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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SEMPRE EM LUTA


FALTA LEGITIMIDADE (E VOTOS) À DIREITA

 · in Opinião 

Mário Nogueira Professor. Dirigente Sindical
Mário Nogueira
Professor. Dirigente Sindical
A direita, a comunicação social que a serve e o poder económico que manda naquilo tudo andam visivelmente assustados e deixam cair a máscara democrática que, por norma, lhes esconde a face. O problema afeta também alguma gente que gosta de se afirmar de esquerda, bastando isso para ser presença frequente nos painéis de comentadores e analistas, em representação da esquerda. Confirma-se, se é que havia quem ainda duvidasse, que a comunicação social não se engana quando convida os comentadores e analistas e, em relação a tal, só enfia o Barreto, isto é, o barrete, quem andar mesmo distraído.
As eleições de 4 de outubro têm, para já, um resultado muito positivo: tiraram o país da pasmaceira em que tinha caído. É que nem já todas as malfeitorias que estavam a ser feitas aos portugueses pareciam motivo bastante criar movimento. Agora sim, as coisas mexem, as posições assumem-se e as dúvidas dissipam-se.
Como é evidente, a situação está ainda pouco esclarecida, mas uma coisa é certa, a nova composição da Assembleia da República é diferente da anterior, até porque a dupla PSD/CDS já não tem maioria absoluta. Falta-lhe apenas nove deputados, dizia um dos comentadores de serviço, mas até podia só faltar um, digo eu, que o problema [de PSD e CDS] continuava a ser o mesmo.
A situação que hoje se vive veio confirmar o que há muito se dizia, mas alguns partidos teimavam em afirmar o contrário: as eleições legislativas não servem para eleger o primeiro-ministro. Ou melhor, indiretamente até servem, mas não é necessariamente primeiro-ministro aquele que pertence ao partido que, no dia das eleições, tem mais votos. Poderá ser, caso o seu partido obtenha maioria absoluta dos votos; ou então, se o seu partido conseguir, junto dos demais partidos, a maioria que, nas urnas, não obteve.
E é no caso em que não há qualquer partido a obter maioria absoluta, que se joga o poder negocial de todos os que mereceram votos e, com eles, elegeram deputados. O facto de ter recebido mais votos nas eleições, não significa que a maioria dos portugueses queiram que o primeiro ministro saia desse partido, pois só quem obtiver um apoio superior a 50% dos deputados eleitos, representando mais de 50% dos votos, tem condições para o fazer.
O princípio não é, sequer, novo. Basta ver o que acontece com as eleições presidenciais. Não basta ter mais votos que os outros candidatos, é necessário que eles representem mais de 50% dos votos considerados válidos, ou seja, maioria absoluta. Se a mesma não for obtida, há segunda volta e nessa, como sabemos por situações vividas, quem ganhou na primeira não pode cantar vitória.
No caso que vivemos em Portugal, parece que a direita que recusa – e está no seu direito – governar com programa alheio, quer impor à oposição que valide o seu. Essa é que é uma verdadeira distorção democrática e não o facto de haver uma maioria de deputados que pretende convergir para que se constitua um governo.
A constituição de um governo apoiado à esquerda não é, por isso, qualquer entorse democrática, sendo mais legítima que a de partidos que se coligaram antes das eleições, mas não conseguiram alargar a sua influência política. Com certeza que o PS, governando com o apoio da esquerda parlamentar, ou seja PCP e BE, não governará como governariam PSD e CDS, mesmo que tendo o apoio do PS ou, como gostariam os governantes anteriores, com a participação deste no governo. Estranho seria se assim não fosse.
Daí que, sem falsas expetativas mas com a certeza que o futuro não passa pela manutenção do governo anterior, o que espero é que um governo à esquerda crie condições para, num quadro mais democrático que o dos últimos quatro anos, de diálogo e negociação, seja possível repor os níveis de dignidade perdida pelos portugueses e que lhes foi roubada, como roubados foram muitos direitos, por PSD e CDS.
Mário Nogueira
Professor; Dirigente Sindical

ESTE REACCIONÁRIO MERECIA UMA GUILHOTINA NA LÍNGUA ! O CIANETO


Laxantes, purgantes agressivos, lacraus e bichos maus, todo um arsenal de venenos e armas letais contra a esquerda infestam os mídia. Faltava o cianeto de pUtássio com o ferrete do Bilderberg e da Fundação Francisco Manuel dos Santos e perna direita de Mário Soares na Reforma Agrária.
«Mas o PCP nunca deu provas de considerar a democracia algo mais do que uma simples transição para o regime comunista, através de uma democracia avançada, cujos horrores são conhecidos. Enquanto o PCP se mantiver fiel a tudo quanto o fez viver até hoje, deveremos tratá-lo como todos os comunismos e fascismos: combatê-los com a liberdade. A ter de ficar nas mãos de alguém, prefiro mil vezes os credores aos comunistas. Destes, sei que não se sai vivo nem livre.» António Barreto, o celerado.



"28 A" À mesa com desconhecidos




Não é um restaurante, é um novo supper club em Lisboa onde podemos jantar com estranhos e na casa de estranhos. As reservas estão cheias até Dezembro, mas conseguimos experimentar.

“Isto vai ser um jantar familiar?” Surge a pergunta à porta do 28A. “Acho que não”, mas as dúvidas tiram-se assim que Inês, de dez anos, nos vem receber à porta com um sorriso. Afinal, vai.

Descemos as escadas para entrar na vida de desconhecidos que preparam o jantar numa azáfama, depois de mais um dia de escola e de trabalho. Inês escolhe a música no portátil em cima da mesa da cozinha, enquanto Íris e Gonçalo, os donos da casa e mentores deste novo supper club de Lisboa, preparam os ingredientes para o jantar com estranhos que vão chegando e tocando à campainha.
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“Quem é que aqui não gosta de Star Wars?”, pergunta Inês a tentar angariar mais gente para a sua causa de desprezo à saga. Todos parecem gostar e, na sala, Pankaj, um dos desconhecidos com quem vamos jantar, até tem o Darth Vader tatuado no braço. “E quem é que gosta de One Direction?” Silêncio na cozinha e depois gargalhadas. Ter uma miúda de dez anos num jantar deste género ajuda a quebrar o gelo e a meter conversa com desconhecidos.

A primeira regra do supper club não é não falar do supper club, ou não estaríamos a escrever este artigo. Pelo contrário, foi o passa-palavra a amigos e amigos de amigos que ajudou a que as reservas para os dois jantares semanais do 28A já estivessem esgotadas até Dezembro – mas aceitam-se novas datas e é uma questão de sugeri-las, ao almoço e ao jantar.

A primeira regra deste supper club é que “não estamos num restaurante”, sublinha Íris. Aqui podemos entrar e sair da cozinha, ver o livro de receitas aberto em cima do balcão, fumar um cigarro no pátio ideal para jantares em noites mais quentes ou ver Inês treinar pinos e ginástica semiacrobática no sofá da sala.

Gonçalo e Íris têm profissões que não podiam estar mais longe da cozinha: ele é consultor, e ela maquilhadora. “Há cinco anos, nem sabia fritar um ovo”, confessa Gonçalo, que agora é o chefe da casa. Foi por causa dos almoços que a filha tinha de levar para a escola “e para ajudar a reduzir custos” que teve de aprender a cozinhar.

“Com a ajuda da app do Jamie Oliver fui começando a fazer coisas cada vez mais rebuscadas e, às tantas, a Inês já me dizia: ‘Pai, pára de me mandar coisas complicadas.’”

Menus 
Os jantares de amigos começaram a acontecer sempre em casa de Gonçalo, tal como as noites de póquer. “Uma vez fiz all-in e saí do jogo mais cedo e fui fazer biscoitos para a cozinha. A partir daí, os meus amigos disseram que as noites de póquer passavam a ser sempre aqui.”

Mas quase não há tempo para póquer. Desde que lançaram o supper club, há um mês e meio, com um site e uma página de Facebook, que a agenda do casal tem estado muito preenchida. E agora mais ainda, desde que começaram também a fazer brunches ao domingo.
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Nos almoços e jantares há três menus à escolha, mas os pratos podem ir mudando consoante os ingredientes disponíveis e as intolerâncias alimentares dos visitantes. “Por exemplo, hoje, para entrada, a solha não estava com grande cara e optámos por um pregado”, explicam.

Como prato principal há lombo de porco fumado com molho de goiabada, arroz de limão (feito por Inês) e salada de endívias com romã, queijo Pecorino e molho de iogurte grego. Para sobremesa, um duelo de musses: a de lima, feita por Íris, com coco torrado, e a de Gonçalo, um pudim de chocolate negro com espuma de caramelo. Comida digna de um restaurante onde pagaria uma nota preta, é certo (aqui paga-se 40 euros, com bebidas incluídas), mas a primeira regra é não comparar o 28A a um restaurante, já se sabe.

À mesa discute-se qual é o melhor brunch de Lisboa, fala-se sobre o iWatch de um dos desconhecidos, sobre o robô de cozinha sous vide que a namorada está a desenhar, sobre outro duelo que não tem nada a ver com musses, Spotify vs. iMusic, de festas desgovernadas que acabam com os vizinhos a tocar à campainha, dos pombos que os gatos que parecem tigres têm trazido para dentro de casa e das melhores séries que por aí andam na ressaca de “Game of Thrones”.

Ainda há tempo para Gonçalo se sentar ao piano e tocar José Cid e a “Bohemian Rhapsody” dos Queen, antes deste jantar se tornar um daqueles desgovernados em que os vizinhos tocam à campainha e ameaçam chamar a polícia. Enfim, hora de ir para casa, e o melhor é que desta vez não somos nós a lavar a loiça.

* Ideia simpática e apetitosa, aqui vai o endereço : "28a.lisbon@gmail.com"


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

VÍDEO - SEXO NOS ECRÃS DO AEROPORTO DE LISBOA











Sexo no aeroporto de Lisboa 


Veja o vídeo divulgado no Facebook. 








video


Os ecrãs do aeroporto da Portela, em Lisboa, transmitiram na madrugada de domingo um filme erótico de um canal generalista português. O vídeo foi partilhado nas redes sociais e às 17h00 desta segunda-feira já contava com mais de 93 mil visualizações, 1600 partilhas, 630 'gostos' e 140 comentários.
http://www.cmjornal.xl.pt/

VÍDEO - ALGARVE - MAU TEMPO EM OLHÃO CAUSA DANOS EM VEÍCULOS E HABITAÇÕES NA ILHA DESERTA









Queda de telhado atinge 28 carros Cobertura de garagem caiu em Olhão. Vinte e oito carros ficaram danificados esta segunda-feira de manhã na sequência da queda de um telhado de uma garagem privada em Olhão, no Algarve. A queda da cobertura terá sido provocada pela chuva e vento fortes que se fazem sentir naquela região.



VÍDEO



video





http://www.cmjornal.xl.pt

VALE SEMPRE A PENA LUTAR


Manifestação STAL 2015
Num acórdão datado de 7 de Outubro, o Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade da ingerência do Governo na celebração de acordos colectivos de emprego público (ACEP) com as autarquias.
Como refere o STAL, este comportamento do Governo «abusivo, ilegal e inconstitucional», feriu «a liberdade de exercício do direito à contratação colectiva» e violou a «a autonomia do Poder Local Democrático».
Relembremos o processo: a partir de 2013, contrariando a imposição pelo Governo do horário das 40 horas semanais aos trabalhadores da Administração Pública muitas autarquias, em particular as da CDU, negociaram e subscreveram ACEP com o STAL e o STML que estabeleciam, entre outras matérias, o horário das 35 horas semanais para os seus trabalhadores sem adaptabilidade e banco de horas.
Boicotando este processo, o Governo recusou a sua publicação, o que levou a uma longa luta pelos trabalhadores da Administração Local conduzida pelo STAL/CGTP-IN: paralisações, greves, concentrações, manifestações, denúncias, recurso aos tribunais incluindo uma queixa-crime contra o Secretário de Estado da Administração Pública por abuso de autoridade e uma exposição ao Provedor de Justiça que, por sua vez, pediu a intervenção do Tribunal Constitucional com o desfecho agora conhecido.
Este acórdão vai obrigar o Ministério das Finanças a publicar os mais de seiscentos ACEP boicotados, nova derrota política para o Governo a somar à sua pesada derrota eleitoral e grande vitória para o STAL e o STML, para os trabalhadores da Administração Local e para as autarquias que, apesar do bloqueio, não só subscreveram os ACEP como mantiveram o horário das 35 horas.
Luta a que o PCP e a CDU deram o seu apoio activo por considerarem justa a reclamação e verem a luta de massas como factor determinante e decisivo na acção reivindicativa e por uma alternativa política que afirme e defenda os direitos e interesses dos trabalhadores e do povo.
Luta vitoriosa que vem criar melhores condições para alargar esta conquista a todos os trabalhadores da Administração pública.
Afinal, vale sempre a pena lutar. Porque quem não luta já perdeu.
(sublinhados meus)

Via: O Castendo

MAIS DADOS HISTÓRICOS SOBRE A REVOLUÇÃO FRANCESA - A Revolução Francesa 14 de Julho de 1789






A Revolução Francesa

14 de Julho de 1789

Mensagem do Comintern (EH)

por ocasião do 225º aniversário

da "Tempestade da Bastilha"

- Revolução Francesa
14 de Julho de 1789 - 14 de Julho de 2014

 Há 225 anos atrás, a Bastilha foi tomada pelas massas populares durante a famosa Revolução Francesa, que pôs fim ao domínio feudal da aristocracia. Embora isso tenha ocorrido na França, este fogo revolucionário rapidamente se espalhou por todo o continente Europeu e tornou-se claro que o domínio aristocrático e sua base socio-económica e de produção feudais estavam perecendo.

A Bastilha era uma prisão bem conhecida em Paris, onde os adversários da tirania feudal-monarco-aristocrática eram presos em condições indescritíveis. Quando o rei Luís XVI foi deposto, as massas enfurecidas, cansadas de séculos de opressão feudal, invadiram a prisão, libertando todos os prisioneiros em um episódio que é lembrado até hoje.
Estaline disse na sua entrevista com HG Wells, em 1934:

"Tomemos como exemplo França no final do século XVIII. Muito antes de 1789, ficou claro para muitos quão podre o poder real, o sistema feudal, era. Mas uma insurreição popular, um choque de classes não era, nem podia ser evitado. Porquê? Porque as classes que devem abandonar o palco da história são as últimas a se convencerem de que o seu papel está encerrado. É impossível convencê-los disto. Elas pensam que as fissuras no edifício decadente da velha ordem podem ser reparadas e salvas.

É por isso que as classes agonizantes recorrem a todos os meios para salvar a sua existência como classe dominante. Foi a grande revolução Francesa uma revolução de advogados e não uma revolução popular, que conseguiu a vitória das vastas massas do povo contra o feudalismo e defendeu os interesses do Terceiro Estado? E os advogados entre os líderes da grande Revolução Francesa agem de acordo com as leis da velha ordem? Será que eles não introduziram a lei nova burguesa-revolucionária?

A rica experiência da história ensina que até agora nem uma única classe, voluntariamente, abriu caminho para outra classe. Não há tal precedente na história. Os comunistas aprenderam esta lição de história. Os comunistas gostariam de assistir á saída voluntária da burguesia. Mas tal reviravolta de coisas é improvável, que é o que a experiência ensina. É por isso que os comunistas querem estar preparados para o pior e convocar a classe operária a ser vigilante, a estar preparada para a batalha."

A Revolução Francesa de 1789 tinha características muito positivas: ela representou um enorme passo em frente na evolução necessária das relações produtivas do feudalismo ao capitalismo, foi o início do fim do domínio de classe aristocrática, ela garantiu certos "direitos" formais que as massas populares nunca tinham desfrutado até então. No entanto, isso não pode nos fazer esquecer as suas muitas e profundas limitações. É verdade que a Revolução Francesa contribuiu decisivamente para a aniquilação da ordem feudal-aristocrática, mas apenas para substituí-la por outro tipo de exploração e opressão - a capitalista-burguesa da escravidão assalariada. Ao mesmo tempo, esses "direitos" formais foram negados na prática ás massas populares, mantendo-se um privilégio dos novos dominadores burgueses, tanto quanto as prerrogativas feudais tinham sido dos senhores aristocratas. A Revolução Francesa de 1789 foi de natureza burguesa, a libertação total e definitiva de trabalhadores ainda não estava em causa na mesma. Somente quase um século depois, com o surgimento do materialismo científico Marxista e mais tarde com a Revolução de Outubro de 1917, foram abertas as portas para a sua realização.

Nós também aproveitamos esta oportunidade para denunciar a arrogância e presunção dos revisionistas Franceses, que tentam substituir o legado insubstituível e glorioso da Grande Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 na Rússia pela Revolução Francesa burgesa de 1789. Seus objectivos com isso é manter os proletários, os trabalhadores e outras classes exploradas e oprimidas sob a influência da ideologia burguesa-capitalista, para que a escravidão assalariada seja capaz de sobreviver. Os revisionistas Franceses como Thorez usam mesmo a Revolução de 1789 como uma justificação para a sua defesa de uma suposta "superioridade" da França sobre os outros países e povos Europeus:
"E, mais uma vez, é a França, a França de 1789, a França da Frente Popular, que liderará os outros povos Europeus para o caminho do bem-estar, de progresso, de liberdade e de paz." (Maurice Thorez, Oeuvres, Paris, 1950-1965, traduzido do Francês)

Deixando o facto de que Thorez elogia abertamente as teorias ultra-revisionistas da "Frente Popular" de Dimitrov e substitui as classes por nações de forma oportunista, esta é realmente uma prova do grande "internacionalismo" dos revisionistas Franceses, que sempre foram especialistas no exacerbamento de sentimentos chauvinistas e nacionalistas entre os trabalhadores Franceses contra as classes exploradas e oprimidas de outros países.

Nós, Estalinistas-Hoxhaistas, aprendemos com as lições dos Clássicos do Marxismo-Leninismo: 

Em 1852, escreveu Marx no seu "18 de Brumário":

"Os homens fazem a sua própria história, mas não a tornam no que quiserem, pois eles não a fazem em circunstâncias auto-seleccionadas, mas sob circunstâncias já existentes, dadas e transmitidas pelo passado!

As revoluções burguesas, como as da tempestade do século XVIII mais rapidamente de sucesso em sucesso, os seus efeitos dramáticos superam-se uns aos outros, os homens e as coisas parecem definir-se em diamantes brilhantes, a alucinação é a ordem do dia, mas elas são de curta duração, em breve elas atingiram o seu auge, e uma longa Katzenjammer [crápula] se apodera da sociedade antes que ele aprenda a assimilar os resultados de seu período de tempestade e estresse sobriamente. Por outro lado, as revoluções proletárias, como as do século XIX, constantemente se criticam, constantemente se interrompem no seu próprio campo, voltam para o aparentemente realizado, a fim de começar de novo; eles zombam com rigor cruel a meias medidas, fraquezas e misérias de seus primeiros esforços, parecem derrubar seu adversário apenas para que este possa desenhar uma nova força e subir diante deles novamente mais gigantesco do que nunca, recuar constantemente da colossalidade indefinida dos seus próprios objectivos - até que uma situação seja criada o que torna toda a volta atrás impossível.

A revolução social do século XIX não pode tirar a sua poesia do passado, mas apenas do futuro. Não pode começar com ela mesma antes de ter arrancado toda a superstição sobre o passado. As antigas revoluções são recordações necessárias da história mundial passada, a fim de sufocarem o seu próprio conteúdo. A revolução do século XIX deve deixar que os mortos enterrem os seus mortos, a fim de chegar ao seu próprio conteúdo."

O século XX foi a época do imperialismo e da revolução proletária, da vitória da ditadura do proletariado no primeiro período do socialismo.

Lenine disse em 19 de Maio de 1919:

"Tomemos a grande Revolução Francesa. É com razão que ela é chamada de uma grande revolução. Ela fez tanto pela classe que ela serviu, pela burguesia, que deixou a sua marca em todo o século XIX, o século que deu a civilização e cultura para toda a humanidade. Os grandes revolucionários Franceses serviram os interesses da burguesia, embora eles não perceberam que a sua visão estava obscurecida pelas palavras "Liberdade, igualdade e Fraternidade", no século XIX, no entanto, o que eles tinham começado foi continuado, realizado aos poucos e terminado em todas as partes do mundo.

Em questão de 18 meses a nossa revolução fez sempre muito mais pela nossa classe, a classe que servimos, o proletariado, do que os grandes revolucionários Franceses fizeram.

Eles mantiveram-se no seu próprio país por dois anos, e depois pereceram sob os golpes da reacção Europeia unida, sob os golpes das hordas unidas de todo o mundo, que esmagaram os revolucionários Franceses, restabeleceram o monarca na França, o Romanov desse período, restabeleceram os latifundiários, e por muitas décadas mais tarde, esmagaram todos os movimentos revolucionários na França. No entanto, a grande Revolução Francesa triunfou.

Todo mundo que estuda história a sério vai admitir que apesar de ter sido esmagada, a Revolução Francesa foi, no entanto, triunfante, porque estabeleceu para o mundo inteiro tais bases sólidas da democracia burguesa, da liberdade burguesa, que nunca poderiam ser extirpadas.

Em questão de 18 meses a nossa revolução fez sempre muito mais pelo proletariado, pela classe que nós servimos, pelo objectivo pelo qual estamos nos esforçando - a derrubada do domínio do capital – do que a Revolução Francesa fez pela sua classe. Mesmo que os Bolcheviques fossem exterminados até ao último homem, a revolução ainda seria invencível."

O século XX foi a época da luta entre os campos mundiais capitalista e socialista.

O século XXI é o século da transformação revolucionária do capitalismo globalizado no socialismo globalizado.

Assim, tomamos directamente passos para o segundo período do socialismo, o período do socialismo globalizado. O tempo do Comintern (EH) é o tempo da preparação da vitória da revolução socialista, da ditadura do proletariado e do socialismo á escala mundial.

Portanto, a revolução socialista mundial não é nem uma continuação nem a conclusão da Revolução Francesa. O objectivo da Revolução Francesa foi a abolição do feudalismo para pavimentar o caminho para a sociedade capitalista mundial. Em contraste, o objectivo da revolução socialista mundial é a abolição do capitalismo mundial para preparar o caminho para a sociedade socialista e, mais tarde, para a sua transformação na sociedade comunista mundial.


Trabalhadores do mundo - assim como os prisioneiros da Bastilha, vocês também vão ser libertados das suas correntes!

Não se deixem enganar pelas mentiras burguesas-revisionista – só a revolução socialista proletária armada pode realmente emancipar você!

Abaixo todos os tipos de exploração e opressão - esclavagista, feudal e capitalista-imperialista!

Viva o Marxismo-Leninismo-Estalinismo-Hoxhaismo!

Viva a revolução socialista mundial!

Viva a ditadura do proletariado mundial!

Viva o socialismo mundial e o comunismo mundial!

Viva o Comintern (EH), a única organização verdadeiramente comunista no mundo, o único partido de vanguarda do proletariado mundial!

"A Revolução francesa de 1789-1793 foi uma ruptura completa com as tradições do passado e varreu os últimos vestígios do feudalismo"

 (Engels, Prefácio a edição inglesa de "Socialismo utópico e socialismo científico")


 

  Karl Marx:

Não se pode confundir a revolução prussiana de Março, nem com a revolução inglesa de 1648, nem com a francesa de 1789.
Em 1648, a burguesia estava ligada à nobreza moderna contra a realeza, contra a nobreza feudal e contra a Igreja dominante.
Em 1789, a burguesia estava ligada ao povo contra realeza, nobreza e Igreja dominante.
A revolução de 1789 tinha por modelo (pelo menos, na Europa) apenas a revolução de 1648, a revolução de 1648 apenas a insurreição dos Países Baixos contra a Espanha. Ambas as revoluções estavam avançadas um século, não apenas pelo tempo, mas também pelo conteúdo, relativamente aos seus modelos.
Em ambas as revoluções, a burguesia era a classe que realmente se encontrava à cabeça do movimento. O proletariado e as fracções da população urbana não pertencentes à burguesia não tinham ainda quaisquer interesses separados da burguesia ou não constituíam ainda quaisquer classes, ou sectores de classes, autonomamente desenvolvidas. Portanto, ali onde se opuseram à burguesia, como, por exemplo, de 1793 até 1794, em França, apenas lutaram pela prossecução dos interesses da burguesia, ainda que não à maneira da burguesia. Todo o terrorismo francês não foi mais do que uma maneira plebeia de se desfazer dos inimigos da burguesia, do absolutismo, do feudalismo e da tacanhez pequeno-burguesa.
As revoluções de 1648 e de 1789 de modo algum foram revoluções inglesas ou francesas, foram revoluções de estilo europeu. Não foram a vitória de uma classe determinada da sociedade sobre a velha ordem política; foram a proclamação da ordem política para a nova sociedade europeia. Nelas, a burguesia venceu; mas a vitória da burguesia foi então a vitória de uma nova ordem social, a vitória da propriedade burguesa sobre a feudal, da nacionalidade sobre o provincianismo, da concorrência sobre a corporação, da divisão [da propriedade] sobre o morgadio, da dominação do proprietário da terra sobre o domínio do proprietário pela terra, das luzes sobre a superstição, da família sobre o nome de família, da indústria sobre a preguiça heróica, do direito burguês sobre os privilégios medievais. A revolução de 1648 foi a vitória do século XVII sobre o século XVI, a revolução de 1789 a vitória do século XVIII sobre o século XVII. Estas revoluções exprimem mais ainda as necessidades do mundo de então do que das regiões do mundo em que se deram, a Inglaterra e a França.
Na revolução prussiana de Março nada disto [se dá].
A revolução de Fevereiro tinha abolido a monarquia constitucional, na realidade, e a dominação burguesa, na ideia. A revolução prussiana de Março devia instituir a monarquia constitucional, na ideia, e a dominação burguesa, na realidade. Muito longe de ser uma revolução europeia, foi apenas a repercussão atrofiada de uma revolução europeia num país atrasado. Em vez de estar avançada em relação ao seu século, estava mais de meio século atrasada em relação ao seu século. Era desde o princípio secundária, mas é sabido que as doenças secundárias são mais difíceis de curar e simultaneamente desgastam mais o corpo do que as primitivas. Não se tratava do estabelecimento de uma nova sociedade, mas da ressurreição berlinense da sociedade falecida em Paris. A revolução prussiana de Março nem sequer era nacional, alemã; desde o princípio, era provincial-prussiana. As insurreições de Viena, de Kassel, de München, toda a espécie de insurreições provinciais, se deram nas proximidades dela e disputaram-lhe o primado.
Enquanto  1648 e  1789 tinham o infinito orgulho de estarem no cume da criação, a ambição de 1848 berlinense era constituir um anacronismo. O seu brilho assemelhava-se ao brilho das estrelas que só chega até nós, habitantes da Terra, 100.000 anos depois de os corpos que o irradiavam estarem extintos. A revolução prussiana de Março era, em ponto pequeno — aliás, era tudo em ponto pequeno —, uma dessas estrelas para a Europa. O seu brilho era o brilho de um cadáver de sociedade, há muito apodrecido.
A burguesia alemã tinha-se desenvolvido tão indolente, cobarde e lentamente que, no momento em que se contrapôs ameaçadoramente ao feudalismo e ao absolutismo, avistou frente a si própria, ameaçadores, o proletariado e todas as fracções da população urbana cujos interesses e ideias se aparentam com o proletariado. E viu como inimiga não apenas uma classe atrás de si, mas toda a Europa diante de si. A burguesia prussiana não era, como a francesa de 1789, a classe que defendia toda a sociedade moderna face aos representantes da velha sociedade, a realeza e a nobreza. Tinha descido a uma espécie de estado [ou ordem social — Stand], tão marcadamente contra a Coroa como contra o povo, desejosa de opor-se a ambos, indecisa face a cada um dos seus adversários tomado isoladamente, uma vez que os via sempre atrás ou diante de si; inclinada desde o princípio para a traição contra o povo e para o compromisso com o representante coroado da velha sociedade, uma vez que já ela própria pertencia à velha sociedade; representando não os interesses de uma nova sociedade contra uma velha, mas interesses renovados dentro de uma sociedade envelhecida; ao leme da revolução não porque o povo estivesse atrás de si, mas porque o povo a empurrava para diante de si; à cabeça não porque representasse a iniciativa de uma nova época da sociedade, mas o rancor de uma velha; um estrato do velho Estado, que não conseguiu vir ao de cima, atirado por um tremor de terra para a superfície do novo Estado; sem fé em si própria, sem fé no povo, resmungando contra os de cima, tremendo perante os de baixo, egoísta para com os dois lados e consciente do seu egoísmo, revolucionária contra os conservadores, conservadora contra os revolucionários, desconfiando das suas próprias palavras de ordem, com frases em vez de ideias, intimidada pela tempestade mundial, explorando a tempestade mundial — energia em nenhuma direcção, plágio em todas as direcções, vulgar, porque não era original, original na vulgaridade — traficando com os seus próprios desejos, sem iniciativa, sem fé em si própria, sem fé no povo, sem vocação histórica universal — um velho amaldiçoado que se viu condenado a dirigir e a desviar no seu próprio interesse senil os primeiros arroubos juvenis de um povo robusto — sem olhos, sem ouvidos, sem dentes, sem nada — assim se encontrava a burguesia prussiana depois da revolução de Março ao leme do Estado prussiano.

11 de Dezembro de 1848

 




«O subúrbio St. Antoine tornou-se o verdadeiro foco da revolução, do seu seio saíram os assaltantes da Bastilha, e foi ele a trincheira contra a qual se quebraram os golpes da contra-revolução» (Franz Mehring)




















































 















Revolução Francesa

Textos do camarada Ernst Aust traduzidos
por ocasião do 29º aniversário da sua morte

25/08/1985 – 25/08/2014

Revolução Francesa
ALVORECER VERMELHO” – “ROTEN MORGEN”
Órgão oficial do PCA / ML (KPD / ML)

No. 2920 de Julho de 1974 
"Allons enfants de la Patriele jour de gloire est arrivé."
Vinde, filhos da Pátria. O dia da glória chegou."
Esta primeira linha da Marselhesacriada nos anos da Revolução na França, indica a situação na França em Julho de 1789, quando na noitede 12 de Julho soou o alarme de uma insurreição geralOuviu-se o grito"ÀS ARMAS". Arsenais foram saqueados pelas massasprocurando novas armas. No dia 14 de Julho, a Bastilha, a prisão maisodiada de Paris foi invadida. O cerco durou quatro horas. Em seguida,ouviu-se em todas as praças e ruas:
"VitóriaVitória!"
Paris é ocupada pela burguesia, artesãos e trabalhadores. A tomada da Bastilha foi o sinal para a tomada das fortalezas do absolutismo feudalna França. Repetidamente ao longo dos anos houve rebeliõescamponesas, combinadas com a revoluçãoOs camponeses pegaram emfoices, forcados e malhos e incendiaram os castelos dos senhoresPara os proprietários de terras e para a nobreza nas cidadeso "dia do grande medo", como era então chamado, veio por fim.
A França no fim do século XVIII estava madura para a revolução, uma transformação revolucionária das condições económicas, sociais e políticas.
feudalismo havia-se tornado naquela época um obstáculo à produçãoNa França naquele tempo as formas do modo de produção capitalistaemergiam. Na oficina trabalhava-se por salários. Entre eles estavamalgumas grandes empresas, como as minas de carvão de Anzin, que empregam 2.000 trabalhadoresOs artesãos que trabalhavam em casatinham sempre uma maior dependência das manufacturasSe eles nãopossuíam os meios de produção, eles diferiam dos trabalhadores assalariados  na medida em que trabalhavam em casa. A continuação do desenvolvimento da grande indústria, no entanto, só foi possível quando a ordem feudal foi eliminadaAqui está a causa básica da Revolução FrancesaOutras causas aceleraram o seu desenvolvimento.
A agricultura também mostrou a podridão e decadência deste sistema25 milhões de camponeses viviam naquela época na França. Metade deles não tinham terrativeram que vendê-la e usar o trabalho da família para pagar os impostos1,5 milhões de camponeses foram reduzidos à mendicância.Nestas circunstâncias, houve grande fome e revoltas camponesas mesmo em anos de boa colheita. Terrivelmente sofreram os estados onde, como em 1788, a seca provocou uma quebra de safraEm seguida, os camponesesestavam morrendo de fome no campo, como os artesãos e trabalhadores da cidade200 mil artesãos foram arruinados  em 1788.
Enquanto isso, o terceiro estado, 96% da população Francesa, especialmenteos explorados e trabalhadores notavam o sempre repulsivo parasitismo daprimeira classe e da segunda classeda alta nobreza e do clero. As despesaspara com a sua família real eram simplesmente escandalosas. Luís XVIgastava para alimentar os seus cães 54.000 libras por ano.
A parte mais rica da burguesia, os agricultores fiscais geraisos banqueirosque emprestaram o dinheiro do Estado, os comerciantes que negociavamcom o comércio das colónias, os proprietários de terras que receberamdoações de agricultores, estavam intrinsecamente ligados a essas camadas, e tentou nelas emular ostentação. Ao mesmo tempo, no entanto, tambémprocuraram reformas, e acima de tudo, uma maneira de sair da paralisia total do Estado exigindo direitos políticos.
Em Julho de 1789, quando o rei ainda recusava a tributação da nobreza e do clero e tinha demitido um ministro burguêsele tinha deitado as achas para a fogueira da burguesia dentro do seu próprio gabinete, os movimentos de reforma da alta e média burguesia aliaram-se com a rebelião das outras camadas do Terceiro Estado.

A Revolução Francesa eclode
Por que é que a revolução burguesa na França foi mais radical do que todas as outras revoluções burguesasPor que ela, na verdade, levou à destruiçãodo feudalismoPor que ela se tornou num farol para a luta anti-feudal na Europa
Como Estaline caracterizou a Revolução, ela era
"Uma revolução popular, que venceu porque levou as amplas massas a revoltarem-se contra o feudalismo e defendeu os interesses do Terceiro Estado."
"O que é o Terceiro Estado?" Sieyès tinha perguntado num folheto dos diasrevolucionários de Julho.
"A nação inteira em cadeias e opressão."O que é que ele tem sido no sistema estadual até agora? NadaO que é que ele desejaSer alguma coisa."
Neste auto-conhecimento, e representando 96% da nação, os representantesdo Terceiro Estado nas reuniões dos Estados Gerais convocadas pelo reideclararam no início de Julho 1789, que eram os representantes de toda anação e poderiam exigir as suas demandas e os interesses das grandes massas representados, mostrando o seu poder nos seguintes dias da guerracivil contra as forças do rei. A Guarda Nacional da Cidadania protegia o seu poder.


A "Declaração Dos Direitos do Homem e do Cidadão"


Esta forneceu os princípios deste novo estado burguês. Ela proclamou a abolição das propriedadesa igualdade de todos perante a lei e que só o povo é a fonte de poder. O último ponto da "Declaraçãofoi: "A propriedade é um direito inviolável e sagrado."
Assim, a Declaração confirmou a nova ordem como uma ordem da classe média, da burguesia. Ela ditou por um lado o fim dos privilégiosfeudais. Quanto á propriedade burguesa, esta foi proclamada como um "direito sagrado", e criou-se uma nova desigualdade, com base noprincípio da exploração da ordem social capitalista.
Neste sentido, a vida social da França foi alterada. O novo Governorevolucionou o aparelho do Estado, e deu-se o desenvolvimento do capitalismo desde a produção á indústria. Mantiveram-se as suas leisopressivas e até mesmo se adicionaram novas onde a burguesia quis afirmar o seu próprio poder contra os trabalhadoresAssim,  foi aprovada uma leiem Outubro de 1789, que permitiu que as pessoas tirar acumulações.Quando, em 1791, os trabalhadores se uniram no contexto de grandes greves e associações profissionais, estas foram proibidas. Foi a mesma coisacom os direitos políticosSó tinha acesso a eles apenas quem pagavaimpostos. Mas apenas 4 dos 25 milhões de cidadãos tinham o direito de ser eleitos para os órgãos estaduais e fazer parte da Guarda Nacional.
Em 17 de Julho de 1791, uma grande multidão reuniu-se no Champ de Mars, exigindo a deposição do rei e a proclamação da República, mas a burguesia lançou a Guarda Nacional contra eles.
Dadas estas condiçõesagravaram-se as contradições entre as forças anti-feudais. Além de que a revolução alarmou os governantes feudais daEuropa, que se sentiram perigosamente ameaçadosPrimeiro a Áustria, eem seguida outros estados declararam guerra á FrançaNaqueles dias, os artesãos e trabalhadores dos subúrbios de Paris – com a sua cançãorevolucionária nos lábios - marcharam contra o inimigo. Mas no governodas massas, eles não quiseram perder a face dirigida imediatamente contra o inimigo em seu próprio país. O Tuileries, a sede de Luís XVI em Versailhes, foi invadida, e a burguesia viu-se forçada a declarar a República.

Declaração da República
No entanto, com a declaração da República, a situação das massas não se alterouO povo sofreu com o aumento da inflaçãoEle se rebelou contra amesmo atitude traidora e tímida da burguesia, representada pelo partido Girondino, e contra as tropas de intervenção contra-revolucionárias.
"A liberdade é um fantasma vazio, se uma classe pode matar de fome outraimpunemente. Desde quando é que a posse dos canalhas é mais valiosa do que a vida humana?- Tais slogans dos agitadores do povo foram retomados pelos Jacobinos, os representantes revolucionários mais radicais da parte da burguesia.

2 de Junho de 1793
Em 2 Junho de 1793, 40.000 cidadãos invadiram a Convenção. OsGirondinoso partido político da burguesia, - afligido pelo povo – quehaviam encontrado refúgio entre a nobrezaforam presos. O domínio dos Jacobinos começara.
Eles viram que não era possível garantir que, juntamente com os artesãos,operários e camponeses, fosse possível a construção de uma violência revolucionária sólida contra os inimigos da revolução internos, ao mesmo tempo que se defendiam os direitos da classe média. Eles viram que não podiam trair o patriotismo das massas que combatiam a investida contra-revolucionária dos senhores Europeus contra os ganhos democrático-burgueses na FrançaEntão eles continuaram a revolução que tinhacomeçado, e estendeu os antes limitados direitos políticos dos cidadãos tornando-os em direitos democráticos das massasEles conseguiram bater a reacção feudal dentro e fora da França. Mas mesmo esta parte radical da burguesia não podia estar por muito tempo com a massa de milhões detrabalhadores e explorados em conjunto, e pela simples razão de que eles também não queriam eliminar, enquanto representantes da burguesia, apropriedade burguesae, portanto, a origem da revolta das massas. Isoladosdas massas que apoiaram o domínio Jacobino, eles não podiam competir com a secção reaccionária da própria burguesiaO domínio Jacobino foi derrubado e uma secção contra-revolucionária da burguesia chegou ao poder, e lançou um terror furioso contra as massas.

Lenine

Lenine escreveu sobre a importância da Revolução Francesa:
Pelsua classepela burguesiaela fez tanto que todo o século XIXesse século que trouxe a toda a civilização a humanidade e a cultura, foi dominado pela Revolução FrancesaEste século apenas aplicou em todo omundo e terminou o que os grandes revolucionários burgueses Franceses haviam criado, e que servia os interesses da burguesia, mesmo que não tivessem conhecimento disso e que tal estivesse escondido por detrás das palavras liberdade, igualdade e fraternidade.
E, no entanto, a Grande Revolução Francesa triunfouQualquer um queolha para a história de consciência vai dizer que a Revolução Francesavenceu porque estabeleceu os fundamentos da democracia burguesaas liberdades civis ao redor do mundo que já não puderam ser eliminadas.
A Revolução Francesa é o papel revolucionário que tem desempenhado na história da burguesia. Ela possibilitou o arranque da indústria preso àsrestrições sociais e políticas do feudalismo. Mas essas vitórias não se podem vencer sem sacrifícios. Porque em nenhum período da história uma classecede o seu poder de forma voluntária. Qualquer classe emergente devesempre lutar pelo seu poder através da violência revolucionária.

Os limites do progressismo da Burguesia
A Revolução Francesa é ao mesmo tempo um teste aos limites daprogressividade da burguesia.
"A revolução burguesa é limitada pelo facto de apenas substituir adominação de um grupo de exploradores por outra.(Estaline)
Em vez das cadeias feudais, ela colocou os trabalhadores e camponeses sob as novas cadeias da exploração e da opressão capitalista. Com o advento do capitalismo, toda a sociedade foi dividida cada vez mais em dois grandescampos de classe hostisa classe capitalista e o proletariadoUma vez no poder, o capital tem apenas um objectivo: defender a sua soberania contra o seu coveiro que ele próprio criou, a classe trabalhadora.A fim de se libertar, o proletariado tem de destruir esta classe.

Estaline e a revolução proletária
Portanto, Estaline disse sobre a Grande Revolução Socialista de Outubroque
"Não é nem uma sequela nem uma realização da grande Revolução Francesa. O objectivo da Revolução Francesa foi a abolição do feudalismo para o fortalecimento do capitalismo. O objectivo da Revolução de Outubro é a eliminação do capitalismo para o fortalecimento do socialismo."
 a revolução socialista elimina toda a exploração do homem pelo homem. Ao revogar a propriedade privada dos meios de produção, ela destrói as raízes da exploraçãoA classe trabalhadora não pode, portanto,pensar que apenas por pressionar a burguesia e o velho aparelho de Estado conseguirá vencer e emancipar-se. Ela deve aniquilar e destruir o aparelho de Estado burguês que suprime as massas no interesse de uma pequena minoria de exploradores.
O proletariado cria um novo estado, que representa a vontade das massaspela primeira vez na história, a ditadura do proletariado.

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