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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ESPANHA - Comandante encheu piscina com carro dos bombeiros e foi demitido


O comandante dos Bombeiros de Ronda, em Málaga, Espanha, foi demitido por ter enchido a piscina de casa com água proveniente de um autotanque do departamento.
 

Juan Pimentel, até aqui responsável pelos Bombeiros de Ronda, em Espanha, foi investigado, após denúncia por carta. No inquérito chegou-se à conclusão que Pimentel terá usado um camião com capacidade para 8000 litros por mais de cinco vezes para encher a sua piscina.
"Cometi um erro e estou pronto a pagar por isso. Mas isto não é um assunto sério. Não houve má intenção. O camião tinha um problema, estava a deitar água, e eu dei-lhe uso. Caso contrário, teria sido esbanjada", argumentou Juan Pimentel.
Quem não está sensível a estes argumentos é o seu superior hierárquico, Manuel Marmolejo, o diretor dos Bombeiros para toda a província de Málaga. "Ele não estava autorizado a tomar essa decisão e muito menos a usar a água para proveito próprio, na sua piscina", ripostou.
Apesar dos 30 anos ao serviço dos Bombeiros de Ronda, Pimentel será substituído. Foi aberto um concurso para candidatos ao lugar.

FAZEM TUDO ILEGAL E DEPOIS...."REGULARIZAM" - PSD e PP usaram imagens nos cartazes de forma ilegal


1 / 2

As imagens dos cartazes do PSD/CDS que estão na rua há 15 dias não tinham autorização para ser usadas em campanha eleitoral. 

Só depois do contacto do JN, confrontando a coligação com a posição da "Shutterstock" - empresa que garantiu que a utilização dos seus modelos para fins políticos é ilegal - é que a coligação foi à pressa regularizar a situação. 

O banco de imagens, que primeiro assegurou "não ter exceções", descobriu afinal possuir uma licença especial. A autorização para a extensão do uso das imagens ao contexto político só chegou quarta-feira.


Empresa atribui licença especial

O banco de imagens, que opera no plano internacional, foi contactado pelo JN, a meio da tarde de quarta-feira, sobre os termos de utilização das suas imagens. Uma porta voz da empresa explicou, por escrito, que o conteúdo visual da "Shutterstock" "nunca" pode surgir associado a pornografia, consumo de tabaco ou campanhas de candidatos ou partidos políticos. 

A representante remeteu ainda uma explicação detalhada para a licença, disponível na internet, que contempla as restrições. E reiterou: "Não há exceções nem licenças que permitam alargar o uso das imagens nos contextos mencionados como proibidos". 

À resposta, adicionou uma tabela de preços para os usos considerados legais.


Questionada sobre a sanção que pode pender sobre quem viola as regras, foi evasiva. "Se o modelo se sentir ofendido, pode acionar os meios legais contra o utilizador", disse. Significa que o pedido de penalização é uma decisão do modelo e não da empresa? "Não necessariamente", afirmou a funcionária, esclarecendo que "a utilização indevida de imagens obedece às leis do país em questão", mas salvaguardando que a empresa não monitoriza o uso das imagens. "Não temos um polícia a vigiar as agências que assinam contrato connosco. 

Acreditamos que os clientes leem os termos de uso."
Confrontada, quarta-feira, com o assunto, a direção de campanha da coligação Portugal à Frente (PàF) não quis fazer comentários. Mas fonte da direção do PSD admitiu conhecer o caso e estar a averiguar se existia "incorreção". 

Pouco depois, às 21 horas, o JN foi contactado, via email, pela "Shutterstock". Afinal, há exceções, disse a empresa, mudando de posição. "O cliente tem um licenciamento especial que permite o uso das imagens em campanhas políticas".


Novamente contactada, quinta-feira à tarde, sobre a alteração de critério, a empresa respondeu que "além das licenças do site, também tem outros tipos de licenciamento", explicou, sem esclarecer em que consiste essa modalidade que concede benefícios especiais. 


À noite, a agência Lusa, citando a Shutterstock, desvendou o mistério: "a licença que permite o uso para fins políticos dos figurantes dos cartazes da coligação PSD/CDS-PP só foi obtida ao fim do dia de quarta-feira". Os cartazes estão na rua há 15 dias
.

VÍDEO - PASSOS COELHO NA MANTA ROTA COM DECLARAÇÕES MUITO SIMPÁTICAS - A ARTE DE FAZER O VÍDEO ONDE NÃO SE VÊ NEM POLÍCIA NEM UM DA MAIS DE UMA DEZENA DE GUARDA COSTAS !




VÍDEO

video

GANHE QUEM GANHAR A MISÉRIA VAI CONTINUAR ATÉ O POVO ACORDAR ! OS JORNAIS DE DIREITA COMO ESTE VÃO-NOS TENTANDO CONVENCER DE QUE NÃO TEMOS ALTERNATIVA, OS JORNALISTAS QUEREM ACIMA DE TUDO ASSEGURAR O SEU EMPREGO MESMO NA CUMPLICIDADE (A VOZ DO DONO) COM O CAPITAL E OS PATRÕES - Ganhe quem ganhar: as ideias em que Passos e Costa estão de acordo

Na campanha, PS e coligação procuram vincar as diferenças. Mas entre os dois programas há muitas promessas comuns, da natalidade à saúde, passando educação e pelos serviços públicos. Copo meio cheio?

Milton Cappelletti
Autor
    Quer ganhe o PS quer ganhe a coligação PSD/CDS, há medidas que já se podem dar como certas para os próximos quatro anos. São aquelas – não tão raras assim – em que os dois partidos concordam e sobre as quais apresentam propostas semelhantes nos seus programas eleitorais.
    No que diz respeito às política de promoção da natalidade, por exemplo, PS e PSD/CDS apresentam sugestões muito semelhantes: aumentar os abonos de família, alargar a rede de creches e o seu horário de funcionamento, garantir a educação pré-escolar a todas as crianças entre os 3 e os 5 anos, facilitar a flexibilidade laboral para pais e avós ou apoiar as reformas a tempo parcial. São apenas alguns exemplos.
    Também na saúde há promessas convergentes, já que ambos os candidatos ao governo prometem reformar os hospitais, garantir um médico de família para mais portugueses ou ainda criar novas unidades de saúde familiares.
    Cansado? É que há mais: ambos prometem acabar com a sobretaxa de IRS (o PS de forma mais rápida entre 2016 e 2017 e a coligação de forma “gradual” ao longo da legislatura) e aumentar o salário mínimo nacional – sem valores. Ambos prometem abrir novas lojas do cidadão, atribuir prémios de desempenho aos trabalhadores e repor os cortes salariais da função pública na próxima legislatura – ainda que, mais uma vez, em ritmos distintos (o PS mais rapidamente, a coligação mais espaçadamente).
    Certo é que, entre as propostas para os próximos quatro anos apresentadas pelos socialistas ou pela coligação centrista e social-democrata há várias promessas eleitorais que aparecem de forma idêntica nos dois programas — e que envolvem aumento certo da despesa do Estado:
    • Administração Pública: salários, prémios e carreiras
    A fatia dos salários que foi cortada em 2011 é para ser devolvida na próxima legislatura. Tanto PS como coligação PSD/CDS prometem repor os cortes salariais que vigoram na função pública desde 2011. A diferença é a forma como o propõem fazer. Enquanto os socialistas prometem devolver esses cortes em duas vezes, 40% logo em 2016 e o resto em 2017, permitindo chegar-se assim ao Orçamento do Estado para 2018 já com os salários dos trabalhadores do Estado nos níveis anteriores a 2011, a coligação diz que o vai fazer mas a um ritmo mais lento. A devolução será de “pelo menos 20% por ano”, prometem.
    Ainda no que diz respeito ao trabalho em funções públicas, PS e PSD/CDS prometem muito, desde prémios de desempenho a descongelamento de carreiras. Os socialistas prometem mesmo iniciar em 2018 o processo de descongelamento das carreiras e prometem iniciar um sistema de prémios para trabalhadores do Estado que contribuam para a inovação na administração pública. O PSD e o CDS, num registo semelhante, mas um passo atrás, prometem atribuir prémios de desempenho “adicionais” na função pública associados à redução de custos e ao aumento
    da eficiência dos serviços.
    Quanto aos serviços de proximidade da administração pública, os dois veem como imperativo abrir mais lojas do cidadão e diminuir a burocracia. A coligação promete uma loja por concelho, num total de mil novos espaços criados, enquanto o PS quer “balcões únicos” e direcionados para serviços múltiplos, para não multiplicar as deslocações dos cidadãos, quer abrir novas lojas do cidadão e criar unidades móveis de proximidade nos territórios pouco povoados.
    • Salário mínimo: aumento sim, logo que se vê quanto
    É para aumentar, não se sabe quando nem em quanto. Tanto PS como coligação prometem aumentar o salário mínimo nacional caso cheguem ao Governo, mas não dizem em quanto. Os socialistas prometem dialogar com os parceiros sociais sobre um “novo acordo de médio prazo para definir os critérios e a trajetória do aumento salarial para os próximos anos”, e a coligação promete fundamentalmente o mesmo:
    “No quadro do compromisso estabelecido com os parceiros sociais em 2014, avaliar a evolução da produtividade do trabalho, de modo a determinar as condições de evolução do Salário Mínimo Nacional”, lê-se no programa.
    Ou seja, abrem portas a conversar sobre o assunto e analisar a situação, mas sem números nem garantias absolutas.
    • Saúde: médico de família, reforma hospitalar
    Um médico de família para cada português é uma promessa transversal aos dois programas eleitorais. PSD e CDS prometem fazê-lo até 2017, enquanto os socialistas dão essa garantia prometendo criar 100 novas unidades de saúde familiar até ao final da legislatura, o que se traduzirá, dizem, na atribuição de médicos de família a mais 500 mil habitantes.
    A reforma hospitalar também é ponto assente. A coligação promete avançar com o novo hospital de Lisboa e reavaliar as prioridades na construção ou ampliação de hospitais como o do Funchal, Amadora/Sintra, Algarve, Évora, Península de Setúbal e Vila Nova de Gaia, assim como promete garantir maior autonomia aos hospitais que tenham resultados financeiros equilibrados. O PS diz também que “é fundamental relançar a reforma dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados integrados ao mesmo tempo que se deverá concretizar uma reforma hospitalar que aposte no relançamento do Serviço Nacional de Saúde”.
    • Natalidade e educação: para lá das polémicas
    Se há ponto onde os socialistas e a coligação parecem estar mais de acordo é nas políticas sociais de incentivo à natalidade, nomeadamente através de benefícios fiscais. A coligação promete perentoriamente repor os 4º e 5º escalões mais elevados do abono de família (escalões que beneficiam rendimentos mais altos e que foram eliminados ainda no governo de Sócrates), enquanto o PS não vai tão longe, mas promete aumentar os montantes do abono de família, do abono pré-natal e da majoração para as famílias monoparentais, assim como reformular as classes de rendimento de acesso ao abono de família para que as crianças em situação de pobreza tenham acesso a recursos suficientes.
    Quanto à universalização do ensino pré-escolar, ambos concordam que deve ser estendida aos 3 anos de idade, com o PS a prometer garantir, até ao fim da legislatura, a universalidade da oferta da educação pré-escolar a todas as crianças dos três aos cinco anos, recorrendo à rede pública, à rede privada, e à rede solidária, e a coligação a prometer dar educação pré-escolar a todas as crianças até aos 4 anos já em 2016/2017 e a alargar a meta para os 3 anos depois disso.
    A rede de creches também aparece visada nos dois programas eleitorais. Os socialistas prometem alargar a rede de creches nos grandes centros urbanos e promover a criação de creches locais, enquanto a coligação promete premiar as creches que flexibilizem o seu horário de funcionamento, antecipando o horário de abertura (antes das 8h) ou adiando o horário de encerramento (depois das 19h) em função da disponibilidade dos pais. O prémio seria dado através de uma majoração dos acordos de cooperação com essas creches.
    Já agora: ambos querem maior flexibilidade laboral para pais e avós que tenham filhos/netos menores de 12 anos e mais benefícios para as pessoas nesta situação, para que possam passar mais tempo com as crianças. O PS, por um lado, promete “alargar aos avós novos mecanismos legais de redução e adaptação de horários para assistência aos netos”, assim como promete “instituir as reformas a tempo parcial”, e o PSD/CDS promete basicamente o mesmo: estender aos avós o direito a gozarem de licença e de faltas em função dos netos, assim como a possibilidade de os avós poderem ter um regime de horário de trabalho flexível.
    • Impostos: fim da sobretaxa
    No capítulo dos impostos, os dois programas seguem caminhos bastante opostos. O PS dá prioridade à descida do IRS porque considera que a devolução de rendimentos às famílias vai ajudar mais a economia, enquanto o PSD/CDS quer prosseguir, com mais urgência, a descida do IRC (de 21% para 17%).
    Mas há uma coisa em comum, o fim da sobretaxa de 3,5% de IRS. O PS quer fazê-lo logo entre 2016 e 2017, enquanto a coligação diz que quer fazer uma eliminação “gradual” ao longo dos quatro anos da legislatura.
    Se estiver cansado de uma lista tão longa, ou cético relativamente à capacidade de a coligação ou o PS se entenderem, talvez valha a pena então passar pelos sete dossiês que prometem dificultar um Bloco Central. Se o copo está meio cheio ou meio vazio, depois das eleições se verá – a necessidade ou a vontade o dirão.

    POLÍCIAS AMEAÇAM COM MANIFESTAÇÕES EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL ! QUEREM MAIS DINHEIRO, MAIS REGALIAS E COMO É ÓBVIO MAIS UMA VEZ SERÁ DO POVO " QUE ELES TANTO ESTIMAM E PROTEGEM" QUE SAIRÁ O DINHEIRO PARA OS "ACALMAR"




    Sem novos estatutos, polícias ameaçam sair à rua em véspera da campanha

    Conselho de Ministro desta quinta-feira não aprovou diplomas, mas ministra diz que Governo está empenhado em aprová-los nesta legislatura.
    Presidente da ASPP diz que este Executivo "anda a falar na alteração do estatuto há quatro anos". RUI GAUDÊNCIO

    As promessas foram-se sucedendo. Primeiro, os novos estatutos profissionais da PSP e da GNR seriam aprovados em Conselho de Ministros até ao final de Julho. Mas nada. Depois seria na reunião desta quinta-feira. Mas novamente nada. Ainda é possível que tal ocorra na próxima reunião, prevista para dia 27 deste mês, mas os sindicatos das duas forças de segurança já não acreditam. E, por isso, avisam que vão lançar um “programa de acções de protesto" conjunto, que chegará em véspera da campanha às próximas eleições legislativas, marcadas para 4 de Outubro.Em Junho, a ministra da Administração Interna assinou um memorando de entendimento com três sindicatos da PSP, incluindo os dois mais representativos, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP). Seguiram-se, já em Julho, as reuniões suplementares, que puseram um ponto final no período negocial. Em Julho, foi a vez das estruturas sindicais da GNR. Até ao final desse mês, o Ministério da Administração Interna (MAI) prometia fechar o assunto, com a aprovação dos diplomas no Conselho de Ministro. Nem a 30 de Julho, nem ontem.
    Na conferência de imprensa sobre a reunião, o ministro da Presidência, Marques Guedes, disse que os estatutos da PSP e da GNR são "processos que ainda não estão concluídos", mas que "oportunamente" vão ser discutidos e aprovados em Conselho de Ministros
    Questionado sobre as razões pelas quais os estatutos das duas forças de segurança não foram aprovados no Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes explicou que são "processos legislativos que estão em curso neste Governo". "Oportunamente subirão a Conselho de Ministros, para serem discutidos e naturalmente aprovados. Não foram à reunião de hoje porque são processos que ainda não estão concluídos", adiantou, citado pela Lusa. Contactado pelo PÚBLICO, o MAI não explicou porque é que os diplomas não foram aprovados, tendo remetido para as explicações de Marques Guedes.
    Na terça-feira, a ministra dissera, no Porto, que o Governo estava empenhado em aprovar os novos estatutos profissionais da GNR e da PSP "no processo legislativo em curso". E prometia novidades “muito brevemente”.
    Se nos sindicatos da PSP ninguém avança explicações para o impasse, os da GNR apontam o dedo claramente às Forças Armadas, mais precisamente, a generais do Exército que estarão a bloquear a aprovação do diploma. Em causa, diz o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, está o facto de, pela primeira vez, ter ficado estipulado que os oficiais das Forças Armadas inferiores a generais deixariam a GNR até 2017. E que os generais ficariam apenas até haver oficiais suficientes dentro da GNR para dirigir esta força. Isto além de ter ficado estipulado, igualmente pela primeira vez, um horário de 40 horas semanais para aquela força de segurança, o que desagradará aos oficiais.
    “Há uma força externa que está a bloquear o nosso estatuto e isso deixa-nos apreensivos”, resume Virgílio Ministro, líder da Associação Nacional de Guardas (ANG). “E nem sequer nos dão uma explicação”, lamenta o sindicalista.
    O presidente da ASPP/PSP, Paulo Rodrigues, diz que já não acredita no Governo e lamenta que ninguém tenha coragem para assumir que não vão aprovar os novos estatutos. O sindicalista recorda que as negociações com o MAI começaram ainda com o anterior ministro Miguel Macedo, tendo em Março passada, pela primeira vez, os dirigentes sido confrontados com um projecto de estatuto. Desde então muita pedra se partiu, tendo os sindicatos conseguido o regresso às 36 horas de trabalho, e a resolução de um problema com as tabelas salariais decorrente de uma deficiente aplicação do actual estatuto, que entrou em vigor em 2010. Tal permitirá a cerca de dez mil profissionais da PSP conseguir um aumento de salário até 50 euros mensais.
    Acordado ficou igualmente a reforma aos 60 anos sem penalização e a passagem automática à pré-aposentação aos 55 anos de idade e 36 anos de serviço, deixando de depender de uma autorização do director nacional. Tanto na PSP como na GNR a ministra não abdicou da diminuição das férias dos 25 para os 22 dias, mas acabou por admitir dar mais três dias extra aos polícias que tivessem avaliação positiva. 
    O presidente do SPP, Mário Andrade, também se nostra preocupado e adianta que está em contacto com Paulo Rodrigues para avançar com acções de protesto conjuntas. A ANG também.

    TUDO ESTUDADO, TUDO PREPARADO, TUDO IGNORADO, TUDO AUTORIZADO -Ricardo Salgado passou propriedades para a mulher e filhos, a meses do fim do BES


    Banqueiro passou quase todas as propriedades para a mulher e seus filhos em março de 2014, a meses da derrocada do grupo. Só tem quatro imóveis em seu nome, diz o Sol.
    Jose Sena Goulao/LUSA

    Ricardo Salgado terá passado quase todos os seus bens para a mulher e os seus três filhos, cinco meses antes do colapso do BES. O banqueiro, em prisão domiciliária desde 24 de julho, terá agora apenas quatro imóveis em seu nome. Apesar disso, a Justiça conseguiu arrestar centenas de imóveis, garantindo possíveis indemnizações de 1,8 mil milhões de euros. A notícia é avançada esta sexta-feira pelo semanário Sol.
    O ex-presidente do BES surge apenas identificado como titular em quatro registos prediais, não sendo sequer o proprietário único dos quatro imóveis que continuam em seu nome.
    O semanário Sol acedeu a documentos que indicam que, em março de 2014, 273 prédios e 346 frações de apartamentos passaram para o nome da sua esposa, Maria João Bastos Salgado – com quem casou por separação de bens –, e para os três filhos de ambos: Catarina, Ricardo e José. A transação foi feita através da Sociedade de Administração de Bens Pedra da Nau, criada em 2000 com o objetivo de gerir o património do casal e dos filhos. Esta sociedade, presidida por Salgado (e tendo como vogais a sua esposa e o filho Ricardo), permitia-lhe “adquirir, alienar ou arrendar quaisquer prédios rústicos ou urbanos”, refere o Sol. Tudo isto foi feito no momento em que o Banco de Portugal apertava a vigilância ao BES – pressionando Salgado a deixar a liderança do BES. O semanário terá questionado a assessoria de Salgado, mas sem obter resposta.
    Foi também em março de 2014 que o contabilista da Espírito Santo International (ESI), Machado da Cruz, assumiu que a dívida da ESI teria sido ocultada com o conhecimento de Ricardo Salgado e outros membros da família, pelo menos desde 2008.
    Poucos meses depois, a 2 de junho, a Sociedade de Administração de Bens Pedra da Nau reuniu-se em assembleia geral (juntando os acionistas, ou seja, o casal e os filhos), oficializando a renuncia de Salgado à liderança da empresa que detinha as propriedades de Salgado. Maria João Salgado foi eleita presidente do conselho de administração e o número de administradores reduzido para dois: Maria João e Ricardo, o filho do meio do casal.
    Contudo, de acordo com juristas consultados pelo Sol, em casos onde se suspeite que os bens possam pertencer a terceiros e não aos acionistas, é possível efetuar um arresto sobre esses bens. Assim, o Ministério Público procedeu em maio deste ano ao arresto preventivo de bens da sociedade, sob suspeita de pertencerem a Salgado. Os imóveis e outros valores foram avaliados em 1,8 mil milhões de euros. O objetivo desta ação foi a de “impedir uma eventual dissipação de bens que ponha em causa, em caso de condenação, o pagamento de quaisquer quantias associadas à prática de crime, nomeadamente a indemnização de lesados ou a perda a favor do Estado das vantagens obtidas a com atividade criminosa”.

    Fidel Castro EXIGE INDEMNIZAÇÕES DE milhões de dólares em reparações aos EUA.



    Num artigo publicado no dia em que Fidel Castro comemora o 89º aniversário e antes da visita de John Kerry  a Cuba .

    Fidel diz que Cuba tem direito a milhões de dólares em reparações pelas décadas de embargo entre os dois países.
    A sua última coluna no jornal Granma foi em Maio e agora Fidel Castro voltou a escrever sobre a ordem mundial. Não abordando as tréguas e o reatar das relações com os Estados Unidos, o herói da revolução cubana diz que o país tem de receber compensações pelos danos que sofreu como consequência do prolongado período de embargo. “Cuba tem o direito a ser compensada pelos danos, que ascendem a milhares de dólares”, afirma Castro.
    Fidel diz que Cuba “nunca parará de lutar pela paz e o bem-estar dos seres humanos, por todos os habitantes do planeta, independentemente da cor, nacionalidade e pelo direito a um credo religioso ou a não ter”.