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sábado, 12 de dezembro de 2015

MARCELO, O FUNÂMBULO


Os PR deviam ter cognomes como os reis. Cavaco poderia passar como “o tartufo”, assemelhando-se à personagem de Moliére que se escudava nos desígnios divinos para as suas traficâncias. 

Cavaco, escudou-se no “interesse nacional”, entendido como a submissão aos “mercados” para as traficâncias neoliberais. Cavaco foi um exemplo da vacuidade reacionária e de indisfarçável rancor pelos ideais do 25 de ABRIL, basta ver os seus discursos (e ausência) nas comemorações desta data.


Cavaco foi promovido durante anos para ser PR, por quem controla social. Banalidades, sempre no contexto do “pensamento único” neoliberal, eram citadas nas primeiras páginas e nos horários nobres como verdades absolutas e expressões de algum oráculo. A contradição nunca foi relevada, as mentirolas também não (as mais recentes: caso BES, os “cofres cheios” – de dívida! – o “bom caminho”, os” “resultados alcançados”, etc.).

Para a sua sucessão os interesses da direita puseram a correr vários “fazedores de opinião”. Uns não se mostraram muito interessados (as mordomias nas administrações convinham-lhes mais) outros não se mostraram relevantes na opinião pública.

Marcelo partiu com nítida vantagem. Estava numa tranquila “pole position” há anos, correndo sozinho no canal líder, no horário nobre no dia de maiores audiências. Teve em dado momento um competidor: J. Sócrates, que lhe tirou audiências, Marcelo sempre falou sem contraditório, Sócrates teve nos entrevistadores adversários, porém fazia ao governo PSD/CDS uma oposição até mais eficaz que o PS na AR. Com razão ou sem ela foi silenciado.

Marcelo, funâmbulo, político, porquê? Porque as suas charlas não passavam de um exercício de equilibrismo e também escamoteação, para defender o indefensável: a austeridade, as “inevitabilidades” da UE e da troika, em resumo o pensamento único neoliberal, parecendo dizer o contrário.

A eficácia da sua técnica resumiu-se a seguir a dos comentadores futebolísticos, quer antes quer depois dos jogos, na generalidade irrelevantes, mas destinadas a entreter os adeptos e fornecer-lhes motivos para continuarem a sê-lo.
Para avaliar os seu discursos deve ser recordado com, por ex., três meses de intervalo. Tudo se reduz então à vacuidade apenas dito com mais habilidade que congéneres.

A sua real dimensão política e aptidão para PR permanecem ignoradas da generalidade, como foi a de Cavaco, pela simples razão de não ter tido opositores ou contraditores. Defendia boas intenções e bons sentimentos, que servem normalmente para ocultar maus motivos. Expandia também as ideias simples postas a circular, mas falsas, como a de assimilar a economia do Estado, portanto coletiva e que se supõe soberana à economia doméstica.


Para avaliar a nível político de Marcelo, recordo uma frase. Diziam os antigos: “o homem superior, discute ideias, o médio coisas, o medíocre pessoas. Marcelo, não discutia ideias, neste caso políticas, discutia coisas, neste caso acontecimentos e a mais das vezes enredava-se em intenções de pessoas. 

Marcelo, não ultrapassa, pois, a mediania com elevado grau de mediocridade. O resto é exibição funambulesca. Tem uma vantagem sobre Cavaco, não é inculto ao ponto de desconhecer os Lusíadas, e confundir o autor da Utopia com o de Os Buddenbrook ou A Montanha Mágica.


Via: FOICEBOOK http://ift.tt/1O1Xl4E

Quando a desigualdade mata





Os norte-americanos brancos também estão a morrer 

mais cedo à medida que os rendimentos decrescem, 

como revela Angus Deaton, Prémio Nobel da Economia.

NOVA IORQUE — Esta semana, Angus Deaton receberá o Prémio Nobel da Economia “pela sua análise do consumo, pobreza, e desenvolvimento”. Merecidamente. Na verdade, pouco depois de o prémio ter sido anunciado em outubro, Deaton publicou um trabalho impressionante com Ann Case nos Proceedings of the National Academy of Sciences — uma investigação que é, pelo menos, tão digna de nota como a cerimónia do Nobel.
Ao analisarem uma grande quantidade de dados relativos a saúde e mortes entre os americanos, Case e Deaton mostraram que a esperança de vida e a saúde estavam a piorar para os americanos brancos de meia-idade, especialmente para aqueles com instrução secundária ou inferior. Entre as causas estavam o suicídio, as drogas e o alcoolismo.
A América orgulha-se de ser um dos países mais prósperos do mundo, e pode gabar-se de, em todos os anos recentes exceto num (2009), o PIB per capita ter aumentado. E a boa saúde e a longevidade são aparentemente um sinal de prosperidade. Mas, embora os EUA gastem mais dinheiro per capita em cuidados médicos do que quase qualquer outro país (e mais como percentagem do PIB), estão longe de liderar o mundo na esperança de vida. A França, por exemplo, gasta menos de 12% do seu PIB em cuidados médicos, comparando com os 17% dos EUA. Contudo, os americanos têm uma expectativa de vida inferior, em três anos completos, à dos franceses.
Durante anos, muitos americanos tinham uma explicação para esta distância. Os EUA são uma sociedade mais heterogénea, defendiam, e a distância refletia a grande diferença na esperança média de vida entre os afro-americanos e os americanos brancos.
A barreira racial na saúde é, claramente, demasiado real. De acordo com um estudo publicado em 2014, a esperança de vida para os afro-americanos é cerca de quatro anos menor para as mulheres e mais de cinco anos menor para os homens, relativamente aos brancos. Esta disparidade, contudo, é dificilmente apenas um resultado inócuo de uma sociedade mais heterogénea. É um sintoma da desgraça americana: discriminação generalizada contra os afro-americanos, refletida num rendimento familiar mediano que é menos de 60% do das famílias brancas. Os efeitos do rendimento menor são exacerbados pelo facto de os EUA serem o único país avançado que não reconhece o acesso aos cuidados de saúde como um direito básico.
Alguns americanos brancos, no entanto, tentaram desviar a culpa de morrer mais novo para os próprios afro-americanos, citando os seus “hábitos de vida” [NdT: lifestyles]. É talvez verdade que os hábitos pouco saudáveis estejam mais concentrados entre americanos pobres, e que muitos destes sejam negros. Mas estes hábitos em si são uma consequência das condições económicas, para não falar das pressões do racismo.
O PIB não é normalmente uma boa medida do bem-estar de uma sociedade
Os resultados Case-Deaton mostram que essas teorias já não servem. A América está a tornar-se uma sociedade mais dividida — dividida não apenas entre brancos e afro-americanos, mas também entre os 1% e o resto, e entre os que têm um nível de educação superior e os que não o têm, independentemente da raça. E a divisão pode ser medida não apenas em salários, mas também em mortes precoces. Os americanos brancos, também, estão a morrer mais cedo à medida que os seus rendimentos decrescem.
Esta evidência dificilmente choca aqueles que estudam a desigualdade na América. O rendimento mediano de um trabalhador masculino a tempo inteiro é inferior ao que era há 40 anos. Os salários dos trabalhadores masculinos com educação secundária caíram perto de 19% no período estudado por Case e Deaton.
Para não se afundarem, muitos americanos contraíram dívidas junto de bancos a taxas de juro usurárias. Em 2005, o Governo do Presidente George W. Bush fez com que fosse muito mais difícil para as famílias declararem falência e solicitarem perdão de dívidas. Depois veio a crise financeira, que custou os empregos e lares a milhões de americanos. Quando o seguro de desemprego, desenhado para pequenos períodos de falta de trabalho num mundo em pleno emprego, se esgotou, foram abandonados à sua sorte, sem rede de segurança (além dos vales-alimentação), enquanto o Governo resgatava os bancos que tinham causado a crise.
Os privilégios básicos de uma vida de classe média estavam cada vez mais longe do alcance de um conjunto cada vez maior de americanos. A Grande Recessão mostrara a sua vulnerabilidade. Aqueles que investiram no mercado bolsista viram desaparecer muita da sua riqueza; aqueles que aplicaram o seu dinheiro em títulos de dívida pública viram os rendimentos da sua reforma a diminuir quase até zero, à medida que a Fed baixava incessantemente as taxas de juro tanto no curto como no longo prazo. Com o aumento das propinas da faculdade, a única maneira para os seus filhos terem a educação que lhes permitisse uma réstia de esperança seria pedir emprestado; mas, com empréstimos a estudantes praticamente nunca reembolsáveis, a dívida para estudar parecia ainda pior do que outras formas de dívida.
Não havia maneira para que esta crescente pressão financeira não colocasse os americanos de classe média e as suas famílias sob uma maior tensão. E não surpreende que isto se tenha refletido em maiores taxas de abuso de drogas, de alcoolismo e de suicídio.
Fui economista-chefe do Banco Mundial no fim da década de 90, quando começámos a receber notícias igualmente deprimentes provenientes da Rússia. Os nossos dados mostravam que o PIB tinha caído perto de 30% desde o colapso da União Soviética. Mas não confiávamos nas nossas medições. Os dados que mostravam a diminuição da esperança de vida masculina, mesmo quando esta aumentava no resto do mundo, confirmavam que as coisas não iam muito bem na Rússia, especialmente fora das grandes cidades.
A comissão internacional para a medição do desempenho económico e do progresso social, a que copresidi e onde Deaton participou, já tinha salientado que o PIB não é normalmente uma boa medida do bem-estar de uma sociedade. Estes novos dados sobre a degradação do estado de saúde dos americanos brancos confirma esta conclusão. A sociedade que representa a quinta essência da classe média no mundo está em vias de tornar-se a primeira sociedade pós-classe média no mundo.

(Prémio Nobel da Economia, professor universitário na Universidade de Columbia © Project Syndicate 1995–2014)

http://estatuadesal.com/

Como era Lisboa antes do terramoto de 1755 (vídeo)

O Museu da Cidade, em conjunto com uma equipa da empresa portuguesa SWD Agency, recriou virtualmente ruas, praças e edifícios emblemáticos da capital antes da destruição provocada pelo sismo de 1755. A três dimensões, estes modelos virtuais, alguns animados em vídeos, transportam-nos para as ruas de Lisboa nas vésperas do terramoto. A partir desta quinta-feira, 25 de Novembro, no Museu da Cidade.



VÍDEO


video


Público

VEJA AQUI OS PAÍSES COM MAIS ARMAS PER CAPITA

Ante vários eventos trágicos recentes, a 
questão do controle de armamentos e o 
papel que acarretam nossa sociedade voltou ao foco da 
discussão. Sem dúvida é um tema muito delicado e muito já 
foi escrito sobre a relação entre o porte (ou não) de armas de 
fogo e a violência que as envolve. Desta vez, no entanto, não 
entraremos nessa temática e nos limitaremos simplesmente a 
propor os fatos frios: que países têm mais armas per capita? 
Com quantas armas de fogo por habitante contam? 
As conclusões, por sua vez, ficarão à mercê da sensatez de 
cada um.

Mãos ao alto! Estes são os países com mais armas per capita
Os dados foram apresentados pelo Small Firearm Survey, um 
estudo que analisa o número de armas de fogo pequenas em posse 
da população civil entre 40 países. Claro está, nem todas as armas 
estão registradas e isto implica que os pesquisadores tiveram 
que se basear em outros indicadores complementares para realizar 
o estudo, mas não deixa de ilustrar uma paisagem interessante 
do estado da possessão de armas de fogo a nível global.
Pos.PaísArmas por cada 100 civisNúmero total de armas
1Estados Unidos89270.000.000
2Iêmen5511.500.000
3Suíça463.400.000
4Finlândia452.400.000
5Chipre36275.000
6Arábia Saudita356.000.000
7Iraque349.750.000
8Uruguai321.100.000
9Canadá319.950.000
10Áustria302.500.000
11Islândia3090.000
12Alemanha3025.000.000
13Kuwait25630.000
14Nova Zelândia23925.000
15Grécia232.500.000
16Emirados Árabes221.000.000
17Croácia229.50.000
18Líbano21750.000
19Catar19520.000
20Peru19750.000
21Tailândia1610.000.000
22México1515.500.000
23Jordânia12630.000
24Paquistão1218.000.000
25Estônia9123.000
26Rússia912.750.000
27Jamaica8215.000
28Brasil81.4840.000
29Inglaterra e País de Gales63.400.000
30Colômbia62.700.000
31El Salvador6400.000
32Marrocos51.500.000
33China540.000.000
34Índia446.000.000
35Senegal2230.000
36Tanzânia1550.000
37Papua Nova Guiné171.000
38Coréia do Sul1510.000
39Haiti1190.000
40Gana0,480.000


http://www.mdig.com.br

A PINTURA DE AUGUSTE TOULMOUCHE

Auguste Toulmouche!


Auguste Toulmouche (Nantes, França, 21 de setembro de 1829 – Paris, França, 16 de outubro de 1890)
Toulmouche iniciou seus estudos de desenho e pintura em Nantes e em 1846 foi para Paris, onde  se tornou discípulo de Marc Charles Gabriel Gleyre (1806-1874),seguidor da pintura acadêmica. Foi um artista bastante conhecido nos Salões parisienses do século XIX. Fez parte de um seleto grupo de artistas franceses como Jules Émile Saintin ( 1829-1894) e Charles Joseph Frederick Soulacroix ( n. 1825) que se especializaram na chamada pintura de gênero, com representações românticas da vida diária, principalmente das classes mais abastadas. Seu primeiro trabalho exposto foi no Salão de 1848. Em 1852 ganhou uma medalha de terceira classe, uma medalha de segunda classe em 1861 e uma medalha de terceira classe em 1878 (Exposição Universal). Em 1870, Toulmouche recebeu o título de “Chevalier de la Legion d’honneur”.

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Young Woman In An Interior :: Auguste Toulmouche  - Romantic scenes in art and painting - paintings - masterpieces of art
Auguste Toulmouche: A Girl and Roses (1879) 

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EXPLICAÇÕES E AVISOS DE ANTÓNIO COSTA



















































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PARA ESTA TARDE/NOITE DE SÁBADO AQUI VAI MAIS UMA SÉRIE DE GIFS ANIMADOS










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