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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O novo lema: “Não podemos distribuir o que não temos”


Ouvir a Helena Garrido na Antena 1, esta manhã, fez-me perceber o mote dos próximos tempos para o combate ideológico da direita. Citando de memória, disse ela sobre o futuro Governo Costa:

1) Vai ser extremamente interessante ver como vai o Governo Costa quadrar a distribuição de mais rendimento com a redução do défice orçamental e do défice externo;

2) Que o que importa é que o emprego cresça e que as desigualdades diminuam;

3) Todos nós gostamos de ter mais rendimento, mas a economia tem destas coisas: tem consequências. E não podemos distribuir o rendimento que não temos;

4) "Esperemos que tudo corra bem porque é importante manter o PS no espaço político português".

A primeira frase é interessante porque a Helena Garrido foi das directores de jornais económicos e opinion makerseconómicos que, de 2010 a 2014, abraçou literalmente a vinda da troika e defendeu uma estratégia recessiva ("A recessão de que precisávamos vem aí. Falta chegar a governação que oriente o país para o regresso da prosperidade", 14/5/2010); pugnou por um corte dos apoios sociais como única forma de equilbrar as contas orçamentais ("o congelamento dos apoios sociais, como o Rendimento Social de Inserção, reclama de todos nós o regresso a atitudes mais solidárias e menos dependentes do Estado no combate à pobreza", 22/3/2010); sustentou com veemência uma redução da dimensão do Estado, criticou o Governo quando este titubeou na reforma do Estado ("Sabia-se há muito, há mais de uma década, que a correcção das contas públicas era impossível sem reduzir salários, pensões e apoios sociais. A troika chegada com a ajuda externa parecia ser a salvação para o bloqueio em que se encontrava o regime político. Foi essa a esperança de nós. Vã esperança", 26/11/2013); defendeu até em 2014 a redução salarial (mesmo dos rendimentos brutos) para aumentar a competitividade externa ("Os salários e as pensões terão inevitavelmente de ser reduzidos. É uma ilusão pensar que se consegue resolver o problema de outra forma. Não existe nenhuma despesa pública com dimensão suficiente para controlar a dinâmica da dívida pública", 19/6/2014; "Com inflação baixa, impedir que os preços e salários diminuam é condenar o pais ao desemprego, é colocar Portugal a produzir menos do que aquilo que consegue", 17/12/2013; "Proibir o despedimento, congelar rendimentos ou regras de aumentos salariais quando a empresa vende menos ou o Estado recebe menos impostos, ou tem de gastar mais para apoiar quem mais precisa, é reivindicar o direito a ter sol todos os dias", 7/3/2014). E defendeu a austeridade como forma de clarificação ("Nós não estamos a empobrecer. A questão é que nunca enriquecemos. Estamos basicamente a regressar à dura realidade do rendimento que tínhamos antes de entrarmos para a moeda única", 21/2/2014). Uma austeridade que deveria prosseguir mesmo sem troika ("É da capacidade em disciplinar as contas do Estado que depende agora o nosso futuro e o sentido total dos sacrifícios que fizemos durante os últimos três anos", 1/1/2014).


No âmbito desta luta ideológica, é interessante ver que, apesar dos falhanços económicos da estratégia seguida pelo Governo – fraca redução do défice orçamental e subida da dívida pública, aumento brutal do desemprego, subida da emigração, ampliação do fosso das desigualdades - e que apenas teve melhores resultados quando se atenuou a austeridade, ainda se pensa como dantes. Menos austeridade implica mais défice orçamental.

Na verdade, nada parece ter mudado na cabeça da Helena Garrido, apesar da sua responsabilidade sobre o que se passou em Portugal. Sim, responsabilidade. A comunicação social é um fortíssimo meio de condicionamento social. E a comunicação social não deve afastar de si as responsabilidades que igualmente teve neste país. Portugal aplicou das mais brutais "receitas" de austeridade de que há memória na nossa História, destruiu vidas profissionais e de famílias, empurrou – e ainda empurra - milhares de pessoas para a emigração. Tudo sob o lema "não há alternativa", um lema falso e - pior que tudo - ineficaz.

E apesar disso, tudo aponta para que a comunicação social, não só não tenha aprendido com esse seu fardo social, como ainda por cima mantém de pé todo o edifício de crenças, de modelos económicos. Quando as dificuldades surgirem, não se tenha ilusões, todo o argumentário voltará intacto.

O jornalismo é assim: em geral, não há tempo para pensar, quanto mais para estudar. Mas não podemos ser inocentados por isso. Temos culpas no cartório.

Veja-se a frase "Não podemos distribuir o rendimento que não temos". O que está pressuposto é que o Governo vai lançar pela janela rendimento e, como não produzimos bem, será um rendimento artificial que vai encarecer o preço das mercadorias nacionais e dificultar a sua venda, provocando menos exportações, mais importações e mais desemprego. Na verdade, este racionínio em nada tem em conta a estrutura de custos das empresas, nem os impactos das medidas adoptadas, nem de uma nova redistribuição do rendimento. Pressupõe apenas um primado das empresas, porque são elas que criam emprego, quando na verdade, as coisas são bem mais complexas. Não há sociedades saudáveis com empresas em que os trabalhadores não tenham vidas saudáveis. O mal não está na simplificação da realidade, mas no pensamento distorcido sob a forma de lição para o povo.

Mas a Helena tem razão num ponto: o desequilíbrio externo. Vai ser um berbicacho. E terá de ser resolvido. Aliás, gostaria de ver este Governo adoptar aquilo que nenhum outro o fez: uma estratégia nacional de defesa da produção portuguesa, não apenas para exportação, mas de substituição de importações. Mas durante décadas, o pensamento económico de direita – adoptado igualmente pelo PS – desvalorizou essa questão, apoiando-se no facilitismo de que mais comércio era igual a mais rendimento para todos. E na verdade perdemos empresas, empregos, rendimento criado que passou a ser exportado. 

Interessante é o remate sobre o PS. Pressupõe que, por detrás da ideia "queremos que isto corra bem" está a de que há uma elevada probabiliade de correr mal e que, nesse caso, o PS se vai desfazer, dilacerado entre a esquerda e a direita. Mais uma vez, está subjacente aquilo que a Helena sempre defendeu e que não vê como o fim real do PS: um pacto PS/PSD/CDS (“Como saímos desta embrulhada? Basta que PS e PSD tenham a coragem de tomar as medidas que são necessárias", 23/9/2010; "Nenhum político deseja para o seu povo uma austeridade contínua e feita de permanente instabilidade, em que não se sabe quanto se vai ganhar amanhã. E todos os políticos dos partidos do arco da governação querem que Portugal se mantenha no euro (...). Eis uma base bastante sólida para um entendimento", 13/3/2014).

Eis o que vai ser defendido diariamente na Antena 1. 




ladroesdebicicletas.blogspot.pt

Casimiro


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O Casimiro, numa foto da Farmácia Leão Soromenho, outra velha instituição do Largo da Fonte Nova
A nossa vida faz-se muito de pessoas e lugares. Algumas dessas pessoas confundem-se tanto com os lugares que ficam, para sempre, a fazer parte das nossas paisagens pessoais, dos cenários recordados das nossas memórias de infância, quando a felicidade era mais do que mera possibilidade. O Casimiro era uma dessas pessoas. A sua felicidade fazia (fará) sempre parte daquele lugar de aprendizagem e brincadeiras que era o Largo da Fonte Nova, centro do bairro de Tróino, em Setúbal, onde todos se cruzavam para ir ao vinho à Taberna do Nau, comprar bolos ao Caquinhas ou procurar um parafuso na drogaria. O Largo de outros tempos, shopping de bairro em que se ia à mercearia do senhor César inscrever no rol uma quarta de banha ou ao café Miami matraquear nos flippers a cinco escudos. Lá andava o Casimiro, entre o restaurante da Cilinha, a Farmácia Leão Soromenho ou o restaurante do Horácio, com paragem sempre certa no quiosque dos gelados do Calhotas. Diferente, sempre, mas ainda assim igual a nós.
Para onde foi, levou consigo o sorriso que quase sempre nos oferecia. Deixa-nos a sua memória. O que é muito para um homem deixar.

pracadobocage.files.wordpress.com


DATA FUNESTA



25 DE NOVEMBRO
por César Príncipe
 
O golpe iniciou-se em Novembro, dia 25. Prolongou-se pela madrugada de 26. Corria o Ano da Desgraça de 1967. Oliveira Salazar presidia ao Governo. Américo Tomás presidia à República. Santos Júnior era ministro do Interior. Deus, ao que se presumia e alardeava, tinha Portugal sob custódia há oito séculos. Fátima acabava de ser visitada, no 13 de Maio, pelo papa Paulo VI que (pelo sim, pelo não) evitou escalar Lisboa. Temeu maus encontros. Diz-se que não quis comprometer-se com o regime do Império e de Deus, Pátria, Família. E certamente teria os seus presságios quanto a trombas humanas e pluviométricas. No tocante ao resto, ao que se propagandeava, imperava a Ordem e a Tranquilidade.Vivíamos em paz. De facto, só estávamos em guerra policial contra a população civil desde 1926. Na realidade, só estávamos em guerra militar contra os movimentos armados de libertação desde 1961.
Os acontecimentos do 25 de Novembro levaram o estado de calamidade a parte da capital e da região envolvente. Tudo começou com medonhos trovões, fortes rajadas, chuvas diluvianas. Os céus desabaram. As águas ocuparam ruas e casas, berços e campas. O saldo foi pavoroso. As autoridades reconheceram a custo e a conta-gotas a existência de 462 mortos. No entanto, as estatísticas revelar-se-iam mais pesadas. A história regista outros números: cerca de 700 vítimas mortais e mais de 1000 desalojados. A Censura afadigava-se para manter a verdade nos varais. Emanava ordens patéticas e categóricas para os órgãos de comunicação. Por exemplo, para a Rádio Clube Português: A partir de agora não morreu mais ninguém.Por exemplo, para o Jornal de Notícias:Urnas e coisas semelhantes: não adianta nada e é chocante. Não falar do mau cheiro dos cadáveres (nem) das actividades beneméritas dos estudantes. É altura de acabar com isso. É altura de pôr os títulos mais pequenos. Somente o clandestino Avante! (Dezembro de 1967) não acatava directivas da Censura: As inundações não teriam originado semelhante tragédia se o governo se tivesse preocupado em resolver da habitação para os trabalhadores, se tivesse cuidado da regulamentação dos rios e da defesa das populações ribeirinhas, se tivesse tomado as medidas de emergência que as circunstâncias impunham (…) porque não foram destruídos pelas chuvas diluvianas os bairros residenciais de Lisboa, mas sim os bairros de Urmeira, Olival Basto, Pombais…Quinta do Silvade, Odivelas (…) os bairros arrasados encontravam-se em zonas baixas, circundadas de colinas, facilmente inundáveis, construídos de tábuas e lata (…) desde há muito que se clama contra o assoreamento dos rios, contra a falta de diques. Desde há muito que se protesta contra os fenómenos de erosão…Nem a mais pequena verba para a regularização das águas do Tejo (…)
E afinal qual a justificação final e oficial para a catástrofe? Ei-la (e não pasmem!), pois continua revista e actualizada: nada tinha a ver com condições sociais, urbanizações precárias ou ilegais, assoreamentos, ribeiras encanadas, colectores bloqueados, deficiências de socorro. Insignes figuras políticas e religiosas remeteram as responsabilidades para a esfera divina. E sabe-se: a cólera dos deuses é milenar. De resto, na linha do jesuíta Gabriel Malagrida que debitou o terramoto de 1 de Novembro de 1755 na conta-corrente dos pecados do marquês de Pombal e dos seus sequazes. Ao fim e ao cabo, também na linha de Calvão da Silva, ministro da Administração Interna, sucessor de Santos Júnior, que a respeito das inundações da Albufeira (2015) logo detectou a mão dasforças demoníacas, aceitando como item da teologia pragmática a insensibilidade do Criador: Deus nem sempre é amigo. No afã desculpacionista, apenas cometeu um deslize de angariador de apólices: aconselhou os portugueses a confiar mais nas Companhias de Seguros do que no Omnipotente e Misericordioso. Demonstrou, contudo – vá lá – visionária compaixão ao referir-me ao morto de Boliqueime: Entregou-se a Deus. No fundo, CS, apesar de tantas sanhas e indiferenças das potestades, andou com sorte: apenas foi rejeitado, com o demais lote governamental, pela Assembleia da República. E idêntico e benévolo despacho mereceu SJ, o ministro das cheias de 1967, o ministro da brutal repressão das manifestações estudantis e operárias de 1962, o ministro da PIDE (1961-1969), a que assassinou o general Humberto Delgado, obviamente com a sua chancela, em 1965. SJ foi dispensado pelo marcelismo. Sinais dos tempos: evolução na continuidade. O Júnior deu lugar ao Rapazote. Pior destino teve Malagrida, alvo de auto-de-fé: (…)que com baraço e pregão seja levado pelas ruas públicas desta cidade à Praça do Rossio e que nela morra morte natural de garrote, e que depois de morto seja seu corpo queimado e reduzido a pó e cinza, para que dele e sua sepultura não haja memória alguma.
Novembro, 25.
Data funesta.
Via: GPS & MEDIA http://ift.tt/1HnAjm4

O CAOS DESCE SOBRE A EUROPA


Mundo Cão

Olhemos para a Europa de hoje.

Estado de emergência em França pelo menos durante três meses, no país onde a privacidade dos cidadãos deixou de ser um direito fundamental e o chefe de Estado pretende alterar a Constituição invocando a versão mais recente da chamada “guerra contra o terrorismo”, formulação de péssima memória.

Instauração de comportamentos próprios de Estados policiais em vários países da União Europeia, assim se informando os terroristas de que os seus objectivos de intimidação se estendem bem para lá dos atentados, instalando-se pela coacção psicológica e através da atemorização imposta pelos meios ditos de resposta, estratégia em que o comportamento da comunicação oficial alinhada nada tem de inocente.

Reforço das tendências xenófobas, racistas e persecutórias contra minorias, cada vez mais agravadas, e a ritmo exponencial, pela chegada massiva de refugiados e o modo como é encarada pelos governos e respectivos megafones. Vaga de refugiados que chega dos países artificialmente desmantelados com a colaboração de dirigentes europeus e de onde brota também o terrorismo.

Multiplicação de muros e barreiras através do espaço europeu como parte do combate aos refugiados e reforço dos controlos de fronteiras ao compasso da falsa dicotomia entre segurança e serviços de espionagem, absolutizados estes em sintonia com os venenosos sound-bites que pregam a necessidade de um big brother para garantir “o nosso civilizado modo de vida”.

Institucionalização do revanchismo nazi com a cumplicidade da NATO, o que é evidente em países como a Estónia, a Letónia, a Ucrânia – onde o regime foi instalado com a cumplicidade da União Europeia – Hungria, Polónia, Eslováquia, Bósnia, Croácia, território do Kosovo, a par de ameaças concretas de se tornar poder em países como a França.

Desagregação irreversível da União Europeia, enredada na teia de erros impostos arbitrariamente para combater erros, tudo em defesa do austeritário neoliberalismo, da ditadura financeira e de uma moeda cruel num cenário generalizado de catástrofe social que as desumanas políticas governamentais aprofundam.

A lista de factos poderia continuar e está na mente e nas reais inquietações dos cidadãos. Esta é a Europa que temos, nas mãos de irresponsáveis insensíveis, robots tecnocráticos cujas políticas militaristas e de agressão, com recurso comprovado ao terrorismo, estão na origem do ricochete que vitima civis inocentes já de si inquietos com as limitações à sobrevivência num duro dia-a-dia.

Muitos dos poucos que conhecem a “teoria do caos” idealizada nos anos setenta pelo lobista israelita de nacionalidade norte-americana Leo Strauss, depois recriada e aplicada por Paul Wolfowitz, Cheney, Powell, Rumsfeld e outros membros do gang neoconservador, consideram-na o suprassumo da “teoria da conspiração”.

Acham irrelevante que Wolfowitz seja igualmente um lobista israelita de nacionalidade norte-americana; omitem que ele mesmo, como membro da administração Bush filho, ajudou a criar as condições para a invasão e desmantelamento do Iraque; não admitem que esta operação seja a fonte original do caos gerado no Médio Oriente, escorrendo agora para a Europa enquanto os Estados Unidos se barricam contra as consequências.

Recordando: a “teoria do caos” estabelece que nenhuma potência mundial pode ter condições para rivalizar com os Estados Unidos da América, devendo a União Europeia manter-se sob o controlo político, económico e militar norte-americano. Nem que, para tal, seja preciso nela instalar o caos.

No estado a que as coisas chegaram, porém, o menos importante é concluir se estamos ou não perante uma “teoria da conspiração”. Porque poucos terão dúvidas de que o caos desce sobre a Europa perante uma União Europeia em agonia. Os dirigentes europeus foram no engodo e, um após outro, engoliram todos os sucessivos iscos lançados por Reagan, Bushes, Clintons, Obama e demais padrinhos de Washington que daí lavam as suas mãos enquanto continuam a fingir que nada têm a ver com o Estado Islâmico, a Al-Qaida, al-Nusra e outras comunidades de assassinos a soldo onde também pode encontrar-se o dedo sangrento dos serviços secretos israelitas.


aviagemdosargonautas.net

De ajudantes a guarda costas


No tempo de Cavaco Silva, os secretários de estado eram ajudantes. Com Pedro Passos Coelho evoluíram muito e passaram a guarda costas.
Dois casos neste governo são bem ilustrativos ( embora não sejam únicos): Paulo Núncio e Sérgio Monteiro.
O primeiro é o que aldraba as  contas e encena as patranhas aos eleitores na área fiscal. Desde a lista VIP, até ao recente caso da devolução da sobretaxa, este amigo de Paulo Portas tem sido a cara de tudo quanto é vigarice na área das finanças. Quanto à oxigenada ministra Marilú, a verdadeira mentora das vigarices, passa entre os pingos da chuva, como se nada fosse da sua responsabilidade.
Já Sérgio Monteiro, é um guarda costas com alguma independência criativa. Todas as vigarices nos transportes públicos têm a sua assinatura e, noutras privatizações tão escuras como a a EDP, ou em PPP, deu forte contributo para a concretização dos negócios. 
Passos Coelho, grato pelo serviços prestados, escolheu Sérgio Monteiro para liderar a venda do Novo Banco. Com ele à frente da negociata, está garantido mais uma privatização ruinosa para os contribuintes portugueses e uma boa entrada de dinheiro nas contas de alguns beneficiários da negociata.
Tal como aconteceu com os submarinos, não haverá culpados nem corruptos em Portugal. Cavaco serve de encobridor, dando tempo a este governo para eliminar todas as provas que possam  levar as autoridades a seguir o rasto das vigarices.
Se Miguel Macedo tivesse aprendido alguma coisa com a dupla Passos/ Portas, teria encarregado um dos seus secretários de estado de tratar dos vistos gold. Pouco avisado, agiu sem a protecção de um guarda costas e agora corre o risco de vir a ser julgado.


cronicasdorochedo.blogspot.pt

"Ana de Viana", o pião que dança


Ana é o nome da mãe e, também, da sogra de Arnaldo Rodrigues, um artista plástico, com 59 anos, de Viana do Castelo que acaba de reinventar o pião tradicional em madeira. Inspirado no traje à vianense e nas danças típicas da região, criou uma peça "dançante", que batizou de "Ana de Viana".
 

Brinquedo simboliza a mulher vianense na forma de um 




pião feito e pintado à mão

A escolha da designação, que por coincidência serve de homenagem a duas mulheres próximas de si, não podia ter sido mais óbvia. "Viana encerra o nome Ana. Não entendo por que é que até hoje ninguém tinha pegado naquilo que é óbvio. Fala-se da lenda "Eu vi a Ana no Castelo" e depois ninguém se lembra de usar Ana de Viana? É a coisa mais simples do Mundo", explica.
O brinquedo, no mercado com as cores vermelho, azul e verde, está a fazer grande sucesso, tanto nas redes sociais como nas lojas de artesanato. Está a ser comercializado desde agosto e já vendeu mais de meio milhar. "Estou a receber muitas encomendas. Muitas mesmo. Como nunca esperei. Esperava que isto ia ser um sucesso, agora tanto não. Fiquei doido quando percebi que, em dois dias, a página do Facebook teve 10 mil visualizações", comenta Arnaldo, nome simples pelo qual o artista gosta de ser chamado.
O pião é feito de madeira, construído em peças talhadas por um carpinteiro e pintado à mão pelo autor. A ideia é, segundo o próprio, "a união de dois prazeres": o fascínio pelos piões e o facto de ser "adepto fervoroso das festas d"Agonia". O brinquedo representa uma lavradeira trajada de braços no ar, em pose de quem dança o vira. Arnaldo avisa, contudo, que "a "Ana de Viana" não é uma representação fiel do traje à vianense".
Nos anos 80 do século passado, o artista plástico, bancário na reforma, fez o curso superior de Desenho e o seu trabalho final da disciplina de projeto foi sobre o pião. A vontade de criar uma peça sua, diz, já vem desde essa altura, em que começou colecionar piões. "Não compro. As pessoas que sabem já me oferecem. Tenho algumas dezenas deles. Os piões são um objeto interessantíssimo", conclui
.

EGIPTO VAI RECONSTRUIR O FAROL DE ALEXANDRIA, UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO ANTIGO


 carlosrossi



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130 metros, ou um prédio de 43 andares. 
Era esta a altura do Farol de Alexandria, aquela que, durante muitos séculos, fora uma das maiores construções já erguidas pela humanidade. Tamanha imponência lhe rendeu um lugar na seleta lista das sete maravilhas do mundo antigo, das quais apenas a Grande Pirâmide do Egito se manteve em pé até os dias de hoje. Apesar de o mítico farol não ter resistido à ação do tempo, parece que os humanos do século XXI terão a oportunidade de contemplá-lo em todo o seu esplendor, nas dimensões oficiais, a poucos metros de onde foi originalmente construído.
É o que prometeu o Comitê Permanente do Egito para Antiguidades, depois de uma reunião no fim de maio que aprovou os planos de reconstrução. “Os membros aprovaram um projeto antigo submetido previamente pelo governo de Alexandria, que visa reviver o farol”, declarou Mostafa Amin, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, ao jornal egípcio The Cairo Post. Agora, falta somente o aval das autoridades locais para o projeto sair do papel e as obras começarem, na mesma ilha de Faros onde a estrutura um dia esteve – o termo “farol”, inclusive, deriva do nome do lugar.
Construída por volta do ano 280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido, a torre de mármore servia não apenas para orientar os barcos que navegavam por aquelas partes do mar Mediterrâneo: ela também ostentava o poderio da dinastia iniciada por Ptolomeu I, um dos generais de Alexandre, o Grande, que tomou o poder na região depois da morte do conquistador macedônio, em 323 a.C. A estrutura permaneceu intacta por muito tempo, mas foi sendo gradativamente deteriorada por terremotos entre os séculos III e XII da Era Cristã.
“Um terremoto grave em 1303 causou uma enorme destruição ao monumento, antes de o sultão mameluco Qaitbay usar as ruínas para construir uma fortaleza (que ainda está em pé e carrega seu nome) no local original em Faros, noroeste de Alexandria”, explicou ao Cairo Post o professor de arqueologia greco-romana Fathy Khourshid. Em seu auge, um espelho era usado no farol durante o dia para refletir a luz do sol e guiar as embarcações, e uma grande chama ardia ao longo da noite. A construção possuía uma base inferior quadrangular, uma seção intermediária octogonal e um topo em formato circular. Em 1994, arqueólogos encontraram ruínas da estrutura original submersas nas proximidades da ilha.

megaarquivo.com

PEDOFILIA OFICIALMENTE ACEITE COMO “OPÇÃO SEXUAL” NOS EUA

Em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Desde 1886 ela era tratada como um caso de saúde pública.

A Associação Americana de Psiquiatria publicou, em 1952, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, que a homossexualidade era uma desordem ou transtorno. Após anos de debate entre psiquiatras, em 1973 a Associação Americana de Psiquiatria retirou a opção sexual da lista de transtornos mentais. Pouco depois a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição.
Esse foi o primeiro passo para que a Organização Mundial de Saúde acatasse essa decisão e mudasse sua situação na classificação internacional de doenças (CID). De lá para cá ativistas LGBT fizeram sucessivas investidas para que a questão gay fosse tratada apenas como “opção sexual”. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a opção sexual como doença em 1985.
Na maioria dos países do mundo, grupos de cristãos tradicionais (evangélicos e católicos) sempre se opuseram a essa abordagem, classificando apenas como uma questão de “escolha” ou simplesmente “pecado”.
Em outubro de 2013, está começando uma nova guerra dos cristãos contra a questão do que é aceitável e inaceitável do ponto de vista médico. A Associação Americana de Psiquiatria acaba de mudar a classificação de pedofilia. De um transtorno, passou a ser uma orientação ou preferência sexual. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-V). Trata-se de um manual para diagnóstico de doenças mentais. Ele é usado para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais.
A pedofilia é definida na nova edição como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovido de consumação, enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caracterizar os indivíduos que usam assim a sua sexualidade”. O referencial são crianças com menos de 13 anos de idade.
Grupos cristãos estão se manifestando nos EUA, temendo que ocorra o mesmo processo que aconteceu com a homossexualidade, onde o primeiro passou foi justamente a mudança de classificação da Associação Americana de Psiquiatria.
Por outro lado, associações defensoras da pedofilia, como a B4U-ACT, aprovaram a medida. Paul Christiano, porta-voz do grupo afirma que ficará mais fácil distinguir quem sente atração sexual e quem comete a violência (configurando crime).  Christiano, que é formado em psiquiatria, defende a “autonomia sexual” das crianças, e acredita que “mais educação sexual nas escolas iria ajudá-los a compreender melhor seus limites”.
Sandy Rios, da ONG evangélica Associação da Família Americana, disse em comunicado oficial: “Assim como a Associação Americana de Psiquiatria declarou a homossexualidade uma ‘orientação’ após uma tremenda pressão de ativistas homossexuais em meados dos anos 1970, agora, sob pressão dos ativistas pedófilos, declararam o desejo de fazer sexo com crianças também uma ‘orientação’. Não é difícil ver onde isso vai levar. Mais crianças se tornarão presas sexuais se não agirmos”.
No Brasil, em meio ao debate do Projeto de lei PLC 122, proposto pelo PT, o senador Magno Malta, declarou: “Se aprovarmos um projeto desses, de você ser criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é como se você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade… O advogado do pedófilo vai dizer, senhor juiz a opção sexual do meu cliente é criança de nove anos de idade. O juiz vai decidir como, se está escrito que é crime?”
Esta semana, nos EUA, o Dr. Gregory Popcak , do Instituto de Soluções Pastorais, organização católica dedicada a tratar, do ponto de vista da fé, questões relacionadas ao casamento e a família, alerta: “se chamarmos de ‘orientação’ algo que pode ser utilizado por algum grupo de defesa, acabaremos ouvindo que a pedofilia é “apenas mais uma expressão normal do desejo sexual, o que seria extremamente problemático”.
No início deste ano, um Tribunal Federal da Holanda aprovou a existência da Associação Martijn, defensora do sexo consensual entre crianças e adultos. O veredito oficial reconhece que o trabalho da associação é “contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”.Com informações Charisma News e Women of Grace.
ATUALIZAÇÃO EM 1/11:
Procurada pela  revista Charisma, que denunciou o fato, a Associação Americana de Psiquiatria (AAP) justificou-se, dizendo que pode haver um erro de interpretação, causado pelo uso equivocado de termos. Sendo assim, revisará o texto para que não reste dúvidas. Aqui.
A declaração oficial emitida dia 31, diz: “A quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais  (DSM-V), foi publicado recentemente. Foram anos de investigação  e traz uma revisão de todas as suas categorias de diagnóstico.  No caso da “Distúrbio Pedófilo”, os critérios de diagnóstico permaneceram os mesmos do DSM-IV. Apenas o nome do transtorno foi alterado de ‘pedofilia’ para ‘distúrbio pedófilo’, mantendo a coerência com os outras transtornos listados no capítulo. Na verdade, a AAP considera ‘distúrbio pedófilo’ uma “parafilia”, não uma “orientação sexual”. Esse erro será corrigido na versão eletrônica do DSM-5 e na próxima impressão do manual. Apoiamos os esforços contínuos para desenvolver tratamentos para pessoas com distúrbio pedófilo, visando prevenir futuros atos de abuso “.
Fonte: Noticias.gospelprime.com.br (30 de Outubro de 2013)

CONHEÇA A LISTA DE ORGANIZAÇÕES PRÓ-PEDOFILIA NO MUNDO

ORGANIZAÇÕES POR PAÍSES
Eis uma lista por ordem alfabética de diversas organizações do activismo pedófilo da Europa e dos Estados Unidos.
Alemanha
  • Aktion Freis Leben (AFL). Extinta?
  • Arbeitskreis Päderastie-Pädophilie (AKP). Ativa no início dos oitenta.
  • Deutsche Studien und Arbeitsgemeinschaft Pädophilie (DSAP). Ativa entre final dos setenta e início dos oitenta.
  • Fach und Selbsthilfegruppe Paedophilie. Extinta?
  • Indiannekomune. Auto-definida como uma "comuna de liberação sexual das crianças", foi muito ativa entre final dos 70 e final dos 80. Segundo alguns autores, hoje em dia ainda poderiam existir alguns grupos locais.
  • Kinderfrühling. Nascida da dissolução da DSAP.
  • Pädoguppe, Rat und Tat-Zentrum.Extinta?
  • Krumme 13 (K13). 1993-2003. Após a sua dissolução, o seu líder Dieter Gieseking decidiu manter aberto o site da associação, K13-Online, ativo até hoje.
  • Verein fuer sexuelle Gleichberechtigung (Associação pela Igualdade Sexual, VSG). Pertenceu à Associação Internacional de Gays e Lésbicas até 1995, quando foi expulsada por esta.
Austrália
  • Australian Man/Boy Love Association (AMBLA).
  • Australian Paedophile Support Group (APSG). Fundada em 1980 ou 1983 segundo outras fontes. Após ser desmantelada como resultado de uma infiltração policial, os seus membros se reagruparam no Boy Lovers and Zucchini Eaters (BLAZE), que foi rapidamente dissolvido pela polícia.
Bélgica
  • Dokumentatieidients Pedofilie. Extinta?
  • Centre de Recherche et d'Information sur l'Enfance et la Sexualité (CRIES). 1982-1986. Fundada por Philippe Charpentier. Publicou a revista L'Espoir.
  • Fach Und Selbsthilfegruppe. Fundada no início da década de 1990. Extinta?
  • Stiekum. Extinta.
  • Studiegroep Pedofilie. Extinta.
Canadá
  • Coalition Pédophile Quebecois.
Dinamarca
  • Danish Pedophile Association (DPA). 1985-2004. Foi uma das associações pedófilas mais importantes e numerosas da Europa. Após sua dissolução, um grupo de antigos membros decidiu manter aberto o site da associação, acessível até hoje. Extinta.
Estados Unidos
  • Childhood Sesuality Circle (CSC). Fundada em 1975 em San Diego (Califórnia) por um seguidor de Wilhelm Reich. Extinta a meados dos oitenta.
  • North American Man/Boy Love Association (NAMBLA). 1978-atualidade. É a associação pedófila mais importante do mundo e a única com existência oficial hoje em dia. Coordina um programa de assistência aos pedófilos presos e suas famílias, gerencia um site na internet e publica a revista NAMBLA Bulletin.
  • Pedophile Information Society. Extinta?
  • Project Truth. Foi uma das organizações expulsas da ILGA em 1994. Extinta.
França
  • Groupe de Recherche pour une Enfance Différente (GRED). 1979-1987. Publicou o boletim Le Petit Gredin.
Itália
  • Gruppo P. Fundada em 1989 por Francesco Vallini, redactor da revista gay Babilonia. Embora o estatus legal da associação, Vallini passou três anos na cadeia acusado de associação criminal.[18] Editou o boletim Corriere del pedofili. Extinta.
Noruega
  • Norwegian Pedophile Group (NAFP). Chegou a estar inscrita na federação de associações nacionais homossexuais. Após ser expulsa passou à clandestinidade.
Países Baixos
  • Enclave Kring. Primeira associação do ativismo pedófilo, dedicada ao estudo científico da pedofilia. Fundada nos anos cinqüenta pelo psicólogo e pioneiro do movimento Frits Bernard. Extinta.
  • Ipce - Fundada no final dos anos 1980. O seu sítio reune inúmeros trabalhos acadêmicos sobre pedofilia. Ativa.
  • Martijn (1982-2012). Foi a associação pedófila mais importante da Europa e a mais numerosa do mundo após a NAMBLA. Embora suas atividades se mantiveram sempre dentro da lei, em 2012 foi ilegalizada pelos tribunais neerlandeses, os quais aduziram que as "atividades e as idéias da associação são contrárias à ordem pública e à moral". Publicou o boletim OK Magazine.
Reino Unido
  • Paedophile Action for Liberation (PAL). 1974-?[6] . Pertenceu ao Conselho Nacional pelas Liberdades Civis (National Council for Civil Liberties, NCCL) do Reino Unido desde 1978 até 1983. Extinta.
  • Paedophile Information Exchange (PIE). 1974-1984. Foi uma das associações pedófilas mais importantes da Europa. Publicou as revistas Magpie,Understanding Paedophilia e Childhood Rights. Pertenceu ao Conselho Nacional pelas Liberdades Civis (National Council for Civil Liberties, NCCL) do Reino Unido desde 1978 até 1983.
Suíça
  • Schweizerische Arbeitsgemeinschaft Pädophile (SAP). Extinta.
Subgrupos
Alemanha
  • AG-Pädo. Grupo de apoio fundado em 1991 dentro da associação gay Arbeitsgruppe des Bundesverbandes Homosexualität (BVH). Após a dissolução do BVH em 1997, tornou-se parte da Arbeitsgemeinschaft Humane Sexualität (AHS). Ativo.
Bélgica
  • Groupe d'Étude sur la Pédophilie (GEP). Grupo de estudo sobre a pedofilia da associação gay Infor Homosexualité. Em 1982 transformou-se no CRIES. Extinto.
Países Baixos
  • Jon. Grupo de apoio da Sociedade Neerlandesa pela Reforma Sexual (NVSH) fundado em 1979. Ativo.
Organizações falsas
Várias organizações falsas têm sido criadas e apresentadas como organizações pedófilas reais por alarmistas de direita e detractores do activismo pedófilo nalguns meios, com o objectivo de relacionar o movimento com ideias e proposições falsas. Eis algumas delas:
  • Children's Liberation Railway. Pode ter sido um conceito do BLAZE.
  • Chocolate Star Fishermen
  • Eulenspiegel Society
  • Kids Liberation Front
  • Kimeta Society
  • Mancunians
  • Oedipus Boys
  • Orchid Club
  • Paedophile Liberation Army. Em nenhum momento da história houve nenhum grupo armado formado por pedófilos. O "conceito" foi sugerido por webmaster chamado Ronald McDonald.
  • PapaBears
  • Queerlanders
  • Streetkids Club
  • The Bunnymen
  • The Choirboys
  • The Circle of Friends
  • The Freemen (parece ser uma referência à série de televisão Frank Herbert's Dune)
  • The Love Brothers
  • The Moonlighters
  • The Outcasts. O grupo de Gayle Rubin nada tem a ver com a pedofilia.
  • The Peacock Club
  • The Society of Janus
  • The Tail Enders
  • The Uranians
  • UPIE (United Paedophile Information Exchange)
  • Wizards Lair
  • Wonderland Club

​Fonte: Wikipedia

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