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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Há 70 anos, a primeira antevisão do inferno nuclear - A propaganda de guerra justificou a destruição de duas cidades japonesas com a necessidade de poupar vidas de soldados norte-americanos. Mas a decisão foi tomada por motivos bem diferentes.


Há 70 anos, a primeira antevisão do inferno nuclear
Estudantes japoneses assistem a um filme sobre a destruição de Hiroshima 

A propaganda de guerra justificou a destruição de duas cidades japonesas com a necessidade de poupar vidas de soldados norte-americanos. Mas a decisão foi tomada por motivos bem diferentes.

O 70º aniversário do infausto 6 de Agosto de 1945 quase coincide com o acordo EUA-Irão, em que os ayatollahs no poder em Teerão renunciam a fabricar a bomba nuclear, em troca do levantamento de sanções que atingiam duramente a economia persa.

Aos Estados Unidos, inflexíveis na pressão para impedir o armamento nuclear do Irão, não calha discutir agora a história da sua própria bomba atómica e das circunstâncias em que foi lançada.Justificações para um genocídio
Na altura, sob a presidência de Truman (Roosevelt, iniciador do projecto, tinha morrido poucos dias antes do fim da guerra na Europa), circularam principalmente estimativas sobre as centenas de milhares de soldados norte-americanos que iriam morrer para concretizar um desembarque e uma ocupação efectivas no Japão.

Ao argumento estatístico juntava-se o argumento ideológico, sobre o alegado fanatismo da resistência japonesa, que elevaria o preço em vidas de soldados norte-americanos. Esse fanatismo parecia simbolizado no derradeiro esforço japonês para afundar navios dos EUA com o lançamento de vagas de kamikazes.

A opinião pública norte-americana via nos próprios kamikazes a personificação do fanatismo. Pouca ou nenhuma informação lhe chegava sobre o verdadeiro fanatismo da cúpula militar japonesa, que embarcava os suicidas à força em aviões carregados de explosivos, apenas com combustível para a ida, e escoltados por caças que os abateriam se tentassem recuar.

Coerente com essa desinformação foi o destino reservado pelos ocupantes norte-americanos ao imperador Hirohito, a quem foi permitido conservar o trono sob a ocupação, quando eram julgados sumariamente e executados criminosos de guerra japoneses de segunda linha.O preço de uma demonstração de força
De qualquer modo, o fanatismo atribuído aos kamikazes facilmente passava a ser atribuído também à população civil japonesa, ignorando que o plano para destruir duas cidades com escassa ou nula importância militar constituía, ele sim, à luz das Convenções de Genebra, um crime de guerra, cometido pela primeira vez com o que hoje se classifica como armas de destruição massiva.

Segundo as leis da guerra, constitui, naturalmente, um crime sacrificar civis para poupar militares.

A bomba de Hiroshima, lançada em 6 de Agosto, há 70 anos, causou imediatamente 70.000 mortos, vindo a morrer nos dias, anos e décadas seguintes pessoas feridas ou contaminadas em número que se calcula em um quarto de milhão.

Três dias depois, outra bomba atómica foi lançada sobre Nagasaki, matando imediatamente 75.000 pessoas -  não só civis japoneses, mas também 13.000 trabalhadores coreanos deportados e escravizados pelo fascismo nipónico."Padrão ético dos bárbaros da Idade das Trevas"
Em todo o caso, testemunhos posteriores indicam que as destruições de Hiroshima e Nagasaki não se destinaram a obter a rendição japonesa, e que eram inteiramente supérfluas desse ponto de vista.

Um desses testemunhos chegou-nos através de Leopold Trepper, chefe da organização de espionagem "Orquestra Vermelha", preso na Lubianka por ordem de Estaline. Aí encontrou Trepper um general japonês, que aguardava o fuzilamento, e que lhe contou ter havido várias diligências japonesas nas semanas anteriores aos bombardeamentos atómicos, pedindo aos EUA que aceitassem a capitulação japonesa. Nenhuma dessas diligências obteve resposta.

Também altos responsáveis norte-americanos manifestaram na altura a sua discordância. O futuro presidente Dwight D. Eisenhower recorda que, ao ser-lhe comunicada em Julho de 1945 a iminência do lançamento da arma atómica, objectou ao secretário de Estado da Guerra, Stimson, que "o Japão já estava derrotado e o lançamento da bomba era completamente desnecessário".

Além disso, acrescentou Einsenhower, "o nosso país devia evitar chocar a opinião pública com a utilização de uma arma cujo emprego já não era, na minha opinião, necessário como forma de salvar vidas americanas. Era minha convicção que o Japão estava, naquele preciso momento, à procura de uma forma de se render com o mínimo de perda da face (...) Os japoneses estavam dispostos a render-se e não era preciso atirar-lhes com aquela coisa horrorosa".

Também o então chefe de Estado Maior das Forças Armadas, almirante William D. Leahy, afirmou: Na minha opinião, a utilização desta arma bárbara em Hiroshima e Nagasaki não teve utilidade material na nossa guerra contra o Japão. Os japoneses já estavam derrotados e dispostos a renderem-se devido ao eficaz bloqueio marítimo e ao bem sucedido bombardeamento com armas convencionais".

A isto acrescentava uma advertência para o futuro: "As possibilidades letais da guerra nuclear no futuro são assustadoras. A minha convicção na altura era que, ao sermos os primeiros a usá-la, tínhamos adoptado um padrão ético comum ao dos bárbaros da Idade das Trevas. Não me ensinaram a fazer a guerra dessa maneira e as guerras não podem ser ganhas a matar mulheres e crianças".

O verdadeiro motivo da decisão foi o empenho norte-americano em fazer uma demonstração de força, que intimidasse os outros vencedores da guerra e, em especial, a União Soviética. Julgando deter, por muitos anos, o monopólio de uma arma decivisa, a Administração Truman não queria limitar-se a experimentá-la secretamente no Novo México.

As populações civis de Hiroshima e Nagasaki pagaram com centenas de milhares de vidas o primeiro acto da chamada Guerra Fria.

O Milagre do Emprego

O Milagre do Emprego


(Clique na imagem para a ampliar)

Hoje, dia 5 de Agosto de 2015, o INE divulgou uma “press release” com os números do desemprego referentes ao final do 2º Semestre deste ano.

Segundo os valores divulgados a taxa de desemprego desceu para 11,9%, situando-se nos 620.400 desempregados.

A mesma comunicação diz também que o número de empregados é de 4.580.800.

Nestes números há gato escondido com rabo de fora. Vamos a factos:

Não contestemos os número do INE, que é como quem diz do Governo, e aceitemos como corretos os números divulgados, mas façamos uma simples comparação:
- Tomemos como referência para comparação o final de 2011;
- Incluamos nas contas a população ativa de 2011 e 2015 (todas as pessoas  residentes maiores de 15 anos aptas a exercer uma atividade económica);
- Incluamos também a população inativa de 2011 e 2015 (todas as pessoas residentes que, independentemente da idade,  não estão empregadas nem desempregadas);
Nota: Uma vez que não há dados da população inativa a 30 de junho de 2015, teremos que somar à população inativa de dez/2014 o diferencial de desemprego de dez/2014 para junho/2015 (726.000-620.400=105.600). (3.657.900-105.600=3.552.300).

O resultado está no quadro acima.

Em três anos e meio “desapareceram” das estatísticas do desemprego 217.000 cidadãos. 
Haverá milhentas “explicações teóricas” mas seria conveniente que nos explicassem este “fenómeno”, na prática e sem aldrabices, uma vez que o saldo demográfico negativo de -0,57% ao ano não será argumento.


pralixados.blogspot.pt

VÍDEO - LISBOA VISTA DO AR - Um vídeo fantástico da autoria da 25 Produções, que mostra a belíssima cidade de Lisboa numa perspectiva diferente que o vai encantar.













Um vídeo fantástico da autoria da 25 

Produções, que mostra a belíssima cidade 

de Lisboa numa perspectiva diferente que o 

vai encantar.










vídeo





A SABEDORIA DOS ANOS



TEXTO IRÓNICO ! - "Total ausência de charme", "praias poluídas", "gastronomia sem interesse" e "pessoas austeras" são os epítetos com que o buzzfeed.fr brindou o país... num artigo que afinal é uma brincadeira.










FRANCÊS ESCREVE TEXTO IRÓNICO





"Total ausência de charme", "praias poluídas", "gastronomia sem interesse" e "pessoas austeras" são os epítetos com que o buzzfeed.fr brindou o país... num artigo que afinal é uma brincadeira.
O artigo do Buzzfeed francês,, intitulado "34 razões para não pôr os pés em Portugal", é, afinal, irónico e na verdade funciona como um elogio às praias, paisagens, arquitectura e cultura social portuguesas.

AFINAL É BRINCADEIRA ! PORTUGAL É SUBLIME !

34 raisons de ne jamais mettre les pieds au Portugal

Fuyez pauvres fous!


1. On entend partout que le Portugal est absolument sublime…

On entend partout que le Portugal est absolument sublime...
Husond / Via en.wikipedia.org
Azenhas do Mar à Sintra.

2. C’est même à se demander pourquoi les Portugais sont si fiers de leur pays.










C'est même à se demander pourquoi les Portugais sont si fiers de leur pays.
Paola Spartà / Via Flickr: mbaruzza_2

3. Le Portugal n’a absolument aucun charme.

Le Portugal n'a absolument aucun charme.
Pablo Nieto / Via Flickr: rapidoelectro

4. Pas même un peu!

Pas même un peu!
hom26 / Via Flickr: hom26
Sintra

5. Qui aurait envie de s’allonger sur des plages aussi polluées?

Qui aurait envie de s'allonger sur des plages aussi polluées?
Daniel Antunes / Via Flickr: danielantunes
Aljezur

6. Une eau de cette couleur, c’est suspect.

Une eau de cette couleur, c'est suspect.
Tamires Minuk / Via Flickr: tataminuk
Ile de Madère

7. Prenez Porto par exemple…

Prenez Porto par exemple...
Raul Lieberwirth / Via Flickr: lanier67
Porto

8. Non mais c’est quoi au juste cette horreur?

Non mais c'est quoi au juste cette horreur?
Pepe Martin / Via Flickr: pepemartin
Le pont Maria Pia (par Gustave Eiffel).

9. Aucun intérêt.

Aucun intérêt.
mat’s eye / Via Flickr: matte0ne
Porto

10. Au secours, mes yeux! MES YEUX!

Au secours, mes yeux! MES YEUX!
Humberto Santos / Via Flickr: hfmsantos
Porto

11. Du côté de la capitale, ce n’est guère mieux.

Du côté de la capitale, ce n'est guère mieux.
ilirjan rrumbullaku / Via Flickr: 125701341@N07
Lisbonne

12. Lisbonne est une ville qui est restée engluée dans son passé.

Lisbonne est une ville qui est restée engluée dans son passé.
hugo n. / Via Flickr: higaara
Lisbonne

13. Même les transports en commun n’ont aucune classe!

Même les transports en commun n'ont aucune classe!
Andrea Moroni / Via Flickr: bandytam
Lisbonne

14. Ça va, tranquille, on copie San Francisco?

Ça va, tranquille, on copie San Francisco?
Jaime Silva / Via Flickr: 20792787@N00
Le Pont du 25 avril à Lisbonne.

15. Aucune poésie ne se dégage des paysages portugais.

Aucune poésie ne se dégage des paysages portugais.
Mariusz Kluzniak / Via Flickr: 39997856@N03
Tavira

16. Et le Portugal n’a aucune histoire, c’est bien connu.

Et le Portugal n'a aucune histoire, c'est bien connu.
F Mira / Via Flickr: fhmira
Palais National de Pena à Sintra.

17. Les monuments sont ainsi particulièrement laids.

Les monuments sont ainsi particulièrement laids.
Diego Delso / Via en.wikipedia.org
L’hôtel de ville de Porto.

18. De toute façon, personne ne les connait.

De toute façon, personne ne les connait.
Bernt Rostad / Via commons.wikimedia.org
La tour de Belém à Lisbonne.

19. Aucune majesté!

Aucune majesté!
Alvesgaspar / Via en.wikipedia.org
Padrão dos Descobrimentos à Lisbonne.

20. Les Portugais n’y connaissent rien en architecture.

Les Portugais n'y connaissent rien en architecture.
Juan Lois / Via Flickr: caese
Sanctuaire de Santa Luzia.

21. Mais alors, vraiment rien de rien!

Mais alors, vraiment rien de rien!
Alvesgaspar / Via fr.wikipedia.org
Aqueduc de Pegões.

22. Un tas de vieilles pierres sans intérêt.

Un tas de vieilles pierres sans intérêt.
François Saulnier / Via Flickr: bibulus
Monastère des Hiéronymites à Lisbonne.

23. Niveau gastronomie, ce n’est pas mieux.

Niveau gastronomie, ce n'est pas mieux.
Azchael / Via Flickr: azchael

24. Beurk!

Beurk!
Azchael / Via Flickr: azchael

25. Qui boit encore du Porto aujourd’hui?

Qui boit encore du Porto aujourd'hui?
Guglielmo Ferri / Via Flickr: gugfer

26. Niveau culture, le Fado et ses représentants ne présentent aucun intérêt.

Niveau culture, le Fado et ses représentants ne présentent aucun intérêt.
Anefo / Mieremet, R. / Via fr.wikipedia.org
Amália Rodrigues

27. Personne de remarquable n’est jamais venu du Portugal.

Personne de remarquable n'est jamais venu du Portugal.
Chris Deahr / Via fr.wikipedia.org
Cristiano Ronaldo

28. Qui a déjà entendu parler de Luís Figo?

Qui a déjà entendu parler de Luís Figo?
Ludovic Péron / Via commons.wikimedia.org
Luís Figo

29. Les Portugais sont des gens plutôt austères.

Les Portugais sont des gens plutôt austères.
Raimond Spekking / Via commons.wikimedia.org

30. Vraiment pas sympathiques.

Vraiment pas sympathiques.
Pedro Ribeiro Simões / Via Flickr: pedrosimoes7

31. Non, le Portugal n’est pas un beau pays.

Non, le Portugal n'est pas un beau pays.
Eider Palmou / Via Flickr: garaigoikoa
Ponta da Piedade

32. Aucune raison d’y aller.

Aucune raison d'y aller.
Moinho tipico / Via Flickr: franciscoantunes
Moinho Tipico

33. Restez chez vous!

Restez chez vous!
Jose Maria Cuellar / Via Flickr: cuellar
Lisbonne

34. Pitié!

Pitié!
Aires Almeida / Via Flickr: 31212180@N08
Praia do Vau (Algarve)

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