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domingo, 26 de julho de 2015

Merkel caiu da cadeira

Merkel caiu da cadeira


Merkel caiu da cadeira

A chanceler alemã assistia à inauguração do Festival Richard Wagner de Bayreuth.
Angela Merkel caiu, ontem à noite, da cadeira, no intervalo da ópera "Tristão e Isolda", que inaugurou o festival de Bayreuth, na Alemanha.
***«»***
Quem foi que enviou a cadeira do Salazar para a Alemanha?...
A cadeira não suportou o peso da senhora. Mas não sei se o lamentável acidente foi devido ao peso do seu corpo ou ao peso da sua consciência...
De qualquer forma, espero que a conta da compra de uma cadeira nova não seja enviada aos gregos, para a pagar. Ou a nós, portugueses.
Desejo sinceramente as melhoras da senhora... É que faz muita falta aos ministros do governo português, que ficariam órfãos, se, entretanto, ela viesse a morrer, vítima de um qualquer hematoma, como aconteceu a Salazar. Oxalá que não... Até porque todos nós perderíamos uma grande amiga, já que foi ela que, para nos salvar, inventou aquela mágica teoria económica de “empobrecer para, depois, enriquecer”, e que está a dar óptimos resultados, principalmente na Grécia


alpendredalua.blogspot.pt

Estado desembolsa mais 53 milhões para escolas privadas

Estado desembolsa mais 53 milhões para escolas privadas

Este gasto poderá ser desnecessário uma vez que as escolas públicas têm capacidade para receber os alunos.


O Estado vai gastar quase 53 milhões de euros no próximo ano letivo para abrir mais 656 turmas com contrato de associação.

Anteriormente, estes contratos só eram feitos quando as escolas públicas não podiam dar resposta aos alunos, mas com a alteração do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, a única coisa que impera é a liberdade de escolha entre público ou privado.
Com o aumento de turmas abertas para o 5º, 7º e 10º ano, no total, há 1.732 com contratos de associação. Cada uma custa ao Estado 80.500 euros. O Jornal de Notícias dá conta que o Estado pode vir a gastar 139 milhões.
Mas por existirem escolas públicas com condições para receberem os alunos, Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), defende que "se os pais têm um estabelecimento público perto de casa, mas preferem um privado, então, paguem. Não tem que ser o Estado, que somos todos nós, a fazê-lo".
Já Mário Nogueira, da Fenprof, explica que "o Estado paga por uma turma com contrato de associação mais do que por uma pública. Só com estas 656 turmas, irá pagar aos privados mais três milhões e 617 mil euros do que pagaria se as turmas ficassem em escolas públicas".

ESTES SÃO HOTÉIS ESPALHADOS PELO MUNDO - BIZARROS NÃO !?

 ESPÍRITO LIVRE - CANADÁ
 ICE HOTEL SUÉCIA
 MONTANHA MÁGICA - CHILE
 ESPELHOS MIRROR - BERLIM
 MONTANHA MÁGICA - CHILE
 BARCO HOTEL - MALDIVAS
 HOTEL FLUTUANTE - CHINA
 BUBLLES - FRANÇA
 MIRROR - ESPELHOS - AUSTRIA
 BOUBLLES - BERLIM
 AVIÃO HOTEL - COSTA RICA
 CASTELO - AUSTRIA
 CAVALO DE TRÓIA - AUSTRIA
 MANILHAS HOTEL - AUSTRIA
 AVIÃO HOTEL - COSTA RICA
UNDER WATER - FIJI

PROIBIDO 3 DIAS DE PUBLICAR POR CAUSA DE UM GIF INOCENTE E HUMORÍSTICO.

ESTOU NOVAMENTE IMPEDIDO POR TRÊS DIAS DE PUBLICAR NO FACEBOOK DERIVADO À PUBLICAÇÃO NO DIA DE ONTEM DE UM (GIF) ANIMADO.

A CANALHA DE FALSA MORAL NÃO PERDE UMA OPORTUNIDADE DE ME CHATEAR AO MESMO TEMPO QUE SE ESCONDE NO ANONIMATO DA COVARDIA.

O PENSAMENTO E A ATITUDE PIDESCA DESTA GENTE METE-ME ASCO E EMBORA CORRESSE JÁ COM ALGUNS PARECE QUE AINDA HÁ CONTAMINAÇÃO.

Autocarro espanhol fica sem tecto num túnel e seis pessoas ficam feridas

Autocarro espanhol fica sem tecto num túnel e seis pessoas ficam feridas

Condutor não terá visto a indicação de altura máxima do túnel.



Um autocarro espanhol que transportava 53 estudantes sofreu na madrugada deste domingo um acidente espectacular no Norte de França, de que resultaram seis feridos graves, dos quais dois com prognóstico reservado, e ainda 15 feridos ligeiros.A espectacularidade do acidente resulta do facto do autocarro ter perdido o tecto, em resultado de ter entrado num túnel que não tinha altura suficiente para o veículo.
O acidente correu na localidade de Lille e a indicação de altura máxima estava assinalada à entrada do túnel, mas não terá sido vista pelo condutor.
Os 53 estudantes, com idades entre os 18 e os 23 anos, eram das localidades espanholas de Bilbao, San Sebastián e Vitoria e o destino final da viagem era Amesterdão.
De acordo com informações das autoridades locais, os feridos graves, todos estudantes, foram transportados para o hospital universitário de Lille e um total de 27 pessoas foram atendidas no centro hospitalar de Lille.
Para além dos estudantes, viajavam no autocarro mais seis adultos, incluindo dois condutores.
Segundo a AFP, o acidente ocorreu no mini-túnel de Grand Boulevard, no bairro de Madeleine. À entrada do túnel há a indicação do limite de altura de 2,60 metros, e antes da entrada há um pórtico que já foi derrubado várias vezes, a última das quais no mês passado, por uma camioneta.
Os testes de álcool aos motoristas deram resultados negativos e o condutor já foi ouvido pela polícia para determinar as causas do acidente, que deve ter acontecido por desorientação do motorista, que saiu do percurso previamente definido. 

Deputada amamenta bebé no Parlamento - Uma deputada argentina está a ser elogiada, depois de ter sido fotografada, no início do mês, a amamentar a filha durante uma sessão do Parlamento.

Deputada amamenta bebé no Parlamento

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Uma deputada argentina está a ser elogiada, depois de ter sido fotografada, no início do mês, a amamentar a filha durante uma sessão do Parlamento.
 
DR
Fotografia que correu mundo

Victoria Donda Perez está a ser apontada como um modelo a seguir pelas jovens mães que trabalham, depois de, durante uma sessão do Congresso Nacional da Argentina, ter precisado de alimentar a bebé.
A atitude de Perez está a ser usada como forma de exemplificar os problemas por que passam as mães, quando têm de conciliar a maternidade com um trabalho.
A mais nova deputada no país - tinha 27 anos quando foi eleita em 2011 - nunca se atrapalhou com o nascimento da filha Trilce, mesmo durante ações de campanha. Há imagens dela a participar numa arruada enquanto empurra o carrinho de bebé.

VÍDEO

video

Se há quem a elogie por tal ato, há também quem fique ofendido por Perez estar em público a exibir uma mama.
As questões relacionadas com a amamentação em público têm causado alguns problemas ao longo dos anos, com várias mães a serem criticadas por não se resguardarem quando alimentam os filhos
.

GGTP entrega 32 mil euros de ajuda à reconstrução na Ilha do Fogo


Um representante da central sindical CGTP-IN parte hoje para Cabo Verde para entregar à sua congénere cabo-verdiana cerca de 32.000 euros recolhidos em Portugal na campanha de solidariedade com a Ilha do Fogo, destruída em 2014 por uma erupção vulcânica.

Lusa
PAÍS CABO VERDE (LUSA)


"Vou partir agora [às 20:00] e levo uma quantia muito simpática, tendo em conta a situação que se atravessa no país, recolhida nos meses de abril e maio", disse à Lusa Manuel Correia, membro do Conselho Nacional da CGTP.

"O valor exato é 31.835,60 euros", precisou.
Esta contribuição global -- das federações, das uniões distritais, dos sindicatos e trabalhadores em geral - será entregue, numa cerimónia a realizar a 03 de agosto na Ilha do Fogo, a Júlio Silva, secretário-geral da Central Sindical de Cabo Verde, UNTC-CS.
O sindicalista sublinhou que se trata da resposta da CGTP-IN ao apelo de solidariedade financeira feito pela UNTC-CS ao movimento sindical internacional, depois de a erupção do vulcão daquela ilha ter destruído várias aldeias e vilas, no final de 2014.
Sobre o objetivo em que o montante será aplicado, Manuel Correia indicou: "Não podemos afirmar com toda a certeza qual é o destino exato desta verba, mas gira sempre em volta da reconstrução - ou de habitação, ou de uma escola, ou de um jardim-de-infância".

CANÇÕES DA RESISTÊNCIA (9) Victor Jara - VÍDEOS

Te recuerdo, Amanda

Single de 1969, com as canções "Plegaria a un labrador" e "Te recuerdo, Amanda"

Para hoje, um dos maiores cantores, Víctor Jara. Não devemos esquecer o que lhe fizeram. Nem os responsáveis, nem seus ajudantes. Em nome da "democracia".
Um tema em que o amor e a luta se unem. Em 1974, Raimon gravou-a em catalão, no seu disco "A Victor Jara".



Te recuerdo, Amanda, / Et recorde Amanda
la calle mojada, / els carrers mullant-se
corriendo a la fábrica / anant a la fàbrica
donde trabajaba Manuel. / allà on treballava Manuel.

La sonrisa ancha, / El somriure ample
la lluvia en el pelo, / la pluja a la cara
no importaba nada, / res no t'importava
ibas a encontarte con él. / perquè et trobaries

Con él, con él, con él, con él. / Amb ell, amb ell, amb ell.
Son cinco minutos. / Només una estona,
La vida es eterna en cinco minutos. / la vida és eterna en aquesta estona.
Suena la sirena. / Sona la sirena.
De vuelta al trabajo / Torna a la faena
y tœ caminando lo iluminas todo, / i tu caminaves tot ho il·luminaves
los cinco minutos te hacen florecer. / i la curta estona et va fer florir.

Te recuerdo, Amanda, / Et recorde Amanda
la calle mojada, / els carrers mullant-se
corriendo a la fábrica / anant a la fàbrica
donde trabajaba Manuel. / allà on treballava Manuel.

La sonrisa ancha, / El somriure ample
la lluvia en el pelo, / la pluja a la cara
no importaba nada, / res no t'importava
ibas a encontarte con él. / perquè et trobaries

Con él, con él, con él, con él. / Amb ell, amb ell, amb ell.
que partió a la sierra, / que marxà a la serra
que nunca hizo daño. / que gens de mal feia.
Que partió a la sierra, / que marxà a la serra,
y en cinco minutos quedó destrozado. / i en ben poca estona ells el destrossaren
Suena la sirena, / Sona la sirena
de vuelta al trabajo / torna a la faena,
muchos no volvieron, / molts no tornaren,
tampoco Manuel. / tampoc el Manuel.

Te recuerdo, Amanda, / Et recorde Amanda
la calle mojada, / els carrers mullant-se
corriendo a la fábrica / anant a la fàbrica
donde trabajaba Manuel. / allà on treballava Manuel.

a-cantiga-foi-uma-arma.blogspot.pt


VÍDEO



MAIS VÍDEOS

MANIFESTO






VIENTOS DEL PUEBLO

CANTO LIBRE


REPORTAGEM - QUEM MATOU VICTOR JARA


EL CIGARRITO



LAS CASITAS DE BARRIO ALTO
COMANDANTE CHE GUEVARA


LA PARTIDA

CAMINANDO, CAMINANDO


A PARTIR DE HOJE NO DESENVOLTURAS & DESACTOS UMA RECEITA EM VÍDEO - CREPES DE QUEIJO E FIAMBRE PANADOS




VÍDEO



26 DE JULHO DE 1952: MORRE EVA PERON, ESPOSA DO ENTÃO PRESIDENTE DA ARGENTINA

Eva e Juan Perón  casaram-se  em  1945
  
Retrato oficial de  Juan Domingo Perón e Evita,  da autoria de Numa Ayrinhac em 1948.
Eva discursando em público







estoriasdahistoria12.blogspot.pt

A SRª D. ISABEL HERÉDIA E A DEMOCRACIA







NATO vem em apoio das grandes potências europeias contra os países do sul da Europa. Passos Coelho envolve-se até ao pescoço!.

NATO vem em apoio das grandes potências europeias contra os países do sul da Europa. Passos Coelho envolve-se até ao pescoço!.


A “Trident Juncture 2015” (TJ15), será uma das maiores manobras militares da NATO em território europeu.
De 28 de Setembro a 6 de Novembro, com particular participação da Itália, da Espanha e de Portugal, mais de 230 unidades terrestres, aéreas e navais e forças de operação especial de mais de 30 países aliados e parceiros, com 36 mil homens, mais de 60 embarcações e 140 aviões de guerra, além da indústria militar de 15 países para avaliar de quais armas necessita a Aliança.


Neste exercício de guerra, a NATO envolverá 12 das maiores organizações internacionais, agências de ajuda humanitária e associações não governamentais. “Participarão na TJ15 também a União Europeia (UE) e a União Africana”, referiu a NATO em comunicado. Entre os países da UE mais empenhados nas manobras da NATO figuram, além dos três citados nos quais se desenvolverão a maior parte das operações, também a Alemanha, a Bélgica e a Holanda. Altas personalidades internacionais serão convidadas a assistir à TJ15 em 19 de Outubro em Trapani (Itália), em 4 de Novembro em Saragoça (Espanha) e em 5 de Novembro em Troia (Portugal).
O deslaçar da UE, resultante dos efeitos trágicos das políticas de austeridade, parece ser "a preocupação" dos EUA e da NATO, agravada com "o medo" que têm da Grécia aprofundar relações com a China e a Rússia. Mas a Rússia também vai ser objectivo destas operações.

antreus-dois.blogspot.pt

Nova Onda de Propaganda e Agressão à Síria - Noticiou-se recentemente que políticos norte-americanos teriam assinado e agendado os planos traçados para invasão e ocupação da Síria pelos EUA.

Nova Onda de Propaganda e Agressão à Síria


Noticiou-se recentemente que políticos norte-americanos teriam assinado e agendado os planos traçados para invasão e ocupação da Síria pelos EUA. O plano, traçado pela Brookings Institution, think-tank privado mantido pelas "500 [empresas] da [revista] Fortune", que também traçou planos para a invasão, ocupação e "avançada" no Iraque – consiste de levar forças especiais dos EUA a ocupar regiões de fronteira da Síria, para assim justificar uma "zona aérea de exclusão" sobre o país, se e quando forças sírias tentarem retomar as tais "zonas seguras".

Essas "zonas seguras" serão usadas por vários grupos terroristas, que a Brookings admite que são ligados à Al Qaeda, para proteger-se contra o fogo da força aérea síria; dessas áreas, eles poderão também planejar e lançar ataques mais profundos dentro de território sírio. A meta é a balcanização da Síria, dividida em vários estados vassalos impotentes, que os EUA adiante poderão alinhavar num mesmo regime cliente.



Também se noticiou que essa conspiração assinada e sacramentada para invadir, ocupar e destruir a Síria seria seguida por ampla propaganda para apresentar os ataques à Síria como se fossem eventos em que o chamado "Estado Islâmico" estaria sendo derrotado. A verdade é que centenas de caminhões, saídos do território da Turquia, estado-membro da OTAN, cruzam diariamente a fronteira turco-síria sem encontrar qualquer oposição, destinados ao território controlado pelo EI/ISIS/ISIL/DAESH, mantendo a frente terrorista sempre abastecida e armada, com as fileiras repletas de militantes recém-chegados.

Claro que EUA, Grã-Bretanha e outros aliados regionais que também executam ataques aéreos na Síria fazem o que fazem com pleno conhecimento de que, seja qual for o dano que causem, tudo será rapidamente absorvido na torrente logística que eles mesmos permitem, embora não oficialmente, que flua para território do ISIS. Nenhuma tentativa foi feita pelos EUA ou qualquer das nações da OTAN envolvidas no conflito sírio, para, antes, cortar as linhas de suprimento para o ISIS – objetivo estratégico necessário, além de elementar e óbvio, se o ocidente estivesse interessado em parar o ISIS.


Começa a propaganda

O documento distribuído pela Brookings já está aparecendo, muito visível, em itens de pauta, por toda a imprensa-empresa ocidental. O Guardian em coluna intitulada "Why British air strikes in Síria would be pointless [Por que ataques aéreos britânicos na Síria não teriam sentido algum] diz:

O objetivo [do secretário de Defesa Michael Fallon] é só espalhar alvos para os aviões da RAF, sobre área muito maior? Se, por outro lado, tem algum plano secreto para transformar a estratégia da coalizão em algo mais ambicioso, deveria nos informar. A Síria não padece de falta de bombas. O que falta aí são forças de solo, sob o guarda-chuva militar da coalizão e em número suficiente, para expulsar e destruir o ISIS. É possível uma abordagem mais agressiva. Exigiria liderança norte-americana, com mudanças nos programas para treinar e armar o exército sírio, e apoio aéreo mais direto nos seus combates. Eventualmente, mas inevitavelmente, isso traria os rebeldes para maior contato com o governo de Assad. Essa abordagem dificilmente sobreviverá ao teste parlamentar em casa.

Fallon tem um "plano secreto", e forças especiais de EUA e britânicas já estão operando dentro da Síria, ao lado dos terroristas. A novidade é que, agora, o mesmo "plano secreto" está sendo publicado na página da Brookings Institution na Internet; e declara abertamente que forças especiais do ocidente que apoiam os terroristas ativos naquela região – e sabidamente aliadas diretas da Al-Qaeda – devem ocupar território sírio.

Convenientemente, o impasse parlamentar já 'antecipado' deve gerar uma onda de apoio a maior intervenção, depois dos ataques do ISIS na Tunísia, onde os principais alvos foram turistas britânicos. Ataques na França, outra onda de filmes de execuções assumidamente sensacionalistas, e um ataque recente no Tennessee, onde outra vez o atirador era velho conhecido do FBI, parecem oferecer, quase como se tudo tivesse sido planejado, o pretexto perfeito com o qual vender à opinião pública atos de agressão militar, por forças ocidentais, contra a Síria, que em todos os casos sempre serão injustificáveis.



O artigo publicado no Guardian, de palavras cuidadosamente escolhidas, é só o primeiro de uma campanha de propaganda organizada para justificar a invasão e a ocupação do território sírio, numa campanha militar que visa a empurrar o público ocidental, como se fossem sonâmbulos, na direção de mais uma guerra longa e cara. Qualquer pessoa, mesmo que apenas semiconsciente, será, como o ocidente espera, convencida de que o ISIS é pretexto perfeitamente justificável para levar avante essa aventura militar premeditada.

Os planos dos EUA para usar a Al-Qaeda em 2007 afinal se completam

Deve-se repetir que, já em 2007, durante o governo do presidente George Bush, noticiou-se que EUA, Arábia Saudita, Israel e outros aliados regionais planejavam fundar, armar e manter um amplo front de terrorismo – aliado à Al Qaeda – para fazer guerra por procuração contra Irã, Síria e o Hezbollah libanês.

Seymour Hersh, jornalista Prêmio Pulitzer, em artigo de 2007, intitulado "The Redirection: Is the Administration's new policy benefiting our enemies in the war on terrorism?" ["O redirecionamento (hoje se diria "pivô"?): A nova política do governo Bush estará beneficiando nossos inimigos, na guerra ao terror?"] diz explicitamente (itálicos nossos):
Para minar a influência do Irã, que é predominantemente xiita, o governo Bush decidiu com efeito reconfigurar suas prioridades no Oriente Médio. No Líbano, o governo cooperou com o governo da Arábia Saudita, que é sunita, em operações clandestinas que visam a enfraquecer o Hezbollah, a organização xiita apoiada pelo Irã. Os EUA também tomaram parte em operações clandestinas contra o Irã e sua aliada, a Síria. Resultado lateral dessas atividades foi o crescimento de grupos extremistas sunitas, que abraçam uma visão militante do Islã, que são hostis aos EUA e simpáticos à Al Qaeda.
É claro que essa conspiração premeditada e documentada foi plenamente implementada, manifestando hoje como "Estado Islâmico", que está visivelmente sendo usado como força militar por procuração com a qual fazer guerra contra inimigos do ocidente e, também, como pretexto para justificar a agressão militar pelo ocidente, por todo o planeta. E também é convenientemente usado para manter mão de ferro dentro dos EUA, mediante a política de Estado cada dia mais orweliana dedicada à "luta contra a ameaça terrorista".



Como outros já perceberam e alertaram, o ocidente também está intencionalmente promovendo uma estratégia de tensão para, como se pode antever, dividir a população planetária em dois campos: (1) o que apoia o neoliberalismo ocidental; e (2) o que apoia os métodos medievais do ISIS e ideologias periféricas. Os que estão entre esses dois campos são planejadamente marginalizados pela imprensa-empresa comercial em todo o ocidente, e muitas vezes também na chamada "mídia alternativa". A infiltração cognitiva não é fenômeno novo e ajudou a calar as vozes da razão e a acelerar esse conflito global.

Ao fim e ao cabo, impérios que se servem de procuradores e também de inimigos inventados preparam-se para a competição. Infelizmente, diferentes nisso dos impérios que o mundo conheceu antes, as armas e a tecnologia acessíveis aos imperialistas dos dias de hoje têm tal poder de devastação e impacto tão amplo, que poucos escaparão dos efeitos delas.

Expor simultaneamente (i) a agressão militar do ocidente e o fato de que o próprio ocidente inventou os inimigos contra os quais o mundo teria de ser protegido; e (ii) divulgar e promover os méritos de um mundo multipolar, onde aventuras militares extraterritoriais e a milhares de quilômetros das praias do país agressor são condenadas como inadmissível crime contra a humanidade – é bom primeiro passo para desarmar o mais recente round de ataques violentos contra as já tão furiosamente agredidas fronteiras da Síria.

[1] Tony Cartalucci, escritor e pesquisador em temas geopolíticos trabalha em Bangkok, e contribui para a revista online New Eastern Outlook.

 http://www.anovaordemmundial.com

Roupa e calçado falsificado roubam mil milhões a Portugal

Estudo europeu sobre contrafação no vestuário, calçado e acessórios estima que o fenómeno valha 10% das vendas totais do setor. E leva à perda de 25 mil postos de trabalho


Roupa e calçado falsificado roubam mil milhões a Portugal

Grupo Anticontrafação apreendeu em 2014 4,3 milhões de bens contrafeitos
Gustavo Bom/Global Imagens
26/07/2015  |  Dinheiro Vivo
A venda de roupa, sapatos e acessórios falsificados "rouba" 452 milhões de euros a Portugal, mais de 10% das vendas totais. E faz perder 18 mil empregos. Os números são ainda mais negros se considerados os efeitos indiretos: prejuízos de 992 milhões e 25 mil postos de trabalho perdidos.
Os dados são do Instituto de Harmonização no Mercado Interno (IHMI), que revela que, no conjunto da União Europeia, a contrafação é, direta e indiretamente, responsável por perdas anuais de 43,3 mil milhões de euros e o desaparecimento de 518 mil empregos. Mais. Os 28 estados membros da UE veem as suas receitas fiscais reduzidas em 8,1 mil milhões de euros anuais, entre IVA, IRC e contribuições sociais que ficam por pagar.
O fenómeno da contrafação e da pirataria não é novo, mas "tenderá a aumentar se não forem tomadas as devidas providências, à medida que as empresas portuguesas forem ganhando reputação à escala universal", alerta Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS).
Basta ver alguns números para ter ideia da importância destes dois sectores na economia portuguesa: a indústria têxtil e vestuário, por exemplo, emprega mais de 123 mil pessoas e exporta 4,3 mil milhões de euros (9% de todas as vendas de Portugal ao estrangeiro); o calçado dá trabalho a 35 mil pessoas e exportou, só no ano passado, um recorde de 1,87 mil milhões de euros.
Razão mais do que suficiente para que Paulo Gonçalves considere urgente o reforço das vistorias, mas também a agilização dos processos nos tribunais. Por exemplo, Miguel Vieira, a marca do conhecido estilista português, que há uns anos estava sinalizada como a mais falsificada, só muito recentemente ganhou nos tribunais "uma disputa que se iniciou há 15 anos".
Paulo Gonçalves lembra que, nos últimos anos, houve mesmo empresas portuguesas a ganhar processos em tribunais no exterior - nomeadamente em Espanha e na Alemanha - "exatamente por terem os seus produtos copiados e contrafeitos". Mas essa foi uma vitória amarga para Joaquim Carvalho, já que acabou por levar a empresa, a J. Sampaio & Irmão, arrastando o empresário para a insolvência pessoal. Com mais de 30 anos de atividade, a J Sampaio era uma das empresas mais conceituadas do setor. Irreverente, a Eject era a sua marca mais conhecida e que chegou a patrocinar jovens atores portugueses da série "Morangos com Açúcar" (ver texto ao lado).
Os números apresentados pelo Instituto de Harmonização no Mercado Interno são "um pouco excessivos", considera Paulo Vaz, diretor geral da Associação da Indústria Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP). Mas reconhece que o estudo é interessante e útil. "Nunca saberemos até que ponto retrata na fidelidade e na plena extensão esta realidade, que é complexa, grave e que deve ser fortemente combatida".
O trabalho do IHNI denuncia alguns casos que envolveram não apenas a indústria de calçado italiana, mas também fábricas têxteis portuguesas. Paulo Vaz lembra que as situações apresentadas resultaram de intervenções das autoridades policiais no desmantelamento concreto de operações, o que poderá significar que Portugal e Espanha - foi uma operação conjunta da polícia espanhola com a ASAE - "são mais efetivos no combate a este problema do que os demais países".
"Não posso acreditar que a contrafação seja em Portugal e Espanha um problema mais grave do que na Alemanha, na Roménia ou na Itália. Pelo contrário, do que pude extrair, a Itália é o centro nervoso de todo o crime organizado de contrafação na Europa, ou como fabricante ou como distribuidor", frisa.
Paulo Vaz reconhece que a contrafação é um tema "muito preocupante" para quem tem marcas e nelas investiu, e defende um esforço acrescido na sensibilização dos consumidores, "criando atitudes cívicas adequadas", a par do reforço da fiscalização.
"O consumidor tem que perceber que o consumo de bens contrafeitos é uma atitude censurável. Acredito que muitas pessoas nem sequer tenham a consciência que o que estão a fazer é comparável a serem recetadores de mercadoria roubada."

Opinião: Carvalho da Silva - OS TRÊS DA VIDA AIRADA - A realidade de que nos falam Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas, nas suas pregações e "conversas em família", não cola com a vida concreta da esmagadora maioria dos portugueses.




Os três da vida airada
26.07.2015
CARVALHO DA SILVA



A realidade de que nos falam Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas, nas suas pregações e "conversas em família", não cola com a vida concreta da esmagadora maioria dos portugueses. Sustenta-se em ardilosos argumentos, em meias- verdades ou mentiras exaustivamente repetidas, na exploração de medos decorrentes dos complicados problemas que nos afligem no plano nacional e europeu, na tortura de números para que digam o que eles pretendem. Esta "realidade" vai pairando sobre a sociedade e pode impregnar-se e atrofiar-nos o futuro.
Algumas almas rendidas às "novidades" do neoliberalismo e os paladinos da ordem das velhas sociedades clamam que a "realidade é de direita", concluindo que não há alternativas porque é moderno sujeitarmo-nos a humilhações, ao acentuar das desigualdades, ao estilhaçar da democracia.
Aquelas três personagens, que nos últimos quatro anos articuladamente nos desgovernaram, tudo fazem para que os portugueses se submetam às instituições, aos tratados, às práticas políticas da União Europeia, quando está hoje sobejamente demonstrado que os dogmas e valores por que se regem estão à margem da vontade dos povos europeus, povos livres e iguais entre si, empenhados em construir sociedades solidárias com desenvolvimento humano e paz. A realidade que nos conduz ao futuro - sempre uma construção humana - é a que emana dos anseios das pessoas, da sua ação individual e coletiva, não aquilo que nos querem impor a partir do que cabe naqueles espartilhos.
A vida dos portugueses nestes últimos anos foi marcada por muito sofrimento injusto, por perda de esperança e de confiança, por sentimentos de impotência face à avalancha de "políticas inevitáveis". O país está a perder população e a desestruturar-se, a destruir capacidades para o seu desenvolvimento.
O caminho para dar a volta a este estado de coisas passa por não nos submetermos "à realidade" inventada por estes governantes, por tomarmos o desafio de exigir verdade e agir com dignidade. O que aquele trio da vida airada gerou, como ainda esta semana a CGTP-IN denunciou, em consonância com outros estudos sérios, foi o agravamento das desigualdades na repartição do rendimento - tendo a riqueza relativa a ordenados e salários passado de 36,1% em 2011 para 34,5% em 2014, enquanto os lucros, que já tinham um peso maior no PIB, passaram de 41,6% para 43,3% -; muitas mais horas trabalhadas por ano pelos mesmos salários; um sistema tributário ainda mais injusto; mais pobreza e menos recursos para quem é pobre; depauperação das funções sociais do Estado, com profundas implicações para a coesão social e o desenvolvimento do país.
A "estabilidade política" reclamada pelo presidente da República (PR) e pelos partidos do Governo não é mais do que um convite aos portugueses para aceitarem a inevitabilidade daquelas políticas desastrosas e se distanciarem do acompanhamento crítico da vida política, da intervenção pública que põe a nu as destruições causadas e obriga a mudanças de rumo.
Com a crise, veio ao de cima a frágil formação democrática do PR, a sua perspetiva económica que nega a economia política e expressões de compromisso com gente que vive de promiscuidades. Isso articulou-se em pleno com os objetivos do grande poder económico e financeiro internacional e nacional, de que Passos é o governante de serviço, e com a agenda social retrógrada dos setores mais conservadores e reacionários, de que Portas e outros ministros são eficazes executantes.
A Cavaco Silva só preocupa que o poder seja exercido por forças que garantam a subjugação. Perante tantos desafios com que nos deparamos é incapaz de apelar aos portugueses para fazerem do próximo ato eleitoral um tempo de debate sobre os seus problemas, as suas causas e as formas de os resolver; nem um apelo para que se mobilizem e participem ativamente nas eleições. Ele pré-define políticas e governantes e convida os portugueses a sancionar as suas escolhas.
Para travar a exploração, para recuperarmos soberania e democracia, é preciso desconstruir este trio e derrotar as políticas que se propõe prosseguir.
*INVESTIGADOR E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO