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sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma viagem ao Parque Nacional Los Glaciares

Com as Nações Unidas, segurando a sua conferência sobre mudança climática em Paris, a Getty Images com Mario Tama fotógrafo viajou para o Parque Nacional Los Glaciares da Argentina, para capturar imagens da bela região, e das alterações climáticas em ação. Em Los Glaciares, parte do Campo de Gelo Patagônico Sul, a maioria dos seus 50 grandes geleiras estão recuando durante o último meio século devido a temperaturas mais quentes, de acordo com a Agência Espacial Europeia.

  • Monte Fitz Roy fica no Parque Nacional Los Glaciares, parte do Campo de Gelo Patagônico Sul, em 02 dezembro de 2015 na província de Santa Cruz, Argentina. 
  • Monte Fitz Roy, direito, no Parque Nacional Los Glaciares em 2 de dezembro de 2015. 
  • A geleira Spegazzini, no Parque Nacional Los Glaciares, em 28 de novembro de 2015. 
  • A geleira Spegazzini (esquerda) e Heim geleira, parte do Campo de Gelo Patagônico Sul, em 28 de novembro de 2015. 

  • Spegazzini glacier deságua no Lago Argentino, no Parque Nacional Los Glaciares em 28 de novembro de 2015.

  • Gelo pairem da face da geleira de Perito Moreno em 27 de Novembro, 2015, na Província de Santa Cruz, Argentina. 

  • A superfície irregular da geleira de Perito Moreno, fotografado em 27 de novembro de 2015. 

  • Bezerros de gelo da geleira de Perito Moreno no parque nacional Los Glaciares em 27 de novembro de 2015. 

  • Monte Fitz Roy fica no Parque Nacional Los Glaciares em 1 de Dezembro, 2015, na província de Santa Cruz, Argentina. 

  • Cavalos ficar de fora Parque Nacional Los Glaciares na Província de Santa Cruz, Argentina, em 27 de novembro de 2015. 




  • Um rio com escoamento glacial flui fora Parque Nacional Los Glaciares em 1º de dezembro de 2015. 

  • Um iceberg interrompeu de uma geleira derretendo flutua no Lago Argentino, que detém a água de escoamento do Campo de Gelo Patagônico Sul, em 28 de novembro de 2015. 

  • Glaciar Perito Moreno está acima Lago Argentino em 27 de novembro de 2015. 
  • Um homem posa para um amigo com sua jaqueta soprando no vento, na frente da geleira de Perito Moreno no Parque Nacional Los Glaciares, em 30 de novembro de 2015. 

  •  flutuadores gelo glacial no Parque Nacional Los Glaciares em 29 de novembro de 2015. 

  • As pessoas vêem o Glaciar Perito Moreno partir de uma plataforma em 27 de novembro de 2015. 





  • Pessoas caminhar sobre o Glaciar Perito Moreno, uma parte do Campo de Gelo Patagônico Sul, em 30 de Novembro, 2015, na Província de Santa Cruz, Argentina. 
    www.theatlantic.com

Mentiras, atrás de mentiras


mentira.jpg
Cada cavadela, minhoca, é só buracos atrás de buracos, o ex-governo mentiroso, mentiu com todos os dentes, foi a sobretaxa, foi a divida externa, foi o crescimento económico, eram os cofres cheios, agora temos o défice. Está explicado porque não queria deixar o pote, pois sabiam que as mentiras seriam desmascaradas.
Ainda bem que Costa não foi um cobarde e não se demitiu na noite das eleições, nem sequer quis um lugarzinho de Secretário de estado num governo Pafioso.
Na nota da execução orçamental até setembro, a que Lusa teve hoje acesso, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que "o défice das administrações públicas, em contabilidade nacional [a ótica que conta para Bruxelas], se tenha situado entre 3,4% e 4,0% do PIB [Produto Interno Bruto] no período de janeiro a setembro de 2015 e que, ajustado de medidas extraordinárias, se tenha fixado entre 3,2% e 3,8% do PIB".
Isto significa que o valor central da estimativa da UTAO para o défice orçamental nos primeiros nove meses do ano se tenha situado em 3,7% do PIB (ou 3,5% do PIB, excluindo operações de natureza extraordinária). (tirado daqui)
Como dizia a minha avó, a verdade, tal como o azeite, vem sempre ao de cima.
[aqui]

O novo prédio mais alto do mundo terá 1km de altura




torre alta
Vende-se apartamento em Jidá, na Arábia Saudita. Vista privilegiada para o Mar Vermelho, arquitetura contemporânea e oportunidade única de morar acima das nuvens. Não perca essa oportunidade! Prazo de entrega: 2020.
Pois é. O Jeddah Tower, futuro prédio mais alto do mundo vai ficar pronto só em alguns anos, mas um importante passo foi dado no final de novembro de 2015: um acordo foi assinado entre a Alinma Investment e a Jeddah Economic Company, garantindo o investimento dos US$ 2,2 bilhões necessários para a construção da torre que atingirá um quilômetro de altura distribuídos em 200 andares.
Na realidade, cerca de metade desse montante será usado pra erguer a torre e a outra metade pra construir o Jeddah City, um centro comercial igualmente megalomaníaco, localizado ao pé do prédio. A torre contará com 59 elevadores, um hotel de luxo, escritórios, apartamentos de luxo e uma imensa varanda redonda que será utilizada como mirante. O prédio já foi construído até o 26º andar.
Dois fenômenos naturais desafiaram engenheiros e arquitetos durante a concepção do projeto: o vento e a maresia. Por isso, as fundações terão 60 metros de profundidade e o contorno da estrutura externa é irregular, mudando de formato a cada grupo de andares e fazendo com que o vento dê a volta no prédio em vez de bater de frente.
Aproximadamente 80 mil toneladas de aço terão sido utilizadas ao fim da construção. Hoje a torre mais alta do planeta chama-se Burj Khalifa e fica em Dubai, capital dos Emirados Árabes – são 163 andares em 828 metros.

Uma pequena correcção




José Pacheco Pereira,
olha que não, olha que não !





É claro que não seria justo desmerecer de mais um inteligente e acutilante artigo de Pacheco Pereira no Público por causa de uma curta frase nela incluída. Mas também não vem mal ao mundo proceder a uma rectificação, não tanto por causa de JPP mas por causa de alguns que têm tendência para se julgar o umbigo de Portugal.

É assim : a dado passo, JPP observa lucidamente o seguinte : « Aliás, perante a indiferença geral dos partidários do «economês», Stiglitz veio dizer a Lisboa que era preciso cobrar mais impostos para investir e que a desigualdade era uma opção política. A desigualdade, por exemplo, não tem qualquer papel no discurso do «economês» e da política que o sustenta. . Não importa, não interessa e é inevitável. Os governos, sejam conservadores, sejam socialistas, sejam o que forem,  estão condenados a seguir a mesmo política económica e social, e é essa política que define o  «arco da governação», o clube dos partidos em que o voto dos eleitores serve para governar. O resto é um voto de segunda, tribunício e ineficaz, quase lúdico».

O problema está em que, de imediato, JPP remata: «Durante quatro anos em Portugal, só um punhado de pessoas que se contavam pelos dedos de uma mão é que resistiu a esta «inevitabilidade».

Ora, creio eu que só os dirigentes e deputados do PCP, do BE e do PEV são muítissimos mais do que «um punhado de pessoas que se contavam pelos dedos de uma mão».

E, se não me engano nas contas, também creio que os 996.872 portugueses que votaram no BE e na CDU  em 4 de Outubro são cosmicamente superiores ao tal «punhado de pessoas que se contavam pelos dedos de uma mão».

Resumindo: convém não confundir a vida política real com as colunas de opinião nos jornais.

Via: O Tempo das Cerejas

Um ódio que mete dó!


 
 
 
Eles estão mesmo descontrolados. Eles pensam a vida e o mundo substituindo os sentidos, que cinco seriam com mais um sexto que só alguns terão, por um único. Que é o seu umbigo. Mas são muito inteligentes, muito cultos, leram tudo o que valia a pena ler, viram têm tudo o que valeria a pena ver, ouviram tudo o que valeria a pena ouvir. E tudo filtraram pelo tal umbigo, tudo coado e transformado em opiniões definitivas e inabaláveis. 
Eles têm um ódio que os une nas suas rivalidades e invejinhas recíprocas: o ódio aos comunistas. A essa gentinha (segundo eles…) que tem a ousada pretensão de transformar o mundo. Este mundo em que eles se sentem como peixinho colorido em aquário, procurando suscitar ohs! de admiração e alimentando-se das iguarias sofisticadas que o mercado criou para animaizinhos de (boa) companhia.
Viviam nababamente, instalados em mansões nestas paragens à beira Atlântico e,por vias deste, de outras terras e caminhos, fazendo tranquilamente os seus “números”, depois de terem apanhado um susto lá pelos anos 74 e 75 – a que, aliás, se tinham forçado, com juvenil radicalismo, a adaptar na convicção de que as revoluções se fazem já! -, e eis senão quando um sobressalto os agita.
Eles, que tinham enterrado em definitivo seus juvenis arroubos nas pedras que ruíram de um demonizado muro, eles que, embora desconfiados, passaram certidões de óbito a um partido comunista que comunista queria continuar a ser, eles reagem, entre atarantados e peremptórios, ao que está a acontecer ao redor do aquário aquecido e iluminado.
Veio ao de cima o que dentro de si têm vindo a guardar e a acarinhar: o desprezo ou a zanga pelos outros, que os enfastiam e incomodam, e o ódio aos comunistas, que nos outros se revêm e que, como lhes é natural, querem mudar as suas desgraçadas situações de hoje sem desistirem de transformar o mundo.
E, se assustados parecem, a verborreia extravasa-os. Alguns exemplos nos entram em casa, como afirmações inteligentíssimas (embora torcendo a História) de eu, comunista não sou, ou como ardilosas construções de inimizades íntimas que falsificam a tão maltratada História. 
Um ódio de classe por interpostos e servidores escribas de auto-reclamada e elogiada qualidade intelectual. 

Sinto necessidade de escrever isto porque também, de vez em quando, extravasa o meu copo de paciência. E bem largo e alto ele é… ou se foi tornando.
Um títere que se assina Vasco Pulido Valente, e que tem à disposição três colunas na última página do Público, editou um vómito intitulado Os dois governos, em que tropecei, e onde li coisas que VPV bolsou sobre os comunistas, sobre Álvaro Cunhal, sobre o Partido, sobre «o “centralismo democrático”, que matou milhões» (!).
Para recuperar do incómodo que a exposição de tanto ódio cego me provocou, fui passar os olhos pelo O Partido com paredes de vidro, onde há alguns trechos do capítulo A democracia interna, que se recomendaria como terapêutica se tal enfermo tivesse cura. Mas não tem! 

É, só, um ódio que mete dó!



Via: anónimo séc. xxi http://ift.tt/1LUKqda

Ferreira Fernandes ou…


 
 
… como eles ficam contentes 
com umas piadas rasteiras

Depois de ler isto, limito-me a manifestar esperança que, ainda em tempo de vida lúcida, Ferreira Fernandes venha a descobrir coisas tão elementares como a de que a Assembleia da República não esgota nem absorve todas as vertentes da democracia, a de que o que chama estupidamente  «alheamento» não é separável da luta por convicções, concepções e políticas próprias e sobretudo não nos apresente o PS como um coitadinho que, ao longo de 40 anos, ansiava sôfrega e doridamente por alianças com o PCP mas sempre levava sectariamente com os pés.



Via: O Tempo das Cerejas

QUEM DISSE QUE É PECADO !? - Os vestidos mais chocantes usados na passadeira vermelha





















http://lifestyle.sapo.pt

DE OLHINHOS BEM ABERTOS por Luísa Lobão Moniz




De olhinhos bem abertos, com o corpo a escorregar pela cadeira e pernas bem esticadas… falam baixinho e acotovelam o  colega do lado indicando com um levantar de cabeça que a colega não parava de mexer no cabelo…

É um cabelo bonito, preto, todo encarapinhado e redondo, à volta da cara que parecia estar cheia de aborrecimento porque, mais uma vez ,iam ouvir conselhos sobre as crianças para que sejam meninos e meninas bem comportados… o que é ser bem comportado? É fazer o que diz o professor. E o que dizem os professores? Dizem para nos portarmos bem, que é uma vergonha portarem-se mal à frente de uma pessoa que não conhecem.

Eu já não sou rapaz nem miúdo, sou um homem.

Esta frase dita para todos, e para ninguém, encheu o ar da sala onde se ia falar sobre a Convenção dos Direitos da Criança.

O rapaz, feito homem, achava que já não tinha nada a ver com esta problemática…eles são uns putos, eles é que devem conhecer.

Muitas mais  situações peculiares podiam aqui ser referidas….

Analisando esta pequena, mas muito importante, situação havida numa sala, supostamente, organizada para debater os Direitos e os Deveres da Criança, sente-se um afastamento – tábem eu sento-me direito — que incomoda, parece que tudo está mal, que tudo os aborrece, parece ao professor que está perante uma situação muito difícil, porque não há tempo, não há espaço nem recursos humanos para acompanhar os casos de desadaptação e de sentimento de exclusão. Os pretos também são racista!

Eram 35 crianças/jovens que ao principio mostravam evidentes indícios de desinteresse. Sim, estamos aqui porque a setoura disse que íamos aprender a conviver.

Nos primeiros minutos estes alunos mediram a distância entre os diversos protagonistas e mostraram, que a teoria de recursos, de troca e de controlo social está subjacente

Nesta agradável sala, estavam jovens e adultos: uns queriam transmitir que não precisavam de aprender “isso das crianças”, e os outros para lhes mostrar que está nas nossas mãos o querermos evitar as situações de violência.

Estes alunos são uma amostra do que se passa em muitas escolas. Os alunos têm muita informação, mas não conseguem a transformação de atitudes, de  comportamentos.

Eles sabem que não há controlo social que evite dar pancada nos colegas.

Eles sabem que, nesta troca de conhecimentos e de vivências, têm mais a ganhar do que a perder…

E porquê?

Muitas vezes as regras e os valores do “seu grupo” sobrepõem-se às regras e aos valores dominantes. A sanção, no seu endogrupo, é importante porque são a sua  família, é perante ela que respondem.

Na escola são reconhecidos, negativamente, pelos valores, pelas regras normativas, que raramente cumprem,

No seu grupo de pertença, o reconhecimento da sua identidade pela positiva está associado à capacidade de criar ruptura com as normas sociais.

Não têm medo de nada, estes homens incompreendidos… a violência vivida em casa pega-se-lhes à pele e, assim, reproduzem-na sentados numa qualquer cadeira da sala.

Enfiam a cabeça no capuz do blusão, são só vistos e reconhecidos quando querem.

O que para o professor é uma regra social-tirar a cabeça de dentro do capuz – para eles é uma provocação- chêe que mal tem? É só porque é setor e tem a mania que manda.

Ter a mania que manda, assusta-me porque se subentende que estamos perante um campo de batalha. Estes alunos demonstram bem que algo vai mal. Os professores não têm tempo para humanizar a sua relação com os alunos, não têm tempo porque o Ministério enche as salas de alunos e não de pessoas, recusa-se a perceber que ninguém ensina nem aprende quando o clima escolar é de exclusão, quando os intervalos, entre as diferentes disciplinas, não contribuem para gerar momentos de bem estar…

Na escola ensina-se, aprende-se, trocam-se conhecimentos…mas com esta distribuição de alunos não se consegue mudar de atitudes, de normas sociais…

Cada sala de aula é um mundo a descobrir sem receios e sem preconceitos…mas com pessoas com diferentes sensibilidades.

 

 http://aviagemdosargonautas.net