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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

ESTÁ A ACABAR O REINADO DE 20 ANOS DO ZÉ DAS MEDALHAS





VAMOS VER SE O POVO NÃO SE ENGANA E VOLTA A 

ELEGER OUTRO IGUAL EMBORA ESTE FOSSE PARA O 

POLEIRO COM UMA ÍNFIMA PARTE DE VOTANTES.



CONFIAR EM FASCISTAS
ACREDITAR NO PAI NATAL
ACREDITAR NA INOCÊNCIA DE SÓCRATES, DE SALGADO, OLIVEIRA E COSTA, DIAS LOUREIRO, VARA , ISALTINO, NÃO ! .
ACREDITAR EM PASSOS COELHO, CAVACO, PORTAS E NAS HOMILIAS DOS CARDEAIS E FRANCISCANOS COMO PADRE MILÍCIAS NÃO É COMIGO.
DO CONTO DO VIGÁRIO FEITO PELA MAIOR PARTE DOS POLÍTICOS ESTOU EU PELA MEDULA, E DE MALÍCIAS EM NOME DOS DEUSES TAMBÉM JÁ ESTOU CHEIO.
A AUSTERIDADE, O SOFRIMENTO DIÁRIO DA POBREZA, O DESEMPREGO, NÃO ATINGE O CLERO NEM OS NOBRES AGIOTAS DA FINANÇA E SEUS LACAIOS
NADA FOI BOM PARA O POVO E NADA DO QUE POSSA ACONTECER DE BOM PARA O POVO PORTUGUÊS ADVÉM DESTA GENTE QUE ENUMERO.
QUEM SE QUISER AUTO ENGANAR NÃO TERÁ A MINHA CONCÓRDIA.
António Garrochinho

ESTA NOTÍCIA FEZ-ME RIR POR TRÊS RAZÕES ! A PRIMEIRA PORQUE LHE CHEGARAM AOS QUEIXOS, A SEGUNDA POR SER UM FAMILIAR, A TERCEIRA A MANEIRA COMO É ESCRITA

ENTÃO SE NÃO FOI POR MOTIVOS POLÍTICOS FOI PORQUÊ ?



Ministra "rouba" chefe de gabinete ao diretor da PSP



Constança Urbano de Sousa dispensou o oficial de ligação da PSP em funções e escolheu para o cargo Paulo de Almeida Pereira, com quem trabalhou em Bruxelas. 
 .
O oficial tinha sido nomeado, há pouco mais de um mês, para chefe de gabinete do diretor nacional da PSP, Luís Farinha. Mas não chegou a aquecer o lugar. A ministra da Administração Interna requereu a sua presença no gabinete, para ser o oficial de ligação da PSP. Foi afastado do posto o superintendente João Ribeiro, que estava no ministério da Administração Interna (MAI) desde 2013 e acompanhou todos os processos de negociações do anterior governo com os sindicatos da PSP.

O seu substituto, Paulo Jorge de Almeida Pereira, é superintendente e esteve quatro anos como oficial de ligação do MAI na Representação Permanente (REPER) de Portugal, junto da União Europeia, onde conheceu e trabalhou com Constança Urbano. É, por isso, conhecedor de todos os dossiers relacionados com assuntos de justiça e administração interna tratados a este nível.

É considerado um dos mais destacados e respeitados oficiais desta força de segurança, com muita experiência operacional (foi comandante de operações do Porto vários anos). Era o diretor do departamento de armas e explosivos quando o diretor o foi buscar para o seu gabinete.

DN

OS LE PEN


A moral espancada - Paulo Portas não merece nenhuma credibilidade e quando fala e diz não merece o mínimo respeito.

A moral espancada 

Paulo Portas não merece nenhuma credibilidade e quando fala e diz não merece o mínimo respeito.







Em magno conclave dos jotas do CDS, Paulo Portas apareceu e disse. 

Sem citar Thomas More, falou em utopia, execrando com veemência o significado oculto da palavra. Revelou, então, que nazismo e comunismo procediam desse sonho absurdo e criminoso. Afirmativa tola e indecorosa. 
Ou Portas não leu A Utopia, e fala barato (não é de estranhar) ou, se leu, deturpou, com indignidade intelectual, o significado do belíssimo livro. 

Confundir, em deliberado propósito, comunismo com nazismo, é uma estafeta muitas vezes corrida pelos alveitares de Direita. Sem outro efeito que não seja o de passarem por biltres ou por atrevidos ignorantes. 

Curioso o facto de o dr. Cavaco ter, vai em anos, confundido Thomas More com Thomas Mann, e também que Portas inimigo viral de Marcelo, ser, agora, seu apoiante virtuoso. Nesta mixurucada de carácter, lembremos que o chefe do CDS foi, quando director de O Independente, quem mais zurziu no dr. Cavaco, caindo, depois, calorosamente, no grato entusiasmo daquele a quem vituperara. 

Dizem por aí que a política não tem moral e desconhece a gratidão. Maquiavel estabeleceu o quadriculado de tal breviário, e, pelos vistos, tinha razão. Em Portugal assistimos a desavergonhados conluios e a surpreendentes, por inesperadas, reviravoltas. Leia-se os grandes historiadores e assistir-se-á, marcadamente desde o fim da Monarquia, ao cortejo de vira-casacas, assim chamados aos abjurantes, que rapidamente se adaptaram a novas épocas criadas com as novas particularidades políticas. 

Paulo Portas, sobre ser um finório, não merece nenhuma credibilidade. A última, à data, foi a do "irrevogável." E, quando fala e diz, não merece o mínimo respeito. Talvez seja simpático aos que apreciam aquele modo de ser e de viver; porém, os que se conduzem com um mínimo de seriedade, e exigem a seriedade como princípio e norma, ele é, apenas, um grotesco. O caso não é único; mas não deve nunca ser caso exemplar. Comportamentos daquela natureza são extremamente deletérios, havendo sempre a urgência e a necessidade de os combater com atrevimento. 

O facto de, um pouco por toda a Europa, aparecerem movimentos de contestação a esta rotação perigosíssima, assim como a ascensão de partidos e de clubes de extrema-direita, são indicações, as quais não podem ser ignoradas, de que algo vai muito mal por aqui e pela Europa.

http://www.cmjornal.xl.pt

VÃO SAIR AS NOTAS


As aulas do primeiro período no ensino básico e secundário acabaram hoje. Agora e antes de se entrar mais a fundo no espírito natalício, realizam-se as reuniões de avaliação e a generalidade dos alunos e famílias vai começar a dar atenção às notas.
Esta atenção é dirigida não só para as notas necessárias para a compra dos presentes de Natal, parece que serão revistas em alta, dizem, mas também às notas escolares dos filhos que igualmente influenciam a compra de presentes, as boas notas são muitas vezes compensadas com presentes mas, sobretudo, contribuem para comprar futuros.
Alguns miúdos e adolescentes esperarão com serenidade, apenas com a ponta de ansiedade criada pela expectativa de ver confirmado o bom andamento do primeiro período. Estes alunos receberão as felicitações da família pelo trabalho desenvolvido e, muito provavelmente, até verão essas felicitações e contentamento familiar sublinhados com o reforço dos presentes, merecem, trabalharam bem, toda a gente dirá.
Alguns outros miúdos esperam com a ansiedade da dúvida, será que o trabalho e a generosidade dos “setores” chegarão para a positiva, senão a tudo, pelo menos a quase tudo. É que os pais também tinham prometido “aquela” prenda se as notas fossem positivas, mesmo que não "boas", não esperam tanto.
Também existem alguns alunos que já nem a ansiedade pelas notas conseguem sentir, vão ser más, o que não estranharão e as famílias, algumas, também não. É hábito. Destes alunos, uns assumirão um discurso e uma pose de indiferença, precisam dessa pose e desse discurso para mascarar para fora o que o insucesso dói para dentro. Ninguém com saúde se satisfaz com o insucesso. As famílias não sabem que fazer e culpam a escola que as culpa a elas.
Alguns destes alunos receberão as más notas do primeiro período como uma espécie de “cheque pré-datado” passado pela escola, ou seja, estas serão também as notas do segundo e do terceiro período. Esta baixa expectativa é um forte contributo para que se cumpra o emitido no “cheque”, as más notas no futuro.
No entanto, não tem que ser, não é o destino e não estão condenados ao insucesso. Era bom ter consciência do processo e recusar esse fatalismo, apesar do ME ter vindo a estruturar um sistema que é pouco amigável para alunos e professores.
Existe ainda um grupo mais pequeno de alunos que, por razões que eu não consigo compreender, não têm notas, são especiais, dizem, pelo que sendo alunos e trabalhando nas escolas não vêem, como todos os outros colegas, traduzida numa nota a sua participação na vida escolar. Será porque estando lá não participam, ou será que, apesar de participar e não tendo o mesmo "rendimento" ou sendo avaliados da mesma forma que os seus colegas, se entende, erradamente, que não se "justifica" uma nota, curiosamente, em contextos escolares que se afirmam "inclusivos". Talvez tenhamos ainda que caminhar no sentido de melhorar culturas, modelos e dispositivos de avaliação que acomodem todos os alunos.
Enfim, como em quase tudo na nossa vida, as notas são, muitas vezes, determinantes.
Boas férias e Bom Natal.


 http://atentainquietude.blogspot.pt

CGTP-IN solidária com Polícia Florestal da Madeira


by INFOAbril


CGTP-IN está solidária e apoia a luta dos Trabalhadores do Corpo de Polícia Florestal da Região Autónoma da Madeira

A CGTP-IN expressa aos trabalhadores do Corpo de Polícia Florestal (CPF) da RAM o seu apoio e solidariedade para com a justa luta pela negociação do Estatuto da Carreira, instrumento fundamental, quer para garantir a dignificação e valorização profissional dos trabalhadores, quer para assegurar a necessária estabilidade funcional de uma estrutura tão essencial para o desenvolvimento das políticas regionais em matéria de fiscalização, protecção e conservação da zona florestal e para a manutenção do elevado valor patrimonial que este sector representa para a Região da Madeira.

Havendo a possibilidade de solucionar o conflito através de adaptação do Estatuto da Carreira dos Guardas Florestais do Continente, decorrente da negociação concluída com o Ministério da Administração Interna, é incompreensível que o Governo Regional recuse esta solução proposta pelo Sindicato, mantendo uma posição de intransigência, que representa a opção por manter a desvalorização da profissão, na senda do que já foi anteriormente concretizado com a extinção da categoria profissional e a não recolocação de trabalhadores a quem foi imposta a despromoção e, consequentemente, a desvalorização dos próprios trabalhadores.

Por tudo isto, a CGTP-IN reitera o seu apoio à luta destes trabalhadores, porque sendo uma luta justa pelos legítimos direitos e pela melhoria das condições de trabalho ela é, também e simultaneamente, uma luta que favorece o papel e a missão atribuída a este sector, de reconhecida importância para a valorização do património biogenésico e científico da Madeira, e com igual relevância para a economia da Região.
Via: CGTP-IN

Resolução do Conselho Nacional da CGTP-IN


17 de Dezembro de 2015 · por INFOAbril · in CGTP-IN
bandeiras
 
O Conselho Nacional da CGTP-IN reunido, dia 16 de Dezembro, aprovou a seguinte Resolução:

A luta dos trabalhadores e do povo deu um contributo inestimável para derrotar o Governo do PSD/CDS, travar a política de destruição dos direitos laborais e sociais e obrigar o Presidente da República a respeitar a vontade maioritariamente expressa pelo povo e representada pelos deputados que constituem a nova composição da Assembleia da República, decorrente das eleições legislativas de 4 de Outubro.
Neste novo quadro governativo, em que é necessário prosseguir e intensificar a acção e a luta para que seja concretizada a ruptura com a política de direita, seria um erro subestimar a influência, os apoios e os instrumentos de que o capital e os múltiplos interesses políticos, económicos e financeiros que lhe estão associados dispõem e que usam para não perderem as posições, os privilégios e os negócios que sucessivos governos lhes ofereceram, com particular evidência nos últimos anos em que o país, os trabalhadores e o povo estiveram submetidos às medidas recessivas que tiveram como consequência o agravamento da exploração, das desigualdades e do empobrecimento, levados a cabo pela política de direita.

O momento que vivemos impõe a participação activa e a luta dos trabalhadores e da população, para obterem respostas positivas às reivindicações e influenciarem o sentido das decisões e das medidas governativas, combatendo expectativas paralisantes que, no futuro, poderão traduzir-se em frustração se não se efectivar a mudança real de política que é exigida.
Tal como antes foi determinante a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras para derrotar o Governo do PSD/CDS, também hoje é tempo dos trabalhadores dos sectores público, privado e empresarial do Estado exigirem nos locais de trabalho a reposição do que lhes foi roubado. É tempo da Assembleia da República tomar decisões que respondam à devolução aos trabalhadores o que a legislação laboral retirou, bem como aos pensionistas e reformados aquilo que os cortes realizados nas suas pensões lhe retiraram.

É tempo de implementar medidas para o investimento, o crescimento económico e a criação de empregos; de acabar com a precariedade e devolver as condições de vida e de trabalho aos jovens, permitindo que concretizem os seus projectos de vida no nosso país; de devolver aos desempregados as prestações a que têm direito enquanto não lhes é assegurado o direito ao trabalho; de tirar as crianças da pobreza e devolver aos seus pais as condições necessárias para lhes assegurar uma vida digna.

O país precisa de mudar de política, uma política de Esquerda e Soberana que dignifique o trabalho, respeite os trabalhadores e valorize os direitos sociais e laborais, incluindo a contratação colectiva, que constituem um pilar essencial da Constituição de Abril e do próprio regime democrático. É tempo de travar a exploração e inverter as medidas que estão na origem do seu agravamento.

O país precisa de uma mudança de política que trave o empobrecimento, promova uma justa distribuição da riqueza através do aumento dos salários e das pensões de reforma, como elementos estruturantes da correcção dos desequilíbrios crescentes que existem na sociedade portuguesa. Este é o momento para romper com a política que asfixia o crescimento do país e apostar na produção nacional, na reversão das privatizações e na renegociação da dívida.

É o momento para concretizar uma política que assegure um sistema fiscal mais justo, que alivie os trabalhadores e as suas famílias da brutal carga de impostos a que têm sido sujeitos e que ponha o capital a pagar o que deve aos trabalhadores, aos pensionistas e à sociedade. Uma política que garanta o financiamento e o bom funcionamento da Escola Pública, a melhoria da qualidade e do acesso ao Serviço Nacional de Saúde, a defesa da Segurança Social pública, universal e solidária, e das restantes obrigações que, constitucionalmente, cabem ao Estado garantir.

A CGTP-IN, Central Sindical construída pelos trabalhadores portugueses, ao longo dos seus 45 anos esteve sempre na linha da frente da luta pela liberdade, a democracia, a valorização do trabalho e dos trabalhadores, a defesa e afirmação dos direitos e dos valores de Abril.

Este é um momento que nos convoca a todos, trabalhadores no activo e desempregados, reformados e pensionistas, jovens e outras camadas da população, para assumir o compromisso de prosseguir a luta pela concretização de uma política de Esquerda e Soberana, por um Portugal com Futuro.
Neste quadro, o Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido em 16 de Dezembro de 2015, reafirma os seguintes objectivos imediatos:

Intensificar a acção reivindicativa nos locais de trabalho, exigindo respostas para os problemas dos trabalhadores, nomeadamente: o desbloqueamento e cumprimento da contratação colectiva; o aumento geral dos salários e a melhoria das condições de trabalho; a defesa dos postos de trabalho e o combate à precariedade; a defesa dos direitos, a redução dos horários de trabalho e o combate à sua desregulação;

Reclamar a reposição de salários e direitos e medidas que concretizem as aspirações dos trabalhadores de mudança de política, designadamente: a revogação das normas gravosas da legislação laboral nos sectores público e privado; a revogação do regime da caducidade das convenções colectivas e a reintrodução do princípio do tratamento mais favorável; a devolução integral dos salários e das pensões, bem como a actualização do salário mínimo nacional; a reposição das 35 horas de trabalho, impondo-se a revogação da legislação que impõe as 40 horas na Administração Pública; a reposição dos feriados, férias e outros direitos roubados; a melhoria da protecção social aos trabalhadores e às famílias; a reversão das privatizações dos sectores e empresas fundamentais para o desenvolvimento do país; a valorização e defesa da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social pública, universal e solidária;

Exigir a concretização da mudança política de que o país precisa, de Esquerda e Soberana que, colocando os trabalhadores e o povo no centro de referência do desenvolvimento da economia, afirme os direitos, as conquistas, os valores e os ideais de Abril que a Constituição da República consagra.

O Conselho Nacional decide ainda:
Saudar os trabalhadores que, com grande determinação, têm enfrentado a ofensiva do patronato, realizando imensas lutas pelo aumento dos salários e melhoria das condições de trabalho, pela defesa dos postos de trabalho e contra as privatizações, pela defesa dos direitos e da contratação colectiva, saudando, em particular, os trabalhadores que, neste momento, estão a travar importantes lutas, nomeadamente na Petrogal, pela defesa dos direitos e da contratação colectiva; na Unicer, contra o despedimento colectivo de 140 trabalhadores; na Vigilância Privada, por aumento dos salários e melhoria das condições de trabalho; nas empresas do sector ferroviário, pela defesa do transporte público, contra as privatizações; nas OGMA, pelo aumento dos salários que estão congelados há mais de três anos; na Soares da Costa, contra um despedimento colectivo; na BA-vidros, pelas 35 horas semanais, a reposição dos dias de compensação que foram retirados e cumprimento dos direitos contratuais; na nos sectores da Logística da SONAE (Maia e Azambuja), pelo aumento dos salários, a valorização das categorias profissionais e melhoria das condições de trabalho; na Jado Ibéria, pelo aumento dos salários, melhores condições de trabalho e contra a repressão, nomeadamente o arquivamento de processos disciplinares a dirigentes sindicais; na Auto-estradas do Norte e Litoral contra os despedimentos colectivos, defesa da contratação colectiva e o aumento dos salários; no sector da comunicação social, particularmente nos jornais “Sol” e “i”, contra os despedimentos colectivos; no Hotel Sheraton, contra os despedimentos de duas trabalhadoras; os docentes do ensino artístico especializado, pelo pagamento dos salários que estão em atraso há vários meses.

Exortar os Sindicatos e toda a estrutura do Movimento Sindical Unitário a intensificarem as acções de organização, divulgação e mobilização para o XIII Congresso da CGTP-IN, a realizar em 26 e 27 de Fevereiro, em Almada. No âmbito da preparação do Congresso, deverá ser assegurada uma ampla participação e discussão com os trabalhadores, assim como a tomada de medidas para o reforço da Acção Sindical Integrada, articulando uma forte dinamização da acção reivindicativa nas empresas, com o aumento da sindicalização e o fortalecimento e alargamento da organização sindical de base em mais empresas e locais de trabalho.


Definir, desde já, como objectivos importantes, de acção sindical, a preparação e organização das seguintes iniciativas sindicais: Dia Internacional da Mulher, em 8 de Março; Dia Nacional da Juventude, em 28 de Março; comemorações do 40º Aniversário da C.R.P., em 2 de Abril; comemorações do 42º Aniversário do 25 de Abril e do 126º Aniversário do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador.
Saudar as comemorações do 82º Aniversário da Revolta da Marinha Grande, em 18 de Janeiro de 1934, marco importante da abnegada e combativa luta dos trabalhadores portugueses, contra a ditadura e a exploração, por uma vida digna e uma sociedade justa.

Convocar o Plenário de Sindicatos da CGTP-IN para 14 de Janeiro de 2016, com vista a dar um novo impulso à acção sindical no local de trabalho e à luta reivindicativa para melhorar as condições de vida e de trabalho e contribuir para a mudança de política.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2015
O Conselho Nacional da CGTP-IN

O CAPITALISMO EM ACTIVIDADE

Selecção, tradução, notas e montagem por Júlio Marques Mota

O Capitalismo em actividade

Paul Craig Roberts, Capitalism At Work 

PaulCraigRoberts.org, 28 de Novembro de 2015

Zero Hedge relata-nos uma história intitulada ” Keep Talking Greece”” que apareceu pela primeira vez em The Times:

http://www.thetimes.co.uk/sto/news/world/europe/article 4624755.ece. e cujo título é bem ilustrativo: Greek students sell sex for food.

paul craig roberts - I

Segundo esta história, os padrões de vida do povo grego estão em queda livre o que foi forçado pela chanceler alemã Merkel e pelos bancos europeus, o que, por seu lado, terá forçado um enorme número de jovens mulheres gregas a caírem na prostituição..

O grande aumento de mulheres a oferecer serviços sexuais fez cair o preço deste serviço para 4 euros por hora. Isso equivale a USD $ 4,24, o valor que a austeridade imposta pelos banksters[1] levou a ser aplicado por hora de utilização do corpo de uma mulher, ou seja o suficiente apenas para uma tarte de queijo ou uma sanduíche. O preço de meia hora é de USD $ 2.12. Estas mulheres nem sequer ganham o salário mínimo.

Numa outra fonte, o Mail online, pode-se ler:

As adolescentes prostitutas que vendem sexo para pelo preço de uma sanduíche como resultado de uma recessão paralisante da Grécia que empurra os preços para o seu ponto mais baixo

Algumas mulheres na Grécia estão a vender-se sexualmente pelo preço de uma sanduíche.

paul craig roberts - II

O preço da sessão de sexo caiu de € 50 para apenas € 2 nalguns casos.

A prostituição é legal mas somente dez dos 525 bordéis gregos têm uma licença.

A crise que atravessa e paralisa a Grécia significa que há aí cada vez mais mulheres a vender o sexo com os preços em queda livre e a ficarem ao nível do custo de uma sanduíche.

Um novo relatório revela que há mais mulheres gregas do que mulheres da Europa Oriental a trabalharem como prostitutas na Grécia depois dos anos difíceis de austeridade.

‘Algumas mulheres fazem-no para poderem comprar uma tarte de queijo, ou um sanduíche que precisam de comer porque estão com fome,’ diz o autor do relatório, professor de Sociologia, Gregory Lazos, da Universidade de Panteion em Atenas.

Veja-se entre outros:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3337243/Teenage-prostitutes-selling-sex-price-sandwich-Greece-s-crippling-recession-pushes-prices-time-low.html#ixzz3t70zJVXa

Quando se lê uma história como esta, espera-se que seja a  fazer uma paródia ou uma caricatura. Embora o Times de Londres tenha tido um longo caminho de queda ainda não é o tipo de jornal que pode ser comprado à saída nas caixas dos supermercados .

A história ganha credibilidade quando nos websites nos EUA são as estudantes universitárias que fazem publicidade sobre a sua disponibilidade em serem amantes de homens que tenham os meios financeiros para as ajudar nas suas despesas. A partir de várias reportagens, ser amante parece ser a principal profissão das estudantes do sexo feminino nas universidades de alto custo, como a NYU.

As meninas universitárias de Nova Iorque têm conseguido bem melhor que as mulheres gregas. A relação de amantes é monogâmica e pode ser de longa duração e amorosa. Os puritanos levantam o problema na disparidade de idades, mas a disparidade das idades era uma característica dos casamentos da classe alta. As prostitutas têm um largo leque de parceiros sexuais, o que possivelmente acarreta a transmissão de doenças e possivelmente não recebem nada em troca, excepto dinheiro. Na Grécia, se o relatório é correcto, o pagamento é tão baixo que aí estas  mulheres não ganham o suficiente para viver, não ganham para comer para lá do almoço.

Isto é o capitalismo a funcionar. Nos EUA, a dureza e violência da situação resultam do facto de o custo das matrículas ter disparado, com 75% do orçamento universitário gasto na administração, ao invés de o ser no corpo docente ou na ajuda aos estudantes, e resulta também da falta de empregos disponíveis para os graduados e que lhes paguem o suficiente para servir os empréstimos estudantis. Por estes dias, o empregado do restaurante que o serve pode ser um professor universitário adjunto ou a tempo parcial, com a esperança de conseguir um emprego em tempo integral como actor. Como amantes, as meninas de NYU estão em melhor situação, ou sejam, ganham mais.

Na Grécia, a dureza da situação é imposta pelo exterior, pela União Europeia, a que Grécia tolamente aderiu como membro pleno, entregando a sua soberania às Instituições Europeias [a Troika + MEE] recebendo em troca a imposição das politicas de austeridade. Os banksters e os seus agentes nos governos americano e alemão afirmam que o povo grego beneficiou de empréstimos e, que, portanto, são eles os  responsáveis pelo pagamento destes mesmos empréstimos. Mas os empréstimos não foram feitos para o povo grego. Foram empréstimos feitos a governos gregos corruptos que estavam a serem pagos com luvas atribuídas pelos credores para que eles aceitassem os empréstimos, e os rendimentos eram muitas vezes usados para compras apenas no país de onde vinha cada empréstimo. Por exemplo, aos governos gregos foram pagas luvas para que pedissem dinheiro emprestado aos bancos alemães ou a outros bancos estrangeiros — a fim de comprarem submarinos alemães. É através deste tipo de corrupção que a dívida grega cresceu.

A história contada pelos meios de comunicação financeiros e pelos economistas neoliberais que trabalham para os banksters é que o povo grego irresponsavelmente contraiu empréstimos e passou-o a seu belo prazer e para proveito próprio e tendo usufruído dos frutos dos empréstimos não quer agora pagá-los. Esta história é uma mentira. Mas a mentira visa garantir que as pessoas sejam pilhadas a fim de reparar os próprios erros dos bancos ao terem praticado uma política de crédito excessivo. Os bancos obtiveram os seus honorários, juros e encargos bancários, assim como também outros ganhos pagos pelos produtores dos submarinos. (Estou a utilizar produtores de submarinos como um genérico para as fileiras de bens e serviços em que os empréstimos foram gastos).

Na Grécia os empréstimos estão a ser pagos pelo dinheiro “poupado” através do corte das pensões gregas, da educação, dos serviços sociais e do emprego público, assim como com o dinheiro obtido com a venda de bens públicos tais como portos, o abastecimento de água ao nível das câmaras, l e as ilhas protegidas. As reduções nas pensões, na educação, nos serviços sociais e o desemprego drenam o dinheiro da economia, e a venda de activos públicos drena o dinheiro do orçamento de governo. Michael Hudson relata-nos esta história brilhantemente no seu novo livro Killing the Host.

O resultado são as dificuldades aumentadas à escala da Grécia e o resultado do aumento destas dificuldades é o facto de que as jovens mulheres gregas têm que se vender  [ e ao desbarato] para sobreviver.

Como já diziam justamente Marx, Engels, e Lenine.

De Zero Hedge citamos ainda :

Assim, segundo The Times e Gregory Lazos as mulheres gregas viveram felizes e eram elas que nestas matérias  eram então vistas como pequenas santas enquanto agora vendem e fazem sexo até nas ruas para terem finalmente algo para comer. Não dá sequer para uma pequena espetada grega. Esta custa entre 2,00 e 2,20 € e tem 23% de IVA por conter sal e especiarias. Uma pequena tarte de queijo pode ser comprado por € 1 – € 1,20. Portanto, há 1 € não gasto em comida  para cobrir as necessidades básicas e despesas extras…

Gregory Lazos considera ainda que antes da crise económica “não havia nenhuma tendência para a prostituição entre as mulheres gregas.” Ele ressaltou que “o fenómeno parece crescer a um ritmo constante e consistente.” Antes da crise a maioria das prostitutas eram mulheres da Europa de Leste.

Agora alguns gregos espantam-se agora  porque é que muitos  filmes gregos dos anos 50 os 60 e do inicio dos anos 70 caracterizavam as mulheres gregas como prostitutas sendo a mais famosa delas  Ilia (Melina Merkouri) no filme Never on Sunday. E alguns gregos da habitual classe média grega reconhecem todas as jovens filhas de gente fina que frequentavam os bares e os restaurantes nobres de determinados subúrbios de primeira classe de Atenas de antes da crise… Ops! São agora acompanhantes de luxo. – E porque são agora tantas, os bordéis esvaziaram-se e não renovaram suas licenças – apenas ironia !

PS: Pelo menos no sector do sexo a Grécia parece ter-se desenvolvido de tal forma que se tornou um país super competitivo e questiono-me como é que Lagarde do FMI comentaria este desenvolvimento e se ela aplaudiria  com ambas as suas mãos o crescimento que se verifica neste  sector.

paul craig roberts - III

Pode-se pensar que as pessoas se sentiriam em todo o lado do mundo como estando a ser insultadas por esta realidade. Mas à maioria daqueles que comentaram o texto de Zero Hedge nada mais fazem do que apresentar gracejos de grande brutalidade como por exemplo  “pensem sobre isto, os custos de Viagra são 4x o custo da bichinha, ” ou ainda “é mais rápido e melhor ir com a menina e depois levá-la a jantar.” Aqueles que representam os tão apregoados “valores ocidentais” não vêem nada que os possa fazer sentir insultados.

http://www.zerohedge.com/news/2015-11-28/meanwhile-greece-price-prostitute-drops-€4-hour

A percentagem de russos pró-Ocidente que olham para a liderança ocidental aproxima-se rapidamente de zero.

O que é que é mais importante? A dignidade das mulheres ou mais um milhar de milhões para os banksters?

 A civilização ocidental deu a resposta: mais um outro milhar de milhões para os banksters.

O texto de base desta peça de blog é o artigo de Paul Craig Roberts, Capitalism At Work. Texto disponivel em:

http://www.paulcraigroberts.org/2015/11/28/capitalism-at-work-paul-craig-roberts/

a que se juntaram peças de diferentes jornais e blogs que trataram este tema.

 

  http://aviagemdosargonautas.net

DOIS PINTORES, DOIS ESTILOS - ANSELM FEUERBACH e ANDREA APPIANI




Anselm Feuerbach!

Anselm_Feuerbach_007
Anselm Feuerbach (Speyer, Alemanha, 12 de setembro de 1829 – Veneza, Itália, 4 de janeiro de 1880)
Principal pintor néoclássico da escola alemã no século 19. Retratou figuras humanas baseado em artistas clássicos e nos renascentistas italianos, além de paisagens com temas mitológicos. 
Sua família se mudou para Friburgo em 1836 e de 1845 a 1848 foi aluno de Wilhelm von Schadow, Johann Wilhelm Schirmer, Alfred Rethel e Carl Friedrich Lessing, na Academia de Dusseldorf. Em 1846 fez sua primeira grande pintura. Em 1848 mudou-se para Munique, onde copiou os velhos mestres na Pinacoteca e trabalhou no estúdio de Karl Rahl. Em 1850, na Antuérpia, estudou com o pintor de temas históricos Gustaaf Wappers e de 1851 a 1855 esteve por diversas vezes em Paris, frequentando o estúdio de Thomas Couture. Mudou-se para Roma e lá permaneceu de 1856 até 1873. 
Seus retratos de Ana Risi, sua modelo e amante que ele conheceu em 1860, são considerados seus melhores trabalhos. Tornou-se professor na Academia de Viena de 1873 a 1876. Em 1879, decepcionado com a rejeição ao seu projeto para o teto do museu,  retorna à Itália. Completamente negligenciado por seus contemporâneos, solitário, faleceu em Veneza em consequência de um derrame cerebral, possivelmente causado pela sífilis. 
Suas obras encontram-se em galerias da Alemanha: Stuttgart tem Ifigênia; Karlsruhe, o Dante em Ravena, Munique, a Medéia e Berlim, O Concerto, seu último trabalho. Entre suas principais obras estão também A Batalha das Amazonas, Pietá, o Simpósio de Platão, Orfeu e Eurídice e Ariosto, no Parque de Ferrara.
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AFeuerbach-3
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Anselm_Feuerbach_1864
Anselm_Feurbach-9
Nanna Profil nach links (1861)_Web
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ANSELM-FEUERBACH-44
Nanna- feuerbach(1862)
Feuerbach_Anselm_Friedrich-Nanna
Feuerbach_Anselm (2)
Feuerbach_Ricordo_di_Tivoli
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https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ac/Feuerbach_Iphigenie1.jpg
https://i2.wp.com/cultura.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/anselm-feuerbach/anselm-feuerbach-6.jpg
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Nanna - Anselm Feuerbach - Painting Reproduction
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Andrea Appiani!
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Andrea Appiani foi um pintor e designer neoclássico italiano, nascido em Milão, 1754 e morto na mesma cidade, em 1817.
Pretendia seguir a profissão do pai, médico, porém, ao invés disso, entrou para a academia particular do pintor Carlo Maria Giudici (1723–1804). Ele recebeu aulas de desenho, cópia manual de esculturas e impressões. Estudou o pintor Rafael através das gravuras de Marcantonio Raimondi, bem como com o trabalho de Giulio, Anton Raphael Mengs, e através das impressões, as composições da Coluna de Trajano. Posteriormente ele entrou para a turma de pintura em afresco de Antonio de Giorgi, (1720–93), que era encarregado da galeria de arte Ambrosina, de Milão, onde teve contato com os estudos da arte de Rafael através do famoso painel deste pintor, Escola de Atenas e pelos trabalhos dos seguidores de Da Vinci, especialmente Bernardino Luini.
Tendo frequentado também o estúdio de Martin Knoller, ele aprofundou seus conhecimentos em pintura a óleo e estudou anatomia no Ospedale Maggiore, em Milão com o escultor Gaetano Monti (1750–1847). Em 1776, ele entrou para a Accademia di Belle Arti di Brera, para seguir seus estudos em pintura com Giuliano Traballesi, de quem recebeu título de mestre na técnica de afresco.


Andrea I Appiani
Andrea I Appiani
Andrea I Appiani
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 Andrea Appiani - Portrait of Prince Eugene de Beauharnais (1781-1824) Viceroy of Italy and Duke of Leuchtenberg
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Parnassus
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Andrea Appiani  - Allegory of the peace of Bratislava
Andrea Appiani  - The children of the painter
Andrea Appiani  - Portait of Hortense de Beauharnais, Queen of Holland
Andrea Appiani  - Portait of Napoleon Bonaparte
 Andrea Appiani - Madame Hamelin Detail
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Andrea Appiani - Ritratto di Ugo Foscolo
Andrea Appiani - Portrait de Claude Petiet et de ses deux fils en uniforme de l'armée impériale
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