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sexta-feira, 24 de julho de 2015

VÍDEO - AMOR LIVRE - KARINA GOMES




















AMOR LIVRE


KARINA GOMES










QUEM É DO TEMPO DO BONANZA !? - UMA SÉRIE DAS MAIS FAMOSAS NA TV

Bonanza - Seriado da TV - História

Bonanza foi uma série de TV de western exibido na emissora de televisãoamericana NBC de 12 de setembro de 1959 até 16 de janeiro de 1973. Colorido, co-patrocinado pela fábrica de aparelhos de televisão RCA, um dos braços daNBC e também pela Chevrolet, tornou-se um dos maiores sucessos da televisão de todos os tempos e no género somente o seriado Gunsmoke o igualou em popularidade e longevidade.
Narra a saga do rancheiro viúvo Ben Cartwright (Lorne Greene), um homem de propósitos, e de seus três filhos (de mães diferentes), na defesa de seu rancho Ponderosa em Nevada. Além de Greene, outro ator da série que fez bastante sucesso foi Michael Landon (que depois estrelaria os seriados Os pioneiros e O Homem que veio do céu, 1984-1989). Lorne Greene também apareceria em outras séries, como Battlestar Galactica.
O filme piloto foi escrito por David Dortort, também produtor da série. Dortort criaria outras séries e filmes de TV similares como The Restless GunThe High ChaparralThe Cowboys e a prequela de Bonanza, chamada Ponderosa.
Com personagens bastante humanizados, Bonanza conquistou fãs ao redor do mundo todo com suas histórias de bravura, honradez e coragem no Velho Oeste. Apesar do seu grande êxito, pelo menos no Brasil o seriado quase não foi reprisado provavelmente devido ao declínio do gênero western. Atualmente seus episódios têm sido lançados em DVD, para deleite de velhos fãs. Em 2009 o canalRede Brasil de Televisão começou exibir a série e em 2010 o canal a cabo TCMtambém passou a exibir o seriado.
O também famoso tema musical de Bonanza, foi criado por Jay Livingston e Ray Evans. O conhecido cantor country Johnny Cash regravou uma versão em seu álbum "Ring of Fire: The Best of Johnny Cash", de 1963. A canção teve novos arranjos em 1968 e nova versão em 1970. No período de 1970-1972 foi usada uma nova canção como tema.

Elenco:

  • Victor Sen Yung...Hop Sing
  • Ray Teal...Xerife Roy Coffee
  • Bing Russel...Clem Foster
  • David Canary..."Candy" Canaday (1967-1970)
  • Mitch Vogel...Jamie Hunter (a partir de 1971)
  • Guy Williams.... Will Cartright (1964 - 1966)

Tramas:

As histórias se baseam nas aventuras da família Cartwright do viúvo Ben Cartwright e de seus três filhos: Adam Cartwright, o arquiteto da casa onde eles moram; o amável e gigantesco Eric, mais conhecido pelo apelido de "Hoss"; e o caçula impetuoso Joseph ou "Little Joe". A medida que a série avança, nos episódios não aparecem sempre todos. A família tem como cozinheiro o imigrante chinês Hop Sing.
A família vive no rancho "Ponderosa", em Lake Tahoe, Nevada. Próximo do rancho fica a cidade de Virginia City (Nevada), onde eles se encontram com o xerife Roy Coffee e seu auxiliar Clem Foster.

Filmes para televisão:

Foram feitos os seguintes filmes baseados em Bonanza: Bonanza: The Next Generation (1988), Bonanza: The Return (1993) e Bonanza: Under Attack (1995). Em 2001 foi feita a prequela Ponderosa, dirigida por Kevin James Dobson e filmada na Austrália.

Ligações externas

15-5-2015 11.5.34 1
O MELANCÓLICO, INFELIZ E INGRATO FIM DA SÉRIE “BONANZA”
“Bonanza” foi uma das séries clássicas da TV norte-americana, uma das mais queridas pelo público e, por isso mesmo, uma das séries campeãs de audiência dos anos 60. O que levou “Bonanza” a ser tão admirada e ter uma fiel legião de espectadores foi, sem dúvida, o carisma dos quatro Cartwrights. Enquetes eram feitas para saber qual deles era o preferido do público que se dividia entre o patriarca Benjamin (Ben) e seus filhos Adam, Eric (Hoss) e Joseph (Little Joe), interpretados respectivamente por Lorne Greene, Pernell Roberts, Dan Blocker e Michael Landon. Mesmo a saída de Pernell Roberts ao final da sexta temporada não abalou a performance da série no Nielsen Ratings, principal instituto de pesquisas da TV norte-americana.
Lorne Greene
Dez anos entre os top-tens - Após um início fraco na primeira temporada (1959/60) atingindo apenas o 45.º posto entre os programas de maior audiência, na temporada seguinte (1960/61) “Bonanza” subiu para o 17.º posto. Na terceira temporada (1961/62), “Bonanza” ficou em 2.º lugar; 4.ª colocação na temporada 1962/63; voltou ao 2.º posto na 5.ª temporada (1963/64). “Bonanza” foi a série tricampeã de audiência nas temporadas 1964/65, 1965/66 e 1966/67. Na nona temporada (1967/68) a série caiu para a 4.ª posição; subiu para 3.º em 1968/69, colocação em que permaneceu também em 1969/70, quando “Bonanza” completou a 11.ª temporada no ar. A perda de audiência começou na 12.ª temporada (1970/71), quando a série caiu para a 9.ª posição. Ainda assim conseguiu o recorde de permanecer por dez temporadas consecutivas entre as séries de maior audiência nos Estados Unidos. Em 1971/72, 13.ª temporada, “Bonanza” saiu do top-ten caindo para o 20.º lugar. Na aferição de novembro de 1973 “Bonanza” estava num decepcionante 45.º lugar entre os programas de maior audiência. Foi quando a série foi cancelada sem ao menos terminar a 14.ª temporada que teve apenas 16 episódios. O que teria levado “Bonanza” a perder seu público?
Dan Blocker e a esposa Dolphia.
A cirurgia de Dan Blocker - Com o passar das temporadas foi ficando claro que o público gostava mais de Little Joe (Michael Landon) e de Hoss (Dan Blocker), sendo que a maior parte dos episódios colocava em destaque justamente os dois irmãos que ficaram após a partida de Pernell Roberts. O que não se sabia era o quanto o público admirava Dan Blocker, o que somente foi percebido quando do falecimento do robusto ator em 13 de maio de 1972. Dan Blocker residia há anos na cidade de Lugano, na Suíça, onde ficavam sua esposa e quatro filhos enquanto ele filmava nos Estados Unidos. Ao final da 13.ª temporada, em meados de 1972, Dan Blocker estava decidido a se submeter a uma cirurgia da vesícula biliar que vinha há tempos lhe causando muitas dores. Para isso Dan se impôs um regime que o fez perder 20 quilos dos 140 que pesava, tendo deixado de fumar e de beber. A cirurgia realizada no dia 29 de abril de 1972, num hospital de Inglewood, foi bem sucedida a princípio, ocorrendo uma infecção pós-cirúrgica ao fim da primeira semana de recuperação da operação, infecção curada com antibióticos. Dan Blocker havia adquirido um iate de 23 metros de comprimento, construído especialmente para ele e o qual batizou como ‘Dolphia’, nome de sua esposa. O ator tinha ainda três semanas de férias antes de retornar para as filmagens dos episódios da 14ª temporada de “Bonanza” e estava decidido a aproveitar bem esse tempo navegando com a família no ‘Dolphia’ pelo Rio Tâmisa, na Inglaterra.
Cenas do episódio 'Forever', com
Michael Landon e Bonnie Bedelia.
O episódio ‘Forever’ - Dan Blocker deixou o hospital no dia 12 de maio e no dia seguinte queixou-se de dores no peito e dificuldades para respirar. Retornando ao hospital foi detectado um coágulo sanguíneo em um dos pulmões. Levado para a emergência foi administrado no ator um antídoto para diluir o coágulo, mas onze horas depois o coágulo provocou uma parada cardíaca e sua consequente morte. Dan Blocker somente foi enterrado no dia 16 de maio pois seu corpo que já estava sendo velado teve que ser encaminhado a outro hospital para ser autopsiado. Lorne Greene e Michael Landon ficaram devastados pela morte do amigo, especialmente Michael que havia escrito um episódio para Dan Blocker, episódio que o próprio Michael iria dirigir. Esse episódio chamado ‘Forever’ e que abriria a 14.ª temporada da série contaria a história do casamento de Hoss Cartwright. A esposa de Hoss no episódio, interpretada pela atriz Bonnie Bedelia, termina falecendo para tristeza do gigante Cartwright. Apanhado de surpresa, Michael Landon teve que adaptar o episódio de forma que ele próprio interpretasse o noivo, ao mesmo tempo que dirigia o episódio. Além da enorme tristeza que toma conta de quem assiste a ‘Forever’ por sentir a falta de Dan Blocker, o episódio em si é repleto de momentos tristes, especialmente quando Little Joe junto ao túmulo da esposa morta diz “Eu te amo”. Sente-se que ele estava dizendo isso ao amigo Dan Blocker.
David Canary, Blocker, Greene e Landon.
Cancelamento da série - Para tentar amenizar a falta de Hoss Cartwright, foi escalado para a série “Bonanza” na 14.ª temporada o personagem Griff Rei (Tim Matheson), sendo mantido Jamie Hunter (Mitch Vogel) e havendo ainda o retorno a Ponderosa de Candy Canaday (David Canary). Nada disso porém adiantou pois o público simplesmente se desinteressou de assistir “Bonanza” que, como foi dito desabou nas pesquisas de audiência levando ao abrupto cancelamento da série. Lorne Grenne e Michael Landon foram avisados pela direção da NBC (National Broadcasting Corporation) que o último episódio da série seria filmado até o dia 6 de novembro de 1972, após o que ele e os demais atores e técnicos seriam dispensados. Lorne Greene ficou tão aborrecido que sequer compareceu para as filmagens naquele dia 6 de novembro. O criador e produtor da série David Dortort implorou aos executivos da NBC que a 14.ª temporada fosse concluída com o número previsto de episódios (32), mas sem resultado. A série foi interrompida após os 16.º episódio daquela última temporada e que seria o 430.º episódio de “Bonanza”. Falou mais alto o dinheiro pois a série começava a não dar lucro, esquecendo-se os executivos dos 13 anos anteriores, muitos dos quais “Bonanza” foi campeã de audiência fazendo mais rica a NBC. Nos 13 primeiros anos o patrocinador de “Bonanza” foi a General Motors Company que então desistiu do patrocínio. Na 14.ª a Ford Motors Company passou a ser o patrocinador da série.
O mais famoso chapéu da TV nas mãos
de seu dono, Hoss Cartwright.
Reprise em canal por assinatura – Dan Blocker era insubstituível na série pois com seu tipo bonachão, correto, tímido e engraçado, fazia o contraponto perfeito para o heroísmo de Little Joe e a sisudez de Ben Cartwright. Talvez mesmo com a presença de Dan Blocker “Bonanza” continuasse a perder audiência, o que ocorreu também com “Gunsmoke” que atingiu 20 temporadas até ser cancelada em 1975. As séries westerns de TV não atraíam mais o público e prova disso é que nos anos seguintes raras dessas séries eram produzidas até serem zeradas em 1984. Quadro totalmente diferente de 1959, primeiro ano de “Bonanza”, quando nada menos que 48 séries preenchiam as grades das três grandes redes de televisão nos Estados Unidos. O fato que ficou na história foi que após a morte de Dan Blocker “Bonanza” acabou. E terminou da forma mais melancólica possível. Atualmente o Canal TCM reprisa as duas últimas temporadas de “Bonanza” depois de exibir diariamente a série completa ao longo dos últimos quatro anos. Isso comprova que ainda há público para as séries westerns na televisão, as quais são aguardadas ansiosamente pelos fãs.
Dan Blocker na intimidade e a lápide da campa onde descansa.
Michael Landon no episódio que escreveu para o amigo Dan Blocker;
abaixo o casamento com Bonnie Bedelia.
odia-a-historia.blogspot.pt

VÍDEOS

recolhidos do youtube por: António Garrochinho


enterrados em cinco velas - DUBLADO EM ESPANHOL

LAS QUATRO HERMANAS DE BOSTON

CUIDADO COM EL CONEJO


A MINHA MÃO DIREITA
UMA QUESTÃO DE FORÇA


Presidente da CCDR do Alentejo vai liderar a agência que gere os fundos europeus - “Que garantias é que dá uma pessoa que mente no currículo de depois distribuir com honestidade os fundos europeus?”

Presidente da CCDR do Alentejo vai liderar a agência que gere os fundos europeus




Antes de se inteirar do teor da notícias fica a pergunta: “Que garantias é que dá uma pessoa que mente no currículo de depois distribuir com honestidade os fundos europeus?” (JV / PG)

PEDRO CRISÓSTOMO – Público

António Costa Dieb, militante do PSD, foi escolhido para suceder a José Santos Soeiro.

O Governo escolheu o presidente da Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Costa Dieb, para a liderança da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, responsável pela coordenação da política de coesão e pela avaliação dos programas financiados pelos fundos comunitários.

A decisão, avançada pelo Diário Económico e confirmada pelo PÚBLICO, foi tomada dias depois de a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap) ter indicado ao executivo três nomes “com mérito” para o lugar. Na lista estavam ainda o ex-presidente da CCDR do Centro, Norberto Pires, que há dois anos saiu em ruptura com a tutela, e Maria Rosa Tobias Sá, presidente do conselho fiscal da Parvalorem, empresa pública criada para recuperar crédito malparado do falido BPN.

António Costa Dieb, presidente da mesa da assembleia distrital do PSD de Évora, está à frente da CCDR do Alentejo desde Fevereiro de 2012, cargo para o qual foi nomeado pelo actual executivo depois de liderar o Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais (Cevalor).

Dieb, formado em sociologia pela Universidade de Évora e com um mestrado em gestão de recursos humanos pela mesma universidade, passou pela Cooperativa Agrícola dos Produtores de Leite de Évora e pela companhia de seguros Mundial Confiança antes de ir para a Cevalor, onde foi, primeiro, director de formação, e, mais tarde, director-geral, entre 1999 e 2012. O actual presidente da CCDR do Alentejo foi ainda vereador do PSD na Câmara Municipal de Évora (sem funções executivas) de 2005 a 2013.

Na Agência para o Desenvolvimento e Coesão, Dieb vai suceder a José Santos Soeiro, desde Maio o primeiro Curador do Beneficiário dos fundos europeus, uma espécie de provedor para as questões relacionadas com a atribuição das verbas comunitárias. A liderança da agência está ser assegurada temporariamente, em regime de substituição, por Rosa Maria Simões.

A agência, que resultou da fusão de três instituições, entre elas o Observatório do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), tem um papel central na coordenação dos fundos europeus. É a esta entidade que cabe a coordenação global dos vários programas dos fundos europeus em articulação com as autoridades de gestão dos programas operacionais, a aplicação das verbas previstas no quadro de apoio, a avaliação dos resultados e a auditoria dos apoios concedidos. A nomeação de António Costa Dieb vai obrigar agora à abertura de um concurso para a presidência da CCDR do Alentejo.

Também nesta segunda-feira foi dado mais um passo no concurso para uma outra importante estrutura da administração pública, com a reabertura do procedimento de escolha do novo director-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap) vai receber candidaturas durante esta semana e a próxima, até dia 24 de Julho, o que poderá empurrar para finais de Agosto a indicação ao Governo dos três nomes mais bem colocados ao lugar.

Na primeira fase do concurso, aberto em Abril, concorreram 20 pessoas, mas a Cresap mandou repetir o procedimento, por considerar que não houve “candidatos com mérito” para propor três nomes ao Ministério das Finanças. Isso obrigou à abertura de uma segunda fase, em que há um novo período para a Cresap receber candidaturas. As 20 pessoas que concorreram anteriormente ficam automaticamente inscritas para esta segunda fase, sendo avaliadas em pé de igualdade com os candidatos que agora entrem na corrida.

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O BASBAQUE SERVILISTA HOLLAND NEGA QUE ISRAEL TENHA A BOMBA ATÓMICA - FRANCOIS HOLLANDE, ISRAEL E A BOMBA ATÓMICA

FRANCOIS HOLLANDE, ISRAEL E A BOMBA ATÓMICA



Thierry Meyssan*

Na sua entrevista de 14 de Julho, na TF1 e France 2, o presidente François Hollande negou que Israel possua a bomba atómica. Ora, o Estado hebreu detêm 80 a 400 ogivas nucleares e já fez uso de bombas de neutrões sobre populações civis. Será Hollande ignorante, ao ponto de não ter idoneidade para ser o chefe das Forças Armadas e da "Force de Frappe" (arsenal nuclear francês- ndT), ou, usa simplesmente de má-fé, desprezando por completo os seus concidadãos?

Em 20 de maio de 2015, Israel, que participa na Força árabe Comum, largou uma bomba de neutrões no Iémene. Este tipo de bomba nuclear táctica mata os seres vivos sem destruir as infra-estruturas.

A tradicional entrevista do Presidente da República Francesa no 14 de Julho, a data da festa nacional, foi este ano a ocasião para François Hollande pronunciar todo o tipo afirmações indecentes e aberrantes.

Gostaria apenas de chamar a vossa atenção para a seguinte passagem, em resposta a uma pergunta de Claire Chazal, sobre o acordo dos 5 + 1 com o Irão (Irã-br):

«A França tem sido muito firme nesta negociação e Laurent Fabius conduziu-a com grande rigor e firmeza, também. Qual era a minha preocupação? Evitar a proliferação nuclear. O que significa proliferação nuclear? Isso significava a possibilidade do Irão poder aceder à arma nuclear. Se o Irão acedesse à arma nuclear a Arábia Saudita, Israel, e outros países, quereriam, também, ter acesso a armas nucleares. Isto seria um risco para todo o planeta. Por isso, era preciso impedir que o Irão pudesse aceder à arma nuclear» [1].

Assim, segundo o presidente Hollande, comandante dos Exércitos, e como tal responsável máximo pela Força nuclear francesa(“Force de Frappe”-ndT), Israel não teria armas nucleares.

Ora, todo o mundo sabe que Israel é uma das quatro potências nucleares que não assinaram o Tratado de Não-Proliferação (com a Índia, o Paquistão e a República Popular Democrática da Coreia).

Foi em 1956 que o presidente do Conselho de ministros francês, Guy Mollet (o antecessor de François Hollande à cabeça do Partido Socialista), organizou a transferência de tecnologia nuclear entre a França e Israel. Para fazer isso, ele atribuiu um escritório no Palácio de Matignon a Shimon Peres (futuro presidente de Israel), de onde este supervisionou a transferência. A França construiu a central (usina-br) nuclear de Dimona, no deserto de Neguev, da qual Shimon Peres se tornou director. Israel participou, igualmente, dos testes nucleares franceses no deserto argelino. Partidário da colonização, Guy Mollet apoiou-se em Israel para lutar contra a FLN argelina e fazer guerra no Egipto («crise» do Canal do Suez).

Esta cooperação deteriorou-se com Charles de Gaulle e terminou com a descolonização da Argélia. Quando, em 1967, Israel atacou os seus vizinhos árabes (teoria da "guerra preventiva"), o Egipto, a Jordânia e a Síria, De Gaulle rompeu as relações com Israel. Alguns dias mais tarde, os Estados Unidos assinaram um acordo secreto com Israel autorizando-o a deter a bomba (atómica- ndT), sob reserva de não fazer publicidade e de não proceder a novas experiências.

Israel prosseguiu as suas pesquisas, num primeiro tempo, com a ajuda dos britânicos —estes forneceram-lhes nomeadamente combustível pronto a utilizar—. Depois, com a ajuda da África do Sul, a partir de 1975. Aproveitaram bastante os ensaios nucleares Sul-africanos, particularmente em 1979, no Oceano Índico, sem violar, assim, o seu acordo com Washington.

Israel detém, actualmente, entre 80 a 400 ogivas nucleares e um grande número de bombas de neutrões. Ora, devido à natureza da topografia, as bombas nucleares estratégicas são de utilização impossível no ambiente geográfico próximo de Israel. Assim, o Estado hebreu especializou-se nas bombas de neutrões, cujo raio de acção é mais limitado. Estas, são as armas do capitalismo por excelência já que elas matam os seres humanos mas poupam as propriedades.

O conjunto deste programa foi revelado por um cientista israelita, oposto ao apartheid, Mordechai Vanunu, em 1986, noSunday Times [2]. Ele foi, na altura, raptado em Roma, pelo Mossad, repatriado para Israel e mantido em prisão incomunicável por 18 anos. Libertado em 2004, embora mantido em prisão domiciliar, concedeu uma entrevista a Silvia Cattori e foi imediatamente reencarcerado [3].

Em 2002, o estratega israelita Martin Van Creveld falou publicamente sobre o arsenal nuclear, e ameaçou os Europeus de retaliação, no seu próprio solo, se eles persistissem apoiando os Palestinianos [4]. Falou-se, então, do «complexo de Sansão», isto é, da ameaça de uma destruição suicida israelita para não aceitar uma derrota.

A 6 de Dezembro de 2006, o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, admitia, aquando de uma audiência no Senado, que Israel possuía a bomba atómica. Poucos dias depois, o Primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, confirmava-o na sequência de uma frase, aquando de uma entrevista ao canal de TV alemão N24.

Em 2010, 18 Estados Árabes conseguiram fazer inscrever na agenda da AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) a questão das «capacidades nucleares israelitas». As Nações Unidas organizaram, então, uma conferência sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, durante a qual a República Islâmica do Irão propôs a criação de «uma zona livre de armas nucleares no Médio-Oriente» [5], baseada no modelo do que havia sido feito na América Latina, ou na Ásia Central. No entanto, este projecto fracassou devido à oposição de Israel e dos Estados Unidos. Estes últimos por armazenarem ilegalmente armas nucleares na Turquia.

Há não muito tempo, Israel fez uso de bombas de neutrões em Khiam, durante a guerra de 2006 contra o Líbano, e no Iémene em 20 de maio, último. Em ambos os casos foram efectuadas leituras de radiação.

Porque é que o Presidente Hollande nega factos amplamente confirmados? Por ignorância, ou, porque ele tenta justificar a posição francesa durante as negociações com o Irão, ao ponto de se enrodilhar na sua própria propaganda?

A 17 de Novembro de 2013, chegando ao aeroporto Ben Gurion, de Telavive, Francois Hollande declarava : — “Tamid écha-èr raver chèl Israel” —em hebraico : «Eu sou vosso amigo e eu sempre o serei» [6].

Thierry Meyssan - Tradução Alva – Voltaire.net

*Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación (Monte Ávila Editores, 2008).

Notas
[1] « Entretien de François Hollande pour la fête nationale » (Fr- «Entrevista de F. Hollande aquando do 14 de Julho»- ndT), par François Hollande, Réseau Voltaire, 14 juillet 2015.
[2] “Revealed : the secrets of Israel’s nuclear arsenal” (Ing- «Revelado : Os segredos do arsenal nuclear de Israel»- ndT), The Sunday Times, October 5, 1986.
[3] « C’est parce qu’Israël détient la bombe atomique qu’il peut pratiquer sans crainte l’apartheid » (Fr- «É por Israel possuir a bomba atómica que pode praticar, sem temer, o apartheid»- ndT), par Silvia Cattori, Traduction Marcel Charbonnier, Réseau Voltaire, 14 octobre 2005.
[4] “The War Game, a controversial view of the current crisis in the Middle East” (Ing- «O Jogo da Guerra, uma visão controversa da actual crise no Médio-Oriente»- ndT), Elsevier, 2002, no. 17, p. 52-53, 27 avril 2002.
[5] « Création d’une zone exempte d’armes nucléaires au Moyen-Orient » (Fr- «Criação de uma zona isenta de armas nucleares no Médio-Oriente),Réseau Voltaire, 4 mai 2010.
[6] « Déclaration de François Hollande à son arrivée à l’aéroport de Tel-Aviv » (Fr- «Declaração de F. Hollande à sua chegada ao aeroporto de Telavive»- ndT), par François Hollande, Réseau Voltaire, 17 novembre 2013.

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