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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Porque foi que a Turquia apunhalou a Rússia pelas costas

Por que a Turquia apunhalou a Rússia pelas costas


Pepe Escobar Пепе Эскобар
Traduzido por  Coletivo de tradutores Vila Vudu

Os objetivos de Rússia e Turquia na luta contra o grupo 'Estado Islâmico' são diametralmente opostos.
É absolutamente impossível compreendermos por que o governo turco abraça a estratégia suicidária de derrubar um SU-24 russo sobre território sírio – tecnicamente uma declaração de guerra da OTAN à Rússia –, sem a considerarmos no contexto real o jogo de poder de Erdogan no norte da Síria.

O presidente Vladmir Putin disse que a derrubada do jato russo havia sido uma "punhalada nas costas". Vejamos como os fatos em solo levaram àquela punhalada.

Ancara usa, financia e arma uma coleção de grupos extremistas em todo o norte da Síria, e precisa, a qualquer custo, manter abertas linhas de suprimentos para eles a partir do sul da Turquia; afinal, tudo de que aqueles grupos tem de fazer é conquistar Aleppo, o que abriria caminho para o Santo Graal de Ancara: a 'mudança de regime' em Damasco.
http://tlaxcala-int.org/upload/gal_12320.jpg
Erdogan: "
É bom mantê-los matando curdos"- Carlos Latuff

Ao mesmo tempo, Ancara teme mortalmente as YPG – Unidades de Proteção do Povo Curdo Sírio – organização irmã do PKK, partido curdo de esquerda. Esses todos têm de ser contidos a qualquer preço.

Assim sendo, o grupo 'Estado Islâmico' – contra o qual a ONU declarou guerra – é apenas um detalhe, na estratégia geral de Ancara, dirigida, essencialmente a combater, conter ou mesmo bombardear curdos; a apoiar de todas as maneiras os Takfiris e jihadistas-salafistas, inclusive o grupo 'Estado Islâmico'; e a conseguir mudança de regime em Damasco.

Não supreendentemente, os curdos sírios das YPG são fortemente demonizados na Turquia, acusados de, no mínimo, tentarem fazer uma limpeza étnica nas vilas árabes e turcomenas no norte da Síria.

O que os curdos sírios estão tentando – e, para grande alarme em Ancara, apoiados de certo modo pelos EUA –, é conectar o que, por enquanto são três áreas separadas de terra curda no norte da Síria.

Exame rápido, mesmo nesse mapa turco imperfeito, basta para mostrar como duas daquelas áreas curdas (em amarelo) estão já conectadas, a nordeste. Para conseguir isso, os curdos sírios, com ajuda do PKK, derrotaram o grupo 'Estado Islâmico' em Kobani e arredores. Para conseguir a terceira área da terra que consideram deles, os curdos sírios têm de chegar a Afryn. Mas no caminho (em azul) há várias cidades turcomenas ao norte de Aleppo.
http://tlaxcala-int.org/upload/gal_12319.jpg
Essas terras turcomenas são gigantescamente importantes. É precisamente aí, até 35 km para dentro da Síria, que Ancara sonha com instalar a sua chamada "zona segura", que será na prática uma zona aérea de exclusão, em território sírio, ostensivamente para abrigar refugiados sírios, e com tudo pago pela Comissão Europeia, que já desbloqueou 3 bilhões de euros, que podem ser sacados pela Turquia a partir de 1º de janeiro, mediante a Comissão Europeia (CE).

O obstáculo hoje insuperável para que a Turquia consiga sua zona aérea de exclusão é, como se poderia prever, a Rússia.
Combatentes turcomenos perto da aldeia Yamadi no norte da Síria, perto da fronteira turco-síria, Síria, 24 de novembro de 2015. © Stringer / Reuters
Servir-se dos turcomenos
Quem são os turcomenos? Aqui, é preciso mergulhar na história antiga da Rota da Seda. Há cerca de 200 mil turcomenos vivendo no norte da Síria. São descendentes de turcomenos tribais que chegaram à Anatolia no século 11.

Também brotaram vilas turcomenas ao norte da província de Idlib, a oeste de Aleppo, e ao norte da província de Latakia, a oeste de Idlib. E é aqui que encontramos um grupo raramente discutido: uma coleção de milícias turcomenas.

O mito de inocentes civis turcomenos massacrados pelo "regime de Assad" é, sim, mito. Em Washington essas milícias são consideradas "rebeldes moderadas" – dado que se fundiram com todos os tipos de grupos jihadistas ou supostos jihadistas, desde o sempre servil Exército Sírio Livre até a Frente al-Nusra, também chamada Al-Qaeda na Síria (a qual, afinal, Viena decidiu que, sim, é grupo terrorista).

O resumo disso tudo é que Turquia e Rússia simplesmente não podem ser parte da mesma coalizão que combate contra o 'Estado Islâmico' porque seus objetivos são diametralmente opostos.

Como facilmente se podia prever, a mídia turca cobre de elogios esses turcomenos, como "combatentes da liberdade" à moda Ronald Reagan com a Jihad afegã nos anos 1980s. A mídia turca vive de repetir que todo o território é controlado por uma "inocente" oposição turcomena, não pelo 'Estado Islâmico'. Não é, mesmo, o 'Estado Islâmico', porque é, principalmente, a Frente al-Nusra – ambos virtualmente a mesma coisa.

Para a Rússia, não há diferença alguma, especialmente porque grupos de chechenos, uzbeques e uigures (a inteligência chinesa acompanha esses movimentos) buscaram abrigo entre esses "moderados". À Rússia, o que interessa é acabar com qualquer possibilidade de haver uma futura Autoestrada Jihad, de 900km de extensão, que conecte Aleppo e Grozny.

Isso explica que a Rússia esteja atacando o norte da província Latakia. Ancara, como se podia prever, enfureceu-se. O ministro de Relações Exteriores chegou a ameaçar a Rússia, há alguns dias: as "ações do lado russo não são combate contra o terror. Estão bombardeando vilas turcomenas, o que pode levar a consequências sérias."

Ancara apoia diretamente as milícias turcomenas com ajuda humanitária, mas o que realmente conta são armas: entregues por caminhão controlados pela inteligência turca MIT.

Tudo isso se encaixa perfeitamente na mitologia do partido AKP de Erdogan, de defender populações pré-otomanas; afinal, sempre prestaram "bons serviços" ao Islã. Os turcomenos sírios são tão pios quanto os líderes do AKP em Ancara.

O complô engrossa

Para a Rússia, a área conhecida como Montanhas Turcomenas, ou colinas – que os turcos chamam de Bayirbucak, ao norte de Latakia, são alvo valiosíssimo. Porque é onde se encontra a Autoestrada Armas & Mais Armas – pela qual Ancara, de mãos dadas com a CIA, arma aquelas milícias.

Para a Rússia, qualquer possibilidade de milícias aliadas com salafistas e jihadistas salafistas em avançada para conquistar a província Latakia, predominantemente alawita é linha vermelha intransponível, porque poria sob ameaça a base russa em Khmeimim e talvez até o porto de Tartus.

Então, em resumo, temos a CIA armando – os afamados mísseis TOW antitanques – e usando uma rota de contrabando através de território turcomeno que é, simultaneamente, uma base de poder de Ancara administrada pela al-Qaeda na Síria. Esse é o território mais importante para EUA, Turquia e Arábia Saudita na empreitada de minar Damasco e, ainda mais importante, território totalmente preferencial para fazer guerra por procuração: OTAN (EUA-Turquia) contra a Rússia.

A CIA faz divulgar que os TOWs estariam sendo entregues a 45 grupos "selecionados" – os famosos "rebeldes moderados". Bobagem: as armas sempre são capturadas (ou compradas) pelos jihadistas muito mais experientes da al-Qaida na Síria, e pela nebulosa de incontáveis grupos chamada "Exército da Conquista", mantida pela Arábia Saudita.

Assim, para esmagar completamente a Frente al-Nusra e o Exército da Conquista, a Rússia começou a bombardear os contrabandistas turcomenos, que absolutamente não se pode dizer que sejam "moderados": são infiltrados por todos os lados por islamofascistas turcos – como os que metralharam o piloto russo tenente-coronel Oleg Pershin quando descia num paraquedas, o que configura crime de guerra segundo as Convenções de Genebra.

A Rússia está forçada a cobrir aposta altíssima, porque, se servindo de tribos turcomenas, a Turquia já está plantada bem fundo no norte da Síria.

Assim sendo, deve-se esperar que a Rússia aumente substancialmente os ataques em áreas turcomenas – muito mais do que alguma espécie de revide pelo assassinato do piloto russo.

Noutros pontos, a Rússia tem inúmeras opções – armar mais pesadamente as unidades YPG; assim, elas poderiam afinal tomar a faixa de fronteira entre Afryn e Jarablus que é controlada pelo 'Estado Islâmico'. Ancara ficará apoplética, se os curdos sírios conectarem o seu território até hoje fracionado, no que chamam de Rojava.

O historiador Cam Erimtan que vive em Istanbul resume o quadro geral:
"O novo governo assumiu na Turquia no mesmo dia em que o jato russo foi derrubado. Agora, o astuto primeiro-ministro Davutoglu e o pesadão e pouco sensível presidente Erdogan estão ocupados em controlar os danos e mobilizar a opinião pública interna, nesse momento já deixando de lado até a retórica preferida dos dois, da solidariedade islâmica, e jogando descaradamente, completamente, a carta nacionalista. Mesmo que alguma ação militar com certeza lhes renda ganhos notáveis na popularidade doméstica, as consequências econômicas já começam a fazer-se sentir, com a Rússia já cortando a importação de produtos turcos. Isso pode sugerir que o governo do AKP tenha agido especificamente como lacaio da OTAN, ignorando todas as realidades em campo, numa autolouvação pretensiosa e escandalosa."
A autolouvação pretensiosa e escandalosa não durará muito, porque a Rússia reagirá, reação fria, pensada, de várias pinças e de modo que sempre surpreenderá, à derrubada do SU-24.

O míssil cruzador russo Moskva – carregado de sistemas de defesa aérea – cobre agora toda a região. Dois sistemas S-400 cobrirão toda a fronteira do noroeste sírio e sul da Turquia. A Rússia tem meios eletrônicos para interferir na estrutura de comunicações de todo o sul da Turquia. Absolutamente, de modo nenhum, Erdogan conseguirá sua "zona segura" paga pela União Europeia dentro da Síria, a menos que declare guerra à Rússia.

Certo é que, doravante, a prioridade número um dos russos é derrotar absoluta e completamente a estratégia extremista da Turquia no norte da Síria.





Muito obrigado a Blog do Alok
Fonte: http://www.telesurtv.net/english/opinion/Why-Turkey-Stabbed-Russia-in-the-Back--20151126-0029.html
Data de publicação do artigo original: 26/11/2015
URL deste artigo: http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=16707

O PAULINHO DAS FEIRAS E AS PRESIDENCIAIS

PARA O PAULINHO DAS FEIRAS NÃO HÁ VANTAGEM EM TER COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA UM SOCIALISTA !
PORTUGAL JÁ TEM UM 1º MINISTRO SOCIALISTA
UM GOVERNO SOCIALISTA
UM PRESIDENTE DE CÂMARA EM LISBOA, SOCIALISTA, DISSE: O IRREVOGÁVEL.
PARA ELE. MARCELO É O IDEAL, POIS APRESENTOU A SUA CANDIDATURA COM INDEPENDÊNCIA E É UMA FIGURA ABRANGENTE.
AGORA PERGUNTO EU AO PAULINHO ! ENTÃO O MARCELO JÁ RASGOU O CARTÃO DO PSD ?
O MARCELO É ABRANGENTE PARA QUEM ? PARA A DIREITA ?
COMO SABE O PAULINHO QUE É UM SOCIALISTA QUE GANHARÁ AS PRESIDENCIAIS ? ESTARÁ A PENSAR NA BELÉM ROSEIRA ?
DORME MAL PAULINHO !
AG

Movimientos sociales venezolanos instalan asamblea de calle para afrontar a la derecha


Foto: Agencia AVN
Con el fin de reafirmar el apoyo de las bases revolucionarias al gobierno de Nicolás Maduro, diversos colectivos, movimientos sociales e integrantes del poder popular de la ciudad de Caracas se concentraron este miércoles a las afueras del palacio de Miraflores, para efectuar una asamblea de calle, y definir estrategias de defensa de las conquistas sociales alcanzadas en revolución, ante una nueva mayoría parlamentaria al servicio de la burguesía nacional.
El Jefe de Estado tiene previsto reunirse en la noche en una jornada de trabajo con voceros del poder popular.
Oliver García, militante revolucionario que intervino en la asamblea popular, llamó a propiciar el debate en todas las instancias sociales, “para demostrarle al pueblo que la burguesía lo engañó, que ahora la Asamblea Nacional (AN) comenzará a actuar en favor del empresariado. Que se entienda que el capitalismo nunca será mejor que el socialismo”, dijo.
Los movimientos sociales que conformaron esta asamblea elaboraron una serie de propuestas de acción política y económica, con el fin de acelerar la profundización del socialismo en Venezuela, y encontrar una pronta salida a la crisis que atraviesa el país, producto de la guerra económica desatada por la derecha y la baja del 70% en los precios del petróleo en el mercado internacional.
Este debate se inscribe en las acciones de diálogo permanente junto al pueblo que promueven las fuerzas revolucionarias agrupadas en el Gran Polo Patriótico (GPP), para impulsar acciones constructivas y afianzar la Revolución en Venezuela frente al nuevo panorama que se abre tras los resultados de los comicios parlamentarios, celebrados el pasado domingo.
“Abrimos este diálogo. Nos declaramos en diálogo total con el pueblo, con las bases, con la crítica, con la autocrítica, y con la acción constructiva, que es el fin que buscamos cuando abrimos esta gran jornada de debate para la Revolución Bolivariana”, expresó el presidente Maduro el pasado lunes desde Palacio de Miraflores, de Caracas, en una reunión con gobernadores y ministros para analizar los resultados de la contienda electoral.
AVN
periodicodigitalwebguerrillero.blogspot.pt

Para onde vai a França? - Para onde vai a França, um dos principais países capitalistas, membro do Conselho de Segurança da ONU, potência nuclear, com papel destacado na União Europeia e com posições económicas, políticas e militares (estas em vertiginoso crescimento) em África em países que procura recolonizar?




  • Albano Nunes

A justificação é a «guerra ao terrorismo» decretada por Hollande
Para onde vai a França?
Já sabíamos que as «cimeiras» em que participam as grandes potências imperialistas são sempre rodeadas de medidas de segurança espectaculares que, mais que proteger, visam colocá-las à distância das populações e ao abrigo de incómodas manifestações populares, mas as medidas em torno da realização da Conferência da ONU sobre as alterações climáticas/COP21 suscitam a indignação e o protesto dos meios democráticos da sociedade francesa. Na imprensa chamam a atenção títulos como «mais de 120 000 polícias e militares protegem a cimeira do clima», «Paris recebe cimeira do clima em pleno estado policial», «a segurança foi reforçada, as manifestações de rua canceladas». A justificação é a «guerra ao terrorismo» decretada pelo governo de Hollande na sequência dos criminosos ataques de 13 de Novembro. A verdade porém é que soam cada vez mais alto as vozes que denunciam a deriva securitária e militarista a que esta «guerra» está a conduzir, com uma inquietante escalada no ataque a direitos e liberdades fundamentais, à aceitação crescente das teses musculadas de Sarkozy e a um anunciado novo avanço da extrema direita nas próximas eleições regionais de 6 de Dezembro.

Para onde vai a França, um dos principais países capitalistas, membro do Conselho de Segurança da ONU, potência nuclear, com papel destacado na União Europeia e com posições económicas, políticas e militares (estas em vertiginoso crescimento) em África em países que procura recolonizar? Um país influente na cena internacional cuja evolução não pode deixar indiferente nenhum revolucionário. E tanto mais quanto a burguesia francesa tem um longo historial de crimes contra-revolucionários, com destaque para os que cometeu contra o movimento operário e contra o impetuoso movimento de libertação nacional que, da Indochina à Argélia, pôs fim ao seu vasto império colonial. A sangrenta vingança sobre os «communards», a violentíssima opressão de que o povo vietnamita só se libertou com a resistência heróica que a vitória de Dien Bien Phu simboliza, a capitulação diante de Hitler e o regime colaboracionista de Vichy, o terrorismo fascista da OAS contra os patriotas argelinos, são exemplos da violência com que a grande burguesia francesa tem defendido os seus privilégios de classe e constituem por si sós um alerta para os perigos que a deriva securitária do governo de Hollande representa. A violenta repressão dos manifestantes da Praça da República mostra bem como as «forças da ordem» se exercitam na perspectiva de inevitáveis explosões de protesto e luta popular, justificando a maior inquietação quanto ao caminho que a classe dominante francesa está disposta a trilhar.

Mas a reacção francesa não tem o caminho livre. Há uma outra França, popular e revolucionária. A França das Luzes, da grande Revolução de 1789 que projectou no mundo os ideais de «Liberdade, Igualdade e Fraternidade», da primeira revolução social em que a classe operária se apresentou com as suas reivindicações próprias (1848), da revolução da Comuna de Paris (1871) em que pela primeira vez os trabalhadores conquistaram o poder, do histórico Congresso de Tours e do papel insubstituível dos comunistas na vida do seu país, da Frente Popular, da Resistência heróica à ocupação nazi. A França dos valores progressistas, da Cultura, da Liberdade, internacionalista. A França onde tantos anti-fascistas portugueses encontraram refúgio seguro e conheceram o calor da solidariedade dos trabalhadores e do povo francês. Esta França está de novo em perigo. Mas uma vez mais triunfará.

ESTALEIROS DE VIANA - ADMINISTRADORES RECEBIAM 650 EUROS POR DIA

ÚLTIMA HORA - ADMINISTRADORES RECEBIAM 650 EUROS POR DIA





Os quatro administradores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) recebiam 650 euros por dia em remunerações, que incluíam regalias como a conta da TV cabo e lavandaria, de acordo com o noticiado pelo Diário de Notícias.
As contas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) relativas a 2012 revelam que os administradores da empresa recebiam 650 euros por dia, entre outras regalias, noticia o Diário de Notícias.
Estas contas são relativas a 2012, quando a empresa já não contratava nenhum funcionário, à semelhança de anos anteriores, fechando agora com prejuízos superiores a 40 milhões de euros.
Já durante este ano, a ENVC mal conseguiu pagar seis meses de salários aos seus mais de 600 trabalhadores. No entanto, o administrador espanhol Francisco Gallardo teve as suas viagens a Espanha pagas pela ENVC, num total de 12.600 euros de custos, assim como o serviço de TV por cabo em Portugal.
É apurado também que as receitas da empresa estavam entre os 1,5 e 2,9 milhões de euros quando os custos anuais com o pessoal ascendiam aos 14,5 milhões. Os salários mensais para os trabalhadores rondavam os 1,2 milhões de euros.

Fonte: Noticias ao Minuto

Mas afinal, o que significa BFF?

foto adicionada por António Garrochinho




Ontem, quando ouvi Paulo Portas a usar a sigla BFF no Parlamento, passou-me pela cabeça que este iria fazer ali uma espécie de mea-culpa, e que iria desatar a esclarecer o enorme rol de trapalhadas em que o seu passado político está assente. Assim de repente, mal ouvi a boca de Portas soletrar a sigla BFF, só me ocorreram coisas do tipo:

Bataglia, Ferreira e Finórios
ou,
Bofunfa Fornecida em Fatias
ou,
BES, Financiamentos e Ferrostaal
ou,
Branquamento, Fotocópias e Ficheiros
ou,
Barafunda, Feiras e Feirinhas
ou até mesmo,
Bichonas Frescas e Fofas

Mas, afinal não, Portas quis referir-se à expressão "Best Friends Forever" que, no caso concreto, alude à suposta relação de grande e duradoura amizade entre os partidos PS, BE e PCP. Então, logo percebi que Paulo Portas continua a ser o mesmo de sempre, agora mais evidente do que nunca, pois como já aqui referi, a verdadeira essência de umdireitola vê-se quando ele está na oposição e não no poder.

Realmente, não se me ocorre ninguém melhor do que Paulo Portas para falar sobre"relações de amizade", nomeadamente aquelas que ele julga como definitivas. Portas é, talvez, a pessoa ideal para falar sobre amizades em política. Basta recordar a constância afectiva que Paulo Portas sempre teve em relação a Cavaco, em relação a Durão Barroso, em relação a Marcelo Rebelo de Sousa, em relação a Manuel Monteiro, em relação a Passos Coelho (e aqui o melhor ainda está para vir, ou então já que o Portas gosta tanto de estrangeirismos, TBIYTC, que significa "The Best Is Yet To Come") e até mesmo na relação emotiva e irrevogável que ele mantém com a sua própria pessoa.

Paulo Portas continua o mesmo de sempre. Um "burro autenticamente", como dizia o outro.

contrario.blogs.sapo.pt

Casacos pendurados nas ruas de Lisboa para aquecer necessitados


A cidade de Lisboa acolhe na próxima terça-feira a iniciativa "Heat the street", que visa promover a doação de agasalhos, pendurando casacos na rua para serem usados por quem necessita.
 
FACEBOOK

Criado pela jovem Sílvia Lopes, o projeto "Heat the street - streetwear your jacket" permite que qualquer pessoa possa participar, pendurando, pela cidade, um agasalho que já não utiliza, juntamente com uma etiqueta da iniciativa (disponível na página de 'Facebook').
"Estou aqui para ti. Se estás na rua com frio, leva-me contigo para te aquecer", lê-se nesses rótulos, que serão distribuídos com os casacos por locais como a Avenida 24 de Julho, Largo de São Paulo, Santos e Bica, a partir das 19 horas de terça-feira.
Em declarações à agência Lusa, Sílvia Lopes explicou que o objetivo é "ajudar quem mais precisa", complementando o trabalho de "organizações que dão este suporte" durante todo o ano aos sem-abrigo.
Dinamizado pelas redes sociais, o evento tem também o intuito de criar "uma corrente de boa energia" e solidária na cidade, razão pela qual é realizado durante a época natalícia.
Sílvia Lopes, que trabalha numa empresa de comunicação, contou à agência Lusa que a adesão ao projeto tem sido muito positiva, não só da parte dos colegas de trabalho como de amigos, tendo já garantido um grupo de 25 pessoas que vão doar agasalhos.
Porém, admitiu que "há sempre quem se insurja", nomeadamente quanto à futura utilização dos casacos.
"Se alguém que não precisa, levar um destes casacos, isso fica na sua consciência", sustentou.
Depois desta primeira iniciativa, a jovem quer "levar isto mais longe" e dinamizar o projeto com uma equipa fixa, o que tenciona fazer em janeiro.
Também está nos seus planos levar a ideia para outros locais.
"Não é por acaso que temos [as etiquetas] em inglês e português. É para chegar a um maior número de pessoas", afirmou
.

ALGARVE - RIA FORMOSA - PCP honra os seus compromissos, apresentando na Assembleia da República uma iniciativa legislativa para pôr fim às demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa

ALGARVE - RIA FORMOSA
PCP honra os seus compromissos, apresentando na Assembleia da República uma iniciativa legislativa para pôr fim às demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa
PCP honra os seus compromissos, apresentando na Assembleia da República uma iniciativa legislativa para pôr fim às demolições nas ilhas-barreira da Ria Formosa. O texto integral do Projeto de Resolução pode ser consultado em: http://www.parlamento.pt/Activida…/…/DetalheIniciativa.aspx…
O PCP apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução pelo reconhecimento do valor social, económico e cultural dos núcleos urbanos das…
JORNALDOALGARVE.PT
Gosto
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A GALIZA COMO TAREFA – em campanha – Ernesto V. Souza


Pessoalmente, a estas alturas da vida, enquanto se ergue a Cidade Esmeralda do Gaiás, o Prestige ainda deita fios mouros como fados, a Galiza rural continua mal comunicada, a Universidade continua de ama de cria do caciquismo, os galegos emigram e as elites estão debruçadas na mesma síndrome de sono que já descreveu Anhón, continuo a pensar o mesmo que sempre pensei a respeito das lutas, leias e liortas normativas e dos que as mantêm, alimentam e encirram: que é mais acertado deixar a gentinha fazer, respeitar as escolhas de cada quem e deixar o pessoal trabalhar no que se vai podendo que incomodar, censurar ou atacar. Com tal de que não apoiem ou sirvam os atávicos poderes escuros da Galiza, tudo suma e nada resta. Acho, porém, sinceramente, que a nossa sociedade mudou e com ela é preciso mudar posicionamentos, argumentos, atitudes e táticas. É preciso revisar conceitos e mais ainda recuperar textos e ideias que já há muito dormem nas prateleiras.
Dos três tão desqualificadores quanto inquietantes argumentos que empregam ainda os defensores do soberanismo político e literário que à vez rejeitam a escrita comum ou achegada com a do Português na Galiza para escarnecer lusistas (origem neofalante dos utentes, desprezo ou mesmo desconhecimento da tradição literária galega e esnobismo elitista ou desprezo pela massa popular) considero que (se alguma vez, ou parcialmente, foram mais certos que engenhosos) hoje não são mais certos nem mais engenhosos por três motivos:
O medre do Associaciativismo com pessoal formado (e em boa medida desencantado) do ativismo político de base que está a conformar, hoje por hoje, um tecido social que não tem parelha desde os tempos das Irmandades da Fala, tratando de integrar em dinâmicas populares a formação humana a todo nível.
O crescimento do reintegacionismo que nas últimas décadas evidencia uma dupla linha de engrosse de filas: pessoal maduro de origem galego falante e de longa trajetória galeguista que se achega na procura de uma alfabetização que lhe foi negada mais os poucos mocinhos de liceus (radicados em espaços rurais ou vilegos monolíngues) tradicionalmente também galeguistas e radicais que terminam os seus estudos -e contra os seus desesperados esforços- conscientes da sua condição de ágrafos.
O espalhamento de uma tendência no reintegracionismo que conjuga a defesa da ortografia do português com um independentismo (mesmo rejeitamento declarado) dos modelos lisboetas e que aposta por uns modelos linguísticos e literários mais ajeitados com a tradição e consoantes à trajetória política e literária da Galiza.
Considero há muito tempo que o problema da Literatura galega e da Língua não é de ortografia quanto de modelo. De desvio provocado por termos abandonado, na procura de um presente normal, “normalizado” e uma pragmática “possibilista” não apenas a nossa relação com o mundo de língua portuguesa, senão também e à mesma vez o elo com o passado que acreditamos defender. Perdemos, no caminho, o sonho de futuro com que se encetou a reivindicação da língua e a cultura galega.
 
Creeran algús, que, porque como digo tentey falar d’as cousas que se poden chamar homildes, é por que m’esprico n’a nosa lengoa. N’é por eso. As multitudes d’os nosos campos tardarán en lêr estos versos, escritos á causa d’eles, pero sô en certo modo pra eles. O que quien foy falar un-ha vez mais d’as cousas d’a nosa terra, n’a nosa lengoa, e pagar en certo modo o aprecio e cariño que os Cantares gallegos despertaron en alguns entusiastas. Rosalia de Castro, “DUAS PALABRAS D’A AUTORA” em Follas novas, 1880


Tags: reintegracionismo
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Miriam Makeba - Pata Pata (Live 1967)







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OS AUDI DO MEU DESCONTENTAMENTO

Como já escrevi, desde o início que me sinto embaraçado com a medida. Não simpatizo de todo com a ideia de sortear carros de topo de gama nos tempos que correm como forma de premiar o bom comportamento fiscal.
Bem sei que a justificação é o combate à evasão fiscal, muito elevada, e à economia paralela que representa mais de 25% do PIB e que este cenário carece de ser revertido.
No entanto, a evasão fiscal nas pequenas facturas do dia-a-dia não passa depeanuts comparado com os milhões que circulam pelos paraísos financeiros que continuam de boa saúde e protegidos pela hipocrisia dos políticos. A evasão fiscal circula pelos escritórios de advogados que exploram até ao limite as manhas da contabilidade criativa que as leis amigas possibilitam, permitindo que muitos milhões escorreguem "legalmente" para outras sedes. A evasão fiscal circula pelos negócios das famílias, poucas, que desde sempre mandam na economia portuguesa com a colaboração desinteressada, evidentemente, dos seus protectores estrangeiros.
A evasão fiscal e a economia paralela alimentam-se de um fortíssimo nível de corrupção que raramente tem condenados, veja-se a recorrente informação da baixa taxa de processos de corrupção resultam em condenação,
A evasão fiscal e a economia paralela circulam também no tráfico de influências e na protecção a negócios que quando correm bem proporcionam lucros fabulosos não taxados, Dias Loureiro, Isaltino Morais, João Rendeiro, Oliveira e Costa, Duarte Lima, etc., etc., que o digam e quando correm mal pagamos todos.
O combate à fraude e à evasão fiscal e à economia paralela passa por um sistema de justiça eficaz, célere e justo, que não seja forte com os fracos e fraco com os fortes. Passa por leis claras e sem alçapões que a contabilidade criativa e bem paga explore. Passa pela exclusividade ou separação de funções minimizando o tráfico de influências e pessoas entre estruturas públicas e privadas. Passa pela transparência dos negócios e das colocações. Passa pela ... vontade séria de as combater e não da produção de uma retórica hipócrita.
O sorteio da Factura da Sorte não é inédito mas, também aqui, os exemplos em que se verifica não são muito animadores, dispenso tal companhia.
Acredito que o Audi, outro prémio da mesma natureza, possa ser um incentivo ao "cumprimento" fiscal para muita gente. Muitos de nós portugueses, adoramos este "jogo", o jogo da "sorte", no qual depositamos muitos dos nossos sonhos, sintetizados na conhecida fórmula milhões de vezes dita e ouvida, "nunca mais me sai o Euromilhões para deixar de trabalhar".
No entanto, esta adesão ainda me deixa mais embaraçado, aceitamos o "jeitinho" no nosso quotidiano e pedimos a factura da "bica" para alimentar a esperança no Audi.
Esta medida, finalmente, recorda-me, a medida do Grupo Pingo Doce num famoso 1º de Maio que, em nome da generosidade e preocupação com as famílias , proporcionou imagens degradantes e deprimentes, bem como, é certo, mais uns milhões de euros nos negócios a troco de uma multa irrisória.
Ainda assim, como o povo costuma dizer ... que o Audi saia a alguém que precise. Boa sorte.


atentainquietude.blogspot.pt

COISAS BONITAS