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segunda-feira, 29 de junho de 2015

ESTÁ EM CURSO O REPOSICIONAMENTO DAS FORÇAS COM CAPACIDADE GEO ESTRATÉGICA GLOBAL E CAPACIDADE REGIONAL, NOS VÁRIOS TEATROS DE CRISE. A ALIANÇA DE ISRAEL COM A ARÁBIA SAUDITA PODERÁ, COM UM RELATIVO DESANUVIAMENTO NO MÉDIO ORIENTE, AINDA QUE COM O SURGIMENTO DE NOVAS ENTIDADES, VOCACIONAR-SE MAIS EM DIRECÇÃO A ÁFRICA.

ESTÁ EM CURSO O REPOSICIONAMENTO DAS FORÇAS COM CAPACIDADE GEO ESTRATÉGICA GLOBAL E CAPACIDADE REGIONAL, NOS VÁRIOS TEATROS DE CRISE.
A ALIANÇA DE ISRAEL COM A ARÁBIA SAUDITA PODERÁ, COM UM RELATIVO DESANUVIAMENTO NO MÉDIO ORIENTE, AINDA QUE COM O SURGIMENTO DE NOVAS ENTIDADES, VOCACIONAR-SE MAIS EM DIRECÇÃO A ÁFRICA.
ESSA POSSÍVEL VOCAÇÃO, PODERÁ ENCONTRAR ALIADOS NA NATO, EM ESPECIAL APÓS O EXERCÍCIO “TRIDENT JUNCTURE 2015”, DE FORMA A, FAZENDO ALASTRAR A MANCHA DE TERRORISMO PARA SUL DO EQUADOR, OBRIGAR OS FRÁGEIS ESTADOS AFRICANOS A PACTUAR COM SEUS INTERESSES, PROPICIANDO TAMBÉM ABERTURA A SEUS VÍNCULOS MILITARES!


Martinho Júnior (facebook)

Em paralelo ás negociações EUA-Irão
Exclusivo : Os projectos secretos de Israel e da Arábia Saudita
Thierry Meyssan
A resposta de Telavive e de Riade ás negociações entre os Estados Unidos e o Irão situa-se no prolongamento do financiamento da guerra contra Gaza em 2008 pela Arábia Saudita : a aliança de um Estado colonial e de uma monarquia obscurantista. No momento em que o Próximo-Oriente se apresta para viver uma mudança para os próximos dez anos, das suas regras do jogo, Thierry Meyssan desvenda aqui o conteúdo das negociações secretas entre Telavive e Riade.
Rede Voltaire | Damasco (Síria) | 22 de Junho de 2015
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Todos, no Médio-Oriente, têm a consciência que os acordos secretos que deverão ser assinados, a 30 de junho próximo, — à margem do acordo multilateral sobre o nuclear— por Washington e Teerão, irão provavelmente fixar as regras do jogo para os dez anos seguintes.


Estes acordos surgem quando os Estados Unidos se tornaram o primeiro produtor mundial de petróleo, à frente da Arábia Saudita e da Rússia. Eles não têm, portanto mais necessidade, para si próprios, do petróleo do médio-oriente, e só se interessam, por tal, unicamente para manter o mercado mundial em dólares.


Por outro lado, Washington começou um reposicionamento das suas tropas, da Europa ocidental e do Médio-Oriente em direcção ao Extremo-Oriente. Isto não significa que abandone estas regiões, mas sim que visa garantir a sua segurança de modo diferente.
Israel


Segundo as nossas informações, nos últimos 17 meses (quer dizer, desde o anúncio das negociações entre Washington e Teerão que duram, na realidade, há já 27 meses), Telavive conduz negociações secretas com a Arábia Saudita. Delegações de muito alto nível encontraram-se cinco vezes na Índia, na Itália e na República Checa.


A cooperação entre Telavive e Riade inscreve-se no plano norte-americano de criação de uma «Força árabe conjunta», sob os auspícios da Liga Árabe, mas sob comando israelita. Este é já o caso no Iémene, onde soldados israelitas pilotam os bombardeiros sauditas no quadro de uma Coligação (coalizão-br) árabe, cuja quartel-general foi instalado pelos israelitas na Somalilândia, um estado não-reconhecido situado do outro lado do estreito Bab el-Mandeb [1].


No entanto, Riade não tenciona oficializar esta cooperação enquanto Telavive rejeitar a iniciativa de paz árabe, apresentada à Liga Árabe em 2002 pelo príncipe Abdullah, antes de ele se tornar rei [2].
Israel e a Arábia Saudita chegaram a acordo sobre vários objectivos.


No plano político :
«Democratizar» os Estados do Golfo, quer dizer associar os povos à gestão dos seus países ao mesmo tempo afirmando a intangibilidade da monarquia e do modo de via wahabita ;

Mudar o sistema político no Irão (e não mais fazer guerra ao Irão) ;
Criar um Curdistão independente de maneira a enfraquecer o Irão, a Turquia (esta, aliás, durante muito tempo um dos aliados de Israel) e o Iraque (mas não a Síria, que está já duradouramente enfraquecida).


No plano económico :

Explorar a jazida petrolífera de Rub’al-Khali e organizar uma federação entre a Arábia Saudita, o Iémene, talvez Omã e os Emirados Árabes Unidos ;

Explorar as jazidas petrolíferas do Ogaden, sob controlo etíope, tornar seguro o porto de Adem, no Iémene, e construir uma ponte ligando Djibuti ao Iémene.

Por outras palavras, se Telavive e Riade fazem «contra má fortuna boa cara» admitindo que dois terços do Iraque, a Síria e metade do Líbano estão controlados pelo Irão, eles pensam :

Assegurar-se que o Irão renunciará a exportar a sua revolução ;

Controlar o resto da região excluindo a Turquia que sucedeu à Arábia Saudita na supervisão do terrorismo internacional e acabam de ser derrotados na Síria.
Palestina.

O reconhecimento internacional de um Estado palestiniano, em conformidade com os Acordos de Oslo e a iniciativa de paz árabe, será apenas uma questão de meses após a assinatura dos acordos americano-iranianos.


O governo palestino de unidade nacional, que nunca funcionou, de repente demitiu. Parece certo que a Fatah, de Mahmoud Abbas, será amplamente apoiada pelo seu povo assim que o Estado palestino seja admitido nas Nações Unidas.


O Hamas que, desde 2008, encarnava a resistência, de repente desacreditou-se ao formalizar a sua adesão aos Irmãos Muçulmanos (quando a Irmandade tentou vários golpes na Arábia Saudita) e pegando em armas contra o único Estado da região, efectivamente, pró-palestiniano, a República Árabe Síria. Além disso, para refazer a imagem decidiu tornar-se discreto e apoiar agora, sobretudo, actuações não-violentas.


O reconhecimento do Estado palestino vai acabar com o direito de regresso dos Palestinianos expulsos das suas terras, mas, por outro lado, vai abrir-lhes um novo estatuto. Os Estados Unidos e a Arábia Saudita investirão maciçamente para desenvolver a economia do novo Estado.

Desde já, vários candidatos se atropelam para suceder a Mahmoud Abbas (que tem 80 anos de idade e cujo mandato expirou em 2009). Entre estes Mohammed Dahlan, antigo chefe da segurança que terá organizado o envenenamento de Yasser Arafat e havia sido forçado a deixar o país em 2007. Depois de ter trabalhado para os Emirados Árabes Unidos obteve as nacionalidades montenegrina —como o antigo primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra— e sérvia, voltou à Palestina, em fevereiro, com a ajuda dos seus antigos adversários do Hamas. Tendo-se tornado bilionário, ele compra sem poupar combatentes e votos. Um candidato mais sério poderá ser Marwan Barghouti, que cumpre actualmente cinco penas de prisão perpétua em Israel, e que poderia ser libertado no quadro do acordo de paz. É com efeito a única personalidade palestiniana que, tendo escapado aos assassinos da Mossad, não é corrupta.
Arábia Saudita.


Neste contexto, a visita à Rússia do príncipe Mohammed bin Salman, filho do rei Salman da Arábia Saudita, levantou uma viva inquietação, com uma campanha de imprensa sugerindo que ele desejava negociar uma cessação da ajuda russa à Síria. Isto aconteceu uma semana depois da deslocação do chefe da Organização de Cooperação Islâmica, Iyad Madani bin Amin. Ele estava acompanhado por vários ministros e uma trintena de homens de negócios. A delegação saudita participou no Fórum económico de São Petersburgo e o príncipe foi recebido pelo presidente Vladimir Putin.


Desde a sua criação, o reino wahabita mantém relações privilegiadas com os Estados Unidos e considerava a União Soviética, depois a Rússia, como inimigas. Parece que isto está em vias de mudar.


A considerável importância dos acordos económicos e de cooperação que foram assinados, dão início a uma nova política. Assim a Arábia Saudita comprou 16 centrais (usinas-br) nucleares, aceitou participar no programa russo de pesquisa espacial, e negociou igualmente acordos petrolíferos cujos detalhes são de momento desconhecidos.


Para remover qualquer ambiguidade sobre essa reaproximação, o presidente Putin decidiu afirmar que a Rússia não alterava em nada o seu apoio à Síria e que ajudaria a buscar qualquer solução política que estivesse de acordo com os desejos do povo sírio. Em declarações prévias, ele havia indicado que isto implicava a manutenção do presidente al-Assad no poder até ao fim do septanato para o qual foi democraticamente eleito.

Os perdedores da redistribuição das cartas.
Tudo leva a pensar que uma vez os acordos americano-iranianos assinados [3], os perdedores sejam :

O povo palestiniano que se verá privado do direito inalienável ao regresso pelo qual três gerações se bateram ;

A Turquia que arrisca pagar muito caro o seu sonho de hegemonia, o seu apoio aos Irmãos muçulmanos e a sua derrota na Síria [4];

A França que se encarniçou durante quatro anos em tentar restabelecer os seus interesses coloniais na região e que se encontra, no fim, na simples posição de fornecedor de Israel e da Arábia Saudita [5].
Thierry Meyssan
Tradução
Alva
[1] “A Força «árabe» de Defesa comum”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 20 de Abril de 2015.
[2] « L’Initiative de paix arabe présentée par le prince Abdullah bin Abdul-Aziz » (Fr- «A iniciativa de Paz árabe apresentada pelo príncipe Abdullah bin Abdul-Aziz»-ndT), Réseau Voltaire, 28 mars 2002.
[3] “Como será o Próximo-Oriente após o acordo entre Washington e Teerão ?”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 18 de Maio de 2015.
[4] “Em direção ao fim do sistema Erdoğan”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 17 de Junho de 2015.
[5] “A previsível derrota da França”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 8 de Junho de 2015.

Thierry Meyssan
Thierry MeyssanIntelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertrand, 2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).

DOIS PINTORES DOIS ESTILOS VIDAN - (WONDER WOMAN) e JOHN WILLIAM WATERHOUSE (PRE-RAFAELITA)


DWC Wonder Woman - Artista Vidan


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Vidan nasceu na pitoresca cidade de Perugia, que está localizada entre as cidades elegantes de Roma e Florença. Em sua juventude, Vidan percebe imediatamente a sua paixão pelas artes. Sua vocação foi criada instantaneamente participando, assim, nalgumas das melhores escolas de arte na Itália para como o Liceo Artistico di Milano e, posteriormente, a Accademia delle Belle Arti em Brera.Desde que se mudou para os EUA em 1988, Vidan  é reconhecida hoje como uma grande força num mundo muito competitivo de artistas de romance. 


DWCPre-rafaelita estilo - pintor John William Waterhouse


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John William Waterhouse (nascido em 06 de abril de 1849  morreu 10 de fevereiro de 1917) foi um 
Pintor Inglês conhecido por trabalhar no estilo Pré-Rafaelita. Ele trabalhou várias décadas 
após a dissolução da Irmandade Pré-Rafaelita, que tinha visto seu apogeu no 
meados do século XIX, levando-o a ter ganho o apelido de "o moderno pré-rafaelita". 
 Tomando emprestado influências estilísticas não só do anterior pré-rafaelitas, mas também de sua 
contemporâneos, dos impressionistas, suas obras eram conhecidas por suas representações de
 mulheres, tanto da antiga mitologia grega e da lenda do rei Artur.











danceswithcolors.blogspot.com

NICOLA TESLA E A SUA ARMA PARA "FABRICAR" TSUNAMIS

Este artigo assinado por Nikola Tesla foi publicado em 21 de abril de 1907 pelo diário The World, de Joseph Pulitzer. Nele, o inventor sérvio explica em detalhes o funcionamento de seus torpedos teleguiados e propõe um sistema eficaz para combater os temíveis encouraçados da época: um dispositivo capaz de detonar sob a água uma carga explosiva capaz de provocar uma onda gigante que poderia engolir embarcações inimigas.

A máquina de Tsunamis de Tesla
Ilustrado por Worden G. Wood e sob o título "Tesla's tidal wave to make war impossible", o artigo é um resumo das obsessões de Tesla: um sistema de ataque submarino, que tentou vender uma e outra vez ao Departamento de Defesa, e sua pretensão de acabar com as guerras mediante uma arma tão temível que fosse capaz de dissuadir qualquer ataque. "Não estão longe os tempos", escreve Tesla, "em que as perdas tremendas de uma guerra acabarão".
A máquina de Tsunamis de Tesla
A ideia, explica no artigo, era colocar uma carga explosiva em um torpedo teleguiado e fazê-lo chegar até as proximidades do encouraçado. Carregado com umas 30 toneladas de dinamite, a carga poderia ser detonada a distância no momento adequado provocando uma gigantesca perturbação na água e abrindo um buraco de quase 200 metros de profundidade junto ao navio. 

- "É inútil imaginar o efeito de uma erupção semelhante em uma nave situada nas proximidades, por maior que seja", assegurava o inventor. "A frota completa de um grande país, situada nos arredores, seria destruída", afirmava.
A máquina de Tsunamis de Tesla
Segundo os cálculos de Tesla, "o primeiro impacto seria fatal e nos próximo dez segundos a nave afundaria por completo e se precipitaria sobre o buraco... algo parecido a uma queda livre. Depois o navio afundaria abaixo da superfície, para não regressar jamais".

Os conspiranóicos dizem que a ideia de Tesla foi colocada em prática de alguma forma pelo exército dos Estados Unidos muitos anos depois, durante as provas nucleares submarinas do pacífico.


http://www.mdig.com.br

Governo grego já confirmou que não vai cumprir pagamento ao FMI

Governo grego já confirmou que não vai cumprir pagamento ao FMI
O Wall Street Journal noticia que uma fonte do governo grego confirmou aquilo que já era expectável: esta terça-feira, a Grécia não irá devolver os quase 1,6 mil milhões de euros referentes a obrigações gregas detidas pelo FMI, o que deverá deixar o país em incumprimento face àquela instituição internacional.
Uma fonte do governo grego, citada pelo jornal norte-americano Wall Street Journal, confirmou que amanhã, terça-feira, dia 30 de Junho, a Grécia não irá cumprir o pagamento de quase 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional FMI). Facto que, a concretizar-se, deverá significar a entrada da Grécia em incumprimento face ao FMI, isto quando o país enfrenta graves dificuldades de liquidez. O pagamento pode ser feito até às 18h em Washington DC (23h em Lisboa), cidade onde está sediado o Fundo.

Este é o mais previsível desfecho do rompimento, na passada sexta-feira, das negociações entre as autoridades gregas e as instituições credoras. A "decisão unilateral" da Grécia de convocar um referendo popular sobre se o governo helénico deve, ou não, aceitar a proposta dos credores provocou um novo impasse nas negociações que, há precisamente uma semana, haviam dado um "passo na direcção correcta", segundo palavras do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

Ora, a não chegada a acordo sobre um plano abrangente de medidas que a Grécia teria de implementar de forma a ver libertada a última tranche de 7,2 mil milhões de euros prevista no programa grego, coloca a Grécia à beira do incumprimento face à instituição presidida por Christine Lagarde. Esta tranche estava prevista no programa grego ainda em curso até amanhã, e que permanece pendente da validação da quinta e última avaliação ao cumprimento do segundo memorando assinado entre Atenas e a troika.

As autoridades solicitaram no último sábado que este segundo programa de assistência económica e financeira à Grécia, que já foi prolongado em duas ocasiões - na primeira das quais por dois meses, ainda em Dezembro de 2014, e na segunda por um período de quatro meses, a 20 de Fevereiro último, já com o Syriza no poder – fosse prolongado por um mês para assim poder ser completado o referendo convocado para o próximo domingo, 5 de Julho, e acomodado o seu resultado. Pedido rejeitado pelo Eurogrupo realizado no sábado.

Se as dificuldades financeiras da Grécia para cumprir as obrigações junto do FMI, em Junho, já tinham ficado patentes com o recurso às reservas de emergência depositadas no FMI, para então assegurar o pagamento de 750 milhões de euros relativos ao primeiro empréstimo concedido pelo próprio Fundo ainda em 2010, era expectável que a não chegada a acordo com as instituições credoras pudesse significar a incapacidade da Grécia para assegurar o cumprimento das suas obrigações financeiras.

Incapacidade que já havia sido admitida pelas autoridades gregas que, já neste mês, acabaram por solicitar ao FMI o pagamento acumulado das quatro parcelas previstas para o presente mês e que totalizam perto de 1,6 mil milhões de euros.

Já este domingo, o governo grego, pela voz do primeiro-ministro Alexis Tsipras, anunciou o encerramento dos bancos e da bolsa grega até à terça-feira da próxima semana, dia 7 de Julho. E ainda a imposição de controlo de capitais, impedindo o levantamento de quantias superiores a 60 euros por dia, numa tentativa de suster a fuga de capitais que se intensificou ao longo dos últimos dias perante o agudizar do clima negocial entre Atenas e os credores.

Apesar de o FMI dispor de 30 dias para decretar a formalização de incumprimento por parte de um determinado país, na semana passada foi noticiado que Lagarde não iria recorrer a este mês de tolerância, o que representaria a entrada grega em incumprimento. Situação que também coloca desafios à Zona Euro, porque o enquadramento legal da moeda única nada refere quanto à possibilidade de pertença de um país que tenha entrado em "default" técnico. Mario Draghi lembrava, há poucos dias, que uma eventual saída grega do euro representaria, para a Zona Euro, a entrada em "águas nunca dantes navegadas".

A situação grega não vai tornar-se mais favorável com o decorrer dos próximos meses deste Verão, estando prevista a devolução de 3,62 mil milhões de euro ao banco Central Europeu já no próximo dia 20 de Julho. BCE que este domingo manteve a linha de liquidez de emergência para a banca grega inalterada nos 89 mil milhões de euros, isto depois de uma fonte oficial grega ter adiantado que Atenas tinha solicitado um novo aumento da ELA, na sigla grega.

Mais de 500 detidos em operação da Europol contra o crime organizado

Mais de 500 detidos em operação da Europol contra o crime organizado

REUTERS (Arquivo)

A polícia europeia prendeu mais de 500 suspeitos, apreendeu 2.800 toneladas de cocaína e centenas de veículos, numa série de iniciativas contra o crime organizado, anunciou hoje a Europol.

Polícias dos 28 países da União Europeia e de outros estados levaram a cabo ações em 260 locais entre 04 de maio e 24 de junho passados, no âmbito da Operação "Blue Amber" (âmbar azul), afirmou a agência policial pan-europeia.
As autoridades confiscaram 390 veículos e apreenderam perto de 1.300 toneladas de metal roubado, bem como 110 quilogramas de cocaína, de acordo com a mesma fonte.
As operações visaram elevadas quantidades de tráfico em contentores, correios de droga que voavam para a europa a partir da América do Sul, bem como encomendas de droga enviadas para a Europa do Paquistão, "numa base diária".
"Os métodos de ocultação variam muito, desde esconder cocaína em roupas e palmilhas de sapatos, a inserir a droga em instrumentos médicos," esclareceu a polícia.
A operação conduziu também à detenção de várias pessoas suspeitas de tráfico e à descoberta de um abrigo para imigrantes ilegais na Hungria.

O dia em que o euro acabou

O dia em que o euro acabou


O ponto de vista dos operadores financeiros, segundo uma analista que costumo ler com atenção:

"Congelar a ELA [Assistência de Liquidez de Emergência] significa que a Grécia se deve considerar agora um país “utilizador” do euro e já não um membro de pleno direito da União Monetária. Não há uma fórmula legal para os países saírem do euro, mas parece que podem ser postos no congelador. Isto não é idêntico à situação de Chipre: aí a liquidez foi suspensa porque os seus bancos estavam insolventes. Os bancos gregos não estão insolventes (por enquanto). A declaração do BCE não faz menção à insolvência bancária: o congelamento da liquidez é uma resposta ao fracasso das negociações e à decisão do governo grego de fazer um referendo. Nestes termos, o congelamento é claramente uma decisão política. A independência do BCE foi estilhaçada.

A irrevogabilidade do euro já não é credível. Usar a restrição de liquidez para forçar um país a introduzir o controlo dos capitais equivale a suspender a sua qualidade de membro da zona euro. Por isso, a dívida soberana de outros países sob pressão passa a incorporar um prémio de risco dada a possibilidade de esses países também poderem ser suspensos. Os juros implícitos para as obrigações da periferia já subiram muito e, embora possam vir a estabilizar quando o primeiro impacto tiver passado, parece pouco provável que venham a cair para os níveis anteriores muito baixos."


ladroesdebicicletas.blogspot.pt

Grécia : Lastro ou bote de salvação para a estratégia de domínio do imperialismo germânico sobre a Europa?

Grécia : Lastro ou bote de salvação para a estratégia de domínio do imperialismo germânico sobre a Europa?

A chantagem, pressão e ameaça que o imperialismo germânico, com a prestimosa colaboração dos governos europeus que controla, exerce neste momento sobre o governo grego, demonstra plenamente a apreciação que sempre fizemos àcerca da natureza do euro, da política de convergência e solidariedade europeia,  justificando a nossa defesa  da saída daquele espaço para assegurar a independência, a soberania, a liberdade, a democracia e o progresso para os países e povos da Europa.


Lastro ou bote de salvação para os povos da Europa?
Não é a Alemanha que é indispensável à sobrevivência do euro. É o euro que é indispensável à estratégia de dominação do imperialismo germânico sobre a Europa. E, para a Alemanha, há-de chegar o momento em que, depois de se ter utilizado desse instrumento para dominar os povos e nações da Europa – assim tenha sucesso com esta sua estratégia – pura e simplesmente o dispensará.

Esta realidade tem de ser contextualizada no panorama geopolítico internacional, em que a superpotência imperialista americana pretende recuperar a sua hegemonia a nível mundial e a Alemanha se quer posicionar de forma a, por um lado, demonstrar ser um dos mais fortes aliados com que os EUA podem contar e, por outro, não vir a perder influência, nem ver comprometidos os seus interesses face a um cada vez mais agressivo imperialismo chinês que já se comporta como nova superpotência e que já demonstrou a sua capacidade em se aliar com os inimigos de ontem, como é o caso da Rússia, nesta contenda pelo domínio mundial.

As desesperadas tentativas de chantagem exercidas pela chefe do IV Reich, a Srª Angela Merkel, sobre o governo grego e sobre os restantes países da chamada zona euro, que tem o apoio canino do socialista François Hollande, decorrem do facto de a Alemanha saber, de há muito, que o projecto europeu só servirá efectivamente os seus interesses de dominação sobre os restantes países europeus, se conseguir impor a moeda única. Paulatinamente, foi convencendo vários países a aderir a esta ideia, prometendo-lhes o paraíso do leite e do mel em abundância, conseguindo que as burguesias vendidas de 17 dos 27 países que integram a União Europeia ao euro aderissem.

Mais histórias para crianças?
E de cimeira em cimeira – a dois ou com os seus serventuários – foi acrescentando novos patamares para desferir novos golpes, encarregando a sua tróica germano-imperialista de ir impondo memorandos e programas que visam, tão só, dominar e espezinhar os povos e países da Europa, arrogando-se tomar medidas absolutamente fascistas e antidemocráticas como depor governos e colocar em sua substituição os seus homens de mão.

Mas, de facto, o euro foi desenhado, desde a sua génese, como o novo marco ou o marco travestido de euro! Como a única entidade com capacidade e autoridade para emitir esta moeda e controlar os seus fluxos é o BCE, um banco privado onde os principais accionistas são bancos e grandes grupos financeiros germânicos, melhor se entenderá a teia que a Alemanha teceu para vir a manietar e dominar os restantes países europeus.

Muito antes de sugerir o euro, o imperialismo germânico foi impondo a destruição da capacidade produtiva e do tecido produtivo, sobretudo industrial, da esmagadora maioria dos países europeus, sobretudo aqueles que são considerados os elos fracos da cadeia capitalista, salvaguardando essa capacidade para a Alemanha, onde esta não só foi mantida como cresceu e se fortaleceu. Com tal manobra a Alemanha consegue ter superavits importantes, dominar em termos de capacidade industrial e financeira todos os outros países que, entretanto, aderiram ao euro, por virtude de terem passado a depender daquilo que importam para poder fazer funcionar as suas economias, levando-os a graus de endividamento nunca antes atingidos.

Os factores combinados das crises orçamentais com a crise do sub-prime americano, criaram as condições ideais para que uma entidade como o BCE, cujo capital social é inteiramente privado, e em que os grupos financeiros e bancários alemães, como já havíamos referido, predominam, mercê da taxa de participação de cada país em função do seu PIB, se transformasse no principal instrumento da dominação germano-imperialista. Desde logo porque foi imposto que os estados não poderiam recorrer directamente ao crédito nessa instituição, a um juro muitas das vezes inferior a 1%, mas tão só os bancos que, depois, o emprestariam aos estados a taxas de juro de 5 e 6%!

O euro asfixia e mata a soberania
As dívidas soberanas passaram a ser, por um lado, um excelente negócio, pois proporcionam taxas de juro faraónicas e, por outro, um factor poderosíssimo de chantagem sobre governos e governantes vende-pátria que ficam satisfeitos com as migalhas que a chefe do IV Reich lhes reserva a troco de submeterem os seus povos à miséria, à fome, ao desemprego e precariedade e os seus países ao esbulho dos seus activos e empresas estratégicas por parte do imperialismo germânico. Isto é, traidores que se vendem por trinta moedas a troco de submeter os povos e países europeus à condição de colónia ou protectorado da poderosa Alemanha!

bascularização da economia mundial, que se caracteriza, por um lado, pela estranha inexistência de crises das dívidas soberanas em países do chamado 3º Mundo – como é o exemplo do que se passa em quase todo o continente africano – e, por outro, num processo de acumulação primitiva capitalista nos países emergentescomo a China, a Índia e o Brasil, entre outros, que passam neste momento por um processo histórico muito idêntico ao que se vivia na Manchester do sec.XIX, explicam o resto do quadro em que, a nível global, hoje nos encontramos e de como ele influencia e condiciona a situação política e económica da velha Europa e da burguesia europeia.

Com este processo de crescimento, fundamentalmente alimentado pela migração massiva de agricultores e artesãos arruinados para os grandes centros urbanos e encafuados em grandes unidades fabris, aceitando condições desumanas de vida, ritmos de trabalho intensos e salários miseráveis, começa-se a compreender como é que a bascularização da economia influencia a estratégia da Alemanha e de outros países do chamado 1º mundo.

Países com uma indústria avançada, com alto desenvolvimento tecnológico e que apostam fortemente na investigação cientifica e que, tendo sagazmente levado as outras nações do continente europeu à desindustrialização e à liquidação da sua agricultura e pescas, têm por objectivo, agora, remeter esses países para a terceirização da economia ou para fornecedores de mão-de-obra-barata, ao nível dos praticados na Malásia ou no Bangladesh, para se tornar competitivos, isto é, alinhando por baixo as políticas assistenciais e salariais até agora praticadas e que tinham sido fruto de intensas e duras lutas de operários, camponeses e outros trabalhadores, na Europa dos séculos XIX e XX.

Imperialismo germânico substitui divisões Panzer por euro
Se é certo que a forma como hoje se organiza o trabalho nos países mais desenvolvidos não é a mesma dos séculos XIX e XX, até porque existem cada vez menos grandes unidades industriais – sobretudo naqueles países que aceitaram liquidar o seu tecido produtivo, como foi o caso de Portugal -, não menos certo é que a classe operária aliada a uma intelligentsia cada vez mais lançada para a precarização e à prática de baixos salários, ao campesinato pobre e arruinado e a pequenos e médios comerciantes e industriais ameaçados pela falência, são a força motriz que tem, cada vez mais, condições para derrubar este governo e impor um governo que leve a cabo um programa democrático patriótico que vá de encontro aos seus interesses.

E, se aparentemente, parece que as condições para a revolução quer no nosso país, quer a nível mundial são cada vez mais diminutas, o que se passa é exactamente o contrário. No nosso país, bem como noutros países europeus, as medidas terroristas e fascistas que têm sido impostas pela tróica germano-imperialista, através dos governos serventuários dos seus interesses, encontram cada vez maior capacidade de organização, mobilização e combatividade por parte dos trabalhadores e dos povos desses países.

Nos chamados países emergentes, as condições em que a classe operária é alocada à produção, em grandes unidades fabris, facilita a sua organização revolucionária e a elevação da sua consciência de classe. O processo histórico é imparável, a contradição antagónica entre burguesia e proletariado, entre natureza social do trabalho e apropriação privada da riqueza gerada por ele, será resolvida a favor de quem trabalha. E o ciclo das revoluções socialistas rumo à construção da sociedade comunista do futuro será não só uma realidade, como uma inevitabilidade histórica.

Neste contexto, ashesitações reveladas pelo governo grego e pelo SYRIZA, constituem, em termos objectivos, uma traição às expectativas que criou ao povo grego e que levou a que este tivesse eleito o seu programa como aquele em que deveria assentar a acção do governo helénico.

Ao não compreender que, para fazer frente à chantagem das instituições europeias –cuja mudança de nome serve apenas para escamotear que o lobo pode perder a pele, mas não perde os intentos e de que, no fundo continua a predominar a velhinha e conhecida tróica germano-imperialista – não pode entrar em jogos florais ou em infantilóides jogos de esconde esconde, mas sim preparar a saída da Grécia do euro, o que teria/terá de levar à imediata nacionalização da banca e ao retomar do novo dracma.


queosilenciodosjustosnaomateinocentes.blogspot.pt