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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

SANTA BÁRBARA DE NEXE, A MINHA ALDEIA


PATRIMÓNIOS DA HUMANIDADE - CENTRO HISTÓRICO DE MACAU - CHINA

Centro Histórico de Macau, China

Macau, o primeiro entreposto comercial europeu 
na China, desde da sua ocupação (1557) pelos 
portugueses até à presente data, constituiu sempre 
uma importante porta de acesso para a entrada da 
civilização ocidental na China, contactando com a 
civilização chinesa, e vice-versa. Durante 5 séculos, 
esta pequena Cidade proporcionou uma importante 
plataforma para a simbiose e o intercâmbio de 
culturas ocidentais e orientais. Esta intensa simbiose 
e intercâmbio moldaram uma identidade única e 
própria para Macau. Também é neste pequeno 
pedaço de terra é que desenrolou um processo único 
de miscigenação, o que resultou o aparecimento da 
cultura, do patuá e da comunidade macaense.

O encontro harmonioso entre duas grandes culturas 
(a ocidental e o oriental) proporcionou a criação de 
estilos arquitectónicos únicos do Mundo, que 
apareceram graças às fusões de correntes 
arquitectónicas europeias, chinesas e de outras 
partes da Ásia. São estes estilos arquitectónicos que 
foram utilizados para a construção da grande maioria 
dos monumentos do Centro Histórico de Macau.

Este património arquitectónico de valor único e 
universal constitui um testemunho vivo da grande 
diversidade cultural da Cidade, do intercâmbio e 
coexistência das culturas ocidentais e orientais, da 
manutenção de tradições de diferentes culturas, e 
da contribuição feita por Macau na disseminação do 
Catolicismo no Extremo Oriente e na disseminação 
das tradições populares chinesas no Ocidente.

O Centro Histórico de Macau é o fruto do intercâmbio, 
do respeito e da tolerância cultural entre o Ocidente 
e o Oriente. O seu valor não está residido só nas 
suas infra-estruturas arquitectónicas e urbanas, mas 
também no facto de que estas conseguiram manter 
o seu espírito original e as suas funções originais até 
aos dias de hoje. Este património arquitectónico, 
predominantemente de raiz europeia, ergue-se por 
entre construções de estilo arquitectónico tradicional 
chinês e por entre construções modernas, causando 
um grande contraste na textura urbana da Cidade e 
mostrando também a diversidade e tolerância 
cultural existente nesta pequena Cidade.

O Centro Histórico de Macau é constituído pelo 
seguinte conjunto arquitectónico: Templo de A-Má, o 
Quartel dos Mouros, a Casa do Mandarim, a Igreja 
de São Lourenço, a Igreja e Seminário de São José, 
o Teatro D. Pedro V, a Biblioteca Sir Robert Ho Tung, 
a Igreja de Santo Agostinho, o Leal Senado, o 
Templo de Sam Kai Vui Kun, a Santa Casa da 
Misericórdia, a Igreja da Sé, a Casa de Lou Kau, a 
Igreja de São Domingos, as Ruínas de S. Paulo, o 
Templo de Na Tcha, o Troço das Antigas Muralhas 
de Defesa, a Fortaleza do Monte, a Igreja de Santo 
António, a Casa Garden, o Cemitério Protestante 
(incluindo a Capela), a Fortaleza da Guia (incluindo a 
Capela e o Farol) , o Largo da Barra, o Largo do 
Lilau, o Largo de Santo Agostinho, o Largo do Senado, 
o Largo da Sé, o Largo de São Domingos, o Largo da 
Companhia de Jesus e o Largo de Camões. 
Este conjunto arquitectónico, de grande valor e único 
do Mundo, foi reconhecido como fazendo parte da 
História Mundial, pois ilustram bem um dos primeiros 
e mais duradouros encontros entre a China e a 
civilização ocidental.

Este conjunto arquitectónico, que engloba o mais 
antigo legado arquitectónico europeu existente na 
China, localiza-se maioritariamente no Sul e Sudoeste 
de Macau visto que, até ao século XIX, os portugueses 
(construtores da maioria dos monumentos do Centro 
Histórico de Macau) eram proibidos de viver no Norte 
de Macau (eram campos de cultivo possuídos pelos 
chineses). Até ao séc. XIX, a "Cidade do Santo Nome 
de Deus de Macau" era pequena e delimitada por 
muralhas, ocupando somente o Sul da península de 
Macau. Só a partir do séc. XIX, com o declínio da 
autoridade e influência chinesa sobre Macau, os 
portugueses é que puderam expandir a Cidade para o 
Norte da península (e posteriormente ocupando 
também a Taipa e Coloane). Mas, no séc. XIX, a 
importância do porto de Macau foi reduzida na 
Primeira Guerra de Ópio quando Hong Kong se tornou 
 no porto ocidental mais importante na China. Macau 
começou a entrar em decadência por isso cada vez 
menos pessoas conseguiam sustentar o elevado custo 
 de construção e manutenção de edifícios grandes, 
luxuosos e requintados. 
 Um exemplo perfeito reside-se na Igreja da Madre de 
Deus e do Colégio de S. Paulo: estes 2 grandes 
edifícios requintados, após um incêndio no ano de 
1835, nunca mais foi reconstruído, devido ao elevado 
custo de reconstrução. O conjunto dos "restos" e 
vestígios destes 2 edifícios formam, actualmente, as 
Ruínas de S. Paulo.

No dia 15 de julho de 2005, o Centro Histórico de 
Macau foi, finalmente, inscrito na Lista do Património 
Mundial da Humanidade da UNESCO e designado 
como o 31º sítio do Património Mundial da China. 
Após a inclusão, houve grandes comemorações em 
Macau. Macau pretendia com esta inclusão do seu 
centro histórico criar uma imagem melhor e mais 
 equilibrada de uma cidade histórica, que se preocupa 
na conservação do seu Património e dos seus 
 vestígios do passado, e simultaneamente olhada para 
 o futuro, para o desenvolvimento, globalização e 
modernidade. Não queria ter uma imagem de 
somente uma cidade repleta de casinos e de hotéis. 
 Esta inclusão irá também ajudar a fomentar e a 
 desenvolver o turismo em Macau, um dos pilares da 
economia desta Cidade.

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Leal Senado, Macau por Pietro Ferreira, no Flickr

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Santa Casa da Misericórdia, Macau por Pietro Ferreira, 
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Arquivo Histórico, Macau por Pietro Ferreira, no Flickr

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Ruínas de São Paulo, Macau por Pietro Ferreira, 
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Palácio da Praia Grande, Macau por Pietro Ferreira, 
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Largo do Senado, Macau por Pietro Ferreira, no Flickr
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LEIAM SE FAZ FAVOR PARA NÃO SE ARREPENDEREM ! O HUMILDE SERVO DE SALAZAR MARCELO REBELO DE SOUSA- A TORRE DO TOMBO - E O ARQUIVO DE SALAZAR

"O HUMILDE SERVO DE SALAZAR"
Esta carta deve ser partilhada por o maior número de pessoas, até para conhecer melhor aquele que "pretende ser o futuro Presidente da República".
Senhor Presidente do Conselho,
Excelência
Venho agradecer a Vossa Excelência a amabilidade que teve para comigo ao enviar-me, por intermédio da Senhora D. Jenny, alguns livros de Vossa autoria e por Vossa Excelência rubricados.
Eu, como simples aluno do primeiro ano liceal, acho que é demasiado valiosa para mim a oferta de Vossa Excelência, pois o dever do aluno e filido [sic] da M.P. é tentar melhorar-se e educar-se a si próprio por sucessivas victórias da vontade.
E para certificar a afirmação feita bastam os versos de Fernando Pessoa:
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.
E Senhor Presidente, para terminar esta pequena e modesta carta, desejo a Vossa Excelência muitos anos de vida, para bem da Nação Portuguesa e de todos nós.
Com o mais profundo respeito e a mais sentida gratidão,
subscreve-se o vosso humilde servo,
Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa
Lisboa, 7 de Abril de 1960
[Fonte: Torre do Tombo – Arquivo Salazar]





POEMA ECOLÓGICO




O DESESPERO DO REACCIONÁRIO DIRECTOR DO PASQUIM CORREIO DA MANHA - Costa na Sierra Maestra




Costa na Sierra Maestra 

Costa pode até conseguir que trotskistas e estalinistas dancem. 12.10.2015 00:30 António Costa pode fazer o que quiser com a sua estrondosa derrota. 

Pode até pegar nos seus deputados – os que não o abandonarem, por manifesta insanidade do líder –, e, junto com os eleitos do BE e da CDU, abrir um novo espaço de democracia, não representativa, talvez na Serra da Estrela. Há por ali uma ou duas paisagens a pedir meças à Sierra Maestra. 

De camuflado vestido, António Costa pode declarar guerra ao Euro e jurar que só pagamos a dívida quando houver prova de vida inteligente em Plutão. Costa pode até conseguir que, com o aroma do poder, trotskistas e estalinistas dancem bem abraçados cantigas cossacas. O que não pode é distorcer resultados eleitorais. Nem a história do PS. Sim, Cavaco Silva andou mal com o anúncio de que encarregara Passos Coelho das negociações para formar governo. 

Devia ter ouvido todos os partidos com assento parlamentar, no tédio de uma tarde. Com a pressa, Cavaco quis satisfazer a Europa e os mercados. Comportou-se como um presidente de junta de freguesia e não de um País com orgulho dos seus quase nove séculos de independência. 

Mas a pressa, bem-intencionada, de Cavaco (a História ainda escreverá o quanto Portugal lhe ficou a dever nestes anos de quase ditadura socrática e posterior crise avassaladora) não justifica este desvario do líder da oposição. Costa gaba-se, com razão, dos seus quarenta anos de militância socialista; tem, então, de lembrar-se de como o PS se fez grande: na inabalável defesa do centro político, entre uma direita por vezes ávida de velhas práticas, e uma esquerda anacrónica na miragem de amanhãs que cantavam, dos sovietes aos arrozais maoistas. Ora os amanhãs ainda cantam. Que as conversas, de hoje com Cavaco, de amanhã com Passos, recentrem a atitude de Costa no que deixou expresso no discurso de derrota. 

O eleitorado deu ao PS o papel de fio de prumo da próxima legislatura. Cabe-lhe assegurar maior justiça social, melhor redistribuição de rendimentos, a defesa do que é justo, nos choques de interesses entre trabalho, capital e a necessidade de prestações sociais. Se não entende isto, e seguramente entende, Costa pode virar costas aos 104 deputados que os portugueses elegeram nas listas de Passos Coelho, e ir à procura da sua serra maestra, de braço dado com os 36 eleitos contra a União Europeia e o Euro. Mas, nesse caso, alguém precisa de pegar urgentemente nas rédeas do PS, sob pena de dissolução de um grande partido, nos sonhos de tornar uma derrota construtiva numa vitória que trai o soberano sentido do voto.


http://www.cmjornal.xl.pt

O GOLF

ARTE - AS SENSUAIS PIN UP DO ARTISTA JAPONÊS ONEQ NAO

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mundonaforca.blogspot.com.br

AS FARSAS DOS EUA PARA ENTRAR EM GUERRA - O Incidente do Golfo de Tonkin


vietnam
Muitas teorias da conspiração dizem que os Estados Unidos forjaram documentos e informações para pudesse ser declararada guerra ao Iraque. Essas teorias são criticadas por muitos por não haverem provas suficientes de que possa ter ocorrido de verdade, ao mesmo tempo, os seus defensores dizem que nunca foi provada a existência de armas químicas e a acusação foi apenas uma situação criada para que o Iraque fosse atacado. O que poucos sabem, é que a entrada dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã foi fruto de uma situação que não chegou a ser totalmente inventada, mas que foi muito aumentada para dar as condições do congresso autorizar a ação militar. Conheça agora a história do incidente do Golfo de Tonkin.
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Golfo de Tonkin
O evento que entrou para a história como o incidente do Golfo de Tonkin é também conhecido como o incidente do USS Maddox, pois esse era o nome do destróier americano que estava em missão de vigilância e espionagem na costa do Vietnã do Norte no dia 2 de Agosto de 1964.
USS Maddoxx
USS Maddox
Nessa data, o destróier entrou em águas territoriais do Vietnã do Norte, tal ato motivou o ataque de 3 lanchas torpedeiras da marinha norte-vietnamita. Devido à superioridade tecnológica, o navio americano acabou danificando duas das lanchas. O governo norte-vietnamita rapidamente afirmou que o navio norte americano estava em suas águas territoriais e que apenas por esse motivo o destróier foi atacado.
Novamente no dia 4 de agosto de 1964 a Marinha norte-americana, que nesta ocasião era representada naquele local pelo destróier USS Maddox e pelo destróier a USS Turner Joy, reportou novamente a presença de lanchas torpedeiras inimigas que se dirigiam em sua direção. Iniciou se uma pequena batalha da qual tomaram partes as embarcações americanas e alguns aviões que pertenciam a mesma força tarefa contra as supostas embarcações norte-vietnamitas.
USS Turner Joy
USS Turner Joy
O governo norte-vietnamita afirmou que ocorreu apenas um ataque no dia 2 de Agosto de 1964 e que nada ocorreu no dia 4 de agosto. Mesmo assim, o presidente norte-americano Lyndon Johnson conseguiu passar no congresso a autorização legal para que o país entrasse em guerra contra o Vietnã do Norte.
Logo em seguida O Ataque a Marinha Americana realizou ataques a várias bases Norte vietnamitas ao longo da Costa causando danos a de postos de combustíveis equipamentos de construção de torpedos.
A partir desse momento os Estados Unidos haviam oficialmente entrado na Guerra do Vietnã, conflito que causou a morte de mais de 4 milhões pessoas ao longo dos 20 anos em que foi travado.
Ao longo dos anos muitas suspeitas foram levantadas sobre a real existência de lanchas torpedeiras norte-vietnamitas lutando contra os navios americanos. Esse tema acabou sendo objeto de uma teoria da conspiração, com muitas pessoas defendendo a veracidade da história e muitos condenando a ação militar e dizendo que tudo não passou de uma invenção. Pouco tempo depois, a teoria da conspiração se tornou real.
Isso acabou ocorrendo no ano de 2005, quando alguns documentos pertencentes à agência de segurança nacional, a NSA, acabaram vindo a público demonstrando que a presença das lanchas torpedeiras da Marinha norte-vietnamita nunca foram confirmadas, tais documentos ainda indicam que, como o próprio presidente Lyndon Johnson afirmou em 1967, nesse episódio a marinha americana não estava atirando em nada.

osabicao.com.br

10 Líderes Mundiais Quando Jovens

Putin CAPA


Dê só uma olhada nestas incríveis fotografias de líderes mundiais ainda jovens. Bem diferente, não?!
A thin Hugo Chavez in military academy.
Hugo Chavez na Academia Militar
Barack Obama smoking a joint.
Barack Obama fumando um baseado
Joseph Stalin as a young man, 1902.
Joseph Stalin, 1902
Kim Jong-il with his father, Kim Il-sung, and his mother, Kim Jong-suk in 1945.
Kim Jong-il com seu pai e sua mãe, 1945
Mugshot of Brazilian president Dilma Rousseff in 1970 when she was part of the guerrilla movement that fought against the country's military dictatorship.
Dilma Rousseff, 1970
Nelson Mandela in 1961.
Nelson Mandela, 1961
Portrait of John F. Kennedy at age 10, hair slicked back, 1927.
John F. Kennedy, 1927
Princess Elizabeth
Rainha Elizabeth II, 1945
Putin as a young teenager, 1966.
Putin, 1966
Richard Nixon is shown as a member of the Whittier College football squad in Whittier, Calif., circa 1930s.
Richard Nixon no time da faculdade, década de 1930


cafesempo.com.b

O GOZO, O ESCÂNDALO, O VERGONHOSO ! Arábia Saudita assume a liderança do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A notícia causou indignação em todo o mundo
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Recentemente, saiu a notícia de que Faisal bin Hassan Trad, foi nomeado em silêncio, como embaixador da Arábia Saudita, em Genebra, assumindo o comando do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC - United Nations Human Rights Council), que é composto por 47 membros, e é atribuído para promover e proteger os direitos humanos em todo o mundo.
O grupo determina os peritos que serão escolhidos para as investigações de campo. Ironicamente, a Arábia Saudita, que agora preside este grupo "tem um forte histórico de não permitir que ativistas de direitos humanos monitorem o seu próprio país", de acordo com o diretor do Centro de Ação de Direitos Humanos, Jack Healey, citado pela Global Research, no mês passado.
Esta nomeação levou à indignação global. No entanto, muitos podem não estar cientes do fato de que a Arábia Saudita já tem sido um membro do UNHRC desde 2013. Não é a primeira vez que países com registros duvidosos dos direitos humanos fazem parte deste conselho: Cuba, China, Catar e Venezuela estão entre os seus membros eleitos. No entanto, a Arábia Saudita está entre os piores infratores dos direitos humanos do mundo.
Hillel Neuer, diretor-executivo da ONG UN Watch, diz que a Arábia Saudita "tem executado muitas pessoas de formas cruéis e que, no momento, há muitos condenados à morte, entre eles, Ali Mohammed al-Nimr, que tinha 17 anos quando cometeu seu 'crime'. Ele estava protestando contra os maus tratos da minoria xiita na Arábia. "A questão importante é quanta influência o presidente do grupo consultivo tem em relação às decisões sobre liberdade religiosa e a islamofobia. É estranho ter como líder um representante que viola os direitos humanos em sua própria nação, e que agora quer resolver as questões mundiais. Além de inconcebível, isso só enfraquece ainda mais a credibilidade do sistema das Nações Unidas", conclui um analista de perseguição.

SE....... E DEPOIS !? - LEMBRA-ME A EXPRESSÃO DO DRº VALÉRIO BEXIGA MEU CONTERRÂNEO - ISTO É CONVERSA PARA BOI DORMIR - Referendo sobre governo de esquerda irá a votos dentro do PS


Referendo sobre governo de esquerda irá a votos dentro do PS
Fotografia © Natacha Cardoso/Global Imagens
Direção socialista quer convocar todos os militantes para dizer sim ou não a um eventual acordo PS-PCP-Bloco.


Se houver um acordo do PS com o PCP e o Bloco, a direção liderada por António Costa pensa sujeitar esse acordo a referendo interno no partido. Todos os militantes serão convidados a dizer sim ou não. A garantia foi ontem avançada ao DN por uma fonte da direção socialista.
É uma manobra de alto risco porque essa consulta, realizando--se, acabará por funcionar como um referendo à própria liderança de António Costa. Em perdendo, se isso acontecer, não se vê como Costa poderá ter condições para se manter à frente do partido. Um líder não aguenta ser simultaneamente derrotado pelo país, como Costa foi nas legislativas de 4 de outubro, e pelo seu próprio partido.
A ideia original partiu de Vítor Ramalho, dirigente histórico do PS, membro da Comissão Política Nacional do PS, amigo muito próximo de Mário Soares, apoiante de António Costa nas primárias em que este destronou António José Seguro da liderança do partido.
[artigo:4828776]
O dirigente socialista já admitia formalizar a ideia dentro dos órgãos do partido, levando uma resolução a votos, caso percebesse que a direção do PS não estaria disposta a adotá-la. Poderia até fazê-lo já amanhã, na reunião da comissão política nacional (CPN) do PS. Mas agora, tudo o indica, deixará de ser necessário.
Ramalho diz que o eleitorado "não deu ao PS a possibilidade de governar sozinho" e portanto agora a possibilidade de o PS, que não ganhou as eleições, vir a liderar um governo apoiado pelo PCP e pelo BE significará uma "alteração profunda" do compromisso do partido, sendo por isso necessária esta consulta referendária (que, pelo que se percebe no imediato, será destinada apenas a militantes e não "modo primárias", aberta também a simpatizantes.
Aliás, no entender do dirigente socialista, qualquer que seja a solução de governo em que o PS alinhe - apoiado à esquerda ou aliado a PSD e CDS (o que parece estar completamente fora de causa) - terá de ser sempre feita uma consulta aos militantes. Pessoalmente, Ramalho preferiria que o PS se mantivesse na oposição, "condicionando profundamente" as políticas de um novo executivo Passos-Portas. Mas aceitará todas as decisões que forem tomadas pelos militantes, mantendo-se nos órgãos que integra. Neste quadro, acha "prematura" a decisão de Sérgio Sousa Pinto de se demitir do secretariado nacional do PS, em rutura com António Costa por este se encaminhar agora para uma solução de governação apoiada no PCP e no Bloco de Esquerda.
Vítor Ramalho recorda que esta solução referendária não é inédita dentro do PS. Em 1983, o PS, liderado por Mário Soares, venceu as legislativas. Depois decidiu fazer uma coligação de governo com o segundo maior partido, o PSD, liderado pelo seu amigo Carlos Mota Pinto. A coligação - que ficaria para sempre conhecida como Bloco Central - foi precedida de um referendo interno no PS. Os militantes aprovaram o acordo.
O dirigente recordou também que em 2013 o SPD alemão (partido homólogo do PS português), liderado por Sigmar Gabriel, fez um referendo interno em que levou a votos o acordo de governação que queria reeditar com a CDU de Angela Merkel. Venceu o sim à coligação, com cerca de 75% dos votos.
Em França, o PSF também lançou uma consulta popular para viabilizar entendimentos à esquerda do partido tendo em vista as próximas eleições regionais. A consulta terá lugar de 16 a 18 deste mês e o universo eleitoral irá para lá dos militantes do partido. Jean-Christophe Cambadelis, primeiro secretário do Partido Socialista Francês, quer mobilizar todo o "povo de esquerda".
Na reunião da CPN convocada para amanhã à noite - a segunda reunião deste órgão desde as legislativas - Costa apresentará o resultado das diversas diligências que levou a cabo nos últimos dias. Será o momento também para Sérgio Sousa Pinto explicar as razões da sua demissão do secretariado nacional do PS.