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sábado, 21 de novembro de 2015

ÚLTIMA HORA - DESVENDADO O ESQUEMA DA BARRAQUEIRO NA COMPRA DA TAP






Nunca ninguém acreditou que o português da Barraqueiro, Humberto Pedrosa, fosse realmente o principal dono na sociedade que comprou a TAP. Só o Governo nacional, pouco dado a honestidades, o aceitou.
Agora os jornais contam os pormenores. Humberto Pedrosa tem realmente 51% das acções da tal sociedade adquirente da TAP, e o americano-brasileiro Davis Neeleman apenas 49%. Mas, afinal, isto é em número total de umas acções de diferente valor. Na verdade, as acções de Pedrosa, de menor valor, representam apenas 5% da sociedade.
E as de Neeleman 95%. De qualquer modo, Pedrosa, sentindo-se necessário, parece ter feito um bom negocio pessoal (na medida em que assegurou o apoio do pouco rigoroso Governo nacional): embora apenas pondo 5%, fica com 25% dos lucros (ainda assim uma minoria), e Neeleman, com 95% da Sociedade, resume-se 75% dos lucros (de qualquer modo, esmagadora maioria). E assegura a sua posição nas votações, exigindo 7 em 9 votos do Conselho de Administração para se adoptarem medidas.
Entretanto, Pedrosa nomeou, como administrador da sua confiança, um elemento da equipa de Neeleman. O que diz tudo. Será que a Comissão Europeia, no desnorte em que anda a UE, vai aceitar esta ilegalidade, como o Executivo de Lisboa? Talvez o seu descrédito já ande pelas ruas da amargura, mas com isto afundaria com certeza mais.
Entretanto, registem-se mais as sucessivas irregularidades (palavra simpática, no caso) que o Tribunal de Contas está a constatar em praticamente todos os negócios efectuados pelo Governo, designadamente em diversas privatizações

Fonte: SOL

O TERRORISMO ESPECTÁCULO

octopus1
Terrorismo - I

O auto-proclamado Estado Islâmico pela sua forma de agir tornou-se num terrorismo espetáculo. Já não se trata só de ataques terroristas para reinvindicar qualquer coisa, trata-se de matar simplesmente para matar sem um objectivo determinado.

Apesar da a ideia subjacente ser de destruir uma certa forma de vida ocidental, em nome de uma deturpação religiosa, matam indiscriminadamente apenas para provocar o medo nas nossas sociedades, mas sempre com um quê de espetáculo.

Nunca esses atentados irão converter os visados. Nunca esses grupos radicais irão “dominar” o mundo. Então qual é o verdadeiro objectivo? Trata-se de acções espetaculares muito bem coordenadas (demasiado coordenada) para um puro espetáculo abjeto.

E depois lá vão horas de imagens chocantes e um sem fim de “especialistas” a tentarem explicar o inexplicável nas televisões. Demasiado dependentes da imagem, as televisões mostram os tiros, a acção das polícias e numerosos testemunhas ad  nauseam.

Os nossos cérebros são invadidos pelo medo, medo bem real mas que se torna doentio, que nos desestabiliza no nosso dia a dia. Esse é o objectivo. A melhor maneira de acabar com o terrorismo é desligar a televisão.

Temos, antes de mais, de analisar o modus operandis desta violência. Todos estes atentados são encenados de forma quase hollywoodiana. Temos vítimas que veste um uniforme laranja, cortes de cabeças e exposição perante as cameras. Os anglos de filmagens são perfeitos, o som também e as luzes dignas de qualquer filmagem do mais alto nível.

Os atentados de Paris numa sexta-feira 13, data supersticiosa no ocidente, não tem qualquer referência para os muçulmanos. Temos bombistas suicidas que apenas fizeram um morto, tendo-se explodido para nada nas imediações do Stade de France. Terroristas que fazem reféns (para quê? Para trocar esses reféns contra quê?).

Tudo isto parece fazer parte de um reality show, de um filme de terror. Mas é esse o propósito criar medo, muito medo. Ninguém está seguro. Nesta nova guerra o único objectivo é manter o caos permanente.

Os Estados Unidos adoptaram essa política do caos. Financiam o Estado Islâmico através dos seus vassalos como a Arábia Saudita ou o Catar para desestabilizar a região e os seus comanditário extremistas desestabilizam a Europa, ciente que o liberalismo e tolerança da Europa é o que, a longo prazo, a condenará.


aviagemdosargonautas.net

FOI ASSIM HÁ QUARENTA ANOS

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/

Desgoverno de iniciativa presidencial

Desgoverno de iniciativa presidencial

(Alexandre Abreu, in Expresso, 21/11/2015)
Autor
    Alexandre Abreu
Cavaco Silva está a dar tudo por tudo para que a golpada que prepara não pareça uma golpada.

A ideia segundo a qual Cavaco Silva é um “institucionalista” que se encontra acima da política partidária nunca teve sustentação real, mas nos últimos tempos caiu completamente por terra. Cavaco Silva, esse mérito lhe seja reconhecido, não faz e nunca fez outra coisa que não política pura e dura. E o contexto atual, pouco dado a neutralidades, pregou-lhe a partida de obrigá-lo a deixar cair a máscara de estadista suprapartidário com que gostaria de terminar a carreira.
As incoerências em que o Presidente tem incorrido roçam já o absurdo. No início de outubro, a urgência da sua deliberação era tal que exigia que faltasse às comemorações da República a que preside; agora, essa mesma urgência é tão pouca que permite que Cavaco Silva se dedique à cagarra e à banana enquanto o país aguarda uma clarificação da situação política. Há um mês, Cavaco Silva afirmava taxativamente que a última palavra cabia aos deputados da Assembleia da República; agora, faz o que pode para manter ligada às máquinas alguma solução de governo proveniente do seu quadrante político, em confronto aberto com a vontade do Parlamento.
Cavaco Silva está a dar tudo por tudo para que a golpada que quer promover— a manutenção em gestão do governo demitido ou a nomeação de um governo de iniciativa presidencial, ao arrepio do Parlamento e dos resultados das eleições — não pareça uma golpada.
Para tal, procura mobilizar argumentos, como os apoios das elites que tem chamado a Belém, e procura ganhar tempo, na esperança (para já infrutífera) de algum movimento dos “mercados” que possa aduzir em seu apoio. Mas é pouco — e ele sabe que é pouco. É seguramente pouco para poupá-lo ao opróbrio de uma saída de cena marcada pela política de fação, em confronto com as instituições democráticas.
Mas mais grave do que isso é que será o país a pagar o preço destas jogadas. Manter em funções um governo sem apoio parlamentar — seja o atual, já demitido, ou um governo supostamente “técnico” que o Presidente venha a nomear e o Parlamento a demitir — condenará o país a nove meses com um governo estritamente limitado nas suas competências, sem autoridade, em confronto permanente com a Assembleia e a gerir um orçamento por duodécimos. É, além de uma subversão da Constituição, uma solução de terra queimada, equivalente a quebrar o leme do navio para evitar que um capitão de quem não se gosta assuma o comando.
Se acontecer, os responsáveis serão a direita e o seu Presidente. Será um desgoverno de iniciativa presidencial.

estatuadesal.com

GIFS ANIMADOS, NOVA SÉRIE
































HISTÓRIA - FOTOS DA GUERRA DAS MALVINAS






















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