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sábado, 10 de outubro de 2015

Inquieto e pertubador: Pleno emprego nos EUA?


sábado, 10 de outubro de 2015

Pleno emprego nos EUA?

Pleno emprego nos EUA? 
por Alejandro Acosta
"o megaespeculador Warren Buffett declarou ao jornal The New York Times em 26 de novembro de 2006: “É verdade que há uma guerra de classes, mas é a minha classe, a classe dos ricos, que está fazendo essa guerra, e nós estamos ganhando”."
"O grosso da economia capitalista é composto pela especulação financeira. Um gigantesco volume de capitais fictícios, que não encontram aplicação na produção, são direcionados para esse tipo de operações. O mundo foi transformado numa espécie de casino, onde os apostadores são sustentados e resgatados pelo estado. A política do TBTF (Too Big To Fall ou Muito Grande Para Falir) direcionou trilhões para os monopólios que faliram a partir de 2007. De acordo com um relatório de uma das comissões do Congresso norte-americano, somente entre 2007 e 2010, foram direcionados para o resgate dos monopólios US$ 16 trilhões."
O que está por trás da fraudulenta campanha da imprensa imperialista?
Manipulados, os dados oficiais mostram que existiriam oito milhões de desempregados nos EUA. 
De acordo com as notícias divulgadas pela imprensa imperialista, a economia norte-americana teria gerado 173 mil novas vagas de emprego no mês de agosto e 245 mil nos meses de junho e julho. A taxa de desemprego seria de 5,1% da força de trabalho, a mais baixa desde abril de 2008. Para os padrões capitalistas, a estatística já poderia ser considerada como uma situação de pleno emprego e, portanto, as taxas de juros poderiam ser aumentadas.
De acordo com os dados oficiais, existiriam oito milhões de desempregados, dos quais 28% seriam desempregados de longa duração; 1,8 milhão se encontrariam fora do mercado de trabalho e 6,5 milhões trabalhariam em período parcial devido à falta de opções, aumentando o percentual para 10,3%. Se trata de uma campanha dos grandes capitalistas ligados diretamente à especulação financeira que tentam pressionar a Reserva Federal para que seja aumentada a taxa de juros. Com a crise na China, a partir da queda da Bolsa de Xangai e a desvalorização do iuane, o aumento dos juros nos Estados Unidos, que era dado como um fato na reunião que aconteceu nos dias 17 e 18 de setembro, agora se encontra em questão.
Ainda, de acordo com o chamado Livro Bege da Reserva Federal (o banco central norte-americano), na maior parte das regiões dos Estados Unidos a economia estaria crescendo de maneira sólida. As únicas regiões afetadas seriam as que estão vinculadas aos preços da energia.
As empresas estariam enfrentando, cada vez mais, dificuldades para preencher as vagas de trabalho. No primeiro semestre deste ano, o PIB teria crescido acima dos 3% e a inflação se encontraria em torno aos 2%.
A pressão dos especuladores pelo aumento da taxa de juros
Na realidade, além da propaganda demagógica, a situação se encontra muito longe dessas fantasias. A campanha tem como objetivo pressionar pelo aumento das taxas de juros. Por quê? Devido à disparada do parasitismo financeiro, o mercado de títulos podres movimenta hoje algo em torno aos US$ 6 trilhões. Por causa da política de quantitative easing (ou alívio quantitativo), aplicada no período anterior, as taxas de lucros desses títulos despencaram de 15% para menos de 4%. A compra de trilhões de títulos financeiros pelo valor de face, apesar de que no mercado eram negociados por menos da metade, além da contração desse “mercado”, levou a que mais de US$ 2 trilhões desses títulos tenham ficado nas mãos da Reserva Federal.
O grosso dos chamados “ativos” dos monopólios estão formados por títulos financeiros que, cada vez mais, têm perdido o valor devido à disparada da especulação financeira sustentada pelos repasses de recursos públicos.
Bonança ou enorme desemprego?
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Mais de 100 milhões de trabalhadores norte-americanos não possuem emprego formal. Foto: Steve Baker (CC BY-ND 2.0)
De acordo com o BLS (Escritório de Estatísticas do Trabalho), órgão do governo norte-americano responsável pelas estatísticas relacionadas ao mercado de trabalho, mais de 100 milhões de trabalhadores norte-americanos não possuem emprego formal e 20% das famílias não possuem um único membro que esteja empregado.
A propaganda da imprensa imperialista leva a cabo uma campanha afirmando que o desemprego seria hoje de apenas 5,1% da força de trabalho, manipulando de maneira descarada as estatísticas. Mas planilhas não levam pão para a mesa do trabalhador.
Em março deste ano, o governo desconsidera a existência de milhões de trabalhadores devido aos critérios utilizados em relação ao que seriam trabalhadores empregados. De acordo com o governo, haveria oito milhões de “desempregados” e mais de 92 milhões de trabalhadores que “não fazem parte da força de trabalho”. Esses números são muito superiores (27 milhões a mais) aos 5,48 milhões e 69,27 milhões registrados respectivamente, no mês de abril do ano 2000.
O percentual da população em idade de trabalho teria caído, de acordo com o BLS, de 64,6% do total da população no ano 2000, para menos de 60%. Esse número é ainda mais baixo que os 60,6% registrados no início da Administração Obama.
De acordo com o BLS, existem nos Estados Unidos mais de 80 milhões famílias, das quais mais de 16 milhões não têm nenhum dos integrantes empregados.
Em relação às novas vagas de emprego adicionadas neste ano, na realidade se tratam de vagas precarizadas em sua maioria. Sete de cada oito dos “novos” empregos que foram adicionados à economia nos últimos seis anos são empregos de tempo parcial. Esse é um dos motivos que têm levado à queda vertiginosa dos ingressos. Mais de 60 milhões de pessoas dependem da ajuda do governo para sobreviver e quase 50 milhões recebem ajuda para comer.
Desemprego de mais de 22%
Os dados do BLS revelam que mais de 34 milhões de pessoas se encontram desempregadas, o que representa 22,5% da população economicamente ativa. Esse número não contabiliza os 60 milhões de norte-americanos que sobrevivem dos programas sociais do governo nem os trabalhadores que sobrevivem com trabalhos informais e de meio período, que os colocam por debaixo da linha oficial de pobreza.
O BLS só considera como trabalhadores de período parcial aqueles que, em algum momento, tiveram um emprego com 40 horas semanais e que, posteriormente, foram cortadas para menos de 34. Nesta situação se encontrariam quatro milhões de trabalhadores. Mas, na realidade, há nove milhões de trabalhadores de período parcial que são candidatos a empregos de período completo, e que não o têm porque não o acham.
O BLS não considera os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho, que demandariam aproximadamente 150.000 vagas adicionais por mês. A população carcerária também não é contabilizada, apesar de somar mais de três milhões de pessoas, porque é tratada como um negócio privatizado. Também não são considerados os trabalhadores que são obrigados a trabalhar por conta própria nem os trabalhadores aposentados de forma compulsória.
O reino do "sweat work"
A crise capitalista tem levado a fortes processos de terceirização e à migração de unidades produtivas para países onde a mão de obra é muito barata, como os países asiáticos e o México. Os remanescentes do parque industrial encontram-se em franca estagnação.
O chamado sweat work, trabalho por produção e sem direitos legais, tem crescido enormemente; aliás, é o que predomina. O sonho dos capitalistas norte-americanos é rebaixar os salários dos trabalhadores ao nível do Estado do Mississipi, onde a média é “apenas” 80% maior que a média dos salários dos trabalhadores industriais chineses. No último período, nem sequer os lucros do parque industrial direcionado à produção de armamentos e à indústria de segurança (o chamado complexo militar industrial) têm continuado crescendo em ritmo ascendente, apesar do direcionamento de mais de 60% dos gastos públicos para este setor. O único segmento da economia que está em alta é a exploração ultra-depredadora de petróleo e gás a partir do xisto, ao custo de estar convertendo o país num verdadeiro pântano explosivo, mas que agora, devido à queda dos preços da energia, foi colocado em xeque.
O crescente empobrecimento dos trabalhadores norte-americanos.
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De acordo com dados da agência governamental IRS, os 1% mais ricos detém mais riqueza que 90% da populaçãoFoto: Glenn Halog (CC BY-NC 2.0)
Mais de 50 milhões de norte-americanos dependem dos programas sociais do governo, tais como os bônus de alimentação e o seguro desemprego. Os participantes dos programas de alimentação do governo passaram de 26 milhões em 2007 e 40 milhões em 2010, para 50 milhões, ou 17% da população. Enquanto o governo, pressionado pelo ascenso da direita, prepara cortes dos fundos destinados aos programas sociais, segundo o Departamento de Agricultura mais de 20 milhões de pessoas adicionais precisariam da ajuda.
De acordo com o último censo, mais de 48 milhões de pessoas, ou 15% da população, vivem em situação de pobreza. Destas, 15,5 milhões seriam crianças, um aumento de 28% em relação ao ano 2000 e de 10% em relação a 2008. As cidades com as maiores taxas de pobreza seriam: Detroit (36,4%), Cleveland (35%), Buffalo (28,8%), Milwaukee (27,8%), St. Louis (26,7%), Miami (26,5%), Memphis (26,2%), Cincinnati (25,7%) e Philadelphia (25%).
A metodologia do censo usa os mesmos critérios estabelecidos em 1956, e deixa de lado componentes que têm se tornado críticos a partir da administração Ronald Reagan, na década de 1980, tais como os gastos com assistência médica, educação, transporte, cuidado com as crianças, e outros, devido à privatização generalizada dos serviços públicos. Segundo análise da Academia Nacional de Ciências, considerando alguns desses fatores, o número de pessoas pobres seria de 52.765.000, ou 17,3% da população, e o número de crianças pobres seria de 24%, ou 18,8 milhões.
De acordo com os resultados de um estudo feito pela Universidade de Columbia, publicado no jornal American Journal of Public Health, e que contempla o período de 1983 a 2007, mais de um milhão de mortes anuais podem ser atribuídas a causas relacionadas com o aumento da pobreza e as diferenças sociais, que têm se acentuado a partir de 2000.
A partir da promulgação do chamado Patriotic Act, no início da década passada, a população carcerária passou de 500.000 pessoas em 1980 para aproximadamente três milhões, em primeiro lugar por ter se tornado uma fonte de lucros por causa da privatização. Adicionalmente, existem quase 10 milhões de pessoas indiciadas nos EUA.
A maior concentração de renda da história
Nos últimos oito anos, a renda dos trabalhadores caiu mais de 20%, enquanto o custo de vida, nos últimos 25 anos, tem aumentado mais de 80%. A produtividade do trabalho aumentou 80% entre 1975 e 2010.
O endividamento tem se generalizado. Aos repasses frenéticos de recursos públicos para os grandes capitalistas se somam as dívidas das pessoas físicas, que se aproximam dos US$ 20 trilhões.
O valor médio das propriedades imobiliárias caiu 28%, desde 2008. Devido à ampla extensão que as hipotecas e os refinanciamentos tiveram, 20% das residências tem hoje valor zero ou negativo.
Mais de 35 milhões de pessoas não possuem acesso à saúde e 60% das falências de pessoas físicas têm como causa as contas médicas; 75% dessas bancarrotas são de pessoas que possuíam planos de saúde.
Enquanto 62 milhões de pessoas possuem renda igual a zero, um punhado de grandes capitalistas, segundo um estudo da empresa de consultoria Deloitte, possuíam, há dois anos, US$ 46 trilhões, dos quais aproximadamente US$ 6,3 trilhões seriam recursos não declarados em paraísos fiscais. O estudo apontou que, em 2020, esses valores deveriam aumentar para US$ 87,1 trilhões, além de US$ 100 trilhões não declarados.
De acordo com o The New York Times (artigo “Nossa República das Bananas”, de novembro de 2010), entre 1980 e 2005, 1% da população se apropriou de mais de 80% da riqueza, ajudados pelos fortes cortes de impostos promovidos pelos governos republicanos e mantidos pelos governos democratas. Com a acentuação dessa tendência a partir de 2005, os EUA tem uma distribuição da riqueza similar com a Nicarágua, a Venezuela e a Guiana.
Os salários dos diretores das grandes empresas aumentaram enormemente a partir da década de 1990. Somente em 2010, o aumento médio foi de 28%. Em 1980, o presidente de uma “multinacional” ganhava, em média, 48 vezes mais que um trabalhador médio; em 2001, 531 vezes.
De acordo com dados da agência governamental IRS (Serviço de Ingressos Internos), em 2009 apenas 0,076% da população teve ingressos acima de US$ 1 milhão, e somente 74 pessoas tiveram ingressos acima de US$ 50 milhões por ano, com uma média de US$ 91,2 milhões em 2008 e US$ 518,8 milhões em 2010. As 400 pessoas mais ricas do país têm a mesma riqueza que a metade da população (154 milhões de pessoas), e pagam 18% de impostos, contra 30% em 1995. Os 1% mais ricos detém mais riqueza que 90% da população.
Os impostos que as “multinacionais” pagavam, em 1955, representavam 27,3% (4,3% do PIB) dos ingressos federais, e apenas 8,9% (1,3% do PIB) em 2010.
Os cinco maiores monopólios petrolíferos, que tiveram US$ 70 bilhões de lucro no ano passado, recebem mais de US$ 10 bilhões de isenções fiscais por ano.
Mas os casos mais escandalosos pertencem ao setor financeiro. O ex-presidente do Goldman Sachs, Hank Paulson, tornou-se Secretário do Tesouro do governo Bush, e foi o responsável pela diminuição dos impostos para os ricos e a liberação dos megapacotes, que representaram trilhões de dólares de repasse aos bancos que quebraram em 2007-2008, entre outros. Em 2009, os repasses, promovidos principalmente por meio das isenções fiscais, somaram US$ 145 bilhões e, em 2010, US$ 149 bilhões. Os principais executivos do Goldman Sachs receberam bônus e compensações acima de US$ 60 milhões em 2010. O presidente do Citigroup, Vikram Pandit, US$ 200 milhões. O presidente do JP Morgan Chase recebeu US$ 90 milhões.
No setor da saúde, o ex-presidente da Cigna, H. Edward Hanway, recebeu um pacote de aposentadoria de US$ 110,9 milhões, e David Cordani, o seu sucessor, ganhou US$ 136,3 milhões em 2010. O presidente da Aetna, Ron Williams, ganhou US$ 72 milhões em 2010.
Não por acaso, o megaespeculador Warren Buffett declarou ao jornal The New York Times em 26 de novembro de 2006: “É verdade que há uma guerra de classes, mas é a minha classe, a classe dos ricos, que está fazendo essa guerra, e nós estamos ganhando”.
Em direção acelerada ao colapso da especulação financeira.
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O “cassino financeiro mundial” hoje movimenta em torno a 1 trilhão de dólares e se encontra montado em cima dos mecanismos financeiros ultra parasitários do dólarFoto: SueWaters (CC BY-SA 2.0)
A Guerra do Vietnã foi o ponto de aceleração do endividamento dos Estados Unidos. Em 1971, o presidente Richard Nixon aplicou o mega golpe que desconheceu os Acordos de Bretton Woods de 1944, que previa a paridade do dólar com o padrão ouro. O Tesouro Norte-americano passou a “imprimir” dinheiro em quantidades colossais. Era o fim dos Anos Dourados do capitalismo na fase imperialista, cujo motor foi a reconstrução do desastre provocado pela Segunda Guerra Mundial.
A dívida nunca mais foi paga, assim como aconteceu em todos os demais países. São emitidos títulos para pagar os serviços da dívida, taxas de juros e amortização. Esses títulos são vendidos para a Reserva Federal, o banco central norte-americano, e para os principais países exportadores. O Brasil, por exemplo, é o quarto maior detentor desses títulos podres chamados bonos de Tesouro dos Estados Unidos. Quando o governo tem problemas para garantir as datas de pagamentos, esses títulos são renegociados e trocados por novos títulos, numa operação conhecida como “roll over”. Os recursos assim obtidos são repassados para os grandes bancos, a taxas irrisórias, que os aplicam imediatamente na especulação financeira. Esses títulos são qualificados pelas agências qualificadoras de risco, que são controladas pelos monopólios, com a maior nota possível porque, supostamente, oferecem a “maior segurança” para a criação de mais dívidas!
De acordo com o BIS (Bank of International Settlements) esses papéis podres seriam o “Capital Nível 1”, a garantia de crédito de quem os possui.
Essa operação fraudulenta está ligada aos chamados petrodólares, o acordo por meio do qual o grosso das vendas de petróleo é realizada em dólares norte-americanos. Mas conforme a crise capitalista se aprofunda, os mecanismos de controle apresentam rachaduras. A Arábia Saudita, que é o um dos principais pilares dessa operação, começou a comercializar com a China em moedas locais. É a política do “salve-se quem puder”.
Um cassino financeiro a serviço dos capitalistas
O grosso da economia capitalista é composto pela especulação financeira. Um gigantesco volume de capitais fictícios, que não encontram aplicação na produção, são direcionados para esse tipo de operações. O mundo foi transformado numa espécie de casino, onde os apostadores são sustentados e resgatados pelo estado. A política do TBTF (Too Big To Fall ou Muito Grande Para Falir) direcionou trilhões para os monopólios que faliram a partir de 2007. De acordo com um relatório de uma das comissões do Congresso norte-americano, somente entre 2007 e 2010, foram direcionados para o resgate dos monopólios US$ 16 trilhões.
Para o próximo período está colocado um novo colapso capitalista em proporções ainda maiores que o colapso de 2008. Os mecanismos especulativos deverão colapsar de maneira estrondosa. Os estados burgueses, que se hiperendividaram nos resgates dos últimos oito anos, agora terão muito maior dificuldade para resgatar os monopólios em bancarrota, os TBTF.
A “saída” será aumentar a velocidade da “maquininha de dinheiro” e passar a conta para os trabalhadores. Por esses motivos, a tendência é à hiperinflação e não à deflação conforme a propaganda da imprensa imperialista tenta enganar os incautos. A deflação é um fenômeno próprio da época em que o padrão ouro impedia emissões extraordinárias de papel moeda. Os bancos centrais imperialistas já esgotaram o “arsenal” monetarista para lidar com a crise. As mesmas receitas, que fracassaram estão sendo repetidas em outros países. Por exemplo, o chamado “quantitative easing” (ou alívio quantitativo), que fracassou nos Estados Unidos de maneira estrondosa, agora está sendo aplicado na Europa. O último “instrumento”, do qual se está abusando até os extremos, é o chamado ZIRP (Zero Interest Rate Policy ou Política de Taxa de Juros Zero), que implica em entregar para os grandes bancos quanto dinheiro eles quiserem a taxas de juros zero. Lembrando que todos os monopólios possuem divisões financeiras que, em quase todos os casos, são a principal fonte dos lucros. Essas políticas são hiperinflacionárias.
As tendências centrípetas têm aumentado por causa do enfraquecimento dos mecanismos de controle imperialistas. Os novos bancos dos BRICS e de Investimentos de Infraestrutura da Ásia foram colocados em pé por fora do controle do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, que são controlados pelos Estados Unidos. Do segundo participam as principais potências europeias, inclusive a Inglaterra, apesar de ter sido impulsionado pelos chineses, o que revela o grau de enfraquecimento dos controle dos Estados Unidos. A Inglaterra monopoliza, junto com os Estados Unidos, o grosso da especulação financeira.
A bancarrota do dólar geraria enormes problemas para manter funcionando os fraudulentos mecanismos da dívida pública norte-americana que hoje acumula mais de US$ 18 trilhões. A dificuldade para repassar parte da própria inflação para o mundo geraria a necessidade de acelerar a “maquininha” em casa. A inflação dispararia. As reservas soberanas em dólar se tornaria pó em todo o mundo. E segundo disse o dirigente da Revolução Russa, Vladimir I. Lenin, não existe nada mais revolucionário que a inflação.
O “cassino financeiro mundial” hoje movimenta em torno a 1 trilhão de dólares e se encontra montado em cima dos mecanismos financeiros ultra parasitários do dólar. O colapso do dólar implicaria no colapso dos derivativos financeiros, que deixaria rombos colossais em todas as grandes empresas.
Alejandro Acosta é cientista social, colaborador do Diário Liberdade( fonte ) e escreve para seu blog pessoal.

PORQUE É QUE A DIREITA INSISTE QUE GANHOU AS ELEIÇÕES, E DEVE FORMAR GOVERNO?



Simples, porque para a direita os votos e os deputados dos partidos à esquerda do PS, no caso PCP e BE, não contam para a formação dos governos do país.

É a aplicação na sua forma extrema da velha teoria do "arco da governabilidade" que, sem qualquer suporte constitucional ou legal, PSD, CDS e Cavaco Silva querem impor contra a maioria politica saída das eleições de 4 de Outubro.

Nesta versão radical da teoria do "arco da governabilidade" os votos no PCP e no BE são votos de 2ª classe (como os do Povo nos Estados Gerais antes da Revolução Francesa).

Votos de 2ª classe que, na visão antidemocrática dos partidos da direita e de Cavaco Silva, ainda que sirvam para eleger deputados para a AR, em nada podem contar para a constituição do governo do país.


 aessenciadapolvora.blogspot.pt

Afastar do governo PSD e CDS é um imperativo da maioria do povo português







VÍDEO









Afastar do governo PSD e CDS é um imperativo da maioria do povo português

Num comício em Lisboa com largas centenas de participantes, Jerónimo de Sousa afirmou que "Afastar do governo PSD e CDS corresponde a um imperativo para fazer respeitar a vontade da maioria do povo português. É a essa aspiração que o PCP procurará sem hesitação corresponder" a que acrescentou que "seja qual for a circunstância e a evolução da situação (...) os votos dos deputados do PCP contribuirão sempre para todas as medidas que forem úteis para os trabalhadores, o povo e o País e opor-se-ão a tudo o que signifique mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional."
Acabámos de sair de uma importante batalha eleitoral para a Assembleia da República que mobilizou muitas das nossas energias e mostrou não só um Partido vivo e actuante, mas também um grande envolvimento e esforço de milhares de activistas da CDU.
Realizámos uma notável campanha eleitoral, com uma grande participação popular que se projecta para além das eleições e isso deveu-se à sua entusiástica entrega e dedicação.
A todos, militantes comunistas, dos Verdes, da Intervenção Democrática, aos independentes, à JCP e à juventude CDU, às pessoas que de qualquer forma expressaram o seu apoio à CDU e ao seu projecto, as nossas cordiais saudações e o nosso reconhecimento.
Uma importante batalha eleitoral que se saldou por um novo avanço no reforço político e eleitoral da CDU e por uma derrota da coligação PSD/CDS com as perdas da sua maioria absoluta e das condições, de por si só, continuar a sua política e a sua ofensiva contra os interesses e condições de vida dos trabalhadores e do povo no governo do País.
E se a continuação do progresso eleitoral da CDU é um facto significativo que nada pode desmentir, o outro facto, e com reflexos imediatos na evolução da situação nacional, é a alteração verificada que colocou numa situação de força minoritária a coligação dos partidos que suportaram o anterior governo.
Sim, uma grande e significativa resultante destas eleições, é esta importante alteração com a consequente perda da legitimidade política para formar governo da anterior maioria PSD/CDS. Este é, sem dúvida, o facto mais saliente da nova realidade política saída destas eleições que se traduz numa efectiva derrota da coligação PSD/CDS. Derrota que não pode ser iludida por construções fantasiosas de supostos vencedores criadas pelos próprios e pelos comentadores de serviço e ao serviço da política que serve o grande capital e os seus grupos económicos.
O resultado da coligação PSD/CDS – traduzida na segunda mais baixa votação de sempre e na perda de mais de 700 mil votos - deitou por terra a sua ambição de poder vir a renovar a sua maioria absoluta.
A clara derrota de PSD/CDS é inseparável da luta e combate que os trabalhadores e o povo travaram contra a política de declínio económico e retrocesso social.
E essa é já uma vitória da grande maioria do nosso povo que não pode ser defraudada. PSD e CDS não têm hoje condições para, sem a conivência de terceiros, impor a continuação da sua política de ruína e empobrecimento nacional.
Esta não foi uma batalha fácil para a CDU que de forma consequente se bate pela ruptura com a política de direita e pela afirmação de uma política alternativa patriótica e de esquerda e que apenas pode contar com as suas próprias forças.
Esta foi uma campanha construída a pulso militante, conquistando décima a décima, voto a voto o seu resultado, num quadro mediático globalmente discriminatório, e sob o fogo de uma intensa campanha ideológica e de condicionamento eleitoral, de chantagem e medo.
Chegámos onde chegámos – um resultado positivo traduzido em mais votos, maior expressão eleitoral e mais deputados, porque somos um grande Partido e a CDU é uma grande força capaz de, com a acção do seu grande colectivo militante e activista, romper o cerco das propositadas omissões, das intencionais filtragens da mensagem, do matraquear sistemático do lugar-comum, da estigmatização deliberada e metodicamente pensada, da bipolarização. Chegámos onde chegámos porque transportamos connosco um inapagável património de verdade e seriedade, um reconhecido percurso de ligação aos trabalhadores e de enraizamento popular construídos em anos de intervenção coerente em defesa dos seus interesses e aspirações.
O resultado da CDU - traduzido na eleição de 17 deputados, numa expressão eleitoral de 8,27% e na obtenção de 444.319 votos é o melhor resultado que a Coligação Democrática Unitária obteve desde 1999, confirmando o crescente apoio e confiança dos trabalhadores e do povo à CDU.
Um resultado que pela sua evolução positiva não está dependente de uma qualquer manobra de favorecimento mediático momentâneo, mas está alicerçado num percurso de intervenção em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo.
Neste momento, mais uma vez, reafirmamos que os deputados eleitos pela CDU, haja o que houver, venha o que vier, contarão sempre para a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do país.
A forte penalização imposta pelos portugueses à coligação PSD/CDS e à política que prosseguiu o seu governo que afundou ainda mais o País, agravou a dependência externa e atacou direitos dos trabalhadores e do povo, que promoveu a desestabilização do regime democrático, não pode deixar de ter consequências políticas e institucionais.
É inadmissível que, perante a segunda maior derrota eleitoral de sempre dos dois partidos e ignorando a condenação política que sofreram, o Presidente da República, à margem das regras da Constituição, queira forçar e impor a renovação de um Governo PSD/CDS com o objectivo explícito de garantir e assegurar a continuação dos eixos essenciais da política de desastre nacional dos últimos anos.
A parcialidade partidária da acção e do comprometimento do Presidente da República com a política de direita, tornou-se ainda mais evidente.
É bom que se lembre que o que conta verdadeiramente e determina as soluções para a governação são as maiorias que se formam na Assembleia da República e dão suporte a um governo e não o partido com mais votos. Da parte do PCP, já dissemos claramente e agora tornamos a reafirmar que: apresentaremos uma moção de rejeição do programa de um governo PSD/CDS, caso este venha a ser presente na Assembleia da República.
Os resultados eleitorais expressaram claramente não apenas a condenação do governo e da sua política, mas também a aspiração a uma política que dê resposta aos problemas concretos dos trabalhadores e do povo e do País. A composição da Assembleia da República, com o PSD e CDS em minoria, permite uma base para outras soluções governativas. O que nestas circunstâncias seria inaceitável é que se desperdiçasse tal oportunidade.
Da parte do PCP, dissemos antes e reafirmamos agora: estamos preparados e prontos para assumir todas as responsabilidades, incluindo governativas, necessárias à concretização de uma política que rompa com o rumo que arrastou o País para a actual situação e que corresponda ao projecto da Constituição da República Portuguesa.
Isso significa, dando igualmente expressão à vontade popular que as soluções a considerar não se confinam à composição do governo, mas comportam a necessidade de uma política de defesa do emprego, dos salários, das pensões, do acesso à saúde e à educação, do desenvolvimento e da soberania.
Uma política de resposta aos anseios e às necessidades dos trabalhadores, do povo e do País.
Uma política que assuma e concretize:
- a valorização dos salários, designadamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros no início de 2016, e do valor real das pensões de reforma;
- o combate à precariedade, designadamente com alterações à legislação laboral e a aprovação de um Plano Nacional de Combate à Precariedade;
- a reposição dos direitos na legislação do trabalho, designadamente de valorização da contratação colectiva;
- a reposição dos salários, pensões, feriados e outros direitos cortados, nomeadamente dos complementos de reforma;
- uma política fiscal justa que tribute fortemente os grupos económicos e financeiros e alivie os impostos sobre os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os micro, pequenos e médios empresários e o povo;
- o reforço e diversificação do financiamento da Segurança Social e a garantia dos apoios sociais, designadamente do abono de família, subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego;
- a contratação de médicos, enfermeiros de família e outros profissionais para o SNS, a reposição do transporte de doentes não urgentes e a eliminação das taxas moderadoras;
- a reversão dos processos de concessão, subconcessão e privatização, designadamente das empresas de transportes;
- a revogação da recente alteração à Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.
É por uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo que assegure melhores condições de vida, promova o crescimento económico e o emprego e combata as desigualdades e injustiças socias que nos batemos, neste momento que se discute o futuro da governação do País.
Esta política implica a consideração de instrumentos essenciais para garantir tal política alternativa, nomeadamente medidas que assegurem o controlo público de sectores estratégicos, a indispensável renegociação da dívida como condição para o desenvolvimento do País ou a resposta a outros constrangimentos externos.
É em nome da inversão e abandono das políticas de exploração e empobrecimento e da garantia de uma vida melhor para o nosso povo que insistimos na importância de discutir o conteúdo das políticas, apesar de sabermos que o programa do PS não responde à aspiração de ruptura com a política de direita.
Afastar do governo do País PSD e CDS corresponde a um imperativo para fazer respeitar a vontade da maioria do povo português e a sua clara expressão de condenação da coligação. É a essa aspiração que o PCP procurará sem hesitação corresponder.
No quadro da Constituição da República e tendo presente a correlação de forças existente na Assembleia da República, o PS só não forma governo se não quiser.
Mesmo num quadro em que o PS insista no seu programa, e que não seja fácil encontrar uma convergência sobre um programa de governo, nem assim se pode concluir que a solução seja um Governo do PSD/CDS.
Mesmo nessas circunstâncias continua a haver margem para soluções governativas que não permitam que PSD e CDS prossigam a sua política de ruína nacional.
Dissemo-lo já e repetimo-lo, o PCP rejeitará qualquer solução que proponha um Governo PSD/CDS e contribuirá para derrotar qualquer iniciativa que vise impedir a formação e a entrada em funções de uma outra solução governativa.
Quando o PS dá a iniciativa ao PSD/CDS, como foi patente no seu encontro de hoje, o que se coloca perante a situação que está criada é saber se o PS escolhe entre dar aval e apoio à formação de um governo do PSD/CDS ou tomar a iniciativa de formar um Governo que tem garantidas condições para a sua formação e entrada em funções.
Mas seja qual for a circunstância e a evolução da situação há uma coisa que os portugueses podem ter como garantida: os votos dos deputados do PCP contribuirão sempre para todas as medidas que forem úteis para os trabalhadores, o povo e o País e opor-se-ão a tudo o que signifique mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional.
Daqui declaramos a todos os trabalhadores que passam por situações difíceis que podem contar com a nossa intervenção na defesa dos seus direitos e condições de vida. Será assim na defesa dos seus interesses gerais. Será assim na defesa dos seus interesses concretos, como são já os casos dos trabalhadores despedidos da Somague e da Unicer. Esperaram, coniventes com o anterior governo, que passassem as eleições e aí estão, como prevíamos e alertámos, a pôr em marcha a sua ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e o seu direito ao trabalho. Os tempos que temos pela frente são tempos de exigência, mas também de confiança na luta de muitos milhões de portugueses. Dessa luta que permitiu assegurar importantes reivindicações dos trabalhadores, bem patente na vitória alcançada de reposição das 35 horas pelos trabalhadores da Administração Local com a recente decisão do Tribunal Constitucional. Mais de dois anos de luta que se saldaram numa derrota do governo do PSD/CDS e também da sua pretensão de pôr em causa a autonomia do Poder Local.
Dessa luta que nos trouxe até aqui e permitiu colocar o PSD e CDS em minoria e sua condenação. Dessa luta que não vai faltar e estará presente enquanto prosseguir a política de exploração e empobrecimento, os graves problemas económicos e os actuais flagelos sociais que persistem do desemprego, da precariedade, do roubo nos salários, dos direitos laborais e sociais. Dessa luta da classe operária, dos trabalhadores e do povo que desempenhou e desempenha um papel central na resistência à ofensiva do grande capital e do poder político ao seu serviço e assegurar o objectivo central da derrota da política de direita e da concretização de uma política patriótica e de esquerda. Dessa luta que é necessário reforçar e desenvolver para fazer frente à ofensiva patronal e assegurar as reivindicações que garantam uma vida melhor!
Dessa luta que contou com a força e o papel do movimento sindical unitário, da CGTP-IN, a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, que daqui saudamos quando se assinala o seu 45.º aniversário.
Nestes tempos de injustiça e incerteza, os trabalhadores, a juventude, o povo português, podem contar com o Partido Comunista Português, certos de que nós daremos uma renovada força à perspetiva de um Portugal com futuro!
Desiludam-se aqueles que escondendo, silenciando e omitindo as soluções que temos e defendemos para o País nos desencorajam e desanimam no combate que estamos a travar pela afirmação e exigência de uma política alternativa e desta força necessária e insubstituível.
Não nos desencorajarão, antes nos incentivarão a dar mais força à nossa firme determinação de travar esse combate!
Está aí uma nova batalha – as eleições para a Presidência da República de 2016 - que assumem uma grande importância no quadro da actual situação do País e quando pesam sobre o regime democrático velhas e novas ameaças.
A política de direita é uma política contra a Constituição que se tem desenvolvido na base da sua sistemática violação, como ainda agora verificámos pela mão do actual Presidente da República de desrespeito a normas elementares de funcionamento institucional a cujo respeito estão obrigados os órgãos de soberania.
Estas são eleições cujo resultado, pelo que implicam sobre opções e orientações do órgão de soberania Presidente da República, exercerá uma influência muito significativa na criação, consolidação e aprofundamento de condições para a defesa dos valores de Abril e da Constituição e para a afirmação de um Portugal soberano e independente.
Esta é, portanto, uma batalha importantíssima, em que o PCP assume que é seu dever, indeclinável e impreterível, intervir com a exigência de defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
Uma intervenção que tem como grande objectivo contribuir para assegurar na Presidência da República o efectivo respeito pelo juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.
Ontem, dando seguimento a uma decisão do Comité Central do nosso Partido, foi tornada pública a candidatura à Presidência da República do camarada Edgar Silva, membro do Comité Central e deputado do PCP na Assembleia Legislativa Regional da Madeira.
Trata-se de uma candidatura que tem como objectivo dar expressão às suas próprias ideias e modelo das funções e papel do Presidente da República e do exercício da sua magistratura.
Uma candidatura para intervir e contribuir para que seja assegurada na Presidência da República uma intervenção comprometida com o respeito, cumprimento e defesa da Constituição da República, liberta dos interesses e posicionamentos do grande capital, das imposições do poder económico e dos ditames e constrangimentos estranhos ao interesse nacional.
Uma candidatura dirigida a todos os democratas e patriotas, ao povo português, que assume como objectivo dar expressão às suas preocupações e anseios.
Uma candidatura, verdadeiramente coerente e combativa, vinculada aos valores de Abril, e de justiça social, identificada com os interesses dos trabalhadores e do povo, animada por uma profunda convicção e confiança num Portugal desenvolvido e soberano e que afirma a independência nacional como valor inalienável.
A eleição para Presidente da República, tendo características próprias e dando expressão a um projecto de exercício de funções de um órgão de soberania unipessoal, não está desinserida dessa vasta e prestigiada acção colectiva, dos comunistas, dos democratas e patriotas, dos trabalhadores e do povo, pela ruptura com a política de direita, por uma política patriótica e de esquerda.
Quando nestes dias em que o quadro das eleições presidenciais com confirmações e anúncios assume contornos mais definidos, a candidatura de Edgar Silva a Presidente da República, a partir da apresentação da sua Declaração de Candidatura, a 15 de Outubro, em Lisboa, irá inscrever nos seus objectivos e concretizar a construção de uma ampla campanha de esclarecimento e mobilização para o voto.
Esta é uma tarefa que está colocada ao conjunto de organizações e militantes do Partido, a todos os democratas e patriotas, e para a qual serão concentradas a vontade, a determinação, as energias e esforços indispensáveis à sua afirmação e ao alargamento do apoio à candidatura e aos seus objectivos.
Candidatura para assumirmos de corpo inteiro pela afirmação de um projecto de futuro para Portugal e para travar um firme e decidido combate pela imperiosa necessidade de contribuir para inverter o curso político que têm conduzido o País à crise e ao atraso.
Defender o regime democrático consagrado na Constituição e fortalecer as suas raízes na sociedade portuguesa é projectar no nosso próximo futuro os valores de Abril e o seu horizonte de liberdade, de igualdade e justiça social, de fraternidade, de participação política, de independência e soberania nacionais.
Esta é uma nova tarefa e um novo desafio que temos pela frente!
Vivemos tempos que reclamam muita firmeza ideológica, muita força, disponibilidade revolucionária, muita capacidade de organização e um Partido Comunista forte, determinado e convicto.
São grandes e exigentes as tarefas que a actual situação coloca ao PCP. A este Partido necessário e indispensável para mudar o rumo do País. Partido necessário e indispensável que se impõe reforçar, porque do seu reforço não só dependerá a garantia da defesa dos interesses dos trabalhadores e dos interesses populares, mas o êxito da tarefa da construção em Portugal de uma alternativa política e de uma política patriótica e de esquerda ao serviço dos trabalhadores do povo e do País.
Um reforço que tem na campanha que acaba de ser lançada com objectivos específicos de concretização da Resolução “Mais organização, mais intervenção, maior influência – um PCP mais forte”, a desenvolver até final de 2016.
Num momento tão difícil na vida do nosso povo, esse reforço a todos os níveis, é essencial, a par de uma intervenção diversificada e de uma pronta iniciativa política, nomeadamente na Assembleia da República, do desenvolvimento da luta de massas e da preparação das eleições presidenciais.
Essencial porque o PCP é decisivo na defesa do regime democrático, da liberdade e da democracia, como Partido garante da soberania e independência nacionais, como Partido de defesa dos direitos e condições de vida, preparado e pronto para impulsionar a resistência e a luta, preparado e pronto para prosseguir uma obra notável e sem paralelo nas autarquias ao serviço das populações, preparado e pronto para uma intervenção activa na Assembleia da República e no governo para construir um Portugal com futuro.
Temos um Partido como nenhum outro, com uma história, força, valores e projecto sem igual. Um Partido que está firme no seu ideal que nos guia. Um Partido que afirma e reafirma a sua natureza e identidade comunista na concretização de uma política patriótica e de esquerda, em ruptura com a política de direita, por uma democracia avançada, por uma sociedade nova, liberta da exploração e da opressão - o socialismo e o comunismo.
Um Partido que trabalha, intervem e luta a partir da realidade concreta, deste povo e deste País concretos, nunca perdendo de vista a linha de horizonte a que nos propomos chegar!
Eis pois um tempo que não é de atentismo e expectativa! É antes tempo de iniciativa e acção!

ANCARA - TURQUIA - MOMENTO DAS DUAS EXPLOSÕES




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JÁ FORAM DETECTADAS MUITAS IRREGULARIDADES - DOMINGO PASSADO DUAS ELEITORAS FORAM IMPEDIDAS DE VOTAR, ALGUÉM JÁ TINHA DESCARREGADO O VOTO




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AS OBRAS DE ARTE MAIS FAMOSAS DO MUNDO

A arte tem inspirado o mundo desde os primórdios dos tempos. Artistas como Van Gogh, Picasso, Vermeer, Renoir, Da Vinci e Monet foram além da técnica, eles inspiraram o mundo com suas obras que marcaram a arte, a cultura e a história. Confira a lista das obras de arte mais famosas do mundo.
Mona Lisa de Leonardo Da Vinci 

Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, 1503–1517 Também conhecida como A Gioconda (em italiano, La Gioconda, "a sorridente"), é a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, um dos mais eminentes homens do Renascimento italiano. O seu sorriso restrito é muito sedutor, mesmo que um pouco conservador. O seu corpo representa o padrão de beleza da mulher na época de Leonardo. Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos.
Luncheon of the Boating Party por Pierre Auguste Renoir Luncheon of the Boating Party, Pierre Auguste Renoir, 1881 A pintura retrata um grupo de amigos de Renoir relaxando em uma varanda ao longo do rio Sena. Nesta pintura Renoir conquistou a alegria da classe média do final do século 19 na França, é uma pintura viva que traz felicidade e emoção para qualquer sala.
Starry Night de Vincent Van Gogh Starry Night, de Vincent Van Gogh, 1889 É uma das mais conhecidas pinturas do artista holandês pós-impressionista Vincent van Gogh. Foi criada por Van Gogh aos 37 anos, enquanto esteve em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890). A obra atualmente encontra-se na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. O quadro, chamado "A Noite Estrelada", em Português, foi pintado a partir da memória do artista.
O Beijo de Gustav Klimt. O Beijo, de Gustav Klimt, 1909 Este quadro é uma das obras mais conhecidas do austríaco Klimt, graças a um elevado número de reproduções. A obra pertence ao período designado de fase dourada da criação do autor e é representada por sinais característicos biológicos e psicológicos do sexo - as formas estão definidas por ornamentos retangulares (masculina) e arredondados (feminina).
Dora Maar com gato de Pablo Picasso Dora Maar com gato, de Pablo Picasso, 1941 Dora Marr, amante de Picasso, numa cadeira com um pequeno gato sobre os ombros, foi pintado em 1941, durante a invasão nazi na França. Este foi um dos muitos retratos que o artista lhe dedicou. Com 29 anos de idade (26 anos mais nova do que Picasso), Dora esteve com ele por mais de uma década.
Woman with a Parasol - Claude Monet Woman with a Parasol, Claude Monet, 1875 O Passeio, Mulher com Sombrinha (1875), também conhecido como Madame Monet e o Filho, ou ainda como Camille e Jean na Colina, está entre os quadros mais famosos do pintor impressionista. Esta obra pertence a uma série de pinturas de Monet durante os Verões 1875 e 1876 e que representam o jardim da sua nova casa em Argenteuil e campos cobertos de papoilas perto de Colombes e Gennevilliers.
The Scream de Edvard Munch O Grito, de Edvard Munch, 1893 O Grito (no original Skrik) é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch, a mais célebre das quais datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O plano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci.
Retrato do artista sem barba de Vincent Van Gogh Retrato do artista sem barba, de Vincent Van Gogh, 1889 Os auto-retratos sempre foram uma constante de Van Gogh. Existem inúmeros quadros imortalizados pelo artista com a sua imagem. Este data de finais de Setembro de 1889 e foi pintado logo após ter feito a barba. Nesse mesmo ano, cortou parte da orelha numa das suas manifestações de grave depressão, que o levaria a suicidar-se mais tarde.
No. 5 - 1948 de Jackson Pollock No.5, de Jackson Pollock, 1948 Esta pintura de Jackson Pollock é o quadro mais caro da história. O pintor americano terminou-o em 1948. Pollock ficou conhecido pelas suas influências no movimento do expressionismo abstracto.
Garota com brinco de pérola de Jan Vermeer Garota com brinco de pérola, de Jan Vermeer, cerca de 1665 é uma das obras-primas do pintor holandês Johannes Vermeer. Como o seu nome indica, é utilizado um brinco de pérola como ponto focal. A pintura está no Mauritshuis de Haia. É muitas vezes referido como "a Mona Lisa do Norte" ou "a Mona Lisa holandesa".
Cafe Terrace at Night Van Gogh Cafe Terrace at Night, de Vincent Van Gogh, 1888 É uma das mais famosas obras do pintor holandês. A tela foi finalizada em setembro de 1888, sete meses após a chegada de Vincent à cidade de Arles, no sul da França, vindo de Paris. Ainda hoje o café da pintura pode ser encontrado no mesmo Local, sob o nome de “Café Van Gogh”. No início dos anos 90, sua fachada foi pintada em tons de verde e amarelo, aproximando-a da forma com que é vista no quadro.
A Persistencia da Memoria de Salvador Dali A Persistência da Memória, de Salvador Dali, 1931 Como um desafio à nossa concepção de existência, o artista utiliza uma teoria de Albert Einstein, a Teoria Geral da Relatividade, que diz que o tempo se curva sob a gravidade. É isso que os relógios representam.
Retrato do Dr. Gachet de Vincent Van Gogh Retrato do Dr. Gachet, de Vincent Van Gogh, 1890 O Dr. Gachet foi quem cuidou de Van Gogh nos seus últimos meses de vida. O pintor dedicou-lhe dois retratos. Ambos o mostram na mesma posição: sentado numa mesa e inclinando a cabeça sobre o braço direito. Variam nas cores, sendo que este foi realizado com tons mais claros. É o quadro mais caro do artista até hoje: 82,5 milhões de dólares (136,1 milhões ao valor atual do dólar).


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