiro-ministro, José María Aznar, defendeu que o próximo congresso dos conservadores, na Primavera, deve ser aberto. “Vou apresentar-me”, disse o chefe do Governo em funções.
Dirigentes do PP citados pelo El Mundo garantem que os conservadores vão iniciar de imediato contactos com todas as formações, incluindo o PSOE, para evitar uma nova ida às urnas. Ao mesmo tempo, a imprensa escreve que o PSOE terá de contar com a pressão das grandes empresas “Não decidi abrir negociações mas não aceitarei, por exemplo, que se rompa a soberania nacional”, disse Rajoy, referindo-se aos partidos que querem dar aos catalães o direito a votar sobre a permanência em Espanha.
“O PSOE actuará com prudência e responsabilidade, e é o PP que deve tentar formar governo”, afirmara horas antes o secretário da organização dos socialistas, César Luena, repetindo as palavras do líder, Pedro Sánchez, na noite eleitoral. O quer Sánchez deixou por dizer garantiu Luena: “O PSOE vai votar ‘não’ à investidura de Rajoy”.
As esquerdas
O mesmo assegura Pablo Iglesias, líder do Podemos, que na primeira vez que se apresentou numas legislativas, menos de dois anos depois de ter sido criado, se tornou na terceira força política, com 69 deputados no Congresso de 350 – o PP elegeu 123; o PSOE 90. “Não apoiaremos o PP nem activa nem passivamente”, disse o rosto do partido que nasceu do movimento 15M.
Iglesias enviou muitos recados a Sánchez, indicando as suas condições para uma hipotética e muito complexa coligação de esquerda. A mais difícil é o referendo catalão. “Parece que os senhores que mandam no PSOE não entendem que Espanha é um país plurinacional e diverso. Ou se entende isso ou está-se a entregar o governo a Mariano Rajoy e ao PP”, afirmou.
Questionado sobre um eventual acordo com nacionalistas ou partidos que defendem o direito a decidir (como o Podemos, que apelaria ‘não’ num voto sobre a independência), César Luena deixou claro que Sánchez não cederá: “Aos companheiros [preocupados] quero dizer que todos temos muito claro o artigo 2 da Constituição, que defende a unidade de Espanha”.
Face à discrição de Sánchez, é Iglesias que se tenta impor como líder de uma esquerda que tem mais votos que a direita (se juntarmos ao PSOE e ao Podemos a Esquerda Unida, que elegeu dois deputados; a Esquerda Republicana da Catalunha, com os seus nove; mais os dois dos bascos do Bildu) e se aproxima mas não chega à maioria de 176. Para isso teriam de entrar nestas contas um de dois partidos de direita ou centro-direita, o Partido Nacionalista Basco (seis deputados) ou o DiL (antiga Convergência do presidente catalão, Artur Mas, com oito).
Para estudar qualquer pacto, Iglesias, fortalecido por um resultado acima do esperado, exige uma reforma da Constituição que blinde os direitos sociais e estabeleça um mecanismo para os espanhóis poderem votar e demitir o primeiro-ministro a meio do mandato; uma nova lei eleitoral, mais proporcional; a garantia de uma justiça independente e um novo acordo entre Madrid e a Catalunha.

Incêndio de grandes proporções atinge Museu da Língua Portuguesa - Existe uma vítima mortal, um bombeiro que combatia o incendio


Museu em São Paulo, um dos mais visitados da América do Sul, ficou parcialmente destruído.


Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde desta segunda-feira o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que ficou parcialmente destruído depois de as chamas se terem propagado rapidamente e atingido os três andares do edifício.

Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde desta segunda-feira o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que ficou parcialmente destruído depois de as chamas se terem propagado rapidamente e atingido os três andares do edifício.
As autoridades desconhecem ainda a origem do incêndio, que foi combatido por várias corporações de bombeiros da cidade, e se há vítimas a registar. O museu estava fechado ao público, dado ser segunda-feira, dia em que os museus públicos no Brasil estão habitualmente fechados aos visitantes.
Vários jornais e televisões brasileiras mostraram imagens em directo do local, onde foi visível a violência das chamas, que atingiram dezenas de metros de altura.
Em declarações ao jornal brasileiro O Globo, o comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Marcos Palumbo, disse que o incêndio se propagou rapidamente até atingir a torre do museu, mas que a situação estava já controlada.
"As chamas se propagaram de forma muito rápida. Tivemos a notícia que o incêndio começou e se propagou rapidamente até pela estrutura de madeira, material plástico e borracha que compõem o museu", disse Palumbo.
Inaugurado em Março de 2006 no edifício da estação da Luz, uma das mais importantes estações ferroviárias de São Paulo, o museu conta através de vários suportes multimédia a história da língua portuguesa, africana e ameríndia até à chegada dos portugueses ao Brasil. Nos seus três primeiros anos de funcionamento foi visitado por 1,6 milhões de pessoas, tornando-se rapidamente num dos museus mais visitados da América do Sul.
Também em declarações ao Globo, a curadora do museu, Isa Ferraz, disse que o incêndio é "uma tragédia". "O museu é fruto de um trabalho de muitos anos de uma equipa multidisciplinar para criar algo completamente novo. O museu mudou paradigmas e virou referência internacional. Foi revolucionário não só pela tecnologia e formato mas pela maneira de encarar a língua portuguesa”.
A curadora garantiu, ainda assim, que o museu dispõe de arquivos de todo o conteúdo interactivo disponível. “Tudo isso pode ser recuperado. Vai ter de remontar os filmes. Temos muita coisa embackup", disse.







A ARTE DE OLGA EGUPETS

























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