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sábado, 17 de outubro de 2015

Stevie Wonder - I Just Called To Say I Love You











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Fecho de centro de emprego obriga 5 mil desempregados a gastar 10 euros



O centro de emprego de Sacavém encerra esta sexta-feira, obrigando os cinco mil desempregados ali inscritos a gastar, a partir de segunda-feira, cerca de 10 euros para se deslocarem ao centro de emprego de Loures.
O centro de emprego de Sacavém, que serve 130 mil pessoas da zona oriental do concelho de Loures, encerra portas esta sexta-feira, transferindo os utentes para as instalações localizadas na cidade de Loures.
Ao final de manhã, dezenas de utentes que se encontravam nas instalações manifestaram-se surpresos e indignados, alegando que a decisão irá implicar "custos elevados", uma vez que uma viagem de ida e volta poderá chegar aos 10 euros.
"É uma situação inadmissível. Num momento em que o desemprego continua a aumentar. Tratarem assim os desempregados. Se neste momento não existem condições neste edifício, imagine ir agora toda a gente para Loures", perspetivou à agência Lusa Luís Migueís, do movimento de trabalhadores desempregados de Loures.
Uma das utentes do centro de emprego de Sacavém, Eliana Andrade, disse à Lusa estar "muito preocupada" com a ideia de passar a ir a Loures, referindo não ter dinheiro para suportar as despesas de deslocação. "É lamentável. Para já, não temos dinheiro para pagar e, depois, é incompreensível a decisão uma vez que vamos entupir um serviço [em Loures] de forma desnecessária", atestou.
O presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares (CDU), também esteve nas instalações e aproveitou para tranquilizar alguns utentes e manifestar a sua oposição a esta decisão de encerramento.
"Manifesto o meu total repúdio por esta decisão criminosa. A população que recorre a este serviço é geralmente a mais carenciada. O que o Governo está a fazer é votar ao abandono estas pessoas", afirmou à Lusa o autarca comunista.
Bernardino Soares ressalvou que o executivo "fez tudo o que era possível para demover" a tutela, mas que esta nunca mostrou abertura para arranjar uma alternativa: "Nunca houve uma intenção de relocalizar estes serviços, por exemplo. O argumento é que cada município só poderá ter um centro de emprego", lamentou.
O encerramento do centro de emprego de Sacavém é também encarado com preocupação por Elsa Villa, comerciante que possui um café dentro das instalações e que agora vê em risco o seu trabalho: "Vai-me afetar a mim e à minha família. Tenho uma filha desempregada e uma neta a estudar. Não sei o que nos vai acontecer", disse.
Segundo dados de agosto, no concelho de Loures estão inscritas 9500 pessoas no centro de emprego, cinco mil destes na unidade de Sacavém.
Além de Sacavém, este centro de emprego servia também as localidades de Camarate, Prior Velho, Moscavide, Portela, Bobadela, São João da Talha e Santa Iria da Azoia.

A FÚRIA DOS PAPAGAIOS




Sócrates libertado quase ao fim de um ano, sem acusação mas com muitos, muitos indícios e, definitivamente, condenado pela populaça ao pelourinho, a arraia miúda e graúda que acorreu ao chamado do deus PAF e lá foi, cantando e rindo, levados, levados sim, entregar-lhes o voto porque o PS tem um ex-primeiro ministro preso e, de cada vez que governa, leva o País à falência para vir, depois, o PSD salvar a situação e livrar os portugueses, a ordem que se segue é puramente arbitrária, da fome, do desemprego, dos salários de merda e da merda de vida. 

Esse mesmo PS que sempre foi um partido altamente responsável mas que, dizem os endireitadores virando o bico ao prego com a cabeça ou com os cornos, mais uma vez a ordem é arbitrária, está desta feita a colocar o País na mão dos comunistas. 

Dos comunistas, vejam lá!, essas criaturas que nunca quiseram governar nem deixar governar, imobilistas e dogmáticos, estão a delapidar a sua longa tradição de partido de protesto para vir negociar com o PS. 

Que descaramento! 

Já não há honra! 

Já não há palavra! 

Já não há nada nem ninguém que se aproveite à esquerda do PSD, canhotos, trafulhas, trapaceiros esses do PS e mais quem os apoiar, que ora agora dizem uma coisa ora logo juram outra, matreiros, mentirosos, pulhas que o que querem é governar para repor os salários dos portugueses, atenuar a austeridade, tornar Portugal num país onde apeteça de novo viver, onde é que já se viu o despautério, a aleivosia, o atrevimento desta gente em vir escangalhar o trabalho de quatro anos de Passos e dos seus comparsas na reconstrução do País salazarento de outros tempos sem contratempos nem contras, que esses estavam no bom resguardo de calabouços e frigideiras. 

E os jornalistas, senhores? E os comentadores? Cheios de justa raiva, falam, falam, falam, atiram-se ao Costa como gato à posta, invocam o cherne e as xaputas e as prostitutas e os chulecos da Nação, os anjos e arcanjos da direita beata, purificada com incensos e águas-bentas, purificadora de pátrias, consolação de cabrões, e de poltrões e de aldrabões e de banqueiros em aflição. Entrevistam Costa como se lhe fossem bater, peroram horas sem contraditório, asfixiam, envenenam, rebuscam argumentos que repetem, repetem, repetem sempre com palavrotas astutamente pensadas pelos think tank e marketeersdos partidos que eles, senhores jornaleiros e doutos opineiros, apoiam e aprovam, a direita direitona, a direita endireitada, a direita putíssima, a direita dos endireitas de Portugal e das províncias ultramarinas, que o terror por comunistas, rebeliões e revoluções faz evocar as glórias de outros tempos no linguajar dos escrevinhadores da situação, fachos empoleirados, intelectuais encadernados e a santa padralhada que agora está com Francisco, o Papa, mas que dantes estava com Francisco, o Franco. Mais o António e o Benito, que tudo isto é muito bonito mas dantes é que era lindo, de negro se vestiam os padres e se cobria o País. 

Vivemos tempos de espanto. E de horror. Nunca tantos desceram tão baixo, tirando a máscara e mostrando as verdadeiras fuças, de assalariados contratados para papaguear o dono e incitar as massas à revolta, à ida à Alameda em salto alto e Chanel vociferar contra Costa, esse Cunhal disfarçado, esse esquerdista desalmado, esse "qué frô" despeitado.

Sempre que Portugal estiver em perigo, chamem os papagaios.

Resulta.



http://ouropel.blogspot.pt/

ATÉ AOS 70º GRAUS VEJAS OS LOCAIS MAIS QUENTES DO PLANETA



Vale da Morte, Califórnia: este deserto californiano já atingiu temperaturas de 134° Fahrenheit, o que equivale a 56,7° Celsius. No dia 14 de setembro, a Organização Mundial de Meteorologia reconheceu oficialmente o local como o mais quente do mundo ao registrar 57,8 °C





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Vale da Morte, Califórnia: este deserto californiano já atingiu temperaturas de 134° Fahrenheit, o que equivale a 56,7° Celsius. No dia 14 de setembro, a Organização Mundial de Meteorologia reconheceu oficialmente o local como o mais quente do mundo ao registrar 57,8 °C
Queensland, Austrália: caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C
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Queensland, Austrália: caso visite o estado australiano de Queensland se prepare para temperaturas de até 68,9°C

AS PRIMEIRAS FOTOS SENSUASIS DE MARILYN MONROE NO INÍCIO DA SUA CARREIRA


Poucas pessoas sabem que no início de sua carreira no cinema mundial a lenda Marilyn Monroe era um modelo de um dos mais famosos artistas de pin-up Earl Moran. Monroe começou a posar para ele com 19 anos, Marilyn era uma  aspirante a actriz enquanto Moran já era um conhecido criador de belos retratos femininos.

(Total de 18 fotos)


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bigpicture.ru

JULGADO E PRESO ! O POVO TEM QUE VIRAR A PÁGINA E AGIR


DA TORNEIRA.....


A Incompetência da Oposição



(Imagem do Blogue Direitoaresistir) 

Acabei de ouvir há pouco no Sexta às 9, às 21h12m, na RTP1, que o Governo ainda em funções fez centenas de nomeações de “amigos”, sem concurso publico, para altos cargos de chefia em Organismos do Estado, imediatamente antes das eleições e algumas já com a campanha eleitoral em curso, para lugares criados em plena pré-campanha e campanha eleitoral, e alguns até já depois das eleições.

Os cargos vão desde Diretor Geral a Chefe de serviço passando por Diretores e Chefes de Divisão. Os campeões deste assalto à estrutura de Chefia do Estado (não confundir Estado com Governo) são os ministros Lambretas, a Cristas e o Tripeiro.

São elementos do “staff” do Governo (Chefes de Gabinete e Assessores) nomeados para estas funções - e estas sim nomeações legais porque são lugares de confiança politica - que na dúvida houve que perpetuar a mamar na teta do Estado, não vá dar-se o caso de o PSD e CDS não virem a formar Governo e então estes “boys” teriam que voltar aos seus lugares e empregos de origem. Assim, não voltarão. Com esta dança de cadeiras, de acordo com a Lei, estes “boys” não podem ser demitidos pelo prazo de 3 e alguns 4 anos e depois terão uma reforma garantida à custa dos lorpas cá do burgo, para os quais “a Segurança Social é insustentável”, dizem.

Interrogo-me, mas que raio de oposição é que este país tem? Então em três partidos organizados (PS, BE e PCP) não existe uma porra de um Gabinete de Estudos que, pelo menos dê uma olhada aos Diários da República onde estas nomeações são obrigatoriamente publicadas e depois ponha a boca no trombone?
E passaram toda a campanha eleitoral a acusarem-se de banalidades.... quando tinham aqui um manancial para ir cozendo os PàFs em lume brando.

Com oposições destas não precisamos de oposição. Artolas é o que são.


pralixados.blogspot.pt

INCLÚI VIDEO -NAVIO CONTINUA ENCALHADO EM FRENTE À BAÍA DE CASCAIS. OS TANQUES ESTÃO VAZIOS E NÃO HÁ PERIGO DE DERRAME, TRIPULAÇÃO AINDA NÃO FOI RESGATADA


Tripulantes de navio ainda por resgatar 

Forte ondulação que se faz sentir atrasa resgate. 

Os 22 tripulantes do navio que está encalhado na zona da baía de Cascais ainda não foram resgatados devido à forte ondulação que se faz sentir, mas encontram-se fora de perigo, disse à Lusa a Marinha Portuguesa. 

O navio é um petroleiro de 274 metros, proveniente das Bahamas, que encalhou na zona da baía de Cascais, tendo o alerta sido dado pelas 12h00, indicou o comandante Paulo Vicente, porta-voz da Marinha Portuguesa. Pelas 15h15, três rebocadores conseguiram chegar junto da embarcação, que entretanto foi arrastada cerca de 400 metros pela costa de Cascais. 

O trabalho das equipas de socorro e o controlo da embarcação por parte do comandante está a ser dificultado pela forte agitação marítima que tem vindo a arrastar o navio. No resgate está envolvida a Marinha e a Força Aérea Portuguesa, assim como a Polícia Marítima de Cascais e de Lisboa. 

A Marinha adiantou que, pesar de se tratar de um petroleiro, não há qualquer risco de impacto ambiental. A mesma fonte indicou que ainda não há previsão para a situação estará resolvida

VÍDEO


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http://www.cmjornal.xl.pt

SER CRIANÇA É UNIVERSAL - por Luísa Lobão Moniz


O IAC, SOS Criança tem desenvolvido um trabalho de sensibilização e de divulgação do número telefónico das crianças maltratadas, ou seja, de qualquer criança que se encontre em risco, 116 111 através do projecto “Bom dia, SOS Criança”.

O projecto tem como base os Direitos da Criança e tem como suporte físico o livro “Menino como eu”, cartões SOS Criança e autocolantes com o nº 116 111.

As conclusões do relatório de avaliação deste projecto, durante o ano lectivo 2014/2015, assemelham-se às considerações feitas pelo Coordenador do SOS Criança, Dr Manuel Coutinho, relativamente à prioridade dada pelas crianças ao motivo que as faz telefonar_ a solidão, o estarem sós, mesmo com alguém por perto.

As nossas crianças e jovens têm uma grande necessidade de comunicar para contar o que lhes vai na alma.

As relações sociais, parentais e familiares têm-se vindo a modificar ao longo dos tempos. Se fizermos uma viagem, ascendente relativamente às nossas famílias, verificamos que os usos e costumes, dentro de uma mesma família, variam conforme as diferentes gerações, do bisavô à bisneta.

As relações adulto/criança não se modificaram porque sim, mas porque as relações sociais também se modificaram e estas também não se modificaram porque sim.

O que tem contribuído para estas modificações tem sido o modelo sócio económico em que vivemos.

Não se imagina as crianças da Idade Média com os problemas das nossas crianças. Haveria solidão?

As crianças estavam sempre acompanhadas por pessoas mais velhas que lhes ensinavam um ofício e que lhes davam atenção, à noite, quando os mais velhos se reuniam para contar histórias à volta de um fogo (fogueira).

As crianças das famílias pobres eram pobres, não tinham roupa adequada, vestiam como os adultos, tanto fazia que chovesse ou fizesse frio que a roupa era a mesma.

Nos anos 80, em Lisboa, encontrei situações de pobreza do século XX idênticas a esta.

O modelo socio económico determina a qualidade de vida das pessoas e em cada época os povos vivem em conformidade com as forças dominantes, ou tentam combater essas forças, criando outras forças, mas de libertação.

As crianças choravam quando se viam afastadas dos pais, para irem servir os senhores do poder.

As mães entristeciam.

Os pais de tristes faziam-se contentes porque a separação, quantas vezes para sempre, ia fazer deles Alguém com um Nome.

As crianças sentir-se-iam sozinhas , com “problemas” que atravessam todas as épocas e todas as crianças?

Todas têm medo de serem abandonadas, que não gostem delas.

Têm medo de desiludir os adultos de quem gosta.

Não havia a linha SOS Criança (só uma sociedade com tanta desigualdade social e tanta exclusão sentiria a necessidade de auxiliar, por via institucional, crianças que se sentem sozinhas, em risco).

Também na Idade Média as crianças fugiam de casa ou iam com desconhecidos. Não havia meios de comunicação, mas havia sofrimento.

Quando se punham em pé, em cima de um caixote, para poderem descascar batatas, quando tinham que obedecer, sem pestanejar, às ordens de uma “mulherona frustrada”, mas com o poder que lhe era conferido por ser a chefe de cozinha, as crianças choravam ou faziam uma traquinice (vêem como ela merece o castigo?).

A vida da Criança tem sido feita de grande sofrimento.

Eram violadas como as do século XXI, mas não havia leis de protecção.

Eram abandonadas, porque a família já não as podiam sustentar.

Acreditava-se que alguém com mais “posses” as encontrassem e tomassem conta delas, sabe-se lá para que futuro.

O Ser Criança é Universal.

As mudanças sociais dão-se todos os dias, a obediência às regras dos mercados não se discutem….mas as Crianças, essas, crescem com sabor amargo na boca, com os olhos rasos de lágrimas, com o corpo dorido, com a alma cheia de medo e sem ter com quem falar.

Neste momento, estão a morrer crianças maltratadas, crianças soldado, crianças refugiadas, crianças com fome;

 neste momento, estão pais a sofrer porque não têm nada para dar aos filhos;

neste momento as sociedades, os países estão a ser governados em prol dos lucros económicos e não em lucros para os afectos.

O que seriam os senhores do poder se não houvesse pobreza, se não houvesse dívidas, se o bem-estar das crianças e das famílias fossem quem mais ordenasse?

Haveria crianças com medos, mas haveria tempo para Elas.


aviagemdosargonautas.net

Jihadistas imperiais

Jihadistas imperiais

Jihadistas imperiais


por Jorge Cadima
"A arrogância imperialista não tem limites. Ashton Carter confessou (Washington Post, 20.10.02) que, enquanto vice-ministro da Defesa de Clinton, passou «boa parte do primeiro semestre de 1994» a preparar um ataque militar a uma central nuclear norte-coreana. E Brzezinski é pai político do jihadismo global, como confessou na sua entrevista ao Nouvel Observateur (15.1.98) quando, ufano, se vangloriou: «Segundo a versão oficial da história [!], a ajuda da CIA aos mujahedines começou em 1980, ou seja, após o exército soviético ter invadido o Afeganistão em 24 de Dezembro de 1979. Mas a verdade, mantida secreta até hoje, é bem diferente: foi na realidade a 3 de Julho de 1979 que o presidente Carter assinou a primeira directiva sobre a ajuda clandestina aos opositores do regime pró-soviético de Kabul». "
O perigo dum conflito catastrófico é hoje bem real. Atente-se nas declarações de alguns dos principais responsáveis da política externa da maior potência imperialista. Zbigniew Brzezinski, ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA publicou no Financial Times (4.10.15) um artigo que começa assim: «Todos sabemos como começou a primeira guerra mundial. […] Há ainda tempo para evitar uma dolorosa repetição, eclodindo desta vez no Médio Oriente e mais especificamente na Síria». Porquê esta referência a um conflito entre as duas maiores potências nucleares do planeta? Escreve Brzezinski: «Moscovo escolheu intervir militarmente [na Síria], mas sem cooperação política ou táctica com os EUA – a principal potência externa empenhada em esforços directos, se bem que não muito eficazes, para derrubar [o presidente sírio] Assad. 
Ao fazê-lo, lançou alegadamente uma série de ataques contra elementos sírios que são patrocinados, treinados e equipados pelos americanos, provocando prejuízos e causando baixas». Brzezinski confessa numa única frase que os EUA são a principal potência por detrás da guerra na Síria (e da vaga de refugiados que provocou); que estão a patrocinar, treinar e armar jihadistas; e que são os EUA, e não o governo sírio, quem deve mandar naquele país. Adianta Brzezinski: «Os EUA têm apenas uma opção, se desejam proteger os seus interesses mais amplos na região: exigir a Moscovo que pare e desista de acções militares que afectam directamente os agentes [“assets”] americanos. [...] qualquer repetição do que acaba de se passar deve levar a uma rápida retaliação pelos EUA». 
Em curtas palavras: não se atrevam a tocar nos nossos jihadistas, nem a interferir nas nossas operações de agressão e mudança de regime. Seguindo as pegadas de Al Capone, adverte: «A presença naval e aérea russa na Síria é vulnerável, está isolada geograficamente do seu país. Pode ser “desarmada” se insistirem em provocar os EUA». A ameaça foi repetida pelo ministro da Defesa dos EUA (país que também está a bombardear a Síria, mas – ao contrário dos russos – à revelia do governo sírio). Ashton Carter, falando em conferência de imprensa após a reunião de NATO em Bruxelas (8.10.15), disse: «[os russos] dispararam mísseis cruzeiro dum navio no Mar Cáspio sem aviso prévio. Aproximaram-se a poucos quilômetros [!] dum dos nossos aviões não tripulados. Iniciaram uma ofensiva conjunta terrestre com o regime sírio, estilhaçando a fachada de que estariam lá para combater o ISIS [?!?]. Isto terá consequências para a própria Rússia, que receia justamente um ataque contra a Rússia. E também espero que nos próximos dias os russos comecem a sofrer baixas na Síria». Para bom entendedor...
A arrogância imperialista não tem limites. Ashton Carter confessou (Washington Post, 20.10.02) que, enquanto vice-ministro da Defesa de Clinton, passou «boa parte do primeiro semestre de 1994» a preparar um ataque militar a uma central nuclear norte-coreana. E Brzezinski é pai político do jihadismo global, como confessou na sua entrevista ao Nouvel Observateur (15.1.98) quando, ufano, se vangloriou: «Segundo a versão oficial da história [!], a ajuda da CIA aos mujahedines começou em 1980, ou seja, após o exército soviético ter invadido o Afeganistão em 24 de Dezembro de 1979. Mas a verdade, mantida secreta até hoje, é bem diferente: foi na realidade a 3 de Julho de 1979 que o presidente Carter assinou a primeira directiva sobre a ajuda clandestina aos opositores do regime pró-soviético de Kabul». 
Trinta e seis anos depois de criar o monstro fundamentalista, e 24 anos após o fim da URSS, os EUA continuam a matar no Afeganistão (acabam de bombardear um hospital dos Médicos Sem Fronteira, incinerando o respectivo pessoal médico). E o jihadismo imperialista alastra, qual cavaleiro do Apocalipse, pelo Médio Oriente fora. E a fúria dos Padrinhos ameaça quem se atrever a cruzar-se no seu caminho.
Fonte: Avante

CHOVE NA MINHA ALDEIA


A carnificina continua: maior elefante já visto no Zimbábue é assassinado em caçada desportiva


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Três meses depois do Zimbábue virar notícia no mundo por causa do assassinato de Cecil, o leão, um outro animal abatido chama atenção para a prática cruel da caçada esportiva na África: o maior elefante já visto naquele país foi abatido por um caçador no último 08 de outubro, mais uma vez provocando indignação de ambientalistas e conservacionistas do mundo inteiro.
O animal, cuja idade está sendo estimada entre 40 e 60 anos, foi morto no Parque Nacional Gonarezhou. A origem do elefante ainda é um mistério; o que se sabe é que ele nunca foi visto na região, sendo bastante provável portanto que tenha migrado de algum outro local. “Houve cinco ou seis elefantes enormes baleados no último ano, e sabíamos tudo sobre eles, mas nenhum era tão grande como este “, disse Louis Muller, presidente daAssociação dos Caçadores e Guias Profissionais do Zimbábue.
O caçador (alegadamente de origem alemã), que pode ser visto na foto comemorando o abate do elefante junto ao seu guia, pagou cerca de 60 mil dólares (cerca de 230 mil reais, na cotação de hoje) pela autorização de atirar no animal. Segundo os organizadores do sáfari, o homem havia pago pela possibilidade de caçar animais das espécies dos famosos “Big 5″ da savana africana: elefantes, leões, leopardos, búfalos e rinocerontes.
Miller disse que, durante a perseguição ao animal, os caçadores ficaram impressionados com o tamanho das presas do elefante (que chegavam a tocar o chão e cuja estimativa posterior foi de mais 50 kg cada uma), mas não imaginavam que ele era tão grande, até chegarem próximos o suficiente para abatê-lo.
O assassinato foi comemorado em fóruns de caça ao redor do planeta. Imagina-se que este foi o maior elefante morto em uma caçada esportiva nos últimos 30 anos! Um dos organizadores da caçada, que não quis se identificar, defendeu que seu cliente não fez nada de errado, já que havia agido de forma totalmente legal. “Aquele elefante devia ter uns 60 anos, e já espalhou sua semente por aí muitas vezes”, justificou, tentando abrandar as críticas recebidas pelos caçadores. E explicou: “A caça é boa para o Zimbábue e para sua população. Não é incomum que os caçadores gastem 100 mil dólares a cada caçada!”.
Mas será que a justificativa econômica se sustenta? Na última década, o número de elefantes caiu 62%. Há menos de 500.000 deles no continente africano, e ambientalistas advertem que, neste ritmo, eles podem ser extintos nos próximos 10 anos – sobretudo porque aos caçadores ditos “autorizados” se somam os “ilegais”: caçadores de marfim têm envenenado elefantes com cianeto com frequência crescente. Nesta terça-feira, os corpos de 26 destes magníficos animais foram encontrados (apenas uma semana depois de outros 14 também serem envenenados). Em outubro de 2013, um envenenamento em massa resultou em mais de 100 elefantes mortos.
Torna-se bastante óbvio que o destino dos elefantes é bastante sombrio. Se depender da indústria da caça (legal ou não) e dos turistas que gastam fortunas para satisfazer seu desejo de sangue, a sanha assassina logo deverá se voltar para as espécies restantes, pois parece que, se o resto da humanidade não impedir esta insanidade, logo não restará elefantes a serem salvos.
Presas de marfim apreendidas  no Zimbábue. O envenenamento de elefantes por caçadores é um problema crescente no país.
Presas de marfim apreendidas no Zimbábue. O envenenamento de elefantes por caçadores é um problema crescente no país.
* Com informações do The Telegraph.
http://papodeprimata.com.br/