AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

DIREITO DE ESCRAVIZAR - A Amnistia Internacional anunciou na semana passada que passou a defender a «descriminalização» daquilo a que chama a «indústria do sexo» e dos «trabalhadores sexuais».


A Amnistia Internacional anunciou na semana passada que passou a defender a «descriminalização» daquilo a que chama a «indústria do sexo» e dos «trabalhadores sexuais». Afirma mesmo que «a criminalização do trabalho do sexo entre adultos com consentimento pode conduzir a um aumento das violações dos direitos dos trabalhadores do sexo».
Ou seja: uma das organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos mais famosas e promovidas do mundo considera que o que viola os direitos humanos é a legislação que proíbe a exploração da prostituição e não a exploração sexual em si. É mais ou menos como se dissesse que a proibição da escravatura viola a liberdade do escravo poder querer ser escravo.
A decisão levantou um justíssimo coro de protestos, de que o Avante! deu nota na edição passada e volta a referir neste número, através da tomada de posição pública do MDM. No plano internacional, até um grupo de actrizes de Hollywood condenou a Aministia Internacional.
As mulheres de todo o mundo não se deixam enganar com o paleio aparentemente democrático e moderno da AI. O tráfico e a exploração sexuais são das expressões mais sórdidas da mercantilização a que o capitalismo tenta reduzir tudo o que é humano, e tem crescido de forma assustadora. Milhões de crianças e mulheres são traficadas, vendidas, exploradas em todo o mundo. Portugal não é excepção: basta olhar para as ruas e para as estradas do nosso País, ou folhear as páginas dos «classificados». Na mesma semana em que a AI anunciou a sua escabrosa decisão, uma associação de emigrantes denunciou a prostituição forçada de trabalhadoras portuguesas na Alemanha, enganadas com promessas falsas de emprego. A Alemanha é, aliás, um dos países em que a recente legalização da prostituição só fez aumentar a corrupção e o tráfico.
Os interesses milionários daquilo a que a AI chama «indústria do sexo» têm conseguido comprar um pouco por todo o mundo testemunhos de gente que diz que se prostitui de livre vontade, ou até de montar «redes» e «ONG» de defesa da legalização da prostituição. Pelos vistos chegou a vez da Amnistia Internacional se colocar ao serviço deste hediondo e milionário negócio. E é lamentável.

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DA CDU - Esclarecimentos e respostas necessárias sobre os debates eleitorais



A CDU – Coligação Democrática Unitária – reafirmou hoje aos três canais de televisão a sua posição relativa aos debates eleitorais e comunicou, em particular, a sua decisão quanto ao conjunto dos debates propostos – grande debate e os frente a frente – face às decisões tornadas públicas pela coligação PSD/CDS.
Quanto às decisões comunicadas pela coligação PSD/CDS-PP, a Coligação Democrática Unitária manifestou a sua disponibilidade para estar presente no debate do próximo dia 22 com as forças políticas que estejam dispostas a nele participar e nos frente a frente agendados com o PS, o BE e a Coligação PSD/CDS; e informou que a sua participação no frente a frente com a Coligação PSD/CDS (em que participará o líder do segundo partido da coligação) será assegurada por Heloísa Apolónia em representação do PEV, partido que integra, com o PCP, a CDU.
Na carta enviada aos três canais de televisão, a CDU sublinha entre outros aspectos “Desde a primeira reunião, das três realizadas com a sua participação, o PCP manifestou inteira abertura e interesse na concretização de uma solução que assegurasse o conjunto de debates que permitisse o pleno esclarecimento e o desejável confronto de projectos e posicionamentos em discussão nas eleições legislativas de 4 de Outubro. Tratando-se de iniciativa das televisões, baseada na nova legislação em vigor sobre cobertura jornalística, foi sobre este processo que nos pronunciámos sem prejuízo da consideração e juízo sobre soluções mais amplas que garantam ao conjunto de forças concorrentes o respeito pelo princípio de não discriminação (...)”, “é absolutamente falso que como agora afirmam CDS e PSD, o PCP tenha vetado a participação do CDS nos debates. Partindo da posição de que o princípio aplicável seria o da realização de debates envolvendo candidaturas, e perante a introdução pelo CDS dessa possibilidade, o PCP sublinhou só serem aceitáveis dois critérios objectivos: o da participação nos debates de 4 candidaturas (CDU, PaF, BE e PS) ou dos seis partidos com representação parlamentar (PSD e CDS, PCP e PEV, PS e BE) (...)”, “a base de debates que resultaria da atribuição à coligação PSD/CDS-PP do privilégio de ter dois representantes em contraste com a Coligação Democrática Unitária, constituiria uma grosseira violação do princípio de não discriminação e igualdade de tratamento. Ou seja, admitindo que os debates pudessem ter 4 ou 6 representantes (candidaturas ou partidos com representação parlamentar) o que o PCP e o PEV não aceitariam era o caucionamento de uma situação de desigualdade traduzida na participação do CDS e na exclusão do PEV.”
Também nesta ocasião a CDU recorda que “perante a possibilidade admitida por PCP e PSD de uma solução envolvendo as seis forças políticas, foram PS e BE que se opuseram e a vetaram, sendo que no caso do BE esse veto ao PEV foi assumido no quadro da aceitação da participação do CDS. É assim que dando o seu acordo à realização do debate proposto pelos canais de televisão com a participação dos líderes das quatro principais candidaturas, o PCP e o PEV não deixaram de manifestar a sua viva discordância quanto à proposta dos chamados “frente a frente” por duas razões fundamentais: a da opção de promover um debate entre Passos Coelho e António Costa em canal generalista e transmitido pelos três canais com a notória visibilidade e projecção associadas, remetendo para os canais cabo, com as limitações de audiência conhecidas, os frente a frente envolvendo os outros candidatos; a da gritante discriminação de afastar dos frente a frente o PEV em contraste com a presença do CDS-PP que concorre, como se sabe, em coligação. É esta a razão, e nenhuma outra, que fundamenta a recusa manifestada pelo PCP em caucionar um critério discriminatório e de favorecimento de uma coligação em detrimento de outras”.
Por último e num momento em que “se procura nivelar e amalgamar responsabilidades quanto às dificuldades geradas na organização dos debates, ignorando quer a posição de cada um no processo, quer as condições que as favoreceram” é recordado que “O PCP que desde a primeira hora combateu e denunciou a nova legislação sobre cobertura jornalística de campanhas eleitorais cozinhada entre PS, PSD e CDS para procurar legitimar tratamentos discriminatórios, recusa ser agora envolvido na generalizada responsabilização já em curso nas análises e comentários quanto à incapacidade dos partidos que aprovaram a Lei se entenderem para a aplicar”.

www.pcp.pt

Arca de Noé da direita americana































































A OBRA DO PINTOR JAMES JEBUSA SHANNON

Sir James Jebusa Shannon nasceu em 1862 em Auburn, New York  e faleceu a 23 de Abril de 1923 em Londres)



James Jebusa Shannon era filho de irlandeses . Em 1870 a família mudou-se para St. Catherines, Ontario. Seus pais reconheceram cedo o seu talento artístico e logo recebeu aulas de pintura e desenho dum pintor local E. William Wright, que o aconselhou insistentemente  a continuar estudando em Londres. Em 1878, ele viajou para a Inglaterra e estudou na Slade School of Fine Art sob a tutela de Sir  Edward Poynter. Logo  Shannon foi considerado o aluno mais talentoso de Poynter e recebeu  convite em1881 e 1882  da rainha Vitória para retratá-la.Devido ao seu sucesso como pintor de retratos, sua partida foi adiada para o Canadá repetidamente. Em 1886 James Jebusa Shannon  casou-se com Lady Florence Mary Cartwright; um ano mais tarde nasceu a sua filha Kitty e em 1890,  outra filha Marjorie . Nos anos seguintes, ele pintou-as em muitas ocasiões.

AUTO RETRATO