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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

QUE PENA....


OXALÁ NÃO SEJA UMA DESCONFIANÇA CERTA.


A "JUSTIÇA" PORTUGUESA PARECE OU DÁ A PARECER QUE REAGE AOS RESULTADOS ELEITORAIS.
ESPEROU PARA VER E AGORA DÁ UMA CERTA IDEIA DE BENEVOLÊNCIA PARA COM O "MENINO DE OURO" COLOCANDO-O EM LIBERDADE E LOGO A SEGUIR CÁ TEMOS O "RICARDO SALGADO" QUE PODE FICAR EM LIBERDADE A TROCO DA PECHINCHA (PARA ELE) DE 3 MILHÕES DE EUROS.
VÃO-SE METENDO ENTRE AS GRADES OS DESGRAÇADOS QUE ROUBAM UMA CONSERVA NO SUPERMERCADO, VÃO-SE CHATEANDO ALGUNS MODERADOS FUMADORES DE HAXIXE E SEGUNDO AS PALAVRAS DA ANTIGA SENHORA DA PGR TALVEZ SE VÁ CUMPRIR A PROFECIA DE QUE EM PORTUGAL NÃO HÁ CORRUPTOS.
QUEM SABE SE A POLÍTICA NEO-LIBERAL E A "JUSTIÇA" QUE TEMOS A CONTINUAR ASSIM ERGA UM MONUMENTO A OLIVEIRA E COSTA DE MÃOS DADAS COM DIAS LOUREIRO LOGO SEGUIDO DE UMA REBANHADA DE FIGURAS ABSTRACTAS E SEM ROSTO MAS QUE O POVO CONHECE BEM.
A ARTE DO GAMANÇO EM PORTUGAL COMPENSA QUANDO SE TEM AS COSTAS QUENTES NA POLÍTICA !
António Garrochinho

Os milagres dos cravos


 (Escultura de Jorge Pé-Curto)
(do Inimigo Público)

Valeu a pena. Não há cão nem gato ou bicho careta que nas suas crónicas ou arrotos não refira o PCP, alguns até lançam bitates e dão recados, como é o caso do tresloucado(?) Vasco Pulido Valente que alerta: “Parece que não passou despercebido ao PC que no resto da Europa o apoio ao PS acabou por desfazer os partidos comunistas”. Os tabloides nas primeiras páginas recordam Cunhal e os confrontos com Soares, bem entendido, uma olhadela pelos editoriais e ressalta a sigla PCP assim como em muitos parágrafos de várias páginas. Nestas duas últimas semanas o Partido Comunista Português e a sua sigla PCP, já foram mais referidos em todos os media e redes sociais do que desde o início deste século.

O partido incinerado pela comunicação social renasce das cinzas.

Ele há milagres!...


gpsemedia.blogspot.pt

EUROPA, ESQUERDA VOLVER!




 Zillah Branco*

As mudanças não ocorrem por acaso, não caem do céu nem com rezas fortes, nem dependem de ideias geniais ou do peso das leis e forças das armas. Sendo um processo de transformação, as mudanças resultam de paciente demonstração de que a humanidade evolui selecionando soluções para os erros de percurso e para as carências impostas aos povos para satisfazer ambições mesquinhas de poder de uma elite privilegiada e cruel.

Tomando os países mais pobres da Europa, vemos que eles carregam uma história marcada pelo êxito da coragem e criatividade da sua gente - os grandes filósofos gregos, os grandes navegadores e geógrafos portugueses, os valentes guerreiros espanhóis - que além das ações práticas que abriram o mundo à toda a humanidade, aprofundaram conhecimentos científicos enriquecidos pelo desvendar de novas culturas consideradas exóticas, foram cruelmente explorados pelos mais ricos agarrados ao poder monárquico e clerical que deu origem ao sistema financeiro com a ganância do lucro e a frieza dos cálculos acima dos sentimentos humanistas.

Em 1974, como resultante de um longo processo tão claramente analisado por Álvaro Cunhal desde 1947, a mais velha e carcomida ditadura da Europa é derrubada por militares (com as suas razões específicas) apoiados pelo povo que descobria a injustiça do sofrimento que sempre sofre por não ter os privilégios da elite. Jovens de todos os países ricos da Europa ofereceram a sua solidariedade, mesmo aqueles que usufruíam dos privilégios de classe das elites. Despertava a consciência e o respeito pelos princípios fundamentais da humanidade.

Nascia uma nova esquerda, confusa e anárquica, que foi manipulada pelos políticos oportunistas que davam uma lágrima ao povo sofredor e um riso esperto à elite política aliada do imperialismo - os polícias do mundo. A esquerda experiente chegou ao Governo por alguns meses em que fez nacionalizações, reforma agrária e definiu apoios aos pequenos agricultores e pescadores, abriu caminho para sistemas públicos de saúde, educação e previdência, mas não pode vencer a direita que através da hegemonia da informação, nacional e internacional, criou um ambiente de guerra civil e manipulou consciências recém-abertas ao conhecimento revolucionário. Deixou a sua marca na Constituição assinada por todas as forças políticas na época dos Cravos de Abril.

Vieram os governos de direita. Com duas coligações que se sucediam mas que igualmente mergulharam o país na dependência financeira que era delineada pelo projeto de unificação do capital armado de todo o continente europeu - CEE/Nato, UE - com seu banco e seus conselheiros técnicos. Os países pobres foram submissos e os ricos coniventes com a implantação do modelo imperialista na Europa com uma moeda forte que compete com o dollar, irmão mais velho.

Mas o movimento das ideias seguiu o seu curso, alimentando as consciências despertas pelo tremer das estruturas do poder que deixaram à vista as rachaduras causadas pela força popular quando unida. O conhecimento democratizado das ciências sociais limou arestas, reduziu rompantes individualistas, corrigiu erros pessoais com os ensinamentos da realidade. A semente da esquerda ficou apta a crescer em solo fértil.

O imperialismo liderado pelos Estados Unidos, aperfeiçoou o seu fortalecimento bélico e de informação midiática aproveitando os recursos da ciência e da tecnologia informatizada para avançar na destruição de civilizações milenares do oriente (onde foi parado pelo Vietnam, Coreia e China) e do Oriente Médio onde plantou suas bases em Israel e comprou monarquias árabes subalternas. Com o apoio da UE derrubou o muro de Berlim e provocou a derrota do socialismo na Europa, destruiu o Afeganistão, invadiu o Iraque, penetrou nas lutas intestinas dos árabes enfraquecendo nações fortes que se modernizavam, assassinou governantes e destruiu o equilíbrio da Líbia, o Egito, a Somália e Etiópia minou o Estado das ex-nações socialistas assim como de países árabes que enfrentavam os apetites de Israel - Palestina, Líbano, Jordânia, Síria, Irão, Paquistão e outros. Neste caminho sangrento deu-se a grande crise financeira do sistema, o que levou o império a comer das próprias bases o sangue dos pobres, a que chamou tecnicamente de Plano de Austeridade. E criou o Estado Islâmico no bojo de uma mal explicada luta contra um terrorismo aparentemente árabe e muçulmano mas nascido dos jogos e filmes que o império usa como pedagogia das jovens gerações.

A esquerda em formação, seguindo mesmo a contra gosto o caminho revolucionário imparável dos Partidos Comunistas, amadureceu as suas análises e somada a uma franja de pessoas que são conservadoras por formação, mas que foram obrigadas a pisar a lama da "austeridade", organizou manifestações a favor de eleições democráticas - a Grécia contestou a UE e as suas sangrias para salvar a banca; a Espanha elegeu governos de esquerda em grandes municípios e passou a defender a independência da Cataluña; Portugal obteve a maioria de votos à esquerda contra o Governo submisso da direita tradicional. A própria direita, para não escorregar no falhanço dos seus partidos, começou a mostrar que sabe ser de esquerda para parecer inteligente.

A União Europeia, desmascarada pela defesa única do sistema financeiro contra o bem-estar e desenvolvimento dos povos e suas forças produtivas, começa a receber a ponta- pés e com arame farpado, as levas de emigrantes que fogem das guerras imperialistas. A crueldade de assistir paralisada os afogamentos de milhares de jovens, velhos e crianças, no mar Mediterrâneo - via especial do turismo - e a ocupação de praias italianas e gregas por uma humanidade escorraçada dos seus países de origem, para exibirem a sua miséria em locais de luxo, despertou a ira dos Húngaros, Austríacos, Alemães, Suíços e Nórdicos que pendem para a direita fascista contra a esquerda que germina nas suas próprias sociedades onde oferecem solidariedade humana para os emigrantes.

A "união europeia" deixou de existir dando lugar à " gestão do capital europeu", sugerida pela a Inglaterra de Pilatos que aconselha a dar dinheiro para países limítrofes dos guerreados para que segurem nos seus campos os que ameaçam a rica europa com a sua miséria. Esta proposta recebe o apoio da ex-humanista França e da equilibrista Alemanha de Merkel que oferece grandes somas até mesmo à Turquia para que aguentem longe dos "civilizados" as consequências das invasões feitas pela NATO e os amigos norte-americanos. Prometem tudo, até um lugar na UE desmoralizada. Enquanto isso os russos limpam a Siria dos esbirros do imperialismo, da CIA e seus alunos ao EI e os norte-americanos aceitam dialogar com quem antes era inimigo a abater. Um falhanço rotundo da política expansionista no mundo árabe.

A direita fascista se distingue da outra, submissa, pois é nacionalista. Surge como mais consequente aos olhos de povos enriquecidos e ganham eleições. Há uma aliança anti- natura com alguma esquerda sem rumo, que substitui o impulso revolucionário do Siriza na Grécia (que havia dado um primeiro passo maior que as pernas) confundindo os apoiantes. Tudo isto serve de mostruário de hipóteses para os povos onde a consciência germina. Daí as surpresas quando as esquerdas se unem em Portugal e animam o resto da Europa.

Ninguém aceita mais os antigos bonecos vestidos de Presidentes. Não querem reis de gravata para fazer papel de autoridade sem voz nem vontade diante da austeridade que assola e das invasões que trucidam. Todos agora querem mostrar que são democratas e até aceitam alguma esquerda bem comportada. Vamos em frente com candidatos que ainda assustam os conservadores: um padre comunista, uma mulher que conhece e condena os podres da UE.

Dias melhores virão quando a ignorância medieval e a cobiça de riquezas e poder forem banidos das sociedades. Temos à vista outra experiência criadora, a da América Latina onde as Uniões respeitam a moeda e a história de cada nação, e unem esforços apenas para enfrentar inimigos comerciais, financeiros, que expoliam para invadirem depois. E estes exemplos vão germinando em continentes distantes, como a África e a Ásia.

Para terminar com um quadro real (que a TV exibe) para ilustrar a intenção otimista, refiro as manobras da Nato, com imensos barcos de guerra norte-americanos e armados até os dentes, na manhã do dia 20 de Outubro, descarrega dois jeeps todo-o-terreno que tentam invadir uma praia alentejana de Grândola (a Vila Morena) e ficam irremediavelmente atascados nas areias. Até as areias alentejanas resistem ao poder armado do imperialismo e sua aliada UE! 

*Zillah Branco: Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.



paginaglobal.blogspot.pt

ALGARVE - ALBUFEIRA - Coveiro detido depois de funeral




Coveiro detido depois de funeral 

Foi detido pela GNR no cemitério local. 
Tinha acabado de enterrar um caixão no cemitério de Albufeira quando foi abordado e detido pelos militares da GNR. 

O coveiro, de 48 anos, é suspeito da prática de um furto a uma habitação e já tinha sido condenado pelo mesmo tipo de crime. 

Foi ouvido na terça-feira por um juiz e colocado em liberdade. 

O homem, ao que o CM apurou, é funcionário da Câmara de Albufeira e foi detido na segunda-feira por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Albufeira, em pleno horário de trabalho. 

Está a ser investigado na sequência de um inquérito judicial referente a um furto no interior de uma moradia, na zona do Forte de São João. Na altura, o homem terá sido visto a fugir da habitação assaltada por um casal de turistas estrangeiros, que terá feito uma descrição pormenorizada do suspeito. 

Fonte da Câmara de Albufeira confirmou ao CM a detenção do funcionário, que é considerado "um trabalhador exemplar" que "nunca faltou ao trabalho". 

O suspeito, que já cumpriu uma pena de prisão de oito anos por furtos, foi ouvido ontem por um juiz no Tribunal de Albufeira e saiu em liberdade com obrigação de se apresentar duas vezes por semana às autoridades. 

Regressou ao cemitério local onde, segundo a mesma fonte, "se apresentou ao trabalho". A autarquia considera que se trata de uma questão de "âmbito privado que cabe à Justiça averiguar". 


http://www.cmjornal.xl.pt

O EXTRAVAGANTE POVO MURSI DA ETIÓPIA

O extravagante povo Mursi

A tribo Mursi da Etiópia é uma das mais 
inusuais e agressivas que existem. 
Todos os homens carregam 
Kalashnikovs que conseguem ilegalmente nas 
fronteiras do país. 

Os guerreiros tribais que não conseguem 
armas de fogo carregam um pedaço 
de pau para demonstrar sua liderança.


As mulheres Mursi são famosas por colocar, desde 
pequenas, um disco no lóbulo de suas orelhas 
ou de seu lábio inferior. 
Conforme passam os anos, mudam o disco 
por um maior até que a deformação seja muito 
grande. Ainda que em muitos paises 
isto poderia ser considerado uma loucura, nessa 
tribo é um símbolo de beleza.

Antes de qualquer crítica devemos lembrar 

que aos olhos de qualquer Mursi deve 
parecer loucura se submeter a cirurgias 
estéticas, a rigorosas dietas, tudo em 
nome da beleza.
O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi



O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi

O extravagante povo Mursi


 http://www.mdig.com.br


DE HUMANISMO À TRELA - «Assis quer ação de Bruxelas no caso dos ativistas angolanos»


«Assis quer ação de Bruxelas no caso dos ativistas angolanos»


E a Palestina Senhor!…
De humanismo à trela, as centrais que abastecem os media de acordo com os seus interesses nacionais ou geoestratégicos, determinam em que sentido orientar a sensibilidade das multidões. O empolamento de qualquer acontecimento nacional ou internacional pode servir como instrumento de alienação, catalisador ou encobridor de outra realidade.
E assim, as almas brandas, gente muito preocupada com os Direitos Humanos, apóstolos e defensores da liberdade e de cegueira seletiva, seguem os acontecimentos que enchem jornais eécrans de televisão sem se aperceberem que estão a ser manipulados.
Os nazissionistas esta semana já assassinaram meia centena de palestinos, continuando o genocídio programado, Israel controla os media a nível internacional, apresentando-se como vítimas, criminosos que são.
Todo o atentado à Liberdade deve ser rechaçado, Todo!
E não só o que insidiosamente nos sugerem.
Detesto os fariseus.

“Smooth Criminal” tocada em instrumentos tradicionais japoneses





















Michael Jackson tem inúmeros hits 
famosos e confesso que "Smooth Criminal", o 
sétimo single do cantautor pop, não é nem de 
longe a minha preferida. Inexplicavelmente 
esta é uma das canções do Rei do Pop com 
mais covers e versões, mas os seus fãs 
nunca ouviram nada parecido com isso. 
Yoshimi Tsujimoto, música tocadora de 
shakuhachi, também conhecida como a 
flauta de bambu japonesa, cobriu 
a música imtemporal usando apenas 
intrumentos tradicionais japoneses neste 
clipe que está se tornando tendência no Youtube.






VÍDEO


VEJA AQUI O VÍDEO FILMADO POR DRONE DO FORTE TEMPORAL QUE AFECTOU A CALIFÓRNIA

O apocalipse à vista de drone












O forte temporal que afetou o sul da Califórnia, nos Estados Unidos, nos últimos dias deixou algumas cenas que parecem retiradas de um filme de zumbis. Na estrada que pode ser observada na imagem em miniatura ao lado, por exemplo, as avalanches de lodo deixaram presos mais de 50 veículos entre carros e caminhões, que precisarão de dias para que sejam desenterrados. O mais impressionante é o vídeo que gravado Edward Czajka a partir de um drone, no qual apreciamos o resultado da cheia de lodo vista do ar. 







VÍDEO





 http://www.mdig.com.br/

VEJA AQUI O VÍDEO NA ÍNTEGRA - «Aquilo de que uma parte da direita tem medo é que resulte»




















VÍDEO







Esta cidade não foi tomada pela neve como parece, era algo assustadoramente pior


Esta parece uma fazenda pacífica, com um campo cheio de neve, mas na verdade é a pior coisa que você poderia imaginar:essas terras foram completamente tomadas por milhões e milhões de aranhas. Tudo aconteceu por causa de uma horrível inundação na Austrália que fez mais de 13 mil pessoas abandonarem suas casas.  Infelizmente, as pessoas não foram as únicas a evacuar. Aranhas também estão correndo para as montanhas, fazendo com terras fiquem literalmente cobertas em suas teias. É difícil ir a qualquer lugar sem se deparar com um bocado de aranhas.
Uma vez que a inundações ao longo das margens do rio baixaram, as aranhas devem voltar para casa.
Ou os agricultores terão muito trabalho para expulsá-las dali.
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ONDE A FALTA DE VERGONHA, O DESCARAMENTO, A IMPUNIDADE REINAM ! - Hitler não queria matar os judeus, defende o primeiro-ministro de Israel


Benjamin Netanyahu discursando no Congresso Sionista, em Jerusalém
AMIR COHEN/REUTERS

A violência entre israelitas palestinianos passou dos atos às palavras. Netanyahu afirmou que o responsável pelo Holocausto foi o Mufti de Jerusalém, enquanto na UNESCO os palestinianos lutam para que o Muro das Lamentações seja “parte integrante” da Esplanada das Mesquitas


O primeiro-ministro israelita defendeu, esta quarta-feira, que Adolf Hitler não tinha intenção de matar os judeus durante o Holocausto. Segundo Benjamin Netanyahu, o responsável pelo extermínio de seis milhões de judeus foi Haj Amin al-Husseini, o Mufti de Jerusalém (líder religioso muçulmano), que sugeriu a ideia ao líder nazi alemão.
“Hitler não queria exterminar os judeus naquela altura, ele queria expulsá-los”, afirmou Netanyahu num discurso perante o Congresso Mundial Sionista, que decorre em Jerusalém entre terça e quinta-feiras. Descreveu, de seguida, o que se passou no histórico encontro entre as duas personalidades, a 28 de novembro de 1941, na Alemanha: “Haj Amin al-Husseini visitou Hitler e disse: ‘Se os expulsar, todos eles irão para lá [para a Palestina]’.” Segundo Netanyahu, Hitler terá perguntado: “O que devo fazer com eles?” O Mufti respondeu: “Queime-os”.
Não é a primeira vez que o primeiro-ministro israelita responsabiliza Al-Husseini pelo Holocausto. Em 2012, diante do Parlamento de Israel (Knesset), referiu-se ao Mufti como “um dos principais arquitetos” da “solução final”.
“Em nome dos milhares de palestinianos que combateram ao lado das tropas aliadas na defesa da justiça internacional, o Estado da Palestina denuncia estas declarações moralmente indefensáveis e inflamatórias”, reagiu Saeb Erekat, secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina (OLP). “É um dia triste da história que o líder do Governo israelita odeie tanto o seu vizinho que esteja na disposição de absolver o criminoso de guerra mais reconhecido na história, Adolf Hitler, pelo assassínio de seis milhões de judeus durante o Holocausto. Netanyahu devia parar de usar esta tragédia humana para marcar pontos com fins políticos”.

Palestinianos ao ataque na UNESCO

As palavras de Netanyahu surgem no mesmo dia em que se espera que a UNESCO se pronuncie sobre uma polémica proposta de resolução apresentada por um grupo de países árabes. Nela pede-se que o Muro das Lamentações — o lugar mais sagrado do judaísmo — seja designado “parte integrante” do complexo onde se situa a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro lugar mais sagrado dos muçulmanos, em Jerusalém.
A iniciativa, que devia ter sido votada na terça-feira, foi adiada e desencadeou fortes críticas não só em Israel, mas também ao mais alto nível da organização. A diretora-geral da UNESCO, a búlgara Irina Bokova, lamentou a proposta, defendendo que a alteração do estatuto da Cidade Velha de Jerusalém e dos seus Muros, património da Humanidade reconhecido por aquela organização cultural, poderá “incitar a novas tensões”.
Fisicamente, o Muro das Lamentações (também chamado Muro Ocidental) e a Mesquita de Al-Aqsa estão integrados num complexo conhecido por Esplanada das Mesquitas — em rigor, os muçulmanos chamam ao espaço Al-Haram al-Sharif (literalmente Santuário Nobre) e os judeus Monte do Templo. Localiza-se na Cidade Velha de Jerusalém, na parte leste do município, anexada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias (1967).
A atual vaga de violência entre israelitas e palestinianos foi agravada por rumores que davam conta de que Israel se preparava para controlar todo o Monte do Templo, incluindo a Mesquita de Al-Aqsa. Israel negou as acusações, afirmando não ter quaisquer planos para alterar o “status quo” do local — que os judeus podem visitar, mas não usar para orações.

DAR A PEDRADA NO CHARCO

DAR A PEDRADA NO CHARCO

Há gente que passa a vida toda vivendo de migalhas lambendo o cu àqueles que os esminfram e sendo servis inexplicavelmente sem enxergar de todo a sua própria vida. Sem ver a realidade.

Outros, são apaixonados pela vida, pela sede de viver e sabem ser solidários, fraternos e íntegros. Esses são os que transformam o mundo mesmo com as dificuldades que os exploradores, a burguesia impõem.

Só na luta se conhecem os verdadeiros homens e mulheres, a charlatanice é inimiga de qualquer avanço, é ilusória e mentirosa, confunde e divide muitas das vezes os que têm a vontade da mudança e aspiram a um Portugal melhor.

Temos que escolher de uma vez por todas os que nos servem e não os que se servem da política para nos manietar e utilizam palavras bonitas só para nos manterem inertes e submissos.
António Garrochinho

O PESCOÇO NA LINHA

NÃO CONFIAR, NÃO ACREDITAR NOS POLÍTICOS QUE NOS TÊM GOVERNADO HÁ QUARENTA ANOS É LÓGICO, É JUSTO, POIS SÓ TÊM ENTERRADO A VIDA DOS PORTUGUESES.
PIOR QUE TUDO AINDA, É NÃO PODER CONFIAR NO NOSSO PRÓPRIO POVO !
UM POVO QUE SE ACOMODOU ESTUPIDAMENTE, QUE NÃO TEM CAPACIDADE AUTÓNOMA DE ORGANIZAÇÃO, DE PROTESTO, E QUE DELEGA EM OUTROS AS SUAS ASPIRAÇÕES MAIS IMEDIATAS.
JÁ SE SABE QUE HOUVE QUEM LEVASSE ANOS A PROTESTAR E FOSSE VOTAR NOS QUE SEMPRE EXPLORARAM E SE PREPARAM PARA REPETIR A DOSE.
NÃO SE COMPREENDE ESTE FENÓMENO JÁ QUE SE PROPAGA QUE TEMOS GENTE QUALIFICADA QUE TEMOS GENTE QUE LÊ LIVROS, JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, E TEM ACESSO À INFORMAÇÃO MESMO QUE MANIPULADA.
SEMPRE SE DISSE QUE É PRECISO SABER LER NAS ENTRELINHAS E A MIM O QUE ME PARECE É O QUE O POVO CADA VEZ METE MAIS O "PESCOÇO NA LINHA DE COMBOIO" A CABEÇA PRONTA A SER DEGOLADA PELO NEO LIBERALISMO FASCISTA QUE COM MEIA DÚZIA DE XICOS ESPERTOS CONSEGUEM LEVAR ADIANTE AS POLÍTICAS MAIS CORRUPTAS E DESONESTAS DE QUE HÁ MEMÓRIA DEPOIS DO 25 DE ABRIL
NÃO SE COMPREENDE ! OU ENTÃO SOU EU QUE SOU TOTALMENTE IGNORANTE NAS MINHAS ANÁLISES.
António Garrochinho

Xenófobos sopram as velas em Dresden e Merkel sente um arrepio







Enquanto o Pegida celebrava o primeiro aniversário no Leste da Alemanha, o resto do país dava sinais de desconforto com a política de portas abertas para os refugiados.


O Pegida assinalou o primeiro aniversário nas ruas onde nasceu. Dresden, cidade do lado oriental da Alemanha. À volta de 20 mil pessoas mostraram esta segunda-feira que o movimento xenófobo é uma ameaça que Berlim terá de levar em conta no seu esforço de acolhimento dos refugiados. O grupo que se autodenomina Europeus Patrióticos contra a Islamização do Ocidente (Pegida), após um período de declínio, voltou a reunir uma grande multidão em torno de um discurso que exige “deportações massivas imediatas”. Mas as vozes que protestaram contra a política de portas abertas de Angela Merkel não foram as únicas a fazer-se ouvir. Separados por um dispositivo de mais de um milhar de polícias, outras 15 mil pessoas, convocadas pelos movimentos de esquerda, juntaram-se num contra-protesto, confluindo na Praça do Teatro, em frente ao edifício da Ópera Semper.

O movimento anti-imigração e anti-islão surgiu a partir de um grupo no Facebook centrado à volta do seu co-fundador Lutz Bachmann, tendo há um ano algumas centenas de pessoas em Dresden saído à rua para se manifestar contra o que consideravam um processo de evidente “islamização do Ocidente”. No seu apogeu, chegaram a atrair 25 mil pessoas nas suas concentrações semanais em Janeiro. Brandiam cartazes e gritavam em fúria relativamente a uma confusa mescla de questões, fossem as acusações contra a elite política do país e da Europa, fossem assuntos como as políticas de género, mas acima de tudo unia-os a rejeição radical da política de asilo alemã, especialmente no que toca a acolher muçulmanos.

Nos últimos tempos, as manifestações semanais que o grupo convoca todas as segundas-feiras em diferentes cidades do país voltaram a juntar numeros significativos, com Dresden a contar sempre com multidões de 7000 a 9000 pessoas. O movimento reacendeu-se numa altura em que o país começa a enfrentar os primeiras dificuldades de logística no acolhimento de um número de requerentes de asilo que o governo prevê que possa chegar ao milhão até o final do ano.
Bigode à Hitler Depois do sentimento de entusiasmo que parecia ter contagiado os alemães – que se concentravam às centenas em volta das estações de comboio para receberem os refugiados com cartazes a dar-lhes as boas-vindas, alimentação, roupa e brinquedos –, os desafios que o fluxo impôs parece estar a provocar cada vez maiores receios. Com as escolas, os pavilhões desportivos e mesmo instalações militares lotadas depois de serem convertidas em centros de acolhimento, há neste estimativas que apontam para 42 mil refugiados que estão a viver em tendas um pouco por todo o país. O Pegida ressurgiu assim depois de ter esmorecido o interesse à sua volta, tendo contribuído para isso a incessante campanha de insultos racistas de Bachmann na página de Facebook – usando palavras como “lixo” e “gado” para se referir aos refugiados, que levaram inclusivamente o Ministério Público alemão a acusá-lo de incitação ao ódio – e onde chegou a publicar selfies em que exibia um bigode à Hitler.

À manifestação desta segunda-feira juntaram-se representantes do partido xenófobo italiano Liga Norte e de forças análogas britânicas e checas, depois de alguns líderes de extrema-direita europeus, como o holandês Geert Wilders, terem declarado o seu apoio ao Pegida. Exigindo que as autoridades alemãs ponham um fim ao “conto de fadas romântico”, estes “patriotas europeus” podem estar longe de representar a sensibilidade da maioria dos alemães, contudo, não deixam de reflectir um nível de intranquilidade que tem afectado um conjunto cada vez mais vasto da população.

Merkel a cair No ano passado, quando se estava ainda longe de equacionar o súbito crescimento da vaga de refugiados que tem chegado à Europa – número que por estes dias tem rondado os cinco mil por dia –, diferentes sondagens mostravam que entre um terço e metade dos alemães partilhavam alguns dos receios expressos pelo Pegida. E enquanto o executivo de Merkel não se cansa de repetir que o país tem condições para gerir a crise e até beneficiar dela, se em Setembro 57% dos alemães se mostravam confiantes de que seria possível integrar todos os requerentes de asilo, dados deste mês indicam que esse número baixou para 45%, e há já uma maioria (51%) que tem duvidas de que isso seja possível.

A chanceler alemã não mentiu, não tentou dourar a pílula dizendo que seria fácil. Encarou o desafio como uma obrigação moral, o dever de um país rico face aos milhares de pessoas que arriscam a vida para chegar à Europa, fugindo a cenários de conflito no Médio Oriente ou em África, e não escondeu que a vaga de refugiados irá mudar a Alemanha. Aparentemente, a maioria dos alemães não estão dispostos a acolher um novo futuro, construído com base no imperativo de provar que o país venceu o espectro do nacionalismo e do ódio racial que conduziu ao capítulo mais infame da sua História. Isso explica que a até agora intocável Merkel tenha finalmente começado a perder pontos nas sondagens. A taxa de aprovação do governo, de acordo com a sondagem semanal Emnid caiu para 37% face aos 41% de apoio que registava em meados de Setembro. E, de acordo com dados do INSA, outro instituto de sondagens, cerca 33% dos alemães considera que Merkel devia demitir-se.


do ódio à violência A chanceler alemã não se pronunciou sobre a manifestação do Pegida mas outros membros destacados do executivo fizeram-no, com o ministro do Interior, Thomas de Maizière, a afirmar na televisão pública ARD que “já não há qualquer dúvida de que aqueles que organizam os protestos do Pegida são verdadeiros radicais de extrema-direita”. Sendo um dos elementos do executivo que mostrou sinais de maior cepticismo face à política de Merkel face à crise de refugiados, Maizière fez questão de sublinhar o perigo que movimentos como o Pegida representam para a democracia alemã. “Não fazem quaisquer distinções ao classificar de delinquentes os requerentes de asilo, e acusam todos os políticos de alta traição. Isto situa-se fora de qualquer consenso democrático”, frisou.


Já o titular da pasta da Justiça, Heiko Maas, disse que o tipo de ódio promovido pelo movimento xenófobo “se converte depois em violência”, advertindo que “todas as consequências” serão retiradas dos possíveis delitos cometidos nestas manifestações. “Quem marcha atrás de forcas e bigodes de Hitler já não tem desculpa”, disse Maas, referindo-se a protestos recentes em Dresden onde surgiram surgiram forcas com cartazes atados ao nó, dizendo “Reservado para Angela Merkel” e “Reservado para Sigmar Gabriel”, o ministro da Economia e líder do SPD (o Partido Social Democrata alemão, de centro-esquerda, o aliado de Merkel na grande coligação que governa a Alemanha).


Os receios de que o ódio leve ao derramamento de sangue foram reforçados depois de, no sábado, a candidata independente à autarquia de Colónia, Henriette Reker, ter sido esfaqueada por um militante da extrema-direita que confessou ter actuado em prostesto contra a política de asilo face aos refugiados. Reker venceu as eleições com maioria absoluta, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo e está em situação estável, apesar de continuar hospitalizada com feridas graves na garganta e na traqueia.


Quanto a incidentes durante a manifestação de segunda-feira, registaram-se algumas agressões e feridos de ambos os lados, mas foi um simpatizante do Pegida o único ferido com gravidade. De resto, um operador de camara que estava a trabalhar para a televisão por cabo russa RT foi agredido, alegadamente por elementos da Pegida.


Durante a noite, a ópera onde Wagner estreou algumas das suas principais obras, deixou muito clara a sua rejeição do Pegida, projectando mensagens numa tela colocada ao lado do palco montado pelos membros do Pegida. “Não somos a decoração da xenofobia” e “Não emprestamos o nosso cenário à intolerância”, lia-se nelas. E para deixar os radicais às escuras, ao contrário das outras noites, desligou os focos que iluminam a sua histórica fachada.



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