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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

QUEM É HOJE O CRISTO REI E SENHOR DO UNIVERSO?


quotidiano1
A “Solenidade de Cristo Rei e Senhor do Universo”, a realizar no último dia do ano litúrgico católico, cai em cheio no vulcão de ódio assassino do islamismo-cristianismo-judaísmo contra a Humanidade, na sua multiplicidade de meninas, meninos, mulheres, homens, povos de todas as cores, culturas, línguas e contra o planeta. Nem a própria igreja católica deste início do terceiro milénio sabe trocar por miúdos o que significa aquele gongórico título. Tomado à letra, leva-nos a supor, como durante séculos de treva se supôs, que há uma entidade chamada Cristo, que é Rei e Senhor do Universo. Pelo que só nos resta concluir que todas, todos somos vassalos de um rei e senhor chamado Cristo. Só que, na linguagem com que hoje nos entendemos-desentendemos, esse Cristo ou ungido-escolhido por Deus para exercer todo o poder no universo, é um mito bíblico. O protótipo de quantos, em cada geração, dão corpo ao poder – sacerdotes, reis, imperadores, presidentes de república, governos das nações, banqueiros, juízes. Com todos os seres humanos e povos, seus súbditos, vassalos, servos. No vulcão de ódio dos terroristas do EI contra os terroristas do Estado francês e, nele, os de todos os Estados do Ocidente de raízes judeo-cristãs, esta solenidade litúrgica só não é entendida como uma provocação de mau gosto, porque as liturgias das igrejas tornaram-se uma rotina, coisa de museu, a roçar a náusea, o vómito, ainda que a sua ideologia-teologia continue aí bem alojada nas mentes dos agentes laicos do poder e dos seus súbditos, vassalos. Com uma substancial diferença para pior. Os actuais agentes do poder são habilmente ungidos-escolhidos pelo deus Dinheiro, o único rei e senhor do universo e já não recorrem a rezas, velas, altares, mas a armas de destruição maciça, nucleares, químicas, porta-aviões, bombardeiros, tecnologia de ponta. Quem é hoje, então, o Cristo rei e senhor do universo? Não são todos os agentes de turno do poder religioso, político, económico-financeiro? E insistimos em perpetuar um tipo de mundo assim?!

20 Novembro 2015

(Nota do Editor: Desta vez segue só o Texto. Não consegui gravar o vídeo)


aviagemdosargonautas.net

CAVACO DORME BEM PORQUE ESTÁ CHEIO "DELE" E DE SAÚDE ! - Olhem para a almofada e, se puderem, durmam bem!






Olhem para a almofada e, se puderem, durmam bem!






Cavaco, durante a sua recentissima digressão pela Madeira, afirmou que “o Tesouro português tem hoje uma almofada financeira de dimensão substancial”, afirmação feita, alegadamente, com o propósito de "descansar os portugueses sobre as possíveis consequências da actual crise política do país"





O menos que se pode dizer a respeito é que é verdadeiramente surpreendente que Cavaco tenha feito uma tal declaração quando é certo que ele sabe que a almofada é feita unicamente de papel de dívida. E mais estranho é quando é certo que a almofada até acaba de aumentar de volume e de ganhar mais um pico





Finalmente, não se compreende como é que alguém com as responsabilidades de Cavaco consegue dormir descansado com uma almofada feita de tal material e com um tal formato.
Aqui fica o desenho. Se puderem, durmam bem!










terradosespantos.blogspot.pt

GOSTAVA DE FAZER UM LAÇO PARA COLOCAR NUMA PRENDA !? VEJA O VÍDEOS






Como fazer um laço perfeito e rápido com ajuda de um garfo










fazer laços para que fiquem bonitos, há que ter certa prática. Existe um monte de formas de fazê-los: maiores, menores, mais singelos e mais complicados.






Seguindo os passos descritos a seguir, e com a ajuda de um garfo, já não terá fita que resista.








VÍDEOS






 http://www.mdig.com.br

ESCOLA DE EQUITAÇÃO ESPANHOLA EXECUTA FANTÁSTICO BALLET EQUÍNO
















Acredite ou não, o adestramento, também conhecido como "dressage" -mas pode chamar também de balé equino- é realmente uma das três modalidades equestres olímpicas. O propósito básico do adestramento, é fazer com que o animal realize, através de diversos exercícios pré-estabelecidos, a capacidade de executar naturalmente seus movimentos -semelhante a uma dança-, de forma que ele pareça calmo, dócil e condescendente ao cavaleiro e, portanto, de montaria agradável. O cavaleiro deve também parecer relaxado e que pouco tem a ver com as evoluções realizadas pelo animal.

Estas "danças" são frequentemente acompanhadas por música clássica e dizem que é preciso uma quantidade enorme de paciência, habilidade e disciplina, entre conhecer os cavalos, adaptar-se a cada um, e encontrar a capacidade de ser calmo e controlado.

Fundada em 1565, a Escola de Equitação Espanhola de Viena é uma escola de equitação tradicional, mas também faz performances de adestramento públicas. Estes cavaleiros e seus cavalos já se apresentaram pelo mundo todo.

Em 2014, eles fizeram uma turnê pela Europa, apresentando o balé equino para vastas audiências. Ainda que aqui o adestramento seja mais artístico e façam movimentos mais acrobáticos que aqueles apresentados na prova de dressage, o princípio é o mesmo: você mal poderá dizer que os cavalos estão sendo guiados pelos cavaleiros! Os animais realizam alguns truques, mas esse desempenho elegante destaca principalmente a graça dos belos animais.







VÍDEO


http://www.mdig.com.br

Entrevista do Presidente Bashar Al Assad à Tv italiana RAI



Presidente Bashar Al-Assad para a televisão Rai italiana: "Daesh" não tem tutela na Síria”.

O presidente Bashar Al-Assad ressaltou que os terroristas não têm tutela na Síria e que podem ser fortes, já que têm o apoio de vários países, tanto no Médio Oriente quanto no Ocidente, e são treinados com o apoio da Turquia, do Qatar e da Arábia Saudita.

O Presidente Bashar Al-Assad salientou numa entrevista, concedida à televisão italiana RAI, que o Ocidente tem a responsabilidade primária pelo apoio dado aos terroristas que fundaram o "Daesh" e a "Frente Al-Nusra" na Síria, dando-lhes a cobertura necessária para proteger estas organizações terroristas.

O Presidente Bashar Al-Assad destacou que os terroristas são o principal obstáculo frente a qualquer progresso político na Síria e que não é viável definir qualquer calendário para uma solução política antes de infringir a derrota ao terrorismo.

A seguir, a transcrição da entrevista:

Jornalista: Sr. Presidente, gostaria de agradecê-lo pela oportunidade de entrevistá-lo. Vamos começar por Paris. Como foi a sua reação à notícia sobre acontecimentos em Paris?
Presidente Bashar Al-Assad: Posso começar dizendo que este é um crime terrível . Ao mesmo tempo, é muito triste termos que ouvir sobre a morte de pessoas inocentes sem razão ou justificativa. Nós, na Síria, compreendemos bem o significado da perda de familiares, de entes queridos, de amigos ou de pessoas que você conhece, num crime tão terrível quanto este. Nós, na Síria, estamos sofrendo com estes eventos há cinco anos e compartilhamos dos sentimentos dos franceses. Assim como compartilhamos dos sentimentos dos libaneses, há alguns dias atrás, e dos russos que perderam seus familiares e entes queridos no acidente que derrubou o avião no Sinai. Vale o mesmo para iemenitas. Mas será que o mundo e, especialmente, o Ocidente compartilha do sentimento destas pessoas? Ou será que sentem apenas pelos franceses? Será que sentem pela dor dos sírios, que estão sofrendo deste tipo de terrorismo por cinco anos? Não devemos politizar os sentimentos porque os sentimentos não estão relacionados com o nacionalismo, mas sim a humanidade de forma geral.

Jornalista: O "Daesh" está por trás deste crime. Baseado na perspectiva de Damasco, o quão forte é o "Daesh"? Qual seria, em sua opinião, a maneira de lutar contra os terroristas no terreno? 
Presidente Bashar Al-Assad: Se você quer falar sobre o poder da "Daesh", a primeira coisa que você deve perguntar é se ele possui uma tutela real ou natural numa determinada comunidade. Até o presente momento, posso afirmar que o "Daesh" não possui uma tutela natural ou social dentro da Síria. Isso é bom e reconfortante. Mas, ao mesmo tempo, se este se tornar um problema crônico, tal ideologia pode até mudar uma sociedade.

Jornalista: Mas alguns dos terroristas foram treinados na Síria, a poucos quilômetros daqui. O que isso significa?
Presidente Bashar Al-Assad: Isso acontece com o apoio dos turcos, dos sauditas, dos qataris e, claro, das políticas ocidentais, que apoiaram terroristas de várias maneiras, desde o início da crise. Mas não é este o caso. Primeiramente, se não houver uma tutela, não devemos nos preocupar. Por outro lado, eles podem se tornar fortes, já que têm o apoio de diferentes países, tanto no Médio Oriente quanto no Ocidente.

Jornalista: Sr. Presidente, há especulações no Ocidente de que o senhor estava entre aqueles que apoiaram o "Daesh", no início da crise, a fim de dividir a oposição e os rebeldes. Qual é a sua resposta para isso?
Presidente Bashar Al-Assad: Na verdade, de acordo com algumas autoridades norte-americanas, incluindo Hillary Clinton, a Al Qaeda foi criada pelos americanos, com o apoio financeiro e ideológico wahabista da Arábia Saudita. A mesma coisa foi dita por muitas outras autoridades dos Estados Unidos. O "Daesh" e a "Al Nusra" são duas ramificações da Al Qaeda. Quanto ao "Daesh", este foi criado no Iraque, em 2006, e seu líder era Al-Zarqawi, morto pelas forças americanas na época. Portanto, o “Daesh” foi criado no Iraque, sob a supervisão dos americanos. O líder atual do "Daesh" é o chamado Abu Bakr al-Baghdadi, que estava detido nas prisões americanas, em Nova York, e depois posto em liberdade. Portanto, não há relação da Síria nisso. O Daesh não foi criado na Síria e sim no Iraque e, de acordo com o que eles disseram, já atuava no Afeganistão. Tony Blair disse, recentemente, que a guerra no Iraque contribuiu para o surgimento do "Daesh". Então, a confissão deles é a prova mais importante no que se refere à sua pergunta.

Jornalista: Sr. Presidente, quando olhamos para o mapa da Síria, parece que as fronteiras entre a Síria e o Iraque já não existem mais. Qual é a parte que vocês controlam, de fato, atualmente na Síria?
Presidente Bashar Al-Assad: Se você está se referindo ao aspecto geográfico, isso muda a cada dia. Mas, o mais importante é o número de habitantes que vivem nas áreas controladas pelo governo. Na realidade, a maior parte da área controlada pelos terroristas foi esvaziada de seus moradores, tanto pelos terroristas quanto pela própria população, que fugiu para as áreas controladas pelo governo. Em termos militares, você pode ganhar algumas áreas ou pode perder uma determinada área. De qualquer forma, o exército não pode estar presente em todos os cantos da Síria. Mas olhando para o mapa descrito por você ou assistindo, de vez em quando, a mídia ocidental, quando dizem que o governo controla 50% ou menos dos territórios, a realidade é que 50% ou 60% dos territórios sírios são terras vazias, sem habitantes, e por isso as colocam sob o controle dos terroristas, já que estão completamente vazias. 

Jornalista: Sim. Gostaria de perguntar sobre a fronteira entre a Síria e o Iraque.
Presidente Bashar Al-Assad: Tudo bem. A região localizada depois de Damasco, indo em direção ao Iraque, está vazia e, por isso, não se pode falar em controle. No que diz respeito às fronteiras, isso está relacionado aos terroristas e aos governos que os apoiaram, como o governo turco, de forma essencial, bem como o governo da Jordânia. Ambos os governos apoiam os terroristas. Por esta razão, as fronteiras estão soltas, porque quando você quer o controle das fronteiras, este controle deve ser feito pelos dois lados e não de forma unilateral. 

Jornalista: Foram realizadas, na semana passada, duas importantes conferências que abordaram a situação na Síria, uma em Viena e a outra em Antalia. A maioria dos países fala sobre um processo de transição na Síria. Existem diferentes posições. Mas, basicamente, a maioria dos países concorda com a ideia de realizar eleições depois de dezoito meses. Entretanto, dizem que, neste ínterim, deve ocorrer a sua destituição do poder. Qual é a sua posição em relação a isso?
Presidente Bashar Al-Assad: A declaração não contém nada sobre o presidente. A principal parte (da declaração) da Conferência de Viena diz que tudo o que se refere ao processo político depende do que for acordado entre os sírios. Desta forma, a frase mais importante que resultou da conferência está relacionada à Constituição e ao presidente. Qualquer que seja o presidente, ele deve ocupar ou deixar o cargo em conformidade com os procedimentos constitucionais e não de acordo com os critérios de alguma força ou de algum país ocidental. Então, desde que a conversa seja sobre o acordo entre sírios, devemos esquecer todo o resto do que foi dito em Viena, exceto este ponto. No que diz respeito ao calendário, isso depende do acordo que podemos, como sírios, alcançar. Se não alcançarmos um acordo no prazo de dezoito meses, que importância tem isso? Eu acho que existem muitas coisas que não são importantes ou essenciais. A coisa mais importante é que sentemos juntos, como sírios, e possamos definir a agenda e o plano que nos convém. 

Jornalista: Eu entendo. Mas a probabilidade de sua destituição do cargo não seria algo que o senhor deveria levar em consideração? Quero dizer, o senhor imagina um processo eleitoral sem a sua participação? 
Presidente Bashar Al-Assad: Isso depende do que você quer dizer com o processo eleitoral. Você se refere às eleições presidenciais ou parlamentares.

Jornalista: Me refiro às eleições parlamentares.
Presidente Bashar Al-Assad: Claro. Ocorrerão eleições parlamentares, porque essas eleições mostrarão quais forças políticas têm peso real na Síria, do ponto de vista do povo sírio. E qual dessas forças tem bases populares. Neste momento, qualquer um pode dizer: "Eu represento a oposição". O que isso significa? Como podemos traduzi-lo? A tradução será feita através das eleições e do número de assentos que eles ocuparão no parlamento. E isso determinará a sua participação no governo que será formado. Isto é um exemplo. É claro que isso vai acontecer depois da homologação da nova Constituição. Eu estou apresentando apenas um exemplo de proposta e não definindo o que deve ser acordado. 

Jornalista: E sobre as eleições presidenciais?
Presidente Bashar Al-Assad: Se durante os diálogos os sírios decidirem pela realização de eleições presidenciais, não haverá nenhuma linha vermelha no que diz respeito a este assunto. Esta decisão deve estar sujeita ao acordo entre os sírios. 

Jornalista: Mas poderia haver outra pessoa em quem o senhor confia para participar das eleições, no seu lugar?
Presidente Bashar Al-Assad: Uma pessoa em quem eu confie? O que você quer dizer com isso?

Jornalista: Eu quero dizer alguém que o senhor confie para ocupar o cargo de presidente.
Presidente Bashar Al-Assad: Parece-me que estamos falando das minhas posses, de forma que eu possa escolher quem me substituirá. O assunto sobre o qual estamos falando não se refere a uma propriedade privada. Estamos falando de um processo nacional. Somente os sírios têm o direito de escolher a pessoa em quem confiar. Não importa se eu confio ou não em alguém. A pessoa que tiver a confiança dos sírios é quem deve ocupar o cargo. 

Jornalista: Deixe-me ver se eu entendi o que o senhor disse. Qual seria o calendário realista para isso? Qual seria o calendário, do seu ponto de vista, para sair desta crise?
Presidente Bashar Al-Assad: Se você quer falar sobre um calendário, então ele começa a valer após a derrota do terrorismo. Antes disso, não valeria a pena definir qualquer calendário, porque não seria possível conseguir qualquer conquista política no momento em que os terroristas controlam muitas das áreas na Síria.
Os terroristas são, como eram originalmente, o principal obstáculo frente a qualquer progresso político. E se você quer falar sobre o que vai acontecer depois disso, creio que um ano e meio ou dois anos seriam suficientes para qualquer período de transição.
O que eu quero dizer é: Se você quiser homologar uma nova Constituição e, em seguida, realizar um referendo, logo depois as eleições parlamentares e quaisquer outros procedimentos, sejam eles presidenciais ou não, não importa. Tudo isso não levaria mais do que dois anos.

Jornalista: No que diz respeito à oposição, o senhor insistiu em dizer, ao longo dos últimos anos, que as partes que pegam em armas e lutam não fazem parte da oposição. O senhor mudou de opinião?
Presidente Bashar Al-Assad: Você pode aplicar isso no seu próprio país. Vocês não aceitam qualquer oposição que pegue em armas em seu país. Isso se aplica a qualquer outro país. Qualquer um que pega em armas, aterroriza as pessoas, destrói propriedade privada ou pública e mata pessoas inocentes não pode ser um oposicionista. A oposição é uma expressão política. Você não pode definir o que é uma oposição baseando-se numa opinião pessoal, mas sim através das eleições e das urnas. 

Jornalista: Então quais são as partes que o senhor considera parte da oposição política no momento?
Presidente Bashar Al-Assad: Você pode perguntar aos sírios sobre quais as partes que eles consideram oposição. Se eles a elegerem, esta será a verdadeira oposição. Por isso eu disse que só poderemos defini-la após as eleições. Mas se estamos falando sobre a minha opinião, então a oposição é formada pelas partes que detêm bases populares e pertencem à este país. Você nunca será oposição se você for formado, tanto como pessoa quanto como entidade, num ministério estrangeiro ou nas sedes dos serviços de inteligência dos outros países. Você não pode ser um fantoche ou um agente ou um mercenário. Você deve ser, unicamente, um sírio.

Jornalista: Vemos, agora, na Europa, na Itália, muitos refugiados sírios. O que o senhor gostaria de dizer a estas pessoas que fugiram do seu país?
Presidente Bashar Al-Assad: Certamente direi que qualquer pessoa que deixa este país é uma perda para a Síria. Isso é fato. Estamos tristes e sentimos pelo sofrimento deles, porque cada refugiado tem uma história de sofrimento dentro da Síria. É disso que devemos tratar e nos perguntar sobre o motivo deles saírem. Eles estão saindo por várias razões. A primeira razão é a ameaça à qual estão expostos por parte dos terroristas. A segunda razão é o impacto que os terroristas causam quando destroem grande parte da infraestrutura e o efeito disso na vida destas pessoas. A terceira razão, ligada à importância deste impacto terrorista, é o embargo ocidental à Síria. Se você perguntar a muitos desses refugiados se eles querem voltar para a Síria, você verá que eles querem voltar imediatamente. Mas como voltar para a Síria num momento em que foram afetados, de forma drástica, todos os alicerces de sua vida e de seus meios de subsistência. Por esta razão, eles não conseguem ficar na Síria. Os impactos do embargo ocidental e dos terroristas colocaram estas pessoas numa posição difícil, entre a cruz e a espada.

Jornalista: Mas o senhor não se sente responsável, de alguma forma, pelo que aconteceu com o seu povo?
Presidente Bashar Al-Assad: Você se refere a mim, como pessoa?

Jornalista: Sim.
Presidente Bashar Al-Assad: A única coisa que temos feito, desde o início da crise, é lutar contra o terrorismo e apoiar o diálogo. O que mais podemos fazer, além disso? Existe alguém que se oponha ao diálogo? Existe alguém que se oponha à luta contra o terrorismo? Se você quer falar sobre detalhes e sobre a propaganda ocidental, então não vamos desperdiçar o nosso tempo. É mera propaganda. Porque o problema, desde o início, em relação ao Ocidente é que eles não querem tal presidente. Eles querem que este governo falhe e entre em colapso, de modo que eles possam muda-lo. Todos sabem disso. Todo esse jogo ocidental é para mudar os regimes. Independentemente do que se entende por regime. Nós não temos um regime. Temos um Estado. Mas eu estou falando sobre os seus conceitos e princípios. Desta forma, você pode culpar a quem você quiser. Mas a responsabilidade principal é do Ocidente, que apoiou estes terroristas e criou o “Daesh” e a “Frente Al Nusra” na Síria, dando-lhes a cobertura necessária para proteger tais organizações terroristas. 

Jornalista: Então o senhor não assume qualquer responsabilidade?
Presidente Bashar Al-Assad: Eu, como um sírio, não digo que nós não cometemos erros. Existem erros cometidos, em nível tático, em todos os dias de atuação. Mas existem estratégias e as estratégias que temos adotado estão configuradas nestas duas abordagens. Em termos táticos, temos cometido erros todos os dias. Cada sírio é responsável pelo que vem acontecendo. Nós, como sírios, somos responsáveis quando permitimos que esses terroristas venham para a Síria, porque alguns sírios têm a mesma mentalidade deles. E alguns sírios aceitaram servir de fantoches nas mãos dos países do Golfo e dos países ocidentais. É claro que assumimos a responsabilidade. Mas se você quiser falar sobre a minha responsabilidade pessoal, então ela está relacionada aos detalhes e isso é difícil de julgar neste momento. 

Jornalista: Gostaria de perguntar sobre como foi sua visita a Moscou?
Presidente Bashar Al-Assad: A visita foi para discutir a situação militar, porque ela ocorreu duas semanas antes das tropas russas iniciarem os ataques aéreos. Bem como para discutir o processo político, porque a visita também ocorreu poucos dias antes da Conferência de Viena. Foi uma visita muito proveitosa porque os russos compreendem bem esta região, em virtude de laços históricos que nos unem. Eles têm suas embaixadas e todas as relações e os meios necessários que lhes permitem desempenhar o seu papel. Desta forma, posso descrever a visita como frutífera.

Jornalista: Em Roma, o Papa disse que matar em nome de Deus é uma forma de infidelidade. Esta é, na realidade, uma guerra religiosa? 
Presidente Bashar Al-Assad: Na verdade, não. Não é uma guerra religiosa. É uma guerra entre aqueles que se desviaram da verdadeira religião, principalmente do islamismo, e se viraram para o extremismo, e nós não os consideramos como parte de nossa religião. É uma guerra entre os verdadeiros muçulmanos, de um lado, e os extremistas de outro lado. Esta é a essência da guerra hoje. É claro que eles dão outros nomes a esta guerra, tais como a guerra contra os cristãos ou a guerra contra outras seitas. Isso não é nada, senão nomes usados pelos extremistas para promover a sua guerra. Enquanto que a verdadeira questão é a guerra entre eles e todos os outros muçulmanos, compostos, em sua maioria, pelos moderados.

Jornalista
: Mesmo se eles estejam lutando em nome de Deus e matando ao dizer Deus é grande?
Presidente Bashar Al-Assad: Exatamente. É desta maneira que eles promovem a sua guerra. Para isso, eles usam estas expressões ou frases sagradas. Para convencer as pessoas comuns, nesta região, de que estão lutando pela causa de Deus. Isto não é verdade, em absoluto. Alguns deles usam estas expressões, mesmo sabendo que não é verdade. E alguns as usam por ignorância e por acreditar que esta guerra é pela causa de Deus. É por isso que eu a descrevi como um desvio. Estas pessoas se desviaram do verdadeiro Islã, de forma consciente ou inconsciente.

Jornalista: E quanto ao futuro dos cristãos na Síria e na sua região?
Presidente Bashar Al-Assad: Na verdade, esta região, creio que os italianos e muitos no Ocidente sabem disso, é uma região moderada. Uma comunidade moderada. Especialmente na Síria. Tanto em termos políticos, sociais ou culturais. E a verdadeira razão para esta moderação é a existência da diversidade sectária e étnica. Mas um dos fatores mais importantes na história da Síria é o fator cristão, especialmente após o advento do Islã a esta região há quatorze séculos. Sem cristãos, esta região rumaria em direção a um extremismo maior e assim por diante. O futuro deles é importante e não pode ser separado do futuro dos sírios. Quero dizer que, se houver um bom futuro para os sírios, então o futuro de cada um dos componentes da nossa sociedade será bom e vice-versa.
Jornalista: Bem, então o senhor acha que eles têm um futuro aqui. Mas parece que os cristãos estão sendo alvos.
Presidente Bashar Al-Assad: Não, isso não é verdade. Na verdade, o número de muçulmanos que foram mortos na Síria é muito maior do que o número de cristãos. Portanto, não se pode dizer que eles estão sendo alvos em particular. Novamente, os extremistas estão usando isso para promover a guerra. Eles dizem que é uma guerra contra os ateus e pela causa de Deus e tal, mas a realidade é outra.

Jornalista: Sr. Presidente, antes de terminarmos esta entrevista, deixe-me fazer outra pergunta. Como o senhor vê o seu futuro? O que o senhor considera mais importante, o futuro da Síria ou permanecer no poder?
Presidente Bashar Al-Assad: Primordialmente, o futuro da Síria é tudo para nós. Quero dizer que até mesmo o meu futuro, como um cidadão, não pode ser separado do futuro dela. Como um cidadão, se meu país não estiver seguro, eu não estarei seguro. Se o meu país não estiver bem, não terei um bom futuro. Isto é basilar. Mas, novamente, se você quer colocar as coisas na balança, você dirá: Se o presidente ficar, o futuro da Síria será ruim. E se o presidente se for, o futuro da Síria será bom. Isto faz parte da propaganda ocidental. E este não é o caso na Síria. Não dentro da Síria. Há quem apoia o presidente e há quem não o apoia. E assim será se o meu futuro for bom para a Síria. Se o povo sírio me quiser como seu presidente, o futuro será bom. Mas se os sírios não quiserem a minha presença e eu me agarrar ao poder, então o fato de eu ser o presidente será ruim para a Síria. É uma questão muito simples. Então não devemos seguir a propaganda ocidental e agir de acordo com ela, porque ela está longe da realidade. Nós temos que agir de acordo com a nossa realidade.
Jornalista: Obrigado, Sr. Presidente, por esta oportunidade de conhecê-lo.
Presidente Bashar Al-Assad: Obrigado por terem vindo para a Síria.



Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar
Data: 20/11/2015


www.marchaverde.com.br

Calma. Tudo tem uma explicação. No Público de hoje, sem mais palavras.

Calma. Tudo tem uma explicação.

No Público de hoje, sem mais palavras.



olinguado.blogspot.pt

A Fraude Da Devolução Da Sobretaxa (*)

A Fraude Da Devolução Da Sobretaxa (*)


(Foto de Alberto Frias, publicada pelo Jornal Expresso)

"... A fraude da sobretaxa não foi uma mera mentira política, foi uma manobra preparada com dolo que prejudicou empresas, viciou resultados eleitorais, menorizou os cidadãos, descredibilizou Portugal junto dos mercados e das instituições internacionais. Não estão apenas em causa meros erros políticos, para que esta manobra fosse preparada e levada a cabo foi preciso recorrer ao abuso de poder para criar um saco azul de muitos milhões de euros de dinheiro que pertencia a empresas e que foi abusivamente retido por políticos sem escrúpulos para conseguir resultados eleitorais favoráveis...."

(*) - Transcrição de uma pequena parte de uma postagem de hoje do Blogue  http://jumento.blogspot.pt/

pralixados.blogspot.pt

CGTP-IN SAÚDA A APROVAÇÃO DOS PROJECTOS QUE PERMITEM A ADOPÇÃO POR CASAIS DO MESMO SEXO


AssembleiaA CGTP-IN saúda a aprovação pela Assembleia da República dos vários projectos que reconhecem aos casais do mesmo sexo a possibilidade de acesso à adopção, pondo termo a uma situação que não só discrimina as pessoas em função da sua orientação sexual, como põe em causa o direito de muitas crianças a uma família e a uma parentalidade positiva.
O reconhecimento legal da parentalidade de pessoas do mesmo sexo significa o reconhecimento de que o desejo e a capacidade para a parentalidade nada têm a ver com a orientação sexual.
Trata-se de um passo da mais extrema importância para a conquista da plena igualdade de direitos e para a concretização dos direitos fundamentais das pessoas com outra orientação sexual, que vai contribuir para a melhor protecção das crianças já hoje criadas por estas mesmas pessoas e simultaneamente abrir a muitas crianças institucionalizadas mais e melhores oportunidades de virem a ser integradas numa família.
DIF/CGTP-IN
Lisboa, 20.11.2015

Os ataques da Globo contra a Rússia


Por J. Carlos de Assis
Vale suspender por um minuto a discussão da crise brasileira para gastar esse tempo numa avaliação da cobertura pela TV Globo do recente atentado em Paris. Um repórter baseado em Nova Iorque afirmou de forma categórica que a Rússia atacava apenas os dissidentes do Governo sírio. Na quinta-feira, o jornal Globo atribuiu à “coalizão”, e não à Rússia, os ataques às bases financeiras do Estado Islâmico, ou seja, à frota de caminhões transportadores de petróleo. No contexto geral da cobertura, a minimização do papel crucial que a Rússia está desempenhando na luta contra os terroristas é escandalosa.
A que se deve essa interpretação dos eventos mundiais de forma enviesada, servida quase toda a noite aos telespectadores brasileiros? Evidentemente, parte disso corresponde à imbecilidade dos jornalistas da Globo que ainda se encontram no marco da Guerra Fria. Contudo, há algo mais profundo. A vassalagem da Globo aos interesses geopolíticos norte-americanos reflete a incapacidade de avaliar nossos próprios interesses prospectivos, hoje muito mais ligados à Ásia do que aos Estados Unidos e à Europa. É algo que não vale só para os banqueiros, por sua conexão íntima com o sistema financeiro especulativo ocidental.
Do lado da Rússia temos os BRICS. Dentro dos BRICS a China. Esta é o maior importador de commodities do Brasil e um grande financiador, e pode tornar-se maior ainda caso a administração brasileira comece a governar. Na vinda do primeiro ministro Li Keqiang ao Brasil, foi-nos oferecida uma linha de crédito de 50 bilhões de dólares, através da Caixa Econômica Federal, que até agora não foi usada. Considerando a disposição de outros grandes bancos chineses de financiar empresas brasileiras (a Petrobrás que o diga), não precisamos dos bancos ocidentais com suas taxas escorchantes e suas invasivas agências de risco.
Por que, então, a rede Globo menospreza a Rússia, nosso parceiro no BRICS, em favor dos Estados Unidos, cujo principal produto que nos tem fornecido é o dos economistas neoliberais que ditam as regras para que façamos o melhor ajuste fiscal do mundo? Claro, devido à forte posição russa na defesa da legitimidade do Governo Assad, na Síria, que resiste a ter o mesmo destino que os Estados Unidos reservaram para a Líbia, os neoconservadores norte-americanos querem a todo custo atrair os russos para uma guerra fora de seu território. Na própria Rússia não dá, porque é uma potência nuclear. Mas poderia ser na Ucrânia ou Síria, para o que seria importante subtrair da Rússia um parceiro econômico como o Brasil.
O que embaraça os norte-americanos é que perderam o controle de sua criatura, ou seja, o Estado Islâmico, por eles financiado contra o Governo legítimo da Síria. Com isso, estão sendo forçados a aceitar a colaboração da Rússia, através da França, para atacar o grupo terrorista. Esse embrulho geopolítico é demais para os comentaristas da Globo, aliados ideológicos da CIA e de outras agências de informação e de manipulação da opinião pública que os alimentam de notícias nos EUA. Ah, a Globo chama Assad de ditador. Será que ele é mais ditador que a monarquia da Arábia Saudita, criada pelas potências ocidentais, e que mantém seus súditos, e sobretudo suas súditas, em regime de total opressão?
Se a Globo quiser ser imparcial na cobertura internacional, seria importante que abrisse sucursal em Moscou, muito mais importante para nós, sob o aspecto econômico e político, do que Londres ou Paris, potências de segunda classe. Afinal, a Rússia é a segunda maior potência militar do mundo, e os fatos na Síria (como, antes, na Criméia e na Geórgia) indicam que é melhor levá-la a sério.

abrildenovomagazine.wordpress.com

Homens armados atacam hotel no Mali. Há 170 reféns


Informação está a ser avançada pela Reuters. Ataque está a decorrer num hotel do Mali, uma antiga colónia francesa.


Um hotel no Mali está a ser palco de um ataque por homens armados. Ouviram-se tiros e terão sido feitos 170 reféns: 140 serão hóspedes e 30 serão funcionários. Há registo de vítimas mortais, nomeadamente cidadãos belgas e franceses.
Em causa está o Radisson Blu Hotel, uma unidade hoteleira no centro da capital, Bamako. Os tiros que foram ouvidos terão sido disparados por uma arma automática, sendo que os suspeitos terão chegado numa viatura diplomática.
Há pelo menos dois suspeitos, que estarão barricados no sétimo piso da unidade hoteleira, adianta uma fonte da segurança à AFP: "Está tudo a acontecer no sétimo andar, os jihadistas estão disparar no corredor".
“Aparentemente é uma tentativa de fazer reféns. A polícia já lá está a tentar vedar o acesso ao hotel”, adiantou à Reuters uma fonte de segurança local.
Um correspondente da BBC realça que o hotel é particularmente popular entre estrangeiros que trabalham no Mali, uma antiga colónia francesa.
"Tudo aconteceu no sétimo andar, os jihadistas estão a disparar no corredor", disse uma fonte de segurança à France Presse.
De acordo com a mesma fonte, as forças de segurança já estabeleceram um cordão de segurança. Não se sabe de momento se há vítimas a registar.
Entretanto, no Twitter, a embaixada norte-americana no Mali já emitiu um comunicado a adiantar que está ao corrente da situação e a pedir a todos os norte-americanos no país para permanecerem em local seguro e contactarem familiares.
[Notícia em atualização]

O MUNDO À NOSSA VOLTA


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Se alguma coisa de positivo nos têm trazido os horrores que temos presenciado e suportado nos últimos tempos, será  o estar a obrigar-nos a abrir cada vez mais os olhos, e todos os outros sentidos, para o mundo que nos rodeia. Devido a isso, sentimos e percebemos que temos de, individual e colectivamente, investir cada vez mais tempo e recursos para estarmos informados sobre o que se passa à nossa volta. E tentar compreender as mudanças que vão ocorrendo, as manipulações provenientes dos mais variados lados, e que não podemos deixar que nos subjuguem, e afinal, como podemos enfrentar da melhor maneira os perigos que temos pela frente.

Recordemos aqui, hoje, dois acontecimentos de grande importância: as eleições no vizinho reino espanhol, que vão ocorrer a 20 de Dezembro próximo, e a conferência sobre as alterações climáticas, que vai decorrer em Paris de 30 de Novembro a 11 de Dezembro próximos. Nos primeiros links abaixo propomos que se encontre alguma informação.

Quanto ao primeiro acontecimento, recorde-se apenas que Portugal só tem fronteiras terrestres com o reino espanhol, e que pouco se fala hoje em dia de como  esse facto influi na nossa vida como país independente, e no dia a dia dos cidadãos. Gosta-se muito nalguns quadrantes,  de fazer comparações com a Grécia, por vezes com pouco cabimento. Sobre este aspecto, talvez com mais propriedade, seria oportuna uma comparação entre o nosso país e outro, como a Grécia, situado na encruzilhada entre dois continentes e com fronteiras para vários outros países.

Quanto à conferência de Paris, há a dizer que já se vai reconhecendo que as alterações climáticas estão mesmo a acontecer, que a acção humana tem nelas responsabilidade, e que é urgente enfrentá-las. Seria bom fazer-se uma análise sobre o que se passa e se vai fazendo no nosso país.

Propomos que leiam, em complemento, acedendo ao terceiro link, a impressionante síntese de George Monbiot, sobre o equilíbrio ecológico, ambiental e alimentar no nosso planeta.


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