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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Inspeções fecharam 52 lares e cobraram 16 milhões em multas


Nos primeiros sete meses do ano, realizaram-se 892 ações de fiscalização a equipamentos sociais, das quais 337 a lares de idosos.
 
ARQUIVO/JN

Destas últimas, resultaram 52 encerramentos, sendo nove urgentes. Se tivermos em conta que, de janeiro a dezembro de 2014, realizaram-se 643 inspeções e 83 encerramentos, então, podemos concluir que até ao final de 2015 estes números poderão ultrapassar os do ano passado.
Segundo o Instituto da Segurança Social (ISS), "regra geral, os motivos que levam aos encerramentos prendem-se com alvarás, instalações, certificado de condições de segurança do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil, certificado de vistoria higienossanitárias, licença de utilização das instalações", entre outros. Regra geral, a maioria dos lares encerrados são os clandestinos
.

VÍDEO - 5 MINUTOS HISTÓRICOS NESTE VÍDEO DA ENTRADA DOS RUSSOS EM BERLIM - 1945























VÍDEO



O MANHOSO


O Bilderberg aposta neste ‘cavalo’ no xadrez eleitoral às presidenciais.


O manhoso foi à Festa levando as televisões a reboque. Os manhosos estão para as televisões como o mel ou qualquer porcaria para as moscas. Perguntaram-lhe se não estaria a fazer campanha para as presidenciais, e muito naturalmente negou tal propósito, embora na própria questão e na esperada resposta a intenção estivesse implícita. O Professor disse que o seu propósito estava em melhor conhecer a Festa para a poder comentar. E assim, descontraído de boné ribatejano e todos os artifícios necessários para desbloquear antipatias e afastar qualquer ligação a quem o esteve para crismar e mandava prender e torturar os comunistas, por lá andou e de lá se foi.
Esperei pelos anunciados comentários na sua arenga dominical, e ao contrário do que é comum, antes de tecer os esperados comentários à Festa do Avante, repetiram algumas das imagens da visita do Professor que mais uma vez promovido, se limitou a afirmar que havia lá estado.
   
Eles sabem-na toda.

NOS 30 ANOS DO MULTIBANCO - No seu blog umoutroparadigma, Guilherme Fonseca-Statter publica um texto que, com enorme oportunidade e rigor histórico, trata dos 30 anos do multibanco que a comunicação social relevou.

De regresso, após três dias “de FESTA” (num”outro mundo” dentro deste em que vivemos e contra que lutamos), reabriu-se o “estabelecimento”. 
Havia leituras em lista de espera e, entre elas, uma por que se começou e que incitou a transcrição. No seu blog umoutroparadigma, Guilherme Fonseca-Statter publica um texto que, com enorme oportunidade e rigor histórico, trata dos 30 anos do multibanco que a comunicação social relevou. Aqui se deixa o que é um importante testemunho (que ainda melhor seria se a modéstia de Guilherme Fonseca-Statter não tivesse calado o seu papel nesse acontecimento técnico na verdade significativo:      


A Propósito dos 30 Anos do Multibanco

Dizem nos jornais que passaram agora 30 anos desde o arranque do sistema Multibanco, o qual é usualmente considerado único no mundo pela variedade das suas múltiplas funções. Não se trata apenas de um grande agregado de máquinas de distribuição de dinheiro contra a apresentação de cartões de crédito ou de cartões de débito. É, de facto, muito mais do que isso.
«Há 30 anos que o MULTIBANCO “Movimenta a Vida” dos portugueses com toda a comodidade, segurança e fiabilidade. Só no passado mês de Julho, a Rede MULTIBANCO atingiu um novo recorde mensal alcançando um total de 210 milhões de operações processadas. Mas já imaginou como seria sem o MULTIBANCO? Se não existisse a Rede MULTIBANCO, não seria possível fazer acções tão simples como pagar a água à meia noite ou emitir uma licença de caça ao sábado de manhã. Teríamos de esperar horas em filas para comprar um bilhete de comboio em vez de o fazer sentados no sofá em casa, por exemplo. Ou teríamos de andar com a carteira com moedas para pagar as portagens, em vez de o fazer com o cartão. O MULTIBANCO é, sem dúvida, uma Marca que já faz parte da vida dos portugueses, facilitando as atividades do dia-a-dia».(Do sítio da SIBS)
A esse respeito tenho dito em diversas ocasiões que essa característica (de ser muito mais do que um conjunto de máquinas de distribuição de dinheiro…) e por muito estranho que isso possa parecer a muitos espíritos bem pensantes, se deve ao chamado período do «gonçalvismo»Isso por causa da nacionalização da banca. Entretanto e a esse respeito convém lembrar a «tensão dialéctica» que se desenvolve de modo permanente entre a concorrência e a cooperação entre os diversos agentes económicos, sempre em busca de novas oportunidades de negócio. O mesmo acontece entre os bancos. Entregues a si mesmos procuram ao mesmo tempo, ainda que de modos distintos, cooperar no que diz respeito a conluios para manipular taxas de juros, por exemplo, mas também concorrer pelo dinheiro de todos e quaisquer potenciais depositantes e de pedidos de crédito.
Para caracterizar devidamente o sistema Multibanco são precisas algumas advertências preliminares. Em primeiro lugar, no universo das actividades bancárias ditas de retalho, é conveniente não confundir coisas e funções diferentes umas das outras. Por exemplo convém não confundir cartões de débito com cartões de crédito, duas formas distintas (ainda que complementares) de dinheiro plástico. Em segundo lugar convém não confundir, por um lado, muitos ATM’s (ou caixas automáticos) com, por outro lado, um sistema integrado de máquinas e programas que propiciem múltiplas funções monetárias. Em terceiro lugar convém não confundir um sistema integrado de terminais em rede (para proporcionar as referidas funções monetárias), com os múltiplos serviços de cariz mais ou menos similar (mas nem sempre…) disponíveis na rede global «internet».
De facto a informatização de todas as actividades económicas e das actividades financeiras em particular tem permitido o desenvolvimento de sistemas de registo e controle de informação que, até há poucas décadas atrás, poucos de nós imaginávamos. No caso do sistema Multibanco, por exemplo, quando o mesmo foi proposto duvido que os mentores iniciais tivessem à partida uma ideia de que «aquilo» se pudesse vir a transformar no sistema que temos hoje (ViaVerde, Impostos, transferências entre contas, pagamento de facturas, licenças de pesca e etc…)
Entretanto, e por um daqueles acasos da pequena história do planeta, caiu em sorte a este escriba o estar lá (na empresa multinacional de informática) no lugar certo e no momento adequado para estar bem no centro de um processo então em fase de arranque embrionário. «Proposal Team Leader» seria a designação (que veio mais tarde, no jargão empresarial) que então caberia a este escriba na elaboração do estudo técnico-comercial que deu origem à elaboração da proposta técnico-comercial (também de sua co-responsabilidade) que veio a dar origem ao Multibanco. Muito prosaicamente, poderá dizer-se que este comentador foi quem (juntamente com mais dois colegas) fez a venda do sistema multibanco.
A quem procure informar-se, não parece fácil encontrar as raízes do sistema Multibanco, quando o próprio sítio «internético» da SIBS (proprietária e gestora do sistema) não fornece a esse respeito qualquer informação. Algo de estranho se considerarmos que a maioria dos sítios disponíveis de muitas outras instituições financeiras por esse mundo fora fazem questão de mostrar as suas origens. Se eu fosse dado a «teorias da conspiração» suspeitaria que alguém parece ter vergonha das suas origens «revolucionárias». 
A respeito das raízes históricas do Multibanco e da SIBS o mais que consegui, na pesquisa rudimentar a que pude proceder, para complementar memórias pessoais, foram alguns elementos que passo a elencar.
Para além de uma breve referência à história da introdução de cartões de crédito em Portugal (tal como assinalei acima, convém não confundir…) por iniciativa de responsáveis do Banco Português do Atlântico e do Banco Totta & Açores, a partir de uma reunião em Roma em 1969 «destinada a sensibilizar os quadros da banca europeia para a provável expansão dos cartões de crédito e, sobretudo, para que não se incorresse na Europa nos mesmos erros que haviam sido cometidos nos Estados Unidos neste domínio»1, pouco mais se encontra que relate, com um mínimo de detalhe, as origens da SIBS e do sistema Multibanco.
Entretanto, e na opinião do Engº Sebastião de Lancastre, então Director-Geral da Unicre, à «Revista Unibanco» (Março e Junho de 19941) «o sucesso dos meios de pagamento via cartão de plástico em Portugal, ao ponto de estarmos há vários anos perfeitamente a par dos países mais avançados deste campo, se deve fundamentalmente ao facto de se terem tomado entre nós as decisões certas nos momentos certos. Isso é válido tanto para a decisão de criar a Unicre em 1971 como iniciativa conjunta de seis grandes bancos, por mérito, coragem e visão dos quadros superiores bancários a que me referi atrás, como também para a decisão da criação da SIBS em 1981. Neste último caso, é justo que cite aqueles a quem se deve a sabedoria de avançar para uma empresa integrando os vários bancos: Dr. Rui Vilar, Dr. Almerindo Marques, Dr. Palmeiro Ribeiro e Dr. Ribeiro Moreira».
Entretanto, a julgar pelo teor das muitas conversas em que participei na altura, assim como pelo teor do caderno de encargos que tive que estudar ao pormenor, a ideia original dos objectivos estratégicos do sistema que então se perspectivava, parece dever ser creditada principalmente ao acima referido dr. Palmeiro Ribeiro (que este escriba nunca teve o privilégio de conhecer, pois o mesmo já parecia estar afastado do processo).
Poderia este escriba falar sobre “N” discussões «mais ou menos técnicas», designadamente as discussões que vieram dar origem ao PIN de 4 (quatro) dígitos, em vez dos seis que estavam propostos. Para já não falar de um projecto de uma espécie de «contabilidade nacional» (fazia parte do caderno de encargos) e então rejeitado por este escriba por ser demasiado avançado («economia planificada centralmente» à la Janos Kornai 2).
Este escriba tomou conta do processo em 1982/83. Em 1984 já a venda estava concretizada e o processo de instalação e arranque do sistema em andamento. A questão do «gonçalvismo» (que passa despercebido da quase totalidade dos comentadores actuais por não pensarem bem no problema) é simples: se bem me lembro foi por determinação da Secretaria de Estado do Tesouro, a quem cabia a tutela dos bancos comerciais (então ainda todos nacionalizados), que em 1982 todos os bancos aderiram ao sistema SIBS então ainda em formação. Os bancos estrangeiros (se bem me lembro, oBOLSA-Bank of London and South America e o Crédit Franco-Portugais) aderiram porque não tinham alternativa. Não podiam arriscar-se a ficar de fora. O mesmo aconteceu com o Montepio. Nos outros países não há nada de parecido com o o Multibanco justamente porque a nesses outros países (em todos…) os bancos comerciais privados fazem entre si concorrência. O que temos são esboços (que agora começam a desenvolver-se mais …) de alguns bancos que fazem entre si «acordos de cooperação». Mas nada que se compare com o Multibanco.
Pois a esse respeito talvez mereça a pena uma outra reflexão que tem a ver com o uso da tecnologia que vais sendo desenvolvida para benefício da colectividade (ou não…).
Confesso que conheço mal os meandros da Justiça portuguesa. Já tive ocasião de entrar em vários tribunais, já fui testemunha e observador interessado em «meia-duzia» de processos e tive ocasião de observar, com alguma atenção, os procedimentos, mais ou menos arcaicos, que vão sendo adoptados. São do conhecimento geral expressões como «a Justiça não funciona», «estão sempre a prescrever processos importantes», «a Justiça é só para os que podem pagar»… etc., etc. Entretanto, embora tenha um longo percurso profissional numa área profundamente tecnológica, não penso ser um tecnocrata, no sentido de que acho que «isto» não vai lá só (nem sobretudo) com soluções técnicas.
Vem isto a propósito de em tempos ter tido ocasião de ouvir o dr. Marinho Pinto dizer na televisão que os procuradores do Ministério Público não têm acesso directo a bases de dados de entidades (se bem me lembro, posso estar enganado nos detalhes) como as Conservatórias Prediais ou das Repartições de Finanças. E aí cabe perguntar como é ainda possível, num país que se gaba, com toda a razão, de ter o sistema de transacções interbancárias (e não só…) mais avançado do mundo. Se temos em Portugal inteligênciae conhecimento tecnológico para desenvolver, e manter a funcionar, um sistema como o sistema multibanco, como é que não somos capazes de montar e manter a funcionar um sistema informático que permita a qualquer agente do Ministério Público (ou a qualquer agente das autoridades públicas, devidamente autorizados) a aceder instantaneamente a toda e qualquer informação necessária e relevante para a investigação criminal, designadamente os crimes de colarinho branco.

E depois lembrei-me (esquecido que eu sou…) de que o sistema multibanco só foi possível por causa do «gonçalvismo»… Logo, uma solução eminentemente política. 
De facto, os outros países também têm engenheiros informáticos e programadores decomputadores de altíssima qualidade. Todos os bancos desses outros países têm também ATM’s (caixas automáticos) em todas as esquinas… O que não têm é um sistema multibanco… Repito: se somos capazes de ter um sistema com a sofisticação e capacidades do sistema multibanco porque raio de razão é que não somos capazes de ter um sistema informatizado que ligue todos os tribunais, de todo o país, com acesso (devidamente regularizado) por parte de todos os agentes da Justiça?!…
A quem é que isso não interessa?…
Pelos vistos vai ser preciso um novo período de «gonçalvismo»…
_____________________________________
1 Revista Unibanco (Março e Junho de 1994)
2 Economista húngaro (nascido em 1928) que se tornou conhecido pela crítica do sistema de planificação central mas que não deixava de sublinhar também o eventual papel da informática como precioso auxiliar para a simulação e controle da economia de mercado por parte das instituições políticas…

Publicada por Guilherme Fonseca-Statter à(s) 07:18

DOIS PINTORES DOIS ESTILOS - BOLESLAW VON SZANKOWSKI (GYPSY) e VICTORIA FONTAINE (CLASSICAL NUDE)

DWC Gypsy - Painter Boleslaw von Szankowski


Boleslaw von Szankowski (1873-1953) nasceu na Polônia. Entre as obras mais conhecidas e famosas de Boleslaw von Szankowski são Inocência, Jovem Beleza com a Apple, Senhora elegante com chapéu negro.










Classical Nude - Painter Victoria Fontaine


Nascida na Inglaterra, Victoria Fontaine estudou na Escola de Arte e Folkstone Brighton Arts College antes de sua chegada na Austrália. Mais conhecido por seus retratos pastel e pinturas de nus ela exibiu amplamente na Austrália e na Europa.



Victoria Fontaine-Wolf estudou na Escola Folkestone de Arte e Brighton College of Art ganhando um BA em Arte e Design. 
Ela tem viajado pelos EUA, Venezuela, Martinica, Curaçao, Jamaica, Quênia, Arábia Saudita, Suíça, Bahrein e  Canal ilhas, e trabalhado para a Associates Retrato  executando retratos em escolas públicas, incluindo Eton e Benneden. 
Victoria também ilustrou livros para editoras conhecidas, como a MacMillain e John Murray.


Ela passou 7 anos na Austrália pintar retratos, nus, murais e ilustrações para revistas de Depois pela Alemanha, onde viveu por muitos anos, pintando retratos, nus, murais e outras comissões, incluindo cópias antigas dando aulas de arte 
Em 2003,  mudou-se de volta para a Inglaterra.












dancewithcolors.blogspot.com

A batalha por Sanaa – a história de uma resistência

A batalha por Sanaa – a história de uma resistência

os genocidas e suas obras macabras
A batalha por Sanaa – a história de uma resistência


por Catherine Shakdam*
"Se os sauditas detêm, indiscutivelmente, a vantagem militar, graças a mais dinheiro e a superior tecnologia, a resistência domina pontos de pressão geoestratégica cruciais. A resistência iemenita não será facilmente derrotada nas suas praças-fortes – não o será porque dispõe de praticamente absoluto apoio popular, não será porque a sua posição face ao reino se tornou a posição de um país inteiro contra a tirania."
O Iémen chegou a uma encruzilhada decisiva nos seus combates contra a imperial Arábia Saudita. Enquanto comunidades, seitas e regiões foram lançadas umas contra as outras ao serviço da agenda de potências estrangeiras, a resistência encabeçada pelos Houthi poderá dispor ainda de alguns trunfos no seu combate. Com a Arábia Saudita, rica do seu petróleo, a postos para desencadear o que espera venha a ser o golpe final contra o movimento de resistência, os iemenitas estão a preparar-se para o que aí vem; com uma clara noção de que a cidade nortenha de Sanaa poderá em breve constituir o último bastião contra Al Saud, o terreno onde todas as batalhas serão ganhas ou perdidas.
Agora que o reino e os seus aliados regionais estabeleceram uma praça-forte no porto meridional da Aden, garantindo assim tanto um acesso ao mar como uma passagem para o interior, verifica-se um intenso fluxo de homens e equipamento militar – de dia para dia avançando mais longe no território do Iémen, de dia para dia desafiando a determinação dos combatentes da resistência iemenita. Mas, ainda que tenham efectivamente sido sofridas baixas, ainda que localidades e posições tenham sido abandonadas face ao poder de fogo da coligação encabeçada pelos sauditas, o Iémen está longe de estar derrotado.
A verdadeira guerra pelo Iémen, em última análise, terá lugar nas suas montanhas, um lugar que nenhum conquistador conseguiu dominar à sua vontade. E muitos o tentaram: dos romanos aos otomanos, nenhuns conseguiram submeter os filhos de Hamdan. Agora, de novo, as tribos do norte do Iémen poderão constituir um desafio intransponível, mesmo perante a potência combinada da riqueza de Riade e do poder militar dos EUA.
A história recorda que o Iémen não encara invasores com simpatia.
E enquanto a maioria dos media têm sido pressurosos em apresentar esta guerra contra a República do Iémen – a única democracia na Península Arábica – como uma campanha de libertação contra a perversidade dos Houthis, segundo a premissa de que estes procuraram junto do Irão apoio e orientação política, o veredicto ainda está em aberto no que diz respeito ao que possam eles ter feito a ponto de merecerem ser aniquilados.
Em apenas cinco meses o Iémen já foi testemunha de uma devastação maior do que a que a Síria sofreu em quatro anos. Poderíamos até arriscar dizer que se os “Aliados” tivessem demonstrado a mesma determinação em atacar o ISIS que o reino tem tido em erradicar os Houthis o mundo seria um lugar bem diferente. Mas é evidente isto implicaria que o terror fosse o verdadeiro inimigo, e não um mero álibi.
Embora os Houthis têm sido demonizados até à náusea tanto devido à sua filiação religiosa no Islão Xiita como ao seu desejo de ver emergir no Iémen uma democracia popular, uma democracia ao serviço do povo e não uma oligarquia, eles estão longe de estar sós nesta luta.
As tribos do norte reuniram-se em seu apoio, disponibilizando tanto as suas armas como a sua influência política – todas partilhando a determinação em romper com o legado imperial de Al Saud, todas inteiramente conscientes de que, a verificar-se a queda do Norte do Iémen a ameaça do radicalismo, agora adormecida, despertaria um imparável monstro sobre o Sul da Arábia.
Embora cuidadosamente censurados pela acomodatícia imprensa ocidental, relatórios vêm confirmando que a Al-Qaeda tem preparado um regresso às províncias do sul do Iémen, por coincidência articulando o seu avanço com o da coligação de Al Saud.
Com Aden arrumada, Sanaa é uma cidade à espera da guerra – barricada por detrás da muralha das montanhas envolventes, com as trincheiras a postos.
E embora Riade continue a fazer chover chumbo sobre a cidade capital, na esperança de destruir os depósitos de armamento e de suster o fluxo de combatentes em direcção à cidade, Sanaa nunca abrirá as suas portas a Al Saud; a sua gente irá resistir e lutar, defender e proteger – até ao limite.
Porque se Sanaa cair, o Norte do Iémen arderá e com ele o seu povo, a sua herança, a sua história…A advertência da Arábia Saudita de que perseguirá e queimará todos os que ousem desafiar a sua lei está gravada a fogo no pensamento do povo. Esta luta é pela sobrevivência.
E se até ao momento a chamada coligação tem evitado o confronto com a aliança dos Houthis onde ela se implanta com mais força, é porque compreende bem o poder das tribos, a legitimidade que elas proporcionam ao apoiar um campo ou o outro.
Fontes no Iémen confirmaram já que o presidente Hadi está a tentar engendrar uma aliança tribal contra a resistência, consciente de um choque frontal apenas aprofundaria a divisão do país e conduziria, potencialmente, a uma erosão da influência do reino e da sua posição na região. Para uma teocracia que se assume tão poderosa e magnífica, o movimento insurreccional do Iémen tornou-se ao mesmo tempo um risco perigoso e um embaraço.
E, o que é ainda mais incômodo para Riade, tem inspirado outros a revoltarem-se contra o Al Saud teocrático.
Se o reino engendrou a derrota do Norte do Iémen na base da compra de alianças e de favores políticos, os Houthis e os seus aliados têm andado igualmente ocupados em organizar um grande movimento de resistência – um movimento que não conheça fronteiras.
O Iémen pode estar em ruínas, mas o seu povo não o está.
Com nada a perder senão a própria liberdade, as tribos do norte do Iémen estão determinadas seja ao que para assestar golpes mortíferos no reino, a começar pela ruptura da via de tráfego de petróleo de importância mundial ao longo do estreito de Bab Al Mandab, e por ataques do lado de lá da fronteira com a Arábia Saudita.
Se os sauditas detêm, indiscutivelmente, a vantagem militar, graças a mais dinheiro e a superior tecnologia, a resistência domina pontos de pressão geoestratégica cruciais. A resistência iemenita não será facilmente derrotada nas suas praças-fortes – não o será porque dispõe de praticamente absoluto apoio popular, não será porque a sua posição face ao reino se tornou a posição de um país inteiro contra a tirania.
Neste confronto de vontades, o Iémen pode ainda sair por cima.
Apesar da sua encenação política e das suas grandiosas declarações, a determinação da Arábia Saudita contra o Houthis começa a vacilar. Tanto assim é que foram já discutidas perspectivas de uma secessão entre norte e sul, de modo a evitar o arrastamento de uma guerra indecisa – um meio para o reino estabelecer um estado sunita satélite e manter os Houthis enclausurados entre dois regimes sunitas hostis, e ainda clamar vitória.
Só que, mais uma vez, isto poderia vir a revelar-se catastrófico para o reino, uma vez que o Iémen do sul tem sido um viveiro de instabilidade tribal e de ambições em disputa.
Pode ser que em breve venhamos a registrar que a guerra da Arábia Saudita contra o Iémen constituirá um novelo que a enreda a ela própria.
*Catherine Shakdam é analista política e comentadora do Médio Oriente particularmente centrada nos movimentos radicais e no Iémen. Tem artigos publicados em Foreign Policy Journal, Mintpress News, the Guardian, Your Middle East, Middle East Monitor, Middle East Eye, Open Democracy, Eurasia Review e muitos outros.
Fonte: O Diário

mafarricovermelho.blogspot.pt

EUA: Panfleto mostra policial vestido de membro da KKK apontando arma para jovem negro


Candidatos locais disseram não ter relação com panfletos que pedem voto em brancos; imagem é apropriação de quadro que critica racismo e faz referência a Trayvon Martin, assassinado em 2013
Um panfleto de cunho eleitoral com mensagem racista está sendo distribuído na cidade de Southland, região metropolitana de Detroit, no centro-oeste dos Estados Unidos. Na imagem, um policial com as vestes da KKK (Ku Klux Klan) aponta uma arma para um menino negro desarmado. De acordo com moradores locais, os panfletos pedem que eleitores “tirem os negros daqui” votando em candidatos brancos nas eleições municipais, em novembro.
A imagem é na verdade o quadro "A Tale of Two Hoodies" ["Um conto de dois capuzes", em tradução livre] do artista Michael D'Antuono, e faz referência ao assassinato de Trayvon Martin, jovem de 17 anos morto em 2013 por um vigia branco, inocentado posteriormente. Segundo o artista, "a pintura simboliza o ridículo da discriminação racial por parte da polícia contra crianças inocentes e como os preconceitos atuais afetam políticas públicas".
Reprodução

Imagem do cartaz distribuído em Southland é apropriação de quadro 'A Tale of Two Hoodies', uma crítica ao racismo
operamundi.uol.com.br

Despedimento ilegal de grávidas impede acesso a subsídios



As empresas que, nos dois anos anteriores à candidatura a subsídios ou subvenções públicos, tenham sido condenadas por despedimento ilegal de grávidas, mães recentes ou lactantes ficam impedidas de serem beneficiários dos mesmos.
 .

A decisão foi publicada esta segunda-feira em Diário República e entrará em vigor daqui a 90 dias.
"As entidades nacionais que procedam à análise de candidaturas a subsídios ou subvenções públicos ficam obrigadas a consultar a Comissão para a Igualdade no

Trabalho e no Emprego sobre a existência de condenação transitada em julgado por despedimento ilegal de grávidas, puérperas ou lactantes relativamente a todas as entidades concorrentes", segundo a lei publicada em Diário da República.

A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego é a entidade responsável, nos termos da Lei de Proteção de Dados Pessoais, pelo registo de todas as sentenças condenatórias transitadas em julgado por despedimento ilegal de grávidas, puérperas ou lactantes emanadas no território nacional, acrescenta a lei.

* É JUSTO, já que 90% do empresariado é medievo.


apeidaumregalodonarizagentetrata.blogspot.pt

Líbia e Síria: Antes e depois das guerras promovidas pela OTAN-CCG! - Marcos Doniseti!


Imagens da Líbia, antes e depois da guerra promovida pela OTAN-CCG.Povo líbio tinha um dos melhores padrões de vida do continente africano, se não fosse o melhor. Agora o país foi destruído, com o seu território sendo controlado por diferentes facções armadas, extremistas islâmicos e por clãs locais. O Estado Nacional líbio simplesmente não existe mais.
As imagens desta postagem a Líbia e a Síria, antes e depois da guerra promovida pela OTAN-CCG, que devastou ambas as nações.
Antes da guerra, ambos eram Estados Laicos e estavam entre os que ofereciam melhor qualidade de vida e mais direitos para as mulheres entre os países muçulmanos. E os dois foram destruídos em função de uma aliança feita pela OTAN e pelo CCG. 
A OTAN tornou-se, nas últimas décadas, um instrumento dos EUA e da União Europeia para atacar, conquistar e destruir países cujos governos insistiam em manter um grau mínimo de independência em relação aos interesses do Ocidente Imperialista. Estes eram os casos da Líbia e da Síria.

Já o CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) reúne os países mais retrógrados da região, como a Arábia Saudita, Kuwait, EAU, Bahrein, Omã e Qatar. 
Neles, temos ditaduras implacáveis que não toleram qualquer oposição, as mulheres são tratadas como sendo inferiores, não existe liberdade de manifestação, religiosa ou de imprensa. Eles ainda vivem numa era pré-Iluminista, medieval mesmo, embora sejam muito ricos graças ao petróleo.
Imagens da Síria, antes e depois da guerra por procuração promovida pela OTAN-CCG contra o país e que resultou na criação do horripilante Estado Islâmico. 
Inclusive, os países do CCG não receberam um único refugiado sírio. Claro, afinal foram eles que financiaram destruição da Síria.
E algo que a Grande Mídia não gosta muito de lembrar é que grande parte dos refugiados que, agora tentam ir para a Europa são originários da Síria e da Líbia.
Aquelas 220 pessoas que um navio da Marinha brasileira resgatou no mar Mediterrâneo eram originárias da Líbia. 
Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Links:
Como os EUA ajudaram na criação do Estado Islâmico:
5 razões pelas quais os EUA são os culpados pela existência do Estado Islâmico:

guerrilheirodoentardecer.blogspot.pt

A cidade de Jaipur, no Rajastão, é a sede anual do Festival do Elefante.




Além dos grandes trombudos, o evento conta também com camelos e cavalos, todos devidamente "tunados" com pinturas exclusivas, joias e tecidos. O fotógrafo francês Charles Fréger, encantado com o festival e principalmente com os elefantes, criou a série "Painted Elephants", com essa bicharada toda que faz o glamour da festa.

Charlesfreger.com








"E quem não gosta de elefantes coloridos?"



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