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quarta-feira, 1 de julho de 2015

VEJA E OUÇA ESTAS DUAS INTERPRETAÇÕES DA FAMOSA CANÇÃO - AVÉ MARIA - POR DUAS VOZES DIFERENTES - UM ESPECTÁCULO !

Ave Maria de Bach/Gonoud e de Schubert. Qual será a versão mais bonita?
A oração Ave Maria foi escrita originalmente em latim e, com a passagem dos anos, foi traduzida para vários idiomas. As "Ave Marias" musicadas mais conhecidas são a criada pelo francês Charles Gounod, que é cantada em latim, e a composta pelo austríaco Franz Schoubert, que é cantada em Alemão. Muitos outros compositores escreveram melodias para o texto; entre eles podemos destacar o alemão Johann Sebastian Bach, o italiano Giuseppe Verdi e também o italiano Giacomo Puccini, mas as duas mais estendidas realmente são a de Gounod e Schoubert.

A "Ave Maria" de Gounod/Bach é, sem dúvida uma das composições mais famosas sobre o texto em latim, supostamente escrita por Charles Gounod em 1859 (alguns especialistas dizem que foi realmente escrita por seu sogro), usando como base a harmonia e a textura do prelúdio nº. 1 em Dó Maior do livro I de "O Cravo Bem Temperado", composta por Bach, cerca de 137 anos antes.

A curiosidade é que Bach é um dos principais compositores protestante da História. Gounod, no final de sua vida, se dedicou a música religiosa, chegando a compor o Hino do Vaticano. A música foi então uma parceria entre um protestante e um católico.

Na sequência você vê uma fantástica interpretação da famosa canção, realizada pela soprano sul africana Kimmy Scota, ao vivo em São Paulo, em solo para a Johann Strauss Orchestra, que é de causar pele de galinha.

VÍDEO

Ao contrário do que se pensa, a popular canção "Ave Maria" de Franz Schoubert, na verdade, não era originalmente uma canção religiosa. Ela não tinha a letra em latim, senão que faz menção à uma canção do poema épico popular de Walter Scott, "A Dama do Lago". As palavras de abertura e o coro da "Canção de Ellen", a saber, "Ave Maria" pode levar à idéia da adaptação da melodia de Schubert, como base para o texto completo da tradicional oração católica Ave Maria. Agora, a versão latina da oração possui se fundiu com a melodia de Schubert, que deu origem ao equívoco de que intencionalmente ele escreveu a melodia como um arranjo para a Ave Maria.
No vídeo logo abaixo podemos apreciar a doçura da atuação de outra soprano lírica, a australiana Mirusia Louwerse, também integrante e solista da Johann Strauss Orchestra de André Rieu. É de arrepiar o cabelinho do...

VÍDEO


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ESPECTÁCULO ! VEJA O VÍDEO ! - TOURBILLON A NOVA ATRACÇÃO NOS PARQUES DE DIVERSSÃO

Turbilhão, uma nova atração de parques de diversões que vai dar um nó na cabeça de qualquer um
Tourbillon é o nome da nova atração criada por uma empresa suíça especializada neste tipo de monstros mecânicos. Sua principal característica é que move os passageiros simultaneamente nos eixos X, Y e Z. Este colosso metálico de 180 toneladas, movido por motores e mecanismos hidráulicos, capazes de lançar a máquina em acelerações momentâneas de 4 e 5G, quando está em seu ponto mais alto, permite aos passageiros desfrutarem de vistas a 20 metros de altura, mais ou menos como um prédio de quatro andares.

A primeira venda foi feita a uma empresa de atrações francesa, que a rebatizou como Starlight. Certamente logo começaremos a ver esta atracção em mais e mais parques de lazer de outros países

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É bom lembrar: 27 de Fevereiro de 1953… Para que a memória não se apague! - Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs.



É bom lembrar: 27 de 


Fevereiro de 1953… Para 


que 


a memória não se apague!

Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs. Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.
Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida.
A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.
O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.
O acordo adoptou três princípios fundamentais: 1. Perdão/redução substancial da dívida; 2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo; 3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.
pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.
A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.
O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.
Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores – e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.
Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o “superavit” da balança comercial. O que, “trocando por miúdos”, significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de divisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.
EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um “superavit” na balança comercial com aRFA – concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.
(Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.)
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FOTOGRAFIAS TIRADAS ILEGALMENTE POR DOIS JOVENS RUSSOS - FOTOGALERIA

Vadim Mahora e Vitali Raskalovym são 2 fotógrafos russos que estão muito na moda em redes sociais, especialmente no Instagram. Estes jovens andam arriscando suas vidas há vários anos para conseguir as fotografias mais espetaculares de muitos lugares emblemáticos do planeta, que, logo depois, destacam em seu site, On the Roofs. Suas ações oscilam entre o incrível e o irresponsável já que costumam subir em grandes edifícios e tiram fotos desta posição.


Fotografias, tomadas ilegalmente de monumentos famosos, que curam o soluço
Talvez o que mais chame a atenção não é apenas que ponham em perigo sua integridade física senão que quase todas as suas fotos podem ser consideradas ilegais e, possivelmente, poderiam ser usadas contra eles em um julgamento.

O modus operandi dos 2 rapazes costuma ser o mesmo em todas as ocasiões. Escondem-se e esperam o momento oportuno para invadir o local, sobem até o ponto mais alto debochando de todos os sistemas de segurança e, uma vez chegam, fazem umas tantas fotos espetaculares.

As fotos da Grande Pirâmide de Gizé no Egito são as que lhes tornaram famosos
Fotografias, tomadas ilegalmente de monumentos famosos, que curam o soluço 01

Antes de realizar as fotografias ficaram escondidos durante 4 horas após o fechamento do monumento, à espera de poder debochar dos guardas. Se fossem flagrados realizando este ato poderiam ter amargado uma pena entre 1 e 3 anos de prisão.
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Há anos eles escalam edifícios. Em Colônia, Alemanha, fizeram fotos como esta da catedral, declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO.
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Atravessaram a multidão de visitantes e escalaram os andaimes da catedral até chegar a lugares onde ninguém tinha estado jamais.
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A dupla também subiu até o ponto mais alto da Torre Xangai na China, a uma altura de 650 metros. Decidiram que os elevadores não chegavam o suficiente alto para suas fotos, motivo pelo qual escalaram os guindastes de construção.
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Demoraram umas 20 horas desde a entrada na torre, escalaram o guindaste durante o amanhecer e esperaram a que a luz fosse a ideal para fazer estas fotos. Na imagem vemos a vizinha torre de Jin Mao e o Xangai World Financial Center, elevando acima das nuvens.
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Aqui vemos os dois trepados em um painel publicitária para capturar outra perspectiva do porto de Xangai.
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A catedral Sagrada Família de Antoni Gaudí situada em Barcelona, Espanha, também recebeu a visita destes escaladores urbanos. Na foto vemos uma vista inigualável da cidade e da catedral.
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Os fotógrafos subiram por uma grua próxima e foram passando de andaime a andaime até chegar a uns 50 metros de altura, onde fizeram esta impressionante imagem nunca antes vista.
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Os telhados próximos da Torre Eiffel também são ideais para realizar suas particulares sessões fotográficas.
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Subir à Torre Eiffel é algo normal se você estiver realizando turismo em Paris. O que acontece é que estes jovens se entediam com coisas normais e têm de fazer as coisas do jeito deles, ou seja, de forma ilegal.
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Subir os 400 degraus que conduzem às torres mais altas da catedral de Notre Dame de Paris é também uma atividade normal. Vadim e Vitali fogem da normalidade, por isso preferiram escalar a fachada diretamente e nos oferecer outra de suas impressionantes fotografias.
Fotografias, tomadas ilegalmente de monumentos famosos, que curam o soluço 12

Em sua viagem a Praga, na República Checa, decidiram escalar a Catedral de San Vito para conseguir esta imagem. O problema é que um policial local flagrou os dois "com as mãos na massa". Mas finalmente o agente deixou que fossem embora sem conseqüências penais, desde que não retornassem nunca mais.
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Esta imagem é da ponte Akashi Kaikyo em Osaka, Japão. Suas torres atingem os 298 metros de altura e é a mais longa e uma das mais altas do mundo. É acessível aos turistas, mas, claro, este par não gosta das partes acessíveis porque dali não podem ser feitas estas fotografias únicas.
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Em sua viagem por Paris deram uma passada na Basílica de Sacré Coeur de Montmartre. Subiram até o ponto de observação oficial a mais de 400 metros de altura. Uma vez ali decidiram dar um passeio fora da rota turística mais convencional e tomar estas imagens.
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Escalar tetos, cruzar lagos, nada é problema para estes jovens. Nesta imagem vemos como fotografaram a Prefeitura de Estocolmo, um dos edifícios mais famosos de Suécia. Em seu interior encontra-se o Conselho Municipal, uma inúmera quantidade de obras de arte e é onde celebram o banquete do Prêmio Nobel a cada ano.
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Esquivando-se de guardas e escondendo-se em um edifício em construção os 2 fotógrafos do impossível conseguiram realizar esta tomada do Palácio da Cultura e da Ciência de Varsóvia, Polônia.
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Como é possível ver, sem nenhum tipo de segurança subiram o Ping An Financial Center em Shenzhen, China. Esta torre será convertida na 2ª mais alta do mundo após o Dubai Burj Khalifa. 660 metros de altura deram lugar a esta impressionante vista.
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Nem só de escaladas urbanas vivem os dois, também fizeram um tour nos túneis subterrâneos do metrô de Estocolmo para obter a seguinte imagem. Sobra dizer que correm uma quantidade elevada de riscos motivo pelo qual nunca é recomendado imitá-los.
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Para onde foi o dinheiro emprestado à Grécia?

Para onde foi o dinheiro emprestado à Grécia?

Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo

Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo.

Uma grande parte do dinheiro foi para os bancos que disponibilizaram fundos para Atenas. O país foi forçado a reduzir drasticamente o seu défice, pressionando os pensionistas e reduzindo o salário mínimo.

Mas vamos a contas, estas feitas pelo The Guardian: 34 mil milhões de euros foram as medidas que tiveram de ser tomadas para a renegociação da dívida.

Quase 20% do dinheiro foi utilizado para salvar os bancos privados. Aqui somam-se 48.2 mil milhões para salvar os bancos gregos, que tinham sido forçados a assumir perdas, enfraquecendo a sua capacidade de se proteger e depositantes.

Apenas 10%, aproximadamente 24 mil milhões de euros, serviu para ajudar o governo grego, uma vez 140 mil milhões de euros serviram para pagar dívida e juros.

 

A ROSA DE JERICÓ - A PLANTA QUE REGRESSA DA MORTE

A planta que regressa da morte
A rosa de Jericó, conhecida como "a planta que vive sem água", pode ressuscitar depois de um período de dessecação que pode durar vários anos. Ante a falta total de líquido, entra em um estado de vida latente no qual pode sobreviver ainda que perdendo até 95 % da água do corpo. Quem a vê, acha que secou, que está morta.

Selaginella lepidophylla
Mas ao voltar a dispor de um mínimo de umidade, em poucas horas a planta pode ressuscitar assombrosamente recobrando seu metabolismo e suas folhas que pareciam mortas e sem vida voltam a ficar verdes e abrir. Sua denominação científica é Selaginella lepidophylla.

VÍDEO

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A PINTURA REALISTA DE - SLAVA GROSHEV (JOVEM COQUETTE)

Slava Groshev


37 anos de idade pintor russo Slava Groshev 


Crisp, vibrante e nítida, o trabalho figurativo da Slava 'Groshev poderia facilmente embalá-lo em pensar que ele é, ou pelo menos, utiliza a fotografia digital em sua criação. Mas não ! as  belas obras de Slava seguem os passos de alguns dos grandes mestres da pintura de nosso tempo, e são, de facto, criados com o velho pincel . Uma abundância de talento inquestionável levou a trabalhos de Slava mantidos em coleções particulares no Canadá, Estados Unidos e em toda a Europa e tornaram-se a escolha dos investidores.    








danceswithcolors.blogspot.com


A TERRA DO LOGO SE VÊ - Existe uma terra pequena à beira do mar grande que se chama Logo se Vê

A TERRA DO LOGO SE VÊ

Existe uma terra pequena à beira do mar grande que se chama Logo se Vê. É uma terra muito engraçada. A maioria das pessoas que por lá vive nunca dá respostas definitivas ou convictas às questões, intenções ou inquietações com que se defronta. Nunca dizem sim ou não, vou fazer isto ou aquilo, vai ser assim ou de outra qualquer maneira. A formulação acaba sempre num prudente “logo se vê”.
Numa breve passagem pelo dia a dia, alguns exemplos, “isto arranja-se assim e depois logo se vê”, “vou votar nestes gajos e depois logo se vê”, “para já tome isto e depois logo se vê”, “tenho que me safar de alguma maneira e depois logo se vê”, “vou estudar alguma coisa e depois logo se vê”, “não mereces, mas passas e depois logo se vê”, “não há dinheiro para tudo, mas compra, depois logo se vê”, “as nossas previsões são estas, mas com a crise logo se vê”, “faz-se a lei assim e já, depois logo se vê”, “sei lá o dia de amanhã, depois logo se vê”, “não sei muito bem o que fazer, depois logo se vê”, "da maneira que as coisas estão vamos andando, depois logo se vê" e muitos outros exemplos podem encontrar-se na terra do Logo se Vê.
Até a própria terra tem tentado, vai para mais de 800 anos, ser uma terra, umas vezes parece conseguir, outras ... logo se vê.

atentainquietude.blogspot.pt

Traduzido e comentado: o que Varoufakis disse na reunião que “não orgulha a Europa”

Traduzido e comentado: o que Varoufakis disse na reunião que “não orgulha a Europa”

YVES HERMAN / Reuters
Quando estiver quase a acabar este texto, que é comentado em vídeo por Pedro Santos Guerreiro, vai encontrar esta pergunta: “Onde é que estavas no 27 de junho? E o que fizeste para evitar o que aconteceu?”. Varoufakis colocou-a no Eurogrupo de sábado, que acabou como o mundo sabe: sem ninguém saber se o 27 de junho foi ou não o princípio de algo incontrolável. O Expresso traduziu o que Varoufakis pronunciou: para que você possa ler e fundamentar informadamente a sua opinião

Nota de Varoufakis no seu blogue, onde disponibilizou o texto

A reunião de 27 de junho de 2015 do Eurogrupo não vai ficar na história da Europa como um momento de que nos possamos orgulhar. Os ministros recusaram o pedido do governo grego para que fosse concedido ao povo grego uma mera semana durante a qual diriam 'Sim' ou 'Não' às propostas das instituições — propostas cruciais para o futuro da Grécia na Zona Euro. A simples ideia de que um governo consulte o seu povo quanto a uma proposta problemática que lhe é feita pelas instituições foi tratada com incompreensão e muitas vezes desdém que roçava o desprezo. Chegaram a perguntar-me: 'Está à espera que as pessoas normais compreendam questões tão complexas?'. Na verdade, a democracia não teve um bom dia na reunião do Eurogrupo deste sábado! Mas as instituições europeias também não. Depois de o nosso pedido ser rejeitado, o presidente do Eurogrupo quebrou o pacto de unanimidade (emitindo uma declaração sem o meu consentimento) e tomou mesmo a dúbia decisão de convocar um encontro sem o ministro grego, ostensivamente para discutir os 'passos seguintes'.  É possível a coexistência de uma união monetária e da democracia? Ou uma delas tem de desistir? Esta é a questão fundamental a que o Eurogrupo decidiu dar resposta colocando a democracia na gaveta de baixo. De momento, esperemos.

Intervenção de Varoufakis no Eurogrupo

No nosso último encontro (25 de junho), as instituições colocaram na mesa a sua oferta final às autoridades gregas, em resposta à nossa proposta de Acordo ao Nível de Staff (SLA) apresentada a 22 de junho (e assinada pelo primeiro-ministro Tsipras). Depois de uma longa e cuidadosa apreciação, o nosso governo decidiu que, infelizmente, a proposta das instituições não podia ser aceite. Dada a grande proximidade do prazo de 30 de junho, data em que o acordo de empréstimo corrente expira, este impasse preocupa-nos muito a todos e as suas causas devem ser rigorosamente examinadas.
Rejeitámos as propostas de 25 de junho das instituições por causa de uma série de razões poderosas. A primeira razão é a combinação de austeridade e injustiça social que imporiam a uma população já devastada por… austeridade e injustiça social. Mesmo a nossa proposta SLA (de 22 de Junho) é austera, numa tentativa de aplacar as instituições e assim ficar mais perto de um acordo. Só que o nosso SLA tentava passar o fardo desta renovada carnificina austeritária para aqueles que estão mais capazes de a suportar — isto é, concentrando-nos no aumento das contribuições dos patrões para os fundos de pensões em vez de reduzir ainda mais as pensões mais baixas. Ainda assim, mesmo o nosso SLA contém muitas partes que a sociedade grega rejeita.
Assim, tendo-nos empurrado para aceitar uma dose substancial de nova austeridade, na forma dos absurdamente grandes superavits primários (3,5% do PIB a médio prazo, ainda assim um tanto abaixo do número fantasmagórico acordado com os anteriores governos – i.e. 4,5% – , acabámos por ser forçados a fazer escolhas recessivas entre, por um lado, aumento de impostos / encargos numa economia onde os que pagam o que lhes é imposto já pagam com a corda na garganta e, por outro, reduções nas pensões / benefícios sociais numa sociedade já devastada por cortes maciços nos rendimentos básicos dos cada vez mais numerosos necessitados.
Deixem que vos diga, colegas, o que já trouxemos às instituições a 22 de junho, quando colocávamos na mesa as nossas próprias propostas: mesmo este SLA, o que propúnhamos, seria muito difícil de passar no Parlamento, dado o nível de medidas de recessão e austeridade que implicava. Infelizmente, a resposta das instituições foi insistir em medidas ainda mais recessivas, o mesmo é dizer paramétricas (isto é, aumento do IVA dos hotéis de 6% para 23%!) e, ainda pior, em passar o fardo em massa das empresas para os mais fracos membros da nossa sociedade (isto é, reduzir as pensões mais baixas, retirar o apoio aos agricultores, adiar para as calendas legislação que dá alguma proteção aos trabalhadores violentamente explorados).
As novas propostas das instituições, como vêm expressas no seu documento SLA / Ações Prioritárias  de 25 de junho, transformariam um pacote politicamente problemático — da perspetiva do nosso Parlamento – num pacote extremamente difícil de passar no nosso grupo parlamentar. Mas não é tudo. Fica cada vez pior que isso quando damos uma vista de olhos ao pacote de financiamento proposto.
ALKIS KONSTANTINIDIS / Reuters
O que torna a proposta das instituições impossível de passar no Parlamento é a falta de resposta a uma pergunta:  estas medidas dolorosas dão-nos pelo menos um período de tranquilidade durante o qual podemos realizar as reformas e medidas acordadas? Haverá um choque de otimismo contra o efeito recessivo de uma consolidação fiscal extra que é imposta a um país que está em recessão há 21 trimestres consecutivos? Não, a proposta das instituições não oferece essa perspetiva.
E isso porque o financiamento proposto para os próximos cinco meses é problemático de várias maneiras:
. primeiro, não estabelece nenhuma provisão para as perdas do Estado, causadas por cinco meses a fazer pagamentos sem desembolsos e de rendimentos fiscais em queda como resultado da constante ameaça da saída da Grécia do Euro que tem andado no ar, por assim dizer;
. segundo, a ideia de canibalizar o Fundo de Garantia para pagar as obrigações da era do programa SMP do BCE constitui um claro perigo: estes montantes eram reservados, corretamente, para reforçar os frágeis bancos gregos, possivelmente através de uma operação que joga com os seus tremendos Empréstimos Não-Rentáveis que devoram a sua capitalização. A resposta que me foi dada por altos responsáveis do BCE, cujos nomes não revelo, é que, se for preciso, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) será reposto para estar ao nível das necessidades de capitalização dos bancos. O ESM é a resposta que me deram. Mas, e este é um mas gigantesco, isto não faz parte do acordo proposto e, mais, não pode fazer parte do acordo uma vez que as instituições não têm mandato para comprometer o SME desta maneira – o que tenho a certeza Wolfgang não deixará de nos recordar. E, mais ainda, se este novo acordo pudesse ser feito, porque é que então a nossa proposta, sensata, moderada, de novo empréstimo do SME à Grécia, que ajude a passar a labilidade dos SMP do BCE para o SME, não é discutida?  A resposta "não discutimos porque não" será muito difícil de transmitir ao meu Parlamento juntamente com mais um pacote de austeridade;
. terceiro, o plano de desembolsos proposto é um campo de minas de avaliações — uma por mês — que asseguraria duas coisas: primeiro, que o governo grego estivesse imerso, todos os dias, todas as semanas, no processo de avaliação durante cinco meses; e bem antes de estes cinco meses terminarem, entraríamos noutra entediante negociação do programa seguinte — uma vez que não há nada nas propostas das instituições capaz de inspirar a mais leve das esperanças de que no final de mais esta extensão a Grécia possa levantar-se sozinha nos dois pés;
. Quarto, dado que é claro à sociedade que a nossa dívida continuará insustentável no fim deste ano, e que o acesso aos mercados estará tão distante nessa altura como agora, não se pode contar com o FMI para desembolsar a sua parte, os 3,5 mil milhões com que as instituições estão a contar como parte do pacote de financiamento sobre a mesa.
Estas são razões sólidas para que o nosso governo não considere que tem mandato para aceitar a proposta das instituições ou para usar a sua maioria no Parlamento de forma a empurrá-la contra os estatutos.
Referendo está marcado para este domingo
Referendo está marcado para este domingo
ARIS MESSINIS / AFP / Getty Images
Ao mesmo tempo, não temos mandato para rejeitar também as propostas das instituições, sabendo do momento crítico da história que vivemos. O nosso partido recebeu 36% dos votos e o governo no seu todo representa pouco mais de 40%. Conscientes do peso da nossa decisão, sentimo-nos obrigados a colocar a proposta das instituições ao povo da Grécia. Empenhar-nos-emos a explicar-lhes completamente o que significa um "Sim" à proposta das instituições, a fazer o mesmo relativamente a um voto "Não", e a deixá-los decidir. Da nossa parte aceitaremos o veredito do povo e faremos tudo o que for necessário para o implementar — para um lado ou para outro.
Há alguma preocupação de um voto "Sim" ser um voto de desconfiança no nosso governo (já que recomendamos o "Não"), caso em que não podemos prometer ao Eurogrupo que estaremos em posição de assinar e implementar o acordo com as instituições. Não é assim. Somos democratas convictos. Se o povo nos der uma clara instrução para assinarmos as propostas das instituições, faremos tudo o que for preciso para o fazer - mesmo que isso signifique um governo remodelado.
Colegas, a solução do referendo é ótima para todos, dados os constrangimentos que enfrentamos:
. se o nosso governo aceitasse hoje a oferta das instituições, prometendo levá-la ao Parlamento amanhã, seríamos derrotados no Parlamento com o resultado de umas novas eleições a serem convocadas dentro de um longo mês – depois, o atraso, a incerteza e as perspetivas de uma solução bem-sucedida seriam muito, muito mais diminutas;
mas mesmo se conseguíssemos fazer passar no Parlamento as propostas das instituições, enfrentaríamos um problema maior de propriedade e implementação. Em termos simples, tal como no passado os governos que impuseram políticas ditadas pelas instituições não puderam ganhar o povo para as tarefas, também nós iríamos falhar em consegui-lo.
Mural em Atenas
Mural em Atenas
SIMELA PANTZARTZI / EPA
Quanto à questão que será colocada ao povo grego, muito se disse sobre qual devia ser. Muitos de vós disseram-nos, aconselharam-nos, instruíram-nos até, que deveríamos fazê-la como uma pergunta de "Sim" ou "Não" ao Euro. Deixem-me ser claro nisto. Primeiro, a questão foi formulada pelo Governo e já passou no Parlamento — e ela é "Aceita a proposta das instituições como nos foi apresentada a 25 de junho, no Eurogrupo?”  Esta é a única questão pertinente. Se tivéssemos aceitado essa proposta há dois dias, teríamos tido um acordo. O governo grego está agora a fazer ao eleitorado a pergunta que você me fez, Jeroen – especialmente quando disse, e passo a citá-lo, "pode considerar, se quiser, isto como uma proposta de pegar ou largar". Bem, foi assim que a encarámos e estamos agora a honrar as instituições e o povo grego pedindo a este último que dê uma resposta clara à proposta das instituições.
Para os que dizem que, efetivamente, este é um referendo ao Euro, a minha resposta é: podem muito bem dizer isso, mas não faço comentários. É o vosso julgamento, a vossa opinião, a vossa interpretação. Não é a nossa! A vossa visão tem uma lógica mas apenas se contiver uma ameaça implícita de que um "Não" do povo grego à proposta das instituições seria seguido por manobras para expulsar a Grécia, ilegalmente, do Euro. Tal ameaça não seria consistente com os princípios básicos da governação democrática europeia e com o Direito Europeu.
Para os que nos dão instruções para colocar a questão do referendo como um dilema euro-dracma, a minha resposta é cristalina: os tratados europeus preveem saídas da Uniâo Europeia. Não preveem nenhuma medida para uma saída da Zona Euro. Com razão, claro, uma vez que a indivisibilidade da nossa União Monetária faz parte da sua razão de ser. Pedir-nos  que coloquemos a pergunta do referendo em termos de uma escolha envolvendo a saída da Zona Euro é pedir-nos para violarmos os Tratados da União Europeia e as leis da EU. Sugiro a quem queira que nós, ou outro governo, faça um referendo sobre a participação na União Monetária Europeia que recomende antes uma mudança dos Tratados.
MARKO DJURICA / Reuters
Colegas,
É tempo de tomar medidas. A razão por que estamos hoje neste impasse é só uma: a proposta de base do nosso governo ao Eurogrupo e às instituições, que fiz aqui no Eurogrupo na minha primeira intervenção de sempre, nunca foi levada a sério. Era uma sugestão de que fosse criado terreno comum entre o Memorando existente e o nosso novo programa de governo. Por instantes, a declaração do Eurogrupo de 20 de fevereiro levantou a hipótese desse terreno comum - dado que não fez referência ao Memorando e se concentrou numa nova lista de reformas do meu governo que seria apresentada às instituições.
Lamentavelmente, logo após o 20 de fevereiro, as instituições e a maioria dos colegas aqui na sala desejaram trazer de novo o Memorando para o centro da discussão e reduzir o nosso papel a mudanças marginais no mesmo. Foi como se nos dissessem, parafraseando Henry Ford, que podíamos ter qualquer lista de reformas, qualquer acordo, desde que fosse o memorando. O terreno comum foi assim sacrificado a favor da imposição ao nosso governo de um recuo humilhante. É a minha visão. Mas não é importante neste momento. Agora é o povo grego que decide.
A nossa tarefa, no Eurogrupo de hoje, deve ser limpar o chão para uma passagem suave para o referendo de 5 de julho. Isto significa uma coisa: que o nosso acordo de empréstimo seja prolongado por poucas semanas para que o referendo decorra em condições de tranquilidade. Logo após 5 de julho, se o povo votar "Sim", assinaremos a proposta das instituições. Até lá, durante a próxima semana, à medida que se aproximar o referendo, qualquer desvio à normalidade, especialmente no setor bancário, seria invariavelmente interpretada como uma tentativa para coagir os eleitores gregos. A sociedade grega pagou um enorme preço, através de uma enorme contração fiscal, no sentido de fazer parte da nossa união monetária. Mas uma união monetária democrática que ameaça um povo prestes a dar o seu veredito com controlos de capitais e encerramentos de bancos é uma contradição nos termos. Gostava de pensar que o Eurogrupo respeitará este princípio. Quanto ao BCE, que tem a custódia da nossa estabilidade monetária e da própria União, não tenho dúvida de que, se o Eurogrupo tomar hoje a decisão responsável de aceitar um pedido de extensão do nosso acordo de empréstimo que acabo de colocar na mesa, fará o que é preciso para dar ao povo grego mais uns dias para exprimir a sua opinião.
Colegas, este é o momento e as decisões que tomamos são momentosas. Daqui a uns anos poderão mesmo perguntar-nos: "Onde é que estavas no 27 de junho? E o que fizeste para evitar o que aconteceu?" E no mínimo deveríamos ser capazes de responder: demos a um povo que vive sob a maior depressão uma hipótese de reconsiderar as suas opções. Tentámos a democracia como meio de quebrar um impasse. E fizemos o que tínhamos a fazer para lhes dar uns dias para pensar e decidir.
Alkis Konstantinidis / Reuters

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O dia em que o presidente do Eurogrupo quebrou a tradição da unanimidade e excluiu por sua vontade a Grécia de um encontro do Eurogrupo 
Na sequência da minha intervenção, o presidente do Eurogrupo rejeitou o nosso pedido de extensão, com o apoio do resto dos membros, e anunciou que o Eurogrupo iria emitir uma declaração colocando o ónus deste impasse na Grécia e sugerindo que os 18 ministros (ou seja, os 19 ministros das Finanças da Zona Euro, exceto o ministro grego) se reunissem mais tarde para discutir formas e meios de se protegerem.
Nesse ponto pedi conselho jurídico ao secretariado sobre se uma declaração do Eurogrupo podia ser emitida sem a convencional unanimidade e se o presidente do Eurogrupo podia convocar uma reunião sem convidar o ministro das Finanças de um Estado-membro. Recebi a seguinte e extraordinária resposta: "O Eurogrupo é um grupo informal. Por isso não está sujeito aos tratados ou a regulamentos escritos. Embora a unanimidade seja convencionalmente usada, o presidente do Eurogrupo não está preso a regras explícitas". Deixo os comentários ao leitor.
Pela minha parte, tiro esta conclusão:
Colegas, recusar alargar o prazo do acordo de empréstimo por um par de semanas e assim dar tempo ao povo grego para deliberar em paz e calmamente sobre a proposta das instituições, especialmente dada a alta probabilidade de o povo aceitar estas propostas (contrariando o conselho do nosso governo), causará danos permanentes na credibilidade do Eurogrupo como um corpo democrático de decisão que reúne estados parceiros que partilham não só uma moeda comum, mas também valores comuns.


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Tradução de António Costa Santos