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terça-feira, 23 de junho de 2015

TODAS AS MANOBRAS, TODAS AS POLÍTICAS DO IMPERIALISMO YANQUE APOIADAS PELOS SEUS LACAIOS VISAM APROXIMAR-SE DAS FRONTEIRAS DA RÚSSIA E DEPOIS COMO SEMPRE OS RUSSOS É QUE SÃO OS PAPÕES BEM À MODA DO TEMPO DA GUERRA FRIA - EUA vão colocar armamento pesado na Europa central e do leste

EUA vão colocar armamento pesado na Europa central e do lesteOs Estados Unidos vão colocar pela primeira vez armamentos pesados nos países da Europa central e do leste para reforçar este flanco da NATO, anunciou hoje o secretário da Defesa dos EUA Ashton Carter."Vamos colocar temporariamente armamentos para uma brigada, incluindo veículos de combate e equipamentos associados, nos países da Europa central e do leste", declarou Carter durante uma conferência de imprensa na capital da Estónia, Tallinn.

O responsável pela Defesa dos EUA precisou que o reforço militar inclui o envio de tanques, veículos blindados e equipamento de artilharia móvel para infantaria. Uma brigada norte-americana inclui cerca de 5.000 homens.
"A Estónia, assim com a Lituânia, Letónia, Bulgária, Roménia e a Polónia aceitaram acolher material suficiente para equipar entre uma companhia e um batalhão. Este material vai circular na região para treinos e exercícios", precisou Carter.
As armas pesadas norte-americanas serão assim deslocadas pela primeira vez em países que aderiram à NATO e que, antes da queda do Muro de Berlim, pertenciam à esfera de influência da União Soviética.
Os países bálticos e outros países da Europa do leste têm revelado muita inquietação na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia e dos combates na Ucrânia, onde os separatistas pró-russos contestam a autoridade de Kiev no leste do país.

A PINTURA DE LI ZHUANG PING (CHINA NUDE)

D.W.C. China Nude - Painter Li Zhuang Ping














 

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NOTAS - CAMARATE AÍ ESTÁ DE NOVO !


1600: Giordano Bruno queimado - "Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador." Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

1600: Giordano Bruno queimado

No dia 17 de fevereiro de 1600, Giordano Bruno era queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, sob acusação de heresia e blasfêmia.


"Posso ter sido qualquer coisa, menos blasfemador." Esta frase teria sido dita por Giordano Bruno no dia de sua execução. Em 17 de fevereiro de 1600, ele foi queimado vivo no Campo dei Fiori, em Roma, onde é relembrado desde 1899 com um monumento.

Ao contrário de Galileo Galilei (1564–1642), Bruno negou-se a refutar a teoria do astrônomo alemão Johannes Kepler (1571–1630) de que a Terra girava em torno do Sol. Além disso, por ser padre e teólogo, suas heresias e dúvidas em relação à Santíssima Trindade, por exemplo, partiam de dentro da Igreja e foram interpretadas como um ato de insubordinação ao papa.

Nascido numa família da nobreza de Nola (próximo ao Vesúvio) em 1548, inicialmente chamava-se Fellipo Bruno. Aos 13 anos, começou a estudar Humanidades, Lógica e Dialética em Nápoles, no mesmo convento em que São Tomás de Aquino vivera e ensinara.

Em 1565, aos 17 anos, recebeu o hábito de dominicano, ocasião em que mudou o nome para Giordano. Ordenado sacerdote em 1572, continuou seus estudos de Teologia no convento, concluindo-os em 1575.

Fuga das autoridades eclesiásticas

Sua vida acadêmica foi marcada pela fuga constante das autoridades eclesiásticas. Lecionou em Nápoles, Roma, Gênova, Turim, Veneza, Pádua e Londres, antes de se mudar para Paris em 1584. Passou o período de 1586 a 1591 em Praga e nas cidades alemãs de Marburg, Wittenberg, Frankfurt e Helmstedt, onde escreveu a que é considerada sua principal obra: Sobre a associação de imagens, os signos e as ideias.

Apesar das advertências de amigos, voltou para a Itália em 1591, convicto de que na liberal Veneza não cairia nas garras da Inquisição. Mas logo foi preso e levado para Roma, onde passou seu últimos anos na prisão.

Giordano Bruno teria caído numa armadilha ao retornar à Itália. Na Feira do Livro de Frankfurt de 1590, uma dupla de livreiros a serviço do nobre veneziano Giovanni Mocenigo o teria convidado a ir a Veneza ensinar Mnemotécnica, a arte de desenvolver a memória, na qual era um perito. Pouco depois de sua volta, desentendeu-se com Mocenigo, que o trancou num quarto e chamou os agentes da Inquisição.

Encarcerado na prisão de San Castello no dia 26 de maio de 1592, seu julgamento começou em Veneza, foi transferido para Roma em 1593 e chegou à fase final na primavera europeia de 1599. Durante os sete anos do processo romano, Bruno negou qualquer interesse particular em questões teológicas e reafirmou o caráter filosófico de suas especulações.

Essa defesa não satisfez os inquisidores, que pediram uma retratação incondicional de suas teorias. Como se mantivesse irredutível, foi condenado devido à sua doutrina teológica de que Jesus Cristo era apenas um mágico de habilidade incomum, que o Espírito Santo era a alma do mundo e que o demônio seria salvo um dia.

Ao ouvir sua sentença, a 8 de fevereiro de 1600, teria dito aos juízes: "Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la".

Contribuição intelectual decisiva

A Congregação do Santo Ofício, presidida pelo papa Clemente 8 (1592–1605), ainda concedeu ao "herege impertinente e pertinaz" oito dias de clemência para um eventual arrependimento.

A capitulação de Bruno teria um forte efeito propagandístico num ano da "graça" como o de 1600. Mas ele preferiu enfrentar a pena de morte a renegar suas ideias. Seus trabalhos foram publicados no Índex em agosto de 1603 e só foram liberados pela censura do Vaticano em 1948.

Segundo os historiadores, Giordano Bruno prestou uma contribuição intelectual decisiva para acabar de vez com a Idade Média. Morto aos 52 anos, tornou-se um mártir do livre pensamento. Ele foi vítima da intolerância religiosa típica da chamada Contrarreforma, a batalha travada pela Igreja Católica contra a Igreja Reformada.

O martírio de Giordano Bruno em 1600, seguido do julgamento de Galileo Galilei em 1616, abriu um fosso de desconfiança entre a ciência e a religião.



Autoria Norbert Ahrens (gh)
Fonte: DW
militanciaviva.blogspot.pt

A LOJA DOS 300 DA EUROPA




A retórica do vazio

A retórica do vazio

Ontem, assisti a um debate telivisivo centrado no tema candente do chamado segredo de justiça. De um lado, 3 meritíssimos de várias proveniências, um deles, talvez cinquentão, de lacinho e com gel a ordenar e a dar luzimento ao saraivado cabelo; do lado oposto, dois advogados e um jornalista. Como sempre, a habitual moderadora, um pouco amarelada (ou seria alaranjada?). Não fora o prof. Costa Andrade, a falar de Coimbra, com simplicidade e clarividência, o debate teria sido um mero exercício de banalidades, onde alguns tentavam deslumbrar, através da retórica, personificando uma pobre feira de vaidades, servida pelo tom empolado e vocabulário pretensamente rico e justiceiro, que parecia ressuscitar os "gargantas do Império" do antigo regime. Creio que, em geral, andamos muito mal servidos pelos representantes decisórios da justiça portuguesa...
Entretanto, e por outros lados, jornalistas menores e comentaristas medíocres, se na semana passada falavam, a propósito da Grécia, da 25ª hora, a partir de ontem, passaram a usar, num estertor sem nenhuma imaginação, a sigla 26ª hora. Enquanto os pivot televisivos, dia após dia, vão referindo, repetida e dramaticamente, em jeito de actores de telenovelas de segunda ordem: Amanhã será o dia decisivo!... O que se vai dizendo, no fundo, não tem importância nenhuma. Muitas vezes, nem sequer tem conteúdo.
Esta desadequação faz-me recordar um título de recensão a uma obra publicada que, nos anos 80, apareceu num jornal literário do Norte, subscrita por um plumitivo universitário pretensioso. Titulava ele o seu texto com um brilhante: "Inconcluso desejo no limiar do transe" (sic). Na altura, sei que me lembrei do coitus interruptus, embora ele não seja literário... Muito menos adequado a leitores inocentes. Que mais nos irá acontecer?

arpose.blogspot.pt

NOTAS - OS PORTUGUESES SÃO CONTRA A "CHAPADA"



A ANÁLISE DO BRUXO MARTELO , O FAZEDOR DE OPINIÕES ! José Sócrates "pesa" na inversão de papéis do PS

Sondagens: José Sócrates "pesa" na inversão de papéis do PSMarcelo Rebelo de Sousa comentou, esta noite de domingo, na antena da TVI, as últimas sondagens da Universidade Católica, onde surge pela primeira vez uma tendência para empate técnico entre a coligação e o PS.

As últimas sondagens avançadas pelo Barómetro da Universidade Católica apontam para um empate técnico entre a coligação do Governo e o Partido Socialista, uma queda significativa em relação ao último levantamento destes dados, onde o PS surgia com 45% de preferência de voto e a coligação com 32%.

“É uma diferença de 13% que desaparece em oito meses”, indicou Marcelo Rebelo de Sousa, esta noite de domingo, no seu espaço de comentário da TVI.
Para o comentador, esta inversão em termos de sondagem deve-se a várias situações, enumerando, em primeiro lugar, a Grécia.
“António Costa tomou posições muito ziguezagueantes. Primeiro alinhou com o Syriza, depois descolou do Syriza, (…) o PS está ali a meio da ponte porque nem tem a posição da coligação, nem a posição da esquerda”, esclareceu o social-democrata, dando a entender que a incerteza do discurso de Costa leva as pessoas a adotar uma posição de “precaução” porque não se querem rever no caso da Grécia.
O antigo líder do PSD admitiu, ainda, que José Sócrates é um fator na perda de representação dos socialistas.
“Quando José Sócrates foi preso, eu lembro-me de ter dito aqui que se António Costa conseguisse ganhar as eleições era um génio. Toda a gente criticou, disse que era um exagero. (…) [A detenção] pesa porque Sócrates tem um protagonismo enorme e divide a sociedade portuguesa, dividindo também o PS, pela forma mole como se tem reagido ao caso Sócrates”, sentenciou o professor.
António Costa, como líder do PS, tem também, no entender do social-democrata, responsabilidades nesta mudança nas sondagens. Marcelo aponta que Costa “não ganha um debate a Passos Coelho” e que “é um homem muito isolado do partido”, mesmo tendo ganho as primárias com a expressão com que o fez.
“Muitas das estruturas do partido não se reconhecem nele”, indica o comentador, acrescentando que o socialista ganhou porque “fez ligação às bases do partido” e “passou por cima dos barões”.
“Os barões ‘seguristas’ não gostam dele, os barões ‘socráticos’ não gostam dele, (…) ele anda sozinho a fazer campanha pelas ruas do país”, atirou.
Outra das críticas que Marcelo faz ao estilo de Costa é a contradição no seu discurso, indicando que o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem “um discurso para governar, que tem que ser feito ao centro, e um discurso para ganhar votos à esquerda, que é um discurso à esquerda”.
António Costa “tem sido acusado de ziguezague porque o discurso sofre disso mesmo”, acusa Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que essa dificuldade em definir uma corrente discursiva “acaba por ser punitiva”.

A PINTURA DE ROBERTO FERRI (ANJOS)

D.W.C. Angel - Painter Roberto Ferri



















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Seixal: cinco feridos a tiro em esplanada Disparos de caçadeira feitos a partir de um carro.


DISCURSO DIRECTO - Eu posso ser mal interpretado mas se eu acredita-se em deus ele teria que ser brasileiro.



DISCURSO DIRECTO
Eu posso ser mal interpretado mas se eu acredita-se em deus ele teria que ser brasileiro.
nunca me moveram pensamentos, práticas ou atitudes racistas.
felizmente !
O que sei da vida é do que tenho vivido, do que tenho visto, do que tenho lido e muito cedo tomei posições que para muitos do meu tempo eram posições loucas e descabidas.
Cedo tomei conhecimento com gente da oposição à ditadura de Salazar e de Caetano, uns militantes outros simplesmente homens que nunca aceitaram as injustiças e as mentiras do regime.
alguns já partiram, outros mudaram e outros ainda por aí lutam com a mesma vontade de transformar esta pocilga a que portugal chegou
Como em todos os recantos do mundo na minha terra nada sou (santos de casa não fazem milagres) já que não tenho recursos económicos nem me dobro à ignorância e à prepotência de fascistas, de de ricos e pseudo- ricos.
No tempo do fascismo escrevi a Marcelo Caetano (papel de carta e caneta de tinta permanente) em abono dum "amigo" para o livrar da guerra colonial naquela hipótese conhecida que era o chamado "amparo de mãe".
Fui avisado pelas pardas eminências da minha terra de que era perigosa a minha atitude e para tratar da papelada esperei de noite (mais de duas horas) na rua para ser atendido na altura pelo representante da junta de freguesia que nada fez e recalcou a perigosidade da minha atitude já que essa coisa de escrever aos "deuses do fascismo" era algo de que muitos tinham medo inclusive os que eram do sistema e eram os bufos de serviço nessa altura.
Gente da minha idade e mais velha sabem perfeitamente da veracidade do que estou a dizer mas só alguns, os mais sinceros e honestos são capazes de falar do assunto com honestidade.
Recebi resposta e a minha exposição teve aceitamento e anos mais tarde fui rotulado de comunista precisamente pelo gajo a quem "salvei a pele" de ir bater com os costados na guerra colonial como eu.
Cumpriu-se a triste saga de que é necessário quem lute, quem dê a cara para que haja oposição ao regime (só para isso) e hoje ainda muita gente "come" da lutas que outros travam mas que na primeira oportunidade estão e estarão sempre de faca afiada para cravar nas costas de quem tem coragem e frontalidade para combater as injustiças.
Esta triste situação é a realidade do que se passa em Portugal! existem os que lutam e depois os outros que vivem sempre na sombra dessa luta e que dela usufruem, mas nada fazem para engrossar o protesto de quem trem razão. Vivem estes "camaleões sempre dissimulados e na tal política de se dar bem com deus e com o diabo e sempre que o sistema mude lá estão eles com as várias caras, as máscaras que escolheram para viver a sua vida em sociedade.
Se acreditasse em deus ele teria que ser brasileiro, um deus com muita lábia, com muitas promessas de felicidade, de milagres de forrós religiosos onde só ele reina apesar de toda a fome, toda a miséria, toda a desigualdade, vigarices, assassinatos mas onde a alienação é o pão nosso de cada dia e onde o poder é exercido pelos "anjos" da opulência e do luxo com sede no vaticano que sempre traíram o povo fazendo o pacto com o "outro poderoso" o belzebu ou melhor explicando com o capital e os donos do mundo em que alguns "inocentes" teimam em idolatrar.
António Garrochinho

Grécia revelou a "verdadeira face da União Europeia” - Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa diz que processo mostrou a verdadeira face da UE

Grécia revelou a "verdadeira face da União Europeia”




Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa diz que processo mostrou a verdadeira face da UE


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que a situação da Grécia revelou a "verdadeira face da União Europeia” (UE), a qual, acusou, quer "vergar e humilhar" o povo grego.

"O problema de fundo é que um povo que tem sido profundamente fustigado pelas políticas de sacrifício e cortes (nas pensões, nos salários e nos direitos) conheceu a verdadeira face da UE, essa UE que dizem ser de coesão económica e social, mas que procura fundamentalmente vergar um povo, humilhá-lo", afirmou.

Jerónimo de Sousa falava na Covilhã, durante a festa-comício de apresentação da candidata da CDU pelo distrito de Castelo Branco às próximas eleições legislativas.

Em declarações às jornalistas e também durante a intervenção dirigida aos presentes, o líder do PCP reafirmou que a questão da Grécia está a ficar marcada por "um processo de chantagem e humilhação", que não respeita a soberania do povo grego.

"Hoje o que verificamos é que esta UE está determinada a servir os interesses do grande capital económico e financeiro, que é dirigido por um diretório de potências que quer obrigar povos e países a vergarem, a abdicarem da sua independência, a abdicarem da sua soberania, a comerem e a calarem, a humilharem-se, a ajoelharem: este é o sentido daquilo que está a passar na Grécia", reiterou.

Segundo o responsável, isto revela "a mentira" que é a Europa da coesão económica e social.

Sem querer fazer juízos de valor sobre o governo Grego, o secretário-geral comunista acrescentou ainda que se deve "solidariedade" ao povo grego.

Ressalvando as diferenças em relação a Portugal, também voltou a defender a necessidade de que Portugal se prepara para uma eventual saída do euro e sublinhou que não entende a recusa relativa à proposta do PCP para que se estude esse cenário.

Vão “rebobinar” promessas por cumprir na campanha


Jerónimo de Sousa, também afirmou hoje que, na campanha para as legislativas, a coligação PSD/CDS e o PS vão "rebobinar" as promessas não cumpridas e considerou que se vai assistir "ao mesmo filme" de há quatro anos.

"No momento do balanço, vamos assistir outra vez a um rebobinar do filme, como vimos há quatro anos, das promessas por parte do PSD, do CDS, mas também por parte do PS; promessas que nunca foram cumpridas. Vamos assistir outra vez ao mesmo filme", disse.

Assumindo que este não é "um distrito fácil para a CDU", o secretário-geral dos comunistas não deixou, todavia, de apelar ao "voto da rutura" com as políticas de direita. Esse, assegurou, nunca será um voto perdido, traído ou enganado.

"Mesmo sem ter eleitos por este distrito, o Grupo Parlamentar do PCP trabalhou mais do que muitos deputados eleitos aqui no distrito", fundamentou, ao mesmo tempo que se mostrou confiante num bom resultado eleitoral.

"Estamos confiantes porque estivemos sempre do lado certo, porque quando outros desistiram nós estivemos na frente da luta", referiu, assegurando que este "é o momento de viragem".

Jerónimo de Sousa enumerou, igualmente, as várias dificuldades que o país e os portugueses enfrentaram nos últimos anos e responsabilizou não só os partidos do Governo pelas mesmas, mas também o PS, partido que, acusou, "desertou em combate".

O secretário-geral comunista disse ainda que estes partidos querem "manter tudo na mesma", opinião que fundamentou com a análise feita às propostas apresentadas até agora.

Segundo o responsável, é possível verificar que PSD e CDS querem "manter a política de sacrifícios" e que "no essencial o PS acompanha a direita nas questões de fundo".