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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

VÍDEO - TAIS QUAIS - Na Venda do Isaias






VÍDEO



VÍDEO - INTRODUÇÃO de Olha a Noiva se Vai Linda (não me deslargues) - TAIS QUAIS






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VÍDEO - VÊ LÁ O TEU VOTO NÃO ESTRAGUE\ A VIDA A MAIS PORTUGUESES









VÍDEO

Deputados ultranacionalistas jogam gás lacrimogêneo no parlamento de Kosovo


Eles protestam contra a normalização de relações com a 

Sérvia, de quem Kosovo se separou em 2008 e um acordo de 

demarcação com Montenegro


A oposição ultranacionalista jogou novamente nesta segunda-feira (14/12) – como faz regularmente há três meses – gás lacrimogêneo no Parlamento de Kosovo para atrapalhar o andamento das atividades da Casa Legislativa. Com o incidente, a votação do Orçamento de 2016 foi prejudicada.
Eles protestam contra a normalização de relações com a Sérvia, de quem Kosovo se separou em 2008. Os deputados ultranacionalistas exigem que sejam retirados os acordos alcançados com o país vizinho sobre o futuro estabelecimento de uma comunidade de municípios povoados por sérvios, o que daria mais competências a essa minoria. Eles também são contra um acordo de demarcação com Montenegro, por acharem que reduz o território kosovar.
Agência Efe

Deputados ultranacionalistas jogaram gás lacrimogêneo no Parlamento de Kosovo
Vários deputados foram detidos nas últimas semanas por lançarem gás lacrimogêneo dentro do parlamento.
A polícia anti-distúrbios reforçou sua presença em torno do parlamento, para onde foram acompanhar vários grupos alinhados à oposição, sem que tenha havido, ainda, protestos ou incidentes.

Kosovo, país maioritariamente povoado por albaneses étnicos, proclamou em 2008 sua independência da Sérvia, que este país ainda não reconhece.
(*) Com Efe
operamundi.uol.com.br



Para fugir da violência, mulheres entram para facções criminosas na América Central



‘Aos 12 anos aprendi a ser assassina, pensava que seria a melhor forma de me defender, de ser do lado forte e não do fraco’, conta uma integrante da Mara Salvatrucha, uma das facções mais temidas de El Salvador
O movimento das facções (ou bandos), que representa uma porcentagem importante da violência que assola Guatemala, El Salvador e Honduras (região conhecida como triângulo norte), ganha cores ainda mais complexas quando vista a presença das mulheres.
De acordo com um estudo feito pela UNICEF em 2011, as mulheres representam aproximadamente 20% dos integrantes de facções, apenas em Honduras. Esses grupos criminosos, que surgiram como um efeito colateral da guerra civil que manteve a região em cheque por uma década, também representam para muitos um refúgio do desamparo e da violência que determina as vidas de muitos jovens.
Para muitas mulheres, pertencer a uma facção significa refugiar-se da violência cotidiana e se fortalecer frente às agressões do meio onde vivem (muitas vezes cometida pelas próprias facções). El Salvador é o país mais perigoso para mulheres. Segundo o Observatório de Violência da ORMUSA (Organização de Mulheres Salvadorenhas Pela Paz), 2.521 mulheres foram assassinadas nos últimos seis anos, uma média de 420 por ano. E a estatística não baixa, graças a violência causada pelo tráfico de drogas na região.



homem se despede da esposa ao ser preso pela polícia anti-facções

O relatório da ONG Interpeace, “Violentas e violentadas”, destaca entre fatores que levam muitas jovens a entrar para facções são “pobreza extrema, violência sexual, maltrato infantil, a evasão escolar, o desemprego, fácil acesso à armas e drogas e, em todos os casos, crescer em torno da violência em bairros onde existem grupos criminosos”.
Já site especializado InSight Crime também analisou os problemas enfrentados por mulheres na região e destacou:
“A partir de 2012, El Salvador registrou a taxa de feminicídios mais alta do mundo. Segundo o ex-Ministro de Defesa do País, o aumento de feminicídios coincidiu com a crescente incorporação de mulheres pelas facções. Em Honduras, especialistas em questão de gênero informaram que em 2010, cada vez mais, namoradas e mães de criminosos eram assassinadas em atos de vingança”.
De queridas a bandidas: A participação das mulheres em resposta à violência
A pobreza, a violência estrutural e a marginalização têm sido motivos de peso no ingresso de homens e mulheres em facções. Ainda assim, a violência que sacode as mulheres está mais normalizada e fortalecida no meio e em suas estruturas. Entre outros motivos que levam mulheres a entrarem para o crime são relações abusivas, ter um companheiro que já faz parte de grupos criminosos ou para sentirem-se seguras diante das possíveis violações que podem sofrer nas ruas.
Em uma entrevista com La Vanguardia, Lucía Pérez, integrante da MS (Mara Salvatrucha) – uma das facções mais temidas de El Salvador – reconheceu em seu depoimento o contexto de violência e pobreza que cercou sua entrada no mundo dos bandos e como fez para ganhar respeito do grupo:
“Eu ganhei meu lugar dentro das filas. Era bruta e valente. Em geral, às mulheres toca fazer quase o mesmo que os homens: roubar, vender drogas, armas, organizar algum sequestro e assassinar, claro […] No bairro era parte da rotina, da forma de socializar, sobreviver. A mim, ninguém disse que seria bom ou ruim. Aos 12 anos aprendi a ser assassina, pensava que seria a melhor forma de me defender, de ser do lado forte e não do fraco”.
A história de Lucía mostra também como é difícil se separar de uma facção, não apenas pelos códigos internos que o impedem, mas pelo olhar fora delas:
[Eu] estava tatuada e [com] isso todo mundo sabe o que é e que pertence a uma facção criminosa. [Além disso] a polícia já havia me prendido várias vezes, com esse antecedentes ninguém te dá um trabalho. Um dia, vi que não teria fraldas para a minha segunda bebê, de apenas uma semana. Pedi dinheiro ao pai e ele me obrigou a acompanhá-lo em um assalto à casa de uma senhora e [ali] nos pegaram.
Em um depoimento publicado no blog de notícias e opinião Oriente al Día, um professor de uma escola secundária ofereceu seu ponto de vista sobre a interação entre os jovens e as facções e como essa permeia diferentes espaços. Em alguns casos, as meninas começam a namorar com membros e passam a ser conhecidas como “queridas”, em outras, elas se envolvem diretamente com o bando:
“O recrutamento de mulheres é primordial numa facção, já que elas ajudam a esconder a droga, recolher a renda e, inclusive, matar membros de grupos rivais […] As queridas são muitos mais perigosas que as próprias bandidas. Ninguém pode tocar ou vê-las. Elas têm que ser leais aos maridos para não perder o status dentro do grupo ou a vida”.
Iniciações e saídas de mulheres das facções
No começo, mulheres que quisessem se tornar integrantes de uma facção teriam de suportar ser violentadas por vários ou todos os membros de um grupo. Hoje em dia, muitas podem escolher entre o estupro e apanhar, como os homens. A maioria escolhe a segunda opção: para muitas delas, aguentar os golpes é também uma forma de impor respeito e demonstrar ser tão fortes quanto os homens, segundo o relatório da Interpeace.
Flickr/CC/markarinafotos

Universo das facções é predominantemente masculino


Sair de uma facção é algo que não se cogita, pois os membros seguem sendo parte do grupo até a morte. No depoimento recolhido por Andrés Martinez em Soitu.es, “Little One”, ex-criminosa, uma das mais conhecidas em El Salvador, conta como foi uma decisão sem volta:
“Entrar em uma facção marca para a vida toda, e nesse caso, ocupa de forma literal: um ‘18’ tatuado na cara a faz lembrar, todas as vezes que se vê no espelho, que ela tomou uma decisão sem volta […] Hoje isso se converteu em um castigo, porque ela não pode sair na rua. […] Se a polícia a vê, seguramente vão abordá-la. Se lhe passasse pela cabeça apagar a tatuagem, os ‘18’ poderiam se sentir ofendidos, entender como uma forma de rechaçar a facção, e isso se castiga”.
A estrutura de uma facção criminosa pode ser vista como uma réplica, mais violenta, do sistema machista fora delas. O documento Segundos no ar, da Universidad Simeón Cañas e do Instituto Universitario de Opinión Pública, afirma que a estrutura patriarcal dessas organizações faz eco ao “macro” da sociedade salvadorenha:
“É um grupo de homens, configurado por homens, pensado por homens e desenhado por homens, no qual as mulheres são minoria quantitativa e no qual não existem razões para crer […estão] todos os estereótipos, preconceitos, desequilíbrios e desigualdades entre homens e mulheres que prevalecem na sociedade patriarcal salvadorenha […]. De fato, o machismo de uma facção é uma réplica, em versão micro, do extenso patriarcado salvadorenho”.
Traduzido por Fernanda Canofre e publicado originalmente pelo Global Voices
operamundi.uol.com.br

Apuramento da dívida de Gaia descobre "maquilhagem" de contas do executivo anterior


| Economia

O presidente da Câmara de Gaia denunciou hoje que o executivo anterior enviou à Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL) contas "maquilhadas" e inferiores à realidade, num montante superior a 20 milhões de euros.

"Houve uma maquilhagem de números que vinha de trás. Foi retirado algum passivo, foi retirada a dívida às empresas municipais e foram retirados 2,4 milhões de euros do pagamento do Prohabita [programa de financiamento para acesso à habitação] à Gaiurb [empresa municipal]", relatou hoje o presidente da autarquia no final da reunião de câmara.
Esta "maquilhagem" de contas foi encontrada em resultado do apuramento de dívida pedido pela autarquia para poder realizar um empréstimo para saneamento financeiro a fim de pagar dívidas de tesouraria de 30 milhões de euros e processos judiciais.

Eduardo Vítor Rodrigues disse ter mandado "apurar dívidas de datas anteriores" e, nos resultados de setembro de 2015, foi encontrada uma diferença de 20 milhões de euros.
Já segundo os dados a 01 de janeiro de 2014, três meses depois da tomada de posse do novo executivo, foi apurado que "os serviços municipais comunicaram uma dívida total de 258.445.776 euros e não 297.636.378 euros como se apurou na presente análise", indica o próprio relatório.

A câmara irá agora enviar as novas informações à DGAL e "vai ser replantada a dívida com os valores exatos".
Com o saneamento financeiro, que o autarca acredita que não terá de ultrapassar os 40 milhões de euros, a câmara será obrigada a fazer "alguns ajustes" que podem passar, entre outros, por reavaliar contratações e pessoal.
"Num saneamento financeiro há um programa tipo `troika` em que o município se compromete a fazer ajustamentos", realçou Vítor Rodrigues.

Para além das dívidas de curto prazo, o empréstimo permitirá pagar indemnizações de processos judiciais como o da VL9 (via de ligação à Ponte do Infante, no Porto, também chamada de Avenida D. João II) de 14 milhões de euros.

O caso da VL9 remonta a 2009 quando uma sociedade cedeu à câmara terrenos para a construção da via sem nunca ter recebido as contrapartidas acordadas.

Depois de anos de disputa, o tribunal condenou em 30 de setembro a autarquia ao pagamento de nove milhões de euros mais juros de indemnização pelo incumprimento do contrato.
Vítor Rodrigues admitiu que a sociedade "tem razões para estar irada por anos de processos" e que "o processo é miserável", mas acrescentou que a câmara "não tem maneira de pagar que não seja por um saneamento financeiro" e que não pretende negociar "num modelo Dona Branca".
"Estou a cumprir o meu papel", garantiu o autarca que disse ainda ter enviado o processo para o DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) a fim de se perceber "se há algum indício de que alguém no passado tentou negociar a dívida", como alegou o proprietário na passada semana em entrevista ao JN.

O saneamento financeiro permitirá também à câmara chegar a um acordo com a empresa responsável pela construção da terceira fase do Parque da Cidade em 2008 e que nunca chegou a receber os 900 mil euros da obra, exigindo agora uma indemnização de 4,2 milhões de euros.
Agora que a dívida está apurada, a câmara terá de preparar um plano de saneamento financeiro a 14 anos, que irá à câmara no próximo dia 04 de janeiro e depois ser analisado pelo Tribunal de Contas.

Eduardo Vítor Rodrigues espera ter o valor na conta da autarquia até maio de 2016.

Frente Comum feliz com fim da colocação de funcionários "na prateleira"

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse, este fim de semana em entrevista à Antena 1, que o Governo vai colocar um ponto final no processo de requalificação dos funcionários públicos.




Agora, e depois de o ministro Vieira da Silva ter garantido que tal processo vai acabar, a Frente Comum relembra que “sempre se bateu contra este instrumento injusto e inaceitável”.
Em comunicado, a plataforma sindical que abrange os Sindicatos da Administração Pública congratula-se com a decisão do ministro, caracterizando a requalificação dos trabalhadores como uma medida que “visa colocar os trabalhadores da Administração Pública na ‘prateleira’, reduzir substancialmente o seu salário e, como objetivo final, proceder ao seu despedimento”.
Esta situação, sublinha a Frente Comum em nota enviada às redações, “configura uma violação da Constituição e do princípio da proibição de despedimentos sem justa causa, bem como uma violação dos direitos e dignidade dos trabalhadores”.
Em jeito de conclusão, a plataforma sindical garante que a “Administração Púbica não tem excesso de trabalhadores, mas antes défice”, defendendo que “é necessário reforçar os serviços com vista à prestação de um verdadeiro serviço público de qualidade para todos, reconstruindo o que PSD e CDS tentaram destruir ao longo dos seus mandatos”.


 http://www.noticiasaominuto.com

La Maza - Silvio Rodriguez (Subtitulado)









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ONTEM DOMINGO - TROMBA DE ÀGUA NA COSTA DA CAPARICA

Tromba de água na Costa da Caparica Vídeo viral terá sido captado este domingo. O mau tempo deste domingo trouxe chuva e vento um pouco por todo o País e até fenómenos mais extremos: uma tromba de água (um tornado no mar) ter-se-á formado na Costa da Caparica. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não confirma, para já, a veracidade do vídeo. No entanto, devido à aproximação de uma superfície frontal, "poderá ter havido condições favoráveis" à formação deste tipo de fenómenos, explicou ao CM Sandra Correia, meteorologista do IPMA.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/videos/detalhe/tromba_de_agua_na_costa_da_caparica.html?utm_campaign=Newsletter&utm_content=2742000464&utm_medium=email&utm_source=cm_boatarde_ativos



VÍDEO
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Tromba de água na Costa da Caparica Vídeo viral terá sido captado este domingo. O mau tempo deste domingo trouxe chuva e vento um pouco por todo o País e até fenómenos mais extremos: uma tromba de água (um tornado no mar) ter-se-á formado na Costa da Caparica. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) não confirma, para já, a veracidade do vídeo. No entanto, devido à aproximação de uma superfície frontal, "poderá ter havido condições favoráveis" à formação deste tipo de fenómenos, explicou ao CM Sandra Correia, meteorologista do IPMA.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/videos/detalhe/tromba_de_agua_na_costa_da_caparica.html?utm_campaign=Newsletter&utm_content=2742000464&utm_medium=email&utm_source=cm_boatarde_ativos

OS RISCOS DA RITALINIZAÇÃO DOS MIÚDOS. DE NOVO

imagem da net adicionada por António Garrochinho





De facto, segundo dados do Infarmed o recurso ao metilfenidato com os nomes correntes de Ritalina, Concerta ou Rubifen disparou em Portugal nos últimos anos, de 23 000 embalagens vendidas em 2004 passou-se para cerca de 276 029 embalagens vendidas em 2014, um crescimento assombroso e preocupante.
Face a este cenário e em diferentes intervenções públicas, especialistas como Mário Cordeiro, Gomes Pedro ou na peça de hoje do DN, Ana Vasconcelos, têm revelado sempre uma atitude cautelosa e prudente face esta hipermedicação ou sobrediagnóstico e alertado para os riscos destas práticas. Este tipo de discurso, cauteloso e prudente, que subscrevo, contrasta com a ligeireza, que não estranho, de Miguel Palha que referia há algum tempo no Público as “centenas” de crianças que na sua clínica solicitam “diariamente” o fármaco.
Retomo algumas notas de textos anteriores sobre estas questões, a forma como olhamos e intervimos face aos comportamentos que os miúdos mostram. De há uns tempos para cá uma boa parte dos miúdos e adolescentes ganhou uma espécie de prefixo na sua condição, o "dis", passam a "dismiúdos".
Se bem repararem a diversidade é enorme, ao correr da lembrança temos os meninos que são disléxicos em gama variada, disgráficos, discalcúlicos, disortográficos ou até distraídos.
Temos também as crianças e adolescentes que têm (dis)túrbios ou perturbações. Estes também são das mais diferenciadas naturezas, distúrbios do comportamento, distúrbio do desenvolvimento, distúrbios da atenção e concentração, distúrbios da memória, distúrbios da cognição, distúrbios emocionais, distúrbios da personalidade, distúrbios da actividade, distúrbios da comunicação, distúrbios da audição e da visão, distúrbios da aprendizagem ou distúrbios alimentares.
Como é evidente existem ainda os que só fazem (dis)parates e aqueles cujo ambiente de vida é completamente (dis)funcional ou se confrontam com as (dis)funcionalidades dem muitos contextos escolares, número de alunos por turma excessivo, currículos desajustados, falta de apoios, etc.
Pois é, há sempre um "dis" à espera de qualquer miúdo e senão, inventa-se, "ele tem que ter qualquer coisa".
De forma simplista costumo dizer que algumas destas crianças não têm perturbações do desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem, experimentam perturbações no envolvimento e sentem dificuldades na “ensinagem”.
Agora um pouco mais a sério, sabemos todos que existem um conjunto de problemas que podem afectar crianças e adolescentes, devem ser abordados, se necessário com medicação, evidentemente, mas, felizmente, não são tantos as situações como por vezes parece. Inquieta-me muito a ligeireza com que frequentemente são produzidos "diagnósticos" e rótulos que se colam aos miúdos, dos quais eles dificilmente se libertarão e que pela banalização da sua utilização se produza uma perigosa indiferença sobre o que se observa nos miúdos.
Inquieta-me ainda a ligeireza com que muitos miúdos aparecem medicados, chamo-lhes "ritalinizados", sem que os respectivos diagnósticos conhecidos pareçam suportar seguramente o recurso à medicação. Como mais uma vez se refere os riscos da sobreutilização ou uso sem justificação do metilfenidato e de outros fármacos tem riscos, uns já conhecidos, outros em investigação.
Esta matéria, avaliar e explicar o que se passa com os miúdos e adolescentes, exige um elevadíssimo padrão ético e deontológico além da óbvia competência técnica e científica.
Não se pode aligeirar, é "dis"masiado grave.


http://atentainquietude.blogspot.pt

GIFS ANIMADOS PARA QUE VOCÊ SE DIVIRTA




gifs animados
















Governo Passos/Portas escondeu relatório sobre os vistos gold - A ministra da Administração Interna do governo Passos/Portas; Anabela Rodrigues, escondeu relatório sobre os vistos gold, dizendo que estava em segredo de justiça.

A ministra da Administração Interna do governo Passos/Portas; Anabela Rodrigues, escondeu relatório sobre os vistos gold, dizendo que estava em segredo de justiça. A atual ministra da Justiça diz que o relatório não está em segredo de justiça, mas foi classificado como confidencial.
Miguel Macedo - Foto de Nuno André Ferreira/Lusa (arquivo)


Segundo o jornal Expresso, a organização Transparência e Integridade (TIAC) que é representante em Portugal da rede global anticorrupção Transparency International tenta há seis meses ter acesso a um relatório de uma auditoria sobre os vistos Gold que terminou em 2014.
De acordo com o jornal, esta associação considera que o relatório é essencial para o trabalho que está a realizar sobre sobre a avaliação ao regime especial de atribuição de autorizações de residência a investidores estrangeiros.
Este regime, que está no centro da chamada “Operação Labirinto” que deu origem a um processo-crime que envolve o ex-ministro da Administração Interna do governo do PSD-CDS, Miguel Macedo, acusado de prevaricação e tráfico de influências.
João Paulo Batalha, diretor-executivo da TIAC afirmou aquele jornal a sua “estupefação” pelo facto de Anabela Rodrigues, ex-ministra da Administração Interna ter recusado ceder uma cópia do documento alegando que está em “ segredo de Estado”.
Por esta razão, a associação fez uma queixa à Comissão de Acesso de Documentos Administrativos (CADA) que manifestou a sua “impotência” para contornar essa classificação tendo sugerido o recurso para a Entidade Reguladora e Fiscalizadora do Segredo de Estado (ERFSE), um orgão da Assembleia da República que apesar da sua criação estar prevista desde que a lei do segredo de Estado entrou em vigor, em 2014, ainda não foi criado.
Perante esta situação João Paulo Batalha confessou sentir-se num “ beco sem saída”.
O Expresso teve acesso à correspondência trocada entre o gabinete Anabela Rodrigues e a CADA e nesta a associação sublinhou, ante a recusa do governo de Passos Coelho em ceder o relatório, que “classificar um documento como segredo de Estado implica sempre justificá-lo de “modo fundamentado”, invocando razões concretas para essa classificação, porque a lei diz que o segredo só se pode aplicar a “documentos que contenham informações cujo conhecimento seja avaliado como podendo pôr em risco ou causar dano à segurança interna e externa do Estado”.
O jornal dá ainda conta que na última resposta que deu à CADA, o gabinete da ex-ministra da Adminstração Interna defendeu que a própria justificação dessa classificação tem de ser apenas do conhecimento da EFSE, ou seja, o organismo que não existe.

Para apurar qual o ponto da situação, o Expresso contactou o gabinete de Constança Urbano de Sousa, actual ministra da Administração Interna e obteve a informação que do “expediente existente no Ministério não decorre que esse relatório tenha sido classificado como segredo de Estado, mas sim como confidencial, com a justificação da necessidade de salvaguarda de questões de segurança”.
Se se confirmar que o relatório tem o estatuto de confidencial, tal significa que passaria a estar acessível porquanto não basta um simples carimbo de classificação para que um documento fique com acesso restrito.

As contradições em torno deste caso avolumam-se ainda mais se se tiver em conta que o gabinete da ex-ministra do governo PSD/CDS forneceu o relatório na sua totalidade ao Ministério Público, no âmbito da “Operação Furacão” sendo que a defesa de Manuel Palos, ex-diretor do SEF e também arguido no processo, obteve o documento por via judicial.

E o mistério adensa-se quando, revela ainda o Expresso, o advogado João Medeiros quis os apensos do documento e o Ministério Público disse-lhe que os teria de pedir à ministra.
Surpreendido, o advogado escreveu à EFSE mas porque esta (ainda) não existe, o secretário-geral da Assembleia da República sugeriu-lhe que fizesse um apelo ao então primeiro-ministro, Passos Coelho.

E assim, o advogado enviou uma carta ao chefe do executivo no dia 1 de Outubro, nunca tendo obtido qualquer resposta.


http://www.esquerda.net

Sarkozy, BHL y la OTAN son responsables de los ataques terroristas en Túnez y Malí



El martes 24 de noviembre de 2015 un ataque terrorista, el tercero de este tipo reivindicado por el Estado Islámico, reventó un autobús de la guardia presidencial causando 12 muertos en Túnez. 24 horas después del ataque kamikaze el Gobierno tunecino decidió cerrar su frontera con Libia.
Según el presidente Béji Caïd Essebsi las cosas están claras: los autores de la barbarie, sea cual sea su nacionalidad, proceden de Libia, donde tras el asesinato de Gadafi hay miles de combatientes entrenados y equipados para sembrar la muerte por todo el norte de África y más allá. Cuando vivía Gadafi nadie podía aventurarse a instalar una base de entrenamiento de la yihad en ese Eldorado especialmente seguro y vigilado, tanto de día como de noche, por uno de los ejércitos mejor equipados del continente. Por lo tanto son los asesinos de Gadafi, de hecho, los responsables del auge de la yihad que asola el norte de África.
 
Como todas las guerras la de Libia se vendió a los pueblos como una guerra de liberación, una guerra «justa». Había que ayudar a los libios a desembarazarse de la dictadura de Gadafi, nos dijeron. El francés Bernard-Henri Levy posó con un rebelde en Bengasi para vender a los libios un futuro mejor. Nicolás Sarkozy, entonces presidente de Francia, subió a la palestra para decir que simplemente la paz en el mundo pasaba por la neutralización de Gadafi, presentado como la encarnación del diablo en la tierra. Los medios de comunicación de todo el mundo repitieron esa propaganda de guerra. Peor todavía, sin ninguna verificación los medios de comunicación contaron que Gadafi bombardeó a su población y que utilizó armas de guerra y otras bombas mortíferas contra un pueblo desarmado.
La ocasión hace al ladrón, un tal Ali Zeidan se autoproclamó portavoz de la Liga Libia de los Derechos Humanos. Para captar la atención del público Zeidan declaró que Gadafi había bombardeado a su pueblo causando 6.000 muertos. No existe ninguna prueba de esas acusaciones. Lo que no impidió que los medios difundieran ese balance mortal que solo estaba en la cabeza de Ali Zeidan.
Con el apoyo de cifras prefabricadas la Francia de Sarkozy instrumentalizó a la ONU con el fin de conseguir luz verde para matar a Gadafi. Así el 26 de febrero de 2011, a propuesta del ministro de Asuntos Exteriores de Francia Alain Juppé, el Consejo de Seguridad de la ONU votó la resolución 1973 que creaba una zona de exclusión aérea sobre Libia. Amparados por ese escudo jurídico los países de la OTAN dirigidos por la Francia de Sarkozy sometieron a Libia a un bombardeo intensivo y mataron a su presidente.
Rechazando todas las manos tendidas por Gadafi y la vía de la negociación propuesta por el gabonés Jean Ping (1), presidente de la Comisión de la unión Africana, la OTAN dominada por los imperialistas occidentales mató a Gadafi.
El asesinato de Gadafi trajo terrorismo, no el desarrollo prometido
Después de la guerra de la OTAN contra Libia el país más próspero de África se convirtió en un cementerio gigante. Una tierra de nadie donde se degüella a los seres humanos como a los corderos de la fiesta de la Tabaski (2). El país se ha convertido en una madriguera de yihadistas. Las escuelas y los hospitales están destruidos. Las personas no pueden ir a la escuela ni cuidar su salud de forma gratuita y masiva como en la época de Gadafi. Los grupos rebeldes rivales se enfrentan por el control de los pozos de petróleo. El Gobierno de Trípoli cuestiona la legalidad y la legitimidad del de Tobruk y viceversa.  
La economía del país está paralizada. En Libia el desarrollo ha cedido el puesto a la miseria. He aquí cómo una guerra neocolonial disfrazada de «guerra humanitaria» (3) ha destrozado las esperanzas de todo un pueblo. Y las consecuencias de esta guerra neocolonial van más lejos y nadie está seguro en ningún sitio.
Es evidente que todos los países vecinos de Libia (Túnez, Argelia, Níger, Chad y Sudán) caen progresivamente en la inseguridad. Cada uno de estos cinco países ya ha sido víctima, por lo menos una vez, de ataques terroristas. El país de Gadafi ocupa un lugar importante en la internacional terrorista al menos por tres razones: 1) Libia es una gran proveedora de fondos para el terrorismo (dinero procedente de la venta de petróleo y otros tráficos en las zonas controladas por los barbudos), 2) Base de reclutamiento y entrenamiento y 3) Base de repliegue.
Y el círculo de los estados víctimas de la inseguridad en Libia es mucho más amplio. Para desestabilizar a la República Centroafricana en diciembre de 2013 la Seleka de Michel Djotodia aplicó un proyecto franco-chadiano con armas procedentes, entre otros lugares, de… Libia. Los especialistas en asuntos de seguridad explican que Boko Haram también debe su fuerza en gran medida al caos libio, que permite al grupo terrorista obtener financiación y armas sin gran vigilancia. Los islamistas que siembran el caos en Malí se aprovisionan a buen precio en los arsenales libios. Así en los ataques de Tombuctú, Gao o Bamako encontramos que Libia ha contribuido con adoctrinamiento, entrenamiento, financiación y/o armamento.
 
Para conseguir la destrucción de Libia Estados Unidos reconoce que lanzó más de 192 misiles BGM-109 tomahawk. Francia se jacta de haber efectuado 2.225 bombardeos aéreos con 11 misiles de crucero. Y todavía más, en lo más álgido de la guerra contra Gadafi Francia armó a los terroristas para combatir y matar a un presidente ejerciente. Como confirma Tony Cartalucci, la organización terrorista que combatió al régimen de Gadafi en 2011 se benefició del apoyo directo de la OTAN «que entrenó a sus miembros, les suministró armas, fuerzas especiales e incluso aviones para ayudarles a derrocar al Gobierno libio» (4). ¿Habrá un tribunal de Núremberg para esas personas algún día?
Curiosamente cuando los especialistas, a veces circunstanciales, nos explican el auge del terrorismo en África en el informativo de las 20h se cuidan de no decirnos por qué llegó con tanta facilidad y repetición. Como si la ley del azar según la cual nunca hay efecto sin causa de repente se hubiera vuelto inútil. Habrán observado que nadie de ese ejército de «especialistas en África» que desfila por su pantalla para «explicar» el ataque al hotel Radisson Blu de Bamako ha considerado necesario informarles de que el famoso Mokhtar Belmokhtar que reivindicó el ataque es un puro producto de la CIA que le reclutó, entrenó, armó y utilizó en varios «frentes».
La Libia de Gadafi, la verdad de las cifras
Más allá de la propaganda de los imperialistas y sus medios con respecto a Libia es importante decir lo que hizo Gadafi por su país y por África, con las limitaciones inherentes a la naturaleza humana.
Libia accedió a la independencia el 24 de diciembre de 1951 tras una guerra contra los colonos italianos. Apoyado por los ingleses y los estadounidenses el rey Idriss, jefe de la cofradía religiosa de los Senussi se convirtió en el presidente de la joven república. En ese año 1951 todavía no se había descubierto el petróleo libio.
Pero Inglaterra y Estados Unidos instalaron bases militares en el país que les permitían controlar el mar Rojo y el Mediterráneo. En 1954 Nelson Bunker Hunt, un rico tejano, descubrió el petróleo en el país (5).
El potencial era enorme, 44.000 millones de barriles. Y de buena calidad. Durante un decenio el rey Idriss vendió el petróleo al 30% del precio mundial. El poco dinero obtenido servía esencialmente para el enriquecimiento personal del rey y sus allegados. El 1 de septiembre de 1969 un joven oficial militar menor de 30 años accedió al poder por medio de un golpe de Estado contra el rey Idriss. ¿Su nombre? Muammar Gadafi. La primera decisión de Gadafi fue cerrar las bases militares extranjeras de su país. Subió el precio del petróleo libio después de nacionalizarlo. Las importantes sumas de dinero generadas por la venta del petróleo se invertían en el desarrollo de Libia.
Con Gadafi la tasa de alfabetización pasó del 10 % en 1969 al 88 % en 2011. La esperanza de vida subió de 57 años en 1969 a 74 en 2010. Antes de su asesinato Gadafi llevó el PIB de Libia a 12.062 dólares estadounidenses por habitante. Los libios se beneficiaban de un crédito a 20 años sin intereses para construir su casa. Los recién casados recibían 64.000 dólares para comprar su hogar conyugal. El Estado concedía una ayuda financiera de 20.000 dólares a los libios que emprendían actividades privadas susceptibles de impactar positivamente en la economía del país…
En el plano africano Gadafi permitió al continente tener su primer satélite desembolsando la suma de 300 millones de dólares en 2006 para que África dispusiera de un satélite, necesario para la telefonía barata y la televisión de largo alcance. No paró ahí. Además constituyó una reserva de 30.000 millones de dólares para financiar al Banco Central Africano (Nigeria) al Banco Africano de Inversiones (Syrte) y al Fondo Monetario Africano (Yaundé).
¿Por qué mataron a este hombre a pesar de su balance ampliamente positivo?
La guerra desencadenada el 19 de marzo de 2011 contra Gadafi solo tenía un objetivo: detener el desarrollo de Libia y la liberación de África valientemente emprendida por «el Guía» libio.
Precisión importante: antes del primer satélite africano financiado en tres cuartas partes por Gadafi África desembolsaba todos los años la suma de 500 millones de dólares para alquilar los satélites occidentales. Lo que quiere decir que Gadafi privó a los capitalistas-imperialistas de una renta de 500 millones de dólares anuales.
Al dotar a África de instituciones financieras como el Banco Central Africano, el Fondo Monetario Africano y el Banco Africano de Inversiones, el capitalismo financiero internacional estaba amenazado de muerte. Porque esas instituciones puramente africanas acarrearían tres consecuencias fatales para los imperialistas: 1) Fin del servicio de la deuda que genera intereses astronómicos al FMI y al Banco Mundial. 2) El euro y el dólar perderían su hegemonía monetaria, en el comercio Norte-Sur ya veces en el de Sur-Sur, previa al desarrollo del continente.
Traducido del francés para Rebelión 11.12.15 por Caty R.
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=206651
Notas:
(1) Jean Ping publicó en 2014 un libro titulado Eclipse sur l'Afrique: fallait tuer Kadhafi? Lamentando que los estados imperialistas rechazasen cualquier solución negociada en la crisis libia mantiene que dichos estados son los responsables del caos que reina actualmente en el país.
(2) La imagen de los 20 egipcios coptos degollados en Libia por los terroristas dio la vuelta al mundo.
(3) Para entender mejor la guerra de la OTAN contra Libia léase el libro de Michel Collon titulado Libie, OTAN et Médiamensonges. Manuel de contrepropagande, Investig'Action-Couleurlivres, 2011.
(4) Rediseño de África: EEUU apoya a Al Qaida en malí. Francia viene al rescate
(5) Michel Collon, Grégoire Lalieu, La stratégie du chaos. Impérialisme et islam. Entretien avec Mohamed Hassan, Investig'Action-Couleur livres, Bruselas 2011, P.203.
Olivier Ndenkop es un periodista camerunés colaborador en Journal de l'Afrique
 

POBREZA ATINGE UM QUARTO DA POPULAÇÃO DA UE - 112 MILHÕES DE EXCLUÍDOS



















BANIF, BANIF, BANIF !

Estado injectou 1100 milhões de euros no Banif em 2012
E AGORA......
PARECE QUE VAMOS TER QUE ASSISTIR NOS PRÓXIMAS TEMPOS A NOVAS MANOBRAS DOS BANQUEIROS.
ASSISTIR E PAGAR MAIS UMA NOVELA !
A NOVELA AZEDA DO BANIF

Banco bom, banco mau. Governo prepara intervenção no Banif


Jorge Humberto Correia Tomé, presidente executivo do Banif
 

Processo deverá ficar fechado nos próximos dias e passará por uma "resolução que separe os ativos tóxicos dos saudáveis"


A TVI garante que o Banif vai fechar e que o processo envolve a Caixa Geral de Depósitos que ficará com a "parte boa". O plano passará por uma "resolução que separe os ativos tóxicos dos saudáveis" - processo semelhante ao do BES.
Ou seja, caso não haja comprador será criado um "banco mau" e um "banco bom" - sendo que a ideia é integrar os "ativos saudáveis" na Caixa Geral de Depósitos. Esta decisão, porém, necessitará de "autorização europeia". O Diário Económico diz que Bruxelas já "vetou" a solução CGD.


O fecho do banco criado por Horácio Roque, e agora dirigido por Jorge Tomé, provocará "perdas nos acionistas acima dos 100 mil euros e muitos despedimentos". Os depositantes, mesmo que tenham valores acima de 100 mil euros, ficarão "salvaguardados".


Na sexta-feira, o Jornal de Negócios garantia que o Estado - que detém 60% do Banif - iria avançar com o processo de venda e que os "potenciais interessados" já estariam a receber "informação detalhada". Em breve, acrescentava o jornal, os interessados iriam ser "chamados a fazer ofertas únicas e vinculativas". A TVI refere que há "seis interessados em fechar negócio" e que a administração do Banif espera receber "propostas vinculativas" de pelo menos "dois". O Diário Económico refere "pelo menos três fundos convidados" a apresentar propostas até sexta-feira.


Governo promete "melhor proteção dos contribuintes"
O ministério das Finanças, em comunicado, assegura que o" plano de reestruturação do Banif está a ser analisado pela Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia" estando a decorrer "paralelamente" um "processo de venda do Banco nos mercados internacionais conduzido pelo seu Conselho de Administração".


No comunicado, o Governo garante que está a acompanhar - "como lhe compete" - a evolução destes dois processos (reestruturação e venda) "garantindo a confiança no sistema financeiro, a plena proteção dos depositantes, as condições de financiamento da economia e a melhor proteção dos contribuintes."


O Banif, já na sexta-feira passada, tinha confirmado que estava "envolvido num processo formal e estruturado tendente à seleção de um investidor estratégico".
No comunicado divulgado o Banif, dizia que continuava a "implementar as medidas de reorganização societária e de reestruturação operacional previstas no Plano de Reestruturação apresentado às autoridades nacionais e comunitárias" não tendo "conhecimento de qualquer decisão da Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia referente ao procedimento formal de investigação atualmente em curso".


A investigação da Direção Geral de Concorrência da Comissão Europeia tenta apurar se os apoios públicos ao Banif são ilegais. Do empréstimo recebido em 2012 - na ordem dos 1100 milhões de euros de apoio estatal [empréstimos e aumento de capital) - o banco só liquidou 275 milhões e tem uma tranche em atraso, 125 milhões do empréstimo, por pagar que terá de ser liquidada até final do ano.


Outro problema é o facto de ainda não estarem confirmadas as verificações de idoneidade dos novos membros dos corpos sociais nomeados em agosto (nomeadamente na direção executiva) que ainda não foram homologados pelo Banco de Portugal.


No final de novembro, ficou a saber-se da existência de um plano de reestruturação que implicaria o despedimento de cerca de 230 trabalhadores e o encerramento de 10 de balcões. O objetivo - tornar o banco de novo 100% privado - constava de carta enviada pela Comissão Europeia, em julho de 2014, ao governo português.


No início deste mês, era noticiado que o Banif tinha aberto um processo de rescisões e que antes do final do ano queria encontrar um novo acionista que ficasse com a participação do Estado, que é de 60%. O Diário Económico apontava um potencial interessado: a Apollo Global Management, e "três fundos espanhóis e outras entidades estrangeiras".
Fonte próxima do Banif confirma que há "um grupo estrangeiro - não chinês - interessado no banco", porém o valor oferecido no negócio ficaria muito aquém do que o Estado colocou no banco, e que corresponde a 60% das ações. O grupo americano Apollo já está presente em Portugal, desde setembro do ano passado, quando comprou a seguradora Tranquilidade (ex-grupo Espírito Santo). A nível mundial, a Apollo gere ativos de 127 mil milhões de euros.

Porquê a pressa?


O caso precisa de ser resolvido nos próximos dias dado que a 1 de janeiro de 2016 entra em vigor uma diretiva comunitária que impõe o bailin com recursos a meios internos. Ou seja, o Banif (neste caso o Estado) - dado que o banco não tem capacidade para encontrar novos empréstimos no mercado - seria obrigado a transformar dívida (por exemplo, os 125 milhões que estão por pagar) e os depósitos em capital.
Esta última solução, o bailin dos depositantes, obriga à transformação de depósitos superiores a 100 mil euros em capital. Segundo o Público, António Costa não equaciona esta hipótese "mais agressiva e com risco sistémico".

Os principais acionistas, para além do Estado, são Herança Indivisa de Horácio Roque, com 6,3%, e o grupo Auto-Industrial, com 1,8%.

Os títulos do Banif valiam na sexta-feira 0,0014 euros e na quinta-feira tinham estado nos 0,0009 euros - o valor mais baixo de sempre.


 http://www.dn.pt

LEIA AQUI NA ÍNTEGRA AS CARTAS QUE MARCELO REBELO DE SOUSA ESCREVEU A SALAZAR E MARCELO CAETANO (O SEU PADRINHO)

A carta que Marcelo Rebelo de Sousa escreveu a Oliveira Salazar






Que a queda para a política se revelou bastante cedo em Marcelo Rebelo de Sousa já não será novidade para ninguém.
Conta-se que na quarta classe já respondia à tradicional pergunta "o que queres ser quando fores grande?" de forma inédita: "Quero ser primeiro-ministro". O que se desconhecia até agora é que o popular analista político já se correspondia com as mais altas figuras da Nação aos 12 anos de idade. 
Esta é uma das "surpresas" que podemos encontrar no "Arquivo Salazar", aberto recentemente ao público na Torre do Tombo, em Lisboa. Na altura um "simples aluno do primeiro ano liceal", Marcelo Rebelo de Sousa escreveu uma carta (ver reprodução na peça junta) ao presidente do Conselho, agradecendo o envio de alguns livros escritos e rubricados pelo próprio punho de António de Oliveira Salazar.
A missiva tem a data de 7 de Abril de 1960, dez anos antes da morte de Oliveira Salazar, e está escrita com uma letra bastante infantil, mas em termos que não são facilmente encontrados em qualquer texto escrito por alguém tão jovem.
Facilidade de expressão que o Professor de Direito e ex-presidente do PSD e agora candidato a Presidente da Republica, apurou ao longo dos anos e que todos os domingos mantém muitos portugueses presos ao ecrã da televisão.
Eis, na íntegra, a carta do menino Marcelo ao Presidente do Conselho:
"Senhor Presidente do Conselho Excelência Venho agradecer a Vossa Excelência a amabilidade que teve para comigo ao enviar-me, por intermédio da Senhora D. Jenmy, alguns dos livros de Vossa autoria e por Vossa Excelência rubricados.
Eu, como simples aluno do primeiro ano liceal, acho que é demasiado valiosa para mim a oferta de Vossa Excelência, pois o dever do aluno e filiado da M. P. é tentar melhorar-se e educar-se a si próprio por sucessivas vitórias da vontade. E para certificar a afirmação feita bastam os versos de Fernando Pessoa: "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce".
E Senhor Presidente, para terminar esta pequena e modesta carta, desejo a Vossa Excelência muitos anos de vida, para bem da Nação Portuguesa e de todos nós.
Com o mais profundo respeito e a mais sentida gratidão, subscreve-se o vosso humilde servo.
Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa Lisboa, 7 de Abril de 1960"


"MAS QUE SURPRESA" Alegre e muito bem disposto, foi assim que o Correio da Manhã encontrou Marcelo Rebelo de Sousa, no Estoril Open a ver uma das suas paixões desportivas, o ténis. O professor e actual comentador televisivo comentou as linhas que escreveu a Oliveira Salazar, revelando que, depois de mais de quarenta anos, já não se lembrava da carta. "Mas que surpresa que me fizeram. Já não me lembrava de a ter escrito, pois já lá vão muitos anos. No entanto, agora que a revejo, recordo-me perfeitamente do seu conteúdo. Aos doze anos, felizmente, já tinha algumas obras de Oliveira Salazar dedicadas à minha pessoa. Foi uma carta especial e é, sem dúvida, muito bom revê-la agora", contou Marcelo Rebelo de Sousa ao CM, satisfeito por rever uma carta que escreveu ainda muito novo.
Fonte: Correio da manhã

 A CARTA A MARCELO CAETANO

"Excelentíssimo Senhor Presidente, Excelência:
Pedindo desculpa do tempo que tomo a Vossa Excelência, vinha solicitar alguns minutos de audiência (…) Seria possível, Senhor Presidente, conceder-me os escassos minutos que solicito? (…) Acompanhei de perto (como Vossa Excelência calcula), as vicissitudes relacionadas com o Congresso de Aveiro, e pude, de facto, tomar conhecimento de características de estrutura, funcionamento e ligações, que marcaram nitidamente um controle (inesperado antes da efectuação) pelo PCP.
Aliás, ao que parece, a actividade iniciada em Aveiro tem-se prolongado com deslocações no país e para fora dele, e com reuniões com meios mais jovens.
Como Vossa Excelência apontou, Aveiro representou, um pouco mais do que seria legítimo esperar, uma expressão política da posição do PC e o esbatimento das veleidades “soaristas”.
O discurso de Vossa Excelência antecipou-se ao rescaldo de Aveiro e às futuras manobras pré-eleitorais, e penso que caiu muito bem em vários sectores da opinião pública.
Com os mais respeitosos e gratos cumprimentos,
Marcelo Nuno Rebelo de Sousa

(José Freire Antunes , Cartas Particulares a Marcello Caetano, vol.2, Lisboa 1985, p.353)"
Fonte: Abrildenovomagazine.wordpress.com

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