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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Durão Barroso acumula 22 cargos após a Comissão



Mais de um terço dos comissários que fizeram parte do segundo executivo de Durão Barroso na Comissão Europeia aceitaram empregos em empresas e organizações que os colocam numa posição em que podem fazer lóbi à Comissão Europeia. Durão Barroso é quem acumula mais postos neste período pós-Comissão, pelo menos notificados, com 22 cargos em diferentes organizações.
 .

Empresas, bancos, seguradoras, há de tudo um pouco – embora a maioria seja honorífica ou pró bono e a lista reflita os cargos autorizados pela própria Comissão Europeia. Mesmo assim, segundo o Corporate Europe Observatory, um grupo de análise que tem como objetivo expor ligações entre as empresas e os seus lóbis ao processo legislativo europeu, Durão Barroso é quem mais cargos acumula, mais que qualquer um dos 26 comissários.

Na lista de Durão Barroso estão vários postos em universidades – na Califórnia, Nova Iorque, Nova Jérsia, Washington, Genebra, Lisboa, Leuven, Macau -, que incluem cargos de professor visitante ou para dar seminários e palestras. Durão Barroso aparece ainda como membro da administração da Ópera de Madrid, chairman da Fundação da UEFA para Crianças e da fundação das Belas Artes de Bruxelas.

Os 22 postos de Durão Barroso:
.
  • Membro do Institute of Public Policy de Belgrado
  • Chairman da UEFA Foundation for Children
  • Professor visitante da Universidade de Princeton
  • Membro do conselho consultivo da McDonough Shool of Business, da Universidade de Georgetown.
  • Membro do conselho internacional da Ópera de Madrid
  • Membro da administração do The Europaeum
  • Membro do Steering Group das Conferências de Bilderberg
  • Atividades no Fórum Económico Mundial
  • Professor honorário do Instituto Politécnico de Macau
  • Membro do conselho consultivo do Women in Parliament
  • Membro honorário da administração da Fundação Jean Monnet para a Europa
  • Seminários e palestras na Universidade Católica de Leuven
  • Professor Visitante da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa)
  • Eventos com o Speakers Bureau in Londres e Washington
  • Professor visitante da Universidade de Genebra
  • Seminários e palestras na Universidade de Genebra
  • Professor visitante do Graduate Institute of International and Development Studies de Genebra
  • Professor visitante na Universidade da Califórnia 
  • Co-Presidente honorário do Centro Europeu para a Cultura
Já os 26 comissários registaram 117 cargos diferentes, dos quais 98 foram aprovados formalmente. Destes, 37 passaram pela comissão de ética para aprovação.

Entre os cargos dos comissários que levantam dúvidas ao Observatório, está o cargo de Neelie Kroes (comissária para a Agenda Digital) no Bank of America Merrill Lynch, ou o posto de Joaquin Almunia (comissário responsável pela Concorrência) na Enel.
 .

No total, defende o Observatório, pelo menos quatro comissários têm (oito) postos que simplesmente não deviam ter sido autorizados.

* Cada vez se percebe melhor porque Zé Barroso deixou de honrar compromisso eleitoral com os portugueses e foi para mordomo de Angela Merkel. Acrescente-se a copiosa remuneração quando cessou funções a título de remuneração para integração e a choruda reforma que vai passar a ganhar. Este é um grande português de que nos devemos envergonhar. 
Os líderes do PSD e CDS embora mais pequeninos querem manter a todo o custo os cargos que ocuparam por não saberem fazer mais nada para além da demagogia corporativa.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

AGORA, COMO DECIDIU O DESGOVERNO FASCISTA DE passos-portas-cavaco SÓ HÁ DIREITO À PÊNSÃO DE INVALIDEZ , SE SE TIVER A CERTEZA DE QUE A PESSOA MORRE DENTRO DE 3 ANOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Foi alterado o regime de protecção especial na 

invalidez

Foi hoje publicado, para entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2016, o Decreto-Lei 246/2015, de 20 de Outubro, que altera o regime especial de protecção na invalidez e o regime do complemento por dependência.

O regime especial de protecção na invalidez, constante da Lei 90/2009, de 31 de Agosto, unificou os vários regimes especiais de protecção social em situação de invalidez causada por doenças de rápida evolução e precocemente invalidantes causadoras de incapacidade permanente para o trabalho, enquanto o regime do complemento por dependência (vertido no DL 265/99, de 14 de Julho) regula a atribuição de uma prestação complementar aos pensionistas de velhice, invalidez e sobrevivência que se encontrem em situação de dependência.

O diploma hoje publicado vem introduzir algumas alterações a estes regimes, entre as quais se destacam:

O acesso à protecção especial na invalidez previsto na Lei 90/2009 deixa de depender da ocorrência de uma das doenças previamente listadas na lei (como acontecia até aqui)[1], passando a depender da verificação das condições causadoras de incapacidade permanente para o trabalho fixadas na lei, independentemente da doença que determina aquela situação de incapacidade. Nos termos da nova redacção do artigo 2º, estas condições são as seguintes:

A incapacidade resultar de doença de causa não profissional ou da responsabilidade de terceiros;

A incapacidade não ser suprível através de produtos de apoio ou de adaptação ao (ou do) posto de trabalho;

Ser clinicamente previsível que a situação de incapacidade evolua para uma situação de dependência ou morte num prazo de 3 anos.

Os beneficiários do regime especial de protecção na invalidez passam a ter direito ao complemento por dependência, desde que se encontrem em situação de dependência (nova redacção do artigo 2º do DL 265/99, de 14 de Julho).

A avaliação das situações de incapacidade permanente para o trabalho, deficiência e dependência efectuadas pelo sistema de verificação de incapacidades, pelas juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações e pelos serviços de verificação de incapacidades das regiões autónomas passam a aplicar a Tabela Nacional de Funcionalidades anexa ao Despacho nº 10218/2014, de 1 de Agosto, durante 6 meses, a título experimental, a partir de 1 de Janeiro de 2016, dependendo ainda de despacho a aprovar pelos membros do Governo competentes (artigo 4º do DL 246/2015, de 20 de Outubro).

Aparentemente, apesar de a lei não ser muito clara, a aplicação desta Tabela Nacional de Funcionalidades estende-se à avaliação de todas as situações de incapacidade permanente para o trabalho, deficiência e dependência, não sendo restrita às situações que determinam protecção ao abrigo do regime especial de invalidez.

Esta Tabela Nacional de Funcionalidades (que segue em anexo) foi criada para complementar a Classificação Internacional de Doenças e a Tabela Nacional de Incapacidades, para permitir avaliar não apenas a incapacidade, mas também a funcionalidade da pessoa com doença crónica. A sua aplicação esteve em fase experimental entre Janeiro e Junho desta ano e ignoramos o resultado desta aplicação experimental (devia ser publicada pela Direcção Geral de Saúde no prazo de 30 dias contados do fim do prazo da aplicação experimental).

Consulte aqui o texto do diploma


https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/70748601/details/maximized?p_auth=NutSH1uA

20 de Outubro de 2015

[1] A enumeração actualmente constante da Lei inclui as seguintes doenças: paramiloidose familiar, doença de Machado-Joseph, sida, esclerose múltipla, doenças do foro oncológico, esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença de Parkinson e Alzheimer.


lusibero.blogspot.pt


MOICANOS

MOICANOS - ESPECIAL


"Moicano" é um corte de cabelo indígena usado por índios americanos e celtas, geralmente raspado dos lados.
Utilizados também por punks e outros sub-gêneros. Algumas vezes são pintados, deixando o moicano mais diferenciado. Também existe outro tipo de moicano, que não são raspados dos lados, só levantados. Esse tipo é mais simples, menos chamativo.

Moicano Spikes: É o moicano que em vez de uma "crista" possui "Espinhos", em geral são estabilizados por fixador de cabelo, Gel em alguns casos sabonete.




Moicano LequeÉ aquele que é uma "crista" perfeita, geralmente estabilizada por sabonete ou Gel.







Segue abaixo pessoas adeptas do moicano:


























Espero que tenham gostado 

DESLUMBRANTES PAISAGENS DA NATUREZA




 Na foto acima "As Tintas da Natureza"
do fotógrafo 
indonésio Hardi Budi



"Sobre um Manto Vermelho-Sangue"
Foto de Ian Sein 


"A Árvore no Campo de Colza" 
Foto de Brian Trites 


"A Floresta" 
Foto de Luiz Pacheco


"O Túnel do Amor" 
Foto de Oleg Gordienko


"Perdidos no Oceano Vermelho" 
Foto da plataforma Focus 


"No Campo Colorido" 
Foto de Paul Kuharsky


"Púrpura" 
Foto de Tailor Erasmus


"Árvores no Amanhecer" 
Foto de Larry Lefever


"Amanhecer Sobre um Campo de Lavanda" 
Foto de Anthony Spencer 


"A Primeira Neve na Lagoa Azul" 
Foto de Kent Shiraishi


"Labirinto" 
Foto de Lina Ganeven 


"Sinos do Amanhecer" 
Foto de Anthony Spencer 


"Mágica Egibona" 
Foto de Florent Curti 


"A Floresta Mágica" 
Foto de Deep21


"Os Campos da Morávia" 
Foto de Marek Kedrovski


 "Estrada Distante" 
Foto de Gary Makparland


"Chuva da Primavera" 
Foto de Koudzi Tomihise


"Um Trator na Paisagem de Outono" 
Foto de Paul Uchorzhak


"Área Vermelha" 
Foto de Komovets Ales


"Na Neblina" 
Foto de Michael Ostrowski


"Sakura" 
Foto de Old Sullivan


"Floresta Negra" 
Andy Linden


"Girassóis" 
Foto de Roberto Ruiz


"Campos do Céu" 
Foto de Alard Van

Post(s) á beira mar

Cão da Serra da Estrela – cão de gado exemplar


O Cão da Serra da Estrela é uma raça de cão de gado bela e funcional. Conheça as origens, evolução e aptidões, de uma das raças envolvidas no projecto de conservação do Lobo e de raças portuguesas de Cães de Gado.
As origens

O cão Serra da Estrela é uma das raças mais antigas da Península Ibérica. A verdade é que muito pouco se sabe sobre a evolução do cão da montanha nos tempos remotos. O cão de gado era utilizado fundamentalmente em zonas montanhosas e acompanhava os pastores nas suas migrações anuais, para os defender dos lobos e dos assaltantes. Terá sido por esta razão que a Serra da Estrela, pelo seu enorme isolamento e dificuldade de acesso, se tornou o solar desta magnifica raça canina. 
O Cão Serra da Estrela é uma das raças mais antigas da Península Ibérica
 Esta raça aparece, desde sempre, com duas variedades de pêlo, o curto e o comprido, aparecendo também o chamado meio pêlo, resultado do cruzamento entre ambas as variedades. A variedade de pêlo curto sempre foi predominante na vertente norte da serra da estrela, mais fria, na região de Gouveia, Manteigas, Seia e Celorico da Beira e a de pêlo comprido na vertente sul, de temperatura mais amena, na região de Belmonte, Fundão e Covilhã. Embora possa parecer estranha esta distribuição (a variedade com menos pêlo estar na vertente mais fria e a com mais pêlo na mais quente), tal não era muito importante devido à própria função do cão. Na realidade, os rebanhos que pastam no cimo da serra, chegando ao mês de Outubro/Novembro, devido à chegada da neve que cobre as pastagens deixando o gado sem forma de se alimentar, iniciam nessa altura a sua viagem de transumância para zonas mais quentes onde não neva e onde há pastagens. Nessa altura o cão acompanha e protege os rebanhos nessas longas viagens até ao Alentejo, ao Douro ou até à zona de Coimbra onde permanecem até ao mês de Março/Abril, altura em que a neve começa a derreter na serra, proporcionando de novo alimentação aos rebanhos e iniciando assim a viagem de volta à serra. Assim sendo, o cão nunca permanecia no cimo da serra na altura mais fria do ano. Por outro lado, o cão de pêlo curto sempre foi o preferido dos pastores para esse trabalho devido ao menor tamanho do pêlo, pois era mais prático nas constantes deambulações pela serra de densa vegetação e também pelo seu carácter mais vivo e menos pachorrento.
Foi só em 1934, data da elaboração do estalão oficial da raça, que se estabeleceu definitivamente a distinção entre as duas variedades. Como o cão de pêlo comprido é mais atractivo e mais procurado, os criadores dedicaram-se sobretudo à criação desta variedade, embora se saiba que no início do século XX, os cães de pêlo curto eram mais numerosos. 
O Cão da Serra da Estrela de pêlo curto sempre foi o preferido dos pastores, pelo seu carácter mais vivo e menos pachorrento
 A evolução da raça

O cão da Serra da Estrela acompanha e guarda os rebanhos, pelo que tem de ser forte, saudável e corajoso. Antigamente, essas características eram exigidas para poder lutar contra os lobos, caso a situação o exigisse. Por essa razão, os pastores colocavam-lhe à volta do pescoço coleiras de picos viradas para fora, para proteger o cão dos lobos, pois era na nuca que estes atacavam em primeiro lugar.
Entretanto, muita coisa mudou. Os lobos foram desaparecendo da Serra da Estrela. Pouco a pouco, foram introduzidas outras raças de cães, sobretudo nos anos 60 e 70, altura em que era moda ter um pastor Alemão para guardar a casa, em vez de um Serra da Estrela. Para além disso, algumas pessoas passaram a preferir um cão de menor porte e, consequentemente, com uma alimentação menos exigente. A realidade económica e social alterou-se e muitos pastores e seus descendentes, na preocupação de melhorar as suas condições de vida, emigraram para o estrangeiro, provocando uma significativa alteração nos hábitos serranos, com a consequente redução de rebanhos. Na verdade, mesmo nos dias que correm, poucos são os pastores que possuem cães de raça pura, devido ao facto de não existir um controlo na sua reprodução.

Felizmente, nos anos 60, algumas pessoas começaram a reconhecer o valor e a beleza selvagem desta raça serrana e dedicaram-se à criação e à selecção sistemática de bons exemplares. Devido a isto, podemos dizer que a evolução da raça foi progredindo de modo que hoje podemos encontrar magníficos exemplares desta raça espalhados por todo o País, existindo ainda um nítido aumento do número de pessoas que tentam fazer criação. 
O reconhecimento do valor e da beleza selvagem desta raça, e a criação e a selecção sistemática de bons exemplares de pêlo comprido resultou na progressão desta variedade de modo que hoje em dia podemos encontrar magníficos exemplares por todo o País
Mas a raça também se expandiu para o estrangeiro. Nos anos 70, várias cadelas cheias foram exportadas para a Inglaterra e no ano de 1975 o "Kennel Club" de Inglaterra reconheceu o Cão da Serra da Estrela como raça canina. Consequentemente, esta divulgação levou ao aparecimento de cães Serra da Estrela em muitos países europeus. Nos últimos anos, vários criadores inglesas, suecos, holandeses, franceses, noruegueses, finlandeses e outros contribuíram assim para a divulgação da raça, sobretudo na Europa. Mas ultimamente existem também criadores nos Estados Unidos e no Brasil, e no seu conjunto, esta raça é muito admirada no estrangeiro.
A variedade de pêlo curto

O cão de pêlo curto tem o pêlo entre 3 e 5 cm. de comprimento e o de pêlo comprido mais de 5 cm. Muito popular até à década de 40, o cão de pêlo curto entrou desde então em acentuado declínio estando neste momento em grave risco de extinção. E porquê? Para além dos motivos já citados anteriormente, também a melhoria nos acessos à Serra da Estrela levou a que o turismo aí chegasse e com ele a possibilidade de novos negócios. O cão de pêlo comprido, por ser mais bonito e por ter ficado mais a guardar propriedades (o pêlo curto estava no cimo da serra a guardar os rebanhos) tornou-se mais visível aos visitantes que se começaram a interessar por ele. Assim, foram surgindo na serra vários canis de criação de cães que se direccionaram totalmente para a criação de cães de pêlo comprido. Deste modo, os pastores esqueceram-se do seu fiel amigo de pêlo curto deixando que ele quase se tenha quase extinguido.
O Cão da Serra da Estrela de pêlo curto entrou em acentuado declínio desde a década de 40, estando neste momento em grave risco de extinção
O seu carácter e o seu comportamento
Cada raça tem um carácter específico, desenvolvido ao longo da sua existência. O Cão de Guarda para rebanhos (Cão de Gado) foi utilizado durante séculos para defender o rebanho contra agressores, quer fossem lobos ou ladrões. Ele permanecia sempre com o gado, enquanto o pastor se afastava para ir à aldeia. Assim, o cão desenvolveu um carácter independente, pronto para agir sozinho e defender o rebanho. Daí resultou o seu carácter de excelente cão de guarda. No entanto, convém referir que o cão de guarda de rebanhos não é um cão de condução, como o Cão da Serra de Aires, geralmente de médio porte, que obedece às ordens do pastor para conduzir o rebanho e encontrar ovelhas perdidas. O cão de guarda de rebanho fixou um tipo de comportamento muito típico, calmo, não interferindo no rebanho e não agitando o gado, mas sempre atento aos ataques de predadores, como os lobos, raposas ou até cães vadios. Estes cães de tipo mastim foram seleccionados ao longo de séculos pela sua capacidade de vigilância e protecção do rebanho. Só pela sua presença afastavam os lobos, os quais preferiam evitar confrontos com uma matilha de cães valentes. O cão de gado não perseguia os lobos, porque isso iria permitir-lhes atacar o rebanho por outra extremidade. A atitude do cão é dissuasiva, mas não de forte agressividade. Um cão muito agressivo poderia trazer problemas ao pastor. O facto de o cão da Serra da Estrela viver nesta liberdade, sem nunca estar preso a uma trela, permitiu que se tornasse num animal que não representava perigo para as populações das vilas e aldeia que atravessava durante a transumância. O cão da Serra da Estrela estava naturalmente predisposto para esta tarefa, sem nunca ser adestrado pelo pastor, apenas seleccionado pela sua capacidade de guarda de rebanhos. Esta vida dura, cheia de carências deu origem a uma saúde robusta e a resistências surpreendentes, o que faz com que este grande cão possa atingir facilmente idades para além dos 12 anos.
O Cão da Serra da Estrela foi utilizado durante séculos para defender o rebanho contra agressores, quer fossem lobos ou ladrões
O cão Serra da Estrela amadurece muito lentamente e só após os dois anos de idade é que o carácter dele se torna adulto. Os machos têm geralmente um carácter tranquilo e sereno. Tem um forte domínio do território e, em muitos casos, pouca tolerância para com cães machos, quando estes se tornam adultos. Para com as fêmeas e cachorros, o macho pode tornar-se um verdadeiro pai afectuoso. É muito tolerante com crianças e dá-se facilmente com outros animais, inclusive gatos, desde que seja habituado a conviver com eles. O dono deve sempre manter a posição de "chefe de matilha", educando o cão com firmeza, mas sem recorrer a castigos exagerados ou incompreendidos pelo cão. As fêmeas são igualmente boas guardas e são também mais tolerantes para com outros cães. Não têm tanta vontade de lutar e são menos dominantes. Praticamente afastado da sua natural vocação, o cão tem agora outra função a cumprir, a de guarda de propriedades e pessoas, funções que exerce na perfeição. Como cão de guarda que é, alia na perfeição a paixão infinita que tem pelo seu dono e pelas crianças da sua casa com a natural reserva perante os estranhos que se aproximam do seu território. Aceitam com infinita paciência todas as tropelias que as crianças lhe infligem mas, ao mínimo ruído suspeito, imediatamente se colocam em alerta e prontos a defendê-las.
Como procurar um cão da Serra da Estrela

Há bons criadores espalhados por Portugal, como também os há no estrangeiro. Na própria Serra da Estrela encontram-se vários criadores, dispostos a mostrar os seus cães e a responder às perguntas das pessoas interessadas. O melhor é dirigir-se a um canil sério recomendado pelo clube de raça (www.licrase.pt / Tel: 275 981 215).

Dado o grande fluxo de turistas que visitam a Serra, encontram-se à beira da estrada muitos cachorros para venda. Muitos deles são arraçados, com características pouco definidas, sem registo válido e sem vacinas. É aconselhável não comprar um cachorro à pressa. Se possível, deve-se visitar vários canis para poder comparar a oferta. Um cachorro pequeno é sempre atraente e bonito, e por isso, é importantíssimo conhecer também os pais do cachorro e ter confiança no criador.
Um cachorro pequeno é sempre atraente, mas para ter a certeza de que se está a adquirir um cão com características típicas da raça é importantíssimo conhecer os pais do cachorro e ter confiança no criador
As raças portuguesas, tão versáteis que são, cumprem todas as funções tão bem como qualquer outra raça estrangeira, nada ficando a dever a estas em nenhuma característica com a vantagem de estarem mais bem adaptadas às nossas condições climatéricas e serem raças mais rústicas, imunes assim a grande parte das doenças que afectam as raças estrangeiras. O cão da Serra da Estrela de pêlo curto precisa da sua ajuda. É um excelente cão de guarda e defesa que lhe dará certamente grande satisfação possuir e terá também a satisfação de saber que está a contribuir para a preservação e manutenção do nosso património, tão importante para a manutenção da nossa identidade própria. Seria um crime deixar extinguir tão nobre variedade. Cabe-nos a nós, portugueses, zelar pelo nosso património, defendê-lo e divulgá-lo.
Alguns criadores esforçam-se, sem qualquer apoio, em criar e preservar essa variedade. Se pretender saber mais informações ou adquirir um exemplar, contacte a recém-criada associação de defesa desta variedade, o CLUSERRA - Clube dos Amigos do Cão da Serra da Estrela de Pêlo Curto através do endereço de correio electrónico cluserrapelocurto@clix.pt, onde lhe poderão prestar todos os esclarecimentos. 
O Cão da Serra da Estrela de pêlo curto precisa da sua ajuda, para que não se deixe extinguir tão nobre variedade

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